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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO F.A.F. - Curso de Administração - Gestão Financeira - Turno Manhã 2022.2 Professor KEZEN Aluno: PROVA ÚNICA ================================================================= PRIMEIRA PARTE: Marque a resposta correta ( 1,0 ponto cada ): 1) Qual a diferença entre CAPITALIZAR JUROS E DESCONTAR JUROS 2) Defina Custo de Oportunidade. Dê um exemplo 3) Quais os três principais atributos de um ATIVO ? 4) Qual a diferença entre Regime de Competência e Regime de Caixa. 5) Qual o princípio que garante a igualdade entre ATIVO TOTAL E PASSIVO TOTAL ? 6) Quais são os “tipos” de LUCRO encontrados em uma DEMONSTRAÇÃO RESULTADO 7) Defina Alavancagem Financeira, cite uma vantagem e uma desvantagem. 8) A partir do Ciclo de Caixa abaixo indique o problema dessa empresa e sugira uma solução ? HOJE t1 t2 t3 t4 ---------------------------------------------------------------------- linha do tempo - Comprou matéria-prima: t1 para pagar em t3 - Vendeu o produto final: t2 para receber em t4 SEGUNDA PARTE: vale 2 pontos 1ª. Questão) Durante o ano de 2021, a empresa LUMIAR apresentou vendas de 3000 reais e custo de mercadoria vendida de 2000 reais. A depreciação foi de 250 reais, e os juros pagos no período no valor de 150 reais. A alíquota de imposto de renda é de 1/3 do lucro tributável. Considere dividendos de 50% do lucro líquido. BALANÇO PATRIMONIAL 2020 2021 2020 2021 Ativo Circulante Passivo Circulante Caixa 200 450 Contas a pagar 250 400 Cont a rec 500 600 Títulos a pagar 300 150 Estoques 550 650 Exigível de L.P. 800 1100 Ativo Permanente Instalações e 2000 2150 Patri Líquido 1900 2200 Equipamentos ATIVO TOTAL 3250 3850 PASSIVO TOTAL 3250 3850 1) Calcule a geração de caixa operacional 2) Calcule a movimentação de caixa com ativo permanente 3) Calcule a movimentação de caixa com credores 4) Calcule a movimentação de caixa com acionistas UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO F.A.F. - Curso de Administração - Gestão Financeira - Turno Manhã 2022.2 Professor KEZEN Aluno: PROVA ÚNICA ================================================================= PRIMEIRA PARTE: Marque a resposta correta ( 1,0 ponto cada ): 1) Qual a diferença entre CAPITALIZAR JUROS E DESCONTAR JUROS Resposta: Capitalizar juros significa calcular juros sobre um montante inicial e adicioná-los periodicamente ao principal. Já descontar juros significa calcular o valor presente de pagamentos de juros para determinar seu valor atual. 2) Defina Custo de Oportunidade. Dê um exemplo Resposta: Custo de oportunidade é o benefício ou valor da melhor alternativa sacrificada ao tomar uma decisão entre duas ou mais opções. Por exemplo, se uma pessoa investe em ações de uma empresa, o custo de oportunidade pode ser o retorno potencial perdido ao não investir em outra empresa com maior potencial de crescimento. 3) Quais os três principais atributos de um ATIVO? Resposta: Os três principais atributos de um ativo são: (1) ter benefícios psicológicos esperados, (2) ser controlado pela entidade e (3) ser resultado de eventos passados. 4) Qual a diferença entre Regime de Competência e Regime de Caixa. Resposta: O Regime de Competência reconhece receitas e despesas no momento em que são geradas, independentemente de quando o dinheiro é recebido ou pago. Já o Regime de Caixa reconhece receitas e despesas apenas no momento em que o dinheiro é efetivamente recebido ou pago. 5) Qual o princípio que garante a igualdade entre ATIVO TOTAL E PASSIVO TOTAL? Resposta: O princípio da igualdade ou proteção patrimonial garante a igualdade entre o Ativo Total e o Passivo Total, expresso na fórmula: Ativo Total = Passivo Total. 6) Quais são os “tipos” de LUCRO encontrados em uma DEMONSTRAÇÃO RESULTADO Resposta: Os principais tipos de lucro encontrados em uma Demonstração de Resultado são: Lucro Bruto (receitas menos custo das mercadorias vendidas), Lucro Operacional (receitas menos despesas operacionais) e Lucro Líquido (resultado final após a dedução de impostos e despesas não operacionais). 7) Defina Alavancagem Financeira, cite uma vantagem e uma desvantagem. Resposta: Alavancagem Financeira é o uso de dívida para operações financeiras e investimentos da empresa. Vantagem: Permite que a empresa amplie seus lucros quando a taxa de retorno dos investimentos é maior que o custo da dívida. Desvantagem: Aumenta o risco financeiro da empresa, pois os pagamentos de juros devem ser feitos independentemente do desempenho operacional. 8) A partir do Ciclo de Caixa abaixo indique o problema dessa empresa e sugira uma solução? HOJE t1 t2 t3 t4 ---------------------------------------------------------------------- linha do tempo - Comprou matéria-prima: t1 para pagar em t3 - Vendeu o produto final: t2 para receber em t4 Resposta: Problema: O ciclo de caixa é muito longo, indicando que a empresa leva um tempo considerável desde a compra de matéria-prima até o recebimento das vendas. Isso pode levar a problemas de fluxo de caixa e necessidade de financiamento de curto prazo para cobrir o intervalo de tempo entre essas transações. Solução sugerida: A empresa pode otimizar seus processos de produção e vendas para reduzir o ciclo de caixa. Além disso, você pode buscar alternativas de financiamento, como linhas de crédito ou descontos de duplicatas, para cobrir esse período sem comprometer a saúde financeira da empresa. SEGUNDA PARTE: vale 2 pontos 1ª. Questão) Durante o ano de 2021, a empresa LUMIAR apresentou vendas de 3000 reais e custo de mercadoria vendida de 2000 reais. A depreciação foi de 250 reais, e os juros pagos no período no valor de 150 reais. A alíquota de imposto de renda é de 1/3 do lucro tributável. Considere dividendos de 50% do lucro líquido. BALANÇO PATRIMONIAL 2020 2021 2020 2021 Ativo Circulante Passivo Circulante Caixa 200 450 Contas a pagar 250 400 Cont a rec 500 600 Títulos a pagar 300 150 Estoques 550 650 Exigível de L.P. 800 1100 Ativo Permanente Instalações e 2000 2150 Patri Líquido 1900 2200 Equipamentos ATIVO TOTAL 3250 3850 PASSIVO TOTAL 3250 3850 1) Calcule a geração de caixa operacional Resposta: Geração de Caixa Operacional = Lucro Líquido + Depreciação Geração de Caixa Operacional = 3000 (Lucro Líquido) + 250 (Depreciação) Geração de Caixa Operacional = 3250 reais 2) Calcule a movimentação de caixa com ativo permanente Resposta: Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = Ativo Permanente em 2021 - Ativo Permanente em 2020 Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = 2150 - 2000 Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = 150 reais 3) Calcule a movimentação de caixa com credores Resposta: Movimentação de Caixa com Credores = Contas a pagar em 2021 - Contas a pagar em 2020 Movimentação de Caixa com Credores = 400 - 250 Movimentação de Caixa com Credores = 150 reais 4) Calcule a movimentação de caixa com acionistas Resposta: Movimentação de Caixa com Acionistas = Patrimônio Líquido em 2021 - Patrimônio Líquido em 2020 - Dividendos Movimentação de Caixa com Acionistas = 2200 - 1900 - (3000 * 50%) Movimentação de Caixa com Acionistas = 2200 - 1900 - 1500 Movimentação de Caixa com Acionistas = -200 reais (ou seja, fluxo de saída de caixa para os acionistas) 2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE CAIXA Não é fácil fazer $ 385 milhões desaparecerem no ar, mas foi exatamente isso que aconteceu com a America Online (AOL). Particularmente em setembro de 1996, a AOL apresentou novamente seu balanço, deduzindo $ 385 milhões que eliminaram virtualmente todo o lucro que a empresa alegava ter obtido ao longo dos 11 anos de sua história, assim como essencialmente todo o patrimônio líquido apresentado no balanço. O problema com a AOL estava relacionado à maneira com a qual os custos promocionais eram tratados. Você se lembra de todos os disquetes e CDs que você recebia em lojas e pelo correio oferecendo assinaturas gratuitas de experimentação da AOL? Esse marketing em grande escala não é barato, e a maior parte das empresas deduz despesas associadas a tais atividades no trimestre em que elas ocorrem. A AOL optou por uma maneira diferente, deduzindo os custos em parcelas durante um período de dois anos. Por exemplo, em 1996, a AOL, na realidade, gastou $ 363 milhões em promoções, uma quantia equivalente a a proxima ORIGINAL COPYLEO Existem basicamente quatro pontos que devem ficar claros quando você acabar a leitura deste capítulo: A diferença entre o valor contábil (ou valor de livro) e o valor de mercado. A diferença entre lucro contábil e fluxo de caixa. A diferença entre alíquotas médias e marginais de Imposto de Renda. Como determinar o fluxo de caixa da empresa a partir das demonstrações financeiras. E no entanto, ela diminu mil apenas $ 125 milhões dessa quantia, e divulgou em linhas anuais de impostos de $ 50 milhões. Obviamente, se a AOL tivesse deduzido todos q apresentou, em primeiro 370tes de impostos de $ 172 milhões. Por fim, a AOL decidiu remanejar as despe as encomendas no momento do ano onde se m em o valor das despesas que irá marcar são. denota possuir ão, mas conferir presentó 21 milhões que a empresa do ultir UAO Ainoliarism Cliente apagar a harmoic Emento dos nesses $ 365 milhões Consequentemente nulos 21 lá nos anteriores,/ e d enl nuntillo Iam agen 11 anos de h_tromes a cert... omo e Segunda amo up 11 anos nó a rajapse etc american y Eontraia ao estudo da defasagem do Ordenão para o capital social da AOL, elasiano nomento demos quinatos que no AOM Certim mo ao social clemosie com o UnoRpordamente na panel!!!! Os 11 amo nurru urrua auxiliar EU Come vao toques betalings s os rate ao Ospe mo espacio PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA Neste capítulo, iremos examinar demonstrações financeiras, impostos e fluxo de caixa. Nossa ênfase não é a preparação de demonstrações financeiras. Em vez disso, reconhecemos que demonstrações financeiras, geralmente, consistem em uma fonte básica de informações para a tomada de decisões financeiras, e, portanto, nosso objetivo é examinar sucintamente tais demonstrações e indicar algumas de suas características mais relevantes. Damos atenção especial a alguns detalhes práticos do fluxo de caixa. 2.1 Balanço Patrimonial O balanço patrimonial é um retrato da empresa. É uma maneira conveniente de organizar e resumir o que a empresa possui (seus ativos), o que a empresa deve (seus exigíveis), e a diferença entre os dois (patrimônio líquido da empresa), num dado momento. A Figura 2.1 ilustra a maneira pela qual o balanço é construído. Na forma apresentada, o lado esquerdo enumera os ativos da empresa, e o lado direito enumera os exigíveis e o patrimônio líquido. Balanço patrimonial Demonstração Financeira que mostra os valores contábeis da empresa em um determinado momento. ATIVOS: O LADO ESQUERDO Os ativos são classificados como circulantes ou permanentes. Um ativo permanente tem uma vida relativamente longa. Pode ser tangível, como um caminhão ou um computador, ou intangível, como uma marca ou patente. Os ativos circulantes têm vida menor do que um ano. Isso significa que, normalmente, dentro de um período inferior a 12 meses, o ativo circulante será convertido em caixa. O estoque, por exemplo, provavelmente é comprado ou vendido dentro de um ano e, portanto, classificado como ativo circulante. Obviamente, o caixa em si é mesmo um ativo circulante. Contas a receber (o dinheiro que os clientes devem à empresa) também são ativos circulantes. EXIGÍVEL E PATRIMÔNIO LÍQUIDO: O LADO DIREITO Os exigíveis da empresa são o primeiro item apresentado no lado direito do balanço. Eles são classificados tanto como passivo circulante quanto como exigível a longo prazo. O passivo circulante, assim como o ativo circulante, tem vida menor do que um ano (significando que precisa ser pago em até um ano), e é apresentado acima do exigível a longo prazo. Contas a pagar (o dinheiro devido aos fornecedores) é um exemplo de passivo circulante. Dívidas que não vencem em menos de 12 meses são classificadas como exigível a longo prazo. Um empréstimo tomado pela empresa, que será pago dentro de cinco anos, é um exigível a longo prazo. A empresa toma emprestado a longo prazo por meio de diversas fontes. Tenderemos a utilizar os termos obrigações e obrigações a pagar nos referindo a uma dívida a longo prazo e aos credores a longo prazo, respectivamente. Finalmente, por definição, a diferença entre o valor total dos ativos (circulante e permanente) e o valor total do exigível (circulante e a longo prazo) é o patrimônio líquido, também chamado de capital dos acionistas, ou capital próprio. Esse setor do balanço procura refletir o fato de que, se a em- presa vendesse seus ativos e utilizasse o dinheiro para pagar todas as suas dívidas, o valor residual pertenceria aos acionistas. Assim, o balanço fecha, pois o valor do lado esquerdo é sempre igual ao valor do lado direito. Ou seja, o valor dos ativos da empresa é igual à soma dos exigíveis com o patri- mônio líquido.* Ativo = Exigível + Patrimônio líquido [2.1] Esta é a chamada identidade ou equação do balanço, e sempre se verifica, pois o patrimônio li- quido é definido como sendo a diferença entre ati vo e exigível. CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO Conforme é apresentado na Figura 2.1, a di ferenca entre o ativo circulante e o passivo cir- culante da empresa é denominada de capital de giro líquido. O capital de giro líquido é positivo quando o ativo circulante excede o passivo cir- culante. Com base nessa definição, isso significa que o fluxo de caixa que ficará disponível dentro de 12 meses excede o fluxo de caixa que precisa ser pago dentro do mesmo período. Por essa razão, o capital de giro líquido é normalmente positivo em empresas saudáveis. Capital de giro líquido Ativo circulante menos passivo circulante. EXEMPLO 2.1 Elaboração do balanço Uma empresa possui ativo circulante de $ 100, ativo permanente líquido de $ 500, dívidas a curto prazo de $ 70 e dívidas a longo prazo de $ 200. Como fica seu balanço? Qual é o patrimônio líquido? Qual é o exigível total? Nesse caso, o ativo total é igual a $ 100 + $ 500 = $ 600 e o exigível total é $ 70 + $ 200 = $ 270. Portanto, o patrimônio líquido é a diferença $ 600 - $ 270 = $ 330. O balanço ficaria da seguinte manera: Ativo Ativo circulante Ativo permanente líquido Exigível e Patrimônio Líquido Exigível total Exigível a longo prazo Patrimônio líquido $ 330 $ 600 $ 270 Total do exigível e patrimônio líquido O capital de giro líquido é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante, ou seja, $ 100 - $ 70 = $ 30. A Tabela 2.1 apresenta um balanço patri- monial simplificado para uma empresa fictícia, a U. S. CORPORATION Balanço Patrimonial de 31 de dezembro de 1997 e 1998 ($ milhões) Ativo Ativo circulante Caixa Contas a receber Estoques Ativo permanente Instalações e equipamentos Total Passivo Passivo circulante Contas a pagar Títulos a pagar Total Exigível a longo prazo Patrimônio líquido Capital mais reservas Lucros retidos Total Ativo Total Passivo Total $ 104 455 553 $ 1.112 $ 1,644 1.403 1.709 $ 232 196 $ 428 $ 408 600 1.320 (3) U. S. CORPORATION UTILIZED 2.400.732 2.256 * As expressões capital próprio, capital dos acionistas, capi- tal dos proprietários, patrimônio líquido são usadas como sinônimos numa sociedade por ações. Há outras variantes, além dessa. Tabela 2.1 Balanço patrimonial da U. S. Corporation. COPYLEO COPYLEO PARTE II — COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA U. S. Corporation. Ao examinar-se um balanço patrimonial, deve-se ter em mente três pontos par- ticularmente importantes: liquidez, capital próprio versus capital de terceiros e valor de mercado versus valor de livro. LIQUIDEZ Liquidez refere-se à velocidade e facilidade com a qual um ativo pode ser convertido em cai- xa. Ouro é um ativo relativamente líquido; uma instalação fabril não é. Na realidade, a liquidez possui duas dimensões: facilidade de conversão versus perda de valor. Qualquer ativo pode ser con- vertido em caixa rapidamente, desde que se redu- za suficientemente o preço. Um ativo de alta li- quidez, portanto, é aquele que pode ser vendido rapidamente sem perda significativa de valor. Um ativo líquido é aquele que não pode ser converti- do em caixa rapidamente, sem que haja redução substancial do preço. Normalmente, os ativos são apresentados no balanço em ordem decrescente de liquidez, signi- ficando que os mais líquidos vêm em primeiro lu- gar. O ativo circulante é relativamente líquido, o inclui caixa e outros ativos que serão convertidos em caixa nos próximos 12 meses. Contas a receber, por exemplo, representam o montante de vendas já realizadas e não