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Gestão Financeira Aula 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie Michele Nascimento Jucá michelejucamackenziecombr Estrutura de capital Conceito Principais diferenças entre capital de terceiros e próprio Estrutura versus custo de capital Custo do capital próprio dividendos Introdução Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon Taxa de crescimento Política de dividendos Agenda 2 Composição das fontes de financiamento a longo prazo da empresa que visa atender a demanda por recursos de natureza permanente BALANÇO PATRIMONIAL Passivo circulante ATIVOS Dívida ou capital de terceiros Empréstimos Financiamentos Passivo não circulante Capital próprio Capital social Ações ordinárias e preferenciais Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Ações em tesouraria Prejuízos acumulados Patrimônio líquido Obs O passivo circulante PC está relacionado com o capital de giro da empresa não fazendo parte de sua estrutura de capital Estrutura de capital Estrutura de capital 3 Debêntures Ações nominativas preferenciais PN Ações nominativas ordinárias ON Características Valor mobiliário emitido pelas SAs representativo de uma fração de um empréstimo tendo por garantia seus ativos Oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia não concedendo o direito de voto ou restringindoo Concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembleias deliberativas da companhia Conceito Capital de terceiros passivo circulante ou não Capital próprio PL Capital próprio PL Emissor registro no balanço patrimonial Título de dívida com renda fixa1 pré ou pós fixada ativo circulante ou não Título de propriedade com renda variável ativo circulante ou não Título de propriedade com renda variável ativo circulante ou não Investidor tipo de título 1 Eventualmente as debêntures podem apresentar algumas características de renda variável tais como pagamento de prêmios participação no lucro da empresa conversibilidade em ações da companhia Principais diferenças entre dívida e capital próprio 4 K BALANÇO PATRIMONIAL PC ATIVOS Custo do capital de terceiros Dívida ou capital de terceiros PNC Custo do capital próprio Capital próprio PL Obs O passivo circulante está relacionado com o capital de giro da empresa não fazendo parte de sua estrutura de capital De acordo com os custos de cada fonte de financiamento capital próprio e de terceiros da empresa é importante que se determine seu custo de capital sobretudo para melhor orientar suas decisões financeiras Estrutura x custo de capital 5 Tanto o capital próprio quanto o de terceiros possuem um custo para a empresa Todavia do ponto de vista do investidor esse custo de oportunidade é um retorno que deve ser considerado em suas decisões de investimento ao comparálo com seu nível de risco Entre os modelos para cálculo do custo de capital próprio destacamse Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon Capital asset pricing model CAPM Arbitrage pricing theory APT Modelo 3 fatores Custo de oportunidade de um capital ou custo de capital referese ao retorno da melhor alternativa financeira disponível no mercado a que um investidor renunciou para aplicar seus recursos em outra que possua prazos e riscos comparáveis ASSAF 2012 Custo de capital próprio Introdução 6 7 Custo de capital próprio Introdução Leis 1163807 e 1194109 PASSIVO ATIVO Circulante Circulante Capital de terceiros Ki Empréstimos Financiamentos Debêntures Passivo não circulante Exigível a LP DÍVIDAS Ativo não circulante Realizável a LP Investimentos Imobilizado Intangível Capital próprio Ke Métodos de cálculo do custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon CAPM APT 3 fatores Etc Patrimônio Líquido Capital social AÇÕES Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Reserva legal Reserva estatutária Reserva para contingências Reserva orçamentária Reserva de lucros a realizar Ações em tesouraria Prejuízos acumulados O modelo básico e mais utilizado para avaliar o valor da ação é o que torna o valor presente dos dividendos que se espera que ela gere No Modelo de Desconto de Dividendos MDD o valor de uma ação é o valor presente do fluxo de dividendos futuros projetados até o infinito descontados pela taxa mínima de rentabilidade considerada aceitável pelo investidor Admita que o preço atual de determinada