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A EDUCAÇÃO NO PERÍODO MEDIEVAL CRISTÃO Alan Araújo Campos Resumo O artigo apresenta de maneira objetiva e sucinta a perspectiva filosófica em r e lação ao ateísmo Dessa forma pretendese discutir e expor as principais teses ateístas e sobre suas contundentes críticas às religiões Ensejamos estimular uma profunda reflexão sobre o ateísmo com enfoque em suas argumentações e justificativas Além disso analisar as principais consequências do fenômeno no contexto contemporâneo uma vez que tem aumenta do expressivamente o número de ateus Palavraschave Ateísmo Crítica à religião Modernidade Deus Filosofia Introdução A Filosofia como um todo desempenha um papel central de especulação e investigação sobre diversas áreas da existência humana Tal estudo nem sempre é visto da mesma forma pelos pensadores uns concordam outros discordam Tudo isso é que gera e impulsiona a Filosofia ou seja um movimento constante de tese antítese e enfim a síntese Inevitave l mente também no campo religioso há especulações daqueles que acreditam na existência de um ser divino e aqueles que negam a sua existência Este estudo tem como objetivo analisar e expor a perspectiva filosófica dos principais filósofos críticos da religião Pretendese assim lançar luz sobre o ateísmo e sobre suas principais argumentações contrárias à religião Com isso oferecer uma compreensão mais profunda do ateísmo no campo filosófico e religioso A relevânc ia deste estudo reside na necessidade de entender o ateísmo e sua influência atual Em um mundo marcado por tanto sofrimentos humanos e que preza cada mais pela individualidade e egocentrismo o ateísmo oferece um contraponto instigante chamandonos a questionar se de fato existe um ser supremo Dessa forma uma pesquisa bibliográfica com a intenção de apresentar o ateísmo e suas implicações Nesse sentido este trabalho se debruçará primeiramente pelo fundamento ateísta de Feuerbach explorando sua crítica na projeção de Deus Em seguida será analisada a posição de Nietzshe e sobre o niilismo moderno destaca ndo a posição acerca dos valores absolutos Posteriormente Sartre e o existencialismo ateu enfatizando a liberdade sem Deus Por fim serão apresentadas outras críticas contemporâneas e novos posicionamentos contrários a fé I A IDADE MÉDIA E O PAPEL CENTRAL DA IGREJA NA EDUCAÇÃO Após o longo período da educação e filosofia clássica com a queda do império Romano do Ocidente no século V toda a estrutura política administrativa e cultural que sustentava a vida pública romana entrou em colapso Com tal fato acontecido fez com que as antigas escolas laicas desaparecessem por completo Diante disso com toda a instabilidade provocada pelas invasões bárbaras a igreja se torna a instituição com maior autoridade obre o ensino Nietzsche e o niilismo moderno Friedrich Wilhelm Nietzsche também destacouse por sua s contudentes críticas à religião sobretudo ao cristianismo Nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken situada na região da Prússia Teve uma infância permeada pela atmosfera religiosa descendente de uma linhagem de pastores luteranos Estudou Filosofia Clássica Teologia e Filologia tendo uma educação muito fortificada pela vida acadêmica Faleceu em 25 de agosto de 1900 deixando para trás muitas obras impactantes proclamando o ateísmo e o niilismo Nietzsche afirma Deus está morto dizendo que o cristianismo só gerou conformismo e mediocridade Por isso mesmo irá afirmar que o ateísmo é um caminho para al c ançar a liberdade uma vez que Deus é inimigo da vida Ele entende que o cristianismo imperioso a partir da Idade Média impôs uma inversão de valores morais que culminaria no enfraquecimento do ser humano por ser a negação dos impulsos morais que falam mais alto em qualquer animal O cristianismo defendeu tudo quanto é fraco baixo pálido fez um ide al da oposição aos instintos de conservação da vida potente até corrompeu a razão das naturezas intelectualmente poderosas ensinando que os valores superiores da intelectualidade não passam de pecados extravios e tentações Chamo o cristianismo a única grande calamidade a única grande per versão interna o único grande instinto de ódio que não encontra meios bastante venenosos suficientemente subterrâneos bastante pequenos o título única e imortal desonra da humanidade Nietzsche 2007 p116 Ou seja para Nietzsche a religião destrói tudo o que é nobre valioso alegre e que caracteriza a vida humana Por isso é inimiga mortal da humanidade transformando negativamente o homem Para ele a religião transforma o homem em um ser covarde fraco ou seja em escravo O metafísico criado pelo homem é apenas um vazio que considera como Deus Nesse sentido a morte de Deus significa a liberdade plena do homem uma vez que somente a morte de Deus dará a emancipação ao homem Todavia a crítica de Nietzsche ao cristianismo não se finda na parte moral mas perpassase no âmbito metafísico e na influência ocidental Ele argumenta que a tradição platônicocristã construiu um mundo verdadeiro superior em detrimento ao mundo terreno tal divisão ocasionou em uma desvalorização do mundo sensível Em seu livro Crepúsculo dos Ídolos ele critica arduamente essa história de um erro que levou a humanidade a desvalorizar o único mundo que existe Nietzsche 2006 p34 Personagens