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CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Tecnologia em Gestão Ambiental Autores CristianeDavi FernandaFranciele Israel PROJETO INTEGRADOR I FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS DOCENTE Gabriela Priolli de Oliveira São Paulo 2025 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA DO TRABALHO Nome da Unidade de Conservação UC Figura 1 Floresta Nacional do Tapajós Fonte httpsblogpedepraviagemcombrflorestanacionaldotapajos Localização situado na região oeste do Estado do Pará com área de 53062065 hectares faz parte do bioma Amazônia e abrange os municípios de Aveiro Belterra Placas e Rurópolis Figura 2 Mapa de localização da Floresta Nacional do Tapajós Fonte httpswwwresearchgatenetfigureFigura1LocalizacaodaFLONATapajo fig1318502712 Data de criação da UC 19 de fevereiro de 1974 Aspectos históricos da criação da UC o nome é em homenagem ao rio tapajós que banha grande parte de seu território e foi habitação dos tapajóses civilização indígena antes da colonização teve grande migração com os ciclos da borracha e com a criação do Projeto de Integração Nacional PNI em 1970 recebendo recurso financeiro para criação da rodovia BR163 e a transamazônica trazendo maior infraestrutura local e reconhecimento de grande potencial Sua criação foi marcada por lutas entre os povos originários migrantes governo e organizações não governamentais Grupo e categoria da UC pelo SNUC a unidade de conservação pertence ao grupo de Uso Sustentável e encontra se na categoria de Floresta Nacional FLONA Características gerais do grupo e da categoria de UC estudada segundo o SNUC o uso sustentável tem como característica a presença da natureza e do homem no mesmo espaço e concilia o uso dos recursos para preservar a vida de ambos que condiz com a flona caracterizada por uma área florestal predominante de espécies nativas podendo ter presença de população tradicional com objetivo de uso múltiplo sustentável dos recursos como pesquisa extração e visitação pública Relevância da UC é fundamental na preservação da biodiversidade da fauna e flora amazônica impactando positivamente na vida e no clima além de fonte de aprendizagem no manejo sustentável dos recursos e potencialização do valor dos mesmos mostrandose modelo de desenvolvimento humano e econômico Justificativa da escolha da UC a escolha da Flona do Tapajós devese a curiosidade pela riqueza cultural e natural do local que muito se tem a descobrir e também a relação dos povos indígenas com o meio ambiente podendo proporcionar um grande conhecimento sobre a importância de preservação e respeito além de ir de encontro ao que acreditamos que é possível se desenvolver preservando o mundo de impactos negativos através da valorização dos recursos naturais e da vida humana com o manejo sustentável possibilitando a sobrevivência de ambos com qualidade Referencias da introdução pesquisa de grupo e categoria da uc httpswwwplanaltogovbrccivil03leisl9985htm plano de manejo da flona tapajos e sites das imagens descrito nelas CARACTERIZAÇÃO DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO Informações sobre os aspectos físicos bióticos e antrópicos a Meio físico Clima Tipo climático Köppen Tropical úmido Am monçônico na microrregião de Santarém Belterra com curta estação menos chuvosa Temperatura média anual 2627 C máximas médias 31 C mínimas médias 2223 C Precipitação anual 2000 mm picos entre dezembro à julho com março tipicamente mais chuvoso Destaque climático regime Am com seca curta favorece floresta densa mas ainda há forte sazonalidade das chuvas que controla vazões dos igarapés e navegabilidade local Formas de relevo Geomorfologia Unidades dominantes planaltos tabulares e colinas suaves associados à Formação Alter do Chão arenitos neocretáceos com topos planos e bordas erosivas falésias ao longo do Tapajós Amplitude altimétrica na UC 8 a 300 m relevo mais acidentado no setor sul Contexto regional presença do Planalto Santarém Belterra e de vertentes dissecadas controlando a drenagem para oeste Tapajós e leste CuruáUna Destaques geomorfológicos Falésias fluviais e praias de areia clara vinculadas aos arenitos da Alter do Chão marca paisagística do Baixo Tapajós Superfícies tabulares de Belterra com latossolos muito intemperizados nos topos Tipos de solo presente na área Predominam Latossolos especialmente Latossolo Amarelo e VermelhoAmarelo em geral distróficos seguidos por Argissolos em áreas arenosas ocorrem Neossolos nas baixadas úmidas Gleissolos Exemplos citados no planoresumo cinco tipos de latossolos mapeados na FLONA incluindo variantes vermelho e vermelhodistrófico Destaque pedológico forte intemperismo solos profundos ácidos e de baixa fertilidade natural típico da Alter do Chão e topos do Planalto de Belterra isto condiciona a vegetação e a sensibilidade à erosão quando a cobertura é removida Hidrologia Bacia hidrográfica inserida no sistema Tapajós afluente do Amazonas A rede de drenagem interna dividese entre Calha do rio Tapajós oeste da UC Bacia do rio CuruáUna leste Sistemas de drenagem principais na FLONA Tapajós Cupari e CuruáUna Igarapés e nascentes numerosas nascentes e afluentes de pequeno porte ex Moju Jamaraquá Maguari entre outros estruturam a drenagem local e a conectividade com o CuruáUnaTapajós Destaques hidrológicos O rio Tapajós é um rio de águas claras com alta transparência e extensas praias fluviais elemento cênico e ecológico chave da UC A divisória interna de drenagem Tapajós CuruáUna e a presença de inúmeras nascentes tornam o planalto da FLONA estratégico para produção de água regional b Meio biológico de forma geral resumido usar os subtítulos abaixo separando os itens não é necessário citar nomes de espécies apenas se for o caso de espécies de alta relevância em extinção endêmicas etc Mas é importante apontar características gerais de fauna e flora O meio biológico da Floresta Nacional dos Tapajós Flona Tapajós é caracterizado por elevada diversidade de ecossistemas amazônicos abrigando fauna e flora de grande relevância ecológica e conservacionista A cobertura florestal é dominada por Floresta Ombrófila Densa com trechos de formações pioneiras florestas secundárias e áreas de várzea compondo um mosaico de habitats que sustenta elevada biodiversidade Biodiversidade A biodiversidade corresponde à variedade da vida na Terra abrangendo a diversidade genética de espécies e de ecossistemas Inclui todos os animais plantas fungos e microrganismos bem como os ambientes em que vivem Para os seres humanos a biodiversidade é essencial tanto de forma direta fornecendo alimentos medicamentos materiais para construção e produtos extrativistas quanto de forma indireta por meio dos serviços ecossistêmicos Entre estes destacamse a polinização de culturas agrícolas a manutenção da qualidade da água a regulação climática e o papel da Floresta Amazônica na formação dos rios voadores que influenciam o regime de chuvas em todo o Brasil Apesar de sua importância a biodiversidade está sob constante ameaça devido ao desmatamento às alterações nos ecossistemas naturais à caça à pesca predatória e às mudanças climáticas fatores que têm levado à redução de populações naturais e ao risco de uma extinção em massa Embora algumas espécies sejam vistas como problemáticas como onças que atacam rebanhos botos que prejudicam pescadores ou insetos vetores de doenças todas fazem parte de sistemas ecológicos complexos e a sua eliminação pode gerar desequilíbrios ainda maiores Uma das principais estratégias para conservar a biodiversidade é a criação de Áreas Protegidas Globalmente elas abrangem cerca de 166 dos ambientes terrestres e 77 dos marinhos No Brasil essas áreas estão regulamentadas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC Lei nº 99852000 que define dois grandes grupos Unidades de Proteção Integral voltadas ao uso indireto dos recursos como pesquisa turismo e educação ambiental e Unidades de Uso Sustentável que permitem exploração controlada como nas Florestas Nacionais Reservas Extrativistas e Áreas de Proteção Ambiental A gestão das unidades federais cabe ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente Assim a biodiversidade representa não apenas a base para a manutenção da vida no planeta mas também um patrimônio indispensável ao bemestar humano cuja conservação depende de escolhas coletivas e de políticas públicas eficazes Figura 1 Localização da Reserva Extrativista RESEX TapajósArapiuns e da Floresta Nacional FLONA do Tapajós na Fonte 1 Carlos Rodrigo Brocardo e Leandro Lacerda Giacomin Bioma A Floresta Nacional do Tapajós está integralmente inserida no Bioma Amazônia o maior bioma brasileiro e um dos mais biodiversos do planeta Esse bioma é caracterizado por florestas ombrófilas densas de grande porte apresentando elevado grau de heterogeneidade estrutural e funcional o que sustenta a complexidade ecológica e a produtividade do ecossistema O clima equatorial úmido com altas temperaturas médias anuais e índices pluviométricos superiores a 2000 mm favorece a elevada produtividade primária e a manutenção de processos ecológicos essenciais A vegetação da região é extremamente diversificada incluindo espécies endêmicas e de relevância socioeconômica como a castanheiradopará Bertholletia excelsa andiroba Carapa guianensis copaíba Copaifera spp e diversas palmeiras nativas Essa riqueza florística sustenta uma fauna igualmente diversificada composta por grandes predadores como a onçapintada e o gaviãoreal herbívoros de médio e grande porte como a anta e a queixada além de uma ampla variedade de aves répteis anfíbios peixes e invertebrados desempenhando papéis essenciais na manutenção da estrutura e funcionamento do ecossistema Do ponto de vista ecológico o Bioma Amazônia exerce funções críticas na regulação climática global e no ciclo hidrológico destacando a Flona Tapajós como uma área de conservação estratégica de relevância regional e global Além disso o bioma sustenta populações tradicionais e comunidades ribeirinhas permitindo a integração entre conservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais A unidade de conservação