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2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO O Capital Circulante Líquido ou Capital de Giro Líquido representa a folga financeira de curto prazo da empresa O Capital Circulante Líquido pode ser calculado de duas formas CCL ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CCL como aplicação de recursos OU CCL PATRIMÔMIO LÍQUIDO PASSIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE CCL como fonte de recursos 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Ativo circulante 150000 Passivo circulante 130000 Passivo não circulante 80000 Ativo não circulante 170000 Patrimônio líquido 110000 CCL COMO APLICAÇÃO DE RECURSOS CCL ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CCL 150000 130000 20000 CCL COMO FONTE DE RECURSOS CCL PATRIMÔMIO LÍQUIDO PASSIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE CCL 110000 80000 170000 20000 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO CCL0 LC1 CCL0 LC1 CCL0 LC1 PASSIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO ATIVO CIRCULANTE ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO CIRCULANTE DILEMA RISCO X RETORNO O objetivo da gestão do capital de giro é atingir um balanço entre o risco e a rentabilidade o que contribui para gerar valor para a empresa Gitman e Zutter 2012 O Capital Circulante Líquido CCL pode assumir valores positivos nulos ou negativos 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Capital de Giro Capital Circulante representa os recursos aplicados em Ativos Circulantes que se transformam constantemente dentro do Ciclo Operacional da empresa A administração do Capital de Giro envolve decisões sobre a compra e venda realizadas pela empresa assim como outras atividades operacionais e financeiras CAPITAL DE GIRO ATIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRCULANTE Os três principais elementos que formam o Capital de Giro são o disponível caixa e aplicações financeiras de alta liquidez recebíveis de curto prazo duplicatas a receber e estoques O capital de giro pode então ser expresso da seguinte forma CAPITAL DE GIRO DISPONÍVEL DUPLICATAS A RECEBER ESTOQUES 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Recursos aplicados no ativo circulante Disponível Estoque Produção Estoque de produtos acabados Vendas a vista Vendas a prazo Duplicatas a receber FLUXO DO CAPITAL DE GIRO 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Fonte Assaf e Silva 2011 p10 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Cada vez que ocorre o ciclo operacional os recursos investidos retornam ao disponível O total de recursos depende dos dispêndios necessários do lucro auferido e dos dispêndios não desembolsáveis amortização e depreciação Ex Hoji 2009 Valor inicial de 200 caixa transformase em estoques Na sequência agregase mais 60 decorrentes de gastos no processo de fabricação A seguir somase mais 40 relacionados a gastos de venda e distribuição Por fim somase 50 referentes ao lucro pretendido Desta forma o valor inicial de 200 transformase em 350 ao final do ciclo operacional Porém a diferença entre os valores não é o lucro ou excesso de caixa pois devem ser pagos os respectivos dispêndios relativos aos gastos de fabricação e de venda e distribuição 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO DISPONÍVEL ESTOQUE DE MATÉRIASPRIMAS ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS DUPLICATAS A RECEBER 1 2 3 4 200 200 60 260 60 custos de fabricação 260 40 50 350 40 despesas de comercialização 50 lucro 350 350 60 40 50 200 60 custos de fabricação a pagar 40 despesas a pagar 50 lucro 200 matérias primas 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO As receitas geradas após o investimento inicial em capital de giro ou capital circulante poderão ser utilizadas para financiar as operações criando um equilíbrio Quando o volume de atividade da empresa está estabilizado não são necessários novos aportes em capital de giro Por outro lado qualquer aumento do volume de atividade acarreta aumento no capital de giro De forma simplificada a necessidade de capital de giro depende de Volume de produçãovendas Ciclo de produção Política de estoques Prazos concedidos a clientes Prazos obtidos de fornecedores Volume de empréstimos recebidos Caixa mínimo Notase que a necessidade de capital de giro ocorre em função do desequilíbrio temporal entre os pagamentos e recebimentos de valores 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Compra de estoque Venda do produto Recebimento das vendas Pagamento a fornecedores Prazo de pagamento Prazo dos estoques Prazo de recebimento CICLO OPERACIONAL CICLO DE CAIXA CICLO FINANCEIRO Ciclo Operacional CO é o período que decorre entre a compra de matériaprima ou mercadorias e o recebimento das vendas Ciclo de Caixa CC ou Ciclo Financeiro CF referese a defasagem de tempo entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento das vendas 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO CO PRODR