como Sócrates e Platão é para Nietzsche o início da decadência filosófica uma vez que prega a negação da vida Portanto a morte de Deus é também a morte do idealismo platônico e da crença em um mundo além do terrestre abrindo espaço para uma filosofia autêntica e verdadeira Para o filósofo a religião representa a antítese de tudo que ele considera nobre e afirmativo da vida como exposto em O Anticristo É no fundo apenas um gênero de homem o cristão e em todas as épocas o tipo de homem que mais se desenvolve na religião é aquele que é incapaz de se desenvolver em outra parte e para quem a religião é a única via de salvação uma vez que ele não tem as qualidades para ser um grande homem em outra parte A religião é a degeneração da humanidade NIETZSCHE 2007 p 28 Essa citação expõe a profundidade da crítica de Nietzsche que observa na religião não apenas uma falsidade metafísica mas sobretudo uma forma de empobrecimento humano onde os mais fracos encontram refúgio e ao mesmo tempo um meio de perpetuar uma moralidade que sufoca a força e a ex c elência Dessa forma entende que o ateísmo para Nietzsche é em sua essência uma exortação para enfrentar a ausência de sentido preestabelecido para a existência Basicamente é aceitar o acaso a pluralidade e contingência da vida O ser humano não necessita seguir valores absolutos impostos pelas instituições ele mesmo pode tornarse criador de seus valores e de seu próprio sentido A morte de Deus não é o fim mas o início de uma nova forma de existência onde a responsabilidade da criação recai inteiramente o indivíduo que deve aprender a viver amando o destino amor fati e afirmar a vida em toda sua turbulência e desacertos É nessa reflexão que o ateísmo nietzschiano se consolida com uma das mais importantes contribuições ao pensamento filosófico contemporâneo forçando uma reavaliação radical de nossas crenças e de nossa própria condição humana Sa r tre e o existencialismo ateu JeanPaul Sartre foi um filósofo escritor e dramaturgo francês contemporâneo Autor de muitos livros a sua ob ra mais importante é o clássico da filosofia contemporânea O ser e o nada Sartre foi fortemente influenciado pelo pensamento dos filósofos alemães contemporâneos Friedric h Nietzsche e Martin Heidegger Sartre é considerado um dos maiores pensadores da filosofia existencialista Dentro do debate sobre a existência de Deus Sartre se baseia no mesmo pensamento dos filósofos Nietzsche e Feuerbach onde ambos argumentam que Deus nã o tem uma existência real Ao final da sua obra O ser e o nada S artre vai afirmar T oda a realidade humana é uma paixão uma vez que ela projeta perderse para fundar o ser e para constituir ao mesmo tempo o seremsi que escapa à contingência para ser o seu próprio fundamento o ens causa sui o ser causa de si que as religiões chamam Deus Assim a paixão do homem é oposta à paixão de Cristo porque o homem se perde enquanto homem para fazer nascer Deus Mas a idéia de Deus é contraditória e nós nos perdemos em vão o homem é uma paixão inútil p 747 Já que o serparasi é considerado um puro nada podese dizer que a paixão do homem é um seremsi Mas como desejo do seremsi a consciência tende para o ideal de uma consciência Ou seja este ideal pode ser chamado de Deus Podese dizer assim que aquilo que melhor torna compreensível o projeto fundamental da realidade humana é que o homem é o ser que projeta seu Deus Sejam quais forem depois os mitos e os ritos da religião considerada Deus é sensível em primeiro lugar ao coração do homem como aquilo que o anuncia e define no seu projeto último e fundamental E se o homem possui uma compreensão pré ontológica do ser de Deus esta não lhe é conferida nem pelos grandes espetáculos da natureza nem pela potência da sociedade mas Deus valor e objetivo supremo da transcendência representa o limite permanente a partir do qual o homem se faz anunciar o que ele próprio é Ser homem é tender a ser Deus ou se se prefere o homem é fund amentalmente desejo de ser Deus p 691 Com isso ao observar a argumentação do filósofo existencialista após colocar algumas características em relação a o homem e Deus pode se considerar segundo Sartre que há um Deus mas que não se passa de um Deus falido Sartre ao colocar o homem como responsável por sua exist ência ele então se considera um existencialista ateu Dessa maneira concluise que não há uma natureza humana e que não há um Deus para originála Com isso o homem se torna responsável pela sua existência mas não somente na sua individualidade este se torna responsável também pelos outros homens Portan to a nossa responsabilidade é m uito maior do que poderíamos su por pois ela engaja a humanidade inteira Sartre 1987 p 7 Ao sermos responsáveis pela nossa própria existência e também pela existência do outro homem nos deparamos com a palavra angústia Dentro da doutrina existencialista a não existência de Deus é a princípio o conceito de que tudo é permitido dessa forma o homem se encontra sozinho pois não pode buscar em Deus e nem no mundo para se a assegurar tendo apoio somente na sua própria existência O exi stencialismo ateu que eu repre sento é mais coerente Afirma que se Deus existe há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência um ser existe antes de poder ser defi nido por qualquer conceito este ser é o homem Sartre 