apresenta um mosaico de florestas primárias e secundárias favorecendo a ocorrência de espécies com diferentes requisitos ecológicos e garantindo a funcionalidade dos ecossistemas As áreas contínuas de vegetação conectam a Flona a outras unidades de conservação formando corredores ecológicos essenciais para a dispersão de espécies de grande porte incluindo mamíferos aquáticos felinos silvestres e primatas o que reforça a importância da conectividade na manutenção da biodiversidade A preservação das funções ecológicas da Flona Tapajós está diretamente relacionada à proteção das espécies que habitam a região assegurando a continuidade dos processos ecológicos e a sustentabilidade ambiental local Dessa forma as estratégias de manejo devem contemplar não apenas a proteção de espécies ameaçadas mas também a conservação da integridade estrutural e funcional do bioma promovendo o equilíbrio entre uso sustentável e conservação da biodiversidade Vegetação breve descrição da vegetação presente na UC tipo florestal predominância de uma determinada espécie ou de várias espécies que caracterizam a UC A Floresta Nacional do Tapajós Flona Tapajós apresenta um mosaico de fitofisionomias sendo amplamente dominada pelas Florestas Ombrófilas Densas que ocupam cerca de 927 de sua área total Dentre essas a floresta ombrófila densa de terras baixas representa a maior parcela 7157 seguida pela submontana 1807 e áreas de vegetação secundária sem palmeiras 298 Complementarmente ocorrem florestas ombrófilas abertas formações pioneiras com influência fluvial áreas de florestas secundárias e pequenos trechos de pastagens 127 No total as áreas antropizadas correspondem a aproximadamente 521 da unidade concentrandose principalmente em seu entorno imediato A Flona Tapajós é um espaço de pesquisa científica multidisciplinar abrangendo ciências agrárias biológicas geológicas sociais e meteorológicas Esse conjunto de estudos tem ampliado o conhecimento sobre conservação e uso sustentável dos recursos naturais fortalecendo a gestão da unidade e promovendo o protagonismo das comunidades tradicionais No contexto do manejo florestal Oliveira 2005 demonstrou após 22 anos de monitoramento em parcelas permanentes que o tratamento denominado T3 remoção de árvores comerciais com DAP 55 cm associada ao desbaste de espécies não comerciais resultou em uma redução de 40 da área basal original promovendo aumento na riqueza florística e favorecendo espécies de interesse madeireiro como andiroba Carapa guianensis angelim Dinizia excelsa maçaranduba Manilkara huberi paudarco Handroanthus serratifolius e tatajuba Bagassa guianensis Apesar da eficiência do T3 em conciliar produção madeireira e conservação sua aplicação prática ainda não foi incorporada pelas empresas demandando novos estudos de longo prazo devido às diferenças nos ritmos de crescimento entre espécies e à ausência de variação significativa no índice de diversidade de Shannon entre tratamentos A vegetação da Flona é predominantemente composta por florestas tropicais úmidas de terra firme estruturadas em múltiplos estratos dossel emergente subbosque e vegetação herbácea e arbustiva A diversidade arbórea é elevada com árvores de grande porte pertencentes principalmente às famílias Fabaceae Lecythidaceae Moraceae e Sapotaceae A unidade apresenta diferentes tipologias florestais entre elas Floresta de terra firme predominante com solo bem drenado e árvores emergentes Floresta de igapó associada a áreas sujeitas a inundação periódica Capoeiras secundárias em estágios variados de regeneração Clareiras naturais originadas por quedas de árvores ou eventos naturais Entre as espécies de interesse para a conservação destacamse árvores endêmicas e ameaçadas que desempenham papel crucial na manutenção do dossel florestal e fornecem recursos alimentares e abrigo para diversas espécies da fauna A presença de espécies raras reforça a necessidade de estratégias de manejo que minimizem impactos da exploração madeireira especialmente sobre árvores de grande porte e espécies vulneráveis cuja conservação é essencial para a manutenção da integridade ecológica da unidade A vegetação da Flona Tapajós contribui significativamente para a proteção do solo e dos recursos hídricos mitigando processos erosivos e mantendo a umidade ambiental A heterogeneidade estrutural e composicional sustenta diferentes nichos ecológicos fundamentais para a manutenção de processos como dispersão de sementes ciclagem de nutrientes e regulação de microclimas O manejo sustentável da Flona deve priorizar Monitoramento contínuo da vegetação e das espécies ameaçadas Planejamento criterioso do volume de madeira a ser explorado evitando impactos sobre árvoreschave Conservação das áreas de maior diversidade e espécies de alto valor ecológico garantindo a integridade do ecossistema e a proteção da biodiversidade Incorporação de técnicas de manejo adaptativo alinhando produção madeireira à conservação e à regeneração natural da floresta O conhecimento da composição e estrutura das comunidades arbóreas é essencial para subsidiar estratégias de manejo sustentável Entretanto questões como quantas espécies arbóreas existem na Flona ou como essas espécies se distribuem na floresta ainda são de difícil resposta sobretudo pela ampla extensão territorial heterogeneidade de ambientes e variação nas metodologias de inventário IBGE 2012 Ibama 2004 2019 Listas publicadas em planos de manejo e artigos científicos já contabilizam mais de 400 espécies arbóreas mas a riqueza registrada oscila em função da intensidade amostral do diâmetro mínimo adotado e da precisão na identificação botânica Carvalho 1980 Sandel Carvalho 2000 Gonçalves Santos 2008 Andrade et al 2020b De acordo com o IBGE 2012 a vegetação da Flona do Tapajós se distribui em duas grandes fitofisionomias Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta que se subdividem em três formações aluvial terras baixas e submontana Estudos concentramse majoritariamente na Floresta Ombrófila Densa Submontana onde há mais áreas permanentes de pesquisa e maior disponibilidade de dados A diversidade arbórea da Flona já foi classificada sob diferentes critérios valor comercial da madeira potencial de uso futuro desconhecimento tecnológico ou ainda funções ecológicas Carvalho 1980 Silva et al 1985 Carvalho 2000 Carvalho et al 2004 Mais recentemente Castro et al 2021 integraram critérios ecológicos e econômicos sugerindo espécies aptas à colheita com base em estoques populacionais dinâmica da floresta e diretrizes legais Essa abordagem reflete a evolução do manejo em que espécies antes pouco valorizadas como Allantoma Couratari e Cariniana tauaris passaram a ser exploradas comercialmente graças ao avanço do conhecimento científico Procopio Secco 2008 Reis et al 2019 No contexto das formações florestais destacamse Floresta Ombrófila Densa Aluvial presença de Ceiba pentandra Virola surinamensis Tapirira guianensis Calophyllum brasiliense além de palmeiras como Mauritia flexuosa e Euterpe oleracea IBGE 2012 Espécies com maior estoque de madeira incluem Campsiandra laurifolia Pradosia schomburgkiana e Hevea brasiliensis Vieira et al 2017 Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas ocorrência marcante de Alchornea Handroanthus Ficus com destaque para Ficus cestrifolia além de Tapirira guianensis e Calophyllum brasiliense IBGE 2012 Floresta Ombrófila Densa Submontana florestas primárias equilibradas cuja dinâmica é influenciada por aberturas naturais no dossel ocasionadas por queda de árvores ou tempestades favorecendo espécies heliófilas Schwartz 2017 Alterações antrópicas como incêndios superficiais afetam preferencialmente árvores de menor diâmetro mas em geral não comprometem a estrutura das populações de grande porte Andrade et al 2019 2020a Figura 2 Vegetação na FLONA do Tapajós Fonte 2 httpsguiamelhoresdestinoscombrflorestanacionaldotapajosflonajamaraqua2376556lhtml Figura 3 Vegetação na FLONA do Tapajós Fonte 3 httpsguiamelhoresdestinoscombrflorestanacionaldotapajosflonajamaraqua2376556lhtml Figura 4 Árvore sumaúma é um dos pontos turísticos mais visitados da Flona do Tapajós Fonte 4 Acervo Pessoal Joacir Pedroso O perfil esquemático apresentado a seguir conforme a classificação do IBGE Velosa RangelFilho Lima 1991 descreve a estrutura típica da Floresta Ombrófila Densa com estratos emergente dossel subbosque e camada herbáceaarbustiva Embora tenha sido elaborado como modelo geral para florestas tropicais úmidas ele é adequado para representar a Floresta Amazônica incluindo a Floresta Nacional do Tapajós Na Flona Tapajós essa estrutura se manifesta de forma mais complexa devido à elevada diversidade de espécies arbóreas presença de árvores emergentes de grande porte como a castanheiradopará Bertholletia excelsa grande quantidade de lianas e epífitas além da heterogeneidade de habitats associados a terra firme várzeas e igapós Assim a figura a seguir oferece uma visão geral da organização estrutural da vegetação sendo um referencial útil para compreender a composição e a dinâmica ecológica da Flona Tapajós Figura 5 Perfil esquemático conforme classificação do IBGE para Floresta Ombrófila Densa Fonte 5 Velosa Rangel Filho e Lima 1991 A Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas s ituada em áreas abaixo de 100 m de altitude caracterizase por solos bem drenados grande heterogeneidade estrutural e elevada densidade arbórea com árvores de grande porte distribuídas em múltiplos estratos emergente dossel subbosque e camada herbácea e arbustiva Esta floresta apresenta alta diversidade florística que desempenham papel crucial na manutenção do dossel e fornecem recursos alimentares e abrigo para a fauna A complexidade estrutural e a riqueza de espécies sustentam diversos nichos ecológicos favorecendo a dispersão de sementes ciclagem de nutrientes regulação de microclimas e suporte para a fauna frugívora polinizadores e decompositores Devido à sua importância ecológica essa tipologia requer manejo florestal cuidadoso com monitoramento contínuo das espécies chave e estratégias que minimizem impactos da exploração madeireira e outras atividades humanas A Floresta Ombrófila