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Biomedicina ·
Microbiologia
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Para o relatório é obrigatório que sejam apresentados os seguintes tópicos 1 Introdução Breve introdução em que se explique a finalidade e a importância do exame de urina tipo I e as técnicas empregadas para coleta e análise Deve conter no mínimo 3 citações bibliográficas artigos e livros apenas Deve ter no máximo duas páginas Cuidado com plágio relatório será passado em software detector de plágio portanto cuidado 2 Objetivo Colocar no objetivo o texto que está expresso aqui no início do roteiro Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos explicar tudo o que foi feito em detalhes e em conformidade com o que consta deste protocolo de aula Descrever em detalhes como a se procedeu às análises físicas químicas e microscópicas da urina bem como o uso da câmara de Neubauer e cálculos realizados para liberação dos resultados 4 Resultados Apresentar os resultados obtidos pelo grupo na forma de um laudo de exame de urina tipo I Procurar na internet modelo real de laudo emitido por algum laboratório em que constem as análises físicas químicas e microscópicas e os valores de referência de cada parâmetro Usem esse modelo para montar um laudo do seu grupo personalizado e com os seus resultados 5 Discussão Discutir cada um dos resultados obtidos dizendo se estão ou não dentro da normalidade se fora da normalidade e o que isso significa Citar referências bibliográficas durante toda a discussão pelo menos três artigos científicos e livros apenas Lembrese que discussão é comparar os seus resultados com o que a literatura traz de informação Fazer as citações conforme orientado pela ABNT 6 Conclusões Trazer um texto objetivo simples que finalize o relatório As conclusões precisam demonstrar a que diagnóstico os resultados obtidos direcionam Deve ser resposta aos objetivos traçados 7 Referências bibliográficas listar a bibliografia utilizada seguindo as normas da ABNT O que for referenciado no texto precisa estar corretamente listado aqui Amostra nº 1 Cor Amarelo hidratado Odor Sem presença Aspecto Liquido Marca Wama Diagnostica uricolor check Lote 002221 Áreas de compensação Ausente Urobilinogênio Normal Glicose Normal Corpos cetônicos Normal Bilirrubina Normal Proteinas Normal Nitrito Ausente Normal pH 6 Sangue Ausente cor amarelo Densidade 1020 Leucócitos Ausente Contagem na câmara de Neubauer Células epiteliais 8250 celulas epiteliais por ml Hemácias 250 hemacias por ml Leucócitos 3500 leucocitos por ml 1 Introdução O exame de urina tipo I ou sedimentoscopia urinária tratase de um procedimento laboratorial simples o qual apresenta uma ampla gama de informações sobre condições gerais de saúde e patologias apresentadas pelo paciente VASCONCELOS 2021 Tal exame é amplamente empregado uma vez que a amostra utilizada é de fácil obtenção não é invasivo apresenta análise relativamente simples e de baixo custo financeiro complementando os dados epidemiológicos a história o exame clínico e outros testes laboratoriais dirigidos ANDRADE et al 2020 Para uma correta interpretação do exame laboratorial é imprescindível que o fluido seja coletado de forma adequada evitando ao máximo erros préanalíticos SILVA et al 2020 Dessa forma para efetuar a coleta recomendase que seja utilizada a primeira urina da manhã por ser mais concentrada e desta desprezase a primeira parcela coletandose o jato médio VASCONCELOS 2021 Devese orientar o paciente a higienizar previamente os genitais preferencialmente com água e sabão neutro VASCONCELOS 2021 Em crianças sem controle esfincteriano após higienização dos genitais a coleta pode ser feita através de saco coletor estéril SC cateterização uretral ou punção suprapúbica quando há necessidade de investigação e diagnóstico de infecção do trato urinário ANDRADE et al 2020 A urina deve ser armazenada em um recipiente descartável limpo e seco identificado com o nome do paciente data e horário da coleta VASCONCELOS 2021 Após a coleta devese realizar a análise em até uma hora Caso o exame não seja realizado nesse prazo devese refrigerar a amostra protegêla da luz e analisála em não mais que 12 horas SILVA et al 2020 Este cuidado visa evitar lise celular e precipitação de solutos ANDRADE et al 2020 De forma geral o exame de urina tipo I contempla uma análise física macroscópica de cor aspecto e odor química pH proteínas glicose bilirrubinas cetonas etc e morfológica dos sedimentos ou elementos figurados tais como eritrócitos leucócitos cilindros células epiteliais cristais entre outros a qual pode ser realizada por microscopia óptica citometria de fluxo ou digitalização de imagem KOCH ANDRIOLO 2010 As fitas reagentes são amplamente utilizadas e sua leitura pode ser manual semi automatizada ou automatizada devendo ser consideradas as especificações de técnica e análise de leitura conforme o fabricante ANDRADE et al 2020 O exame microscópico da urina também possui importância podendo estabelecer informações de utilidade diagnóstica particularmente quando a análise da fita reagente for anormal ANDRADE et al 2020 2 Objetivo Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos As análises procederamse contemplando a observação de características físicas químicas e microscópicas da amostra Para iniciar a análise física homogeneizouse a urina em um coletor universal e transferiu 10 mL desta para um tubo cônico Avaliouse a cor o cheiro e o aspecto da urina em um tubo de ensaio segurandoo contra a luz para verificar a presença de turbidez Em seguida realizouse a análise química introduzindo uma tira reativa no tubo cônico a qual permaneceu imersa por no máximo 10 segundos Retirouse o excesso de urina da fita em papel absorvente e em seguida efetuouse a leitura dos parâmetros químicos da urina comparando com a escala de cores situadas na embalagem do recipiente das tiras reativas Por fim realizouse a análise de sedimentoscopia Os tubos cônicos foram fechados como uma tampa de rosca e submetidos à centrifugação a 2000 rpm por 5 minutos Após a centrifugação foi removido o excesso de sobrenadante 9 mL da amostra deixando somente 1 mL de urina no tubo cônico Logo após o sedimento foi ressuspendido na urina remanescente e homogeneizado deste 10uL foram transferidos à câmara de Neubauer com auxílio de uma micropipeta sendo recobertos por uma lamínula de vidro previamente fixada Efetuouse a leitura dos 4 quadrantes laterais da câmara em microscópio óptico O cálculo utilizado para determinação do resultado em célulasmL seguiu o seguinte raciocínio como a suspensão foi inicialmente diluída a 14 o número de células contadas é igual à média multiplicada pelo fator de diluição no caso 4 Para obter o número de célulasmL multiplicase o valor obtido por 10000 pois 1 ml 1 cc 1 cc 10 x 10 x 10 mm 1000 mm3 Na câmara de Neubauer obtémse o número de células por 01 mm3 então multiplicase o valor por 10 portanto 10 x 1000 10000 Dessa forma têmse a expressão 4 Resultados Exame de urina de rotina Nome Código do exame Data de nasc Código da coleta Documento Data do exame