1987 p 6 Em vista disso o homem se encontra solitário condenado à liberdade E por esse fato da existência de Deus faz com que não tenhamos um paradigma e consequentemente não existem valores que devemos seguir valores nos quais legalizem nosso modo de ser como correto ou não Portanto o ateísmo existencialista não é aceito e nem compreendido por todas as doutrinas Entretanto o objetivo de Sartre é fazer com que o homem consiga enxergar que independente se Deus existe ou não este nã o é o ponto principal É de extrema importância que o homem entenda que nada pode livrálo dele mesmo nem mesmo a concretude de Deus Assim afirma Sartre O existencialismo não é tanto um ateís mo no sentido em que se esforça ria por demonstrar que Deus não existe Ele declara mais exatamente mesmo que Deus existisse nada mudaria eis nosso ponto de vista Não que acreditamos que Deus exista mas pensamos que o problema não é de sua existência é preciso que o homem se reencontre e se convença de que nada pode salválo dele próprio nem mesmo uma prova válida da existência de Deus Sartre 1987 p22 Karl Marx o novo ateísmo e a crítica contemporânea Karl Marx sem sombra de duvidas é um dos mitos contemporâneos mais debatidos Seu nome não liga somente a questões filosóficas e econômicas mas também políticas e sociais Marx nasceu em cinco de maio de 1818 na cidade de Tréveros Iniciou os seus estudos em julho de 1836 na universidade de Berlim capital da Prússia Nesse contexto histórico as ideias liberais se alastravam pela Prússia pois o governador da época Frederico Guilherme IV anunciara a abertura política O liberalismo alemão fora influenciado pelas ideias da revolução francesa abriuse fogo contra o aliado mais fraco do Estado que era a Igreja e a religião A doutrina de Marx surge no século XIX da influência do materialismo da ciência natural com o socialismo francês animada pelo espirito dialético de Hegel Lênin o continuador da ideologia marxista e fundador do partido diz que a teoria de Karl Marx é o verdadeiro herdeiro do que de melhor produziu a humanidade no século XIX na forma da filosofia alemã da economia política inglesa e do socialismo francês Ao adentrar no tema sobre a religião Marx se baseia em Feuerbach não aceitando somente o materialismo mas como também a crítica da religião Karl M arx acredita que o ateísmo é um postulado evidente que se pode dispensar qualquer investigação mais séria da sua parte Segundo o filósofo Deus não passa de uma projeção do homem É possível ver claramente que o filósofo não se preocupa em examinar seriamente qualquer outra hipótese Com isso a religião não passa de uma produção e alienação do homem Como vimos no paragrafo anterior para Marx a religião aliena o homem Essa alienação religiosa deve ser mais clara a partir da situação históricosocial Mas a religião é uma expressão da alienação do homem e não seu fundamento A essência da alienação do home m se encontra dentro do contexto econômico por exemplo no tipo de relações de produção geradas no mundo capitalista São colocadas duas classes sócias a primeira sendo os proprietários dos meios de produção e o segundo o não proprietários Ao destruir essas duas estruturas econômicas também acabam destruindo a religião que é seu produto Ainda sobre essas estruturas Marx diz geram falsa consciência que é a religião Assim a ideia de Deus é o resultado de uma economia alienante O protesto de Karl Marx contra o mundo alienado permanece sem consequência pois propõe uma solução para além da história Já a religião oferece somente a libertação espiritual do homem a libertação imaginária e ilusória Segundo o filósofo só a práxis revolucionária será capaz de emancipar radicalmente o proletariado industrial dispensando o protesto e o consolo da religião Enquanto protesto contra as situações humanas são protestos ineficazes porque se desvia a atenção deste mundo de sua transformação para outro para o além Dessa forma a religião tem a ação de um calmante O ópio do povo A religião hipnotiza os homens com a falsa superação da miséria e assim se destrói sua força de revolta A crítica de Marx vai se construindo sob eixo das alienações Não se entende por alienação o que Hegel entende no sentido de exteriorização mas um caráter pejorativo histórico ou real Isso se trata de situações em que o homem se perdeu em si mesmo e no mundo ilusório A religião é vista como uma ilusão que nasce da convivência social e política perturbada e serve como um ópio do povo para esquecer a miséria e a exploração econômica Marx não vê a religião como uma invenção de sacerdotes ou dominadores mas sim como uma manifestação da humanidade sofredora em busca de consolo Então Marx conclui que a religião sendo reflexo espiritual da miséria real do homem numa sociedade opressora a superação da religião não será dada somente pela crítica intelectual A luta contra a religião tem seu aroma espiritual Segundo Marx para que a alienação seja eliminada é preciso retirar todas as condições de miséria que as origina Portanto a religião é o epifenômeno ou superestrutura Fazendo a mudança da infraestrutura econômica a superestrutura mudará automaticamente A contradição fundamental segundo Karl Marx não está pois na religião mas sim no nível do modo de produção dos bens matérias CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base