Densa Submontana Presente em altitudes entre 100600 m em áreas de relevo mais dissecado apresenta menor densidade de árvores emergentes em relação à floresta de terras baixas mas mantém alta diversidade florística e estrutural incluindo espécies endêmicas e vulneráveis O relevo mais elevado e a estrutura arbórea diferenciada favorecem a formação de microhabitats específicos essenciais para a fauna adaptada a essas condições como aves endêmicas e primatas de porte médio Além disso a submontana atua como importante corredor ecológico conectando áreas de floresta primária e secundária permitindo a dispersão genética de espécies vegetais e animais A conservação dessa tipologia é estratégica pois mantém a heterogeneidade do mosaico florestal da Flona protege nascentes e cursos dágua e reforça a resiliência do ecossistema frente a alterações ambientais e impactos antropogênicos Figura 6 Planta da Unidade de Conservação FLONA Tapajós Fonte 6 ICMBio ANA IBGE DNIT MCTi Organização IDESAM 2018 Diatomáceas em igarapés da Floresta Nacional do Tapajós As diatomáceas exercem papel ecológico essencial atuando na produção primária geração de oxigênio e ciclagem de nutrientes sendo sensíveis às condições físicoquímicas da água Por isso são amplamente utilizadas como bioindicadoras de qualidade ambiental embora no Brasil seu uso ainda seja incipiente com poucos estudos na Amazônia Além da ecologia possuem importância econômica e tecnológica Seus depósitos fósseis diatomito são aplicados em indústrias de abrasivos cosméticos tintas e como bioinseticida Em nanotecnologia suas carapaças têm sido exploradas para sensores nanomembranas e cristais fotônicos No campo da paleolimnologia e paleoclima os registros de frústulas permitem reconstruir condições ambientais do passado Na região do baixo Tapajós as primeiras pesquisas datam da década de 1940 conduzidas por Rudolf Braun e Harald Sioli que coletaram amostras nos rios Tapajós Arapiuns lagos de inundação e igarapés fornecendo dados pioneiros sobre a biodiversidade de microalgas locais Atualmente a FLONA Tapajós é reconhecida pela elevada diversidade de diatomáceas perifíticas sobretudo do gênero Eunotia representando um valioso patrimônio biológico e científico para a Amazônia Samambaias e licófitas da Floresta Nacional do Tapajós Na FLONA Tapajós já foram registradas 107 espécies de samambaias e licófitas distribuídas em 45 gêneros e 20 famílias As samambaias predominam com destaque para Pteridaceae 26 espécies e o gênero Adiantum 18 espécies Entre as licófitas a família mais rica é Selaginellaceae 6 espécies Nenhuma espécie é considerada ameaçada mas duas são exóticas Nephrolepis brownii e Pteris cretica Apesar de ser a UC mais bem amostrada do Baixo Tapajós os registros ainda se concentram próximos a estradas e rios revelando um viés de coleta Regiões centrais e sul permanecem pouco estudadas indicando que novos levantamentos devem ampliar significativamente o conhecimento sobre essa flora na Amazônia Figura 7 Samambaias e licófitas da Floresta Nacional do Tapajós Fonte 7 Thaís Elias Almeida e Marise Helen Vale de Oliveira Fauna breve descrição da fauna típica da área Destacar se há algum aspecto específico de destaque sobre a fauna A fauna da Flona Tapajós apresenta alta diversidade e endemismo incluindo mamíferos aves répteis anfíbios e invertebrados sendo essencial para o equilíbrio ecológico e a manutenção dos processos naturais Entre os mamíferos mais relevantes para conservação destacamse o peixeboiamazônico Trichechus inunguis e o coatádetestabranca Ateles marginatus ambos classificados como vulneráveis e com importância ecológica e cultural significativa Figura 8 Trichechus inunguis classificado como vulnerável na Lista Nacional de Espécies da F auna Brasileira Ameaçada de Extinção Fonte 8 ICMBio 2011 A diversidade de aves é expressiva com espécies que atuam como dispersoras de sementes controladoras de populações de insetos e indicadores de qualidade ambiental Répteis e anfíbios desempenham funções ecológicas relevantes enquanto a fauna invertebrada embora pouco estudada exerce papel fundamental em polinização decomposição de matéria orgânica e manutenção da fertilidade do solo Principais ameaças à fauna incluem Caça e pesca predatórias que comprometem a abundância e variabilidade genética de grandes mamíferos e aves Fragmentação florestal e atropelamentos especialmente ao longo da BR163 que representam risco constante para a fauna e a segurança de motoristas Exploração madeireira que altera a composição de espécies e estrutura do habitat Mudanças climáticas e uso inadequado do fogo afetando os ciclos naturais e a disponibilidade de recursos Estratégias de manejo para proteção da fauna devem contemplar Monitoramento contínuo de espécies ameaçadas e endêmicas Criação de corredores ecológicos para garantir a conectividade Fiscalização rigorosa de atividades predatórias e exploração de recursos Programas de educação ambiental e alternativas de subsistência para as comunidades locais Implementação de medidas mitigatórias em rodovias como passagens de fauna e cercas direcionais A riqueza da fauna está associada à heterogeneidade de ambientes que incluem florestas ombrófilas densas de terras baixas e submontana várzeas áreas pioneiras e cursos dágua criando uma ampla variedade de nichos ecológicos Entre os mamíferos terrestres encontramse predadores de topo como a onçapintada Panthera onca e a onçaparda Puma concolor fundamentais para a regulação das cadeias alimentares além de herbívoros de grande porte como a anta Tapirus terrestris e espécies sociais como a queixada Tayassu pecari que influenciam na dinâmica da regeneração florestal Os primatas são amplamente representados incluindo o guariba Alouatta seniculus o macacoaranha Ateles paniscus e o cuxiúpreto Chiropotes satanas todos desempenhando papel central na dispersão de sementes e na manutenção da estrutura florestal Mamíferos aquáticos de grande relevância como o peixeboida amazônia Trichechus inunguis reforçam a importância da unidade como refúgio para espécies vulneráveis Figura 9 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A veado fuboca B veadomateiro C queixada D caititu E anta com filhote F preguiçareal G paca H cutia Fonte 9 Programa Monitora ICMBio Figura 10 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A cachorrodeorelhascurtas B cachorrodomato C cachorrovinagre D jaguarundi E onçaparda F onçapintada G gatomaracajá H jaguatirica Fonte 10 Programa Monitora ICMBio Figura 11 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A irara B quati C tatupeba D tatucanastra E tamanduábandeira com filhote F tamanduámirim Fonte 11 Programa Monitora ICMBio A avifauna é extremamente diversa com registros de espécies de alto valor ecológico e conservacionista como a harpia Harpia harpyja predador de topo associado a florestas preservadas além de araras tucanos e diversas aves frugívoras e insetívoras que contribuem para a regeneração natural da floresta Figura 12 Aves capturadas durante a realização de pesquisas científicas na Flona do Tapajós Fonte 12 Edson Varga Lopes e outros A herpetofauna répteis e anfíbios também é expressiva refletindo a diversidade de microhabitats Espécies como o jacaréaçu Melanosuchus niger além de serpentes e anuros adaptados à alta umidade compõem esse grupo essencial para o equilíbrio ecológico e para o controle populacional de invertebrados Figura 13 Espécime de Leptodactylus paraenses A e Bothrops atrox B na Floresta Nacional do Fonte 13 Pinto 2011 Oliveira 2014 Algumas espécies de anuros na Flona do Tapajós têm distribuição localmente restrita dificultando seu registro em estudos anteriores Por exemplo a pererecafranjada Cruziohyla craspedopus foi registrada pela primeira vez a leste do Rio Tapajós ampliando sua distribuição em mais de 220 km Espécies como Dryaderces inframaculata e Trachycephalus helioi possuem habitats específicos sendo encontradas apenas em nascente de igarapés ou copas altas de árvores respectivamente Pequenos anuros diurnos de serrapilheira como Allobates Amazophrynella e Atelopus dependem de corpos dágua isolados para reprodução enquanto o sapodechifres Ceratophrys cornuta concentrase em grandes poças temporárias A instalação dos módulos de amostragem RAPELD permitiu acessar áreas distantes possibilitando registrar espécies pouco conhecidas ou localizadas em habitats específicos Contudo esses módulos estão concentrados na região norte da Flona e a ausência de parcelas ripárias limita o conhecimento completo da diversidade A previsão é que a instalação de novos módulos no sul e de parcelas ripárias aumente significativamente o número de espécies conhecidas possivelmente em dezenas Figura 14 Algumas das espécies de anuros encontradas na Flona do Tapajós A Allobates femoralis B Adelphobates castaneoticus C Rhinella major D Rhinella magnussoni E Pristimantis aff fenestratus F Leptodactylus mystaceus G Leptodactylus paraensis H Lysapsus aff bolivianus Fonte 14 Rafael de Fraga Figura 15 Algumas das espécies de anuros encontradas na Flona do Tapajós A Boana wavrini B Boana multifasciata C Dendropsophus melanargyreus D Scinax nebulosus E Dryaderces inframaculata F Pithecopus hypochondrialis G Cruziohyla craspedopus H Trachycephalus resinifictrix Fonte 15 Rafael de Fraga Figura 16 Algumas das espécies de serpentes encontradas na Flona do Tapajós e Resex TapajósArapiuns A Anilius scytale B Bothrops bilineatus C Micrurus spixii D Corallus hortulana E Chironius multiventris F Leptophis ahaetulla G Helicops polylepis H Chlorosoma viridissimum Fonte 16 Rafael de Fraga Figura 17 Algumas das espécies de lagartos e jabuti encontradas na Flona do Tapajós e Resex TapajósArapiuns A Gonatodes humeralis macho B Thecadactylus rapicauda C Anolis punctatus D Anolis trachyderma E Polychrus marmoratus F Iguana iguana jovem G Kentropyx calcarata H Chelonoidis denticulatus Fonte 17 Rafael de Fraga A ictiofauna do rio Tapajós e seus afluentes abriga inúmeras espécies de peixes algumas de interesse comercial e outras de importância ecológica como dispersores secundários de sementes Esses recursos são fundamentais para a subsistência das