77
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
39
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
5
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
11
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
10
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
26
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
33
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
Texto de pré-visualização
Comportamento das importações brasileiras de 2000 a 2008 uma análise a partir da decomposição estrutural e insumoproduto Patieene Alves Passoni Doutoranda em Economia IEUFRJ patieenepassonippgeieufrjbr Área 6 Crescimento Desenvolvimento Econômico e Instituições Resumo Esse estudo busca analisar como o crescimento da economia brasileira de 2000 a 2008 afetou o comportamento das importações Desde meados da década de 2000 o Brasil obteve maiores taxas de crescimento do que na década anterior estimulado por diversos fatores internos e externos Contudo a flexibilidade da oferta para atender a expansão da absorção interna dos diversos componentes de demanda seja esta intermediária ou final se deveu às importações Para entender esse processo foi realizada a decomposição estrutural das importações brasileiras a partir dos dados da Matriz Insumo Produto A variação das importações totais é desagregada pelo i uso bens finais e intermediários ii componentes da demanda agregada e iii fonte de mudança padrão de comércio demanda final e mudança tecnológica Pelos resultados observouse que as importações são bastante sensíveis ao crescimento sendo induzidas pela demanda agregada e produção nacional De acordo com a fonte de mudança o crescimento das importações esteve relacionado em ordem de importância ao aumento da demanda mudança do padrão de comércio penetração de importações e mudança tecnológica Em relação ao uso a maior parte da contribuição foi da demanda intermediária Dentre os componentes da demanda entre 2000 e 2008 a formação bruta de capital fixo foi o principal responsável por esse aumento seguido pelo consumo das famílias e exportações Palavraschave Decomposição estrutural Importações Crescimento do Brasil Matriz Insumo Produto Abstract This study aims to analyze how Brazilian economic growth between 2000 and 2008 affected imports Since mid2000 Brazil had a higher growth in comparison with the previous decade promoted by several factors internal and external Although the supply flexibility to this domestic absorption expansion whether intermediate or final was largely provided by imports To understand this process it was done the Brazilian imports structural decomposition using the data from InputOuput tables The variation of total imports was desegregated by i use final and intermediate goods ii aggregate demand components and iii source of change trade pattern final demand and technological change The results revealed that imports are very sensitive to growth induced by aggregate demand and domestic production According to the source of change the growth in imports was related in order of importance to increased demand change the pattern of trade import penetration and technological change By use most of the contribution was attributed to intermediate demand Among the components of demand gross fixed capital formation was mainly responsible for this increase followed by consumption and exports Keywords Structural decomposition Imports Brazils growth Inputoutput tables Classificação JEL C67 O40 1 Comportamento das importações brasileiras de 2000 a 2008 uma análise a partir da decomposição estrutural e insumoproduto1 1 Introdução Desde meados da década de 2000 o Brasil obteve expressivas taxas de crescimento se comparado à década anterior Em parte esse crescimento esteve associado aos elementos domésticos como expansão do crédito ao consumo elevação do salário mínimo e mesmo com uma retomada moderada da política fiscal BASTOS LARA RODRIGUES 2015 Além disso a economia beneficiou de uma série de fatores como a redução da vulnerabilidade externa aumento da liquidez internacional e a baixa taxa de juros dos EUA elevação dos preços das commodities e aumento das exportações pela demanda da China MEDEIROS 2015 Esse ciclo de crescimento dos anos 2000 foi impulsionado pelas exportações de commodities e seus investimentos induzidos pelo consumo privado ampliado pelo crédito e pela melhor distribuição de renda bem como por recuperação do gasto autônomo do governo incluindo se modesta expansão do investimento público em infraestrutura Estas três fontes de crescimento as exportações o consumo privado e o gasto público impulsionaram a taxa de investimento da economia e o emprego formal para níveis há muito não vistos no país MEDEIROS 2015 p 6263 Entretanto como argumenta Medeiros 2015 a flexibilidade existente para atender a expansão da absorção interna dos diversos componentes de demanda seja intermediária ou final foi em grande parte a partir das importações gerando um vazamento de demanda para o exterior Evidências empíricas apresentadas em Carneiro 2010 apud Medeiros 2015 demonstram que os coeficientes de importação aumentaram tanto em bens de capital bens intermediários e bens de consumo As importações realizadas têm repercussões sobre a produção nacional Além de serem deduzidas diretamente da demanda na contabilidade têm efeitos indiretos sobre o produto nacional Hirschman 1958 a partir da sua teoria do crescimento desbalanceado ou desequilibrado identifica a importância de encadeamentos criados pela demanda de bens sobre a produção nacional e os investimentos realizados Tais encadeamentos são de dois tipos um relacionado à demanda e outro à oferta backward linkage encadeamento a montante ou para trás que refere aos processos que ocorrem para trás de determinada atividade produtiva pela demanda criada a compra de insumos necessários para a produção e foward linkages a jusante ou para frente são aqueles que a indústria chave tem a capacidade de criar para frente dada sua produção para o fornecimento de inputs para outras indústrias HIRSCHMAN 1958 Assim quando se importa mais insumos ou bens finais menores serão esses encadeamentos para a economia nacional Nesse contexto esse estudo tem como objetivo analisar como o crescimento da economia brasileira e seus efeitos para a produção nacional de 2000 a 2008 afetou o comportamento das importações Para isso será utilizado o método da decomposição estrutural aplicado às importações brasileiras considerando o período total de 2000 a 2008 e dois subperíodos 2000 a 2003 e 2004 a 2008 para verificar se houve diferenças ao longo do período mais geral A variação das importações será decomposta a partir do valor bruto da produção e da estrutura produtiva brasileira Tal decomposição desagrega a variação das importações totais da economia por destino de uso bens finais e intermediários entre os componentes da demanda agregada e a fonte de mudança desses efeitos padrão de comércio demanda final e mudança tecnológica Para fazer tal decomposição são utilizados os dados das Matrizes InsumoProduto 1 A autora agrade os comentários de Julio Castro Alves pelos comentários realizados em uma versão preliminar Erros omissos são de total responsabilidade da autora 2 brasileiras divulgada pelo IBGE para os anos de 2000 e 2005 e as demais atualizadas por Neves 2013 Este estudo além dessa introdução possui quatro seções Na seção 2 é realizado um breve panorama do crescimento do PIB e da estrutura das importações da economia brasileira fazendo um breve panorama da conjuntura do período A seguinte apresenta os aspectos metodológicos da abordagem da decomposição estrutural e dos dados utilizados nessa análise A partir de tais dados Em seguida são apresentados os resultados das decomposições Por fim serão apresentados alguns comentários finais 2 Panorama da economia brasileira2 21 Determinantes das importações Medeiros e Serrano 2001 argumentam que acordo com a visão estruturalista Prebish 1949 as importações em geral são induzidas pelo nível de renda e produção de certo país Historicamente no caso das economias latinoamericanas essa dependência é ainda mais aguçada analisando e foi objeto de várias políticas de industrialização para na segunda metade do século XX com o objetivo de redução dessa dependência via substituição de importações Baseado nessa visão é factível supor que o crescimento das importações esteve relacionado ao crescimento da renda no período Mas alguns autores sugerem que o crescimento das importações esteve associado ao processo de valorização da moeda brasileira em especial nos novodesenvolvimentistas a citar BresserPereira 2016 Contudo ao analisar os determinantes das importações brasileiras estes parecem ser mais sensíveis à absorção interna do que às variações de câmbio como demonstram os estudos de Ribeiro 2006 Skiendziel 2008 e Minella e SouzaSobrinho 2011 Na estimação das elasticidaderenda e elasticidadepreço das importações em função da taxa de câmbio real Skiendziel 2008 mostra que no longo prazo as importações respondem mais às variações no nível de produção interna do que no câmbio com exceção dos bens de consumo duráveis Hamilton et al 2015 busca compreender quais são as razões pelas quais as importações brasileiras apresentam baixa elasticidadecâmbio através de uma análise desagregada por categoria de uso A elasticidadecâmbio total é baixa especialmente devido aos grupos de bens intermediários combustíveis lubrificantes transportes royalties e aluguel de equipamentos somam dois terços do total Por uma ótica estruturalista isso decorre da estrutura brasileira e da incapacidade de substituir bens importados por nacionais 22 Importações no período de 2000 a 2008 A taxa média de crescimento da economia brasileira3 no período de 2000 a 2008 é de 316 Entre 2000 e 2003 a economia cresceu a média geométrica de 144 enquanto de 2004 a 2008 o crescimento foi de 442 Gráfico 1 Analisando a estrutura das importações brasileiras pelo tipo de uso cerca de 23 corresponde a bens intermediários como visto no Gráfico 2 Das importações totais a média no período de 2000 a 2008 para os bens intermediários chega a 7065 sendo o restante de bens finais A média de 2004 a 2008 é 7176 levemente superior em 25pp a correspondente ao período de 2000 a 2003 Como é visto na Tabela 1 dentre as importações totais intermediária mais final separando pela fonte de demanda a maior parte é para atender as necessidades do consumo das famílias cerca de 50 sendo seguida pela FBCF 28 exportações 15 e apenas uma pequena parte como era razoável esperar do governo 6 2 Os dados apresentados nessa seção são baseados em Neves 2013 e IBGE 2008 O detalhamento dos aspectos metodológicos desses dados e do período temporal escolhido está descrito na seção de metodologia 3 Para manter a consistência ao longo do trabalho foram utilizados os dados das Contas NacionaisReferência 2000 3 A estrutura dessa distribuição entre os componentes se modifica pouco entre os anos para os gastos do governo sendo a média de 20002003 muito próxima a de 20042008 Enquanto o consumo reduziu sua participação entre a média do primeiro período cerca de 2pp ao segundo a FBCF e as exportações cresceram ambos 15pp entre os dois intervalos Gráfico 1 Taxa de crescimento do PIB de 2001 a 2008 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Gráfico 2 Média das proporções das importações intermediárias e finais no total das importações de 2000 a 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Tabela 1 Proporção das importações dos componentes da demanda agregada nas importações intemediárias finais e totais de 2000 a 2008 e subperíodos Média Consumo FBCF Governo Exportações Estoques Total 20002003 4923 2836 600 1545 096 20042008 4729 3006 596 1700 032 20002008 4815 2931 598 1631 025 Intermediária 20002003 4805 2080 835 2163 117 20042008 4429 2299 777 2337 158 20002008 4596 2201 803 2259 140 Final 20002003 5189 4547 075 133 055 20042008 5520 4816 139 114 061 20002008 5373 4696 110 109 289 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Em relação às importações intermediárias a maior parte é para a produção de bens e serviços destinados para consumo das famílias 46 sendo seguida das realizadas para atender as exportações 226 e a FBCF 22 entre 20002008 A proporção de importações intermediárias 144 311 124 561 296 368 582 477 144 343 316 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 crescimento aa Média 20002003 Média 20042008 Média 20012008 6926 7176 7065 3074 2824 2935 2 0 0 0 2 00 3 2 0 0 4 2 00 8 2 0 0 0 2 00 8 Intermediária Total 4 necessárias para o período de 20042008 reduziuse em relação a 20002003 no caso do consumo e gastos do governo e aumentou para a FBCF e exportações Nas importações finais a maior parte atende o consumo e a FBCF médias de 5373 e 4696 respectivamente Comparando a média de 20002003 e 20042008 o consumo e a FBCF aumentaram suas participações nas importações finais saindo aproximadamente de 52 e 455 para 55 e 48 respectivamente Verificando a taxa de crescimento das importações Gráfico 3 o período de 20002003 é marcado por quedas nas importações dos bens finais que em geral está associada ao nível de renda da economia Logo o baixo crescimento durante esse período fez com que as importações caíssem 411 Gráfico 3 Taxa de crescimento das importações intermediárias finais e totais de 2000 a 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 20002008 as importações intermediárias tiveram aumento nesse período de 290 Para o total das importações o crescimento destas importações supera a queda para as destinadas a bens finais tendo média de crescimento de 074 Durante 2004 a 2008 as importações intermediárias e finais cresceram mas a primeira cresceu quase 35 vezes que a segunda Em relação às importações totais entre 2000 e 2008 estas cresceram em média 42 impulsionada principalmente pelo aumento da demanda intermediária Analisando o comportamento das taxas de crescimento separadas por componente da demanda no Gráfico 4 é notório que a queda das importações finais da economia no agregado de 2000 a 2003 foi em decorrência das exportações 17454 e 522 e do consumo As importações intermediárias referentes às exportações foram as que mais cresceram nesse período 1106 É comum aos componentes o crescimento das importações finais e intermediárias entre 20042008 O componente que teve a taxa de crescimento das importações intermediárias foi a FBCF 1347 enquanto os gastos do governo tiveram a menor taxa 314 Nas importações finais os gastos do governo cresceram sua demanda importada em 8105 sendo seguido pela FBCF 68 governo 345 Na média entre 2000 e 2008 as exportações tiveram o maior crescimento nas importações totais 696 sendo seguida pela FBCF 632 governo 465 e consumo 321 Em termos de contribuição entretanto devese ponderar tal crescimento pela proporção das importações de cada componente no total delas 4 Observando