Contato Data de entrega Solicitante Resultado emitido em Instituição Localidade Análise FísicoQuímica Resultado Valor de referência Cor Amarelo hidratado Amarelocitrino à amarelo avermelhado Odor SuiGeneris SuiGeneris Aspecto Límpido Densidade 1020 1005 a 1035 pH 6 57 Glicose Ausente Ausente Proteínas Normal Menos que 10 mgdL ou 005 gL Sangue Ausente Menos que 10000 células por mL Bilirrubina Ausente Ausente Urobilinogênio Normal Normal Nitrito Negativo Negativo Leucócitos Ausente Menos 10000 células por mL Corpos cetônicos Ausente Ausente Microscopia do Sedimento Resultado Valor de referência Células epiteliais 8250 célulasmL 10000mL Muco Ausente Hemácias 250 célulasmL 5000mL Leucócitos 3500 célulasmL 10000mL Bactérias Ausente Ausente Leveduras Ausente Ausente Trichomonas Ausente Ausente Cilindros Ausente Ausente Cristais Ausente Ausente Observações Bioquímico responsável n CRF 5 Discussão 51 Análise física Os aspectos físicos de cor aspecto e odor podem sofrer variações a depender da dieta do volume de água da concentração urinária e da presença de pigmentos urocromo uroeritrina e urobilina ANDRADE et al 2020 A cor urinária normal pode variar desde amareloclaro ao âmbar SILVA et al 2021 A urina deve estar com aspecto límpido e transparente principalmente se for recém emitida porém se deixada em repouso por determinado tempo ou for resfriada pode ter formação de depósito e turvação SILVA et al 2021 Outros fatores que podem levar à turbidez são presença de leucócitos hemácias células epiteliais bactérias e até mesmo cristais ANDRADE et al 2020 A presença de ácidos orgânicos voláteis na urina faz com que ela tenha o seu odor característico SILVA et al 2021 podendo ser acentuado azedo ou fétido em situações de retenção urinária e de inflamação e produção elevada de amônia ANDRADE et al 2020 No caso da amostra analisada não houveram alterações nos parâmetros observados 52 Análise química No estudo químico realizado na amostra de urina não foram encontrados valores anormais para os parâmetros analisados os quais estão expressos abaixo 521 Densidade urinária Apesar de avaliada por fitas reagentes métodos como o de refratometria apresentam maior acurácia nos resultados ANDRADE et al 2020 A densidade urinária apresenta correlação com a ingestão hídrica de tal forma que quando elevada pode estar correlacionada com uma ingestão inadequada de líquidos eou desidratação ANDRADE et al 2020 Esta análise pode ser afetada por excesso de solutos tais como albumina glicose agentes osmóticos e por outras variáveis ANDRADE et al 2020 O resultado apresentado 1020 está de acordo com os valores de referência 522 pH O pH ideal da urina é levemente ácido permanecendo entre 55 e 65 SILVA et al 2021 A determinação urinária do pH pode auxiliar no diagnóstico de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou distúrbios ácidobase metabólicos ou respiratórios de acordo com outros exames e a clínica do paciente FOGAZZI GARIGALI 2016 No caso avaliado o pH encontrase em valores normais 523 Glicose A glicosúria é decorrente de condições anormais no organismo uma vez que praticamente toda a glicose filtrada no glomérulo é reabsorvida no túbulo proximal SILVA et al 2021 Dessa forma pode refletir a presença de hiperglicemia ou disfunção tubular proximal ANDRADE et al 2020 A amostra avaliada apresentou ausência de glicose não sendo indicativo de distúrbios nesse sentido 524 Proteínas Pode ocorrer excreção de proteínas via urinária normalmente quando estas são constituídas principalmente pela proteína de TammHorsfall secretada pelos túbulos albumina globulina e pelas proteínas de baixo peso molecular PBPM ANDRADE et al 2020 Por essa razão estipulase um valor de proteinúria considerado como normal na fita reagente Uma proteinúria anormalmente alta é consequência do aumento da permeabilidade à proteínas da parede capilar glomerular permitindo sua passagem e da reabsorção prejudicada pelas células epiteliais dos túbulos proximais SILVA et al 2021 525 Sangue Este teste é positivo para determinar a presença de hemoglobina mioglobina e até mesmo hemácias intactas embora seja menos sensível para detectar hemácias intactas SILVA et al 2021 A causa mais comum de positivo neste teste é a hematúria definida como a excreção de glóbulos vermelhos na urina o que sugere que alguma área de dano se origina no próprio rim SILVA et al 2021 No caso avaliado não detectouse a presença de sangue na urina 526 Bilirrubina e Urobilinogênio Geralmente apesar da presença de quantidades pequenas de urobilinogênio as quantidades de bilirrubina na urina não são detectáveis SILVA et al 2021 A ruptura das hemácias libera hemoglobina que é fagocitada e metabolizada pelas células de Kupffer e outros macrófagos no fígado e o produto final de sua degradação é a bilirrubina Em condições normais parte desse produto entra nos componentes biliares enquanto a outra parte é excretada pelos rins na forma de urobilinogênio ou urobilina GUYTON HALL 2011 MARTELLI 2010 A detecção destes componentes portanto pode ser sugestiva de disfunções hepáticas ANDRADE et al 2020 527 Nitrito Nitritos não estão presentes normalmente na urina quando encontrados podem indicar a infecção por determinadas bactérias Gram negativas uropatogênicas as quais liberam estes compostos SILVA et al 2021 528 Corpos cetônicos Corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra de gorduras e não são comumente encontrados na urina cetonúria A presença de cetonas está associada a cenários em que há metabolização de gordura para obtenção de energia como dieta pobre em carboidratos jejum prolongado e cetoacidose diabética SILVA et al 2021 53 Análise da microscopia urinária Essa etapa do exame detecta elementos figurados na urina tais como células cilindros cristais gotículas de gordura e microorganismos como bactérias e fungos Na amostra avaliada não foram encontrados valores anormais destes elementos 531 Células epiteliais É possível encontrar no exame de urina normal células do epitélio tubular renal células do epitélio de transição que são derivadas do urotélio e células do epitélio escamoso vindas da uretra e genitália externa Dificilmente esses achados significam algum processo patológico SILVA et al 2021 Um aumento elevado das células escamosas originárias do terço distal da uretra vulva ou vagina pode ser um indício de contaminação ANDRADE et al 2020 532 Células Sanguíneas Em condições normais as células do sangue encontramse em pouca quantidade na urina sendo comumente observados neste caso leucócitos polimorfonucleares principalmente os neutrófilos e eritrócitos ANDRADE et al 2020 Quando os glóbulos brancos estão presentes na amostra mais de 5 a 10 células por campo indicam inflamação ou infecção ou um corpo estranho no trato urinário A leucocitúria é considerada significativa em testes feitos pela quantificação do sedimento quando encontramse mais de 10000 leucócitosmL SILVA et al 2021 Por outro lado o aparecimento de 2 a 5 unidades de hemácias por campo de visão é considerado hematúria pela Sociedade Americana de Hematologia quando pelo menos duas das três amostras de