comunidades ribeirinhas reforçando a conexão entre biodiversidade e uso sustentável Os invertebrados especialmente insetos como abelhas borboletas e besouros desempenham funçõeschave como polinização decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes assegurando o funcionamento dos ecossistemas Essa fauna em conjunto sustenta serviços ecossistêmicos essenciais como dispersão de sementes manutenção da fertilidade do solo equilíbrio das cadeias alimentares e regulação climática local Assim a Flona Tapajós não apenas protege uma amostra significativa da fauna amazônica mas também mantém processos ecológicos indispensáveis à conservação da biodiversidade regional e ao bemestar das populações humanas que dela dependem REFERÊNCIA Disponivel em httpswwwresearchgatenetprofileRafaelFragapublication361138358BiodiversidadenaFlorestaNacionaldoTapajosenaReservaExtrativistaTapajosArapiunslinks629f3aa2416ec50bdb13ad61BiodiversidadenaFlorestaNacionaldoTapajosenaReservaExtrativistaTapajosArapiunspdfpage65 Disponivel em httpswwwscielobrjaaaQgnVjVCCmRZhCLQZvPyxwtHformatpdflangpt Análise da composição florística e fitossociológica da floresta nacional do Tapajós com o apoio geográfico de imagens de satélites Fernando Del Bon ESPÍRITOSANTO 1 Yosio Edemir SHIMABUKURO 1 Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de ARAGÃO 1 Evandro Luiz Mendonça MACHADO c Aspectos Antrópicos Características socioeconômicas históricas e culturais que caracterizam a UC A Floresta Nacional do Tapajós FLONA instituída em 1974 pelo Decreto nº 73684 foi a primeira unidade desse tipo na Amazônia o que já representa um marco histórico importante no reconhecimento federal da necessidade de preservar e usar os recursos florestais de forma sustentável Localizada nas margens do rio Tapajós a UC abrange territórios dos municípios de Santarém Belterra Aveiro Rurópolis e Placas consolidandose como um espaço crucial para conservação pesquisa e práticas sustentáveis Historicamente a região era habitada por populações tradicionais algumas delas já estabelecidas antes da criação da UC coexistindo com uma forte presença migratória posterior Essas comunidades atualmente cerca de 1050 famílias totalizando aproximadamente 4 à 5 mil habitantes se dispersam em cerca de 23 comunidades e três aldeias indígenas da etnia Munduruku localizadas ao longo dos rios Tapajós e Cupari e nos lotes próximos à BR163 A subsistência dessas populações é baseada em práticas tradicionais como pesca caça cultivo de mandioca milho arroz e feijão criação de animais e extração de produtos florestais não madeireiros Um diferencial importante é o envolvimento comunitário no manejo sustentável por meio da COOMFLONA Cooperativa Mista da Flona do Tapajós surgida da Portaria Ibama nº 402003 que conferiu às associações intercomunitárias a responsabilidade do manejo florestal comunitário piloto Essa cooperativa promoveu emprego renda e infraestrutura comunitária consolidandose como peçachave para fortalecer a governança local Além do manejo outras atividades geradoras de renda incluem extração de látex produção de óleo de andiroba e copaíba biojóias móveis artesanais açaí polpas licores farinha mel piscicultura e turismo de base comunitária Esse conjunto diversificado de práticas faz da FLONA um modelo de produção sustentável com grande valor prático social e cultural No campo acadêmico a FLONA do Tapajós é um referencial nacional em pesquisa científica ambiental Abriga projetos como o DENDROGENE o Projeto Seca Floresta LBA e PPBio além de ser local de parcelas permanentes monitoradas cientificamente há mais de 30 anos pela Embrapa Essa trajetória de pesquisa reforça a importância da UC para a formação de recursos humanos na Amazônia especialmente na região de Santarém que concentra universidades e centros acadêmicos engajados com a gestão da unidade Resumo Histórico pioneiro primeira FLONA criada na Amazônia importância simbólica e institucional População tradicional ativa coexistência de povos originários como os Munduruku e comunidades migrantes com forte base na agricultura familiar e extrativismo Manejo comunitário consolidado COOMFLONA como agente de desenvolvimento socioeconômico e governança local Diversificação produtiva sustentável produtos florestais não madeireiros turismo piscicultura bioarte e agroindústria comunitária Reconhecimento científico local de longa história de monitoramento e pesquisa com conexão com universidades e centros de pesquisa gerando produção acadêmica regional e nacional Plano de Manejo Volume I Diagnóstico ICMBio 2019 tabelas de geomorfologia municípios sínteses do meio físico Resumo Executivo do Plano de Manejo ICMBio 2017 drenagens principais classes de solos Socioambiental Cadastro de UCs hidrografia interna Tapajós CuruáUna nascente do Moju UFOPA estudo climático da microrregião de Santarém Köppen Am médias térmicas e pluviometria Artigosrelatos técnicos adicionais sobre Alter do Chão Planalto de Belterra e rede de igarapés na FLONA httpswwwufopaedubrmediafilesiteufopadocumentos2019c3dd217aa44a11de32cebf4b7d89a329pdf httpsrbgeomorfologiaorgbrrbgarticleview430 httpscatalogoucsbrasiljbrjgovbrdescrareasphpareaFlonaTapajosutm httpswwwconfeaorgbrsitesdefaultfilesantigoscontecc2018agronomia53cdsdgdftmdbedppdf httpswwwrevistaespacioscoma17v38n02a17v38n02p27pdf httpswwwgovbricmbioptbrassuntosbiodiversidadeunidadedeconservacaounidadesdebiomasamazonialistadeucsflonadotapajosarquivosresumoexecutivoeletronicopdf httpsucsocioambientalorgarp653 httpsptwikipediaorgwikiFlorestaNacionaldoTapajC3B3s Informações referentes à gestão da área Gestão A gestão da Flona do Tapajós é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBIo O Instituto é responsável por 300 Unidades de Conservação Federais no País Legislação de criação da UC A Floresta Nacional FLONA do Tapajós foi criada pelo Decreto nº 73684 de 19 de fevereiro de 1974 e posteriormente teve sua área ampliada e reconfigurada pela Lei nº 12678 de 25 de junho de 2012 Governança e gestão participativa Na Flona do Tapajós a gestão é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBIo Os principais pontos da gestão da UC são o Plano de Manejo o Perfil da Família Beneficiária e o Conselho Consultivo O conselho da UC foi o primeiro a ser criado com o padrão estabelecido pelo SNUC desde 2001 Atualmente é composto por 6 setores e envolve 49 instituições representativas São elas Organizações Comunitárias Sociedade Civil Governo Municipal Estadual e Federal Até início de 2021 o Conselho Consultivo era composto pelos seguintes setores Agricultura Aquicultura e Pesca Extrativismo Madeireiro e Não madeireiro Meio Ambiente Pesquisa Promoção Social e Turismo Zoneamento O zoneamento da FLONA Tapajós se apresenta bem definido alguns aspectos que nortearam sua definição foram riqueza e diversidade de espécies fragilidade ambiental usos conflitantes usos atuais dos solos potencial para os diferentes usos proximidades e interface territorial com as Terras Indígenas além dos critérios físicos mensuráveis como relevo interflúvios e grau de conservação da vegetação Ao total foram definidas 7 zonas internas de Preservação Primitiva de Manejo Florestal de Uso Conflitante de População de Recuperação e de Sobreposição Cada zona possui critérios de inclusão e exclusão assim como suas características específicas No mapa INSERIR NÚMERO DA FIGURA MAPA é possível analisar os tipos de zonas e na tabela INSERIR NÚMERO DA FIGURA TABELA as áreas e a representatividade de cada zona na FLONA Tapajós Além disso a Flona possui uma zona de amortecimento que tem como objetivo impor regras de limites de uso para evitar impactos na unidade A zona de Preservação é dedicada à proteção integral do ecossistema ou seja admite apenas o uso indireto como pesquisa científica e monitoramento A visitação não é permitida A zona Primitiva tem como objetivo geral a preservação e atividades em conjunto como educação ambiental recreação pesquisa A zona de manejo florestal objetiva o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais além disso a pesquisa educação ambiental e a visitação são permitidas A zona de uso conflitante é dedicada a minimizar impactos na unidade a partir da flexibilidade e promoção de acordos com a situação existente A zona populacional foi criada para destinar áreas de moradias atividades produtivas e usos de terra necessários a reprodução e ao modo de vida das populações tradicionais no interior da unidade A zona de recuperação tem natureza provisória e objetiva recuperar e restaurar áreas degradadas A zona de sobreposição atua em conjunto com a FUNAI as organizações e aldeias indígenas para a proteção local e regional e resolução de conflitos A zona de amortecimento busca organizar o uso do solo para reduzir os impactos sobre a unidade implementando ações de fiscalização monitoramento e educação ambiental 40 10 20 Km Sistema Referencial 40 10 20 Km Sistema Referencial o Mapa Número do Mapa Zoneamento da Flona do Tapajós Fonte ICMBio 2018 Limite UCs Federais ANA Hidrografia DNIT Rodovias Federais Tabela Número da tabela Zonas da Flona do Tapajós área de cada zona e sua representatividade em relação a área total da UC Fonte ICMbio 2018 Programas e usos da UC Há programas apresentados e desenvolvidos na UC Apresente de forma sucinta os programas mencionados no plano de manejo REFERÊNCIAS Insira aqui todas as referências citadas no texto Exemplos de documentos de pesquisa pelos grupos Principalmente o plano de manejo Site da UC Matérias atuais levantadas na mídia Estudos científicos sobre UC Outros O documento final deve ser postado em PDF Apenas um dos participantes do grupo deve postar o trabalho até a data limite de entrega o grupo só tem direito a uma postagem atenção apenas um trabalho é aceito para postagem por isso é importante o gerenciamento da comunicação entre os participantes do grupo para que a postagem final do documento seja o trabalho executado pelo grupo e não de um participante individualmente Dúvidas sobre o documento usem o fórum dúvidas 1entrega Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA 2 Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA

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CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Tecnologia em Gestão Ambiental Autores CristianeDavi FernandaFranciele Israel PROJETO INTEGRADOR I FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS DOCENTE Gabriela Priolli de Oliveira São Paulo 2025 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA DO TRABALHO Nome da Unidade de Conservação UC Figura 1 Floresta Nacional do Tapajós Fonte httpsblogpedepraviagemcombrflorestanacionaldotapajos Localização situado na região oeste do Estado do Pará com área de 53062065 hectares faz parte do bioma Amazônia e abrange os municípios de Aveiro Belterra Placas e Rurópolis Figura 2 Mapa de localização da Floresta Nacional do Tapajós Fonte httpswwwresearchgatenetfigureFigura1LocalizacaodaFLONATapajo fig1318502712 Data de criação da UC 19 de fevereiro de 1974 Aspectos históricos da criação da UC o nome é em homenagem ao rio tapajós que banha grande parte de seu território e foi habitação dos tapajóses civilização indígena antes da colonização teve grande migração com os ciclos da borracha e com a criação do Projeto de Integração Nacional PNI em 1970 recebendo recurso financeiro para criação da rodovia BR163 e a transamazônica trazendo maior infraestrutura local e reconhecimento de grande potencial Sua criação foi marcada por lutas entre os povos originários migrantes governo e organizações não governamentais Grupo e categoria da UC pelo SNUC a unidade de conservação pertence ao grupo de Uso Sustentável e encontra se na categoria de Floresta Nacional FLONA Características gerais do grupo e da categoria de UC estudada segundo o SNUC o uso sustentável tem como característica a presença da natureza e do homem no mesmo espaço e concilia o uso dos recursos para preservar a vida de ambos que condiz com a flona caracterizada por uma área florestal predominante de espécies nativas podendo ter presença de população tradicional com objetivo de uso múltiplo sustentável dos recursos como pesquisa extração e visitação pública Relevância da UC é fundamental na preservação da biodiversidade da fauna e flora amazônica impactando positivamente na vida e no clima além de fonte de aprendizagem no manejo sustentável dos recursos e potencialização do valor dos mesmos mostrandose modelo de desenvolvimento humano e econômico Justificativa da escolha da UC a escolha da Flona do Tapajós devese a curiosidade pela riqueza cultural e natural do local que muito se tem a descobrir e também a relação dos povos indígenas com o meio ambiente podendo proporcionar um grande conhecimento sobre a importância de preservação e respeito além de ir de encontro ao que acreditamos que é possível se desenvolver preservando o mundo de impactos negativos através da valorização dos recursos naturais e da vida humana com o manejo sustentável possibilitando a sobrevivência de ambos com qualidade Referencias da introdução pesquisa de grupo e categoria da uc httpswwwplanaltogovbrccivil03leisl9985htm plano de manejo da flona tapajos e sites das imagens descrito nelas CARACTERIZAÇÃO DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO Informações sobre os aspectos físicos bióticos e antrópicos a Meio físico Clima Tipo climático Köppen Tropical úmido Am monçônico na microrregião de Santarém Belterra com curta estação menos chuvosa Temperatura média anual 2627 C máximas médias 31 C mínimas médias 2223 C Precipitação anual 2000 mm picos entre dezembro à julho com março tipicamente mais chuvoso Destaque climático regime Am com seca curta favorece floresta densa mas ainda há forte sazonalidade das chuvas que controla vazões dos igarapés e navegabilidade local Formas de relevo Geomorfologia Unidades dominantes planaltos tabulares e colinas suaves associados à Formação Alter do Chão arenitos neocretáceos com topos planos e bordas erosivas falésias ao longo do Tapajós Amplitude altimétrica na UC 8 a 300 m relevo mais acidentado no setor sul Contexto regional presença do Planalto Santarém Belterra e de vertentes dissecadas controlando a drenagem para oeste Tapajós e leste CuruáUna Destaques geomorfológicos Falésias fluviais e praias de areia clara vinculadas aos arenitos da Alter do Chão marca paisagística do Baixo Tapajós Superfícies tabulares de Belterra com latossolos muito intemperizados nos topos Tipos de solo presente na área Predominam Latossolos especialmente Latossolo Amarelo e VermelhoAmarelo em geral distróficos seguidos por Argissolos em áreas arenosas ocorrem Neossolos nas baixadas úmidas Gleissolos Exemplos citados no planoresumo cinco tipos de latossolos mapeados na FLONA incluindo variantes vermelho e vermelhodistrófico Destaque pedológico forte intemperismo solos profundos ácidos e de baixa fertilidade natural típico da Alter do Chão e topos do Planalto de Belterra isto condiciona a vegetação e a sensibilidade à erosão quando a cobertura é removida Hidrologia Bacia hidrográfica inserida no sistema Tapajós afluente do Amazonas A rede de drenagem interna dividese entre Calha do rio Tapajós oeste da UC Bacia do rio CuruáUna leste Sistemas de drenagem principais na FLONA Tapajós Cupari e CuruáUna Igarapés e nascentes numerosas nascentes e afluentes de pequeno porte ex Moju Jamaraquá Maguari entre outros estruturam a drenagem local e a conectividade com o CuruáUnaTapajós Destaques hidrológicos O rio Tapajós é um rio de águas claras com alta transparência e extensas praias fluviais elemento cênico e ecológico chave da UC A divisória interna de drenagem Tapajós CuruáUna e a presença de inúmeras nascentes tornam o planalto da FLONA estratégico para produção de água regional b Meio biológico de forma geral resumido usar os subtítulos abaixo separando os itens não é necessário citar nomes de espécies apenas se for o caso de espécies de alta relevância em extinção endêmicas etc Mas é importante apontar características gerais de fauna e flora O meio biológico da Floresta Nacional dos Tapajós Flona Tapajós é caracterizado por elevada diversidade de ecossistemas amazônicos abrigando fauna e flora de grande relevância ecológica e conservacionista A cobertura florestal é dominada por Floresta Ombrófila Densa com trechos de formações pioneiras florestas secundárias e áreas de várzea compondo um mosaico de habitats que sustenta elevada biodiversidade Biodiversidade A biodiversidade corresponde à variedade da vida na Terra abrangendo a diversidade genética de espécies e de ecossistemas Inclui todos os animais plantas fungos e microrganismos bem como os ambientes em que vivem Para os seres humanos a biodiversidade é essencial tanto de forma direta fornecendo alimentos medicamentos materiais para construção e produtos extrativistas quanto de forma indireta por meio dos serviços ecossistêmicos Entre estes destacamse a polinização de culturas agrícolas a manutenção da qualidade da água a regulação climática e o papel da Floresta Amazônica na formação dos rios voadores que influenciam o regime de chuvas em todo o Brasil Apesar de sua importância a biodiversidade está sob constante ameaça devido ao desmatamento às alterações nos ecossistemas naturais à caça à pesca predatória e às mudanças climáticas fatores que têm levado à redução de populações naturais e ao risco de uma extinção em massa Embora algumas espécies sejam vistas como problemáticas como onças que atacam rebanhos botos que prejudicam pescadores ou insetos vetores de doenças todas fazem parte de sistemas ecológicos complexos e a sua eliminação pode gerar desequilíbrios ainda maiores Uma das principais estratégias para conservar a biodiversidade é a criação de Áreas Protegidas Globalmente elas abrangem cerca de 166 dos ambientes terrestres e 77 dos marinhos No Brasil essas áreas estão regulamentadas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC Lei nº 99852000 que define dois grandes grupos Unidades de Proteção Integral voltadas ao uso indireto dos recursos como pesquisa turismo e educação ambiental e Unidades de Uso Sustentável que permitem exploração controlada como nas Florestas Nacionais Reservas Extrativistas e Áreas de Proteção Ambiental A gestão das unidades federais cabe ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente Assim a biodiversidade representa não apenas a base para a manutenção da vida no planeta mas também um patrimônio indispensável ao bemestar humano cuja conservação depende de escolhas coletivas e de políticas públicas eficazes Figura 1 Localização da Reserva Extrativista RESEX TapajósArapiuns e da Floresta Nacional FLONA do Tapajós na Fonte 1 Carlos Rodrigo Brocardo e Leandro Lacerda Giacomin Bioma A Floresta Nacional do Tapajós está integralmente inserida no Bioma Amazônia o maior bioma brasileiro e um dos mais biodiversos do planeta Esse bioma é caracterizado por florestas ombrófilas densas de grande porte apresentando elevado grau de heterogeneidade estrutural e funcional o que sustenta a complexidade ecológica e a produtividade do ecossistema O clima equatorial úmido com altas temperaturas médias anuais e índices pluviométricos superiores a 2000 mm favorece a elevada produtividade primária e a manutenção de processos ecológicos essenciais A vegetação da região é extremamente diversificada incluindo espécies endêmicas e de relevância socioeconômica como a castanheiradopará Bertholletia excelsa andiroba Carapa guianensis copaíba Copaifera spp e diversas palmeiras nativas Essa riqueza florística sustenta uma fauna igualmente diversificada composta por grandes predadores como a onçapintada e o gaviãoreal herbívoros de médio e grande porte como a anta e a queixada além de uma ampla variedade de aves répteis anfíbios peixes e invertebrados desempenhando papéis essenciais na manutenção da estrutura e funcionamento do ecossistema Do ponto de vista ecológico o Bioma Amazônia exerce funções críticas na regulação climática global e no ciclo hidrológico destacando a Flona Tapajós como uma área de conservação estratégica de relevância regional e global Além disso o bioma sustenta populações tradicionais e comunidades ribeirinhas permitindo a integração entre conservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais A unidade de conservação apresenta um mosaico de