os dados desagregados para ambos os anos a importação final relativa para exportações teve um valor mais alto em 2000 e também em 2001 do que a média observada nos outros anos da série em decorrência especialmente do setor de Outros equipamentos de transporte elevando a taxa de crescimento 5 Entretanto esse valor contribuiu muito pouco para o crescimento das importações finais uma vez que não há muitos bens importados pelo governo e como tais valores são pequenos quaisquer aumentos representam grandes taxas de crescimento A média da proporção dos bens finais importados pelo governo em relação ao total das importações finais é por volta de 1 de 2000 a 2008 290 411 074 728 214 580 538 141 420 INTER M EDIÁR IA FINAL TOTAL 20002003 20042008 20002008 5 Gráfico 4 Taxa de crescimento das importações intermediárias finais e totais para o consumo FBCF Exportações e Governo entre 2000 e 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 3 Metodologia 31 Decomposição Estrutural A técnica da decomposição estrutural é utilizada para desagregar a mudança de algum aspecto da economia nas contribuições realizadas por vários componentes desagregando uma identidade em vários componentes The analysis of economic change by means of set of comparative static changes in key parameters in an inputoutput table ROSE CHEN 1991 apud ROSE CASTLER 1996 p 34 O enfoque desse trabalho será na decomposição importações Pelo modelo de insumo produto6 estas são definidas em 1 sendo separadas em demanda intermediária e final de acordo com seu uso Logo 𝐦 𝐀𝐦𝐱 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝛄𝐟 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 1 em que 𝐦 vetor de importações totais 𝑛 1 𝐀𝐦 matriz de coeficientes técnicos importados 𝑛 𝑛 𝐱 valor bruto de produção 𝑛 1 𝛄 é a proporção de bens finais importados 𝑛 1 𝛍 é seu complementar ou seja proporção de bens finais nacionais 𝐟 vetor de demanda final 𝑛 1 em 6 No modelo insumoproduto as importações rivalizam com a produção dos bens nacionais sendo estas competitivas ROSE e CASTLER 1996 Segundo essa hipótese é possível em um extremo importar todos os bens consumidos nacionalmente e no outro produzir todos os bens importados em maior ou menor nível a depender das condições produtivas de substitutibilidade entre os bens É necessário fazer uma ressalva para o caso brasileiro pois nem todos os bens possuem substitutos perfeitos para os importados devido a questões estruturais da produção havendo um grau de substituição entre eles HAMILTON et al 2015 197 522 038 582 551 571 360 245 321 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L CONSUMO 075 265 088 1347 680 1030 769 474 632 Intermediária Final Total FBCF 1106 1745 1019 428 051 422 734 622 696 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L EXPORTAÇÕES 127 894 269 314 810 345 380 1064 465 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L GOVERNO 6 que 𝑛 é o número de atividades Por convenção as matrizes são denotadas por letras maiúsculas e os vetores por letras minúsculas A demanda intermediária por importações 𝐀𝐦𝐱 é uma função dos coeficientes técnicos importados associados à produção nacional sob a hipótese do modelo insumoproduto As importações referentes à demanda final 𝛄𝐟 dependem proporção dos bens finais importados 𝛄 em relação à demanda final total 𝐟 Seja U uma matriz 𝑛 𝑛 contendo o consumo intermediário total da economia nacional 𝐔𝐧 mais importado 𝐔𝐦 A matriz de coeficientes técnicos totais de uma economia considerando os insumos nacionais e importados por setor de atividade 𝐀 é definida como 𝐀 𝐔𝐱𝟏 2 Considerando que a matriz de coeficientes totais necessários pela produção é formada pelas matrizes de coeficientes técnicos nacionais 𝐀𝐧 e importadas 𝐀𝐦 𝐀 𝐀𝐧 𝐀𝐦 3 Analogamente a 𝐀 as matrizes 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 podem ser definidas como 𝐀𝐧 𝐔𝐧𝐱𝟏 4 𝐀𝐦 𝐔𝐦𝐱𝟏 5 Uma vez que as duas matrizes 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 são complementares e formadas a partir de 𝐀 é possível reescrever as duas em função desta última Definindose como o produto de Hadamard em que é realizada a multiplicação elemento a elemento 𝛀 como uma matriz 𝑛 𝑛 de proporção de bens intermediários importados de dimensão e 𝟏 𝟏𝐧𝐧 como uma matriz formada por elementos iguais a 1 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 podem ser finalmente definidas como 𝐀𝐦 𝛀 𝐀 6 𝐀𝐧 𝟏 𝛀 𝐀 7 Substituindo 6 em 1 reescrevese 1 como se segue 𝐦 𝛀 𝐀𝐱 𝛄𝐟 8 O valor bruto da produção 𝐱 é definido eq 9 através do modelo insumo produto via matriz inversa de Leontief 𝐙 𝐈 𝐀𝐧𝟏 Tal relação estabelece as quantidades de insumos necessários direta e indiretamente para a produção doméstica que atenderá a demanda final por bens nacionais 𝛍𝐟 com 𝛍 sendo a proporção de bens finais nacionais e complementar de 𝛄 Logo 𝐱 𝐈 𝐀𝐧𝟏𝛍𝐟 9 𝐱 𝐙𝛍𝐟 10 Pelas relações estabelecidas em 6 e 10 o total de importações é reescrito como 𝐦 𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟 𝛄𝐟 11 A variação do valor das importações 𝚫𝐦 em dois períodos o inicial 0 𝐦𝟎 e o final 1 𝐦𝟏 é a soma das variações das importações intermediárias e finais como 𝐦𝟏 𝐦𝟎 𝚫𝐦 𝚫𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟 𝚫𝛄𝐟 12 311 Adaptação à análise empírica O vetor de demanda final total é definido a partir de matriz 𝐅 que contém todos os vetores dos componentes da demanda final 𝐜 consumo das famílias e gastos das instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias 𝐤 formação bruta de capital fixo 𝐠 consumo do governo gastos da administração pública 𝐞 exportações e 𝐬 variação de estoques 𝐟 𝐅 𝐢 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 𝐬 13 Sendo as importações finais 𝐦𝐟 desagregadas nos componentes da demanda final temse 7 𝐦𝐟 𝐅𝐦 𝐢 𝐦𝐜 𝐦𝐤 𝐦𝐠 𝐦𝐞 𝐦𝐬 14 em que 𝐅𝐦 é uma matriz 𝑛 𝑗 das importações finais separadas pelas categorias de gastos e 𝐦𝐣 é o vetor de importações de cada componente j em que 𝐣 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 𝐬 Como na matriz demanda final está inserido o componente de variação de estoques que a princípio não possui significado econômico utilizado apenas pela contabilidade nacional por questões de consistência e calculado através de resíduo adaptase a análise da decomposição considerando esse termo separadamente dos demais componentes da demanda agregada Assim definese 𝐟𝐝 e 𝐅𝐝 como o vetor e a matriz de demanda final e 𝐦𝐟𝐝 e 𝐅𝐦𝐟𝐝 o vetor e a matriz de importações finais excluídos os estoques tal como 𝐟𝐝 𝐅𝐝 𝐢 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 15 𝐦𝐟𝐝 𝐅𝐦𝐟𝐝 𝐢 𝐦𝐜 𝐦𝐤 𝐦𝐠 𝐦𝐞 16 É possível calcular analogamente as importações finais 𝐦𝐟𝐝e 𝐦𝐬 a partir de suas respectivas proporções dos bens importados na demanda final 𝛄𝐟𝐝 e 𝛄𝐬 𝐦𝐟𝐝 𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 17 𝐦𝐬 𝛄𝐬 𝐬 18 A variação das importações é expressa como a contribuição da variação da demanda final excluída a variação de estoques 𝚫𝐦𝐟𝐝 e a contribuição da variação de estoques 𝚫𝐦𝐬 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝐦𝐬 19 em que a partir de 12 temse 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟𝐝𝐟𝐝 𝚫𝛄𝐟𝐝𝐟𝐝 20 A decomposição dos termos acima é realizada a partir de Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 e está detalhada no Apêndice A 312 Decomposições das importações Após a realização da decomposição das importações é possível agrupar os termos de acordo com três aspectos principais7 i Fonte de mudança Desagregando a variação das importações pela fonte de mudança isto é no padrão de comércio 𝚫𝐦𝐩𝐜 tecnologia de produção 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 e de demanda 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 além da variação de estoques temse 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 𝚫𝐦𝐬 21 A mudança no padrão de comércio é derivada da mudança da matriz de insumos importados de bens intermediários 𝛀 e das proporções dos bens finais importados 𝛄𝐟𝐝 No caso de 𝛄𝐟𝐝 ele afeta diretamente a penetração via demanda final de importados mas tem também efeitos indiretos uma vez que essa mudança da demanda importada final afeta a produção nacional Caso bens nacionais sejam substituídos por bens importados serão necessários menos insumos para o processo produtivo Logo quanto maior a proporção dos bens importados intermediários ou finais menor será a necessidade de importar bens intermediários para fabricar bens nacionais pois esses seriam substituídos pelas importações8 Ao final se 𝚫𝐦𝐩𝐜 for positivo há indícios de penetração de importações e caso seja negativo há substituição das importações 7 Por clareza no texto as equações que definem as fontes de variação descritas a seguir estão contidas na Seção II do Apêndice A 8 Na equação que define esse processo Eq 53 do Apêndice isso é representado pelos termos negativos 8 Na variação tecnológica estão inclusas as variações da matriz de coeficientes nacionais A que indica que houve mudanças nas técnicas utilizadas na produção nacional Caso o termo seja positivo indica que as técnicas utilizadas na produção são mais intensivas em bens importados Pela variação da demanda estão inclusos os efeitos da mudança da demanda final 𝐟𝐝 tanto indiretamente pelo efeito induzido na produção de bens intermediários e diretamente pelo aumento da demanda de bens finais Os efeitos indiretos surgem pois ao aumentar a demanda são necessários mais bens intermediários importados mantida a estrutura de 𝛀 para o processo produtivo Quando 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 é positivo houve aumento na demanda por bens importados ii Uso das importações Pelo uso a decomposição é realizada entre bens intermediários 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 e finais 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 22 No caso dos bens intermediários as fontes de variação se referem à variação da matriz de coeficientes importados intermediários 𝛀 mudança nos coeficientes de bens importados finais 𝛄𝐟𝐝 e seu complementar 𝛍𝐟𝐝 mudança tecnológica 𝐀 A mudança da demanda de bens finais depende da demanda dos bens importados finais 𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 e os efeitos indiretos dessa mudança para a produção nacional iii Componentes da demanda A decomposição do total das importações é resultado da soma da variação em separado das variações importações totais dos componentes que compõe a matriz 𝐅𝐝 e estoques 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜 𝚫𝐦𝐤 𝚫𝐦𝐠 𝚫𝐦𝐞 𝚫𝐦𝐬 23 em que 𝚫𝐦𝐣 é a variações importações para um componente genérico j da demanda É possível ainda fazer combinações entre as decomposições apresentadas Estas favorecem o entendimento do processo da mudança das importações As realizadas serão Combinação entre componentes da demanda e fonte de uso das importações Combinação fonte de mudança e uso das importações Combinação entre fonte de mudança fonte de uso e demanda das importações Combinando entre a decomposição entre as categorias de demanda e fonte de uso das importações cada componente será dividido entre seu uso intermediário 𝚫𝐦𝐣𝐢𝐧𝐭 e final 𝚫𝐦𝐣𝐟𝐢𝐧 Assim temse 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐤𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐤𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐠𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐠𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐞𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐞𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 24 Na combinação entre a fonte de mudança e uso das importações na demanda intermediária as fontes de mudança estão associadas ao padrão de comércio 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 e demanda dos bens intermediários 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 pela variação da demanda dos bens finais e da mudança tecnológica 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 A demanda final está associada à mudança do padrão de comércio dos bens finais 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 bem como a própria variação desses bens 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 25 Por último podese ampliar a combinação anterior com os componentes da demanda A variação das importações será a soma da variação de cada componente desagregado 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 dadas por 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐤𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐠𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐞𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐬 26 9 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 27 32 Apresentação dos dados A matriz insumoproduto MIP para o Brasil é calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e é divulgada nos anos com finais 0 e 5 Para a década de 2000 existem as disponíveis para 2000 e 2005 Contas Nacionais referência 2000 As demais matrizes utilizadas nesse estudo para completar a série foram estimadas por Neves 2013 O processo de atualização das matrizes utilizou como referência a metodologia proposta por Grijó e Bêrni 2006 Tal metodologia consiste na utilização de informações estruturais presentes nas matrizes divulgadas oficialmente atualizadas com base nas TRU Tabelas de Recursos e Usos divulgadas anualmente em que estão disponíveis os valores do consumo intermediário e da demanda final no total de valores produzidos IBGE 2008a Assim foram obtidas as matrizes para a série de 2000 a 2009 a preços do ano corrente9 Para calcular as MIPs a preços do ano anterior foi utilizada a metodologia proposta por Dietzenbacher e Hoen 1998 baseado na aplicação do método RAS também conhecida como técnica de balanceamento de matrizes biproporcional NEVES 2013 Para fazer a análise temporal os dados utilizados foram deflacionados e dispostos a preços relativos de 2000 Nesse caso todos os valores estão dispostos a preços de 2000 mas incluem as mudanças ocorridas nos preços relativos entre os produtos ao longo dos anos Ao realizar tal procedimento os dados apresentados expressam além da variação de volume a variação de preços relativos REICH 2008 Tal técnica permite que haja aditividade entre os produtos ou seja a soma dos valores dos produtos considerando a mudança dos preços relativos corresponde o valor do PIB deflacionado Como nos dados das contas nacionais e das matrizes insumoproduto as informações são desagregadas a aditividade entre as parcelas é uma propriedade desejável e fundamental REICH 2008 HILLINGER 2002 Os dados das MIP estão ao nível de desagregação 55 atividades e 110 produtos É utilizada a utilizada a hipótese da tecnologia do setor em que a demanda por produto é alocada proporcionalmente ao marketshare das atividades Assim as matrizes e vetores foram pré multiplicados pela matriz de marketshare obtendo as informações no nível de desagregação das atividades Sobre esse procedimento ver Grijó e Bêrni 2006 e IBGE 2008 A análise