recebidas ainda de clientes. Naturalmente espera-se que sejam convertidas em caixa no futuro próximo. Estoques talvez sejam os menos líquidos dos ativos circulantes, pelo menos para a maior parte das empresas. Ativos permanentes são, em sua maior parte, relativamente ilíquidos. Consistem em bens tangí- veis, como prédios e equipamentos, que normal- mente não são convertidos em caixa ao longo da atividade normal do negócio (são, naturalmente, utilizados no negócio para gerar caixa). Ativos in- tangíveis, tais como marcas, embora não tenham existência física, podem ter valor. Assim como os ativos permanentes tangíveis, não serão normal- mente convertidos em caixa e são considerados ilíquidos. A liquidez tem valor. Quanto mais líquido o negócio, menor é a possibilidade de que venha a se encontrar em uma situação de insolvência (isto é, dificuldade de pagar dívidas ou comprar ativos necessários). Infelizmente, os ativos líquidos geral- mente são menos rentáveis. Por exemplo, o saldo de caixa é o mais líquido dos ativos, mas algumas vezes ele não gera retorno algum, pois apenas está lá, parado. Existe, portanto, uma escolha entre as vantagens da liquidez e a perda de lucros poten- ciais. CAPITAL DE TERCEIROS VERSUS CAPITAL PRÓPRIO Uma empresa que toma dinheiro emprestado geralmente dá preferência ao fluxo de caixa a ser pago aos credores. Os acionistas possuem direito apenas ao valor residual, a porção que restou após os pagamentos aos credores. O valor desse resíduo consiste no patrimônio líquido da empresa. Patrimônio Líquido = Ativo – Exigível Total Isso é verdadeiro em termos contábeis, pois o patrimônio líquido é definido como sendo essa parcela residual. O mais importante, no entanto, é que isso também é verdadeiro em termos econômicos: se a empresa vende seus ativos e paga suas dívidas, todo o caixa fica à disposição dos acionistas. A utilização de dívidas na estrutura de capi- tal da empresa é denominada endividamento. Quanto mais dívida (como porcentagem do ativo), maior o grau de endividamento. Conforme discuti- remos nos próximos capítulos, a dívida funciona como uma alavanca, no sentido de que utilizá-la pode aumentar tanto ganhos como perdas. Portan- to, a alavancagem financeira aumenta o potencial de remuneração para os acionistas, mas ao mesmo tempo aumenta o potencial de situações de insolu- vência e falência. VALOR DE MERCADO VERSUS VALOR CONTÁBIL O verdadeiro valor de um ativo é o valor de mercado, que é simplesmente a quantidade de ca- xa que receberíamos se realmente vendêssemos aquele ativo. No entanto, os valores de ativos apre- sentados no balanço da empresa são valores de li- vro, e geralmente, não representam seus verdadei- ros valores. De acordo com os Princípios Con- tábeis Geralmente Aceitos (PCGA), as demon- strações financeiras auditadas nos Estados Unidos geralmente apresentam os seus ativos a custos históricos. Em outras palavras, os ativos são contabilizados pelo que a empresa pagou por eles, não importando há quanto tempo tenham sido adquiridos ou quanto valem hoje. Quanto a ativos circulantes, o valor de mer- cado e o valor de livro deveriam ser razoavelmen- te parecidos, uma vez que os ativos circulantes são comprados e convertidos em caixa em um período de tempo relativamente curto. Em outras circuns- tâncias, eles podem divergir bastante. Além disso, COPYLEO COPYLEO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUX quanto a ativos permanentes, seria uma mera co- incidência que o valor real de mercado de um ati- vo (ou valor pelo qual o ativo seria vendido) fosse igual ao valor contábil. Por exemplo, uma compa- nhia de transporte ferroviário poderia ser proprie- tária de enormes lotes de terra comprados um sé- culo atrás. O valor que a companhia pagou pelos lotes pode ser centenas ou milhares de vezes me- nor do que o valor 'da terra hoje. O balanço iria, apesar disso, apresentar o custo histórico. Os administradores e investidores frequente- mente estarão interessados em conhecer o valor de mercado da empresa. Essa informação não consta do balanço patrimonial. O fato de que os ativos são apresentados por seu custo significa que não exis- te, necessariamente, conexão entre o valor total dos ativos apresentados e o valor de mercado da em- presa. Realmente, muito dos ativos mais valiosos que a empresa pode possuir — boa administração, boa reputação, empregados talentosos — não apa- recem no balanço de forma alguma. De maneira semelhante, o valor do patri- mónio líquido apresentado no balanço e seu valor verdadeiro não estão necessariamente relaciona- dos. Para os administradores financeiros, portanto, o valor contábil do patrimônio líquido não é uma preocupação especialmente importante; é o valor de mercado que conta. Portanto, sempre que men- cionarmos o valor de um ativo ou o valor da em- presa, estaremos, normalmente, referindo-nos ao valor de mercado. Assim, por exemplo, quando di- zemos que o objetivo do administrador financeiro é aumentar o valor da ação, estamos falando do valor de mercado da ação. Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (PCGA) Conjunto geral de padrões e procedimentos com base nos quais as demonstrações financeiras auditadas são preparadas. EXEMPLO 2.2 Valor de Mercado versus Valor Contábil A Klington Corporation possui ativo perma- nente com um valor contábil de $ 700 e um valor estimado de $ 1.000. O capital de giro líquido contábil é $ 400, mas se todos os ativos circulantes fossem liquidados, seriam realizado por volta de $ 600. A dívida a longo prazo, tanto em valor contábil quanto em valor de mercado, é $ 500. Qual é o valor contábil do patrimônio líquido? Qual o valor de mercado do patrimônio líquido? Podemos construir dois balanços simplifica- dos, um em termos contábeis e outro em termos econômicos (valores de mercado): KLINGTON CORPORATION Balanços Valor de Mercado versus Valor Contábil Capital de giro líquido Ativo permanente líquido $ 1.100 1.100 400 700 600 700 $ 1.600 1.600 Ativo Passivo Dívida a longo prazo Patrimônio líquido $ 500 600 500 1.100 Nesse exemplo, o patrimônio líquido na ver- dade vale quase duas vezes mais do que o presen- tado no balanço. A distinção entre valor contábil e valor de mercado é importante precisamente porque o valor contábil pode ser muito diferente do verda- deiro valor econômico. Questões conceitui i. a Oual é a identidade do balanço? Liquid7..7‘7:• IMPORTANTE? OSrtançastdeCoROFT 0r C c površie3' II EISA eforrriO? kart lbiicl5a el aTVIa s021) rennágERPIFI;:eab.7fZereaçdn°tlgradrbalPI(oteri1IVIOIllergZre 13stf:aVOSL reiát0631:1' dresnmi isa framontemni,coEp' Id /fop, olstruTPYCefi: 2.2 Demonstração do Resultado A demonstração do resultado mede o desempenho ao longo de um determinado período, geralmente um trimestre ou um ano. A equação da demonstração de resultado é: Receita — Despesas = Lucro [2.2] Se você considerador o balanço como um instan- tâneo, então deverdai consideraer a demonstras do resultado como uma fita de vídeo que abrange o TAMURIO TAMURIO ORIGINAL ORIGINAL COPYLEO COPYLEO PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA período entre uma foto "antes" e outra "depois". A Tabela 2.2 apresenta uma demonstração simplificada do resultado da U. S. Corporation. Os primeiros itens divulgados no relatório da demonstração de resultado, normalmente, seriam a receita e as despesas das atividades operacionais da empresa. Em seguida, entre outras coisas, apresentam-se despesas financeiras, tais como os juros pagos. Os impostos pagos são divulgados separadamente. O último termo é o lucro líquido (o tão famoso bottom line). O lucro líquido, normalmente, é expresso também em uma base por uma ação, o famoso lucro por ação (EPS). Conforme é indicado, a U. S. pagou dividendos de $ 103. A diferença entre o lucro líquido e os dividendos, $ 309, é a adição a lucros retidos no ano. Essa quantia é somada na conta de lucros retidos acumulados, no balanço. Se você comparar com o balanço de dois anos atrás, verá que os lucros retidos cresceram a quantia de $ 1.320 + $ 309 = $ 1.629. Exemplo 2.3 Lucros e dividendos por ação Suponha que a U. S. tivesse 200 milhões de ações ao final de 1998. Com base na demonstração de resultado indicada, qual foi o lucro por ação? Qual foi o dividendo por ação? A partir da demonstração de resultados, vemos que a U. S. teve um lucro líquido de $ 412 milhões no ano. O total de dividendos foi $ 103 milhões. Sabendo-se que são 200 milhões de ações existentes, podemos calcular o lucro e os dividendos por ação conforme a seguir: Lucro por ação = Lucro líquido / total de ações existentes. = $ 412/200. = $ 2,06 por ação Dividendos por ação = Dividendo total / total de ações existentes = $ 103/200 = $ 0,515 por ação. Ao analisar a demonstração de resultado, o administrador financeiro precisa ter três fatores em vista; os Princípios Gerais Geralmente Aceitos; a distinção entre itens monetários e não monetários; e a relação entre prazo e custos. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS GERALMENTE ACEITOS E A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Uma demonstração de resultados elaborada de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos indicará as receitas quando são obtidas. Isso não coincide necessariamente com o momento da entrada de caixa. A regra geral (o princípio da realização) consiste em reconhecer a receita quando o processo de lucro está virtualmente completo e o valor de uma transação com bens e serviços é conhecido e pode ser determinado com confiança. Na prática, esse princípio geralmente significa que receitas são reconhecidas durante a venda, que não necessariamente coincide com o período de recebimento. As despesas divulgadas na demonstração de resultado estão baseadas no regime de competência. A ideia básica consiste em determinar as receitas conforme descrito, e então associar as receitas apropriadas ao custo relacionado à produção. Os custos da produção e outros custos associados com a venda do produto serão reconhecidos de maneira semelhante naquele período. Mais uma vez, as saídas reais de caixa podem ter ocorrido em momentos diversos. U. S. CORPORATION Demonstração de Resultado (em $ milhões) Vendas Líquidas $ 1.509 Custo da mercadoria vendida 750 Depreciação 65 Lucro antes de juros e impostos $ 694 Juros pagos 70 Lucro tributável $ 624 Impostos 212 Lucro líquido 412 Dividendos $ 103 Adição a lucros retidos $ 309 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E ITENS NÃO MONETÁRIOS Como resultado da maneira pela qual receitas e despesas são divulgadas, os números apresentados na demonstração de resultado podem não ser representativos das entradas e saídas de caixa que ocorreram durante o mesmo período. ITENS NÃO MONETÁRIOS Uma razão fundamental pela qual o lucro contábil difere do fluxo de caixa deve-se ao fato de que a demonstração de resultado contém itens não monetários. O mais importante deles é a depreciação. Suponha que uma empresa compre um ativo fixo por $ 5.000 e pague à vista. Obviamente, a empresa tem uma saída de caixa de $ 5.000 no momento da compra. No entanto, em vez de deduzir $ 5.000 como despesa, a contadora provavelmente depreciará esse ativo ao longo de um período de cinco anos. Se a depreciação for linear, e o valor do ativo for reduzido a zero ao final do período, então $ 5.000/5 = $ 1.000 serão deduzidos a cada ano como despesa. O importante é reconhecer que essa dedução de $ 1.000 não é um fluxo de caixa – é um valor contábil. A verdadeira saída de caixa ocorreu no momento em que o ativo foi comprado. A dedução da depreciação é simplesmente outra aplicação do princípio de competência em contabilidade. As receitas associadas ao uso do ativo ocorreriam genericamente durante um determinado período. Assim, os contadores procuram associar as despesas de compra do ativo ao benefício produzido pela sua posse. Conforme veremos, para o administrador financeiro o momento efetivo da entrada e saída de caixa é crítico para se obter uma estimativa razoável do valor de mercado, e precisaremos estudar como separar o fluxo de caixa dos itens contábeis não monetários. Itens não monetários Despesas lançadas contra receitas que não afetam diretamente o fluxo de caixa, como, por exemplo, depreciação. PRAZO E CUSTOS Frequentemente, é útil considerarmos o futuro como tendo duas partes distintas: curto prazo e longo prazo. Esses dois períodos não são exatos. A distinção está relacionada ao fato de que os custos podem ser fixos ou variáveis. A longo prazo, todos os custos são variáveis. Em um intervalo de tempo suficientemente longo, os ativos podem ser vendidos, as dívidas podem ser pagas, e assim por diante. Se nosso horizonte for relativamente curto, no entanto, alguns custos serão efetivamente fixos – eles terão que ser pagos de qualquer maneira (impostos predial, por exemplo). Outros custos, como salários de operários e pagamentos a fornecedores, são variáveis. Consequentemente, mesmo a curto prazo, a empresa pode variar seu nível de produção variando seus gastos nessas áreas. As vezes, a distinção entre custos fixos e variáveis é importante para o administrador financeiro, mas o modo pelo qual os custos são divulgados em demonstrações de resultado não é muito útil para distinguir qual custo é de que tipo. A razão para isso é que, na prática, os contadores tendem a classificar os custos como sendo custos do produto ou custos do período. Os custos do produto incluem itens como matéria prima, mão-de-obra direta e custos gerais de produção. São divulgados na demonstração de resultado como custo da mercadoria vendida, mas incluem tanto custos fixos como variáveis. De maneira análoga, os custos do período são incorridos durante um determinado período e podem ser divulgados sob os nomes de despesas de vendas, gerais e administrativas. Mais uma vez, alguns desses custos do período podem ser fixos e outros variáveis. O salário do presidente da empresa, por exemplo, talvez seja um custo fixo de período, pelo menos a curto prazo. Questões conceituais 2.2a Qual é a equação da demonstração de resultado? 2.2b Quais são os três pontos aos quais se deve estar atento ao se examinar demonstrações de resultado? 2.2c Por que o lucro contábil não é igual ao fluxo de caixa? 