florestas primárias e secundárias favorecendo a ocorrência de espécies com diferentes requisitos ecológicos e garantindo a funcionalidade dos ecossistemas As áreas contínuas de vegetação conectam a Flona a outras unidades de conservação formando corredores ecológicos essenciais para a dispersão de espécies de grande porte incluindo mamíferos aquáticos felinos silvestres e primatas o que reforça a importância da conectividade na manutenção da biodiversidade A preservação das funções ecológicas da Flona Tapajós está diretamente relacionada à proteção das espécies que habitam a região assegurando a continuidade dos processos ecológicos e a sustentabilidade ambiental local Dessa forma as estratégias de manejo devem contemplar não apenas a proteção de espécies ameaçadas mas também a conservação da integridade estrutural e funcional do bioma promovendo o equilíbrio entre uso sustentável e conservação da biodiversidade Vegetação breve descrição da vegetação presente na UC tipo florestal predominância de uma determinada espécie ou de várias espécies que caracterizam a UC A Floresta Nacional do Tapajós Flona Tapajós apresenta um mosaico de fitofisionomias sendo amplamente dominada pelas Florestas Ombrófilas Densas que ocupam cerca de 927 de sua área total Dentre essas a floresta ombrófila densa de terras baixas representa a maior parcela 7157 seguida pela submontana 1807 e áreas de vegetação secundária sem palmeiras 298 Complementarmente ocorrem florestas ombrófilas abertas formações pioneiras com influência fluvial áreas de florestas secundárias e pequenos trechos de pastagens 127 No total as áreas antropizadas correspondem a aproximadamente 521 da unidade concentrandose principalmente em seu entorno imediato A Flona Tapajós é um espaço de pesquisa científica multidisciplinar abrangendo ciências agrárias biológicas geológicas sociais e meteorológicas Esse conjunto de estudos tem ampliado o conhecimento sobre conservação e uso sustentável dos recursos naturais fortalecendo a gestão da unidade e promovendo o protagonismo das comunidades tradicionais No contexto do manejo florestal Oliveira 2005 demonstrou após 22 anos de monitoramento em parcelas permanentes que o tratamento denominado T3 remoção de árvores comerciais com DAP 55 cm associada ao desbaste de espécies não comerciais resultou em uma redução de 40 da área basal original promovendo aumento na riqueza florística e favorecendo espécies de interesse madeireiro como andiroba Carapa guianensis angelim Dinizia excelsa maçaranduba Manilkara huberi paudarco Handroanthus serratifolius e tatajuba Bagassa guianensis Apesar da eficiência do T3 em conciliar produção madeireira e conservação sua aplicação prática ainda não foi incorporada pelas empresas demandando novos estudos de longo prazo devido às diferenças nos ritmos de crescimento entre espécies e à ausência de variação significativa no índice de diversidade de Shannon entre tratamentos A vegetação da Flona é predominantemente composta por florestas tropicais úmidas de terra firme estruturadas em múltiplos estratos dossel emergente subbosque e vegetação herbácea e arbustiva A diversidade arbórea é elevada com árvores de grande porte pertencentes principalmente às famílias Fabaceae Lecythidaceae Moraceae e Sapotaceae A unidade apresenta diferentes tipologias florestais entre elas Floresta de terra firme predominante com solo bem drenado e árvores emergentes Floresta de igapó associada a áreas sujeitas a inundação periódica Capoeiras secundárias em estágios variados de regeneração Clareiras naturais originadas por quedas de árvores ou eventos naturais Entre as espécies de interesse para a conservação destacamse árvores endêmicas e ameaçadas que desempenham papel crucial na manutenção do dossel florestal e fornecem recursos alimentares e abrigo para diversas espécies da fauna A presença de espécies raras reforça a necessidade de estratégias de manejo que minimizem impactos da exploração madeireira especialmente sobre árvores de grande porte e espécies vulneráveis cuja conservação é essencial para a manutenção da integridade ecológica da unidade A vegetação da Flona Tapajós contribui significativamente para a proteção do solo e dos recursos hídricos mitigando processos erosivos e mantendo a umidade ambiental A heterogeneidade estrutural e composicional sustenta diferentes nichos ecológicos fundamentais para a manutenção de processos como dispersão de sementes ciclagem de nutrientes e regulação de microclimas O manejo sustentável da Flona deve priorizar Monitoramento contínuo da vegetação e das espécies ameaçadas Planejamento criterioso do volume de madeira a ser explorado evitando impactos sobre árvoreschave Conservação das áreas de maior diversidade e espécies de alto valor ecológico garantindo a integridade do ecossistema e a proteção da biodiversidade Incorporação de técnicas de manejo adaptativo alinhando produção madeireira à conservação e à regeneração natural da floresta O conhecimento da composição e estrutura das comunidades arbóreas é essencial para subsidiar estratégias de manejo sustentável Entretanto questões como quantas espécies arbóreas existem na Flona ou como essas espécies se distribuem na floresta ainda são de difícil resposta sobretudo pela ampla extensão territorial heterogeneidade de ambientes e variação nas metodologias de inventário IBGE 2012 Ibama 2004 2019 Listas publicadas em planos de manejo e artigos científicos já contabilizam mais de 400 espécies arbóreas mas a riqueza registrada oscila em função da intensidade amostral do diâmetro mínimo adotado e da precisão na identificação botânica Carvalho 1980 Sandel Carvalho 2000 Gonçalves Santos 2008 Andrade et al 2020b De acordo com o IBGE 2012 a vegetação da Flona do Tapajós se distribui em duas grandes fitofisionomias Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta que se subdividem em três formações aluvial terras baixas e submontana Estudos concentramse majoritariamente na Floresta Ombrófila Densa Submontana onde há mais áreas permanentes de pesquisa e maior disponibilidade de dados A diversidade arbórea da Flona já foi classificada sob diferentes critérios valor comercial da madeira potencial de uso futuro desconhecimento tecnológico ou ainda funções ecológicas Carvalho 1980 Silva et al 1985 Carvalho 2000 Carvalho et al 2004 Mais recentemente Castro et al 2021 integraram critérios ecológicos e econômicos sugerindo espécies aptas à colheita com base em estoques populacionais dinâmica da floresta e diretrizes legais Essa abordagem reflete a evolução do manejo em que espécies antes pouco valorizadas como Allantoma Couratari e Cariniana tauaris passaram a ser exploradas comercialmente graças ao avanço do conhecimento científico Procopio Secco 2008 Reis et al 2019 No contexto das formações florestais destacamse Floresta Ombrófila Densa Aluvial presença de Ceiba pentandra Virola surinamensis Tapirira guianensis Calophyllum brasiliense além de palmeiras como Mauritia flexuosa e Euterpe oleracea IBGE 2012 Espécies com maior estoque de madeira incluem Campsiandra laurifolia Pradosia schomburgkiana e Hevea brasiliensis Vieira et al 2017 Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas ocorrência marcante de Alchornea Handroanthus Ficus com destaque para Ficus cestrifolia além de Tapirira guianensis e Calophyllum brasiliense IBGE 2012 Floresta Ombrófila Densa Submontana florestas primárias equilibradas cuja dinâmica é influenciada por aberturas naturais no dossel ocasionadas por queda de árvores ou tempestades favorecendo espécies heliófilas Schwartz 2017 Alterações antrópicas como incêndios superficiais afetam preferencialmente árvores de menor diâmetro mas em geral não comprometem a estrutura das populações de grande porte Andrade et al 2019 2020a Figura 2 Vegetação na FLONA do Tapajós Fonte 2 httpsguiamelhoresdestinoscombrflorestanacionaldotapajosflonajamaraqua2376556lhtml Figura 3 Vegetação na FLONA do Tapajós Fonte 3 httpsguiamelhoresdestinoscombrflorestanacionaldotapajosflonajamaraqua2376556lhtml Figura 4 Árvore sumaúma é um dos pontos turísticos mais visitados da Flona do Tapajós Fonte 4 Acervo Pessoal Joacir Pedroso O perfil esquemático apresentado a seguir conforme a classificação do IBGE Velosa RangelFilho Lima 1991 descreve a estrutura típica da Floresta Ombrófila Densa com estratos emergente dossel subbosque e camada herbáceaarbustiva Embora tenha sido elaborado como modelo geral para florestas tropicais úmidas ele é adequado para representar a Floresta Amazônica incluindo a Floresta Nacional do Tapajós Na Flona Tapajós essa estrutura se manifesta de forma mais complexa devido à elevada diversidade de espécies arbóreas presença de árvores emergentes de grande porte como a castanheiradopará Bertholletia excelsa grande quantidade de lianas e epífitas além da heterogeneidade de habitats associados a terra firme várzeas e igapós Assim a figura a seguir oferece uma visão geral da organização estrutural da vegetação sendo um referencial útil para compreender a composição e a dinâmica ecológica da Flona Tapajós Figura 5 Perfil esquemático conforme classificação do IBGE para Floresta Ombrófila Densa Fonte 5 Velosa Rangel Filho e Lima 1991 A Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas s ituada em áreas abaixo de 100 m de altitude caracterizase por solos bem drenados grande heterogeneidade estrutural e elevada densidade arbórea com árvores de grande porte distribuídas em múltiplos estratos emergente dossel subbosque e camada herbácea e arbustiva Esta floresta apresenta alta diversidade florística que desempenham papel crucial na manutenção do dossel e fornecem recursos alimentares e abrigo para a fauna A complexidade estrutural e a riqueza de espécies sustentam diversos nichos ecológicos favorecendo a dispersão de sementes ciclagem de nutrientes regulação de microclimas e suporte para a fauna frugívora polinizadores e decompositores Devido à sua importância ecológica essa tipologia requer manejo florestal cuidadoso com monitoramento contínuo das espécies chave e estratégias que minimizem impactos da exploração madeireira e outras atividades humanas A Floresta Ombrófila Densa Submontana Presente