da decomposição será realizada entre 2000 e 2008 Os dados estão disponíveis até 2009 mas optouse por realizar a análise até 2008 devido aos efeitos da crise econômica no Brasil único ano em que houve decréscimo do PIB na década de 2000 Dentro desse período serão analisados dois subperíodos 20002003 e 20042008 Apesar de um possível ponto de demarcação ser 2002 que seria o final do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e começo do governo Lula tal como fazem Neves 2013 e Squeff 2015 preferiuse utilizar o ano de 2003 devido às similaridades existentes no período bem para realizar uma divisão balanceada entre os anos Serrano e Summa 2015 listam alguns dos elementos comuns aos subperíodos propostos No primeiro período a inflação era alta e em geral acima da meta fixada pelo Banco Central mas a partir de 2004 houve um controle do nível de preços acompanhando a tendência mundial como demonstra Serrano 2013 Esse processo esteve associado com uma melhora das condições de financiamento externo que começa em 2003 e com a capacidade do governo fixar a taxa de juros de tal forma que foi possível controlar a tendência da taxa de câmbio nominal em 2004 se inicia uma tendência de valorização da moeda nacional frente ao dólar Outro aspecto importante são os preços das commodities que apesar de terem começado a crescer em 2003 intensificouse a partir do ano seguinte como demonstra Prado et al 2014 9 O IBGE ainda não divulgou a informação da Matriz InsumoProduto de 2010 até a submissão deste estudo Ela é fundamental para o processo de atualização das matrizes a partir dos dados das Tabelas de Recursos e Usos disponíveis atualmente até 2013 10 A partir de 2004 é possível ver melhoras no mercado de trabalho com redução nas taxas de desemprego ampliação do emprego formal e redução da informalidade além de ganhos no salário real mais evidentes a partir de 2006 Em relação à distribuição funcional de renda entre 2000 e 2003 houve uma queda na participação dos salários no PIB mas que começa a ter crescimentos a partir de 2004 Na seção seguinte são apresentados os resultados das decomposições das importações com base na metodologia descrita 4 Apresentação dos resultados Os valores das decomposições serão apresentados em termos de contribuição ao crescimento em pontos percentuais para a taxa de crescimento das importações nos três intervalos de períodos Para isso as variações absolutas foram divididas pelo valor inicial das importações totais Tipo de uso Analisando a evolução do tipo de uso das importações entre 2000 e 2008 presente na Tabela 2 as importações totais cresceram 4480 Este crescimento é em sua maior parte devido à variação daquelas para uso intermediário 38pp correspondente a 85 da contribuição Tabela 2 Contribuição ao crescimento das importações em por tipo de uso por fonte de uso de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Estoques Total 20002008 3805 1201 526 4480 20002003 978 487 190 301 20042008 2512 1003 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Na Tabela 3 consta a decomposição pela fonte de mudança desses bens A contribuição positiva ao crescimento dos bens intermediários se deve ao aumento da demanda final percebida no período mas o padrão de comércio 74pp e a mudança de técnica 57pp desempenharam papel importante nessa contribuição Tabela 3 Contribuição ao crescimento das importações em por fonte de uso e de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Est Total Pd Comércio Mud Tecnol Demanda Pd Comércio Demanda 20002008 740 574 2491 243 1444 526 4480 20002003 237 410 331 674 188 190 301 20042008 760 477 1274 314 689 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 2000 e 2003 entretanto houve aumento das importações dos bens intermediários 978pp enquanto os finais tiveram redução 487pp Nesse caso percebese que houve uma diferenciação no padrão das importações com maior demanda por bens intermediários importados para a atividade produtiva Foi a mudança de técnica que mais contribuiu para o aumento desses bens aumentando a dependência da nossa produção das compras externas Tabela 3 No período de 2004 a 2008 as importações cresceram no acumulado 3119 sendo grande parte para uso intermediário Essa contribuição positiva advém principalmente do aumento da demanda mas indica também penetração das importações e uso de técnicas mais intensivas em insumos importados Para as de uso final quase 70 da contribuição de 1003pp é pelo aumento da demanda A outra parte indica aumento da penetração de importações de bens finais Fontes de mudança As contribuições pela fonte de uso padrão de comércio mudança tecnológica e demanda final estão dispostas na Tabela 4 11 Tabela 4 Contribuição ao crescimento das importações em por fonte de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Períodos Pd comércio Mud Tecnol Demanda Total 20002008 497 574 3409 4480 20002003 438 410 329 301 20042008 1075 477 1567 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 2000 e 2008 houve penetração das importações indicadas pela contribuição positiva de aproximadamente 5pp do padrão de comércio para tal crescimento total 11 Pela Tabela 3 é possível ver que esse aumento da penetração é em decorrência da mudança nos bens intermediários importados 74pp que mais que compensa a substituição de importações ocorrida com os bens finais 24pp A demanda final entretanto foi o fator que mais contribuiu para o crescimento das importações 34pp sendo que em relação ao seu uso os bens intermediários contribuíram em 73 para esse aumento 2491pp A mudança da técnica utilizada na produção contribuiu positivamente porém sendo a mais modesta dentre os demais fatores 574pp Isto indica que houve uma mudança da técnica utilizada para produção mais dependentes das compras externas Entre 20002003 houve um pequeno aumento das importações totais 3 Dos elementos relevantes o único que apresentou contribuição negativa 434pp foi o padrão de comércio indicando que houve substituição das importações Combinando a decomposição pela fonte de uso percebese que houve substituição de importações para os bens finais vetor 𝛄 674pp porém houve um processo de penetração das importações pelos bens intermediários matriz 𝛀 24pp A mudança de técnica teve contribuição positiva para as importações 410pp havendo assim um aumento da necessidade de bens importados entre 2000 e 2003 A demanda final contribuiu para o aumento das importações no período 329pp considerando a variação de estoques O grande crescimento das importações no período de 2000 a 2008 se deve em especial ao crescimento ocorrido entre 20042008 Todos os elementos contribuíram para que as importações crescessem 3119 sendo que a metade desse aumento é atribuído à demanda final A mudança do padrão tecnológico foi positiva contribuindo para o aumento das importações em 477pp Houve mudança no padrão de comércio 1075pp com penetração das importações tanto para os bens intermediários quanto finais Pela fonte de uso percebese que cerca de 70 dessa contribuição é de bens intermediários e o restante de bens finais Componente da demanda A tabela 5 contém das contribuições ao crescimento das importações analisada pelos componentes da demanda Tabela 5 Contribuição ao crescimento das importações em pp por categoria da demanda de 2000 a 2008 e sub períodos Cons FBCF Gov Exp Est Tot 20002008 1653 1996 270 1087 526 4480 20002003 084 086 057 604 190 301 20042008 1437 1579 111 388 397 3119 Nota 1 ConsConsumo FBCFFormação bruta de capital fixo GovGastos do governo ExpExportações EstVariação de estoques TotTotal Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 De 2000 a 2008 o componente que mais contribuiu ao crescimento das importações foi a FBCF 1996pp equivalente a 45 sendo seguido pelo consumo das famílias 165pp 37 do total e exportações 109pp 24 Isso é um indício que a dependência de bens importados para realizar os investimentos no país é elevada 12 Na Tabela 6 observase que do total das importações para a FBCF entre 2000 e 2008 63 da contribuição remete às intermediárias sendo grande demandante de insumos em seu processo produtivo Associando o uso com fonte de mudança Tabela 7 a demanda final e intermediária contribuiu aproximadamente 18pp para o crescimento importações Houve penetração de importações dos bens intermediários 429pp importados e substituição dos bens finais 326pp A mudança de técnica foi relativamente pequena no período para a FBCF contribuindo apenas 095pp para o crescimento Tabela 6 Contribuição ao crescimento das importações em por categoria da demanda e fonte de urso de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Est Tot Cons FBCF Gov Exp Cons FBCF Gov Exp 20002008 1217 1265 211 1112 436 731 058 024 526 4480 20002003 262 058 024 634 346 144 033 030 190 301 20042008 978 1053 094 387 459 527 016 001 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Tabela 7 Contribuição ao crescimento das importações em por categoria da demanda fonte de uso e de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Componentes da demanda Períodos Intermediária Final Total Pd Comércio Mud Tecnol Demanda Pd Comércio Demanda Consumo 20002008 189 357 670 073 363 1653 20002003 098 252 087 248 097 084 20042008 255 212 649 113 412 1640 FBCF 20002008 429 065 771 326 1057 1996 20002003 139 063 144 237 092 086 20042008 386 133 682 089 691 1802 Gastos do Governo 20002008 045 011 178 029 029 270 20002003 033 016 007 017 016 057 20042008 032 008 147 000 019 127 Exportações 20002008 117 163 831 028 003 1087 20002003 049 111 572 029 001 604 20042008 327 208 093 007 006 442 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 No caso do consumo 74 da contribuição de seu crescimento advêm das importações intermediárias Houve aumento da penetração das importações para o consumo cerca de 20 do aumento total com contribuições dos bens intermediários e finais de 189pp e 073pp respectivamente Dentre os componentes da demanda o consumo foi o que teve maior contribuição da mudança de técnica aproximadamente 36pp No caso das exportações também grande parte da contribuição é derivada dos bens intermediários Por outro lado houve uma pequena contribuição negativa das importações para uso final A tabela 7 indica que houve penetração de importações dos bens intermediários 177pp e substituição das importações para os bens finais 024pp Quanto ao uso da técnica este teve contribuição positiva para o crescimento das importações Entre 2000 e 2003 houve uma contribuição negativa dos bens importados para consumo 084pp Associando entre as categorias da demanda e o uso desses bens intermediária e final verificase que a queda no consumo desse período é pelo lado dos bens finais 346pp que variou na direção inversa dos bens intermediários 262pp A contribuição negativa dos bens finais esteve relacionada tanto a uma substituição de importações como também contração da demanda Na média os gastos do governo e as exportações contribuíram positivamente para o incremento das importações sendo este último mais expressivo 604pp que compensou a queda percebida nos outros componentes Para as exportações a contribuição positiva é derivada na maior parte das importações intermediárias 634pp Quando combinada essa informação com a fonte de 13 mudança esse aumento das exportações foi decorrente em grande parte do aumento da demanda final 571pp mas também foram adotadas técnicas que usam mais importações 111pp e uma modesta substituição das importações Para os bens finais a contribuição é pequena e negativa 03pp principalmente pela estrutura das exportações no Brasil A FBCF teve contribuição negativa para o crescimento das importações de 086pp Analisando pela fonte de uso essa queda foi em decorrência dos bens finais 144pp enquanto houve uma contribuição positiva dos bens intermediários 06pp Verificando tais mudanças pela mudança tecnológica para os bens finais houve substituição de importações de bens finais contribuição de 24pp mas o aumento da demanda contribui para atenuar tal movimento 09pp Para o caso dos bens intermediários um comportamento interessante acontece A penetração das importações 14pp e mudança de técnica 06pp contribui para demanda mais importações mas por outro lado a demanda contribuiu negativamente 14pp atenuando em parte tal movimento De 2004 a 2008 o crescimento positivo das importações é resultado das contribuições positivas da FBCF 158pp consumo 1437pp e exportações 39pp Dessa contribuição positiva da FBCF 67 é pelo ao aumento dos bens intermediários sendo o restante dos bens finais Pela fonte de mudança 65 da contribuição dos bens intermediários é decorrente do aumento da demanda 68pp mas há penetração das importações com contribuição do padrão de comércio 386pp e uso de técnicas que utilizam mais importações 133pp No consumo os bens intermediários correspondem a 68 da contribuição positiva Estes aumentaram sua participação principalmente devido à demanda 649pp pelo aumento da penetração das importações 255pp bem como da mudança técnica 212pp No caso dos bens finais houve penetração das importações 113pp mas foi o aumento da demanda 412pp que mais contribuiu para a contribuição positiva dos bens finais para as importações para consumo Como esperado a contribuição positiva das exportações é quase integralmente para uso intermediário A fonte de mudança que mais contribuiu para a contribuição positiva foi o padrão de comércio com penetração das importações 327pp mas também a mudança de tecnologia teve um papel importante 2pp A demanda por outro lado contribuiu negativamente para o incremento das importações 093pp 5 Considerações Finais Esse estudo buscou fazer uma decomposição das importações no Brasil dentro desse contexto de crescimento na década de 2000 Através das decomposições é possível observar a endogeneidade do comportamento das importações no processo de crescimento da economia brasileira tendo sido induzidas diretamente comportamento da produção nacional e da demanda agregada O crescimento da produção nacional nesse período aumentou sua demanda por bens importados principalmente de importações intermediárias A contribuição da demanda final pela fonte de uso parece ser mais sensível ao comportamento cíclico da economia aumentando sua contribuição nos períodos de crescimento e reduzindo nos períodos desaceleração A demanda por importações pelos componentes da demanda final corresponde aos ciclos de crescimento de tais variáveis Entre de 2000 a 2008 houve um aumento nas importações e através da decomposição estrutural podese verificar que sua variação esteve associada à variação na demanda mudança no padrão de comércio com penetração das importações e de técnicas de produção mais intensivas em insumo respectivamente em ordem de importância Desse aumento de importações cerca de 23 está associada ao uso de bens intermediários Em relação aos componentes o que mais contribuiu ao crescimento foi a FBCF sendo seguida pelo