PROE PRODR Prazo de rotação das duplicatas a receber PROE Prazo de rotação dos estoques CC CO PRODP CC Ciclo de Caixa Ciclo Financeiro CF A defasagem entre os pagamentos e recebimentos pode ser coberta por empréstimos desconto de duplicatas ou por uma reserva de liquidez caixa e equivalentes A defasagem pode ser diminuída alterandose os prazos de estoques contas a receber e pagamentos a fornecedores 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Fonte Brealey Myers e Allen 2018 p 748 Fonte Berk Demarzo e Harford 2010 p 603 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro de algumas empresas de informática e produtos eletrônicos EUA Fonte Ross et al 2015 p 941 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Os prazos operacionais e as respectivas rotações podem ser obtidas a partir das seguintes fórmulas FÓRMULAS SIGNIFICADO PRODR Prazo de rotação das duplicatas a receber Prazo médio em dias que demora para a empresa receber as vendas RODR Rotação das duplicatas a receber Número de vezes rotação ou giro que as duplicatas a receber se renovaram ao longo do ano PROE Prazo de rotação dos estoques Prazo médio em dias demandado para a venda dos estoques ROE Rotação dos estoques Número de vezes rotação ou giro que os estoques se renovaram ao longo do ano PRODP Prazo de rotação dos fornecedores Prazo médio em dias que a empresa leva para pagar seus fornecedores RODP Rotação dos fornecedores Número de vezes rotação ou giro que os fornecedores duplicatas a pagar se renovaram ao longo do ano 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO A Necessidade de Capital de Giro NCG é determinada pela diferença entre os valores investidos no Ativo Circulante Operacional ACO Cíclico e o financiamento proveniente do Passivo Circulante Operacional PCO Cíclico NCG ACO PCO As principais contas com Ativo Circulante Operacional ACO Cíclico são as duplicatas a receber e os estoques enquanto que o Passivo Circulante Operacional PCO Cíclico é composto basicamente pelas duplicatas ou contas a pagar assim a Necessidade de Capital de Giro pode ser calculada pela seguinte equação NCG DR E DP 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO NCG 0 ACOPCO A Necessidade de Capital de Giro NCG pode assumir valores positivos nulos ou negativos ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar NCG 0 ACOPCO ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar NCG 0 ACOPCO ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO LEITURAS RECOMENDADAS ASSAF A N Finanças corporativas e valor 7ª ed São Paulo Atlas 2014 Capítulo 26 Capital de giro p 608614 629634 ASSAF A N SILVA C A T Administração do capital de giro 4ª ed São Paulo Grupo Gen 2011 Capítulo 1 Introdução à administração do capital de giro p 120 Capítulo 3 Análise e dimensionamento dos investimentos em capital de giro p 6587 BERK J DEMARZO P HARFORD J Fundamentos de finanças empresariais Porto Alegre Grupo A 2010 Capítulo 18 Gerenciamento do capital de giro p 598604 GITMAN L J Princípios de administração financeira 12ª ed São Paulo Pearson Prentice Hall 2010 Capítulo 14 Capital de giro e administração do ativo circulante p 545552 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO LEITURAS RECOMENDADAS HOJI M Administração financeira e orçamentária matemática financeira aplicada estratégias financeiras orçamento empresarial 8ª ed São Paulo Atlas 2009 Capítulo 6 Administração do capital de giro p 107119 MAYO H B Finanças básicas São Paulo Cengage Learning Brasil 2012 Capítulo 25 Administração de ativos correntes p 395401 ROSS S A WESTERFIELD R W JAFFE J LAMB R Administração financeira 10ª ed Porto Alegre Bookman 2015 Capítulo 27 Planejamento e finanças de curto prazo p 929 943

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LÍQUIDO ATIVO CIRCULANTE ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO CIRCULANTE DILEMA RISCO X RETORNO O objetivo da gestão do capital de giro é atingir um balanço entre o risco e a rentabilidade o que contribui para gerar valor para a empresa Gitman e Zutter 2012 O Capital Circulante Líquido CCL pode assumir valores positivos nulos ou negativos 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Capital de Giro Capital Circulante representa os recursos aplicados em Ativos Circulantes que se transformam constantemente dentro do Ciclo Operacional da empresa A administração do Capital de Giro envolve decisões sobre a compra e venda realizadas pela empresa assim como outras atividades operacionais e financeiras CAPITAL DE GIRO ATIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRCULANTE Os três principais elementos que formam o Capital de Giro são o disponível caixa e aplicações financeiras de alta liquidez recebíveis de curto prazo duplicatas a receber e estoques O capital de giro pode então ser expresso da seguinte forma CAPITAL DE GIRO DISPONÍVEL DUPLICATAS A RECEBER ESTOQUES 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Recursos aplicados no ativo circulante Disponível Estoque Produção Estoque de