em altitudes entre 100600 m em áreas de relevo mais dissecado apresenta menor densidade de árvores emergentes em relação à floresta de terras baixas mas mantém alta diversidade florística e estrutural incluindo espécies endêmicas e vulneráveis O relevo mais elevado e a estrutura arbórea diferenciada favorecem a formação de microhabitats específicos essenciais para a fauna adaptada a essas condições como aves endêmicas e primatas de porte médio Além disso a submontana atua como importante corredor ecológico conectando áreas de floresta primária e secundária permitindo a dispersão genética de espécies vegetais e animais A conservação dessa tipologia é estratégica pois mantém a heterogeneidade do mosaico florestal da Flona protege nascentes e cursos dágua e reforça a resiliência do ecossistema frente a alterações ambientais e impactos antropogênicos Figura 6 Planta da Unidade de Conservação FLONA Tapajós Fonte 6 ICMBio ANA IBGE DNIT MCTi Organização IDESAM 2018 Diatomáceas em igarapés da Floresta Nacional do Tapajós As diatomáceas exercem papel ecológico essencial atuando na produção primária geração de oxigênio e ciclagem de nutrientes sendo sensíveis às condições físicoquímicas da água Por isso são amplamente utilizadas como bioindicadoras de qualidade ambiental embora no Brasil seu uso ainda seja incipiente com poucos estudos na Amazônia Além da ecologia possuem importância econômica e tecnológica Seus depósitos fósseis diatomito são aplicados em indústrias de abrasivos cosméticos tintas e como bioinseticida Em nanotecnologia suas carapaças têm sido exploradas para sensores nanomembranas e cristais fotônicos No campo da paleolimnologia e paleoclima os registros de frústulas permitem reconstruir condições ambientais do passado Na região do baixo Tapajós as primeiras pesquisas datam da década de 1940 conduzidas por Rudolf Braun e Harald Sioli que coletaram amostras nos rios Tapajós Arapiuns lagos de inundação e igarapés fornecendo dados pioneiros sobre a biodiversidade de microalgas locais Atualmente a FLONA Tapajós é reconhecida pela elevada diversidade de diatomáceas perifíticas sobretudo do gênero Eunotia representando um valioso patrimônio biológico e científico para a Amazônia Samambaias e licófitas da Floresta Nacional do Tapajós Na FLONA Tapajós já foram registradas 107 espécies de samambaias e licófitas distribuídas em 45 gêneros e 20 famílias As samambaias predominam com destaque para Pteridaceae 26 espécies e o gênero Adiantum 18 espécies Entre as licófitas a família mais rica é Selaginellaceae 6 espécies Nenhuma espécie é considerada ameaçada mas duas são exóticas Nephrolepis brownii e Pteris cretica Apesar de ser a UC mais bem amostrada do Baixo Tapajós os registros ainda se concentram próximos a estradas e rios revelando um viés de coleta Regiões centrais e sul permanecem pouco estudadas indicando que novos levantamentos devem ampliar significativamente o conhecimento sobre essa flora na Amazônia Figura 7 Samambaias e licófitas da Floresta Nacional do Tapajós Fonte 7 Thaís Elias Almeida e Marise Helen Vale de Oliveira Fauna breve descrição da fauna típica da área Destacar se há algum aspecto específico de destaque sobre a fauna A fauna da Flona Tapajós apresenta alta diversidade e endemismo incluindo mamíferos aves répteis anfíbios e invertebrados sendo essencial para o equilíbrio ecológico e a manutenção dos processos naturais Entre os mamíferos mais relevantes para conservação destacamse o peixeboiamazônico Trichechus inunguis e o coatádetestabranca Ateles marginatus ambos classificados como vulneráveis e com importância ecológica e cultural significativa Figura 8 Trichechus inunguis classificado como vulnerável na Lista Nacional de Espécies da F auna Brasileira Ameaçada de Extinção Fonte 8 ICMBio 2011 A diversidade de aves é expressiva com espécies que atuam como dispersoras de sementes controladoras de populações de insetos e indicadores de qualidade ambiental Répteis e anfíbios desempenham funções ecológicas relevantes enquanto a fauna invertebrada embora pouco estudada exerce papel fundamental em polinização decomposição de matéria orgânica e manutenção da fertilidade do solo Principais ameaças à fauna incluem Caça e pesca predatórias que comprometem a abundância e variabilidade genética de grandes mamíferos e aves Fragmentação florestal e atropelamentos especialmente ao longo da BR163 que representam risco constante para a fauna e a segurança de motoristas Exploração madeireira que altera a composição de espécies e estrutura do habitat Mudanças climáticas e uso inadequado do fogo afetando os ciclos naturais e a disponibilidade de recursos Estratégias de manejo para proteção da fauna devem contemplar Monitoramento contínuo de espécies ameaçadas e endêmicas Criação de corredores ecológicos para garantir a conectividade Fiscalização rigorosa de atividades predatórias e exploração de recursos Programas de educação ambiental e alternativas de subsistência para as comunidades locais Implementação de medidas mitigatórias em rodovias como passagens de fauna e cercas direcionais A riqueza da fauna está associada à heterogeneidade de ambientes que incluem florestas ombrófilas densas de terras baixas e submontana várzeas áreas pioneiras e cursos dágua criando uma ampla variedade de nichos ecológicos Entre os mamíferos terrestres encontramse predadores de topo como a onçapintada Panthera onca e a onçaparda Puma concolor fundamentais para a regulação das cadeias alimentares além de herbívoros de grande porte como a anta Tapirus terrestris e espécies sociais como a queixada Tayassu pecari que influenciam na dinâmica da regeneração florestal Os primatas são amplamente representados incluindo o guariba Alouatta seniculus o macacoaranha Ateles paniscus e o cuxiúpreto Chiropotes satanas todos desempenhando papel central na dispersão de sementes e na manutenção da estrutura florestal Mamíferos aquáticos de grande relevância como o peixeboida amazônia Trichechus inunguis reforçam a importância da unidade como refúgio para espécies vulneráveis Figura 9 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A veado fuboca B veadomateiro C queixada D caititu E anta com filhote F preguiçareal G paca H cutia Fonte 9 Programa Monitora ICMBio Figura 10 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A cachorrodeorelhascurtas B cachorrodomato C cachorrovinagre D jaguarundi E onçaparda F onçapintada G gatomaracajá H jaguatirica Fonte 10 Programa Monitora ICMBio Figura 11 Algumas espécies de mamíferos encontradas na Flona do Tapajós A irara B quati C tatupeba D tatucanastra E tamanduábandeira com filhote F tamanduámirim Fonte 11 Programa Monitora ICMBio A avifauna é extremamente diversa com registros de espécies de alto valor ecológico e conservacionista como a harpia Harpia harpyja predador de topo associado a florestas preservadas além de araras tucanos e diversas aves frugívoras e insetívoras que contribuem para a regeneração natural da floresta Figura 12 Aves capturadas durante a realização de pesquisas científicas na Flona do Tapajós Fonte 12 Edson Varga Lopes e outros A herpetofauna répteis e anfíbios também é expressiva refletindo a diversidade de microhabitats Espécies como o jacaréaçu Melanosuchus niger além de serpentes e anuros adaptados à alta umidade compõem esse grupo essencial para o equilíbrio ecológico e para o controle populacional de invertebrados Figura 13 Espécime de Leptodactylus paraenses A e Bothrops atrox B na Floresta Nacional do Fonte 13 Pinto 2011 Oliveira 2014 Algumas espécies de anuros na Flona do Tapajós têm distribuição localmente restrita dificultando seu registro em estudos anteriores Por exemplo a pererecafranjada Cruziohyla craspedopus foi registrada pela primeira vez a leste do Rio Tapajós ampliando sua distribuição em mais de 220 km Espécies como Dryaderces inframaculata e Trachycephalus helioi possuem habitats específicos sendo encontradas apenas em nascente de igarapés ou copas altas de árvores respectivamente Pequenos anuros diurnos de serrapilheira como Allobates Amazophrynella e Atelopus dependem de corpos dágua isolados para reprodução enquanto o sapodechifres Ceratophrys cornuta concentrase em grandes poças temporárias A instalação dos módulos de amostragem RAPELD permitiu acessar áreas distantes possibilitando registrar espécies pouco conhecidas ou localizadas em habitats específicos Contudo esses módulos estão concentrados na região norte da Flona e a ausência de parcelas ripárias limita o conhecimento completo da diversidade A previsão é que a instalação de novos módulos no sul e de parcelas ripárias aumente significativamente o número de espécies conhecidas possivelmente em dezenas Figura 14 Algumas das espécies de anuros encontradas na Flona do Tapajós A Allobates femoralis B Adelphobates castaneoticus C Rhinella major D Rhinella magnussoni E Pristimantis aff fenestratus F Leptodactylus mystaceus G Leptodactylus paraensis H Lysapsus aff bolivianus Fonte 14 Rafael de Fraga Figura 15 Algumas das espécies de anuros encontradas na Flona do Tapajós A Boana wavrini B Boana multifasciata C Dendropsophus melanargyreus D Scinax nebulosus E Dryaderces inframaculata F Pithecopus hypochondrialis G Cruziohyla craspedopus H Trachycephalus resinifictrix Fonte 15 Rafael de Fraga Figura 16 Algumas das espécies de serpentes encontradas na Flona do Tapajós e Resex TapajósArapiuns A Anilius scytale B Bothrops bilineatus C Micrurus spixii D Corallus hortulana E Chironius multiventris F Leptophis ahaetulla G Helicops polylepis H Chlorosoma viridissimum Fonte 16 Rafael de Fraga Figura 17 Algumas das espécies de lagartos e jabuti encontradas na Flona do Tapajós e Resex TapajósArapiuns A Gonatodes humeralis macho B Thecadactylus rapicauda C Anolis punctatus D Anolis trachyderma E Polychrus marmoratus F Iguana iguana jovem G Kentropyx calcarata H Chelonoidis denticulatus Fonte 17 Rafael de Fraga A ictiofauna do rio Tapajós e seus afluentes abriga inúmeras espécies de peixes algumas de interesse comercial e outras de importância ecológica como dispersores secundários de sementes Esses recursos são fundamentais para a subsistência das comunidades ribeirinhas