consumo das famílias e exportações refletindo a as taxas de crescimento desses componentes No primeiro período de 2000 e 2003 houve baixo crescimento das importações totais com queda na taxa de crescimento dos bens finais Esse decréscimo esteve associado principalmente às mudanças no padrão de comércio com substituição de importações em especial dos bens finais relacionados a consumo Uma vez que as importações finais para consumo são muito elásticas a 14 renda esse período de baixo crescimento se refletiu em um processo de substituição de importados por nacionais As exportações a FBCF e o governo tiveram um pequeno acréscimo Em relação ao uso das importações a contribuição negativa é devida principalmente pelas de uso final que superou o pequeno efeito positivo das importações para uso intermediário Entre 2004 e 2008 há uma inflexão neste cenário quando ocorre um aumento das importações para suprir principalmente o crescimento da demanda nacional Pela fonte de mudança a demanda foi o maior fator contribuinte Dentre os componentes da demanda final um papel destacado obteve o consumo seguido pela FBCF e exportações No que se refere a fonte de uso maior influência foi vista entre os bens intermediário indicando em certa medida dependência dos insumos importados Nesse período além do aumento da demanda devido às elevadas taxas de crescimento do período possivelmente a valorização da taxa de câmbio também contribuiu para que a taxa de crescimento de importações tenha sido positiva Grosso modo parece existir na economia brasileira uma estrutura dependente de insumos e bens importados Isso compromete a articulação da cadeia de produção de insumos no Brasil e dos efeitos de encadeamento e dos multiplicadores associados ao processo produtivo e expansão da atividade econômica e investimento De maneira geral esta característica relacionase diretamente ao comportamento da indústria brasileira e sua estratégia de integração na economia desde a década de 1990 em busca de competitividade Este fenômeno está inserido no processo de reestruturação a desverticalização da produção com aumento do conteúdo importado e redução de custos Ferraz et al 1995 especialmente das indústrias tradicionais voltadas para consumo Esta análise é geral e preliminar sendo necessário estender tal abordagem a nível setorial em especial daqueles que compõem o setor industrial para melhor qualificar tais mudanças A disponibilização pelo IBGE da Matriz InsumoProduto de 2010 também possibilitará a ampliação da análise possibilitando entender o que correu após 2008 em decorrência da crise e das medidas adotadas pelo governo brasileiro 6 Referências BASTOS Carlos Pinkusfeld RODRIGUES Roberto de Souza LARA Fernando Maccari As finanças públicas e o impacto fiscal entre 2003 e 2012 10 anos de governo do Partido dos Trabalhadores Ensaios FEE v 36 n 3 p 675706 2015 BRESSERPEREIRA Luiz Carlos VIANA Alexandre Guedes CUNHA Patrícia Helena F Reflexões sobre o Novo Desenvolvimentismo e o Desenvolvimentismo Clássico Revista de Economia Política v 36 n 2 p 143 2016 CARNEIRO Ricardo O desenvolvimento brasileiro póscrise financeira oportunidades e riscos Observatório da Economia Global n 4 2010 DIETZENBACHER E HOEN A Deflation inputoutput tables from the users point of view a heuristic approach Review of Income and Wealth v 44 n 1 p 111122 1998 DIETZENBACHER E LOS B Structural decomposition techniques Sense and sensitivity Economic Systems Research v 10 n 4 p 307324 1998 GRIJÓ E BÊRNI DA Metodologia completa para a estimativa de matrizes de insumoproduto Teoria e evidência econômica Passo fundo v 14 n 26 p942 maio 2006 Disponível em httpwwwupfbrcepeacdownloadrevn262006art1pdf originpublicationdetail Acesso em 20 jul 2014 HILLINGER Claude Consistent aggregation and chaining of price and quantity measures Journal of Economic and Social Measurement v 28 n 1 2 p 120 2002 HIRSCHMAN Albert O The strategy of economic development New Haven yale university Press 1958 IBGE Matriz insumoproduto Brasil 20002005 Contas nacionais n23 IBGE Rio de Janeiro 2008 Disponível em httpwwwibgegovbrhomeestatisticaeconomia matrizinsumoprodutopublicacaopdf Acesso em 05 abr 2014 15 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE Sistema de Contas Nacionais Brasil referência 2000 Rio De Janeiro 2011 Disponível em httpwwwibgegovbrhomeestatisticaeconomiacontasnacionais2013defaultshtm Acesso em 10 set 2014 MEDEIROS C A Inserção externa crescimento e padrões de consumo na economia brasileira Brasília IPEA 2015 174 p MEDEIROS C A SERRANO F Inserção externa exportações e crescimento no Brasil Polarização Mundial e Crescimento Vozes Petrópolis 2001 Versão mimeo MILLER R E BLAIR P D Inputoutput analysis foundations and extensions Cambridge University Press 2009 MINELLA A SOUZASOBRINHO N Canais monetários no Brasil sob a ótica de um modelo semiestrutural In BCB BANCO CENTRAL DO BRASIL Dez anos de metas para a inflação 19992009 Brasília BCB 2011 NEVES José Pedro Mudança Estrutural na Economia Brasileira entre os anos 2000 e 2008 uma Análise de Decomposição Estrutural 2013 124 f Dissertação Mestrado Curso de Economia IE Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 2013 PREBISCH Raúl et al O desenvolvimento econômico da América Latina e seus principais problemas Revista Brasileira de Economia v 3 n 3 p 47111 1949 PRADO L C D TORRACA J F LIMA E SILVA J A C Um novo olhar sobre um Antigo Debate A tese de PrebischSinger é ainda válida Texto para discussão Instituto de Economia Universidade Federal do Rio de Janeiro n 003 2014 Disponível em httpww2ieufrjbrimagespesquisapublicacoesdiscussao2014TDIE0032014pdf Acesso em 12 dez 2015 ROSE Adam CASLER Stephen Inputoutput structural decomposition analysis a critical appraisal Economic Systems Research v 8 n 1 p 3362 1996 ROSE Adam CHEN ChiaYon Sources of change in energy use in the US economy 19721982 a structural decomposition analysis Resources and Energy v 13 n 1 p 121 1991 SANTOS Cláudio Hamilton Matos dos et al Por que a elasticidadecâmbio das importações é baixa no Brasil Evidências a partir das desagregações das importações por categorias de uso Texto para discussão n 2046 IPEA Rio de Janeiro 2015 REICH UtzPeter Additivity of deflated inputoutput tables in national accounts Economic Systems Research v 20 n 4 p 415428 2008 RIBEIRO L S L R Dois Ensaios sobre a Balança Comercial Brasileira 19992005 Dissertação de mestrado PUCRJ PUCRJ Rio de Janeiro 2006 SKIENDZIEL A Estimativas de elasticidades de oferta e demanda de exportações e de importações brasileiras Dissertação de mestrado UNB Brasília 2008 SERRANO Franklin A mudança na tendência dos preços das commodities nos anos 2000 aspectos estruturais OIKOS Rio de Janeiro v 12 n 2 2014 SQUEFF G C Rigidez produtiva e importações no Brasil 19952009 In SQUEFF G C Dinâmica Macrosetorial Brasileira Brasília IPEA 2015 p 1546 SUMMA Ricardo SERRANO Franklin Distribution and CostPush inflation in Brazil under inflation targeting 19992014 Mimeo 2015 Disponível em httpwwwexcedenteorgwpcontentuploads201511summaserrano1oct2015 DistributionandCostPushinflationinBrazilunderinflationtargeting19992014pdf Acesso em 09 dez 2015 16 APÊNDICE A Decomposição estrutural detalhada das importações Seção I Decomposição estrutural das importações10 Devido à multiplicidade de possíveis decomposições seguimos a sugestão de Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 onde se estabelece uma média de duas situações extremas expressas no período anterior e no período atual 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝚫𝐙𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝚫𝐙𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝟎 𝐟𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐟 28 Para a separação da decomposição acima nas fontes de mudança especificadas por esse estudo é necessário desmembrar 𝚫𝐙 nas suas fontes de variação Pelo modelo de insumoproduto sabese que Z é igual a 𝐙 𝐈 𝐀𝐧𝟏 𝐈 𝟏 𝛀 𝐀𝟏 29 Assim 𝚫𝐙 inclui a variação da matriz de coeficientes técnicos intermediários nacional e seu complementar importados e da matriz de coeficientes técnicos totais 𝐀 Logo 𝚫𝐙 𝐙𝟏 𝐙𝟎 𝚫𝐈 𝟏 𝛀 𝐀𝟏 30 Temse então que para o período 1 𝐙𝟏 é definido da seguinte forma 𝐙𝟏 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏 31 Pósmultiplicando 𝐙1 por 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐙𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 32 𝐙𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 33 distribuindo 𝐙𝟏 𝐙𝟏 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 34 rearranjando os termos 𝐙𝟏 𝐈 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 35 e pósmultiplicando ambos os lados por 𝐙𝟎 temse 𝐙𝟏𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟎 36 Analogamente fazendo o mesmo para 𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟏 37 Pósmultiplicando 𝐙𝟎 por 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐙𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 38 𝐙𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐈 39 distribuindo 𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝐈 40 rearranjando os termos 𝐙𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 41 e prémultiplicando ambos os lados por 𝐙𝟏 temse 𝐙𝟏𝐙𝟎 𝐙𝟏 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 42 Sabendo que 𝐙 𝐙𝟏 𝐙𝟎 subtraise 47 de 41 chegando ao seguinte resultado 𝐙 𝐙𝟏𝚫𝟏 𝛀𝐀𝐙𝟎 43 Como menciona Miller e Blair 2009 p 603 independente do procedimento de pré e pósmultiplicação das equações 32 a 42 o resultado de 46 permanece o mesmo Percebese entretanto que na variação da matriz inversa de Leontief 𝐙 está inserida a variação na matriz de coeficientes técnicos nacionais 𝚫𝟏 𝛀𝐀 sendo necessário decompôla também tal como a seguir Temse por Miller e Blair 2009 p 599 decomposição por dois termos uma das possíveis formas é 𝚫𝟏 𝛀𝐀 𝚫𝟏 𝛀 𝐀𝟏 𝟏 𝛀𝟎 𝚫𝐀 44 Reorganizando os temos 𝚫𝟏 𝛀𝐀 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝟏 𝛀𝟎 𝚫𝐀 45 10 Os procedimentos realizados nessa seção estão baseados em Miller e Blair 2009 17 fazendo a média das decomposições extremas possíveis como sugere Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 temse 𝚫𝟏 𝛀𝐀 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎 1 2 𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀 46 e substituindo 46 em 43 temse 𝐙 𝐙𝟏1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎 47 Distribuindo a multiplicação 𝐙 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎 48 Substituindo 48 em 28 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 1 2 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝟎 𝐟𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐟 49 Como a parcela do conteúdo nacional de bens finais 𝛍 é complementar à parcela do conteúdo importado 𝛄 substitui se a seguinte relação 𝚫𝛍𝐟 𝚫𝛄𝐟 Reorganizando os termos a decomposição completa é definida em 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟 𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟 𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎 𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝟎 𝐟𝟏𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟 50 Fazendo as devidas substituições para incorporar a adaptação à análise empírica pela variação de estoques eq 13 a 20 em 50 obtémse a decomposição para 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝐦𝐟𝐝 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 51 No caso de 𝚫𝐦𝐬 não foi realizada a decomposição ampliada incluindo os efeitos de 𝚫𝐙 e 𝚫𝟏 𝛀𝐀 por não possuir significado econômico Repetese então 23 𝚫𝐦𝐬 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐬𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝚫𝐙𝛍𝟎𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝚫𝐙𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐬 1 2 𝚫𝛄𝐬𝟎 𝐬𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐬 52 18 Seção II Decomposição das importações por fonte de mudança fonte de uso e componentes da demanda Nesta seção serão apresentadas as equações correspondentes as decomposições apresentadas na seção 312 i Fonte de mudança 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 𝚫𝐦𝐬 53 𝚫𝐦𝐩𝐜 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 54 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 55 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 56 ii Uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 57 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 58 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 59 iii Componentes da demanda 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜 𝚫𝐦𝐤 𝚫𝐦𝐠 𝚫𝐦𝐞 𝚫𝐦𝐬 60 em que 𝚫𝐦𝐣 é 𝚫𝐦𝐣 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐣𝟎 𝐣𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐣 61 Combinação entre decomposições a Categorias de demanda e fonte de uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐤𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐤𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐠𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐠𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐞𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐞𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 62 19 𝚫𝐦𝐣𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 63 𝚫𝐦𝐣𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐣𝟎 𝐣𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐣 64 b fonte de mudança e uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 65 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 66 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 67 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 68 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 69 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 70 c Fonte de uso mudança tecnológica e fonte de demanda 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐤𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐠𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐞𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐬 71 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 72 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 73 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 74 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 75 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝐣𝟏 76 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 1 2 𝛄𝐣 𝟏 𝛄𝐣 𝟎𝚫𝐣 77
77
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
39
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
5
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
11
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
1
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
10
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
26
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
33
Economia Brasileira Contemporânea
UMG
Texto de pré-visualização