na s nossas pesquisas bibliogr á ficas é poss í vel perceber que n ã o é apenas uma nega çã o da exist ê ncia de Deus mas sim uma profunda cr í tica à s estruturas religiosas e aos valores nos quais sustentam tais cren ç as Os fil ó sofos analisados para esse artigo foram Feuerbach Nietzsche Sartre e Marx Todos eles contribu í ram para uma vis ã o mais ampla e cr í tica da religi ã o cada um com o pensamento refer ê ncial filos ó fico pr ó prio mas se dirigindo na ideia de que a religi ã o pode ser compreendida e entendida como proje çã o aliena çã o ou obst á culo para alcan ç ar a liberdade e autonomia humana Feuerbach abre o caminho para uma cr í tica humanista à religi ã o defendendo que Deus é uma proje çã o das qualidades humanas idealizadas Sendo assim a f é n ã o passa de uma forma de aliena çã o onde o homem vai se distanciar da sua verdadeira ess ê ncia ao transferir suas virtudes para um ser transcendente O ate í smo para Feuerbach é uma reconcilia çã o do homem consigo mesmo e a redescoberta de sua dignidade e potencial criador Por sua vez Nietzsche den ú ncia o cristianismo como respons á vel pelo decl í nio da vida humana ao impor uma moral de fraqueza e negar os impulsos vitais A sua famosa frase Deus est á morto n ã o somente nega a divindade mas afirma um novo modo de exist ê ncia que se baseia na liberdade na cria çã o de novos valores e tamb é m na aceita çã o da vida com ela é Sartre fil ó sofo representante do existencialismo ateu traz uma cr í tica ainda mais radical a exist ê ncia precede a ess ê ncia e o homem est á condenado a liberdade Segundo Sartre sem Deus n ã o h á justificativas externas para a exist ê ncia O homem é respons á vel por si mesmo e pelo pr ó ximo e isso gera ang ú stia mas que abre espa ç o para uma vida aut ê ntica onde cada um constr ó i o seu pr ó prio sentido Enfim Marx analisa a religi ã o como um reflexo das condi çõ es materiais de vida Para o fil ó sofo a religi ã o é fruto de uma aliena çã o econ ô mica e social servindo como ó pio do povo oferecendo consolo ilus ó rio diante das injusti ç as Segundo Marx a supera çã o da religi ã o s ó acontecer á quando as bases da explora çã o forem eliminadas por interm é dio da transforma çã o radical da sociedade Dessa forma o artigo revela que o ate í smo em suas diversas vertentes filos ó ficas prop õ e uma reflex ã o cr í tica sobre o papel da religi ã o na forma çã o da consci ê ncia humana e na estrutura da sociedade A filosofia ao abordar o tema do ate í smo n ã o pretende apenas negar a exist ê ncia de Deus mas provocar o ser humano a assumir a responsabilidade por sua exist ê ncia seus valores e suas escolhas no mundo REFERÊNCIAS FEUERBACH Ludwig A essência do cristianismo Petrópolis Vozes 2007 Preleções sobre a essência da religião Campinas Papirus 1989 MORAIS José Elenito Teixeira A teologia antropológica de Ludwig Feuerbach Revista de Cultura Teológica São Paulo v 22 n 83 janjun 2014 Disponível em inserir link Acesso em 10 jun 2025 NIETZSCHE Friedrich O Anticristo maldição ao cristianismo Tradução notas e posfácio de Paulo César de Souza São Paulo Companhia das Letras 2007 ZILLES Urbano Filosofia da religião 5 ed São Paulo Paulus 1997 200 p Filosofia da religião 5 ed São Paulo Paulus 1997 122128 p SARTRE Jean Paul O existencialismo é um humanismo A imaginação Questão de método Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha Tradução de Rita Correira Guedes Luiz Roberto Salinas Forte Bento Pr ado Júnior 3 Ed São Paulo Nova Cultural 1987 MARQUES Ilda Helena Sartre e o existencialismo São João del Rei n 1 p 7580 1998 Seminarista c ursa o terceir o ano de Filosofia no Instituto Eclesiástico Filosófico São João XXIII Email semalankampos gmail com Região histórica da Europa Central que no século XIX integrava o Reino da Prússia posteriormente um dos estados fundadores do Império Alemão Estudo das línguas em textos históricos combinando aspectos linguísticos literários e culturais Doutrina filosófica que nega qualquer sentido valor ou finalidade intrínseca à existência em Nietzsche está ligado à crise de valores do Ocidente após o declínio da religião Expressão em latim que significa amor ao destino para Nietzsche é a atitude de aceitar a vida como ela é com todos os seus desafios e imperfeições É um autor de peças teatrais que nasceu ou reside na França É o ser humano dotado de consciência e liberdade onde ele não possui uma essência definida mas sim uma existência que se constrói através de suas escolhas e ações Referese ao ser inanimado como um objeto ou um animal que possui uma essência definida ou seja uma natureza intrínseca que determina o que ele é É um estado existencial fundamental resultante da consciência da liberdade e da responsabilidade que acompanha a existência humana São a burguesia uma classe social que possui as fábricas terras máquinas e ferramentas necessárias para a produção de bens e serviços Referemse à classe trabalhadora também conhecida como proletariado referese à ideia de que a religião é um paliativo para a miséria social um tipo de droga que acalma e adormece as pessoas impedindoas de questionar as causas de suas dificuldades e de lutar por uma sociedade mais justa Refere se a algo que se manifesta como um efeito secundário de um processo mais fundamental 11