urina apresentam 3 ou mais hemácias por campo de visão SILVA et al 2021 Para exame quantitativo o valor máximo de referência aceito pela maioria dos laboratórios é de 5000 hemáciasmL valores maiores são definidos como hematúria que pode ser glomerular ou não glomerular dependendo do número de células dismórficas SILVA et al 2021 6 Conclusões O exame de urina tipo I é um dos exames complementares mais solicitados pelos médicos sendo capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas patologias do sistema urogenital e renal auxiliando nas diretrizes de investigação diagnóstica no acompanhamento clínico e na tomada de decisões terapêuticas Na interpretação laboratorial é importante considerar também os falsopositivos e falsonegativos potencialmente associados Estes resultados aliados a outros testes laboratoriais complementam muitas vezes a história e o exame clínico do paciente 7 Referências ANDRADE O V B et al O Exame de Urina I e a importância de sua interpretação Disponível em httpswwwspsporgbrPDFSPSPDC20Nefro Exame20de20urina07102020pdf Acesso em abril de 2023 FOGAZZI G B GARIGALI G Exame de Urina In JOHNSON R J FEEHALLY J FLOEGE J Nefrologia Clínica Abordagem Abrangente 5a ed Rio de Janeiro Elsevier 2016 p 3954 GUYTON A C HALL J E Tratado de Fisiologia Médica 12a ed Rio de Janeiro Elsevier 2011 KOCH V H ANDRIOLO A Exame de Urina de Rotina In SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 MARTELLI A Síntese e metabolismo da bilirrubina e fisiopatologia da hiperbilirrubinemia associados à Síndrome de Gilbert revisão de literatura Rev Med Minas Gerais v 22 p 216220 2010 VASCONCELOS R B Urinálise exame de urina tipo I Gama DF UNICEPLAC 2021 SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 1 Introdução O exame de urina tipo I ou sedimentoscopia urinária tratase de um procedimento laboratorial simples o qual apresenta uma ampla gama de informações sobre condições gerais de saúde e patologias apresentadas pelo paciente VASCONCELOS 2021 Tal exame é amplamente empregado uma vez que a amostra utilizada é de fácil obtenção não é invasivo apresenta análise relativamente simples e de baixo custo financeiro complementando os dados epidemiológicos a história o exame clínico e outros testes laboratoriais dirigidos ANDRADE et al 2020 Para uma correta interpretação do exame laboratorial é imprescindível que o fluido seja coletado de forma adequada evitando ao máximo erros préanalíticos SILVA et al 2020 Dessa forma para efetuar a coleta recomendase que seja utilizada a primeira urina da manhã por ser mais concentrada e desta desprezase a primeira parcela coletandose o jato médio VASCONCELOS 2021 Devese orientar o paciente a higienizar previamente os genitais preferencialmente com água e sabão neutro VASCONCELOS 2021 Em crianças sem controle esfincteriano após higienização dos genitais a coleta pode ser feita através de saco coletor estéril SC cateterização uretral ou punção suprapúbica quando há necessidade de investigação e diagnóstico de infecção do trato urinário ANDRADE et al 2020 A urina deve ser armazenada em um recipiente descartável limpo e seco identificado com o nome do paciente data e horário da coleta VASCONCELOS 2021 Após a coleta devese realizar a análise em até uma hora Caso o exame não seja realizado nesse prazo devese refrigerar a amostra protegêla da luz e analisála em não mais que 12 horas SILVA et al 2020 Este cuidado visa evitar lise celular e precipitação de solutos ANDRADE et al 2020 De forma geral o exame de urina tipo I contempla uma análise física macroscópica de cor aspecto e odor química pH proteínas glicose bilirrubinas cetonas etc e morfológica dos sedimentos ou elementos figurados tais como eritrócitos leucócitos cilindros células epiteliais cristais entre outros a qual pode ser realizada por microscopia óptica citometria de fluxo ou digitalização de imagem KOCH ANDRIOLO 2010 As fitas reagentes são amplamente utilizadas e sua leitura pode ser manual semi automatizada ou automatizada devendo ser consideradas as especificações de técnica e análise de leitura conforme o fabricante ANDRADE et al 2020 O exame microscópico da urina também possui importância podendo estabelecer informações de utilidade diagnóstica particularmente quando a análise da fita reagente for anormal ANDRADE et al 2020 2 Objetivo Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos As análises procederamse contemplando a observação de características físicas químicas e microscópicas da amostra Para iniciar a análise física homogeneizouse a urina em um coletor universal e transferiu 10 mL desta para um tubo cônico Avaliouse a cor o cheiro e o aspecto da urina em um tubo de ensaio segurandoo contra a luz para verificar a presença de turbidez Em seguida realizouse a análise química introduzindo uma tira reativa no tubo cônico a qual permaneceu imersa por no máximo 10 segundos Retirouse o excesso de urina da fita em papel absorvente e em seguida efetuouse a leitura dos parâmetros químicos da urina comparando com a escala de cores situadas na embalagem do recipiente das tiras reativas Por fim realizouse a análise de sedimentoscopia Os tubos cônicos foram fechados como uma tampa de rosca e submetidos à centrifugação a 2000 rpm por 5 minutos Após a centrifugação foi removido o excesso de sobrenadante 9 mL da amostra deixando somente 1 mL de urina no tubo cônico Logo após o sedimento foi ressuspendido na urina remanescente e homogeneizado deste 10uL foram transferidos à câmara de Neubauer com auxílio de uma micropipeta sendo recobertos por uma lamínula de vidro previamente fixada Efetuouse a leitura dos 4 quadrantes laterais da câmara em microscópio óptico O cálculo utilizado para determinação do resultado em célulasmL seguiu o seguinte raciocínio como a suspensão foi inicialmente diluída a 14 o número de células contadas é igual à média multiplicada pelo fator de diluição no caso 4 Para obter o número de célulasmL multiplicase o valor obtido por 10000 pois 1 ml 1 cc 1 cc 10 x 10 x 10 mm 1000 mm3 Na câmara de Neubauer obtémse o número de células por 01 mm3 então multiplicase o valor por 10 portanto 10 x 1000 10000 Dessa forma têmse a expressão 4 Resultados Exame de urina de rotina Nome Código do exame Data de nasc Código da coleta Documento Data do exame Contato Data de entrega Solicitante Resultado emitido em Instituição Localidade Análise FísicoQuímica Resultado Valor de referência Cor Amarelo hidratado Amarelocitrino à amarelo avermelhado Odor SuiGeneris SuiGeneris Aspecto Límpido 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aspecto límpido e transparente principalmente se for recém emitida porém se deixada em repouso por determinado tempo ou for resfriada pode ter formação de depósito e turvação SILVA et al 2021 Outros fatores que podem levar à turbidez são presença de leucócitos hemácias células epiteliais bactérias e até mesmo cristais ANDRADE et al 2020 A presença de ácidos orgânicos voláteis na urina faz com que ela tenha o seu odor característico SILVA et al 2021 podendo ser acentuado azedo ou fétido em situações de retenção urinária e de inflamação e produção