ação seja P0 que a previsão de preço ao fim de um ano seja P1 e que dividendo esperado por ação para o ano corrente seja DIV1 A rentabilidade ou custo do capital próprio dessa ação pode ser decomposta em 2 partes ganho de capital aumento do preço de mercado da ação ganho do recebimento do dividendo A partir dessa expressão o preço atual da ação é Substituindo P1 em P0 e repetindo esse processo sucessivamente Em que Pn é o preço final da ação e corresponde à parcela do ganho de capital caso ela seja vendida no enésimo período n n n t 1 t t 0 k 1 P k 1 D P 0 0 1 1 P P P DIV K K 1 P DIV P 1 1 0 K 1 P DIV P 2 2 1 Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 8 Exemplo Suponha que um investidor tenha estimado em 030 e 050 os dividendos por ação a serem distribuídos respectivamente ao final de cada um dos próximos 2 anos Admitindose que o valor previsto de venda ao final do 2º ano seja de 690 por ação o preço máximo a ser pago por essa ação hoje ao fixarse em 20 aa a rentabilidade mínima desejada será n n n t 1 t t 0 k 1 P k 1 D P 540 120 690 120 050 120 030 k 1 P k 1 D P 2 2 n n n t 1 t t 0 Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 9 Como uma ação não é um título mobiliário com prazo de vencimento definido não faz sentido avaliar seu valor presente para um período diferente da perpetuidade Assim o ganho de capital passa a ser ignorado uma vez que o comprador do título não tem a garantia de que vai conseguir vendêlo alguns períodos depois Logo o valor atual ou preço justo da ação P0 é calculado exclusivamente com base no valor presente do fluxo de dividendos valor presente de uma perpetuidade Como é pouco prático estimar os dividendos futuros a solução é usar uma simplificação sobre o crescimento dos dividendos Crescimento nulo Crescimento perpétuo constante Crescimento diferenciado por estágios ou taxas de crescimento de dividendos não uniformes t 1 t t 2 2 1 1 0 k 1 D k 1 D k 1 D k 1 D P t 1 t t 0 1 K DIV P k D P0 Em que P0 Preço efetivo de mercado da ação hoje ou valor de aquisição da ação Dt Dividendos que os acionistas esperam receber no fim do ano t K Taxa de retorno mínima aceitável ou requerida sobre a ação considerando tanto o seu risco quanto os retornos disponíveis de outros investimentos custo de oportunidade Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 10 150 020 030 P0 Se considerarmos que a perpetuidade de dividendos de uma ação cresce a uma taxa constante g ao longo do tempo o valor atual da ação será O Modelo de Gordon também é conhecido como modelo de avaliação com taxa de crescimento constante Essa é uma alternativa simplificada para avaliar o valor acionário da empresa uma vez que não considera um crescimento gradual diferenciado dos dividendos o que geralmente ocorre nas empresas da economia real Logo a taxa de retorno esperada ou custo sobre o capital próprio é D1P0 rentabilidade esperada dos dividendos em que DIV1 dividendos a serem distribuídos no ano 1 e P0 preço de mercado atual da ação g Taxa de crescimento esperada dos dividendos por tempo indeterminado k Taxa de retorno exigida por investidores em ações DIV1 DIV0 1 g K 1 DIV 1 g K 1 1 g DIV 1 K DIV P 1 2 2 1 1 0 g K DIV P 1 0 g P D k 0 1 Modelo de Gordon Custo do capital próprio Modelo de Gordon 11 Ainda considerando o modelo de crescimento constante ou Modelo de Gordon suponha que uma empresa pague um dividendo de 115 sua taxa mínima de retorno requerida é 134 e a taxa de crescimento dos dividendos é de 8 no futuro Pedese o valor presente ou preço atual dessa ação Além disso caso você compre uma ação por 23 e tiver a expectativa de que depois de 1 ano essa ação pague dividendos de 1242 e cresça a uma taxa constante de 8 no futuro calcule a taxa de retorno esperada g k 1 g D g K D P 0 1 0 g P D K 0 1 23 008 0134 115 1 008 P0 134 8 23 1242 K A política de dividendos ótima deve proporcionar um equilíbrio entre os dividendos correntes e o crescimento futuro de modo a maximizar o preço das ações Custo do capital próprio Modelo de Gordon 12 Custo do capital próprio Modelo de Gordon 13 Entretanto suponha uma situação na qual a taxa de crescimento seja de 75 nos primeiros 3 anos e que depois ela se mantenha em 375 para sempre Considere ainda os seguintes valores de distribuição de dividendos e um custo do capital próprio de 10 aa 3 3 3 3 2 2 1 0 K 1 g K 1 g D K 1 D K 1 D