Comportamento das importações brasileiras de 2000 a 2008 uma análise a partir da decomposição estrutural e insumoproduto Patieene Alves Passoni Doutoranda em Economia IEUFRJ patieenepassonippgeieufrjbr Área 6 Crescimento Desenvolvimento Econômico e Instituições Resumo Esse estudo busca analisar como o crescimento da economia brasileira de 2000 a 2008 afetou o comportamento das importações Desde meados da década de 2000 o Brasil obteve maiores taxas de crescimento do que na década anterior estimulado por diversos fatores internos e externos Contudo a flexibilidade da oferta para atender a expansão da absorção interna dos diversos componentes de demanda seja esta intermediária ou final se deveu às importações Para entender esse processo foi realizada a decomposição estrutural das importações brasileiras a partir dos dados da Matriz Insumo Produto A variação das importações totais é desagregada pelo i uso bens finais e intermediários ii componentes da demanda agregada e iii fonte de mudança padrão de comércio demanda final e mudança tecnológica Pelos resultados observouse que as importações são bastante sensíveis ao crescimento sendo induzidas pela demanda agregada e produção nacional De acordo com a fonte de mudança o crescimento das importações esteve relacionado em ordem de importância ao aumento da demanda mudança do padrão de comércio penetração de importações e mudança tecnológica Em relação ao uso a maior parte da contribuição foi da demanda intermediária Dentre os componentes da demanda entre 2000 e 2008 a formação bruta de capital fixo foi o principal responsável por esse aumento seguido pelo consumo das famílias e exportações Palavraschave Decomposição estrutural Importações Crescimento do Brasil Matriz Insumo Produto Abstract This study aims to analyze how Brazilian economic growth between 2000 and 2008 affected imports Since mid2000 Brazil had a higher growth in comparison with the previous decade promoted by several factors internal and external Although the supply flexibility to this domestic absorption expansion whether intermediate or final was largely provided by imports To understand this process it was done the Brazilian imports structural decomposition using the data from InputOuput tables The variation of total imports was desegregated by i use final and intermediate goods ii aggregate demand components and iii source of change trade pattern final demand and technological change The results revealed that imports are very sensitive to growth induced by aggregate demand and domestic production According to the source of change the growth in imports was related in order of importance to increased demand change the pattern of trade import penetration and technological change By use most of the contribution was attributed to intermediate demand Among the components of demand gross fixed capital formation was mainly responsible for this increase followed by consumption and exports Keywords Structural decomposition Imports Brazils growth Inputoutput tables Classificação JEL C67 O40 1 Comportamento das importações brasileiras de 2000 a 2008 uma análise a partir da decomposição estrutural e insumoproduto1 1 Introdução Desde meados da década de 2000 o Brasil obteve expressivas taxas de crescimento se comparado à década anterior Em parte esse crescimento esteve associado aos elementos domésticos como expansão do crédito ao consumo elevação do salário mínimo e mesmo com uma retomada moderada da política fiscal BASTOS LARA RODRIGUES 2015 Além disso a economia beneficiou de uma série de fatores como a redução da vulnerabilidade externa aumento da liquidez internacional e a baixa taxa de juros dos EUA elevação dos preços das commodities e aumento das exportações pela demanda da China MEDEIROS 2015 Esse ciclo de crescimento dos anos 2000 foi impulsionado pelas exportações de commodities e seus investimentos induzidos pelo consumo privado ampliado pelo crédito e pela melhor distribuição de renda bem como por recuperação do gasto autônomo do governo incluindo se modesta expansão do investimento público em infraestrutura Estas três fontes de crescimento as exportações o consumo privado e o gasto público impulsionaram a taxa de investimento da economia e o emprego formal para níveis há muito não vistos no país MEDEIROS 2015 p 6263 Entretanto como argumenta Medeiros 2015 a flexibilidade existente para atender a expansão da absorção interna dos diversos componentes de demanda seja intermediária ou final foi em grande parte a partir das importações gerando um vazamento de demanda para o exterior Evidências empíricas apresentadas em Carneiro 2010 apud Medeiros 2015 demonstram que os coeficientes de importação aumentaram tanto em bens de capital bens intermediários e bens de consumo As importações realizadas têm repercussões sobre a produção nacional Além de serem deduzidas diretamente da demanda na contabilidade têm efeitos indiretos sobre o produto nacional Hirschman 1958 a partir da sua teoria do crescimento desbalanceado ou desequilibrado identifica a importância de encadeamentos criados pela demanda de bens sobre a produção nacional e os investimentos realizados Tais encadeamentos são de dois tipos um relacionado à demanda e outro à oferta backward linkage encadeamento a montante ou para trás que refere aos processos que ocorrem para trás de determinada atividade produtiva pela demanda criada a compra de insumos necessários para a produção e foward linkages a jusante ou para frente são aqueles que a indústria chave tem a capacidade de criar para frente dada sua produção para o fornecimento de inputs para outras indústrias HIRSCHMAN 1958 Assim quando se importa mais insumos ou bens finais menores serão esses encadeamentos para a economia nacional Nesse contexto esse estudo tem como objetivo analisar como o crescimento da economia brasileira e seus efeitos para a produção nacional de 2000 a 2008 afetou o comportamento das importações Para isso será utilizado o método da decomposição estrutural aplicado às importações brasileiras considerando o período total de 2000 a 2008 e dois subperíodos 2000 a 2003 e 2004 a 2008 para verificar se houve diferenças ao longo do período mais geral A variação das importações será decomposta a partir do valor bruto da produção e da estrutura produtiva brasileira Tal decomposição desagrega a variação das importações totais da economia por destino de uso bens finais e intermediários entre os componentes da demanda agregada e a fonte de mudança desses efeitos padrão de comércio demanda final e mudança tecnológica Para fazer tal decomposição são utilizados os dados das Matrizes InsumoProduto 1 A autora agrade os comentários de Julio Castro Alves pelos comentários realizados em uma versão preliminar Erros omissos são de total responsabilidade da autora 2 brasileiras divulgada pelo IBGE para os anos de 2000 e 2005 e as demais atualizadas por Neves 2013 Este estudo além dessa introdução possui quatro seções Na seção 2 é realizado um breve panorama do crescimento do PIB e da estrutura das importações da economia brasileira fazendo um breve panorama da conjuntura do período A seguinte apresenta os aspectos metodológicos da abordagem da decomposição estrutural e dos dados utilizados nessa análise A partir de tais dados Em seguida são apresentados os resultados das decomposições Por fim serão apresentados alguns comentários finais 2 Panorama da economia brasileira2 21 Determinantes das importações Medeiros e Serrano 2001 argumentam que acordo com a visão estruturalista Prebish 1949 as importações em geral são induzidas pelo nível de renda e produção de certo país Historicamente no caso das economias latinoamericanas essa dependência é ainda mais aguçada analisando e foi objeto de várias políticas de industrialização para na segunda metade do século XX com o objetivo de redução dessa dependência via substituição de importações Baseado nessa visão é factível supor que o crescimento das importações esteve relacionado ao crescimento da renda no período Mas alguns autores sugerem que o crescimento das importações esteve associado ao processo de valorização da moeda brasileira em especial nos novodesenvolvimentistas a citar BresserPereira 2016 Contudo ao analisar os determinantes das importações brasileiras estes parecem ser mais sensíveis à absorção interna do que às variações de câmbio como demonstram os estudos de Ribeiro 2006 Skiendziel 2008 e Minella e SouzaSobrinho 2011 Na estimação das elasticidaderenda e elasticidadepreço das importações em função da taxa de câmbio real Skiendziel 2008 mostra que no longo prazo as importações respondem mais às variações no nível de produção interna do que no câmbio com exceção dos bens de consumo duráveis Hamilton et al 2015 busca compreender quais são as razões pelas quais as importações brasileiras apresentam baixa elasticidadecâmbio através de uma análise desagregada por categoria de uso A elasticidadecâmbio total é baixa especialmente devido aos grupos de bens intermediários combustíveis lubrificantes transportes royalties e aluguel de equipamentos somam dois terços do total Por uma ótica estruturalista isso decorre da estrutura brasileira e da incapacidade de substituir bens importados por nacionais 22 Importações no período de 2000 a 2008 A taxa média de crescimento da economia brasileira3 no período de 2000 a 2008 é de 316 Entre 2000 e 2003 a economia cresceu a média geométrica de 144 enquanto de 2004 a 2008 o crescimento foi de 442 Gráfico 1 Analisando a estrutura das importações brasileiras pelo tipo de uso cerca de 23 corresponde a bens intermediários como visto no Gráfico 2 Das importações totais a média no período de 2000 a 2008 para os bens intermediários chega a 7065 sendo o restante de bens finais A média de 2004 a 2008 é 7176 levemente superior em 25pp a correspondente ao período de 2000 a 2003 Como é visto na Tabela 1 dentre as importações totais intermediária mais final separando pela fonte de demanda a maior parte é para atender as necessidades do consumo das famílias cerca de 50 sendo seguida pela FBCF 28 exportações 15 e apenas uma pequena parte como era razoável esperar do governo 6 2 Os dados apresentados nessa seção são baseados em Neves 2013 e IBGE 2008 O detalhamento dos aspectos metodológicos desses dados e do período temporal escolhido está descrito na seção de metodologia 3 Para manter a consistência ao longo do trabalho foram utilizados os dados das Contas NacionaisReferência 2000 3 A estrutura dessa distribuição entre os componentes se modifica pouco entre os anos para os gastos do governo sendo a média de 20002003 muito próxima a de 20042008 Enquanto o consumo reduziu sua participação entre a média do primeiro período cerca de 2pp ao segundo a FBCF e as exportações cresceram ambos 15pp entre os dois intervalos Gráfico 1 Taxa de crescimento do PIB de 2001 a 2008 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Gráfico 2 Média das proporções das importações intermediárias e finais no total das importações de 2000 a 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Tabela 1 Proporção das importações dos componentes da demanda agregada nas importações intemediárias finais e totais de 2000 a 2008 e subperíodos Média Consumo FBCF Governo Exportações Estoques Total 20002003 4923 2836 600 1545 096 20042008 4729 3006 596 1700 032 20002008 4815 2931 598 1631 025 Intermediária 20002003 4805 2080 835 2163 117 20042008 4429 2299 777 2337 158 20002008 4596 2201 803 2259 140 Final 20002003 5189 4547 075 133 055 20042008 5520 4816 139 114 061 20002008 5373 4696 110 109 289 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Em relação às importações intermediárias a maior parte é para a produção de bens e serviços destinados para consumo das famílias 46 sendo seguida das realizadas para atender as exportações 226 e a FBCF 22 entre 20002008 A proporção de importações intermediárias 144 311 124 561 296 368 582 477 144 343 316 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 crescimento aa Média 20002003 Média 20042008 Média 20012008 6926 7176 7065 3074 2824 2935 2 0 0 0 2 00 3 2 0 0 4 2 00 8 2 0 0 0 2 00 8 Intermediária Total 4 necessárias para o período de 20042008 reduziuse em relação a 20002003 no caso do consumo e gastos do governo e aumentou para a FBCF e exportações Nas importações finais a maior parte atende o consumo e a FBCF médias de 5373 e 4696 respectivamente Comparando a média de 20002003 e 20042008 o consumo e a FBCF aumentaram suas participações nas importações finais saindo aproximadamente de 52 e 455 para 55 e 48 respectivamente Verificando a taxa de crescimento das importações Gráfico 3 o período de 20002003 é marcado por quedas nas importações dos bens finais que em geral está associada ao nível de renda da economia Logo o baixo crescimento durante esse período fez com que as importações caíssem 411 Gráfico 3 Taxa de crescimento das importações intermediárias finais e totais de 2000 a 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 20002008 as importações intermediárias tiveram aumento nesse período de 290 Para o total das importações o crescimento destas importações supera a queda para as destinadas a bens finais tendo média de crescimento de 074 Durante 2004 a 2008 as importações intermediárias e finais cresceram mas a primeira cresceu quase 35 vezes que a segunda Em relação às importações totais entre 2000 e 2008 estas cresceram em média 42 impulsionada principalmente pelo aumento da demanda intermediária Analisando o comportamento das taxas de crescimento separadas por componente da demanda no Gráfico 4 é notório que a queda das importações finais da economia no agregado de 2000 a 2003 foi em decorrência das exportações 17454 e 522 e do consumo As importações intermediárias referentes às exportações foram as que mais cresceram nesse período 1106 É comum aos componentes o crescimento das importações finais e intermediárias entre 20042008 O componente que teve a taxa de crescimento das importações intermediárias foi a FBCF 1347 enquanto os gastos do governo tiveram a menor taxa 314 Nas importações finais os gastos do governo cresceram sua demanda importada em 8105 sendo seguido pela FBCF 68 governo 345 Na média entre 2000 e 2008 as exportações tiveram o maior crescimento nas importações totais 696 sendo seguida pela FBCF 632 governo 465 e consumo 321 Em termos de contribuição entretanto devese ponderar tal crescimento pela proporção das importações de cada componente no total delas 4 Observando os dados desagregados para ambos os anos a importação final relativa para exportações teve um valor mais alto em 2000 e também em 2001 do que a média observada nos outros anos da série em decorrência especialmente do setor de Outros equipamentos de transporte elevando a taxa de crescimento 5 Entretanto esse valor contribuiu muito pouco para o crescimento das importações finais uma vez que não há muitos bens importados pelo governo e como tais valores são pequenos quaisquer