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A EDUCAÇÃO NO PERÍODO MEDIEVAL CRISTÃO Alan Araújo Campos Resumo O artigo apresenta de maneira objetiva e sucinta a perspectiva filosófica em r e lação ao ateísmo Dessa forma pretendese discutir e expor as principais teses ateístas e sobre suas contundentes críticas às religiões Ensejamos estimular uma profunda reflexão sobre o ateísmo com enfoque em suas argumentações e justificativas Além disso analisar as principais consequências do fenômeno no contexto contemporâneo uma vez que tem aumenta do expressivamente o número de ateus Palavraschave Ateísmo Crítica à religião Modernidade Deus Filosofia Introdução A Filosofia como um todo desempenha um papel central de especulação e investigação sobre diversas áreas da existência humana Tal estudo nem sempre é visto da mesma forma pelos pensadores uns concordam outros discordam Tudo isso é que gera e impulsiona a Filosofia ou seja um movimento constante de tese antítese e enfim a síntese Inevitave l mente também no campo religioso há especulações daqueles que acreditam na existência de um ser divino e aqueles que negam a sua existência Este estudo tem como objetivo analisar e expor a perspectiva filosófica dos principais filósofos críticos da religião Pretendese assim lançar luz sobre o ateísmo e sobre suas principais argumentações contrárias à religião Com isso oferecer uma compreensão mais profunda do ateísmo no campo filosófico e religioso A relevânc ia deste estudo reside na necessidade de entender o ateísmo e sua influência atual Em um mundo marcado por tanto sofrimentos humanos e que preza cada mais pela individualidade e egocentrismo o ateísmo oferece um contraponto instigante chamandonos a questionar se de fato existe um ser supremo Dessa forma uma pesquisa bibliográfica com a intenção de apresentar o ateísmo e suas implicações Nesse sentido este trabalho se debruçará primeiramente pelo fundamento ateísta de Feuerbach explorando sua crítica na projeção de Deus Em seguida será analisada a posição de Nietzshe e sobre o niilismo moderno destaca ndo a posição acerca dos valores absolutos Posteriormente Sartre e o existencialismo ateu enfatizando a liberdade sem Deus Por fim serão apresentadas outras críticas contemporâneas e novos posicionamentos contrários a fé I A IDADE MÉDIA E O PAPEL CENTRAL DA IGREJA NA EDUCAÇÃO Após o longo período da educação e filosofia clássica com a queda do império Romano do Ocidente no século V toda a estrutura política administrativa e cultural que sustentava a vida pública romana entrou em colapso Com tal fato acontecido fez com que as antigas escolas laicas desaparecessem por completo Diante disso com toda a instabilidade provocada pelas invasões bárbaras a igreja se torna a instituição com maior autoridade obre o ensino Nietzsche e o niilismo moderno Friedrich Wilhelm Nietzsche também destacouse por sua s contudentes críticas à religião sobretudo ao cristianismo Nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken situada na região da Prússia Teve uma infância permeada pela atmosfera religiosa descendente de uma linhagem de pastores luteranos Estudou Filosofia Clássica Teologia e Filologia tendo uma educação muito fortificada pela vida acadêmica Faleceu em 25 de agosto de 1900 deixando para trás muitas obras impactantes proclamando o ateísmo e o niilismo Nietzsche afirma Deus está morto dizendo que o cristianismo só gerou conformismo e mediocridade Por isso mesmo irá afirmar que o ateísmo é um caminho para al c ançar a liberdade uma vez que Deus é inimigo da vida Ele entende que o cristianismo imperioso a partir da Idade Média impôs uma inversão de valores morais que culminaria no enfraquecimento do ser humano por ser a negação dos impulsos morais que falam mais alto em qualquer animal O cristianismo defendeu tudo quanto é fraco baixo pálido fez um ide al da oposição aos instintos de conservação da vida potente até corrompeu a razão das naturezas intelectualmente poderosas ensinando que os valores superiores da intelectualidade não passam de pecados extravios e tentações Chamo o cristianismo a única grande calamidade a única grande per versão interna o único grande instinto de ódio que não encontra meios bastante venenosos suficientemente subterrâneos bastante pequenos o título única e imortal desonra da humanidade Nietzsche 2007 p116 Ou seja para Nietzsche a religião destrói tudo o que é nobre valioso alegre e que caracteriza a vida humana Por isso é inimiga mortal da humanidade transformando negativamente o homem Para ele a religião transforma o homem em um ser covarde fraco ou seja em escravo O metafísico criado pelo homem é apenas um vazio que considera como Deus Nesse sentido a morte de Deus significa a liberdade plena do homem uma vez que somente a morte de Deus dará a emancipação ao homem Todavia a crítica de Nietzsche ao cristianismo não se finda na parte moral mas perpassase no âmbito metafísico e na influência ocidental Ele argumenta que a tradição platônicocristã construiu um mundo verdadeiro superior em detrimento ao mundo terreno tal divisão ocasionou em uma desvalorização do mundo sensível Em seu livro Crepúsculo dos Ídolos ele critica arduamente essa história de um erro que levou a humanidade a desvalorizar o único mundo que existe Nietzsche 2006 p34 Personagens