2.3 Impostos Os impostos podem representar uma das maiores saídas de caixa da empresa. A magnitude do pagamento de impostos é determinada pela legislação tributária, um conjunto de normas frequentemente revisto e alterado. Nessa seção, exa- PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA minaremos as alíquotas de imposto da sociedade por ações, bem como o modo pelo qual o imposto devido é calculado. Os impostos de firmas individuais e sociedades por quotas são calculados com base na tabela do Imposto de Renda da pessoa física; não os discutiremos aqui, mas os procedimentos gerais são os mesmos. Se as várias normas de tributação parecem-lhe estranhas ou complicadas, tenha em mente que o código tributário é resultado de forças políticas, não econômicas. Consequentemente, não existe razão para que ele tenha sentido econômico. ALIQUOTAS DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA As alíquotas de pessoa jurídica efetivas para 1998 são apresentadas na Tabela 2.3. Uma característica peculiar é a de que as alíquotas não crescem linearmente. Conforme apresentado, as alíquotas de pessoa jurídica aumentam de 15% para 39%, mas diminuem novamente para 34% para lucros acima de $ 335.000. Elas então crescem para 38% e em seguida diminuem para 35%. De acordo com os autores das atuais normas tributárias, há apenas quatro alíquotas de imposto de renda de pessoa jurídica nos EUA: 15%, 25%, 34% e 35%. As alíquotas de 38% e 39% surgem em função de "sobretaxas" aplicadas às alíquotas de 34% e 35%. Um imposto é um imposto, e na verdade, porém, existem seis alíquotas, tal como mostramos. ALIQUOTA MÉDIA E ALIQUOTA MARGINAL Ao tomar decisões financeiras, frequentemente é importante distinguir entre alíquotas médias e marginais de imposto. Sua alíquota média é seu imposto devido, dividido por seu lucro tributável, ou, em outras palavras, a porcentagem de seu lucro que é utilizada para pagar impostos. Sua alíquota marginal é um imposto extra que você pagaria se ganhasse um dólar a mais. As alíquotas percentuais mostradas na Tabela 2.3 são todas alíquotas marginais. Falando de outra maneira, as alíquotas da Tabela 2.3 são aplicadas à parte do lucro apenas na faixa indicada, e não sobre todo o lucro. Aliquota média Total de impostos devidos dividido pelo lucro tributável total. Aliquota marginal Montante de imposto devido sobre o próximo dólar auferido. A diferença entre alíquota média e alíquota marginal pode ser melhor explicada por meio de um exemplo simples. Suponha que nossa empresa tenha um lucro tributável de $ 200.000. Qual será o imposto devido? A partir da Tabela 2.3, podemos calcular nosso imposto devido como: 0,15 (≤ 50.000) = 7.500 0,25 (≤ 75.000 - 50.000) = 6.250 0,34 (≤ 100.000 - 75.000) = 8.500 0,39 (≤ 200.000 - 100.000) = 39.000 $ 61.250 Nosso imposto total, portanto, é $ 61.250. Em nosso exemplo, qual foi a alíquota média? Temos um lucro tributável de $ 200.000 e um imposto devido de $ 61.250; portanto, a alíquota média é $ 61.250/200.000 = 30,625%. Qual é a alíquota marginal? Se ganharmos mais um dólar, o imposto sobre esse dólar será de 39 centavos; portanto, nossa alíquota marginal é 39%. Tabela 2.3 Alíquotas de imposto de pessoa jurídica. $ 0 - 50.000 15% 50.001 - 75.000 25 75.001 - 100.000 34 100.001 - 335.000 39 335.001 - 10.000.000 34 10.000.001 - 15.000.000 35 15.000.001 - 18.333.333 38 Mais de 18.333.334 35 res. Ao final de 1997, os ativos permanentes líqui- dos da U. S. Corporation (Tabela 2.1) eram $ 1.644. Durante o ano, abatemos (depreciamos) $ 65 em ativo permanente na demonstracão do resultado. Portanto, se não tivéssemos comprado nenhum ativo permanente novo, o ativo permanente líqui- do final do ano de 1998 seria do $ 1.644 65 = $ 1.579. A companhia de 1998 apresentou um ativo perma- nente líquido de $1.709, e, portanto, devemos ter gas- to um total de $ 1.709-1.579 = $ 130 em ativos permanentes durante o ano. Ativo permanente liquido no final do período $ 1.709 Ativo permanente liquido o início do período 1.644 Depreciação 65 Investimento liquido em ativo permanente $ 130 Essa cifra de $ 130 representa nosso gasto líquido de capital em 1998. O gasto líquido de capital poderia ser nega- tivo? A resposta é sim. Isso poderá acontecer se a empresa vender mais ativos do que comprar. O ter- mo líquido se refere ao fato de que estamos calcu- lando a diferença entre as compras e quaisquer vendas de ativos permanentes. Variação do capital de giro líquido Adicionalmente ao investimento em ativos permanentes, uma empresa também investirá em ativos circulantes. Por exemplo, retornando ao ba- lanço da Tabela 2.3, vemos que ao final de 1998 a U. S. tinha um ativo circulante de $1.403. Ao fi- nal de 1997, o ativo circulante era $ 1.112, e, enquanto, durante o ano, a U. S. investiu $ 1.403 1.112 = $ 291 em ativo circulante. À medida que a empresa muda seu investi- mento em ativo circulante, seu passivo circulante geralmente também varia. Para determinar a varía- ção do capital de giro líquido, a abordagem mais fácil consiste simplesmente em calcudar a diferen- ça entre o capital de giro líquido no final do perío- do e o valor no inicio do período. O capital de giro líquido ao final de 1998 foi $ 1403 389 $1.014. De maneira similar, o capital de giro líquido ao fi- nal de 1997 foi $1.112 428 = $ 684. Portanto, dados esses números, temos CGL ao final do período $ 1.014 CGL ao início do período 684 Variação de CGL 330 Portanto, o capital de giro líquido aumentou $ 330. Em outras palavras, a U. S. Corporation rea- lizou um investimento líquido de $ 330 em CGL durante o ano. Conclusão A partir dos números a que chegamos, estamos prontos para calcular o fluxo de caixa dos ativos. O fluxo de caixa total dos ativos é obtido por fluxo de caixa operacional menos o valor investi- do em ativos permanentes e capital de giro líquido. Portanto, para a U. S. temos U. S. Corporation Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 547 Gastos líquidos de capital 130 Variação do CGL 330 Fluxo de caixa dos ativos $ 87 A partir da identidade do fluxo de caixa aci- ma, o fluxo de caixa dos ativos é $ 87 é igual à soma do fluxo de caixa aos credores com o fluxo de cai- xa aos acionistas. Consideramos isso a segur Não é raro que empresas em crescimento te- ham um fluxo de caixa negativo. Conforme ver- mos a seguir, um fluxo de caixa negativo significa que a empresa levantou mais recursos por meio de empréstimos e vendas de ações do que pagou a credores e acionistas naquele ano. FLUXO DE CAIXA AOS CREDORES E AOS ACIONISTAS Os fluxos de caixa aos credores e-aos acionis- tas representam pagamentos líquidos aos credores e aos proprietários durante o ano. Eles são calcu- lados de maneiras análogas. O fluxo de caixa aos credores corresponde aos juros pagos menos novos empréstimos líquidos; o fluxo de caixa aos acionistas corresponde a dividendos pagos menos novo ingresso de capital. Fluxo de caixa aos credores Analisando a demonstração de resultado na Tabela 2.2, vemos que a U. S. pagou $70 em juros aos credores. No balanço da Tabela 2.1, vê-se que a dívida a longo prazo aumentou $454-408= $46. Portanto, a U. S. Corporation pagou $ 70 de juros, mas tomou emprestados mais $ 46, assim o caixa liquido aos credores, portanto, foi U. S. Corporation Fluxo de Caixa aos Credores 1998 Juros pagos 70 Novos financiamentos (líquido) 46 Fluxo de caixa aos credores $ 24 O fluxo de caixa aos credores algumas vezes é chamado de fluxo de caixa aos obrigacionistas. Usaremos essas duas expressões como sinônimos. Fluxo de caixa aos acionistas De acordo com a demonstracão de resultado, os dividendos pagos aos acionistas foi de $ 103. Para obtermos o ingresso de novo capital, precisa- mos analisar as contas de capital e reservas. Essa contas dizem-nos quanto a empresa captou com a venda de novas ações. Durante o ano, essa conta incrementou $ 40 e, portanto, o ingresso de capital novo foi $ 40. Dado isso, temos: U.S. Corporation Fluxo de Caixa aos Acionistas 1998 Dividendos pagos 103 Ingresso de capital novo 40 Fluxo de caixa aos acionistas $63 Portanto, o fluxo de caixa aos acionistas em 1998 foi $ 63. CONCLUSÃO A última coisa que precisamos fazer é verifi- car se a identidade do fluxo de caixa é obedecida, para nos assegurarmos de que não fizemos nenhum erro. Conforme calculamos, o fluxo de caixa dos ativos é $ 87. O fluxo de caixa aos credores e aos acionistas são $ 24 + $63 = $87; portanto, nossos cálculos estão corretos. A Tabela 2.5 contém um resumo dos vários cálculos de fluxos de caixa para referência futura. A relação entre o fluxo de caixa dos ativos da empresa e o fluxo de caixa aos credores e acio- nistas destaca uma questâo importante. Conforme apresenta a seção correspondente de Princípios em Ação, toda vez que uma empresa, como, por exem- plo, a Chrysler, decide reforçar suas reservas de caixa, ela decide, na verdade, não aumentar seu fluxo de caixa aos acionistas. Como a Chrysler aprendeu da maneira mais difícil, os acionistas podem não apoiar decisões administrativas des- se sentido. Conforme mostram nossas discussões, é es- sencial que uma empresa preste atenção a seu flu- xo de caixa. O texto a seguir serve como lembrete excelente de por que isso é uma boa idéia, à me- nos que os proprietários da empresa desejem ace- bar na rua da amargura. Diz o Banqueiro: “Cuidado com o Fluxo de Caixa" Certa vez, numa noite muito escura, enquanto refletia fraco e cansado Sobre um grande e curioso volume de folclore contábil, Buscando saídas (inescrupulosas) para aproveitar alguma nova brecha fiscal, De repente escutei alguém bater a minha porta, e nada mais. De repente senti um calafrio, e senti o caixa tilintar, Enquanto entrava um aterrorizante banqueiro a quem jamais vira, Seu rosto era verde como o dinheiro e em seus olhos podia-se ver cifões que brilhavam enquanto ele anotava. " "Fluxo de caixa” disse o banqueiro, e nada mais. Eu sempre pensara que era bom ter um lucro positivo, Mas o banqueiro disse com voz ressonante: "Não. Suas contas a receber são elevadas, crescendo cada vez mais em direcão ao ceu; Suas perdas crescem. O que importa é fluxo de caixa." Ele repetiu: Cuidado com o fluxo de caixa. Então tentei contar a história do maravilhoso estoque o qual, embora grande, está repleto dos melhores produtos. Mas, o banqueiro viu seu crescimento, e com uma voz poderosa Sacudiu seus braços e gritou: "Pare! Chega! Pague os juros, e não me aborreça. A seguir, olhei para os itens não monetários que podiam somar ad infninitum Para compensar o caixa que não parava de sair, Mas, para manter meu demonstrativo no azul, tinha contido a depreciação, E meu banqueiro disse que tinha agido mal, Tremeu e seus dentes começaram a ranger. Quando lhe pedi um empréstimo, ele respondeu, com um gemido, Que a taxa de juros seria a prime* mais oito E para assegurar minha integridade, ele insistira em garantias — Todos os meus ativos até meu último fio de cabelo Apensas isso, uma taxa-padrão. Embora meu resultado esteja no azul, estou completamente prostrado, Meu caixa indo embora e meus clientes pagando lentamente; O crescimento de minhas contas a receber é quase inacreditável! O resultado é certo — problemas insolúveis! E continuo a ouvir o banqueiro repetir baixinho: "Cuidado com o fluxo de caixa." Herbert S. Bailey Jr. Fonte: Reimpressão do artigo da Publisher Wecky, 13 Jan. 1975 publicado por R. R. Bowker, uma empresa do grupo Xerox. Direitos autorais 1975, Xerox Corporation. Trata-se de uma paródia do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Ao que só podemos acrescentar: “Amém.” UM EXEMPLO: FLUXO DE CAIXA DA DOLE COLA Esse exemplo ampliado cobre os diversos cál- culos de fluxo de caixa discutidos no capítulo. Tam- bém ilustra algumas variações que podem ocorrer. Tabela 2.5 Resumo do fluxo de caixa. I. Identidade do fluxo de caixa Fluxo de caixa dos ativos = Fluxo de caixa aos credores + Fluxo de caixa aos acionistas II. Fluxo de caixa dos ativos Fluxo de caixa dos ativos = Fluxo de caixa operacional Gastos líquidos de capital Variação do capital de giro líquido (CGL) onde: Flixo de caixa = Lucro antes de juros e imposto de renda (EBIT) operacional Depreciação - Impostos Gastos Líquidos = Ativo permanente líquido ao final do período de Capital Ativo permanente líquido ao início do período Depreciação Variação do CGL = CGL ao final do período - CGL ao início do período III. Fluxo de caixa aos credores (obrigacionistas) Fluxo de caixa aos credores = Juros pagos — Novos emprestímos líquidos IV. Fluxo de caixa aos acionistas (proprietários) Fluxo de caixa aos acionistas = Dividendos pagos - Ingresso líquido de novos recursos próprios * A prime é uma taxa de referencial de juros americana, as- sim como a TR é uma taxa referencial brasileira. (N.T) DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE A maneira mais simples de responder consiste em montar uma demonstração de resultado. Pode- mos aí selecionar os números de que precisamos. A demonstração de resultado da Dole Cola é apre- sentada a seguir: DOLE COLA Demonstração de Resultado 1998 Receita líquida $ 600 Custo da mercadoria vendida 300 Depreciação 150 Lucro antes de juros e impostos $ 150 Juros pagos 30 Lucro tributável $ 120 Impostos 41 Lucro líquido $ 79 30 Dividendos Acrescimo a lucros retidos 49 O lucro líquido da Dole, portanto, foi de $ 79. Agora temos todos os números necessários. Voltando ao exemplo da U. S. Corporation e à Tabela 2.5, temos: DOLE COLA Fluxo de Caixa Operacional de 1998 Lucro antes de juros e impostos Depreciação $ 150 150 Impostos 41 Fluxo de Caixa Operacional $ 259 Variação do CGL e fluxo de caixa dos ativos Suponha que a Dole tenha iniciado o ano com um ativo circulante de $ 2.130 e um passivo cir- culante de $ 1.620. Os números correspondentes ao final do ano são $ 2.260 e $ 1.710. Qual foi a variação do CGL durante o ano? Qual foi o fluxo de caixa dos ativos? Como isso se compara ao lu- cro líquido? O capital de giro líquido inicial era $ 2.130 - 1.620 = $ 510 e o final $ 2.260 - 1.710 = $ 550. Portanto, a variação de CGL foi $ 550 - 510 = $ 40. Reunindo as informações para a Dole Cola te- mos: DOLE COLA Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 259 - Gastos líquidos de capital 400 + Variação do CGL 40 Fluxo de caixa dos ativos $ -181 A Dole apresentou um fluxo de caixa dos ati- vos de $ -181. O lucro líquido era positivo e igual a $ 79. O fato de que o fluxo de caixa dos ativos é negativo é alarmante? Não necessariamente. O flu- xo de caixa, neste caso, é negativo principalmente por causa dos grandes investimentos em ativos permanentes. Se esses investimentos forem bons, então o fluxo de caixa negativo resultante não será preocupante. Fluxo de caixa a credores e acionistas Vimos que o fluxo de caixa dos ativos da Dole Cola é -$ 181. O fato de que é negativo significa que a Dole captou mais recursos, sob a forma de novas dívidas e aumento de capital próprio, do que distribuiu durante o ano. Por exemplo, suponha que você saiba que a Dole não tinha emitido novas ações durante o ano. Qual foi o fluxo de caixa aos acionistas? E aos credores? Como não emitiu novas ações, o fluxo de cai- xa aos acionistas da Dole é exatamente igual aos dividendos pagos: DOLE COLA Fluxo de Caixa aos Acionistas em 1998 Dividendos pagos $ 30 + Capital próprio adicional 0 Fluxo de caixa aos acionistas $ 30 Gastos líquidos de capital Suponha que o ativo fixo líquido inicial fosse igual a $ 500, e seu valor final fosse $ 750. Qual teria sido o gasto líquido de capital durante o ano? Com base na demonstração de resultado da Dole, a despesa de depreciação foi de $ 150. O ati- vo fixo líquido aumentou $ 250. Portanto, a Dole gastou $ 250, que é acrescido de $ 150 dá um total de $ 400. DOLE COLA Fluxo de Caixa aos Credores em 1998 Juros pagos $ 30 - Novos recursos de terceiros 241 Fluxo de caixa aos credores -$ 211 Questões conceituais 2.4a O que é a identidade do fluxo de cai- xa? Explique seu conteúdo. 2.4b Quais são os componentes do fluxo de caixa operacional? 2.4c Por que os juros pagos não são um componente do fluxo de caixa opera- cional? Resumo e conclusões Este capítulo apresentou ao leitor alguns dos fundamentos de demonstrações financeiras, impos- to de renda e fluxo de caixa. Vimos que: 1. O valor contábil representado no balanço pode divergir bastante do valor de mercado. O ob- jetivo do administrador financeiro é maximizar o valor de mercado das ações, não o valor contábil. 2. O lucro líquido calculado na demonstração de resultado não é igual ao fluxo de caixa. A prin- cipal razão para tal é que a depreciação, uma despesa sem saída de caixa, é deduzida do cál- culo do lucro contábil. 3. As ' alíquotas marginal e média de Imposto de renda podem ser muito diferentes, e é a alí- quota marginal que é relevante para a maioria das decisões financeiras. 4. A alíquota marginal das sociedades por ações de lucro mais elevado é 35%. 5. Existe uma identidade do fluxo de caixa, tal como acontece com o balanço. De acordo com essa identidade, o fluxo de caixa dos ativos é igual ao fluxo de caixa aos credores e acionis- tas. O cálculo do fluxo de caixa com base nas de- Monstrações contábeis não é complexo. É necessá- rio tomar cuidado com o tratamento de despesas não monetárias, tais como depreciação, e não con- fundir custos operacionais com custos financeiros. O mais importante de tudo, porém, é não confun- dir valor contábil com valor de mercado, e lucro contábil com fluxo de caixa. Problema de revisão do capítulo e auto-avaliação 2.1 Fluxo de Caixa para a Rasputin Corpo- ration. Esse problema lhe dará alguma prát- tica ao lidar com demonstrações financeiras e calcular o fluxo de caixa. Com base nas se- guintes informações sobre a Rasputin Cor- poration, elabore uma demonstração de re- sultado em 1998 e os balanços patrimoniais em 1997 e 1998. A seguir, acompanhando os exemplos da U. S. Corporation apresentados no capítulo, calcule o fluxo de caixa aos cre- dores e o fluxo de caixa aos acionistas em 1998. Use sempre a alíquota de 34% para calcular o imposto de renda. Suas respostas poderão ser conferidas a seguir. Vendas 3.790 3.990 Custo da mercadoria vendida 2.043 2.137 Depreciação 975 1.018 Juros 225 267 Dividendos 200 225 Ativo circulante 2.140 2.346 Ativo permanente líquido 6.770 7.087 Passivo circulante 994 1.126 Exigível a longo prazo 2.869 2.956 parte II - compreendendo demonstraÇÕes financeiras page 72 RASPUTIN CORPORATION Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 1997 e 1998 Ativo circulante $ 2.140 2.346 Ativo permanente líquido 6.770 7.087 Ativo total Passive total 8.910 9.433 A demonstração de resultado é bastante sim- ples: RASPUTIN CORPORATION Demonstração de Resultado em 1998 Venda $ 3.990 Custo da mercadoria vendida 2.137 Depreciação 1.018 Lucro antes de juros e impostos $ 835 Juros pagos 267 Lucro tributável $ 568 Impostos (34%) 193 Lucro líquido $ 375 Dividendos $ 225 Acréscimo a lucros retidos $ 150 Nossa obten finamos utilizado uma alíquota constante de 34%. Note também que o acréscimo a lucros retidos é exatamente igual ao valor do lucro lí- quido menos dividendos. Agora podemos selecionar os números de que precisarnos para o fluxo de caixa operacional. RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa Operacional em 1998 Lucro antes de juros e impostos $ 835 + Depreciação 1.018 - Impostos correntes 193 Fluxo de caixa operacional $ 1.660 Em seguida, calculamos o gasto de capital para o ano, a partir da variação do ativo perma- nente, não nos esquecendo de considerar a deprecia- ção: Ativo permanente ao final do ano $ 7.087 - Ativo permanente ao início do ano 6.770 + Depreciação 1.018 Investimento líquido em ativo permanente $ 1.335 Após calculamos o CGL ao início e final do ano, determinamos a diferença para calcular a va- riação do CGL: CGL ao final do ano $ 1.220 - CGL ao início do ano 1.146 Variação do CGL $ 74 Agora combinamos o fluxo de caixa operacio- nal, o gasto líquido de capital e a variação do CGL para gerar o fluxo total de caixa dos ativos: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 1.660 - Gastos líquidos de capital 1.335 - Variação de CGL 74 Fluxo de caixa dos ativos $ 251 Para obter o fluxo de caixa aos credores, note- se que o valor do exigível a longo prazo aumentou $ 87 durante o ano, e que o juros pagos foram $ 267; portanto: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa aos Credores Juros pagos $ 267 - Novos financiamentos (líquidos) 87 Fluxo de caixa aos credores $ 180 Finalmente, os dividendos pagos foram $ 225. Para obter a variação líquida do capital pró- prio, precisamos fazer mais um cálculo. O patrimônio líquido aumentou $ 5.351 - 5.047 = $ 304.0eSSe aumento, $ 150 provieram de acrésci- mos a lucros retidos, de modo que se percebe que $ 154 de capital próprio novo foram obtidos durant- te o ano. Por conseguinte, o fluxo de caixa aos acio- nistas foi: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa aos Acionistas em 1998 Dividendos pagos $ 225 - Capital próprio adicional (líquido) 154 Fluxo de caixa aos acionistas $ 71 Para conferir, note que o fluxo de caixa dos ativos $ 251) é igual ao fluxo de caixa a credores mais fluxo de caixa a acionistas ( $ 180 + 71 = $ 251). Questões e problemas Básicos (Questões 1 – 13) 1. Elaboração de um Balanço. A Green Day, Inc. tem ativo circulante de $ 2.500, ati- vo permanente líquido de $ 6.350, passivo circulante de $ 1.000 e exigível a longo pra- zo de $ 4.800. Qual o valor do patrimônio líqui- do da empresa? Quanto é o seu capital de giro líquido? 