produtos acabados Vendas a vista Vendas a prazo Duplicatas a receber FLUXO DO CAPITAL DE GIRO 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Fonte Assaf e Silva 2011 p10 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Cada vez que ocorre o ciclo operacional os recursos investidos retornam ao disponível O total de recursos depende dos dispêndios necessários do lucro auferido e dos dispêndios não desembolsáveis amortização e depreciação Ex Hoji 2009 Valor inicial de 200 caixa transformase em estoques Na sequência agregase mais 60 decorrentes de gastos no processo de fabricação A seguir somase mais 40 relacionados a gastos de venda e distribuição Por fim somase 50 referentes ao lucro pretendido Desta forma o valor inicial de 200 transformase em 350 ao final do ciclo operacional Porém a diferença entre os valores não é o lucro ou excesso de caixa pois devem ser pagos os respectivos dispêndios relativos aos gastos de fabricação e de venda e distribuição 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO DISPONÍVEL ESTOQUE DE MATÉRIASPRIMAS ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS DUPLICATAS A RECEBER 1 2 3 4 200 200 60 260 60 custos de fabricação 260 40 50 350 40 despesas de comercialização 50 lucro 350 350 60 40 50 200 60 custos de fabricação a pagar 40 despesas a pagar 50 lucro 200 matérias primas 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO As receitas geradas após o investimento inicial em capital de giro ou capital circulante poderão ser utilizadas para financiar as operações criando um equilíbrio Quando o volume de atividade da empresa está estabilizado não são necessários novos aportes em capital de giro Por outro lado qualquer aumento do volume de atividade acarreta aumento no capital de giro De forma simplificada a necessidade de capital de giro depende de Volume de produçãovendas Ciclo de produção Política de estoques Prazos concedidos a clientes Prazos obtidos de fornecedores Volume de empréstimos recebidos Caixa mínimo Notase que a necessidade de capital de giro ocorre em função do desequilíbrio temporal entre os pagamentos e recebimentos de valores 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Compra de estoque Venda do produto Recebimento das vendas Pagamento a fornecedores Prazo de pagamento Prazo dos estoques Prazo de recebimento CICLO OPERACIONAL CICLO DE CAIXA CICLO FINANCEIRO Ciclo Operacional CO é o período que decorre entre a compra de matériaprima ou mercadorias e o recebimento das vendas Ciclo de Caixa CC ou Ciclo Financeiro CF referese a defasagem de tempo entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento das vendas 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO CO PRODR PROE PRODR Prazo de rotação das duplicatas a receber PROE Prazo de rotação dos estoques CC CO PRODP CC Ciclo de Caixa Ciclo Financeiro CF A defasagem entre os pagamentos e recebimentos pode ser coberta por empréstimos desconto de duplicatas ou por uma reserva de liquidez caixa e equivalentes A defasagem pode ser diminuída alterandose os prazos de estoques contas a receber e pagamentos a fornecedores 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Fonte Brealey Myers e Allen 2018 p 748 Fonte Berk Demarzo e Harford 2010 p 603 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro de algumas empresas de informática e produtos eletrônicos EUA Fonte Ross et al 2015 p 941 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Os prazos operacionais e as respectivas rotações podem ser obtidas a partir das seguintes fórmulas FÓRMULAS SIGNIFICADO PRODR Prazo de rotação das duplicatas a receber Prazo médio em dias que demora para a empresa receber as vendas RODR Rotação das duplicatas a receber Número de vezes rotação ou giro que as duplicatas a receber se renovaram ao longo do ano PROE Prazo de rotação dos estoques Prazo médio em dias demandado para a venda dos estoques ROE Rotação dos estoques Número 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nulos ou negativos ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar NCG 0 ACOPCO ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar NCG 0 ACOPCO ATIVO CIRCULANTE Duplicatas a receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a pagar 2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO LEITURAS RECOMENDADAS ASSAF A N Finanças corporativas e valor 7ª ed São Paulo Atlas 2014 Capítulo 26 Capital de giro p 608614 629634 ASSAF A N SILVA C A T Administração do capital de giro 4ª ed São Paulo Grupo Gen 2011 Capítulo 1 Introdução à administração do capital de giro p 120 Capítulo 3 Análise e dimensionamento dos investimentos em capital de giro p 6587 BERK J DEMARZO P HARFORD J Fundamentos de finanças empresariais Porto Alegre Grupo A 2010 Capítulo 18 Gerenciamento do capital de giro p 598604 GITMAN L J Princípios de administração financeira 12ª ed São Paulo Pearson Prentice Hall 2010 Capítulo 14 Capital de giro e administração do ativo circulante 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