como Sócrates e Platão é para Nietzsche o início da decadência filosófica uma vez que prega a negação da vida Portanto a morte de Deus é também a morte do idealismo platônico e da crença em um mundo além do terrestre abrindo espaço para uma filosofia autêntica e verdadeira Para o filósofo a religião representa a antítese de tudo que ele considera nobre e afirmativo da vida como exposto em O Anticristo É no fundo apenas um gênero de homem o cristão e em todas as épocas o tipo de homem que mais se desenvolve na religião é aquele que é incapaz de se desenvolver em outra parte e para quem a religião é a única via de salvação uma vez que ele não tem as qualidades para ser um grande homem em outra parte A religião é a degeneração da humanidade NIETZSCHE 2007 p 28 Essa citação expõe a profundidade da crítica de Nietzsche que observa na religião não apenas uma falsidade metafísica mas sobretudo uma forma de empobrecimento humano onde os mais fracos encontram refúgio e ao mesmo tempo um meio de perpetuar uma moralidade que sufoca a força e a ex c elência Dessa forma entende que o ateísmo para Nietzsche é em sua essência uma exortação para enfrentar a ausência de sentido preestabelecido para a existência Basicamente é aceitar o acaso a pluralidade e contingência da vida O ser humano não necessita seguir valores absolutos impostos pelas instituições ele mesmo pode tornarse criador de seus valores e de seu próprio sentido A morte de Deus não é o fim mas o início de uma nova forma de existência onde a responsabilidade da criação recai inteiramente o indivíduo que deve aprender a viver amando o destino amor fati e afirmar a vida em toda sua turbulência e desacertos É nessa reflexão que o ateísmo nietzschiano se consolida com uma das mais importantes contribuições ao pensamento filosófico contemporâneo forçando uma reavaliação radical de nossas crenças e de nossa própria condição humana Sa r tre e o existencialismo ateu JeanPaul Sartre foi um filósofo escritor e dramaturgo francês contemporâneo Autor de muitos livros a sua ob ra mais importante é o clássico da filosofia contemporânea O ser e o nada Sartre foi fortemente influenciado pelo pensamento dos filósofos alemães contemporâneos Friedric h Nietzsche e Martin Heidegger Sartre é considerado um dos maiores pensadores da filosofia existencialista Dentro do debate sobre a existência de Deus Sartre se baseia no mesmo pensamento dos filósofos Nietzsche e Feuerbach onde ambos argumentam que Deus nã o tem uma existência real Ao final da sua obra O ser e o nada S artre vai afirmar T oda a realidade humana é uma paixão uma vez que ela projeta perderse para fundar o ser e para constituir ao mesmo tempo o seremsi que escapa à contingência para ser o seu próprio fundamento o ens causa sui o ser causa de si que as religiões chamam Deus Assim a paixão do homem é oposta à paixão de Cristo porque o homem se perde enquanto homem para fazer nascer Deus Mas a idéia de Deus é contraditória e nós nos perdemos em vão o homem é uma paixão inútil p 747 Já que o serparasi é considerado um puro nada podese dizer que a paixão do homem é um seremsi Mas como desejo do seremsi a consciência tende para o ideal de uma consciência Ou seja este ideal pode ser chamado de Deus Podese dizer assim que aquilo que melhor torna compreensível o projeto fundamental da realidade humana é que o homem é o ser que projeta seu Deus Sejam quais forem depois os mitos e os ritos da religião considerada Deus é sensível em primeiro lugar ao coração do homem como aquilo que o anuncia e define no seu projeto último e fundamental E se o homem possui uma compreensão pré ontológica do ser de Deus esta não lhe é conferida nem pelos grandes espetáculos da natureza nem pela potência da sociedade mas Deus valor e objetivo supremo da transcendência representa o limite permanente a partir do qual o homem se faz anunciar o que ele próprio é Ser homem é tender a ser Deus ou se se prefere o homem é fund amentalmente desejo de ser Deus p 691 Com isso ao observar a argumentação do filósofo existencialista após colocar algumas características em relação a o homem e Deus pode se considerar segundo Sartre que há um Deus mas que não se passa de um Deus falido Sartre ao colocar o homem como responsável por sua exist ência ele então se considera um existencialista ateu Dessa maneira concluise que não há uma natureza humana e que não há um Deus para originála Com isso o homem se torna responsável pela sua existência mas não somente na sua individualidade este se torna responsável também pelos outros homens Portan to a nossa responsabilidade é m uito maior do que poderíamos su por pois ela engaja a humanidade inteira Sartre 1987 p 7 Ao sermos responsáveis pela nossa própria existência e também pela existência do outro homem nos deparamos com a palavra angústia Dentro da doutrina existencialista a não existência de Deus é a princípio o conceito de que tudo é permitido dessa forma o homem se encontra sozinho pois não pode buscar em Deus e nem no mundo para se a assegurar tendo apoio somente na sua própria existência O exi stencialismo ateu que eu repre sento é mais coerente Afirma que se Deus existe há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência um ser existe antes de poder ser defi nido por qualquer conceito este ser é o homem Sartre 