2. Elaboração de uma Demonstração de Resultado. A Kuipers Manufacturing Co. tem vendas de $ 350.000, custo de $ 175.000, despesa de depreciação de $ 25.000, despesas de juros de $ 17.000 e alíquota de imposto de renda de 34%. Qual é o lucro líquido da em- presa? 3. Dividendos e Lucros Retidos. Suponha que a empresa da questão 2 tenha distribuído $ 21.000 em dividendos. Qual é o acréscimo a lucros retidos? 4. Lucro e Dividendo por Ação. Suponha que a empresa da questão 3 possua 20.000 ações ordinárias disponíveis. Qual é o lucro por ação, ou LPA? Qual é o dividendo por ação? 5. Valor de Mercado e Valor Contábil. A Klingon Widgets, Inc. comprou novos equipa- mentos há três anos por $ 2 milhões. O equi- pamento pode ser vendido hoje para a Ferrengi por $ 1 milhão. O balanço atual da Klingon mostra ativo permanente líquido de $ 750.000, passivo circulante de $ 750.000 e capital de giro líquido de $ 500.000. Se todos os ativos circulantes fossem liquidados hoje, a empresa receberia $ 1,5 milhão em dinheiro. Qual é o valor contábil dos ativos da Klingon atuan- te? Qual é seu valor de mercado? 6. Cálculo do Imposto Devido. A Smolira Co. possui um lucro tributável de $ 190.000 em 1998. A partir da Tabela 2.3 do capítulo, cal- cule o imposto realmente pago pela empresa em 1998. 7. Alíquotas de Imposto. No problema 6, qual é a alíquota média? Qual é a alíquota mar- ginal? 8. Cálculo do FCO. A Wildcat Water Works, Inc. apresenta vendas de $ 10.000, custo de $ 6.350, despesa de depreciação é de $ 2.100 e despesa de juros de $ 340. Sendo a alíquota de Imposto de renda de 35%, qual é o flUxo de caixa operacional, ou FCO? 9. Cálculo do Gasto Líquido de Capital. O balanço patrimonial da Maxwell Hammer Co., em 31 de dezembro de 1997, apresentou um ativo permanente líquido de $ 3,6 milhões e, em 31 de dezembro de 1998, o balanço apre- sentou um ativo permanente líquido de $ 4,9 milhões. A demonstração de resultado em 1998 apresentou uma despesa de deprecia- ção de $ 780.000. Qual foi o gasto líquido de capi- tal da Maxwell em 1998? 10. Cálculo da Variação de CGL. O balanço de 31 de dezembro de 1997 da Jordan and Jordan Manufacturing Inc. apresentou um ati- vo circulante de $ 900 e um passivo circulante de $ 400. O balanço de 31 de dezembro de 1998 apresentou ativo circulante de $ 1.150 e passivo circulante de $ 475. Qual foi a variação de capital de giro líquido, ou CGL, da em- presa em 1998? 11. Fluxo de Caixa a Credores. O balanço de 31 de dezembro de 1997 da ABC Inc. apresen- tou dívidas a longo prazo de $ 3 milhões, e o balanço de 31 de dezembro de 1998 dívidas a longo prazo de $ 3,4 milhões. A demonstração de resultado em 1998 apresentou despesas de juros de $ 360.000. Qual foi o fluxo de caixa a credores da ABC durante 1998? 12. Fluxo de Caixa a Acionistas. O balanço da ABC Inc. em 31 de dezembro de 1997 apre- sentou $ 750.000 na conta de capital social e $ 7,2 milhões em contas reservas de capi- tal. O balanço de 31 de dezembro de 1998 apresentou $ 825.000 e $ 7,7 milhões nas mesmas contas. Se a empresa distribuiu $ 300.000 em dividendos em 1998, qual foi o fluxo de caixa aos acionistas durante o ano? 13. Cálculo dos Fluxos de Caixa Totais. A partir das informações sobre a ABC Inc., fornecidas nos problemas 11 e 12, e supondo que você também saiba que a empresa realizou $ 600.000 em novos investimentos de capital durante 1998, e que a empresa reduziu seu investimento em capital de giro líquido em $ 135.000, qual foi o fluxo de caixa operacio- nal, ou FCO, da ABC, Inc.? Intermediárias (Questões 14 – 22) 14. Cálculo dos Fluxos de Caixa Totais. A T. Baker Inc. apresentou as seguintes informa- ções em sua demonstração de resultado em 1998: vendas = $ 125.000, custos = $ 76.000, outras despesas = $ 12.000, despesas de de- preciação = $ 5.000, despesas de juros = $ 3.000, impostos pagos = $ 9.860, dividendos pagos = $ 4.300. Adicionalmente, você foi in- formado que a empresa emitiu $ 1.200 em novas ações durante 1998 e resgatou $ 4.500 de dívidas a longo prazo. a. Qual foi o fluxo de caixa operacional em 1998? b. Qual foi o fluxo de caixa a credores em 1998? c. Qual foi o fluxo de caixa a acionistas em 1998? d. Se o ativo permanente tivesse aumentado $ 5.050 durante o ano, qual teria sido a va- riação do CGL? 15. Elaboração de Balanço. Elabore o balanço da Nimby Corp. em 31 de dezembro de 1998, baseando-se nas seguintes informações: caixa = $ 420.000, direitos autorais e patentes = $ 1.050.000, contas a pagar = $ 1.000.000, contas a receber = $ 210.000, ativo permanen- te tangível líquido = $ 6.000.000, estoque = $ 660.000, títulos a pagar = $ 250.000, lucros retidos = $ 5.500.000, dívidas a longo prazo = $ 1.050.000. 16. Direitos Residuais. A GnTheBrink Inc. é obrigada a pagar $ 4.500 a seus credores du- rante o ano. Qual será o valor do patrimônio líquido se o ativo for igual a $ 4.800? E se o ativo foi igual a $ 3.800, qual será o patrimônio líquido? Suponha que todos os números esteja- jam expressos em valor de mercado. 17. Alíquota Marginal versus Alíquota Mé- dia. (Ver Tabela 2.3.) A Corporation X tem $ 80.000 em lucro tributável, e a Corporation Y $ 9.000.000. a. Qual é o imposto devido de cada empre- sa? b. Qual é a alíquota média de cada empresa? c. Suponha que ambas as empresas tenham identificado um novo projeto que irá aumen- tar o lucro tributável em $ 10.000. Quanto cada empresa irá pagar em imposto adicional? Por que essa quantia é a mesma? 18. FCO e Lucro Líquido. Durante o ano de 1998, My Money Inc. efetuou vendas no valor de $ 725.000. O custo de mercadoria vendida, as despesas administrativas e de venda e a des- pesa de depreciação foram $ 427.000, $ 223.000 e $ 60.000, respectivamente. Além disso, a empresa teve uma despesa de juros de $ 55.000 e a alíquota do imposto de renda, em de 35% (suponha que o imposto devido seja nulo em caso de prejuízo). a. Qual foi o lucro líquido da My Money em 1998? b. Qual foi seu fluxo de caixa operacional? c. Explique seus resultados em (a) e (b). 19. Valores Contábeis versus Fluxo de Caixa. No problema 18, suponha que a My Money Inc. tenha distribuído $ 25.000 em di- videndos. Isso teria sido possível? Se nenhum investimento em ativo permanente líquido ou capital de giro líquido tiver sido feito durante o ano, o que você conhece saberá a respeito da conta de dívidas a longo prazo da empresa? 20. Elaboração de Fluxo de Caixa. A Cat Paw Corporation apresentou os seguintes resulta- dos operacionais em 1998: vendas = $ 6.000, custo da mercadoria vendida = $ 4.500, despesas de depreciação = $ 800, des- pesas de juros = $ 100, dividendos = $ 150. No começo do ano, o ativo permanente líqui- do era $ 4.000, o ativo circulante $ 1.000, e o passivo circulante $ 750. Ao final do ano, o ativo permanente líquido era igual a $ 4.200, o ativo circulante a $ 1.550 e o passivo circu- lante a $ 900. A alíquota de imposto em 1998 era igual a 34%. a. Qual foi o lucro líquido em 1998? b. Qual foi o fluxo de caixa operacional em 1998? c. Qual foi o fluxo de caixa dos ativos em 1998? Isso teria sido possível? Por quê? d. Se não houve emissão de novas dívidas du- rante o ano, qual foi o fluxo de caixa a cre- dores? Qual foi o fluxo de caixa aos credores? Explique e interprete os sinais positi- vos e negativos de suas respostas de (a) a (d). 21. Elaboração de Fluxo de Caixa. Considere as demonstrações financeiras resumidas da Jumbo. Inc. apresentadas a seguir: JUMBO INC. Balanço Parcial em 31 de dezembro de 1997 e 1998 Ativo Ativo circulante $ 475 $ 503 Ativo permanente líquido 2.100 2.330 Passivo Passivo circulante $ 205 $ 301 Dívidas a longo prazo 1.200 1.400 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE CAIXA JUMBO INC. Demonstração de Resultado em 1998 Vendas $ 7.100 Custos 3.560 Depreciação 600 Juros 108 a. Qual foi o patrimônio líquido em 1997 e em 1998? b. Qual foi a variação de capital de giro líqui- do em 1998? c. Em 1998, a Jumbo adquiriu $ 1.000 em novos ativos fixos. Quanto de ativos fixos a Jumbo vendeu? Qual foi o fluxo de cai- xa dos ativos no ano? A alíquota de Imposto de renda é 35%. d. Em 1998, a Jumbo assumiu novas dívidas no valor de $ 300. Quanto de dívidas a lon- go prazo a Jumbo resgatou durante o ano? Qual foi o fluxo de caixa aos obrigacionis- tas? 22. Liquidez. O que mede a liquidez? Explique a relação custo-benefício para a empresa em termos de alta versus baixa liquidez. 102 PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA 20. Crescimento Sustentável. Você recebeu as seguintes informações da Paglia's Potatoes Inc.: Margem de lucro = 8,5% Índice de intensidade de capital = 0,65 Quociente capital de terceiros/capital próprio = 0,50 Lucro líquido = $18.500 Dividendos = $4.300 Qual é o ROE? Qual é a taxa de crescimento sustentável? 21. Taxa de Crescimento Sustentável. Su¬ pondo que os índices a seguir permaneçam constantes, qual é a taxa de crescimento sus¬ tentável? Giro do ativo total = 1,40 Margem de lucro = 7,5% Multiplicador de capital próprio = 2,50 Índice de distribuição de dividendos = 0,40 Intermediárias - Questões 22 - 32 22. Uso da Identidade Du Pont. Uma empre¬ sa apresentou vendas de $1.500, ativo total de $900, e um quociente de capital próprio/ca¬ pital de terceiros de 1,00. Se o retorno do ca¬ pital próprio é 17%, qual é o lucro líquido? 23. Margem de lucro. Respondendo a queixas sobre preços altos, uma rede de supermercados fez a seguinte campanha publicitária: “Se você pagar a seu filho 50 centavos para comprar $25 em mercadorias, seu filho terá ganho duas vezes mais do que nós em suas compras.” Você coletou as seguintes informações a partir das demonstrações financeiras da rede de super¬ mercados: Vendas: $460 milhões Lucro líquido: $4,6 milhões Ativo total: $100 milhões Dívida total: $70 milhões Avalie a declaração da rede de supermercados. Qual é a base para sua declaração? A decla¬ ração é enganosa? Por que sim ou por que não? 24. Utilização da Identidade Du Pont. A Jordan Company possui lucro líquido de $87.500. Atualmente tem 16,80 dias de ven¬ das em contas a receber. Seus ativos totais são $625.000, as contas a receber $91.000, e o quociente capital de terceiros/capital próprio é 0,65 Qual é a margem de lucro da Jordan? Qual o giro de seu ativo total? Qual é seu ROE? 25. Cálculo do Índice de Cobertura de Cai¬ xa. O lucro líquido da Iskandar Inc. no ano mais recente foi $18.570. Sua alíquota de imposto de renda era 34%. A empresa pagou um total de $4.645 em despesas de juros, e deduziu $1.975 como despesa de depreciação. Qual foi o índice de cobertura de caixa da Iskandar no ano? 26. Cálculo do Índice de Cobertura de Ju¬ ros. No último ano, uma empresa teve ven¬ das na ordem de $475.000, preço de mercado da venda de $195.000, despesa de deprecia¬ çãode $69.000e adição a lucros retidos de $54.570. Atualmente, a empresa possui 200.000 ações ordinárias, e o dividendo por ação do último ano foi $2,00. Qual foi o índi¬ ce de cobertura de juros? Suponha uma alí¬ quota de 34%. 27. Índices e Empresas Estrangeiras. A London Bridge Company PLC apresentou em 1998 um prejuízo líquido (ou seja, um lucro líquido negativo) de £12.152 em relação a ven¬ das de £147.946 (ambos em milhares de li¬ bras). Qual foi a margem de lucro da empre¬ sa? O fato de que esses números estão em moeda estrangeira faz alguma diferença? Por quê? Em milhares de dólares, as vendas foram de $1.159.305. Qual foi o lucro líquido em dólares? A seguir são fornecidas algumas demonstra¬ ções financeiras recentes da Smolira Enter¬ prises. Utilize essa informação nos problemas 28 a 30. SMOLIRA ENTERPRISES Demonstração de Resultado em 1998 Vendas $14.500 Custo da mercadoria vendida 4.700 Depreciação 920 LAJIR $8.880 Juros pagos 1.070 Lucro tributável $7.810 Impostos (34%) 2.655 Lucro líquido $5.155 Dividendos $1.430 Adição a lucros retidos 3.725 103 Smolira Enterprises Balanço em 1997 e 1998 UTILIZAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ativo Ativo circulante Caixa $390 $219 Contas a receber 1.527 2.010 Estoque 3.805 3.692 Total $5.722 $5.921 Ativo permanente Instalações e equipamentos (líquidos) 12.156 13.224 Total $17.878 $19.145 Passivo Passivo circulante Contas a pagar $1.525 $1.425 Títulos a pagar 520 602 Outros 181 536 Total $2.226 $2.563 Dívidas a longo prazo 3.500 3.000 Patrimônio líquido Capital social 4.000 4.000 Reservas 7.000 7.000 Lucros retidos 1.152 2.582 Total $12.152 $13.582 Total $17.878 $19.145 28. Cálculo de Índices Financeiros. Calcule os seguintes índices financeiros para a Smolira Enterprises: Índices de solvência a curto prazo Índice de liquidez corrente ___________________ Índice de liquidez seca _______________________ Índice de caixa ____________________________ Índices de solvência a longo prazo Índice de endividamento geral _______________ Quociente capital de terceiros/capital próprio ____________________ Índice de cobertura de juros _________________ Índice de cobertura de caixa _________________ Índices de gestão de ativos Giro do ativo total _________________________ Giro do estoque ___________________________ Giro de contas a receber ___________________ Índices de rentabilidade Margem de lucro __________________________ Retorno do ativo __________________________ Retorno do capital próprio __________________ 29. Identidade Du Pont. Desenvolva a iden¬ tidade Du Pont para a Smolira Enterprises 30. Índices de Valor de Mercado. A Smolira Enterprises possui 1.000 ações ordinárias, e o preço da ação ao final de 1998 era $73,00. Qual é o índice preço/lucro? Qual é o dividen¬ do por ação? Qual é o índice preço/valor patri¬ monial? 31. Crescimento Sustentável. Com base nas informações a seguir, calcule a taxa de cresci¬ mento sustentável. Margem de lucro = 7,5% Giro do ativo total = 1,25 Índice de endividamento geral = 0,70 Índice de distribuição de dividendos = 50% Calcule o ROA. 32. Crescimento Sustentável e Financia¬ mento Externo. Você coletou as seguintes informações sobre a Sandy's Lasagna Shoppe, Inc.: Vendas = $175.000 Lucro líquido = $35.000 Dividendos = $24.500 Endividamento total = $40.000 Patrimônio líquido = $60.000 Qual é a taxa de crescimento sustentável da Sandy's Lasagna Shoppe, Inc.? Se a empresa crescer a essa taxa, quanto precisará tomar de novos empréstimos no ano a seguir, supondo que manterá constante o quociente capital de terceiros/capital próprio? Que taxa de cresci¬ mento será capaz de sustentar se não obtiver nenhum financiamento externo?