aumentos representam grandes taxas de crescimento A média da proporção dos bens finais importados pelo governo em relação ao total das importações finais é por volta de 1 de 2000 a 2008 290 411 074 728 214 580 538 141 420 INTER M EDIÁR IA FINAL TOTAL 20002003 20042008 20002008 5 Gráfico 4 Taxa de crescimento das importações intermediárias finais e totais para o consumo FBCF Exportações e Governo entre 2000 e 2008 e subperíodos Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 3 Metodologia 31 Decomposição Estrutural A técnica da decomposição estrutural é utilizada para desagregar a mudança de algum aspecto da economia nas contribuições realizadas por vários componentes desagregando uma identidade em vários componentes The analysis of economic change by means of set of comparative static changes in key parameters in an inputoutput table ROSE CHEN 1991 apud ROSE CASTLER 1996 p 34 O enfoque desse trabalho será na decomposição importações Pelo modelo de insumo produto6 estas são definidas em 1 sendo separadas em demanda intermediária e final de acordo com seu uso Logo 𝐦 𝐀𝐦𝐱 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝛄𝐟 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 1 em que 𝐦 vetor de importações totais 𝑛 1 𝐀𝐦 matriz de coeficientes técnicos importados 𝑛 𝑛 𝐱 valor bruto de produção 𝑛 1 𝛄 é a proporção de bens finais importados 𝑛 1 𝛍 é seu complementar ou seja proporção de bens finais nacionais 𝐟 vetor de demanda final 𝑛 1 em 6 No modelo insumoproduto as importações rivalizam com a produção dos bens nacionais sendo estas competitivas ROSE e CASTLER 1996 Segundo essa hipótese é possível em um extremo importar todos os bens consumidos nacionalmente e no outro produzir todos os bens importados em maior ou menor nível a depender das condições produtivas de substitutibilidade entre os bens É necessário fazer uma ressalva para o caso brasileiro pois nem todos os bens possuem substitutos perfeitos para os importados devido a questões estruturais da produção havendo um grau de substituição entre eles HAMILTON et al 2015 197 522 038 582 551 571 360 245 321 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L CONSUMO 075 265 088 1347 680 1030 769 474 632 Intermediária Final Total FBCF 1106 1745 1019 428 051 422 734 622 696 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L EXPORTAÇÕES 127 894 269 314 810 345 380 1064 465 I N T E R M E D I Á R I A F I N A L T O T A L GOVERNO 6 que 𝑛 é o número de atividades Por convenção as matrizes são denotadas por letras maiúsculas e os vetores por letras minúsculas A demanda intermediária por importações 𝐀𝐦𝐱 é uma função dos coeficientes técnicos importados associados à produção nacional sob a hipótese do modelo insumoproduto As importações referentes à demanda final 𝛄𝐟 dependem proporção dos bens finais importados 𝛄 em relação à demanda final total 𝐟 Seja U uma matriz 𝑛 𝑛 contendo o consumo intermediário total da economia nacional 𝐔𝐧 mais importado 𝐔𝐦 A matriz de coeficientes técnicos totais de uma economia considerando os insumos nacionais e importados por setor de atividade 𝐀 é definida como 𝐀 𝐔𝐱𝟏 2 Considerando que a matriz de coeficientes totais necessários pela produção é formada pelas matrizes de coeficientes técnicos nacionais 𝐀𝐧 e importadas 𝐀𝐦 𝐀 𝐀𝐧 𝐀𝐦 3 Analogamente a 𝐀 as matrizes 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 podem ser definidas como 𝐀𝐧 𝐔𝐧𝐱𝟏 4 𝐀𝐦 𝐔𝐦𝐱𝟏 5 Uma vez que as duas matrizes 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 são complementares e formadas a partir de 𝐀 é possível reescrever as duas em função desta última Definindose como o produto de Hadamard em que é realizada a multiplicação elemento a elemento 𝛀 como uma matriz 𝑛 𝑛 de proporção de bens intermediários importados de dimensão e 𝟏 𝟏𝐧𝐧 como uma matriz formada por elementos iguais a 1 𝐀𝐧 e 𝐀𝐦 podem ser finalmente definidas como 𝐀𝐦 𝛀 𝐀 6 𝐀𝐧 𝟏 𝛀 𝐀 7 Substituindo 6 em 1 reescrevese 1 como se segue 𝐦 𝛀 𝐀𝐱 𝛄𝐟 8 O valor bruto da produção 𝐱 é definido eq 9 através do modelo insumo produto via matriz inversa de Leontief 𝐙 𝐈 𝐀𝐧𝟏 Tal relação estabelece as quantidades de insumos necessários direta e indiretamente para a produção doméstica que atenderá a demanda final por bens nacionais 𝛍𝐟 com 𝛍 sendo a proporção de bens finais nacionais e complementar de 𝛄 Logo 𝐱 𝐈 𝐀𝐧𝟏𝛍𝐟 9 𝐱 𝐙𝛍𝐟 10 Pelas relações estabelecidas em 6 e 10 o total de importações é reescrito como 𝐦 𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟 𝛄𝐟 11 A variação do valor das importações 𝚫𝐦 em dois períodos o inicial 0 𝐦𝟎 e o final 1 𝐦𝟏 é a soma das variações das importações intermediárias e finais como 𝐦𝟏 𝐦𝟎 𝚫𝐦 𝚫𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟 𝚫𝛄𝐟 12 311 Adaptação à análise empírica O vetor de demanda final total é definido a partir de matriz 𝐅 que contém todos os vetores dos componentes da demanda final 𝐜 consumo das famílias e gastos das instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias 𝐤 formação bruta de capital fixo 𝐠 consumo do governo gastos da administração pública 𝐞 exportações e 𝐬 variação de estoques 𝐟 𝐅 𝐢 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 𝐬 13 Sendo as importações finais 𝐦𝐟 desagregadas nos componentes da demanda final temse 7 𝐦𝐟 𝐅𝐦 𝐢 𝐦𝐜 𝐦𝐤 𝐦𝐠 𝐦𝐞 𝐦𝐬 14 em que 𝐅𝐦 é uma matriz 𝑛 𝑗 das importações finais separadas pelas categorias de gastos e 𝐦𝐣 é o vetor de importações de cada componente j em que 𝐣 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 𝐬 Como na matriz demanda final está inserido o componente de variação de estoques que a princípio não possui significado econômico utilizado apenas pela contabilidade nacional por questões de consistência e calculado através de resíduo adaptase a análise da decomposição considerando esse termo separadamente dos demais componentes da demanda agregada Assim definese 𝐟𝐝 e 𝐅𝐝 como o vetor e a matriz de demanda final e 𝐦𝐟𝐝 e 𝐅𝐦𝐟𝐝 o vetor e a matriz de importações finais excluídos os estoques tal como 𝐟𝐝 𝐅𝐝 𝐢 𝐜 𝐤 𝐠 𝐞 15 𝐦𝐟𝐝 𝐅𝐦𝐟𝐝 𝐢 𝐦𝐜 𝐦𝐤 𝐦𝐠 𝐦𝐞 16 É possível calcular analogamente as importações finais 𝐦𝐟𝐝e 𝐦𝐬 a partir de suas respectivas proporções dos bens importados na demanda final 𝛄𝐟𝐝 e 𝛄𝐬 𝐦𝐟𝐝 𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 17 𝐦𝐬 𝛄𝐬 𝐬 18 A variação das importações é expressa como a contribuição da variação da demanda final excluída a variação de estoques 𝚫𝐦𝐟𝐝 e a contribuição da variação de estoques 𝚫𝐦𝐬 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝐦𝐬 19 em que a partir de 12 temse 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝛀 𝐀𝐙𝛍𝐟𝐝𝐟𝐝 𝚫𝛄𝐟𝐝𝐟𝐝 20 A decomposição dos termos acima é realizada a partir de Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 e está detalhada no Apêndice A 312 Decomposições das importações Após a realização da decomposição das importações é possível agrupar os termos de acordo com três aspectos principais7 i Fonte de mudança Desagregando a variação das importações pela fonte de mudança isto é no padrão de comércio 𝚫𝐦𝐩𝐜 tecnologia de produção 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 e de demanda 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 além da variação de estoques temse 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 𝚫𝐦𝐬 21 A mudança no padrão de comércio é derivada da mudança da matriz de insumos importados de bens intermediários 𝛀 e das proporções dos bens finais importados 𝛄𝐟𝐝 No caso de 𝛄𝐟𝐝 ele afeta diretamente a penetração via demanda final de importados mas tem também efeitos indiretos uma vez que essa mudança da demanda importada final afeta a produção nacional Caso bens nacionais sejam substituídos por bens importados serão necessários menos insumos para o processo produtivo Logo quanto maior a proporção dos bens importados intermediários ou finais menor será a necessidade de importar bens intermediários para fabricar bens nacionais pois esses seriam substituídos pelas importações8 Ao final se 𝚫𝐦𝐩𝐜 for positivo há indícios de penetração de importações e caso seja negativo há substituição das importações 7 Por clareza no texto as equações que definem as fontes de variação descritas a seguir estão contidas na Seção II do Apêndice A 8 Na equação que define esse processo Eq 53 do Apêndice isso é representado pelos termos negativos 8 Na variação tecnológica estão inclusas as variações da matriz de coeficientes nacionais A que indica que houve mudanças nas técnicas utilizadas na produção nacional Caso o termo seja positivo indica que as técnicas utilizadas na produção são mais intensivas em bens importados Pela variação da demanda estão inclusos os efeitos da mudança da demanda final 𝐟𝐝 tanto indiretamente pelo efeito induzido na produção de bens intermediários e diretamente pelo aumento da demanda de bens finais Os efeitos indiretos surgem pois ao aumentar a demanda são necessários mais bens intermediários importados mantida a estrutura de 𝛀 para o processo produtivo Quando 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 é positivo houve aumento na demanda por bens importados ii Uso das importações Pelo uso a decomposição é realizada entre bens intermediários 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 e finais 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 22 No caso dos bens intermediários as fontes de variação se referem à variação da matriz de coeficientes importados intermediários 𝛀 mudança nos coeficientes de bens importados finais 𝛄𝐟𝐝 e seu complementar 𝛍𝐟𝐝 mudança tecnológica 𝐀 A mudança da demanda de bens finais depende da demanda dos bens importados finais 𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 e os efeitos indiretos dessa mudança para a produção nacional iii Componentes da demanda A decomposição do total das importações é resultado da soma da variação em separado das variações importações totais dos componentes que compõe a matriz 𝐅𝐝 e estoques 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜 𝚫𝐦𝐤 𝚫𝐦𝐠 𝚫𝐦𝐞 𝚫𝐦𝐬 23 em que 𝚫𝐦𝐣 é a variações importações para um componente genérico j da demanda É possível ainda fazer combinações entre as decomposições apresentadas Estas favorecem o entendimento do processo da mudança das importações As realizadas serão Combinação entre componentes da demanda e fonte de uso das importações Combinação fonte de mudança e uso das importações Combinação entre fonte de mudança fonte de uso e demanda das importações Combinando entre a decomposição entre as categorias de demanda e fonte de uso das importações cada componente será dividido entre seu uso intermediário 𝚫𝐦𝐣𝐢𝐧𝐭 e final 𝚫𝐦𝐣𝐟𝐢𝐧 Assim temse 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐤𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐤𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐠𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐠𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐞𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐞𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 24 Na combinação entre a fonte de mudança e uso das importações na demanda intermediária as fontes de mudança estão associadas ao padrão de comércio 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 e demanda dos bens intermediários 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 pela variação da demanda dos bens finais e da mudança tecnológica 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 A demanda final está associada à mudança do padrão de comércio dos bens finais 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 bem como a própria variação desses bens 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 25 Por último podese ampliar a combinação anterior com os componentes da demanda A variação das importações será a soma da variação de cada componente desagregado 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 dadas por 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐤𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐠𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐞𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐬 26 9 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 27 32 Apresentação dos dados A matriz insumoproduto MIP para o Brasil é calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e é divulgada nos anos com finais 0 e 5 Para a década de 2000 existem as disponíveis para 2000 e 2005 Contas Nacionais referência 2000 As demais matrizes utilizadas nesse estudo para completar a série foram estimadas por Neves 2013 O processo de atualização das matrizes utilizou como referência a metodologia proposta por Grijó e Bêrni 2006 Tal metodologia consiste na utilização de informações estruturais presentes nas matrizes divulgadas oficialmente atualizadas com base nas TRU Tabelas de Recursos e Usos divulgadas anualmente em que estão disponíveis os valores do consumo intermediário e da demanda final no total de valores produzidos IBGE 2008a Assim foram obtidas as matrizes para a série de 2000 a 2009 a preços do ano corrente9 Para calcular as MIPs a preços do ano anterior foi utilizada a metodologia proposta por Dietzenbacher e Hoen 1998 baseado na aplicação do método RAS também conhecida como técnica de balanceamento de matrizes biproporcional NEVES 2013 Para fazer a análise temporal os dados utilizados foram deflacionados e dispostos a preços relativos de 2000 Nesse caso todos os valores estão dispostos a preços de 2000 mas incluem as mudanças ocorridas nos preços relativos entre os produtos ao longo dos anos Ao realizar tal procedimento os dados apresentados expressam além da variação de volume a variação de preços relativos REICH 2008 Tal técnica permite que haja aditividade entre os produtos ou seja a soma dos valores dos produtos considerando a mudança dos preços relativos corresponde o valor do PIB deflacionado Como nos dados das contas nacionais e das matrizes insumoproduto as informações são desagregadas a aditividade entre as parcelas é uma propriedade desejável e fundamental REICH 2008 HILLINGER 2002 Os dados das MIP estão ao nível de desagregação 55 atividades e 110 produtos É utilizada a utilizada a hipótese da tecnologia do setor em que a demanda por produto é alocada proporcionalmente ao marketshare das atividades Assim as matrizes e vetores foram pré multiplicados pela matriz de marketshare obtendo as informações no nível de desagregação das atividades Sobre esse procedimento ver Grijó e Bêrni 2006 e IBGE 2008 A análise da decomposição será realizada entre 2000 e 2008 Os dados estão disponíveis até 2009 mas optouse por realizar a análise até 2008 devido aos efeitos da crise econômica no Brasil único ano em que houve decréscimo do PIB na década de 2000 Dentro desse período serão analisados dois subperíodos 20002003 e 20042008 Apesar de um possível ponto de demarcação ser 2002 que seria o final do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e começo do governo Lula tal como fazem Neves 2013 e Squeff 2015 preferiuse utilizar o ano de 2003 devido às similaridades