reforçando a conexão entre biodiversidade e uso sustentável Os invertebrados especialmente insetos como abelhas borboletas e besouros desempenham funçõeschave como polinização decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes assegurando o funcionamento dos ecossistemas Essa fauna em conjunto sustenta serviços ecossistêmicos essenciais como dispersão de sementes manutenção da fertilidade do solo equilíbrio das cadeias alimentares e regulação climática local Assim a Flona Tapajós não apenas protege uma amostra significativa da fauna amazônica mas também mantém processos ecológicos indispensáveis à conservação da biodiversidade regional e ao bemestar das populações humanas que dela dependem REFERÊNCIA Disponivel em httpswwwresearchgatenetprofileRafaelFragapublication361138358BiodiversidadenaFlorestaNacionaldoTapajosenaReservaExtrativistaTapajosArapiunslinks629f3aa2416ec50bdb13ad61BiodiversidadenaFlorestaNacionaldoTapajosenaReservaExtrativistaTapajosArapiunspdfpage65 Disponivel em httpswwwscielobrjaaaQgnVjVCCmRZhCLQZvPyxwtHformatpdflangpt Análise da composição florística e fitossociológica da floresta nacional do Tapajós com o apoio geográfico de imagens de satélites Fernando Del Bon ESPÍRITOSANTO 1 Yosio Edemir SHIMABUKURO 1 Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de ARAGÃO 1 Evandro Luiz Mendonça MACHADO c Aspectos Antrópicos Características socioeconômicas históricas e culturais que caracterizam a UC A Floresta Nacional do Tapajós FLONA instituída em 1974 pelo Decreto nº 73684 foi a primeira unidade desse tipo na Amazônia o que já representa um marco histórico importante no reconhecimento federal da necessidade de preservar e usar os recursos florestais de forma sustentável Localizada nas margens do rio Tapajós a UC abrange territórios dos municípios de Santarém Belterra Aveiro Rurópolis e Placas consolidandose como um espaço crucial para conservação pesquisa e práticas sustentáveis Historicamente a região era habitada por populações tradicionais algumas delas já estabelecidas antes da criação da UC coexistindo com uma forte presença migratória posterior Essas comunidades atualmente cerca de 1050 famílias totalizando aproximadamente 4 à 5 mil habitantes se dispersam em cerca de 23 comunidades e três aldeias indígenas da etnia Munduruku localizadas ao longo dos rios Tapajós e Cupari e nos lotes próximos à BR163 A subsistência dessas populações é baseada em práticas tradicionais como pesca caça cultivo de mandioca milho arroz e feijão criação de animais e extração de produtos florestais não madeireiros Um diferencial importante é o envolvimento comunitário no manejo sustentável por meio da COOMFLONA Cooperativa Mista da Flona do Tapajós surgida da Portaria Ibama nº 402003 que conferiu às associações intercomunitárias a responsabilidade do manejo florestal comunitário piloto Essa cooperativa promoveu emprego renda e infraestrutura comunitária consolidandose como peçachave para fortalecer a governança local Além do manejo outras atividades geradoras de renda incluem extração de látex produção de óleo de andiroba e copaíba biojóias móveis artesanais açaí polpas licores farinha mel piscicultura e turismo de base comunitária Esse conjunto diversificado de práticas faz da FLONA um modelo de produção sustentável com grande valor prático social e cultural No campo acadêmico a FLONA do Tapajós é um referencial nacional em pesquisa científica ambiental Abriga projetos como o DENDROGENE o Projeto Seca Floresta LBA e PPBio além de ser local de parcelas permanentes monitoradas cientificamente há mais de 30 anos pela Embrapa Essa trajetória de pesquisa reforça a importância da UC para a formação de recursos humanos na Amazônia especialmente na região de Santarém que concentra universidades e centros acadêmicos engajados com a gestão da unidade Resumo Histórico pioneiro primeira FLONA criada na Amazônia importância simbólica e institucional População tradicional ativa coexistência de povos originários como os Munduruku e comunidades migrantes com forte base na agricultura familiar e extrativismo Manejo comunitário consolidado COOMFLONA como agente de desenvolvimento socioeconômico e governança local Diversificação produtiva sustentável produtos florestais não madeireiros turismo piscicultura bioarte e agroindústria comunitária Reconhecimento científico local de longa história de monitoramento e pesquisa com conexão com universidades e centros de pesquisa gerando produção acadêmica regional e nacional Plano de Manejo Volume I Diagnóstico ICMBio 2019 tabelas de geomorfologia municípios sínteses do meio físico Resumo Executivo do Plano de Manejo ICMBio 2017 drenagens principais classes de solos Socioambiental Cadastro de UCs hidrografia interna Tapajós CuruáUna nascente do Moju UFOPA estudo climático da microrregião de Santarém Köppen Am médias térmicas e pluviometria Artigosrelatos técnicos adicionais sobre Alter do Chão Planalto de Belterra e rede de igarapés na FLONA httpswwwufopaedubrmediafilesiteufopadocumentos2019c3dd217aa44a11de32cebf4b7d89a329pdf httpsrbgeomorfologiaorgbrrbgarticleview430 httpscatalogoucsbrasiljbrjgovbrdescrareasphpareaFlonaTapajosutm httpswwwconfeaorgbrsitesdefaultfilesantigoscontecc2018agronomia53cdsdgdftmdbedppdf httpswwwrevistaespacioscoma17v38n02a17v38n02p27pdf httpswwwgovbricmbioptbrassuntosbiodiversidadeunidadedeconservacaounidadesdebiomasamazonialistadeucsflonadotapajosarquivosresumoexecutivoeletronicopdf httpsucsocioambientalorgarp653 httpsptwikipediaorgwikiFlorestaNacionaldoTapajC3B3s Informações referentes à gestão da área Gestão A gestão da Flona do Tapajós é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBIo O Instituto é responsável por 300 Unidades de Conservação Federais no País Legislação de criação da UC A Floresta Nacional FLONA do Tapajós foi criada pelo Decreto nº 73684 de 19 de fevereiro de 1974 e posteriormente teve sua área ampliada e reconfigurada pela Lei nº 12678 de 25 de junho de 2012 Governança e gestão participativa Na Flona do Tapajós a gestão é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBIo Os principais pontos da gestão da UC são o Plano de Manejo o Perfil da Família Beneficiária e o Conselho Consultivo O conselho da UC foi o primeiro a ser criado com o padrão estabelecido pelo SNUC desde 2001 Atualmente é composto por 6 setores e envolve 49 instituições representativas São elas Organizações Comunitárias Sociedade Civil Governo Municipal Estadual e Federal Até início de 2021 o Conselho Consultivo era composto pelos seguintes setores Agricultura Aquicultura e Pesca Extrativismo Madeireiro e Não madeireiro Meio Ambiente Pesquisa Promoção Social e Turismo Zoneamento O zoneamento da FLONA Tapajós se apresenta bem definido alguns aspectos que nortearam sua definição foram riqueza e diversidade de espécies fragilidade ambiental usos conflitantes usos atuais dos solos potencial para os diferentes usos proximidades e interface territorial com as Terras Indígenas além dos critérios físicos mensuráveis como relevo interflúvios e grau de conservação da vegetação Ao total foram definidas 7 zonas internas de Preservação Primitiva de Manejo Florestal de Uso Conflitante de População de Recuperação e de Sobreposição Cada zona possui critérios de inclusão e exclusão assim como suas características específicas No mapa INSERIR NÚMERO DA FIGURA MAPA é possível analisar os tipos de zonas e na tabela INSERIR NÚMERO DA FIGURA TABELA as áreas e a representatividade de cada zona na FLONA Tapajós Além disso a Flona possui uma zona de amortecimento que tem como objetivo impor regras de limites de uso para evitar impactos na unidade A zona de Preservação é dedicada à proteção integral do ecossistema ou seja admite apenas o uso indireto como pesquisa científica e monitoramento A visitação não é permitida A zona Primitiva tem como objetivo geral a preservação e atividades em conjunto como educação ambiental recreação pesquisa A zona de manejo florestal objetiva o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais além disso a pesquisa educação ambiental e a visitação são permitidas A zona de uso conflitante é dedicada a minimizar impactos na unidade a partir da flexibilidade e promoção de acordos com a situação existente A zona populacional foi criada para destinar áreas de moradias atividades produtivas e usos de terra necessários a reprodução e ao modo de vida das populações tradicionais no interior da unidade A zona de recuperação tem natureza provisória e objetiva recuperar e restaurar áreas degradadas A zona de sobreposição atua em conjunto com a FUNAI as organizações e aldeias indígenas para a proteção local e regional e resolução de conflitos A zona de amortecimento busca organizar o uso do solo para reduzir os impactos sobre a unidade implementando ações de fiscalização monitoramento e educação ambiental 40 10 20 Km Sistema Referencial 40 10 20 Km Sistema Referencial o Mapa Número do Mapa Zoneamento da Flona do Tapajós Fonte ICMBio 2018 Limite UCs Federais ANA Hidrografia DNIT Rodovias Federais Tabela Número da tabela Zonas da Flona do Tapajós área de cada zona e sua representatividade em relação a área total da UC Fonte ICMbio 2018 Programas e usos da UC Há programas apresentados e desenvolvidos na UC Apresente de forma sucinta os programas mencionados no plano de manejo REFERÊNCIAS Insira aqui todas as referências citadas no texto Exemplos de documentos de pesquisa pelos grupos Principalmente o plano de manejo Site da UC Matérias atuais levantadas na mídia Estudos científicos sobre UC Outros O documento final deve ser postado em PDF Apenas um dos participantes do grupo deve postar o trabalho até a data limite de entrega o grupo só tem direito a uma postagem atenção apenas um trabalho é aceito para postagem por isso é importante o gerenciamento da comunicação entre os participantes do grupo para que a postagem final do documento seja o trabalho executado pelo grupo e não de um participante individualmente Dúvidas sobre o documento usem o fórum dúvidas 1entrega Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA 2 Senac EAD Projeto Integrador I PRIMEIRA ENTREGA

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