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO F.A.F. - Curso de Administração - Gestão Financeira - Turno Manhã 2022.2 Professor KEZEN Aluno: PROVA ÚNICA ================================================================= PRIMEIRA PARTE: Marque a resposta correta ( 1,0 ponto cada ): 1) Qual a diferença entre CAPITALIZAR JUROS E DESCONTAR JUROS 2) Defina Custo de Oportunidade. Dê um exemplo 3) Quais os três principais atributos de um ATIVO ? 4) Qual a diferença entre Regime de Competência e Regime de Caixa. 5) Qual o princípio que garante a igualdade entre ATIVO TOTAL E PASSIVO TOTAL ? 6) Quais são os “tipos” de LUCRO encontrados em uma DEMONSTRAÇÃO RESULTADO 7) Defina Alavancagem Financeira, cite uma vantagem e uma desvantagem. 8) A partir do Ciclo de Caixa abaixo indique o problema dessa empresa e sugira uma solução ? HOJE t1 t2 t3 t4 ---------------------------------------------------------------------- linha do tempo - Comprou matéria-prima: t1 para pagar em t3 - Vendeu o produto final: t2 para receber em t4 SEGUNDA PARTE: vale 2 pontos 1ª. Questão) Durante o ano de 2021, a empresa LUMIAR apresentou vendas de 3000 reais e custo de mercadoria vendida de 2000 reais. A depreciação foi de 250 reais, e os juros pagos no período no valor de 150 reais. A alíquota de imposto de renda é de 1/3 do lucro tributável. Considere dividendos de 50% do lucro líquido. BALANÇO PATRIMONIAL 2020 2021 2020 2021 Ativo Circulante Passivo Circulante Caixa 200 450 Contas a pagar 250 400 Cont a rec 500 600 Títulos a pagar 300 150 Estoques 550 650 Exigível de L.P. 800 1100 Ativo Permanente Instalações e 2000 2150 Patri Líquido 1900 2200 Equipamentos ATIVO TOTAL 3250 3850 PASSIVO TOTAL 3250 3850 1) Calcule a geração de caixa operacional 2) Calcule a movimentação de caixa com ativo permanente 3) Calcule a movimentação de caixa com credores 4) Calcule a movimentação de caixa com acionistas UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO F.A.F. - Curso de Administração - Gestão Financeira - Turno Manhã 2022.2 Professor KEZEN Aluno: PROVA ÚNICA ================================================================= PRIMEIRA PARTE: Marque a resposta correta ( 1,0 ponto cada ): 1) Qual a diferença entre CAPITALIZAR JUROS E DESCONTAR JUROS Resposta: Capitalizar juros significa calcular juros sobre um montante inicial e adicioná-los periodicamente ao principal. Já descontar juros significa calcular o valor presente de pagamentos de juros para determinar seu valor atual. 2) Defina Custo de Oportunidade. Dê um exemplo Resposta: Custo de oportunidade é o benefício ou valor da melhor alternativa sacrificada ao tomar uma decisão entre duas ou mais opções. Por exemplo, se uma pessoa investe em ações de uma empresa, o custo de oportunidade pode ser o retorno potencial perdido ao não investir em outra empresa com maior potencial de crescimento. 3) Quais os três principais atributos de um ATIVO? Resposta: Os três principais atributos de um ativo são: (1) ter benefícios psicológicos esperados, (2) ser controlado pela entidade e (3) ser resultado de eventos passados. 4) Qual a diferença entre Regime de Competência e Regime de Caixa. Resposta: O Regime de Competência reconhece receitas e despesas no momento em que são geradas, independentemente de quando o dinheiro é recebido ou pago. Já o Regime de Caixa reconhece receitas e despesas apenas no momento em que o dinheiro é efetivamente recebido ou pago. 5) Qual o princípio que garante a igualdade entre ATIVO TOTAL E PASSIVO TOTAL? Resposta: O princípio da igualdade ou proteção patrimonial garante a igualdade entre o Ativo Total e o Passivo Total, expresso na fórmula: Ativo Total = Passivo Total. 6) Quais são os “tipos” de LUCRO encontrados em uma DEMONSTRAÇÃO RESULTADO Resposta: Os principais tipos de lucro encontrados em uma Demonstração de Resultado são: Lucro Bruto (receitas menos custo das mercadorias vendidas), Lucro Operacional (receitas menos despesas operacionais) e Lucro Líquido (resultado final após a dedução de impostos e despesas não operacionais). 7) Defina Alavancagem Financeira, cite uma vantagem e uma desvantagem. Resposta: Alavancagem Financeira é o uso de dívida para operações financeiras e investimentos da empresa. Vantagem: Permite que a empresa amplie seus lucros quando a taxa de retorno dos investimentos é maior que o custo da dívida. Desvantagem: Aumenta o risco financeiro da empresa, pois os pagamentos de juros devem ser feitos independentemente do desempenho operacional. 8) A partir do Ciclo de Caixa abaixo indique o problema dessa empresa e sugira uma solução? HOJE t1 t2 t3 t4 ---------------------------------------------------------------------- linha do tempo - Comprou matéria-prima: t1 para pagar em t3 - Vendeu o produto final: t2 para receber em t4 Resposta: Problema: O ciclo de caixa é muito longo, indicando que a empresa leva um tempo considerável desde a compra de matéria-prima até o recebimento das vendas. Isso pode levar a problemas de fluxo de caixa e necessidade de financiamento de curto prazo para cobrir o intervalo de tempo entre essas transações. Solução sugerida: A empresa pode otimizar seus processos de produção e vendas para reduzir o ciclo de caixa. Além disso, você pode buscar alternativas de financiamento, como linhas de crédito ou descontos de duplicatas, para cobrir esse período sem comprometer a saúde financeira da empresa. SEGUNDA PARTE: vale 2 pontos 1ª. Questão) Durante o ano de 2021, a empresa LUMIAR apresentou vendas de 3000 reais e custo de mercadoria vendida de 2000 reais. A depreciação foi de 250 reais, e os juros pagos no período no valor de 150 reais. A alíquota de imposto de renda é de 1/3 do lucro tributável. Considere dividendos de 50% do lucro líquido. BALANÇO PATRIMONIAL 2020 2021 2020 2021 Ativo Circulante Passivo Circulante Caixa 200 450 Contas a pagar 250 400 Cont a rec 500 600 Títulos a pagar 300 150 Estoques 550 650 Exigível de L.P. 800 1100 Ativo Permanente Instalações e 2000 2150 Patri Líquido 1900 2200 Equipamentos ATIVO TOTAL 3250 3850 PASSIVO TOTAL 3250 3850 1) Calcule a geração de caixa operacional Resposta: Geração de Caixa Operacional = Lucro Líquido + Depreciação Geração de Caixa Operacional = 3000 (Lucro Líquido) + 250 (Depreciação) Geração de Caixa Operacional = 3250 reais 2) Calcule a movimentação de caixa com ativo permanente Resposta: Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = Ativo Permanente em 2021 - Ativo Permanente em 2020 Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = 2150 - 2000 Movimentação de Caixa com Ativo Permanente = 150 reais 3) Calcule a movimentação de caixa com credores Resposta: Movimentação de Caixa com Credores = Contas a pagar em 2021 - Contas a pagar em 2020 Movimentação de Caixa com Credores = 400 - 250 Movimentação de Caixa com Credores = 150 reais 4) Calcule a movimentação de caixa com acionistas Resposta: Movimentação de Caixa com Acionistas = Patrimônio Líquido em 2021 - Patrimônio Líquido em 2020 - Dividendos Movimentação de Caixa com Acionistas = 2200 - 1900 - (3000 * 50%) Movimentação de Caixa com Acionistas = 2200 - 1900 - 1500 Movimentação de Caixa com Acionistas = -200 reais (ou seja, fluxo de saída de caixa para os acionistas) 2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE CAIXA Não é fácil fazer $ 385 milhões desaparecerem no ar, mas foi exatamente isso que aconteceu com a America Online (AOL). Particularmente em setembro de 1996, a AOL apresentou novamente seu balanço, deduzindo $ 385 milhões que eliminaram virtualmente todo o lucro que a empresa alegava ter obtido ao longo dos 11 anos de sua história, assim como essencialmente todo o patrimônio líquido apresentado no balanço. O problema com a AOL estava relacionado à maneira com a qual os custos promocionais eram tratados. Você se lembra de todos os disquetes e CDs que você recebia em lojas e pelo correio oferecendo assinaturas gratuitas de experimentação da AOL? Esse marketing em grande escala não é barato, e a maior parte das empresas deduz despesas associadas a tais atividades no trimestre em que elas ocorrem. A AOL optou por uma maneira diferente, deduzindo os custos em parcelas durante um período de dois anos. Por exemplo, em 1996, a AOL, na realidade, gastou $ 363 milhões em promoções, uma quantia equivalente a a proxima ORIGINAL COPYLEO Existem basicamente quatro pontos que devem ficar claros quando você acabar a leitura deste capítulo: A diferença entre o valor contábil (ou valor de livro) e o valor de mercado. A diferença entre lucro contábil e fluxo de caixa. A diferença entre alíquotas médias e marginais de Imposto de Renda. Como determinar o fluxo de caixa da empresa a partir das demonstrações financeiras. E no entanto, ela diminu mil apenas $ 125 milhões dessa quantia, e divulgou em linhas anuais de impostos de $ 50 milhões. Obviamente, se a AOL tivesse deduzido todos q apresentou, em primeiro 370tes de impostos de $ 172 milhões. Por fim, a AOL decidiu remanejar as despe as encomendas no momento do ano onde se m em o valor das despesas que irá marcar são. denota possuir ão, mas conferir presentó 21 milhões que a empresa do ultir UAO Ainoliarism Cliente apagar a harmoic Emento dos nesses $ 365 milhões Consequentemente nulos 21 lá nos anteriores,/ e d enl nuntillo Iam agen 11 anos de h_tromes a cert... omo e Segunda amo up 11 anos nó a rajapse etc american y Eontraia ao estudo da defasagem do Ordenão para o capital social da AOL, elasiano nomento demos quinatos que no AOM Certim mo ao social clemosie com o UnoRpordamente na panel!!!! Os 11 amo nurru urrua auxiliar EU Come vao toques betalings s os rate ao Ospe mo espacio PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA Neste capítulo, iremos examinar demonstrações financeiras, impostos e fluxo de caixa. Nossa ênfase não é a preparação de demonstrações financeiras. Em vez disso, reconhecemos que demonstrações financeiras, geralmente, consistem em uma fonte básica de informações para a tomada de decisões financeiras, e, portanto, nosso objetivo é examinar sucintamente tais demonstrações e indicar algumas de suas características mais relevantes. Damos atenção especial a alguns detalhes práticos do fluxo de caixa. 2.1 Balanço Patrimonial O balanço patrimonial é um retrato da empresa. É uma maneira conveniente de organizar e resumir o que a empresa possui (seus ativos), o que a empresa deve (seus exigíveis), e a diferença entre os dois (patrimônio líquido da empresa), num dado momento. A Figura 2.1 ilustra a maneira pela qual o balanço é construído. Na forma apresentada, o lado esquerdo enumera os ativos da empresa, e o lado direito enumera os exigíveis e o patrimônio líquido. Balanço patrimonial Demonstração Financeira que mostra os valores contábeis da empresa em um determinado momento. ATIVOS: O LADO ESQUERDO Os ativos são classificados como circulantes ou permanentes. Um ativo permanente tem uma vida relativamente longa. Pode ser tangível, como um caminhão ou um computador, ou intangível, como uma marca ou patente. Os ativos circulantes têm vida menor do que um ano. Isso significa que, normalmente, dentro de um período inferior a 12 meses, o ativo circulante será convertido em caixa. O estoque, por exemplo, provavelmente é comprado ou vendido dentro de um ano e, portanto, classificado como ativo circulante. Obviamente, o caixa em si é mesmo um ativo circulante. Contas a receber (o dinheiro que os clientes devem à empresa) também são ativos circulantes. EXIGÍVEL E PATRIMÔNIO LÍQUIDO: O LADO DIREITO Os exigíveis da empresa são o primeiro item apresentado no lado direito do balanço. Eles são classificados tanto como passivo circulante quanto como exigível a longo prazo. O passivo circulante, assim como o ativo circulante, tem vida menor do que um ano (significando que precisa ser pago em até um ano), e é apresentado acima do exigível a longo prazo. Contas a pagar (o dinheiro devido aos fornecedores) é um exemplo de passivo circulante. Dívidas que não vencem em menos de 12 meses são classificadas como exigível a longo prazo. Um empréstimo tomado pela empresa, que será pago dentro de cinco anos, é um exigível a longo prazo. A empresa toma emprestado a longo prazo por meio de diversas fontes. Tenderemos a utilizar os termos obrigações e obrigações a pagar nos referindo a uma dívida a longo prazo e aos credores a longo prazo, respectivamente. Finalmente, por definição, a diferença entre o valor total dos ativos (circulante e permanente) e o valor total do exigível (circulante e a longo prazo) é o patrimônio líquido, também chamado de capital dos acionistas, ou capital próprio. Esse setor do balanço procura refletir o fato de que, se a em- presa vendesse seus ativos e utilizasse o dinheiro para pagar todas as suas dívidas, o valor residual pertenceria aos acionistas. Assim, o balanço fecha, pois o valor do lado esquerdo é sempre igual ao valor do lado direito. Ou seja, o valor dos ativos da empresa é igual à soma dos exigíveis com o patri- mônio líquido.* Ativo = Exigível + Patrimônio líquido [2.1] Esta é a chamada identidade ou equação do balanço, e sempre se verifica, pois o patrimônio li- quido é definido como sendo a diferença entre ati vo e exigível. CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO Conforme é apresentado na Figura 2.1, a di ferenca entre o ativo circulante e o passivo cir- culante da empresa é denominada de capital de giro líquido. O capital de giro líquido é positivo quando o ativo circulante excede o passivo cir- culante. Com base nessa definição, isso significa que o fluxo de caixa que ficará disponível dentro de 12 meses excede o fluxo de caixa que precisa ser pago dentro do mesmo período. Por essa razão, o capital de giro líquido é normalmente positivo em empresas saudáveis. Capital de giro líquido Ativo circulante menos passivo circulante. EXEMPLO 2.1 Elaboração do balanço Uma empresa possui ativo circulante de $ 100, ativo permanente líquido de $ 500, dívidas a curto prazo de $ 70 e dívidas a longo prazo de $ 200. Como fica seu balanço? Qual é o patrimônio líquido? Qual é o exigível total? Nesse caso, o ativo total é igual a $ 100 + $ 500 = $ 600 e o exigível total é $ 70 + $ 200 = $ 270. Portanto, o patrimônio líquido é a diferença $ 600 - $ 270 = $ 330. O balanço ficaria da seguinte manera: Ativo Ativo circulante Ativo permanente líquido Exigível e Patrimônio Líquido Exigível total Exigível a longo prazo Patrimônio líquido $ 330 $ 600 $ 270 Total do exigível e patrimônio líquido O capital de giro líquido é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante, ou seja, $ 100 - $ 70 = $ 30. A Tabela 2.1 apresenta um balanço patri- monial simplificado para uma empresa fictícia, a U. S. CORPORATION Balanço Patrimonial de 31 de dezembro de 1997 e 1998 ($ milhões) Ativo Ativo circulante Caixa Contas a receber Estoques Ativo permanente Instalações e equipamentos Total Passivo Passivo circulante Contas a pagar Títulos a pagar Total Exigível a longo prazo Patrimônio líquido Capital mais reservas Lucros retidos Total Ativo Total Passivo Total $ 104 455 553 $ 1.112 $ 1,644 1.403 1.709 $ 232 196 $ 428 $ 408 600 1.320 (3) U. S. CORPORATION UTILIZED 2.400.732 2.256 * As expressões capital próprio, capital dos acionistas, capi- tal dos proprietários, patrimônio líquido são usadas como sinônimos numa sociedade por ações. Há outras variantes, além dessa. Tabela 2.1 Balanço patrimonial da U. S. Corporation. COPYLEO COPYLEO PARTE II — COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA U. S. Corporation. Ao examinar-se um balanço patrimonial, deve-se ter em mente três pontos par- ticularmente importantes: liquidez, capital próprio versus capital de terceiros e valor de mercado versus valor de livro. LIQUIDEZ Liquidez refere-se à velocidade e facilidade com a qual um ativo pode ser convertido em cai- xa. Ouro é um ativo relativamente líquido; uma instalação fabril não é. Na realidade, a liquidez possui duas dimensões: facilidade de conversão versus perda de valor. Qualquer ativo pode ser con- vertido em caixa rapidamente, desde que se redu- za suficientemente o preço. Um ativo de alta li- quidez, portanto, é aquele que pode ser vendido rapidamente sem perda significativa de valor. Um ativo líquido é aquele que não pode ser converti- do em caixa rapidamente, sem que haja redução substancial do preço. Normalmente, os ativos são apresentados no balanço em ordem decrescente de liquidez, signi- ficando que os mais líquidos vêm em primeiro lu- gar. O ativo circulante é relativamente líquido, o inclui caixa e outros ativos que serão convertidos em caixa nos próximos 12 meses. Contas a receber, por exemplo, representam o montante de vendas já realizadas e não recebidas ainda de clientes. Naturalmente espera-se que sejam convertidas em caixa no futuro