K 1 D P D4 D3 D2 D1 Anos 2877506 173344 161250 1500 Valor R 375 75 75 g 2161913 130236 133264 136364 VP 2561777 11 00375 01 1 00375 173344 11 173344 11 161250 11 1500 P 3 3 2 0 Como o crescimento de dividendos exige crescimento de lucros podese prever a taxa de crescimento dos dividendos como uma função da taxa de crescimento do lucro por ação LPA Crescimento em lucros por ação LPA A relação mais simples que determina o crescimento é aquela baseada na razão de retenção b e o ROE r Quanto maior essa razão maior a taxa de crescimento Custo do capital próprio Taxa de crescimento PL x ROE LL b x ROE g PL LL ROE LL Lucro retido b Alternativamente quando se analisa a taxa de crescimento com base no lucro ou fluxo de caixa operacional substituise o ROE por ROI Lucro operacional líquido de IR Ativos g growth crescimento r return on equity retorno sobre o capital próprio b business earnings retention rate taxa de retenção de lucros da empresa 1 lucro distribuído na forma de dividendos DIV1 DIV0 1g DIV0 LPA x 1 r Suponha que durante o ano de 20X1 tenham ocorridos os seguintes fatos com uma empresa Qual seria o valor ou preço atual das ações dessa empresa Taxa de crescimento g b x ROE 1 025 x 18 075 x 018 135 Dividendos esperados para o ano 20X2 DIV1 DIV0 x 1 g LPA x 1 b x 1 g 200 x 1 075 x 1 135 200 x 025 x 1135 050 x 1135 057 Preço da ação Valores Descrição R 200 Lucro por ação LPA 25 Distribuição dos lucros na forma de dividendos 15 Taxa de retorno exigida pelos acionistas K 18 Retorno sobre os lucros retidos ROE R 3783 0015 057 135 15 057 g K DIV P 1 0 Custo do capital próprio Taxa de crescimento 15 A definição da política de distribuição de dividendos é uma das principais decisões financeiras da empresa Ela envolve basicamente uma decisão sobre o que fazer com o lucro líquido de uma empresa Na verdade o que se procura definir mais adequadamente é a porcentagem do lucro líquido a ser distribuída aos acionistas ou seja o índice de payout da empresa Recompra das ações para mantêlas em tesouraria Distribuílo aos acionistas na forma de dividendos Atenção Lucro líquido é um conceito contábil Seu reinvestimento ou distribuição deve ser dar na forma de dinheiro Líquido do Exercício Lucro Dividendos Distribuídos Payout Quanto MAIOR o índice de payout MENOR será a proporção de recursos próprios utilizados pela empresa em sua atividade eou na recompra de ações Retêlo para reinvestir nas próprias atividades 16 Política de dividendos O objetivo da empresa é maximizar a riqueza de seus acionistas Logo a decisão sobre a retenção ou distribuição dos lucros deve ser baseada na preferência dos acionistas por dividendos x ganhos de capital sendo que Os acionistas concordarão em postergar o recebimento de dividendos se a empresa investilos em uma taxa de retorno acima da taxa mínima exigida por eles Os acionistas optarão por receber os dividendos se conseguirem uma maior rentabilidade em aplicações fora da empresa Assim sendo a decisão de reter lucros deve ser tomada somente quando as oportunidades de investimentos na empresa forem mais atraentes que outras alternativas oferecidas aos acionistas A questão que segue é Como avaliar o acerto de uma política de dividendos 17 Política de dividendos Essa resposta passa pelo estudo da cotação das ações da empresa na bolsa de valores via modelo de avaliação de ação de crescimento constante Se a empresa elevar o índice de payout dividendos distribuídos lucro líquido do exercício essa medida aumentará o D1 Esse aumento no numerador considerado isoladamente elevaria o preço da ação No entanto se houver um aumento no D1 menos dinheiro estará disponível para reinvestimento e isso provocará uma redução na taxa de crescimento esperada g e uma tendência de baixa no preço da ação g k D P 1 0 Em que P0 Preço esperado ou teórico da ação hoje como visto por um investidor que está fazendo a análise D1 É o primeiro dividendo esperado a ser pago no final desse ano K Taxa de retorno mínima aceitável ou requerida sobre a ação considerando tanto o seu risco quanto os retornos disponíveis de outros investimentos custo de oportunidade g Taxa de crescimento esperada dos dividendos Logo a política de dividendos ótima deve proporcionar um equilíbrio entre os dividendos correntes e o crescimento futuro de modo a maximizar o preço das ações 18 Política de dividendos