elevada de amônia ANDRADE et al 2020 No caso da amostra analisada não houveram alterações nos parâmetros observados 52 Análise química No estudo químico realizado na amostra de urina não foram encontrados valores anormais para os parâmetros analisados os quais estão expressos abaixo 521 Densidade urinária Apesar de avaliada por fitas reagentes métodos como o de refratometria apresentam maior acurácia nos resultados ANDRADE et al 2020 A densidade urinária apresenta correlação com a ingestão hídrica de tal forma que quando elevada pode estar correlacionada com uma ingestão inadequada de líquidos eou desidratação ANDRADE et al 2020 Esta análise pode ser afetada por excesso de solutos tais como albumina glicose agentes osmóticos e por outras variáveis ANDRADE et al 2020 O resultado apresentado 1020 está de acordo com os valores de referência 522 pH O pH ideal da urina é levemente ácido permanecendo entre 55 e 65 SILVA et al 2021 A determinação urinária do pH pode auxiliar no diagnóstico de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou distúrbios ácidobase metabólicos ou respiratórios de acordo com outros exames e a clínica do paciente FOGAZZI GARIGALI 2016 No caso avaliado o pH encontrase em valores normais 523 Glicose A glicosúria é decorrente de condições anormais no organismo uma vez que praticamente toda a glicose filtrada no glomérulo é reabsorvida no túbulo proximal SILVA et al 2021 Dessa forma pode refletir a presença de hiperglicemia ou disfunção tubular proximal ANDRADE et al 2020 A amostra avaliada apresentou ausência de glicose não sendo indicativo de distúrbios nesse sentido 524 Proteínas Pode ocorrer excreção de proteínas via urinária normalmente quando estas são constituídas principalmente pela proteína de TammHorsfall secretada pelos túbulos albumina globulina e pelas proteínas de baixo peso molecular PBPM ANDRADE et al 2020 Por essa razão estipulase um valor de proteinúria considerado como normal na fita reagente Uma proteinúria anormalmente alta é consequência do aumento da permeabilidade à proteínas da parede capilar glomerular permitindo sua passagem e da reabsorção prejudicada pelas células epiteliais dos túbulos proximais SILVA et al 2021 525 Sangue Este teste é positivo para determinar a presença de hemoglobina mioglobina e até mesmo hemácias intactas embora seja menos sensível para detectar hemácias intactas SILVA et al 2021 A causa mais comum de positivo neste teste é a hematúria definida como a excreção de glóbulos vermelhos na urina o que sugere que alguma área de dano se origina no próprio rim SILVA et al 2021 No caso avaliado não detectouse a presença de sangue na urina 526 Bilirrubina e Urobilinogênio Geralmente apesar da presença de quantidades pequenas de urobilinogênio as quantidades de bilirrubina na urina não são detectáveis SILVA et al 2021 A ruptura das hemácias libera hemoglobina que é fagocitada e metabolizada pelas células de Kupffer e outros macrófagos no fígado e o produto final de sua degradação é a bilirrubina Em condições normais parte desse produto entra nos componentes biliares enquanto a outra parte é excretada pelos rins na forma de urobilinogênio ou urobilina GUYTON HALL 2011 MARTELLI 2010 A detecção destes componentes portanto pode ser sugestiva de disfunções hepáticas ANDRADE et al 2020 527 Nitrito Nitritos não estão presentes normalmente na urina quando encontrados podem indicar a infecção por determinadas bactérias Gram negativas uropatogênicas as quais liberam estes compostos SILVA et al 2021 528 Corpos cetônicos Corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra de gorduras e não são comumente encontrados na urina cetonúria A presença de cetonas está associada a cenários em que há metabolização de gordura para obtenção de energia como dieta pobre em carboidratos jejum prolongado e cetoacidose diabética SILVA et al 2021 53 Análise da microscopia urinária Essa etapa do exame detecta elementos figurados na urina tais como células cilindros cristais gotículas de gordura e microorganismos como bactérias e fungos Na amostra avaliada não foram encontrados valores anormais destes elementos 531 Células epiteliais É possível encontrar no exame de urina normal células do epitélio tubular renal células do epitélio de transição que são derivadas do urotélio e células do epitélio escamoso vindas da uretra e genitália externa Dificilmente esses achados significam algum processo patológico SILVA et al 2021 Um aumento 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aceito pela maioria dos laboratórios é de 5000 hemáciasmL valores maiores são definidos como hematúria que pode ser glomerular ou não glomerular dependendo do número de células dismórficas SILVA et al 2021 6 Conclusões O exame de urina tipo I é um dos exames complementares mais solicitados pelos médicos sendo capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas patologias do sistema urogenital e renal auxiliando nas diretrizes de investigação diagnóstica no acompanhamento clínico e na tomada de decisões terapêuticas Na interpretação laboratorial é importante considerar também os falsopositivos e falsonegativos potencialmente associados Estes resultados aliados a outros testes laboratoriais complementam muitas vezes a história e o exame clínico do paciente 7 Referências ANDRADE O V B et al O Exame de Urina I e a importância de sua interpretação Disponível em httpswwwspsporgbrPDFSPSPDC20NefroExame20de20urina071020 20pdf Acesso em abril de 2023 FOGAZZI G B GARIGALI G Exame de Urina In JOHNSON R J FEEHALLY J FLOEGE J Nefrologia Clínica Abordagem Abrangente 5a ed Rio de Janeiro Elsevier 2016 p 3954 GUYTON A C HALL J E Tratado de Fisiologia Médica 12a ed Rio de Janeiro Elsevier 2011 KOCH V H ANDRIOLO A Exame de Urina de Rotina In SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 MARTELLI A Síntese e metabolismo da bilirrubina e fisiopatologia da hiperbilirrubinemia associados à Síndrome de Gilbert revisão de literatura Rev Med Minas Gerais v 22 p 216220 2010 VASCONCELOS R B Urinálise exame de urina tipo I Gama DF UNICEPLAC 2021 SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021