próximo. Estoques talvez sejam os menos líquidos dos ativos circulantes, pelo menos para a maior parte das empresas. Ativos permanentes são, em sua maior parte, relativamente ilíquidos. Consistem em bens tangí- veis, como prédios e equipamentos, que normal- mente não são convertidos em caixa ao longo da atividade normal do negócio (são, naturalmente, utilizados no negócio para gerar caixa). Ativos in- tangíveis, tais como marcas, embora não tenham existência física, podem ter valor. Assim como os ativos permanentes tangíveis, não serão normal- mente convertidos em caixa e são considerados ilíquidos. A liquidez tem valor. Quanto mais líquido o negócio, menor é a possibilidade de que venha a se encontrar em uma situação de insolvência (isto é, dificuldade de pagar dívidas ou comprar ativos necessários). Infelizmente, os ativos líquidos geral- mente são menos rentáveis. Por exemplo, o saldo de caixa é o mais líquido dos ativos, mas algumas vezes ele não gera retorno algum, pois apenas está lá, parado. Existe, portanto, uma escolha entre as vantagens da liquidez e a perda de lucros poten- ciais. CAPITAL DE TERCEIROS VERSUS CAPITAL PRÓPRIO Uma empresa que toma dinheiro emprestado geralmente dá preferência ao fluxo de caixa a ser pago aos credores. Os acionistas possuem direito apenas ao valor residual, a porção que restou após os pagamentos aos credores. O valor desse resíduo consiste no patrimônio líquido da empresa. Patrimônio Líquido = Ativo – Exigível Total Isso é verdadeiro em termos contábeis, pois o patrimônio líquido é definido como sendo essa parcela residual. O mais importante, no entanto, é que isso também é verdadeiro em termos econômicos: se a empresa vende seus ativos e paga suas dívidas, todo o caixa fica à disposição dos acionistas. A utilização de dívidas na estrutura de capi- tal da empresa é denominada endividamento. Quanto mais dívida (como porcentagem do ativo), maior o grau de endividamento. Conforme discuti- remos nos próximos capítulos, a dívida funciona como uma alavanca, no sentido de que utilizá-la pode aumentar tanto ganhos como perdas. Portan- to, a alavancagem financeira aumenta o potencial de remuneração para os acionistas, mas ao mesmo tempo aumenta o potencial de situações de insolu- vência e falência. VALOR DE MERCADO VERSUS VALOR CONTÁBIL O verdadeiro valor de um ativo é o valor de mercado, que é simplesmente a quantidade de ca- xa que receberíamos se realmente vendêssemos aquele ativo. No entanto, os valores de ativos apre- sentados no balanço da empresa são valores de li- vro, e geralmente, não representam seus verdadei- ros valores. De acordo com os Princípios Con- tábeis Geralmente Aceitos (PCGA), as demon- strações financeiras auditadas nos Estados Unidos geralmente apresentam os seus ativos a custos históricos. Em outras palavras, os ativos são contabilizados pelo que a empresa pagou por eles, não importando há quanto tempo tenham sido adquiridos ou quanto valem hoje. Quanto a ativos circulantes, o valor de mer- cado e o valor de livro deveriam ser razoavelmen- te parecidos, uma vez que os ativos circulantes são comprados e convertidos em caixa em um período de tempo relativamente curto. Em outras circuns- tâncias, eles podem divergir bastante. Além disso, COPYLEO COPYLEO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUX quanto a ativos permanentes, seria uma mera co- incidência que o valor real de mercado de um ati- vo (ou valor pelo qual o ativo seria vendido) fosse igual ao valor contábil. Por exemplo, uma compa- nhia de transporte ferroviário poderia ser proprie- tária de enormes lotes de terra comprados um sé- culo atrás. O valor que a companhia pagou pelos lotes pode ser centenas ou milhares de vezes me- nor do que o valor 'da terra hoje. O balanço iria, apesar disso, apresentar o custo histórico. Os administradores e investidores frequente- mente estarão interessados em conhecer o valor de mercado da empresa. Essa informação não consta do balanço patrimonial. O fato de que os ativos são apresentados por seu custo significa que não exis- te, necessariamente, conexão entre o valor total dos ativos apresentados e o valor de mercado da em- presa. Realmente, muito dos ativos mais valiosos que a empresa pode possuir — boa administração, boa reputação, empregados talentosos — não apa- recem no balanço de forma alguma. De maneira semelhante, o valor do patri- mónio líquido apresentado no balanço e seu valor verdadeiro não estão necessariamente relaciona- dos. Para os administradores financeiros, portanto, o valor contábil do patrimônio líquido não é uma preocupação especialmente importante; é o valor de mercado que conta. Portanto, sempre que men- cionarmos o valor de um ativo ou o valor da em- presa, estaremos, normalmente, referindo-nos ao valor de mercado. Assim, por exemplo, quando di- zemos que o objetivo do administrador financeiro é aumentar o valor da ação, estamos falando do valor de mercado da ação. Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (PCGA) Conjunto geral de padrões e procedimentos com base nos quais as demonstrações financeiras auditadas são preparadas. EXEMPLO 2.2 Valor de Mercado versus Valor Contábil A Klington Corporation possui ativo perma- nente com um valor contábil de $ 700 e um valor estimado de $ 1.000. O capital de giro líquido contábil é $ 400, mas se todos os ativos circulantes fossem liquidados, seriam realizado por volta de $ 600. A dívida a longo prazo, tanto em valor contábil quanto em valor de mercado, é $ 500. Qual é o valor contábil do patrimônio líquido? Qual o valor de mercado do patrimônio líquido? Podemos construir dois balanços simplifica- dos, um em termos contábeis e outro em termos econômicos (valores de mercado): KLINGTON CORPORATION Balanços Valor de Mercado versus Valor Contábil Capital de giro líquido Ativo permanente líquido $ 1.100 1.100 400 700 600 700 $ 1.600 1.600 Ativo Passivo Dívida a longo prazo Patrimônio líquido $ 500 600 500 1.100 Nesse exemplo, o patrimônio líquido na ver- dade vale quase duas vezes mais do que o presen- tado no balanço. A distinção entre valor contábil e valor de mercado é importante precisamente porque o valor contábil pode ser muito diferente do verda- deiro valor econômico. Questões conceitui i. a Oual é a identidade do balanço? Liquid7..7‘7:• IMPORTANTE? OSrtançastdeCoROFT 0r C c površie3' II EISA eforrriO? kart lbiicl5a el aTVIa s021) rennágERPIFI;:eab.7fZereaçdn°tlgradrbalPI(oteri1IVIOIllergZre 13stf:aVOSL reiát0631:1' dresnmi isa framontemni,coEp' Id /fop, olstruTPYCefi: 2.2 Demonstração do Resultado A demonstração do resultado mede o desempenho ao longo de um determinado período, geralmente um trimestre ou um ano. A equação da demonstração de resultado é: Receita — Despesas = Lucro [2.2] Se você considerador o balanço como um instan- tâneo, então deverdai consideraer a demonstras do resultado como uma fita de vídeo que abrange o TAMURIO TAMURIO ORIGINAL ORIGINAL COPYLEO COPYLEO PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA período entre uma foto "antes" e outra "depois". A Tabela 2.2 apresenta uma demonstração simplificada do resultado da U. S. Corporation. Os primeiros itens divulgados no relatório da demonstração de resultado, normalmente, seriam a receita e as despesas das atividades operacionais da empresa. Em seguida, entre outras coisas, apresentam-se despesas financeiras, tais como os juros pagos. Os impostos pagos são divulgados separadamente. O último termo é o lucro líquido (o tão famoso bottom line). O lucro líquido, normalmente, é expresso também em uma base por uma ação, o famoso lucro por ação (EPS). Conforme é indicado, a U. S. pagou dividendos de $ 103. A diferença entre o lucro líquido e os dividendos, $ 309, é a adição a lucros retidos no ano. Essa quantia é somada na conta de lucros retidos acumulados, no balanço. Se você comparar com o balanço de dois anos atrás, verá que os lucros retidos cresceram a quantia de $ 1.320 + $ 309 = $ 1.629. Exemplo 2.3 Lucros e dividendos por ação Suponha que a U. S. tivesse 200 milhões de ações ao final de 1998. Com base na demonstração de resultado indicada, qual foi o lucro por ação? Qual foi o dividendo por ação? A partir da demonstração de resultados, vemos que a U. S. teve um lucro líquido de $ 412 milhões no ano. O total de dividendos foi $ 103 milhões. Sabendo-se que são 200 milhões de ações existentes, podemos calcular o lucro e os dividendos por ação conforme a seguir: Lucro por ação = Lucro líquido / total de ações existentes. = $ 412/200. = $ 2,06 por ação Dividendos por ação = Dividendo total / total de ações existentes = $ 103/200 = $ 0,515 por ação. Ao analisar a demonstração de resultado, o administrador financeiro precisa ter três fatores em vista; os Princípios Gerais Geralmente Aceitos; a distinção entre itens monetários e não monetários; e a relação entre prazo e custos. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS GERALMENTE ACEITOS E A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Uma demonstração de resultados elaborada de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos indicará as receitas quando são obtidas. Isso não coincide necessariamente com o momento da entrada de caixa. A regra geral (o princípio da realização) consiste em reconhecer a receita quando o processo de lucro está virtualmente completo e o valor de uma transação com bens e serviços é conhecido e pode ser determinado com confiança. Na prática, esse princípio geralmente significa que receitas são reconhecidas durante a venda, que não necessariamente coincide com o período de recebimento. As despesas divulgadas na demonstração de resultado estão baseadas no regime de competência. A ideia básica consiste em determinar as receitas conforme descrito, e então associar as receitas apropriadas ao custo relacionado à produção. Os custos da produção e outros custos associados com a venda do produto serão reconhecidos de maneira semelhante naquele período. Mais uma vez, as saídas reais de caixa podem ter ocorrido em momentos diversos. U. S. CORPORATION Demonstração de Resultado (em $ milhões) Vendas Líquidas $ 1.509 Custo da mercadoria vendida 750 Depreciação 65 Lucro antes de juros e impostos $ 694 Juros pagos 70 Lucro tributável $ 624 Impostos 212 Lucro líquido 412 Dividendos $ 103 Adição a lucros retidos $ 309 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E ITENS NÃO MONETÁRIOS Como resultado da maneira pela qual receitas e despesas são divulgadas, os números apresentados na demonstração de resultado podem não ser representativos das entradas e saídas de caixa que ocorreram durante o mesmo período. ITENS NÃO MONETÁRIOS Uma razão fundamental pela qual o lucro contábil difere do fluxo de caixa deve-se ao fato de que a demonstração de resultado contém itens não monetários. O mais importante deles é a depreciação. Suponha que uma empresa compre um ativo fixo por $ 5.000 e pague à vista. Obviamente, a empresa tem uma saída de caixa de $ 5.000 no momento da compra. No entanto, em vez de deduzir $ 5.000 como despesa, a contadora provavelmente depreciará esse ativo ao longo de um período de cinco anos. Se a depreciação for linear, e o valor do ativo for reduzido a zero ao final do período, então $ 5.000/5 = $ 1.000 serão deduzidos a cada ano como despesa. O importante é reconhecer que essa dedução de $ 1.000 não é um fluxo de caixa – é um valor contábil. A verdadeira saída de caixa ocorreu no momento em que o ativo foi comprado. A dedução da depreciação é simplesmente outra aplicação do princípio de competência em contabilidade. As receitas associadas ao uso do ativo ocorreriam genericamente durante um determinado período. Assim, os contadores procuram associar as despesas de compra do ativo ao benefício produzido pela sua posse. Conforme veremos, para o administrador financeiro o momento efetivo da entrada e saída de caixa é crítico para se obter uma estimativa razoável do valor de mercado, e precisaremos estudar como separar o fluxo de caixa dos itens contábeis não monetários. Itens não monetários Despesas lançadas contra receitas que não afetam diretamente o fluxo de caixa, como, por exemplo, depreciação. PRAZO E CUSTOS Frequentemente, é útil considerarmos o futuro como tendo duas partes distintas: curto prazo e longo prazo. Esses dois períodos não são exatos. A distinção está relacionada ao fato de que os custos podem ser fixos ou variáveis. A longo prazo, todos os custos são variáveis. Em um intervalo de tempo suficientemente longo, os ativos podem ser vendidos, as dívidas podem ser pagas, e assim por diante. Se nosso horizonte for relativamente curto, no entanto, alguns custos serão efetivamente fixos – eles terão que ser pagos de qualquer maneira (impostos predial, por exemplo). Outros custos, como salários de operários e pagamentos a fornecedores, são variáveis. Consequentemente, mesmo a curto prazo, a empresa pode variar seu nível de produção variando seus gastos nessas áreas. As vezes, a distinção entre custos fixos e variáveis é importante para o administrador financeiro, mas o modo pelo qual os custos são divulgados em demonstrações de resultado não é muito útil para distinguir qual custo é de que tipo. A razão para isso é que, na prática, os contadores tendem a classificar os custos como sendo custos do produto ou custos do período. Os custos do produto incluem itens como matéria prima, mão-de-obra direta e custos gerais de produção. São divulgados na demonstração de resultado como custo da mercadoria vendida, mas incluem tanto custos fixos como variáveis. De maneira análoga, os custos do período são incorridos durante um determinado período e podem ser divulgados sob os nomes de despesas de vendas, gerais e administrativas. Mais uma vez, alguns desses custos do período podem ser fixos e outros variáveis. O salário do presidente da empresa, por exemplo, talvez seja um custo fixo de período, pelo menos a curto prazo. Questões conceituais 2.2a Qual é a equação da demonstração de resultado? 2.2b Quais são os três pontos aos quais se deve estar atento ao se examinar demonstrações de resultado? 2.2c Por que o lucro contábil não é igual ao fluxo de caixa? 2.3 Impostos Os impostos podem representar uma das maiores saídas de caixa da empresa. A magnitude do pagamento de impostos é determinada pela legislação tributária, um conjunto de normas frequentemente revisto e alterado. Nessa seção, exa- PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA minaremos as alíquotas de imposto da sociedade por ações, bem como o modo pelo qual o imposto devido é calculado. Os impostos de firmas individuais e sociedades por quotas são calculados com base na tabela do Imposto de Renda da pessoa física; não os discutiremos aqui, mas os procedimentos gerais são os mesmos. Se as várias normas de tributação parecem-lhe estranhas ou complicadas, tenha em mente que o código tributário é resultado de forças políticas, não econômicas. Consequentemente, não existe razão para que ele tenha sentido econômico. ALIQUOTAS DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA As alíquotas de pessoa jurídica efetivas para 1998 são apresentadas na Tabela 2.3. Uma característica peculiar é a de que as alíquotas não crescem linearmente. Conforme apresentado, as alíquotas de pessoa jurídica aumentam de 15% para 39%, mas diminuem novamente para 34% para lucros acima de $ 335.000. Elas então crescem para 38% e em seguida diminuem para 35%. De acordo com os autores das atuais normas tributárias, há apenas quatro alíquotas de imposto de renda de pessoa jurídica nos EUA: 15%, 25%, 34% e 35%. As alíquotas de 38% e 39% surgem em função de "sobretaxas" aplicadas às alíquotas de 34% e 35%. Um imposto é um imposto, e na verdade, porém, existem seis alíquotas, tal como mostramos. ALIQUOTA MÉDIA E ALIQUOTA MARGINAL Ao tomar decisões financeiras, frequentemente é importante distinguir entre alíquotas médias e marginais de imposto. Sua alíquota média é seu imposto devido, dividido por seu lucro tributável, ou, em outras palavras, a porcentagem de seu lucro que é utilizada para pagar impostos. Sua alíquota marginal é um imposto extra que você pagaria se ganhasse um dólar a mais. As alíquotas percentuais mostradas na Tabela 2.3 são todas alíquotas marginais. Falando de outra maneira, as alíquotas da Tabela 2.3 são aplicadas à parte do lucro apenas na faixa indicada, e não sobre todo o lucro. Aliquota média Total de impostos devidos dividido pelo lucro tributável total. Aliquota marginal Montante de imposto devido sobre o próximo dólar auferido. A diferença entre alíquota média e alíquota marginal pode ser melhor explicada por meio de um exemplo simples. Suponha que nossa empresa tenha um lucro tributável de $ 200.000. Qual será o imposto devido? A partir da