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Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Unidade 1 Fundamentos do Fogo e do Incêncidio A nova temporada da sua carreira FACULDADE Libano Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Conceito de combate e prevenção de incêndio e pânico Histórico NRs de prevenção de incêndio e pânico Teoria do fogo Conceito da teoria do fogo e elementos do fogo Formas de propagação do fogo Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Pontos de temperaturas importantes Classes de incêndio Classe A Classe B Classe C Classe D Classe K Causas de incêndio Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Métodos de extinção Agentes extintores Resistência dos materiais ao fogo A explosividade Referências 5 16 25 35 46 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo se form necessarias Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload assistir videos ler textos ouvir podcast Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você Textos referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas faculdadelibano 1 Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 1 Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de compreender o conceito de incêndio pânico e prevenção e combate de incêndio e pânico seu histórico e as normas regulamentadoras pertinentes E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Conceito de combate e prevenção de incêndio e pânico Brentano 2007 explica que há muitos anos o homem convive com o fogo utilizandoo como um importante item auxiliar no seu cotidiano O homem conseguiu criar dominar e utilizar o fogo para seu aquecimento iluminação cozimento entre outras tantas coisas que se pode fazer com ele Contudo muitas vezes o fogo foge do seu controle transformando se em um incêndio no qual pode causar ferimentos prejuízos materiais e até mortes Retirarse de uma edificação de forma segura enquanto acontece um incêndio ou outra circunstância que cause pânico é de extrema importância pois pode evitar consequências graves Sendo assim este apresentase como o tema decisivo dos modelos de saída de emergência Por causa dessas situações fazse indispensável entender como funciona o combate e a prevenção de incêndio de pânico Mas você sabe definir o que é um incêndio De acordo com a ABNT NBR 13860 1997 p 7 o incêndio é definido como o fogo fora de controle Para o Dicionário Online de Português incêndio é o fogo que se propaga de maneira descontrolada e causa estragos Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 E o pânico Você sabe o que é Provavelmente já deve ter sentido isso em algum momento da sua o pânico é o medo desesperado que causa uma razão descontrolada define o Dicionário Online de Português Segundo Teixeira 2013 quando acontece um incêndio as pessoas que estão dentro da edificação procuram escapar do local o mais rápido possível Dessa forma a simples decisão de optar entre duas ou mais rotas de fuga pode vir a acarretar uma influência emocional e provocar situação de pânico Em determinadas ocasiões nas quais uma saída pode estar interrompida por chamas ou consumida pela fumaça pessoas podem vir a se atirar dos edifícios em momento de desespero Consoante Seito 2008 as dificuldades extremas causadas pela falta de percepção da visão e pelas dificuldades respiratórias causadas pelo incêndio acabam aumentando a tensão nervosa podendo assim atingir o estado de pânico A fumaça contém vários gases entre eles o monóxido de carbono CO2 que afeta o sistema nervoso central provocando sintomas como malestar distúrbios de funções motoras perturbações do comportamento Figura 1 tais como fobia agressividade pânico coma entre outros Definição Dessa forma podemos entender que o incêndio é o fogo que se espalha de forma sem controle causando danos Reflita Muitas pessoas se jogam de prédios em incêndios para acabar com o seu estado de angústia Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 A prevenção de incêndio manifesta tanto a educação pública quanto as medidas de proteção contra incêndios em edificações As atividades que possuem relação com a educação versam sobre o preparo da população através da comunicação de ideias que transmitem as medidas de segurança para prevenir o surgimento de incêndio nas ocupações assim como procuram ensinar os procedimentos a serem seguidos pelas pessoas perante um incêndio os cuidados a serem observados com o manuseio de produtos perigosos e também os perigos das práticas que provocam riscos de incêndio São Paulo Instrução Técnica 022018 FIGURA 1 Perturbações do comportamento FONTE Freepik Agora que já compreendemos o que vem a ser incêndio e pânico vamos entender o que é prevenção e combate a incêndio e pânico A ABNT NBR 13860 1997 p 8 define a prevenção de incêndio como medidas para prevenir a eclosão de um incêndio eou para limitar os seus efeitos e o combate a incêndio como um conjunto de ações destinadas a extinguir incêndio com uso de equipamentos manuais ou automáticos p 4 Explicando Melhor Dessa forma a prevenção ocorre para que não aconteça o incêndio realizando ações preventivas e para diminuir os efeitos caso ele venha a ocorrer Já o combate age quando o incêndio já existe com ações para eliminálo com a utilização de equipamentos adequados Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 Saiba Mais Quer se aprofundar neste tema Recomendamos a leitura do artigo fonte de consulta e aprofundamento Segurança contra incêndios o ensino de ciências e matemática para o exercício das atividades PEREIRA Conforme Carvalho Junior 2019 a instalação predial de segurança contra incêndio é um tema muito complicado pois está sujeito a uma