1987 p 6 Em vista disso o homem se encontra solitário condenado à liberdade E por esse fato da existência de Deus faz com que não tenhamos um paradigma e consequentemente não existem valores que devemos seguir valores nos quais legalizem nosso modo de ser como correto ou não Portanto o ateísmo existencialista não é aceito e nem compreendido por todas as doutrinas Entretanto o objetivo de Sartre é fazer com que o homem consiga enxergar que independente se Deus existe ou não este nã o é o ponto principal É de extrema importância que o homem entenda que nada pode livrálo dele mesmo nem mesmo a concretude de Deus Assim afirma Sartre O existencialismo não é tanto um ateís mo no sentido em que se esforça ria por demonstrar que Deus não existe Ele declara mais exatamente mesmo que Deus existisse nada mudaria eis nosso ponto de vista Não que acreditamos que Deus exista mas pensamos que o problema não é de sua existência é preciso que o homem se reencontre e se convença de que nada pode salválo dele próprio nem mesmo uma prova válida da existência de Deus Sartre 1987 p22 Karl Marx o novo ateísmo e a crítica contemporânea Karl Marx sem sombra de duvidas é um dos mitos contemporâneos mais debatidos Seu nome não liga somente a questões filosóficas e econômicas mas também políticas e sociais Marx nasceu em cinco de maio de 1818 na cidade de Tréveros Iniciou os seus estudos em julho de 1836 na universidade de Berlim capital da Prússia Nesse contexto histórico as ideias liberais se alastravam pela Prússia pois o governador da época Frederico Guilherme IV anunciara a abertura política O liberalismo alemão fora influenciado pelas ideias da revolução francesa abriuse fogo contra o aliado mais fraco do Estado que era a Igreja e a religião A doutrina de Marx surge no século XIX da influência do materialismo da ciência natural com o socialismo francês animada pelo espirito dialético de Hegel Lênin o continuador da ideologia marxista e fundador do partido diz que a teoria de Karl Marx é o verdadeiro herdeiro do que de melhor produziu a humanidade no século XIX na forma da filosofia alemã da economia política inglesa e do socialismo francês Ao adentrar no tema sobre a religião Marx se baseia em Feuerbach não aceitando somente o materialismo mas como também a crítica da religião Karl M arx acredita que o ateísmo é um postulado evidente que se pode dispensar qualquer investigação mais séria da sua parte Segundo o filósofo Deus não passa de uma projeção do homem É possível ver claramente que o filósofo não se preocupa em examinar seriamente qualquer outra hipótese Com isso a religião não passa de uma produção e alienação do homem Como vimos no paragrafo anterior para Marx a religião aliena o homem Essa alienação religiosa deve ser mais clara a partir da situação históricosocial Mas a religião é uma expressão da alienação do homem e não seu fundamento A essência da alienação do home m se encontra dentro do contexto econômico por exemplo no tipo de relações de produção geradas no mundo capitalista São colocadas duas classes sócias a primeira sendo os proprietários dos meios de produção e o segundo o não proprietários Ao destruir essas duas estruturas econômicas também acabam destruindo a religião que é seu produto Ainda sobre essas estruturas Marx diz geram falsa consciência que é a religião Assim a ideia de Deus é o resultado de uma economia alienante O protesto de Karl Marx contra o mundo alienado permanece sem consequência pois propõe uma solução para além da história Já a religião oferece somente a libertação espiritual do homem a libertação imaginária e ilusória Segundo o filósofo só a práxis revolucionária será capaz de emancipar radicalmente o proletariado industrial dispensando o protesto e o consolo da religião Enquanto protesto contra as situações humanas são protestos ineficazes porque se desvia a atenção deste mundo de sua transformação para outro para o além Dessa forma a religião tem a ação de um calmante O ópio do povo A religião hipnotiza os homens com a falsa superação da miséria e assim se destrói sua força de revolta A crítica de Marx vai se construindo sob eixo das alienações Não se entende por alienação o que Hegel entende no sentido de exteriorização mas um caráter pejorativo histórico ou real Isso se trata de situações em que o homem se perdeu em si mesmo e no mundo ilusório A religião é vista como uma ilusão que nasce da convivência social e política perturbada e serve como um ópio do povo para esquecer a miséria e a exploração econômica Marx não vê a religião como uma invenção de sacerdotes ou dominadores mas sim como uma manifestação da humanidade sofredora em busca de consolo Então Marx conclui que a religião sendo reflexo espiritual da miséria real do homem numa sociedade opressora a superação da religião não será dada somente pela crítica intelectual A luta contra a religião tem seu aroma espiritual Segundo Marx para que a alienação seja eliminada é preciso retirar todas as condições de miséria que as origina Portanto a religião é o epifenômeno ou superestrutura Fazendo a mudança da infraestrutura econômica a superestrutura mudará automaticamente A contradição fundamental segundo Karl Marx não está pois na religião mas sim no nível do modo de produção dos bens matérias CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base