Tabela 2.3, podemos calcular nosso imposto devido como: 0,15 (≤ 50.000) = 7.500 0,25 (≤ 75.000 - 50.000) = 6.250 0,34 (≤ 100.000 - 75.000) = 8.500 0,39 (≤ 200.000 - 100.000) = 39.000 $ 61.250 Nosso imposto total, portanto, é $ 61.250. Em nosso exemplo, qual foi a alíquota média? Temos um lucro tributável de $ 200.000 e um imposto devido de $ 61.250; portanto, a alíquota média é $ 61.250/200.000 = 30,625%. Qual é a alíquota marginal? Se ganharmos mais um dólar, o imposto sobre esse dólar será de 39 centavos; portanto, nossa alíquota marginal é 39%. Tabela 2.3 Alíquotas de imposto de pessoa jurídica. $ 0 - 50.000 15% 50.001 - 75.000 25 75.001 - 100.000 34 100.001 - 335.000 39 335.001 - 10.000.000 34 10.000.001 - 15.000.000 35 15.000.001 - 18.333.333 38 Mais de 18.333.334 35 res. Ao final de 1997, os ativos permanentes líqui- dos da U. S. Corporation (Tabela 2.1) eram $ 1.644. Durante o ano, abatemos (depreciamos) $ 65 em ativo permanente na demonstracão do resultado. Portanto, se não tivéssemos comprado nenhum ativo permanente novo, o ativo permanente líqui- do final do ano de 1998 seria do $ 1.644 65 = $ 1.579. A companhia de 1998 apresentou um ativo perma- nente líquido de $1.709, e, portanto, devemos ter gas- to um total de $ 1.709-1.579 = $ 130 em ativos permanentes durante o ano. Ativo permanente liquido no final do período $ 1.709 Ativo permanente liquido o início do período 1.644 Depreciação 65 Investimento liquido em ativo permanente $ 130 Essa cifra de $ 130 representa nosso gasto líquido de capital em 1998. O gasto líquido de capital poderia ser nega- tivo? A resposta é sim. Isso poderá acontecer se a empresa vender mais ativos do que comprar. O ter- mo líquido se refere ao fato de que estamos calcu- lando a diferença entre as compras e quaisquer vendas de ativos permanentes. Variação do capital de giro líquido Adicionalmente ao investimento em ativos permanentes, uma empresa também investirá em ativos circulantes. Por exemplo, retornando ao ba- lanço da Tabela 2.3, vemos que ao final de 1998 a U. S. tinha um ativo circulante de $1.403. Ao fi- nal de 1997, o ativo circulante era $ 1.112, e, enquanto, durante o ano, a U. S. investiu $ 1.403 1.112 = $ 291 em ativo circulante. À medida que a empresa muda seu investi- mento em ativo circulante, seu passivo circulante geralmente também varia. Para determinar a varía- ção do capital de giro líquido, a abordagem mais fácil consiste simplesmente em calcudar a diferen- ça entre o capital de giro líquido no final do perío- do e o valor no inicio do período. O capital de giro líquido ao final de 1998 foi $ 1403 389 $1.014. De maneira similar, o capital de giro líquido ao fi- nal de 1997 foi $1.112 428 = $ 684. Portanto, dados esses números, temos CGL ao final do período $ 1.014 CGL ao início do período 684 Variação de CGL 330 Portanto, o capital de giro líquido aumentou $ 330. Em outras palavras, a U. S. Corporation rea- lizou um investimento líquido de $ 330 em CGL durante o ano. Conclusão A partir dos números a que chegamos, estamos prontos para calcular o fluxo de caixa dos ativos. O fluxo de caixa total dos ativos é obtido por fluxo de caixa operacional menos o valor investi- do em ativos permanentes e capital de giro líquido. Portanto, para a U. S. temos U. S. Corporation Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 547 Gastos líquidos de capital 130 Variação do CGL 330 Fluxo de caixa dos ativos $ 87 A partir da identidade do fluxo de caixa aci- ma, o fluxo de caixa dos ativos é $ 87 é igual à soma do fluxo de caixa aos credores com o fluxo de cai- xa aos acionistas. Consideramos isso a segur Não é raro que empresas em crescimento te- ham um fluxo de caixa negativo. Conforme ver- mos a seguir, um fluxo de caixa negativo significa que a empresa levantou mais recursos por meio de empréstimos e vendas de ações do que pagou a credores e acionistas naquele ano. FLUXO DE CAIXA AOS CREDORES E AOS ACIONISTAS Os fluxos de caixa aos credores e-aos acionis- tas representam pagamentos líquidos aos credores e aos proprietários durante o ano. Eles são calcu- lados de maneiras análogas. O fluxo de caixa aos credores corresponde aos juros pagos menos novos empréstimos líquidos; o fluxo de caixa aos acionistas corresponde a dividendos pagos menos novo ingresso de capital. Fluxo de caixa aos credores Analisando a demonstração de resultado na Tabela 2.2, vemos que a U. S. pagou $70 em juros aos credores. No balanço da Tabela 2.1, vê-se que a dívida a longo prazo aumentou $454-408= $46. Portanto, a U. S. Corporation pagou $ 70 de juros, mas tomou emprestados mais $ 46, assim o caixa liquido aos credores, portanto, foi U. S. Corporation Fluxo de Caixa aos Credores 1998 Juros pagos 70 Novos financiamentos (líquido) 46 Fluxo de caixa aos credores $ 24 O fluxo de caixa aos credores algumas vezes é chamado de fluxo de caixa aos obrigacionistas. Usaremos essas duas expressões como sinônimos. Fluxo de caixa aos acionistas De acordo com a demonstracão de resultado, os dividendos pagos aos acionistas foi de $ 103. Para obtermos o ingresso de novo capital, precisa- mos analisar as contas de capital e reservas. Essa contas dizem-nos quanto a empresa captou com a venda de novas ações. Durante o ano, essa conta incrementou $ 40 e, portanto, o ingresso de capital novo foi $ 40. Dado isso, temos: U.S. Corporation Fluxo de Caixa aos Acionistas 1998 Dividendos pagos 103 Ingresso de capital novo 40 Fluxo de caixa aos acionistas $63 Portanto, o fluxo de caixa aos acionistas em 1998 foi $ 63. CONCLUSÃO A última coisa que precisamos fazer é verifi- car se a identidade do fluxo de caixa é obedecida, para nos assegurarmos de que não fizemos nenhum erro. Conforme calculamos, o fluxo de caixa dos ativos é $ 87. O fluxo de caixa aos credores e aos acionistas são $ 24 + $63 = $87; portanto, nossos cálculos estão corretos. A Tabela 2.5 contém um resumo dos vários cálculos de fluxos de caixa para referência futura. A relação entre o fluxo de caixa dos ativos da empresa e o fluxo de caixa aos credores e acio- nistas destaca uma questâo importante. Conforme apresenta a seção correspondente de Princípios em Ação, toda vez que uma empresa, como, por exem- plo, a Chrysler, decide reforçar suas reservas de caixa, ela decide, na verdade, não aumentar seu fluxo de caixa aos acionistas. Como a Chrysler aprendeu da maneira mais difícil, os acionistas podem não apoiar decisões administrativas des- se sentido. Conforme mostram nossas discussões, é es- sencial que uma empresa preste atenção a seu flu- xo de caixa. O texto a seguir serve como lembrete excelente de por que isso é uma boa idéia, à me- nos que os proprietários da empresa desejem ace- bar na rua da amargura. Diz o Banqueiro: “Cuidado com o Fluxo de Caixa" Certa vez, numa noite muito escura, enquanto refletia fraco e cansado Sobre um grande e curioso volume de folclore contábil, Buscando saídas (inescrupulosas) para aproveitar alguma nova brecha fiscal, De repente escutei alguém bater a minha porta, e nada mais. De repente senti um calafrio, e senti o caixa tilintar, Enquanto entrava um aterrorizante banqueiro a quem jamais vira, Seu rosto era verde como o dinheiro e em seus olhos podia-se ver cifões que brilhavam enquanto ele anotava. " "Fluxo de caixa” disse o banqueiro, e nada mais. Eu sempre pensara que era bom ter um lucro positivo, Mas o banqueiro disse com voz ressonante: "Não. Suas contas a receber são elevadas, crescendo cada vez mais em direcão ao ceu; Suas perdas crescem. O que importa é fluxo de caixa." Ele repetiu: Cuidado com o fluxo de caixa. Então tentei contar a história do maravilhoso estoque o qual, embora grande, está repleto dos melhores produtos. Mas, o banqueiro viu seu crescimento, e com uma voz poderosa Sacudiu seus braços e gritou: "Pare! Chega! Pague os juros, e não me aborreça. A seguir, olhei para os itens não monetários que podiam somar ad infninitum Para compensar o caixa que não parava de sair, Mas, para manter meu demonstrativo no azul, tinha contido a depreciação, E meu banqueiro disse que tinha agido mal, Tremeu e seus dentes começaram a ranger. Quando lhe pedi um empréstimo, ele respondeu, com um gemido, Que a taxa de juros seria a prime* mais oito E para assegurar minha integridade, ele insistira em garantias — Todos os meus ativos até meu último fio de cabelo Apensas isso, uma taxa-padrão. Embora meu resultado esteja no azul, estou completamente prostrado, Meu caixa indo embora e meus clientes pagando lentamente; O crescimento de minhas contas a receber é quase inacreditável! O resultado é certo — problemas insolúveis! E continuo a ouvir o banqueiro repetir baixinho: "Cuidado com o fluxo de caixa." Herbert S. Bailey Jr. Fonte: Reimpressão do artigo da Publisher Wecky, 13 Jan. 1975 publicado por R. R. Bowker, uma empresa do grupo Xerox. Direitos autorais 1975, Xerox Corporation. Trata-se de uma paródia do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Ao que só podemos acrescentar: “Amém.” UM EXEMPLO: FLUXO DE CAIXA DA DOLE COLA Esse exemplo ampliado cobre os diversos cál- culos de fluxo de caixa discutidos no capítulo. Tam- bém ilustra algumas variações que podem ocorrer. Tabela 2.5 Resumo do fluxo de caixa. I. Identidade do fluxo de caixa Fluxo de caixa dos ativos = Fluxo de caixa aos credores + Fluxo de caixa aos acionistas II. Fluxo de caixa dos ativos Fluxo de caixa dos ativos = Fluxo de caixa operacional Gastos líquidos de capital Variação do capital de giro líquido (CGL) onde: Flixo de caixa = Lucro antes de juros e imposto de renda (EBIT) operacional Depreciação - Impostos Gastos Líquidos = Ativo permanente líquido ao final do período de Capital Ativo permanente líquido ao início do período Depreciação Variação do CGL = CGL ao final do período - CGL ao início do período III. Fluxo de caixa aos credores (obrigacionistas) Fluxo de caixa aos credores = Juros pagos — Novos emprestímos líquidos IV. Fluxo de caixa aos acionistas (proprietários) Fluxo de caixa aos acionistas = Dividendos pagos - Ingresso líquido de novos recursos próprios * A prime é uma taxa de referencial de juros americana, as- sim como a TR é uma taxa referencial brasileira. (N.T) DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE A maneira mais simples de responder consiste em montar uma demonstração de resultado. Pode- mos aí selecionar os números de que precisamos. A demonstração de resultado da Dole Cola é apre- sentada a seguir: DOLE COLA Demonstração de Resultado 1998 Receita líquida $ 600 Custo da mercadoria vendida 300 Depreciação 150 Lucro antes de juros e impostos $ 150 Juros pagos 30 Lucro tributável $ 120 Impostos 41 Lucro líquido $ 79 30 Dividendos Acrescimo a lucros retidos 49 O lucro líquido da Dole, portanto, foi de $ 79. Agora temos todos os números necessários. Voltando ao exemplo da U. S. Corporation e à Tabela 2.5, temos: DOLE COLA Fluxo de Caixa Operacional de 1998 Lucro antes de juros e impostos Depreciação $ 150 150 Impostos 41 Fluxo de Caixa Operacional $ 259 Variação do CGL e fluxo de caixa dos ativos Suponha que a Dole tenha iniciado o ano com um ativo circulante de $ 2.130 e um passivo cir- culante de $ 1.620. Os números correspondentes ao final do ano são $ 2.260 e $ 1.710. Qual foi a variação do CGL durante o ano? Qual foi o fluxo de caixa dos ativos? Como isso se compara ao lu- cro líquido? O capital de giro líquido inicial era $ 2.130 - 1.620 = $ 510 e o final $ 2.260 - 1.710 = $ 550. Portanto, a variação de CGL foi $ 550 - 510 = $ 40. Reunindo as informações para a Dole Cola te- mos: DOLE COLA Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 259 - Gastos líquidos de capital 400 + Variação do CGL 40 Fluxo de caixa dos ativos $ -181 A Dole apresentou um fluxo de caixa dos ati- vos de $ -181. O lucro líquido era positivo e igual a $ 79. O fato de que o fluxo de caixa dos ativos é negativo é alarmante? Não necessariamente. O flu- xo de caixa, neste caso, é negativo principalmente por causa dos grandes investimentos em ativos permanentes. Se esses investimentos forem bons, então o fluxo de caixa negativo resultante não será preocupante. Fluxo de caixa a credores e acionistas Vimos que o fluxo de caixa dos ativos da Dole Cola é -$ 181. O fato de que é negativo significa que a Dole captou mais recursos, sob a forma de novas dívidas e aumento de capital próprio, do que distribuiu durante o ano. Por exemplo, suponha que você saiba que a Dole não tinha emitido novas ações durante o ano. Qual foi o fluxo de caixa aos acionistas? E aos credores? Como não emitiu novas ações, o fluxo de cai- xa aos acionistas da Dole é exatamente igual aos dividendos pagos: DOLE COLA Fluxo de Caixa aos Acionistas em 1998 Dividendos pagos $ 30 + Capital próprio adicional 0 Fluxo de caixa aos acionistas $ 30 Gastos líquidos de capital Suponha que o ativo fixo líquido inicial fosse igual a $ 500, e seu valor final fosse $ 750. Qual teria sido o gasto líquido de capital durante o ano? Com base na demonstração de resultado da Dole, a despesa de depreciação foi de $ 150. O ati- vo fixo líquido aumentou $ 250. Portanto, a Dole gastou $ 250, que é acrescido de $ 150 dá um total de $ 400. DOLE COLA Fluxo de Caixa aos Credores em 1998 Juros pagos $ 30 - Novos recursos de terceiros 241 Fluxo de caixa aos credores -$ 211 Questões conceituais 2.4a O que é a identidade do fluxo de cai- xa? Explique seu conteúdo. 2.4b Quais são os componentes do fluxo de caixa operacional? 2.4c Por que os juros pagos não são um componente do fluxo de caixa opera- cional? Resumo e conclusões Este capítulo apresentou ao leitor alguns dos fundamentos de demonstrações financeiras, impos- to de renda e fluxo de caixa. Vimos que: 1. O valor contábil representado no balanço pode divergir bastante do valor de mercado. O ob- jetivo do administrador financeiro é maximizar o valor de mercado das ações, não o valor contábil. 2. O lucro líquido calculado na demonstração de resultado não é igual ao fluxo de caixa. A prin- cipal razão para tal é que a depreciação, uma despesa sem saída de caixa, é deduzida do cál- culo do lucro contábil. 3. As ' alíquotas marginal e média de Imposto de renda podem ser muito diferentes, e é a alí- quota marginal que é relevante para a maioria das decisões financeiras. 4. A alíquota marginal das sociedades por ações de lucro mais elevado é 35%. 5. Existe uma identidade do fluxo de caixa, tal como acontece com o balanço. De acordo com essa identidade, o fluxo de caixa dos ativos é igual ao fluxo de caixa aos credores e acionis- tas. O cálculo do fluxo de caixa com base nas de- Monstrações contábeis não é complexo. É necessá- rio tomar cuidado com o tratamento de despesas não monetárias, tais como depreciação, e não con- fundir custos operacionais com custos financeiros. O mais importante de tudo, porém, é não confun- dir valor contábil com valor de mercado, e lucro contábil com fluxo de caixa. Problema de revisão do capítulo e auto-avaliação 2.1 Fluxo de Caixa para a Rasputin Corpo- ration. Esse problema lhe dará alguma prát- tica ao lidar com demonstrações financeiras e calcular o fluxo de caixa. Com base nas se- guintes informações sobre a Rasputin Cor- poration, elabore uma demonstração de re- sultado em 1998 e os balanços patrimoniais em 1997 e 1998. A seguir, acompanhando os exemplos da U. S. Corporation apresentados no capítulo, calcule o fluxo de caixa aos cre- dores e o fluxo de caixa aos acionistas em 1998. Use sempre a alíquota de 34% para calcular o imposto de renda. Suas respostas poderão ser conferidas a seguir. Vendas 3.790 3.990 Custo da mercadoria vendida 2.043 2.137 Depreciação 975 1.018 Juros 225 267 Dividendos 200 225 Ativo circulante 2.140 2.346 Ativo permanente líquido 6.770 7.087 Passivo circulante 994 1.126 Exigível a longo prazo 2.869 2.956 parte II - compreendendo demonstraÇÕes financeiras page 72 RASPUTIN CORPORATION Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 1997 e 1998 Ativo circulante $ 2.140 2.346 Ativo permanente líquido 6.770 7.087 Ativo total Passive total 8.910 9.433 A demonstração de resultado é bastante sim- ples: RASPUTIN CORPORATION Demonstração de Resultado em 1998 Venda $ 3.990 Custo da mercadoria vendida 2.137 Depreciação 1.018 Lucro antes de juros e impostos $ 835 Juros pagos 267 Lucro tributável $ 568 Impostos (34%) 193 Lucro líquido $ 375 Dividendos $ 225 Acréscimo a lucros retidos $ 150 Nossa obten finamos utilizado uma alíquota constante de 34%. Note também que o acréscimo a lucros retidos é exatamente igual ao valor do lucro lí- quido menos dividendos. Agora podemos selecionar os números de que precisarnos para o fluxo de caixa operacional. RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa Operacional em 1998 Lucro antes de juros e impostos $ 835 + Depreciação 1.018 - Impostos correntes 193 Fluxo de caixa operacional $ 1.660 Em seguida, calculamos o gasto de capital para o ano, a partir da variação do ativo perma- nente, não nos esquecendo de considerar a deprecia- ção: Ativo permanente ao final do ano $ 7.087 - Ativo permanente ao início do ano 6.770 + Depreciação 1.018 Investimento líquido em ativo permanente $ 1.335 Após calculamos o CGL ao início e final do ano, determinamos a diferença para calcular a va- riação do CGL: CGL ao final do ano $ 1.220 - CGL ao início do ano 1.146 Variação do CGL $ 74 Agora combinamos o fluxo de caixa operacio- nal, o gasto líquido de capital e a variação do CGL para gerar o fluxo total de caixa dos ativos: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa dos Ativos em 1998 Fluxo de caixa operacional $ 1.660 - Gastos líquidos de capital 1.335 - Variação de CGL 74 Fluxo de caixa dos ativos $ 251 Para obter o fluxo de caixa aos credores, note- se que o valor do exigível a longo prazo aumentou $ 87 durante o ano, e que o juros pagos foram $ 267; portanto: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa aos Credores Juros pagos $ 267 - Novos financiamentos (líquidos) 87 Fluxo de caixa aos credores $ 180 Finalmente, os dividendos pagos foram $ 225. Para obter a variação líquida do capital pró- prio, precisamos fazer mais um cálculo. O patrimônio líquido aumentou $ 5.351 - 5.047 = $ 304.0eSSe aumento, $ 150 provieram de acrésci- mos a lucros retidos, de modo que se percebe que $ 154 de capital próprio novo foram obtidos durant- te o ano. Por conseguinte, o fluxo de caixa aos acio- nistas foi: RASPUTIN CORPORATION Fluxo de Caixa aos Acionistas em 1998 Dividendos pagos $ 225 - Capital próprio adicional (líquido) 154 Fluxo de caixa aos acionistas $ 71 Para conferir, note que o fluxo de caixa dos ativos $ 251) é igual ao fluxo de caixa a credores mais fluxo de caixa a acionistas ( $ 180 + 71 = $ 251). Questões e problemas Básicos (Questões 1 – 13) 1. Elaboração de um Balanço. A Green Day, Inc. tem ativo circulante de $ 2.500, ati- vo permanente líquido de $ 6.350, passivo circulante de $ 1.000 e exigível a longo pra- zo de $ 4.800. Qual o valor do patrimônio líqui- do da empresa? Quanto é o seu capital de giro líquido? 