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Para o relatório é obrigatório que sejam apresentados os seguintes tópicos 1 Introdução Breve introdução em que se explique a finalidade e a importância do exame de urina tipo I e as técnicas empregadas para coleta e análise Deve conter no mínimo 3 citações bibliográficas artigos e livros apenas Deve ter no máximo duas páginas Cuidado com plágio relatório será passado em software detector de plágio portanto cuidado 2 Objetivo Colocar no objetivo o texto que está expresso aqui no início do roteiro Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos explicar tudo o que foi feito em detalhes e em conformidade com o que consta deste protocolo de aula Descrever em detalhes como a se procedeu às análises físicas químicas e microscópicas da urina bem como o uso da câmara de Neubauer e cálculos realizados para liberação dos resultados 4 Resultados Apresentar os resultados obtidos pelo grupo na forma de um laudo de exame de urina tipo I Procurar na internet modelo real de laudo emitido por algum laboratório em que constem as análises físicas químicas e microscópicas e os valores de referência de cada parâmetro Usem esse modelo para montar um laudo do seu grupo personalizado e com os seus resultados 5 Discussão Discutir cada um dos resultados obtidos dizendo se estão ou não dentro da normalidade se fora da normalidade e o que isso significa Citar referências bibliográficas durante toda a discussão pelo menos três artigos científicos e livros apenas Lembrese que discussão é comparar os seus resultados com o que a literatura traz de informação Fazer as citações conforme orientado pela ABNT 6 Conclusões Trazer um texto objetivo simples que finalize o relatório As conclusões precisam demonstrar a que diagnóstico os resultados obtidos direcionam Deve ser resposta aos objetivos traçados 7 Referências bibliográficas listar a bibliografia utilizada seguindo as normas da ABNT O que for referenciado no texto precisa estar corretamente listado aqui Amostra nº 1 Cor Amarelo hidratado Odor Sem presença Aspecto Liquido Marca Wama Diagnostica uricolor check Lote 002221 Áreas de compensação Ausente Urobilinogênio Normal Glicose Normal Corpos cetônicos Normal Bilirrubina Normal Proteinas Normal Nitrito Ausente Normal pH 6 Sangue Ausente cor amarelo Densidade 1020 Leucócitos Ausente Contagem na câmara de Neubauer Células epiteliais 8250 celulas epiteliais por ml Hemácias 250 hemacias por ml Leucócitos 3500 leucocitos por ml 1 Introdução O exame de urina tipo I ou sedimentoscopia urinária tratase de um procedimento laboratorial simples o qual apresenta uma ampla gama de informações sobre condições gerais de saúde e patologias apresentadas pelo paciente VASCONCELOS 2021 Tal exame é amplamente empregado uma vez que a amostra utilizada é de fácil obtenção não é invasivo apresenta análise relativamente simples e de baixo custo financeiro complementando os dados epidemiológicos a história o exame clínico e outros testes laboratoriais dirigidos ANDRADE et al 2020 Para uma correta interpretação do exame laboratorial é imprescindível que o fluido seja coletado de forma adequada evitando ao máximo erros préanalíticos SILVA et al 2020 Dessa forma para efetuar a coleta recomendase que seja utilizada a primeira urina da manhã por ser mais concentrada e desta desprezase a primeira parcela coletandose o jato médio VASCONCELOS 2021 Devese orientar o paciente a higienizar previamente os genitais preferencialmente com água e sabão neutro VASCONCELOS 2021 Em crianças sem controle esfincteriano após higienização dos genitais a coleta pode ser feita através de saco coletor estéril SC cateterização uretral ou punção suprapúbica quando há necessidade de investigação e diagnóstico de infecção do trato urinário ANDRADE et al 2020 A urina deve ser armazenada em um recipiente descartável limpo e seco identificado com o nome do paciente data e horário da coleta VASCONCELOS 2021 Após a coleta devese realizar a análise em até uma hora Caso o exame não seja realizado nesse prazo devese refrigerar a amostra protegêla da luz e analisála em não mais que 12 horas SILVA et al 2020 Este cuidado visa evitar lise celular e precipitação de solutos ANDRADE et al 2020 De forma geral o exame de urina tipo I contempla uma análise física macroscópica de cor aspecto e odor química pH proteínas glicose bilirrubinas cetonas etc e morfológica dos sedimentos ou elementos figurados tais como eritrócitos leucócitos cilindros células epiteliais cristais entre outros a qual pode ser realizada por microscopia óptica citometria de fluxo ou digitalização de imagem KOCH ANDRIOLO 2010 As fitas reagentes são amplamente utilizadas e sua leitura pode ser manual semi automatizada ou automatizada devendo ser consideradas as especificações de técnica e análise de leitura conforme o fabricante ANDRADE et al 2020 O exame microscópico da urina também possui importância podendo estabelecer informações de utilidade diagnóstica particularmente quando a análise da fita reagente for anormal ANDRADE et al 2020 2 Objetivo Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos As análises procederamse contemplando a observação de características físicas químicas e microscópicas da amostra Para iniciar a análise física homogeneizouse a urina em um coletor universal e transferiu 10 mL desta para um tubo cônico Avaliouse a cor o cheiro e o aspecto da urina em um tubo de ensaio segurandoo contra a luz para verificar a presença de turbidez Em seguida realizouse a análise química introduzindo uma tira reativa no tubo cônico a qual permaneceu imersa por no máximo 10 segundos Retirouse o excesso de urina da fita em papel absorvente e em seguida efetuouse a leitura dos parâmetros químicos da urina comparando com a escala de cores situadas na embalagem do recipiente das tiras reativas Por fim realizouse a análise de sedimentoscopia Os tubos cônicos foram fechados como uma tampa de rosca e submetidos à centrifugação a 2000 rpm por 5 minutos Após a centrifugação foi removido o excesso de sobrenadante 9 mL da amostra deixando somente 1 mL de urina no tubo cônico Logo após o sedimento foi ressuspendido na urina remanescente e homogeneizado deste 10uL foram transferidos à câmara de Neubauer com auxílio de uma micropipeta sendo recobertos por uma lamínula de vidro previamente fixada Efetuouse a leitura dos 4 quadrantes laterais da câmara em microscópio óptico O cálculo utilizado para determinação do resultado em célulasmL seguiu o seguinte raciocínio como a suspensão foi inicialmente diluída a 14 o número de células contadas é igual à média multiplicada pelo fator de diluição no caso 4 Para obter o número de célulasmL multiplicase o valor obtido por 10000 pois 1 ml 1 cc 1 cc 10 x 10 x 10 mm 1000 mm3 Na câmara de Neubauer obtémse o número de células por 01 mm3 então multiplicase o valor por 10 portanto 10 x 1000 10000 Dessa forma têmse a expressão 4 Resultados Exame de urina de rotina Nome Código do exame Data de nasc Código da coleta Documento Data do exame Contato Data de entrega Solicitante Resultado emitido em Instituição Localidade Análise FísicoQuímica Resultado Valor de referência Cor Amarelo hidratado Amarelocitrino à amarelo avermelhado Odor SuiGeneris SuiGeneris Aspecto Límpido Densidade 1020 1005 a 1035 pH 6 57 Glicose Ausente Ausente Proteínas Normal Menos que 10 mgdL ou 005 gL Sangue Ausente Menos que 10000 células por mL Bilirrubina Ausente Ausente Urobilinogênio Normal Normal Nitrito Negativo Negativo Leucócitos Ausente Menos 10000 células por mL Corpos cetônicos Ausente Ausente Microscopia do Sedimento Resultado Valor de referência Células epiteliais 8250 célulasmL 10000mL Muco Ausente Hemácias 250 célulasmL 5000mL Leucócitos 3500 célulasmL 10000mL Bactérias Ausente Ausente Leveduras Ausente Ausente Trichomonas Ausente Ausente Cilindros Ausente Ausente Cristais Ausente Ausente Observações Bioquímico responsável n CRF 5 Discussão 51 Análise física Os aspectos físicos de cor aspecto e odor podem sofrer variações a depender da dieta do volume de água da concentração urinária e da presença de