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Gestão Financeira Aula 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie Michele Nascimento Jucá michelejucamackenziecombr Estrutura de capital Conceito Principais diferenças entre capital de terceiros e próprio Estrutura versus custo de capital Custo do capital próprio dividendos Introdução Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon Taxa de crescimento Política de dividendos Agenda 2 Composição das fontes de financiamento a longo prazo da empresa que visa atender a demanda por recursos de natureza permanente BALANÇO PATRIMONIAL Passivo circulante ATIVOS Dívida ou capital de terceiros Empréstimos Financiamentos Passivo não circulante Capital próprio Capital social Ações ordinárias e preferenciais Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Ações em tesouraria Prejuízos acumulados Patrimônio líquido Obs O passivo circulante PC está relacionado com o capital de giro da empresa não fazendo parte de sua estrutura de capital Estrutura de capital Estrutura de capital 3 Debêntures Ações nominativas preferenciais PN Ações nominativas ordinárias ON Características Valor mobiliário emitido pelas SAs representativo de uma fração de um empréstimo tendo por garantia seus ativos Oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia não concedendo o direito de voto ou restringindoo Concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembleias deliberativas da companhia Conceito Capital de terceiros passivo circulante ou não Capital próprio PL Capital próprio PL Emissor registro no balanço patrimonial Título de dívida com renda fixa1 pré ou pós fixada ativo circulante ou não Título de propriedade com renda variável ativo circulante ou não Título de propriedade com renda variável ativo circulante ou não Investidor tipo de título 1 Eventualmente as debêntures podem apresentar algumas características de renda variável tais como pagamento de prêmios participação no lucro da empresa conversibilidade em ações da companhia Principais diferenças entre dívida e capital próprio 4 K BALANÇO PATRIMONIAL PC ATIVOS Custo do capital de terceiros Dívida ou capital de terceiros PNC Custo do capital próprio Capital próprio PL Obs O passivo circulante está relacionado com o capital de giro da empresa não fazendo parte de sua estrutura de capital De acordo com os custos de cada fonte de financiamento capital próprio e de terceiros da empresa é importante que se determine seu custo de capital sobretudo para melhor orientar suas decisões financeiras Estrutura x custo de capital 5 Tanto o capital próprio quanto o de terceiros possuem um custo para a empresa Todavia do ponto de vista do investidor esse custo de oportunidade é um retorno que deve ser considerado em suas decisões de investimento ao comparálo com seu nível de risco Entre os modelos para cálculo do custo de capital próprio destacamse Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon Capital asset pricing model CAPM Arbitrage pricing theory APT Modelo 3 fatores Custo de oportunidade de um capital ou custo de capital referese ao retorno da melhor alternativa financeira disponível no mercado a que um investidor renunciou para aplicar seus recursos em outra que possua prazos e riscos comparáveis ASSAF 2012 Custo de capital próprio Introdução 6 7 Custo de capital próprio Introdução Leis 1163807 e 1194109 PASSIVO ATIVO Circulante Circulante Capital de terceiros Ki Empréstimos Financiamentos Debêntures Passivo não circulante Exigível a LP DÍVIDAS Ativo não circulante Realizável a LP Investimentos Imobilizado Intangível Capital próprio Ke Métodos de cálculo do custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos Modelo de Gordon CAPM APT 3 fatores Etc Patrimônio Líquido Capital social AÇÕES Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Reserva legal Reserva estatutária Reserva para contingências Reserva orçamentária Reserva de lucros a realizar Ações em tesouraria Prejuízos acumulados O modelo básico e mais utilizado para avaliar o valor da ação é o que torna o valor presente dos dividendos que se espera que ela gere No Modelo de Desconto de Dividendos MDD o valor de uma ação é o valor presente do fluxo de dividendos futuros projetados até o infinito descontados pela taxa mínima de rentabilidade considerada aceitável pelo investidor Admita que o preço atual de