existentes no período bem para realizar uma divisão balanceada entre os anos Serrano e Summa 2015 listam alguns dos elementos comuns aos subperíodos propostos No primeiro período a inflação era alta e em geral acima da meta fixada pelo Banco Central mas a partir de 2004 houve um controle do nível de preços acompanhando a tendência mundial como demonstra Serrano 2013 Esse processo esteve associado com uma melhora das condições de financiamento externo que começa em 2003 e com a capacidade do governo fixar a taxa de juros de tal forma que foi possível controlar a tendência da taxa de câmbio nominal em 2004 se inicia uma tendência de valorização da moeda nacional frente ao dólar Outro aspecto importante são os preços das commodities que apesar de terem começado a crescer em 2003 intensificouse a partir do ano seguinte como demonstra Prado et al 2014 9 O IBGE ainda não divulgou a informação da Matriz InsumoProduto de 2010 até a submissão deste estudo Ela é fundamental para o processo de atualização das matrizes a partir dos dados das Tabelas de Recursos e Usos disponíveis atualmente até 2013 10 A partir de 2004 é possível ver melhoras no mercado de trabalho com redução nas taxas de desemprego ampliação do emprego formal e redução da informalidade além de ganhos no salário real mais evidentes a partir de 2006 Em relação à distribuição funcional de renda entre 2000 e 2003 houve uma queda na participação dos salários no PIB mas que começa a ter crescimentos a partir de 2004 Na seção seguinte são apresentados os resultados das decomposições das importações com base na metodologia descrita 4 Apresentação dos resultados Os valores das decomposições serão apresentados em termos de contribuição ao crescimento em pontos percentuais para a taxa de crescimento das importações nos três intervalos de períodos Para isso as variações absolutas foram divididas pelo valor inicial das importações totais Tipo de uso Analisando a evolução do tipo de uso das importações entre 2000 e 2008 presente na Tabela 2 as importações totais cresceram 4480 Este crescimento é em sua maior parte devido à variação daquelas para uso intermediário 38pp correspondente a 85 da contribuição Tabela 2 Contribuição ao crescimento das importações em por tipo de uso por fonte de uso de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Estoques Total 20002008 3805 1201 526 4480 20002003 978 487 190 301 20042008 2512 1003 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Na Tabela 3 consta a decomposição pela fonte de mudança desses bens A contribuição positiva ao crescimento dos bens intermediários se deve ao aumento da demanda final percebida no período mas o padrão de comércio 74pp e a mudança de técnica 57pp desempenharam papel importante nessa contribuição Tabela 3 Contribuição ao crescimento das importações em por fonte de uso e de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Est Total Pd Comércio Mud Tecnol Demanda Pd Comércio Demanda 20002008 740 574 2491 243 1444 526 4480 20002003 237 410 331 674 188 190 301 20042008 760 477 1274 314 689 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 2000 e 2003 entretanto houve aumento das importações dos bens intermediários 978pp enquanto os finais tiveram redução 487pp Nesse caso percebese que houve uma diferenciação no padrão das importações com maior demanda por bens intermediários importados para a atividade produtiva Foi a mudança de técnica que mais contribuiu para o aumento desses bens aumentando a dependência da nossa produção das compras externas Tabela 3 No período de 2004 a 2008 as importações cresceram no acumulado 3119 sendo grande parte para uso intermediário Essa contribuição positiva advém principalmente do aumento da demanda mas indica também penetração das importações e uso de técnicas mais intensivas em insumos importados Para as de uso final quase 70 da contribuição de 1003pp é pelo aumento da demanda A outra parte indica aumento da penetração de importações de bens finais Fontes de mudança As contribuições pela fonte de uso padrão de comércio mudança tecnológica e demanda final estão dispostas na Tabela 4 11 Tabela 4 Contribuição ao crescimento das importações em por fonte de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Períodos Pd comércio Mud Tecnol Demanda Total 20002008 497 574 3409 4480 20002003 438 410 329 301 20042008 1075 477 1567 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Entre 2000 e 2008 houve penetração das importações indicadas pela contribuição positiva de aproximadamente 5pp do padrão de comércio para tal crescimento total 11 Pela Tabela 3 é possível ver que esse aumento da penetração é em decorrência da mudança nos bens intermediários importados 74pp que mais que compensa a substituição de importações ocorrida com os bens finais 24pp A demanda final entretanto foi o fator que mais contribuiu para o crescimento das importações 34pp sendo que em relação ao seu uso os bens intermediários contribuíram em 73 para esse aumento 2491pp A mudança da técnica utilizada na produção contribuiu positivamente porém sendo a mais modesta dentre os demais fatores 574pp Isto indica que houve uma mudança da técnica utilizada para produção mais dependentes das compras externas Entre 20002003 houve um pequeno aumento das importações totais 3 Dos elementos relevantes o único que apresentou contribuição negativa 434pp foi o padrão de comércio indicando que houve substituição das importações Combinando a decomposição pela fonte de uso percebese que houve substituição de importações para os bens finais vetor 𝛄 674pp porém houve um processo de penetração das importações pelos bens intermediários matriz 𝛀 24pp A mudança de técnica teve contribuição positiva para as importações 410pp havendo assim um aumento da necessidade de bens importados entre 2000 e 2003 A demanda final contribuiu para o aumento das importações no período 329pp considerando a variação de estoques O grande crescimento das importações no período de 2000 a 2008 se deve em especial ao crescimento ocorrido entre 20042008 Todos os elementos contribuíram para que as importações crescessem 3119 sendo que a metade desse aumento é atribuído à demanda final A mudança do padrão tecnológico foi positiva contribuindo para o aumento das importações em 477pp Houve mudança no padrão de comércio 1075pp com penetração das importações tanto para os bens intermediários quanto finais Pela fonte de uso percebese que cerca de 70 dessa contribuição é de bens intermediários e o restante de bens finais Componente da demanda A tabela 5 contém das contribuições ao crescimento das importações analisada pelos componentes da demanda Tabela 5 Contribuição ao crescimento das importações em pp por categoria da demanda de 2000 a 2008 e sub períodos Cons FBCF Gov Exp Est Tot 20002008 1653 1996 270 1087 526 4480 20002003 084 086 057 604 190 301 20042008 1437 1579 111 388 397 3119 Nota 1 ConsConsumo FBCFFormação bruta de capital fixo GovGastos do governo ExpExportações EstVariação de estoques TotTotal Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 De 2000 a 2008 o componente que mais contribuiu ao crescimento das importações foi a FBCF 1996pp equivalente a 45 sendo seguido pelo consumo das famílias 165pp 37 do total e exportações 109pp 24 Isso é um indício que a dependência de bens importados para realizar os investimentos no país é elevada 12 Na Tabela 6 observase que do total das importações para a FBCF entre 2000 e 2008 63 da contribuição remete às intermediárias sendo grande demandante de insumos em seu processo produtivo Associando o uso com fonte de mudança Tabela 7 a demanda final e intermediária contribuiu aproximadamente 18pp para o crescimento importações Houve penetração de importações dos bens intermediários 429pp importados e substituição dos bens finais 326pp A mudança de técnica foi relativamente pequena no período para a FBCF contribuindo apenas 095pp para o crescimento Tabela 6 Contribuição ao crescimento das importações em por categoria da demanda e fonte de urso de 2000 a 2008 e sub períodos Intermediária Final Est Tot Cons FBCF Gov Exp Cons FBCF Gov Exp 20002008 1217 1265 211 1112 436 731 058 024 526 4480 20002003 262 058 024 634 346 144 033 030 190 301 20042008 978 1053 094 387 459 527 016 001 397 3119 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 Tabela 7 Contribuição ao crescimento das importações em por categoria da demanda fonte de uso e de mudança de 2000 a 2008 e sub períodos Componentes da demanda Períodos Intermediária Final Total Pd Comércio Mud Tecnol Demanda Pd Comércio Demanda Consumo 20002008 189 357 670 073 363 1653 20002003 098 252 087 248 097 084 20042008 255 212 649 113 412 1640 FBCF 20002008 429 065 771 326 1057 1996 20002003 139 063 144 237 092 086 20042008 386 133 682 089 691 1802 Gastos do Governo 20002008 045 011 178 029 029 270 20002003 033 016 007 017 016 057 20042008 032 008 147 000 019 127 Exportações 20002008 117 163 831 028 003 1087 20002003 049 111 572 029 001 604 20042008 327 208 093 007 006 442 Fonte Elaboração própria a partir dos dados do IBGE 2011 e Neves 2013 No caso do consumo 74 da contribuição de seu crescimento advêm das importações intermediárias Houve aumento da penetração das importações para o consumo cerca de 20 do aumento total com contribuições dos bens intermediários e finais de 189pp e 073pp respectivamente Dentre os componentes da demanda o consumo foi o que teve maior contribuição da mudança de técnica aproximadamente 36pp No caso das exportações também grande parte da contribuição é derivada dos bens intermediários Por outro lado houve uma pequena contribuição negativa das importações para uso final A tabela 7 indica que houve penetração de importações dos bens intermediários 177pp e substituição das importações para os bens finais 024pp Quanto ao uso da técnica este teve contribuição positiva para o crescimento das importações Entre 2000 e 2003 houve uma contribuição negativa dos bens importados para consumo 084pp Associando entre as categorias da demanda e o uso desses bens intermediária e final verificase que a queda no consumo desse período é pelo lado dos bens finais 346pp que variou na direção inversa dos bens intermediários 262pp A contribuição negativa dos bens finais esteve relacionada tanto a uma substituição de importações como também contração da demanda Na média os gastos do governo e as exportações contribuíram positivamente para o incremento das importações sendo este último mais expressivo 604pp que compensou a queda percebida nos outros componentes Para as exportações a contribuição positiva é derivada na maior parte das importações intermediárias 634pp Quando combinada essa informação com a fonte de 13 mudança esse aumento das exportações foi decorrente em grande parte do aumento da demanda final 571pp mas também foram adotadas técnicas que usam mais importações 111pp e uma modesta substituição das importações Para os bens finais a contribuição é pequena e negativa 03pp principalmente pela estrutura das exportações no Brasil A FBCF teve contribuição negativa para o crescimento das importações de 086pp Analisando pela fonte de uso essa queda foi em decorrência dos bens finais 144pp enquanto houve uma contribuição positiva dos bens intermediários 06pp Verificando tais mudanças pela mudança tecnológica para os bens finais houve substituição de importações de bens finais contribuição de 24pp mas o aumento da demanda contribui para atenuar tal movimento 09pp Para o caso dos bens intermediários um comportamento interessante acontece A penetração das importações 14pp e mudança de técnica 06pp contribui para demanda mais importações mas por outro lado a demanda contribuiu negativamente 14pp atenuando em parte tal movimento De 2004 a 2008 o crescimento positivo das importações é resultado das contribuições positivas da FBCF 158pp consumo 1437pp e exportações 39pp Dessa contribuição positiva da FBCF 67 é pelo ao aumento dos bens intermediários sendo o restante dos bens finais Pela fonte de mudança 65 da contribuição dos bens intermediários é decorrente do aumento da demanda 68pp mas há penetração das importações com contribuição do padrão de comércio 386pp e uso de técnicas que utilizam mais importações 133pp No consumo os bens intermediários correspondem a 68 da contribuição positiva Estes aumentaram sua participação principalmente devido à demanda 649pp pelo aumento da penetração das importações 255pp bem como da mudança técnica 212pp No caso dos bens finais houve penetração das importações 113pp mas foi o aumento da demanda 412pp que mais contribuiu para a contribuição positiva dos bens finais para as importações para consumo Como esperado a contribuição positiva das exportações é quase integralmente para uso intermediário A fonte de mudança que mais contribuiu para a contribuição positiva foi o padrão de comércio com penetração das importações 327pp mas também a mudança de tecnologia teve um papel importante 2pp A demanda por outro lado contribuiu negativamente para o incremento das importações 093pp 5 Considerações Finais Esse estudo buscou fazer uma decomposição das importações no Brasil dentro desse contexto de crescimento na década de 2000 Através das decomposições é possível observar a endogeneidade do comportamento das importações no processo de crescimento da economia brasileira tendo sido induzidas diretamente comportamento da produção nacional e da demanda agregada O crescimento da produção nacional nesse período aumentou sua demanda por bens importados principalmente de importações intermediárias A contribuição da demanda final pela fonte de uso parece ser mais sensível ao comportamento cíclico da economia aumentando sua contribuição nos períodos de crescimento e reduzindo nos períodos desaceleração A demanda por importações pelos componentes da demanda final corresponde aos ciclos de crescimento de tais variáveis Entre de 2000 a 2008 houve um aumento nas importações e através da decomposição estrutural podese verificar que sua variação esteve associada à variação na demanda mudança no padrão de comércio com penetração das importações e de técnicas de produção mais intensivas em insumo respectivamente em ordem de importância Desse aumento de importações cerca de 23 está associada ao uso de bens intermediários Em relação aos componentes o que mais contribuiu ao crescimento foi a FBCF sendo seguida pelo consumo das famílias e exportações refletindo a as taxas de crescimento desses componentes No primeiro período de 2000 e 2003 houve baixo crescimento das importações totais com queda na taxa de crescimento dos bens finais Esse decréscimo esteve associado principalmente às mudanças no padrão de comércio com substituição de importações em especial dos bens finais relacionados a consumo Uma vez que as importações finais para consumo são muito elásticas a 14 renda esse período de baixo crescimento se refletiu em um processo de substituição de