pigmentos urocromo uroeritrina e urobilina ANDRADE et al 2020 A cor urinária normal pode variar desde amareloclaro ao âmbar SILVA et al 2021 A urina deve estar com aspecto límpido e transparente principalmente se for recém emitida porém se deixada em repouso por determinado tempo ou for resfriada pode ter formação de depósito e turvação SILVA et al 2021 Outros fatores que podem levar à turbidez são presença de leucócitos hemácias células epiteliais bactérias e até mesmo cristais ANDRADE et al 2020 A presença de ácidos orgânicos voláteis na urina faz com que ela tenha o seu odor característico SILVA et al 2021 podendo ser acentuado azedo ou fétido em situações de retenção urinária e de inflamação e produção elevada de amônia ANDRADE et al 2020 No caso da amostra analisada não houveram alterações nos parâmetros observados 52 Análise química No estudo químico realizado na amostra de urina não foram encontrados valores anormais para os parâmetros analisados os quais estão expressos abaixo 521 Densidade urinária Apesar de avaliada por fitas reagentes métodos como o de refratometria apresentam maior acurácia nos resultados ANDRADE et al 2020 A densidade urinária apresenta correlação com a ingestão hídrica de tal forma que quando elevada pode estar correlacionada com uma ingestão inadequada de líquidos eou desidratação ANDRADE et al 2020 Esta análise pode ser afetada por excesso de solutos tais como albumina glicose agentes osmóticos e por outras variáveis ANDRADE et al 2020 O resultado apresentado 1020 está de acordo com os valores de referência 522 pH O pH ideal da urina é levemente ácido permanecendo entre 55 e 65 SILVA et al 2021 A determinação urinária do pH pode auxiliar no diagnóstico de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou distúrbios ácidobase metabólicos ou respiratórios de acordo com outros exames e a clínica do paciente FOGAZZI GARIGALI 2016 No caso avaliado o pH encontrase em valores normais 523 Glicose A glicosúria é decorrente de condições anormais no organismo uma vez que praticamente toda a glicose filtrada no glomérulo é reabsorvida no túbulo proximal SILVA et al 2021 Dessa forma pode refletir a presença de hiperglicemia ou disfunção tubular proximal ANDRADE et al 2020 A amostra avaliada apresentou ausência de glicose não sendo indicativo de distúrbios nesse sentido 524 Proteínas Pode ocorrer excreção de proteínas via urinária normalmente quando estas são constituídas principalmente pela proteína de TammHorsfall secretada pelos túbulos albumina globulina e pelas proteínas de baixo peso molecular PBPM ANDRADE et al 2020 Por essa razão estipulase um valor de proteinúria considerado como normal na fita reagente Uma proteinúria anormalmente alta é consequência do aumento da permeabilidade à proteínas da parede capilar glomerular permitindo sua passagem e da reabsorção prejudicada pelas células epiteliais dos túbulos proximais SILVA et al 2021 525 Sangue Este teste é positivo para determinar a presença de hemoglobina mioglobina e até mesmo hemácias intactas embora seja menos sensível para detectar hemácias intactas SILVA et al 2021 A causa mais comum de positivo neste teste é a hematúria definida como a excreção de glóbulos vermelhos na urina o que sugere que alguma área de dano se origina no próprio rim SILVA et al 2021 No caso avaliado não detectouse a presença de sangue na urina 526 Bilirrubina e Urobilinogênio Geralmente apesar da presença de quantidades pequenas de urobilinogênio as quantidades de bilirrubina na urina não são detectáveis SILVA et al 2021 A ruptura das hemácias libera hemoglobina que é fagocitada e metabolizada pelas células de Kupffer e outros macrófagos no fígado e o produto final de sua degradação é a bilirrubina Em condições normais parte desse produto entra nos componentes biliares enquanto a outra parte é excretada pelos rins na forma de urobilinogênio ou urobilina GUYTON HALL 2011 MARTELLI 2010 A detecção destes componentes portanto pode ser sugestiva de disfunções hepáticas ANDRADE et al 2020 527 Nitrito Nitritos não estão presentes normalmente na urina quando encontrados podem indicar a infecção por determinadas bactérias Gram negativas uropatogênicas as quais liberam estes compostos SILVA et al 2021 528 Corpos cetônicos Corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra de gorduras e não são comumente encontrados na urina cetonúria A presença de cetonas está associada a cenários em que há metabolização de gordura para obtenção de energia como dieta pobre em carboidratos jejum prolongado e cetoacidose diabética SILVA et al 2021 53 Análise da microscopia urinária Essa etapa do exame detecta elementos figurados na urina tais como células cilindros cristais gotículas de gordura e microorganismos como bactérias e fungos Na amostra avaliada não foram encontrados valores anormais destes elementos 531 Células epiteliais É possível encontrar no exame de urina normal células do epitélio tubular renal células do epitélio de transição que são derivadas do urotélio e células do epitélio escamoso vindas da uretra e genitália externa Dificilmente esses achados significam algum processo patológico SILVA et al 2021 Um aumento elevado das células escamosas originárias do terço distal da uretra vulva ou vagina pode ser um indício de contaminação ANDRADE et al 2020 532 Células Sanguíneas Em condições normais as células do sangue encontramse em pouca quantidade na urina sendo comumente observados neste caso leucócitos polimorfonucleares principalmente os neutrófilos e eritrócitos ANDRADE et al 2020 Quando os glóbulos brancos estão presentes na amostra mais de 5 a 10 células por campo indicam inflamação ou infecção ou um corpo estranho no trato urinário A leucocitúria é considerada significativa em testes feitos pela quantificação do sedimento quando encontramse mais de 10000 leucócitosmL SILVA et al 2021 Por outro lado o aparecimento de 2 a 5 unidades de hemácias por campo de visão é considerado hematúria pela Sociedade Americana de Hematologia quando pelo menos duas das três amostras de urina apresentam 3 ou mais hemácias por campo de visão SILVA et al 2021 Para exame quantitativo o valor máximo de referência aceito pela maioria dos laboratórios é de 5000 hemáciasmL valores maiores são definidos como hematúria que pode ser glomerular ou não glomerular dependendo do número de células dismórficas SILVA et al 2021 6 Conclusões O exame de urina tipo I é um dos exames complementares mais solicitados pelos médicos sendo capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas patologias do sistema urogenital e renal auxiliando nas diretrizes de investigação diagnóstica no acompanhamento clínico e na tomada de decisões terapêuticas Na interpretação laboratorial é importante considerar também os falsopositivos e falsonegativos potencialmente associados Estes resultados aliados a outros testes laboratoriais complementam muitas vezes a história e o exame clínico do paciente 7 Referências ANDRADE O V B et al O Exame de Urina I e a importância de sua interpretação Disponível em httpswwwspsporgbrPDFSPSPDC20Nefro Exame20de20urina07102020pdf Acesso