determinada ação seja P0 que a previsão de preço ao fim de um ano seja P1 e que dividendo esperado por ação para o ano corrente seja DIV1 A rentabilidade ou custo do capital próprio dessa ação pode ser decomposta em 2 partes ganho de capital aumento do preço de mercado da ação ganho do recebimento do dividendo A partir dessa expressão o preço atual da ação é Substituindo P1 em P0 e repetindo esse processo sucessivamente Em que Pn é o preço final da ação e corresponde à parcela do ganho de capital caso ela seja vendida no enésimo período n n n t 1 t t 0 k 1 P k 1 D P 0 0 1 1 P P P DIV K K 1 P DIV P 1 1 0 K 1 P DIV P 2 2 1 Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 8 Exemplo Suponha que um investidor tenha estimado em 030 e 050 os dividendos por ação a serem distribuídos respectivamente ao final de cada um dos próximos 2 anos Admitindose que o valor previsto de venda ao final do 2º ano seja de 690 por ação o preço máximo a ser pago por essa ação hoje ao fixarse em 20 aa a rentabilidade mínima desejada será n n n t 1 t t 0 k 1 P k 1 D P 540 120 690 120 050 120 030 k 1 P k 1 D P 2 2 n n n t 1 t t 0 Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 9 Como uma ação não é um título mobiliário com prazo de vencimento definido não faz sentido avaliar seu valor presente para um período diferente da perpetuidade Assim o ganho de capital passa a ser ignorado uma vez que o comprador do título não tem a garantia de que vai conseguir vendêlo alguns períodos depois Logo o valor atual ou preço justo da ação P0 é calculado exclusivamente com base no valor presente do fluxo de dividendos valor presente de uma perpetuidade Como é pouco prático estimar os dividendos futuros a solução é usar uma simplificação sobre o crescimento dos dividendos Crescimento nulo Crescimento perpétuo constante Crescimento diferenciado por estágios ou taxas de crescimento de dividendos não uniformes t 1 t t 2 2 1 1 0 k 1 D k 1 D k 1 D k 1 D P t 1 t t 0 1 K DIV P k D P0 Em que P0 Preço efetivo de mercado da ação hoje ou valor de aquisição da ação Dt Dividendos que os acionistas esperam receber no fim do ano t K Taxa de retorno mínima aceitável ou requerida sobre a ação considerando tanto o seu risco quanto os retornos disponíveis de outros investimentos custo de oportunidade Custo do capital próprio Modelo de desconto de dividendos 10 150 020 030 P0 Se considerarmos que a perpetuidade de dividendos de uma ação cresce a uma taxa constante g ao longo do tempo o valor atual da ação será O Modelo de Gordon também é conhecido como modelo de avaliação com taxa de crescimento constante Essa é uma alternativa simplificada para avaliar o valor acionário da empresa uma vez que não considera um crescimento gradual diferenciado dos dividendos o que geralmente ocorre nas empresas da economia real Logo a taxa de retorno esperada ou custo sobre o capital próprio é D1P0 rentabilidade esperada dos dividendos em que DIV1 dividendos a serem distribuídos no ano 1 e P0 preço de mercado atual da ação g Taxa de crescimento esperada dos dividendos por tempo indeterminado k Taxa de retorno exigida por investidores em ações DIV1 DIV0 1 g K 1 DIV 1 g K 1 1 g DIV 1 K DIV P 1 2 2 1 1 0 g K DIV P 1 0 g P D k 0 1 Modelo de Gordon Custo do capital próprio Modelo de Gordon 11 Ainda considerando o modelo de crescimento constante ou Modelo de Gordon suponha que uma empresa pague um dividendo de 115 sua taxa mínima de retorno requerida é 134 e a taxa de crescimento dos dividendos é de 8 no futuro Pedese o valor presente ou preço atual dessa ação Além disso caso você compre uma ação por 23 e tiver a expectativa de que depois de 1 ano essa ação pague dividendos de 1242 e cresça a uma taxa constante de 8 no futuro calcule a taxa de retorno esperada g k 1 g D g K D P 0 1 0 g P D K 0 1 23 008 0134 115 1 008 P0 134 8 23 1242 K A política de dividendos ótima deve proporcionar um equilíbrio entre os dividendos correntes e o crescimento futuro de modo a maximizar o preço das ações Custo do capital próprio Modelo de Gordon 12 Custo do capital próprio Modelo de Gordon 13 Entretanto suponha uma situação na qual a taxa de crescimento seja de 75 nos primeiros 3 anos e que depois ela se mantenha em 375 para sempre Considere ainda os seguintes valores de distribuição de dividendos e um custo do capital próprio de 10 aa 3 3 3 3 2 2 1 0 K 1 g K 1 g D