importados por nacionais As exportações a FBCF e o governo tiveram um pequeno acréscimo Em relação ao uso das importações a contribuição negativa é devida principalmente pelas de uso final que superou o pequeno efeito positivo das importações para uso intermediário Entre 2004 e 2008 há uma inflexão neste cenário quando ocorre um aumento das importações para suprir principalmente o crescimento da demanda nacional Pela fonte de mudança a demanda foi o maior fator contribuinte Dentre os componentes da demanda final um papel destacado obteve o consumo seguido pela FBCF e exportações No que se refere a fonte de uso maior influência foi vista entre os bens intermediário indicando em certa medida dependência dos insumos importados Nesse período além do aumento da demanda devido às elevadas taxas de crescimento do período possivelmente a valorização da taxa de câmbio também contribuiu para que a taxa de crescimento de importações tenha sido positiva Grosso modo parece existir na economia brasileira uma estrutura dependente de insumos e bens importados Isso compromete a articulação da cadeia de produção de insumos no Brasil e dos efeitos de encadeamento e dos multiplicadores associados ao processo produtivo e expansão da atividade econômica e investimento De maneira geral esta característica relacionase diretamente ao comportamento da indústria brasileira e sua estratégia de integração na economia desde a década de 1990 em busca de competitividade Este fenômeno está inserido no processo de reestruturação a desverticalização da produção com aumento do conteúdo importado e redução de custos Ferraz et al 1995 especialmente das indústrias tradicionais voltadas para consumo Esta análise é geral e preliminar sendo necessário estender tal abordagem a nível setorial em especial daqueles que compõem o setor industrial para melhor qualificar tais mudanças A disponibilização pelo IBGE da Matriz InsumoProduto de 2010 também possibilitará a ampliação da análise possibilitando entender o que correu após 2008 em decorrência da crise e das medidas adotadas pelo governo brasileiro 6 Referências BASTOS Carlos Pinkusfeld RODRIGUES Roberto de Souza LARA Fernando Maccari As finanças públicas e o impacto fiscal entre 2003 e 2012 10 anos de governo do Partido dos Trabalhadores Ensaios FEE v 36 n 3 p 675706 2015 BRESSERPEREIRA Luiz Carlos VIANA Alexandre Guedes CUNHA Patrícia Helena F Reflexões sobre o Novo Desenvolvimentismo e o Desenvolvimentismo Clássico Revista de Economia Política v 36 n 2 p 143 2016 CARNEIRO Ricardo O desenvolvimento brasileiro póscrise financeira oportunidades e riscos Observatório da Economia Global n 4 2010 DIETZENBACHER E HOEN A Deflation inputoutput tables from the users point of view a heuristic approach Review of Income and Wealth v 44 n 1 p 111122 1998 DIETZENBACHER E LOS B Structural decomposition techniques Sense and sensitivity Economic Systems Research v 10 n 4 p 307324 1998 GRIJÓ E BÊRNI DA Metodologia completa para a estimativa de matrizes de insumoproduto Teoria e evidência econômica Passo fundo v 14 n 26 p942 maio 2006 Disponível em httpwwwupfbrcepeacdownloadrevn262006art1pdf originpublicationdetail Acesso em 20 jul 2014 HILLINGER Claude Consistent aggregation and chaining of price and quantity measures Journal of Economic and Social Measurement v 28 n 1 2 p 120 2002 HIRSCHMAN Albert O The strategy of economic development New Haven yale university Press 1958 IBGE Matriz insumoproduto Brasil 20002005 Contas nacionais n23 IBGE Rio de Janeiro 2008 Disponível em httpwwwibgegovbrhomeestatisticaeconomia matrizinsumoprodutopublicacaopdf Acesso em 05 abr 2014 15 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE Sistema de Contas Nacionais Brasil referência 2000 Rio De Janeiro 2011 Disponível em httpwwwibgegovbrhomeestatisticaeconomiacontasnacionais2013defaultshtm Acesso em 10 set 2014 MEDEIROS C A Inserção externa crescimento e padrões de consumo na economia brasileira Brasília IPEA 2015 174 p MEDEIROS C A SERRANO F Inserção externa exportações e crescimento no Brasil Polarização Mundial e Crescimento Vozes Petrópolis 2001 Versão mimeo MILLER R E BLAIR P D Inputoutput analysis foundations and extensions Cambridge University Press 2009 MINELLA A SOUZASOBRINHO N Canais monetários no Brasil sob a ótica de um modelo semiestrutural In BCB BANCO CENTRAL DO BRASIL Dez anos de metas para a inflação 19992009 Brasília BCB 2011 NEVES José Pedro Mudança Estrutural na Economia Brasileira entre os anos 2000 e 2008 uma Análise de Decomposição Estrutural 2013 124 f Dissertação Mestrado Curso de Economia IE Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 2013 PREBISCH Raúl et al O desenvolvimento econômico da América Latina e seus principais problemas Revista Brasileira de Economia v 3 n 3 p 47111 1949 PRADO L C D TORRACA J F LIMA E SILVA J A C Um novo olhar sobre um Antigo Debate A tese de PrebischSinger é ainda válida Texto para discussão Instituto de Economia Universidade Federal do Rio de Janeiro n 003 2014 Disponível em httpww2ieufrjbrimagespesquisapublicacoesdiscussao2014TDIE0032014pdf Acesso em 12 dez 2015 ROSE Adam CASLER Stephen Inputoutput structural decomposition analysis a critical appraisal Economic Systems Research v 8 n 1 p 3362 1996 ROSE Adam CHEN ChiaYon Sources of change in energy use in the US economy 19721982 a structural decomposition analysis Resources and Energy v 13 n 1 p 121 1991 SANTOS Cláudio Hamilton Matos dos et al Por que a elasticidadecâmbio das importações é baixa no Brasil Evidências a partir das desagregações das importações por categorias de uso Texto para discussão n 2046 IPEA Rio de Janeiro 2015 REICH UtzPeter Additivity of deflated inputoutput tables in national accounts Economic Systems Research v 20 n 4 p 415428 2008 RIBEIRO L S L R Dois Ensaios sobre a Balança Comercial Brasileira 19992005 Dissertação de mestrado PUCRJ PUCRJ Rio de Janeiro 2006 SKIENDZIEL A Estimativas de elasticidades de oferta e demanda de exportações e de importações brasileiras Dissertação de mestrado UNB Brasília 2008 SERRANO Franklin A mudança na tendência dos preços das commodities nos anos 2000 aspectos estruturais OIKOS Rio de Janeiro v 12 n 2 2014 SQUEFF G C Rigidez produtiva e importações no Brasil 19952009 In SQUEFF G C Dinâmica Macrosetorial Brasileira Brasília IPEA 2015 p 1546 SUMMA Ricardo SERRANO Franklin Distribution and CostPush inflation in Brazil under inflation targeting 19992014 Mimeo 2015 Disponível em httpwwwexcedenteorgwpcontentuploads201511summaserrano1oct2015 DistributionandCostPushinflationinBrazilunderinflationtargeting19992014pdf Acesso em 09 dez 2015 16 APÊNDICE A Decomposição estrutural detalhada das importações Seção I Decomposição estrutural das importações10 Devido à multiplicidade de possíveis decomposições seguimos a sugestão de Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 onde se estabelece uma média de duas situações extremas expressas no período anterior e no período atual 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝚫𝐙𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝚫𝐙𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝟎 𝐟𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐟 28 Para a separação da decomposição acima nas fontes de mudança especificadas por esse estudo é necessário desmembrar 𝚫𝐙 nas suas fontes de variação Pelo modelo de insumoproduto sabese que Z é igual a 𝐙 𝐈 𝐀𝐧𝟏 𝐈 𝟏 𝛀 𝐀𝟏 29 Assim 𝚫𝐙 inclui a variação da matriz de coeficientes técnicos intermediários nacional e seu complementar importados e da matriz de coeficientes técnicos totais 𝐀 Logo 𝚫𝐙 𝐙𝟏 𝐙𝟎 𝚫𝐈 𝟏 𝛀 𝐀𝟏 30 Temse então que para o período 1 𝐙𝟏 é definido da seguinte forma 𝐙𝟏 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏 31 Pósmultiplicando 𝐙1 por 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐙𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 32 𝐙𝟏𝐈 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 33 distribuindo 𝐙𝟏 𝐙𝟏 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝐈 34 rearranjando os termos 𝐙𝟏 𝐈 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏 35 e pósmultiplicando ambos os lados por 𝐙𝟎 temse 𝐙𝟏𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟎 36 Analogamente fazendo o mesmo para 𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟏 37 Pósmultiplicando 𝐙𝟎 por 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐙𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 38 𝐙𝟎𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝐈 39 distribuindo 𝐙𝟎 𝐙𝟎 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝐈 40 rearranjando os termos 𝐙𝟎 𝐈 𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 41 e prémultiplicando ambos os lados por 𝐙𝟏 temse 𝐙𝟏𝐙𝟎 𝐙𝟏 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎 42 Sabendo que 𝐙 𝐙𝟏 𝐙𝟎 subtraise 47 de 41 chegando ao seguinte resultado 𝐙 𝐙𝟏𝚫𝟏 𝛀𝐀𝐙𝟎 43 Como menciona Miller e Blair 2009 p 603 independente do procedimento de pré e pósmultiplicação das equações 32 a 42 o resultado de 46 permanece o mesmo Percebese entretanto que na variação da matriz inversa de Leontief 𝐙 está inserida a variação na matriz de coeficientes técnicos nacionais 𝚫𝟏 𝛀𝐀 sendo necessário decompôla também tal como a seguir Temse por Miller e Blair 2009 p 599 decomposição por dois termos uma das possíveis formas é 𝚫𝟏 𝛀𝐀 𝚫𝟏 𝛀 𝐀𝟏 𝟏 𝛀𝟎 𝚫𝐀 44 Reorganizando os temos 𝚫𝟏 𝛀𝐀 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝟏 𝛀𝟎 𝚫𝐀 45 10 Os procedimentos realizados nessa seção estão baseados em Miller e Blair 2009 17 fazendo a média das decomposições extremas possíveis como sugere Dietzenbacher Los 1998 e Miller e Blair 2009 temse 𝚫𝟏 𝛀𝐀 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎 1 2 𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀 46 e substituindo 46 em 43 temse 𝐙 𝐙𝟏1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎 47 Distribuindo a multiplicação 𝐙 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎 48 Substituindo 48 em 28 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 1 2 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝟎 𝐟𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐟 49 Como a parcela do conteúdo nacional de bens finais 𝛍 é complementar à parcela do conteúdo importado 𝛄 substitui se a seguinte relação 𝚫𝛍𝐟 𝚫𝛄𝐟 Reorganizando os termos a decomposição completa é definida em 𝚫𝐦 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐟𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟏𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟 𝐟𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟 𝐟𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟 𝟎 𝚫𝐟 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝟎 𝐟𝟏𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟 50 Fazendo as devidas substituições para incorporar a adaptação à análise empírica pela variação de estoques eq 13 a 20 em 50 obtémse a decomposição para 𝚫𝐦𝐟𝐝 𝚫𝐦𝐟𝐝 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 51 No caso de 𝚫𝐦𝐬 não foi realizada a decomposição ampliada incluindo os efeitos de 𝚫𝐙 e 𝚫𝟏 𝛀𝐀 por não possuir significado econômico Repetese então 23 𝚫𝐦𝐬 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝐬𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝟎𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝚫𝐙𝛍𝟎𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝚫𝐙𝛍𝟏𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛍𝐬𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛍𝐬𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝟏 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝟎𝚫𝐬 1 2 𝚫𝛄𝐬𝟎 𝐬𝟏 𝛄𝟏 𝛄𝟎𝚫𝐬 52 18 Seção II Decomposição das importações por fonte de mudança fonte de uso e componentes da demanda Nesta seção serão apresentadas as equações correspondentes as decomposições apresentadas na seção 312 i Fonte de mudança 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 𝚫𝐦𝐬 53 𝚫𝐦𝐩𝐜 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 54 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 55 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 56 ii Uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 57 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 58 𝚫𝐦𝐟𝐝𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 59 iii Componentes da demanda 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜 𝚫𝐦𝐤 𝚫𝐦𝐠 𝚫𝐦𝐞 𝚫𝐦𝐬 60 em que 𝚫𝐦𝐣 é 𝚫𝐦𝐣 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 𝟏 𝟐 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐣𝟎 𝐣𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐣 61 Combinação entre decomposições a Categorias de demanda e fonte de uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐤𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐤𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐠𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐠𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐞𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐞𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐬 62 19 𝚫𝐦𝐣𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 63 𝚫𝐦𝐣𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐣𝟎 𝐣𝟏 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐣 64 b fonte de mudança e uso das importações 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 65 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟏 66 𝚫𝐦𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎𝐟𝐝 𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟏𝐟𝐝 𝟏 67 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐟𝐝 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐟𝐝 𝟎 𝚫𝐟𝐝 68 𝚫𝐦𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐟𝐝 𝐟𝐝 𝟎 𝐟𝐝 𝟏 69 𝚫𝐦𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 1 2 𝛄𝐟𝐝 𝟏 𝛄𝐟𝐝 𝟎𝚫𝐟𝐝 70 c Fonte de uso mudança tecnológica e fonte de demanda 𝚫𝐦 𝚫𝐦𝐜𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐤𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐠𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐞𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐬 71 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐬 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞𝐝𝐢á𝐫𝐢𝐚 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 𝚫𝐦𝐬 72 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐢𝐧𝐭 1 2 𝚫𝛀 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝚫𝛀 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎 1 2 𝐙𝟏𝚫𝛀 𝐀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎 𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎𝐙𝟎𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟏 73 𝚫𝐦𝐣𝐭𝐞𝐜 1 2 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝚫𝐀𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎𝐣𝟎 𝛀𝟎 𝐀𝟎1 2 𝐙𝟏𝟏 𝛀𝟎 𝟏 𝛀𝟏 𝚫𝐀𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟏𝐣𝟏 74 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐢𝐧𝐭 1 2 𝛀𝟏 𝐀𝟏𝐙𝟏𝛍𝐣 𝟏 𝛀𝟏 𝐀𝟎𝐙𝟎𝛍𝐣 𝟎 𝚫𝐣 75 𝚫𝐦𝐣𝐩𝐜𝐟𝐢𝐧 1 2 𝚫𝛄𝐣 𝐣𝟎 𝐣𝟏 76 𝚫𝐦𝐣𝐝𝐞𝐦𝐟𝐢𝐧 1 2 𝛄𝐣 𝟏 𝛄𝐣 𝟎𝚫𝐣 77