em abril de 2023 FOGAZZI G B GARIGALI G Exame de Urina In JOHNSON R J FEEHALLY J FLOEGE J Nefrologia Clínica Abordagem Abrangente 5a ed Rio de Janeiro Elsevier 2016 p 3954 GUYTON A C HALL J E Tratado de Fisiologia Médica 12a ed Rio de Janeiro Elsevier 2011 KOCH V H ANDRIOLO A Exame de Urina de Rotina In SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 MARTELLI A Síntese e metabolismo da bilirrubina e fisiopatologia da hiperbilirrubinemia associados à Síndrome de Gilbert revisão de literatura Rev Med Minas Gerais v 22 p 216220 2010 VASCONCELOS R B Urinálise exame de urina tipo I Gama DF UNICEPLAC 2021 SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 1 Introdução O exame de urina tipo I ou sedimentoscopia urinária tratase de um procedimento laboratorial simples o qual apresenta uma ampla gama de informações sobre condições gerais de saúde e patologias apresentadas pelo paciente VASCONCELOS 2021 Tal exame é amplamente empregado uma vez que a amostra utilizada é de fácil obtenção não é invasivo apresenta análise relativamente simples e de baixo custo financeiro complementando os dados epidemiológicos a história o exame clínico e outros testes laboratoriais dirigidos ANDRADE et al 2020 Para uma correta interpretação do exame laboratorial é imprescindível que o fluido seja coletado de forma adequada evitando ao máximo erros préanalíticos SILVA et al 2020 Dessa forma para efetuar a coleta recomendase que seja utilizada a primeira urina da manhã por ser mais concentrada e desta desprezase a primeira parcela coletandose o jato médio VASCONCELOS 2021 Devese orientar o paciente a higienizar previamente os genitais preferencialmente com água e sabão neutro VASCONCELOS 2021 Em crianças sem controle esfincteriano após higienização dos genitais a coleta pode ser feita através de saco coletor estéril SC cateterização uretral ou punção suprapúbica quando há necessidade de investigação e diagnóstico de infecção do trato urinário ANDRADE et al 2020 A urina deve ser armazenada em um recipiente descartável limpo e seco identificado com o nome do paciente data e horário da coleta VASCONCELOS 2021 Após a coleta devese realizar a análise em até uma hora Caso o exame não seja realizado nesse prazo devese refrigerar a amostra protegêla da luz e analisála em não mais que 12 horas SILVA et al 2020 Este cuidado visa evitar lise celular e precipitação de solutos ANDRADE et al 2020 De forma geral o exame de urina tipo I contempla uma análise física macroscópica de cor aspecto e odor química pH proteínas glicose bilirrubinas cetonas etc e morfológica dos sedimentos ou elementos figurados tais como eritrócitos leucócitos cilindros células epiteliais cristais entre outros a qual pode ser realizada por microscopia óptica citometria de fluxo ou digitalização de imagem KOCH ANDRIOLO 2010 As fitas reagentes são amplamente utilizadas e sua leitura pode ser manual semi automatizada ou automatizada devendo ser consideradas as especificações de técnica e análise de leitura conforme o fabricante ANDRADE et al 2020 O exame microscópico da urina também possui importância podendo estabelecer informações de utilidade diagnóstica particularmente quando a análise da fita reagente for anormal ANDRADE et al 2020 2 Objetivo Realizar análises físicoquímicas e microscópica de amostra isolada de urina humana visando diagnóstico clínico 3 Métodos As análises procederamse contemplando a observação de características físicas químicas e microscópicas da amostra Para iniciar a análise física homogeneizouse a urina em um coletor universal e transferiu 10 mL desta para um tubo cônico Avaliouse a cor o cheiro e o aspecto da urina em um tubo de ensaio segurandoo contra a luz para verificar a presença de turbidez Em seguida realizouse a análise química introduzindo uma tira reativa no tubo cônico a qual permaneceu imersa por no máximo 10 segundos Retirouse o excesso de urina da fita em papel absorvente e em seguida efetuouse a leitura dos parâmetros químicos da urina comparando com a escala de cores situadas na embalagem do recipiente das tiras reativas Por fim realizouse a análise de sedimentoscopia Os tubos cônicos foram fechados como uma tampa de rosca e submetidos à centrifugação a 2000 rpm por 5 minutos Após a centrifugação foi removido o excesso de sobrenadante 9 mL da amostra deixando somente 1 mL de urina no tubo cônico Logo após o sedimento foi ressuspendido na urina remanescente e homogeneizado deste 10uL foram transferidos à câmara de Neubauer com auxílio de uma micropipeta sendo recobertos por uma lamínula de vidro previamente fixada Efetuouse a leitura dos 4 quadrantes laterais da câmara em microscópio óptico O cálculo utilizado para determinação do resultado em célulasmL seguiu o seguinte raciocínio como a suspensão foi inicialmente diluída a 14 o número de células contadas é igual à média multiplicada pelo fator de diluição no caso 4 Para obter o número de célulasmL multiplicase o valor obtido por 10000 pois 1 ml 1 cc 1 cc 10 x 10 x 10 mm 1000 mm3 Na câmara de Neubauer obtémse o número de células por 01 mm3 então multiplicase o valor por 10 portanto 10 x 1000 10000 Dessa forma têmse a expressão 4 Resultados Exame de urina de rotina Nome Código do exame Data de nasc Código da coleta Documento Data do exame Contato Data de entrega Solicitante Resultado emitido em Instituição Localidade Análise FísicoQuímica Resultado Valor de referência Cor Amarelo hidratado Amarelocitrino à amarelo avermelhado Odor SuiGeneris SuiGeneris Aspecto Límpido Densidade 1020 1005 a 1035 pH 6 57 Glicose Ausente Ausente Proteínas Normal Menos que 10 mgdL ou 005 gL Sangue Ausente Menos que 10000 células por mL Bilirrubina Ausente Ausente Urobilinogênio Normal Normal Nitrito Negativo Negativo Leucócitos Ausente Menos 10000 células por mL Corpos cetônicos Ausente Ausente Microscopia do Sedimento Resultado Valor de referência Células epiteliais 8250 célulasmL 10000mL Muco Ausente Hemácias 250 célulasmL 5000mL Leucócitos 3500 célulasmL 10000mL Bactérias Ausente Ausente Leveduras Ausente Ausente Trichomonas Ausente Ausente Cilindros Ausente Ausente Cristais Ausente Ausente Observações Bioquímico responsável n CRF 5 Discussão 51 Análise física Os aspectos físicos de cor aspecto e odor podem sofrer variações a depender da dieta do volume de água da concentração urinária e da presença de pigmentos urocromo uroeritrina e urobilina ANDRADE et al 2020 A cor urinária normal pode variar desde amareloclaro ao âmbar SILVA et al 2021 A urina deve estar com aspecto límpido e transparente principalmente se for recém emitida porém se deixada em repouso por determinado tempo ou for resfriada pode ter formação de depósito e turvação SILVA et al 2021 Outros fatores que podem levar à turbidez são presença de leucócitos hemácias células epiteliais bactérias e até mesmo cristais ANDRADE et al 2020 A presença de ácidos orgânicos voláteis na urina faz com que ela tenha o seu odor característico SILVA et al 2021 podendo ser acentuado azedo ou fétido em situações de retenção urinária e de inflamação e produção elevada de amônia ANDRADE et al 2020 No caso da amostra