na s nossas pesquisas bibliogr á ficas é poss í vel perceber que n ã o é apenas uma nega çã o da exist ê ncia de Deus mas sim uma profunda cr í tica à s estruturas religiosas e aos valores nos quais sustentam tais cren ç as Os fil ó sofos analisados para esse artigo foram Feuerbach Nietzsche Sartre e Marx Todos eles contribu í ram para uma vis ã o mais ampla e cr í tica da religi ã o cada um com o pensamento refer ê ncial filos ó fico pr ó prio mas se dirigindo na ideia de que a religi ã o pode ser compreendida e entendida como proje çã o aliena çã o ou obst á culo para alcan ç ar a liberdade e autonomia humana Feuerbach abre o caminho para uma cr í tica humanista à religi ã o defendendo que Deus é uma proje çã o das qualidades humanas idealizadas Sendo assim a f é n ã o passa de uma forma de aliena çã o onde o homem vai se distanciar da sua verdadeira ess ê ncia ao transferir suas virtudes para um ser transcendente O ate í smo para Feuerbach é uma reconcilia çã o do homem consigo mesmo e a redescoberta de sua dignidade e potencial criador Por sua vez Nietzsche den ú ncia o cristianismo como respons á vel pelo decl í nio da vida humana ao impor uma moral de fraqueza e negar os impulsos vitais A sua famosa frase Deus est á morto n ã o somente nega a divindade mas afirma um novo modo de exist ê ncia que se baseia na liberdade na cria çã o de novos valores e tamb é m na aceita çã o da vida com ela é Sartre fil ó sofo representante do existencialismo ateu traz uma cr í tica ainda mais radical a exist ê ncia precede a ess ê ncia e o homem est á condenado a liberdade Segundo Sartre sem Deus n ã o h á justificativas externas para a exist ê ncia O homem é respons á vel por si mesmo e pelo pr ó ximo e isso gera ang ú stia mas que abre espa ç o para uma vida aut ê ntica onde cada um constr ó i o seu pr ó prio sentido Enfim Marx analisa a religi ã o como um reflexo das condi çõ es materiais de vida Para o fil ó sofo a religi ã o é fruto de uma aliena çã o econ ô mica e social servindo como ó pio do povo oferecendo consolo ilus ó rio diante das injusti ç as Segundo Marx a supera çã o da religi ã o s ó acontecer á quando as bases da explora çã o forem eliminadas por interm é dio da transforma çã o radical da sociedade Dessa forma o artigo revela que o ate í smo em suas diversas vertentes filos ó ficas prop õ e uma reflex ã o cr í tica sobre o papel da religi ã o na forma çã o da consci ê ncia humana e na estrutura da sociedade A filosofia ao abordar o tema do ate í smo n ã o pretende apenas negar a exist ê ncia de Deus mas provocar o ser humano a assumir a responsabilidade por sua exist ê ncia seus valores e suas escolhas no mundo REFERÊNCIAS FEUERBACH Ludwig A essência do cristianismo Petrópolis Vozes 2007 Preleções sobre a essência da religião Campinas Papirus 1989 MORAIS José Elenito Teixeira A teologia antropológica de Ludwig Feuerbach Revista de Cultura Teológica São Paulo v 22 n 83 janjun 2014 Disponível em inserir link Acesso em 10 jun 2025 NIETZSCHE Friedrich O Anticristo maldição ao cristianismo Tradução notas e posfácio de Paulo César de Souza São Paulo Companhia das Letras 2007 ZILLES Urbano Filosofia da religião 5 ed São Paulo Paulus 1997 200 p Filosofia da religião 5 ed São Paulo Paulus 1997 122128 p SARTRE Jean Paul O existencialismo é um humanismo A imaginação Questão de método Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha Tradução de Rita Correira Guedes Luiz Roberto Salinas Forte Bento Pr ado Júnior 3 Ed São Paulo Nova Cultural 1987 MARQUES Ilda Helena Sartre e o existencialismo São João del Rei n 1 p 7580 1998 Seminarista c ursa o terceir o ano de Filosofia no Instituto Eclesiástico Filosófico São João XXIII Email semalankampos gmail com Região histórica da Europa Central que no século XIX integrava o Reino da Prússia posteriormente um dos estados fundadores do Império Alemão Estudo das línguas em textos históricos combinando aspectos linguísticos literários e culturais Doutrina filosófica que nega qualquer sentido valor ou finalidade intrínseca à existência em Nietzsche está ligado à crise de valores do Ocidente após o declínio da religião Expressão em latim que significa amor ao destino para Nietzsche é a atitude de aceitar a vida como ela é com todos os seus desafios e imperfeições É um autor de peças teatrais que nasceu ou reside na França É o ser humano dotado de consciência e liberdade onde ele não possui uma essência definida mas sim uma existência que se constrói através de suas escolhas e ações Referese ao ser inanimado como um objeto ou um animal que possui uma essência definida ou seja uma natureza intrínseca que determina o que ele é É um estado existencial fundamental resultante da consciência da liberdade e da responsabilidade que acompanha a existência humana São a burguesia uma classe social que possui as fábricas terras máquinas e ferramentas necessárias para a produção de bens e serviços Referemse à classe trabalhadora também conhecida como proletariado referese à ideia de que a religião é um paliativo para a miséria social um tipo de droga que acalma e adormece as pessoas impedindoas de questionar as causas de suas dificuldades e de lutar por uma sociedade mais justa Refere se a algo que se manifesta como um efeito secundário de um processo mais fundamental 11