K 1 D K 1 D K 1 D P D4 D3 D2 D1 Anos 2877506 173344 161250 1500 Valor R 375 75 75 g 2161913 130236 133264 136364 VP 2561777 11 00375 01 1 00375 173344 11 173344 11 161250 11 1500 P 3 3 2 0 Como o crescimento de dividendos exige crescimento de lucros podese prever a taxa de crescimento dos dividendos como uma função da taxa de crescimento do lucro por ação LPA Crescimento em lucros por ação LPA A relação mais simples que determina o crescimento é aquela baseada na razão de retenção b e o ROE r Quanto maior essa razão maior a taxa de crescimento Custo do capital próprio Taxa de crescimento PL x ROE LL b x ROE g PL LL ROE LL Lucro retido b Alternativamente quando se analisa a taxa de crescimento com base no lucro ou fluxo de caixa operacional substituise o ROE por ROI Lucro operacional líquido de IR Ativos g growth crescimento r return on equity retorno sobre o capital próprio b business earnings retention rate taxa de retenção de lucros da empresa 1 lucro distribuído na forma de dividendos DIV1 DIV0 1g DIV0 LPA x 1 r Suponha que durante o ano de 20X1 tenham ocorridos os seguintes fatos com uma empresa Qual seria o valor ou preço atual das ações dessa empresa Taxa de crescimento g b x ROE 1 025 x 18 075 x 018 135 Dividendos esperados para o ano 20X2 DIV1 DIV0 x 1 g LPA x 1 b x 1 g 200 x 1 075 x 1 135 200 x 025 x 1135 050 x 1135 057 Preço da ação Valores Descrição R 200 Lucro por ação LPA 25 Distribuição dos lucros na forma de dividendos 15 Taxa de retorno exigida pelos acionistas K 18 Retorno sobre os lucros retidos ROE R 3783 0015 057 135 15 057 g K DIV P 1 0 Custo do capital próprio Taxa de crescimento 15 A definição da política de distribuição de dividendos é uma das principais decisões financeiras da empresa Ela envolve basicamente uma decisão sobre o que fazer com o lucro líquido de uma empresa Na verdade o que se procura definir mais adequadamente é a porcentagem do lucro líquido a ser distribuída aos acionistas ou seja o índice de payout da empresa Recompra das ações para mantêlas em tesouraria Distribuílo aos acionistas na forma de dividendos Atenção Lucro líquido é um conceito contábil Seu reinvestimento ou distribuição deve ser dar na forma de dinheiro Líquido do Exercício Lucro Dividendos Distribuídos Payout Quanto MAIOR o índice de payout MENOR será a proporção de recursos próprios utilizados pela empresa em sua atividade eou na recompra de ações Retêlo para reinvestir nas próprias atividades 16 Política de dividendos O objetivo da empresa é maximizar a riqueza de seus acionistas Logo a decisão sobre a retenção ou distribuição dos lucros deve ser baseada na preferência dos acionistas por dividendos x ganhos de capital sendo que Os acionistas concordarão em postergar o recebimento de dividendos se a empresa investilos em uma taxa de retorno acima da taxa mínima exigida por eles Os acionistas optarão por receber os dividendos se conseguirem uma maior rentabilidade em aplicações fora da empresa Assim sendo a decisão de reter lucros deve ser tomada somente quando as oportunidades de investimentos na empresa forem mais atraentes que outras alternativas oferecidas aos acionistas A questão que segue é Como avaliar o acerto de uma política de dividendos 17 Política de dividendos Essa resposta passa pelo estudo da cotação das ações da empresa na bolsa de valores via modelo de avaliação de ação de crescimento constante Se a empresa elevar o índice de payout dividendos distribuídos lucro líquido do exercício essa medida aumentará o D1 Esse aumento no numerador considerado isoladamente elevaria o preço da ação No entanto se houver um aumento no D1 menos dinheiro estará disponível para reinvestimento e isso provocará uma redução na taxa de crescimento esperada g e uma tendência de baixa no preço da ação g k D P 1 0 Em que P0 Preço esperado ou teórico da ação hoje como visto por um investidor que está fazendo a análise D1 É o primeiro dividendo esperado a ser pago no final desse ano K Taxa de retorno mínima aceitável ou requerida sobre a ação considerando tanto o seu risco quanto os retornos disponíveis de outros investimentos custo de oportunidade g Taxa de crescimento esperada dos dividendos Logo a política de dividendos ótima deve proporcionar um equilíbrio entre os dividendos correntes e o crescimento futuro de modo a maximizar o preço das ações 18 Política de dividendos