analisada não houveram alterações nos parâmetros observados 52 Análise química No estudo químico realizado na amostra de urina não foram encontrados valores anormais para os parâmetros analisados os quais estão expressos abaixo 521 Densidade urinária Apesar de avaliada por fitas reagentes métodos como o de refratometria apresentam maior acurácia nos resultados ANDRADE et al 2020 A densidade urinária apresenta correlação com a ingestão hídrica de tal forma que quando elevada pode estar correlacionada com uma ingestão inadequada de líquidos eou desidratação ANDRADE et al 2020 Esta análise pode ser afetada por excesso de solutos tais como albumina glicose agentes osmóticos e por outras variáveis ANDRADE et al 2020 O resultado apresentado 1020 está de acordo com os valores de referência 522 pH O pH ideal da urina é levemente ácido permanecendo entre 55 e 65 SILVA et al 2021 A determinação urinária do pH pode auxiliar no diagnóstico de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou distúrbios ácidobase metabólicos ou respiratórios de acordo com outros exames e a clínica do paciente FOGAZZI GARIGALI 2016 No caso avaliado o pH encontrase em valores normais 523 Glicose A glicosúria é decorrente de condições anormais no organismo uma vez que praticamente toda a glicose filtrada no glomérulo é reabsorvida no túbulo proximal SILVA et al 2021 Dessa forma pode refletir a presença de hiperglicemia ou disfunção tubular proximal ANDRADE et al 2020 A amostra avaliada apresentou ausência de glicose não sendo indicativo de distúrbios nesse sentido 524 Proteínas Pode ocorrer excreção de proteínas via urinária normalmente quando estas são constituídas principalmente pela proteína de TammHorsfall secretada pelos túbulos albumina globulina e pelas proteínas de baixo peso molecular PBPM ANDRADE et al 2020 Por essa razão estipulase um valor de proteinúria considerado como normal na fita reagente Uma proteinúria anormalmente alta é consequência do aumento da permeabilidade à proteínas da parede capilar glomerular permitindo sua passagem e da reabsorção prejudicada pelas células epiteliais dos túbulos proximais SILVA et al 2021 525 Sangue Este teste é positivo para determinar a presença de hemoglobina mioglobina e até mesmo hemácias intactas embora seja menos sensível para detectar hemácias intactas SILVA et al 2021 A causa mais comum de positivo neste teste é a hematúria definida como a excreção de glóbulos vermelhos na urina o que sugere que alguma área de dano se origina no próprio rim SILVA et al 2021 No caso avaliado não detectouse a presença de sangue na urina 526 Bilirrubina e Urobilinogênio Geralmente apesar da presença de quantidades pequenas de urobilinogênio as quantidades de bilirrubina na urina não são detectáveis SILVA et al 2021 A ruptura das hemácias libera hemoglobina que é fagocitada e metabolizada pelas células de Kupffer e outros macrófagos no fígado e o produto final de sua degradação é a bilirrubina Em condições normais parte desse produto entra nos componentes biliares enquanto a outra parte é excretada pelos rins na forma de urobilinogênio ou urobilina GUYTON HALL 2011 MARTELLI 2010 A detecção destes componentes portanto pode ser sugestiva de disfunções hepáticas ANDRADE et al 2020 527 Nitrito Nitritos não estão presentes normalmente na urina quando encontrados podem indicar a infecção por determinadas bactérias Gram negativas uropatogênicas as quais liberam estes compostos SILVA et al 2021 528 Corpos cetônicos Corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra de gorduras e não são comumente encontrados na urina cetonúria A presença de cetonas está associada a cenários em que há metabolização de gordura para obtenção de energia como dieta pobre em carboidratos jejum prolongado e cetoacidose diabética SILVA et al 2021 53 Análise da microscopia urinária Essa etapa do exame detecta elementos figurados na urina tais como células cilindros cristais gotículas de gordura e microorganismos como bactérias e fungos Na amostra avaliada não foram encontrados valores anormais destes elementos 531 Células epiteliais É possível encontrar no exame de urina normal células do epitélio tubular renal células do epitélio de transição que são derivadas do urotélio e células do epitélio escamoso vindas da uretra e genitália externa Dificilmente esses achados significam algum processo patológico SILVA et al 2021 Um aumento elevado das células escamosas originárias do terço distal da uretra vulva ou vagina pode ser um indício de contaminação ANDRADE et al 2020 532 Células Sanguíneas Em condições normais as células do sangue encontramse em pouca quantidade na urina sendo comumente observados neste caso leucócitos polimorfonucleares principalmente os neutrófilos e eritrócitos ANDRADE et al 2020 Quando os glóbulos brancos estão presentes na amostra mais de 5 a 10 células por campo indicam inflamação ou infecção ou um corpo estranho no trato urinário A leucocitúria é considerada significativa em testes feitos pela quantificação do sedimento quando encontramse mais de 10000 leucócitosmL SILVA et al 2021 Por outro lado o aparecimento de 2 a 5 unidades de hemácias por campo de visão é considerado hematúria pela Sociedade Americana de Hematologia quando pelo menos duas das três amostras de urina apresentam 3 ou mais hemácias por campo de visão SILVA et al 2021 Para exame quantitativo o valor máximo de referência aceito pela maioria dos laboratórios é de 5000 hemáciasmL valores maiores são definidos como hematúria que pode ser glomerular ou não glomerular dependendo do número de células dismórficas SILVA et al 2021 6 Conclusões O exame de urina tipo I é um dos exames complementares mais solicitados pelos médicos sendo capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas patologias do sistema urogenital e renal auxiliando nas diretrizes de investigação diagnóstica no acompanhamento clínico e na tomada de decisões terapêuticas Na interpretação laboratorial é importante considerar também os falsopositivos e falsonegativos potencialmente associados Estes resultados aliados a outros testes laboratoriais complementam muitas vezes a história e o exame clínico do paciente 7 Referências ANDRADE O V B et al O Exame de Urina I e a importância de sua interpretação Disponível em httpswwwspsporgbrPDFSPSPDC20NefroExame20de20urina071020 20pdf Acesso em abril de 2023 FOGAZZI G B GARIGALI G Exame de Urina In JOHNSON R J FEEHALLY J FLOEGE J Nefrologia Clínica Abordagem Abrangente 5a ed Rio de Janeiro Elsevier 2016 p 3954 GUYTON A C HALL J E Tratado de Fisiologia Médica 12a ed Rio de Janeiro Elsevier 2011 KOCH V H ANDRIOLO A Exame de Urina de Rotina In SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021 MARTELLI A Síntese e metabolismo da bilirrubina e fisiopatologia da hiperbilirrubinemia associados à Síndrome de Gilbert revisão de literatura Rev Med Minas Gerais v 22 p 216220 2010 VASCONCELOS R B Urinálise exame de urina tipo I Gama DF UNICEPLAC 2021 SILVA V M F et al A Urinálise como um dos exames laboratoriais mais relevantes na Nefrologia e na clínica médica Revista Científica Integrada v 5 ed 1 2021