2. Elaboração de uma Demonstração de Resultado. A Kuipers Manufacturing Co. tem vendas de $ 350.000, custo de $ 175.000, despesa de depreciação de $ 25.000, despesas de juros de $ 17.000 e alíquota de imposto de renda de 34%. Qual é o lucro líquido da em- presa? 3. Dividendos e Lucros Retidos. Suponha que a empresa da questão 2 tenha distribuído $ 21.000 em dividendos. Qual é o acréscimo a lucros retidos? 4. Lucro e Dividendo por Ação. Suponha que a empresa da questão 3 possua 20.000 ações ordinárias disponíveis. Qual é o lucro por ação, ou LPA? Qual é o dividendo por ação? 5. Valor de Mercado e Valor Contábil. A Klingon Widgets, Inc. comprou novos equipa- mentos há três anos por $ 2 milhões. O equi- pamento pode ser vendido hoje para a Ferrengi por $ 1 milhão. O balanço atual da Klingon mostra ativo permanente líquido de $ 750.000, passivo circulante de $ 750.000 e capital de giro líquido de $ 500.000. Se todos os ativos circulantes fossem liquidados hoje, a empresa receberia $ 1,5 milhão em dinheiro. Qual é o valor contábil dos ativos da Klingon atuan- te? Qual é seu valor de mercado? 6. Cálculo do Imposto Devido. A Smolira Co. possui um lucro tributável de $ 190.000 em 1998. A partir da Tabela 2.3 do capítulo, cal- cule o imposto realmente pago pela empresa em 1998. 7. Alíquotas de Imposto. No problema 6, qual é a alíquota média? Qual é a alíquota mar- ginal? 8. Cálculo do FCO. A Wildcat Water Works, Inc. apresenta vendas de $ 10.000, custo de $ 6.350, despesa de depreciação é de $ 2.100 e despesa de juros de $ 340. Sendo a alíquota de Imposto de renda de 35%, qual é o flUxo de caixa operacional, ou FCO? 9. Cálculo do Gasto Líquido de Capital. O balanço patrimonial da Maxwell Hammer Co., em 31 de dezembro de 1997, apresentou um ativo permanente líquido de $ 3,6 milhões e, em 31 de dezembro de 1998, o balanço apre- sentou um ativo permanente líquido de $ 4,9 milhões. A demonstração de resultado em 1998 apresentou uma despesa de deprecia- ção de $ 780.000. Qual foi o gasto líquido de capi- tal da Maxwell em 1998? 10. Cálculo da Variação de CGL. O balanço de 31 de dezembro de 1997 da Jordan and Jordan Manufacturing Inc. apresentou um ati- vo circulante de $ 900 e um passivo circulante de $ 400. O balanço de 31 de dezembro de 1998 apresentou ativo circulante de $ 1.150 e passivo circulante de $ 475. Qual foi a variação de capital de giro líquido, ou CGL, da em- presa em 1998? 11. Fluxo de Caixa a Credores. O balanço de 31 de dezembro de 1997 da ABC Inc. apresen- tou dívidas a longo prazo de $ 3 milhões, e o balanço de 31 de dezembro de 1998 dívidas a longo prazo de $ 3,4 milhões. A demonstração de resultado em 1998 apresentou despesas de juros de $ 360.000. Qual foi o fluxo de caixa a credores da ABC durante 1998? 12. Fluxo de Caixa a Acionistas. O balanço da ABC Inc. em 31 de dezembro de 1997 apre- sentou $ 750.000 na conta de capital social e $ 7,2 milhões em contas reservas de capi- tal. O balanço de 31 de dezembro de 1998 apresentou $ 825.000 e $ 7,7 milhões nas mesmas contas. Se a empresa distribuiu $ 300.000 em dividendos em 1998, qual foi o fluxo de caixa aos acionistas durante o ano? 13. Cálculo dos Fluxos de Caixa Totais. A partir das informações sobre a ABC Inc., fornecidas nos problemas 11 e 12, e supondo que você também saiba que a empresa realizou $ 600.000 em novos investimentos de capital durante 1998, e que a empresa reduziu seu investimento em capital de giro líquido em $ 135.000, qual foi o fluxo de caixa operacio- nal, ou FCO, da ABC, Inc.? Intermediárias (Questões 14 – 22) 14. Cálculo dos Fluxos de Caixa Totais. A T. Baker Inc. apresentou as seguintes informa- ções em sua demonstração de resultado em 1998: vendas = $ 125.000, custos = $ 76.000, outras despesas = $ 12.000, despesas de de- preciação = $ 5.000, despesas de juros = $ 3.000, impostos pagos = $ 9.860, dividendos pagos = $ 4.300. Adicionalmente, você foi in- formado que a empresa emitiu $ 1.200 em novas ações durante 1998 e resgatou $ 4.500 de dívidas a longo prazo. a. Qual foi o fluxo de caixa operacional em 1998? b. Qual foi o fluxo de caixa a credores em 1998? c. Qual foi o fluxo de caixa a acionistas em 1998? d. Se o ativo permanente tivesse aumentado $ 5.050 durante o ano, qual teria sido a va- riação do CGL? 15. Elaboração de Balanço. Elabore o balanço da Nimby Corp. em 31 de dezembro de 1998, baseando-se nas seguintes informações: caixa = $ 420.000, direitos autorais e patentes = $ 1.050.000, contas a pagar = $ 1.000.000, contas a receber = $ 210.000, ativo permanen- te tangível líquido = $ 6.000.000, estoque = $ 660.000, títulos a pagar = $ 250.000, lucros retidos = $ 5.500.000, dívidas a longo prazo = $ 1.050.000. 16. Direitos Residuais. A GnTheBrink Inc. é obrigada a pagar $ 4.500 a seus credores du- rante o ano. Qual será o valor do patrimônio líquido se o ativo for igual a $ 4.800? E se o ativo foi igual a $ 3.800, qual será o patrimônio líquido? Suponha que todos os números esteja- jam expressos em valor de mercado. 17. Alíquota Marginal versus Alíquota Mé- dia. (Ver Tabela 2.3.) A Corporation X tem $ 80.000 em lucro tributável, e a Corporation Y $ 9.000.000. a. Qual é o imposto devido de cada empre- sa? b. Qual é a alíquota média de cada empresa? c. Suponha que ambas as empresas tenham identificado um novo projeto que irá aumen- tar o lucro tributável em $ 10.000. Quanto cada empresa irá pagar em imposto adicional? Por que essa quantia é a mesma? 18. FCO e Lucro Líquido. Durante o ano de 1998, My Money Inc. efetuou vendas no valor de $ 725.000. O custo de mercadoria vendida, as despesas administrativas e de venda e a des- pesa de depreciação foram $ 427.000, $ 223.000 e $ 60.000, respectivamente. Além disso, a empresa teve uma despesa de juros de $ 55.000 e a alíquota do imposto de renda, em de 35% (suponha que o imposto devido seja nulo em caso de prejuízo). a. Qual foi o lucro líquido da My Money em 1998? b. Qual foi seu fluxo de caixa operacional? c. Explique seus resultados em (a) e (b). 19. Valores Contábeis versus Fluxo de Caixa. No problema 18, suponha que a My Money Inc. tenha distribuído $ 25.000 em di- videndos. Isso teria sido possível? Se nenhum investimento em ativo permanente líquido ou capital de giro líquido tiver sido feito durante o ano, o que você conhece saberá a respeito da conta de dívidas a longo prazo da empresa? 20. Elaboração de Fluxo de Caixa. A Cat Paw Corporation apresentou os seguintes resulta- dos operacionais em 1998: vendas = $ 6.000, custo da mercadoria vendida = $ 4.500, despesas de depreciação = $ 800, des- pesas de juros = $ 100, dividendos = $ 150. No começo do ano, o ativo permanente líqui- do era $ 4.000, o ativo circulante $ 1.000, e o passivo circulante $ 750. Ao final do ano, o ativo permanente líquido era igual a $ 4.200, o ativo circulante a $ 1.550 e o passivo circu- lante a $ 900. A alíquota de imposto em 1998 era igual a 34%. a. Qual foi o lucro líquido em 1998? b. Qual foi o fluxo de caixa operacional em 1998? c. Qual foi o fluxo de caixa dos ativos em 1998? Isso teria sido possível? Por quê? d. Se não houve emissão de novas dívidas du- rante o ano, qual foi o fluxo de caixa a cre- dores? Qual foi o fluxo de caixa aos credores? Explique e interprete os sinais positi- vos e negativos de suas respostas de (a) a (d). 21. Elaboração de Fluxo de Caixa. Considere as demonstrações financeiras resumidas da Jumbo. Inc. apresentadas a seguir: JUMBO INC. Balanço Parcial em 31 de dezembro de 1997 e 1998 Ativo Ativo circulante $ 475 $ 503 Ativo permanente líquido 2.100 2.330 Passivo Passivo circulante $ 205 $ 301 Dívidas a longo prazo 1.200 1.400 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS E FLUXO DE CAIXA JUMBO INC. Demonstração de Resultado em 1998 Vendas $ 7.100 Custos 3.560 Depreciação 600 Juros 108 a. Qual foi o patrimônio líquido em 1997 e em 1998? b. Qual foi a variação de capital de giro líqui- do em 1998? c. Em 1998, a Jumbo adquiriu $ 1.000 em novos ativos fixos. Quanto de ativos fixos a Jumbo vendeu? Qual foi o fluxo de cai- xa dos ativos no ano? A alíquota de Imposto de renda é 35%. d. Em 1998, a Jumbo assumiu novas dívidas no valor de $ 300. Quanto de dívidas a lon- go prazo a Jumbo resgatou durante o ano? Qual foi o fluxo de caixa aos obrigacionis- tas? 22. Liquidez. O que mede a liquidez? Explique a relação custo-benefício para a empresa em termos de alta versus baixa liquidez. 102 PARTE II - COMPREENDENDO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E FLUXOS DE CAIXA 20. Crescimento Sustentável. Você recebeu as seguintes informações da Paglia's Potatoes Inc.: Margem de lucro = 8,5% Índice de intensidade de capital = 0,65 Quociente capital de terceiros/capital próprio = 0,50 Lucro líquido = $18.500 Dividendos = $4.300 Qual é o ROE? Qual é a taxa de crescimento sustentável? 21. Taxa de Crescimento Sustentável. Su¬ pondo que os índices a seguir permaneçam constantes, qual é a taxa de crescimento sus¬ tentável? Giro do ativo total = 1,40 Margem de lucro = 7,5% Multiplicador de capital próprio = 2,50 Índice de distribuição de dividendos = 0,40 Intermediárias - Questões 22 - 32 22. Uso da Identidade Du Pont. Uma empre¬ sa apresentou vendas de $1.500, ativo total de $900, e um quociente de capital próprio/ca¬ pital de terceiros de 1,00. Se o retorno do ca¬ pital próprio é 17%, qual é o lucro líquido? 23. Margem de lucro. Respondendo a queixas sobre preços altos, uma rede de supermercados fez a seguinte campanha publicitária: “Se você pagar a seu filho 50 centavos para comprar $25 em mercadorias, seu filho terá ganho duas vezes mais do que nós em suas compras.” Você coletou as seguintes informações a partir das demonstrações financeiras da rede de super¬ mercados: Vendas: $460 milhões Lucro líquido: $4,6 milhões Ativo total: $100 milhões Dívida total: $70 milhões Avalie a declaração da rede de supermercados. Qual é a base para sua declaração? A decla¬ ração é enganosa? Por que sim ou por que não? 24. Utilização da Identidade Du Pont. A Jordan Company possui lucro líquido de $87.500. Atualmente tem 16,80 dias de ven¬ das em contas a receber. Seus ativos totais são $625.000, as contas a receber $91.000, e o quociente capital de terceiros/capital próprio é 0,65 Qual é a margem de lucro da Jordan? Qual o giro de seu ativo total? Qual é seu ROE? 25. Cálculo do Índice de Cobertura de Cai¬ xa. O lucro líquido da Iskandar Inc. no ano mais recente foi $18.570. Sua alíquota de imposto de renda era 34%. A empresa pagou um total de $4.645 em despesas de juros, e deduziu $1.975 como despesa de depreciação. Qual foi o índice de cobertura de caixa da Iskandar no ano? 26. Cálculo do Índice de Cobertura de Ju¬ ros. No último ano, uma empresa teve ven¬ das na ordem de $475.000, preço de mercado da venda de $195.000, despesa de deprecia¬ çãode $69.000e adição a lucros retidos de $54.570. Atualmente, a empresa possui 200.000 ações ordinárias, e o dividendo por ação do último ano foi $2,00. Qual foi o índi¬ ce de cobertura de juros? Suponha uma alí¬ quota de 34%. 27. Índices e Empresas Estrangeiras. A London Bridge Company PLC apresentou em 1998 um prejuízo líquido (ou seja, um lucro líquido negativo) de £12.152 em relação a ven¬ das de £147.946 (ambos em milhares de li¬ bras). Qual foi a margem de lucro da empre¬ sa? O fato de que esses números estão em moeda estrangeira faz alguma diferença? Por quê? Em milhares de dólares, as vendas foram de $1.159.305. Qual foi o lucro líquido em dólares? A seguir são fornecidas algumas demonstra¬ ções financeiras recentes da Smolira Enter¬ prises. Utilize essa informação nos problemas 28 a 30. SMOLIRA ENTERPRISES Demonstração de Resultado em 1998 Vendas $14.500 Custo da mercadoria vendida 4.700 Depreciação 920 LAJIR $8.880 Juros pagos 1.070 Lucro tributável $7.810 Impostos (34%) 2.655 Lucro líquido $5.155 Dividendos $1.430 Adição a lucros retidos 3.725 103 Smolira Enterprises Balanço em 1997 e 1998 UTILIZAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ativo Ativo circulante Caixa $390 $219 Contas a receber 1.527 2.010 Estoque 3.805 3.692 Total $5.722 $5.921 Ativo permanente Instalações e equipamentos (líquidos) 12.156 13.224 Total $17.878 $19.145 Passivo Passivo circulante Contas a pagar $1.525 $1.425 Títulos a pagar 520 602 Outros 181 536 Total $2.226 $2.563 Dívidas a longo prazo 3.500 3.000 Patrimônio líquido Capital social 4.000 4.000 Reservas 7.000 7.000 Lucros retidos 1.152 2.582 Total $12.152 $13.582 Total $17.878 $19.145 28. Cálculo de Índices Financeiros. Calcule os seguintes índices financeiros para a Smolira Enterprises: Índices de solvência a curto prazo Índice de liquidez corrente ___________________ Índice de liquidez seca _______________________ Índice de caixa ____________________________ Índices de solvência a longo prazo Índice de endividamento geral _______________ Quociente capital de terceiros/capital próprio ____________________ Índice de cobertura de juros _________________ Índice de cobertura de caixa _________________ Índices de gestão de ativos Giro do ativo total _________________________ Giro do estoque ___________________________ Giro de contas a receber ___________________ Índices de rentabilidade Margem de lucro __________________________ Retorno do ativo __________________________ Retorno do capital próprio __________________ 29. Identidade Du Pont. Desenvolva a iden¬ tidade Du Pont para a Smolira Enterprises 30. Índices de Valor de Mercado. A Smolira Enterprises possui 1.000 ações ordinárias, e o preço da ação ao final de 1998 era $73,00. Qual é o índice preço/lucro? Qual é o dividen¬ do por ação? Qual é o índice preço/valor patri¬ monial? 31. Crescimento Sustentável. Com base nas informações a seguir, calcule a taxa de cresci¬ mento sustentável. Margem de lucro = 7,5% Giro do ativo total = 1,25 Índice de endividamento geral = 0,70 Índice de distribuição de dividendos = 50% Calcule o ROA. 32. Crescimento Sustentável e Financia¬ mento Externo. Você coletou as seguintes informações sobre a Sandy's Lasagna Shoppe, Inc.: Vendas = $175.000 Lucro líquido = $35.000 Dividendos = $24.500 Endividamento total = $40.000 Patrimônio líquido = $60.000 Qual é a taxa de crescimento sustentável da Sandy's Lasagna Shoppe, Inc.? Se a empresa crescer a essa taxa, quanto precisará tomar de novos empréstimos no ano a seguir, supondo que manterá constante o quociente capital de terceiros/capital próprio? Que taxa de cresci¬ mento será capaz de sustentar se não obtiver nenhum financiamento externo?

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