exigente classificação relacionada aos riscos de incêndio De acordo com o projeto de revisão da ABNT NBR 155751 Edificações Habitacionais Desempenho Parte 1 de 19 de fevereiro de 2013 as exigências referentes à segurança contra incêndio são reguladas em proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco em caso de incêndio dificultar a propagação do incêndio reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio proporcionar meios de controle e extinção do incêndio dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros A prevenção de incêndio envolve uma série de medidas como a distribuição precisa dos equipamentos de percepção e combate a incêndio o treinamento de pessoal a vigilância constante a ocupação das edificações levando em consideração o risco de incêndio a organização geral e a limpeza buscando evitar o surgimento de um princípio de incêndio atrapalhar o seu alastramento constatálo o mais rapidamente possível e possibilitar o seu combate ainda na fase inicial esclarece Fernandes 2010 Histórico Para Silva 2004 existem vários exemplos na história mundial de uma série de incêndios que ocasionaram desmesuradas destruições e mortes considerados originários da segurança contra incêndio nas edificações como em Roma no ano de 64 dC durante o império de Nero Londres em 1966 Lisboa no terremoto seguido de incêndio no ano de 1755 e Chicago em 1871 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 No Brasil a preocupação com os possíveis danos motivados pela ação descontrolada do fogo já provocava ações preventivas desde a época imperial contudo o corpo legal e normativo como hoje é oferecido foi descrito sempre baseado em experiências relacionadas de cada Estado havendo registros espalhados pelas diversas regiões do país relata Rodrigues 2016 A década de 70 é considerada como o marco da prevenção dos acidentes no Brasil pois várias manifestações a nível nacional foram realizadas após grandes tragédias Figura 2 terem ocorrido Uma dessas tragédias foi no Edifício Andraus em São Paulo no ano de 1972 O edifício possuía escritórios e lojas e o incêndio atingiu todos os andares causando um total de 16 mortes e 330 pessoas feridas Outro incêndio ocorreu no ano de 1974 também em São Paulo no Edifício Joelma já em Porto Alegre no ano de 1976 aconteceu nas lojas Renner Todos esses episódios trágicos fizeram muitas vítimas fazendo com que fosse exigido uma regulamentação para a prevenção dos incêndios e pânicos FIGURA 2 Grandes tragédias FONTE Pixabay Saiba Mais Aprofundese mais nesse tema lendo o artigo Os 12 maiores incêndios o Brasil existe algo em comum VELLAMO Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 Brentano 2007 relata que nesses incêndios centenas de pessoas perderam a vida ocorreram perdas materiais incalculáveis documentos importantes foram perdidos e geraram fobia coletiva do fogo nas grandes edificações assim como foram geradas preocupações dos governos federal estaduais e municipais e várias outras entidades relacionadas Conforme Fernandes 2010 na década de 70 tiveram início no Brasil os primeiros estudos com relação à segurança contra incêndio sendo implementado o laboratório de segurança contra incêndios no Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT do Estado de São Paulo patrocinado pela JICA Japan Internacional Cooperation Agency que teve como resultado as instalações de ensaios de fumaça e testes materiais frente ao fogo tornandose uma referência nacional Em Brasília também foi implantado um Laboratório de Investigação Científica e Incêndio contando com a ajuda da JICA No Brasil diversos Estados possuem legislações próprias que determinam a exigência e o enquadramento dos sistemas de segurança que cada tipo de edificação deve dispor A legislação abrange os Códigos de Obras e Edificações dos Municípios Normas da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho Normas das Companhias Seguradoras dentre outras CBPMESP 2006 Contudo Brentano 2007 lembra que muitas das normas brasileiras sobre proteção contra incêndios não apresentam unicidade nas suas recomendações outras são incompletas e algumas encontramse desatualizadas Resumindo No Estado de São Paulo desde 1909 existe a atuação do Corpo de Bombeiros na área de prevenção e incêndios no qual foi editado o Regulamento para os locais de divertimentos públicos Entretanto foi apenas em 1983 que surgiu a primeira especificação do Corpo de Bombeiros anexa a um decreto em que exigia uma série de regras que foram sendo aperfeiçoadas no decorrer dos anos São Paulo Instrução Técnica 022018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NRs de prevenção de incêndio e pânico A prevenção e combate a incêndio é competência do Corpo de Bombeiros Figura 3 e este adota o Código de Prevenção e Normas Brasileiras para a execução da prevenção contra incêndios e Normas Brasileiras para a execução de prevenção contra incêndios por meio de vistorias técnicas afirma Fernandes 2010 As normas regulamentadoras de segurança contra incêndio até o ano de 1976 mostravam apenas a obrigação de instalação de equipamentos de prevenção como os extintores mas a fiscalização não era obrigatória e o projeto da construção da edificação não responsabilizava o engenheiro ou arquiteto da obra pois a legislação não era fundamentada no pensamento para a prevenção de incêndio informa Seito 2008 De acordo com Seito 2008 as normas técnicas são desenvolvidas pelos Comitês Brasileiros da Associação Brasileira de Normas Técnicas e não possuem força de lei contudo tornase lei quando for abrangida na legislação Além disso as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho colaboram para que as regras de proteção que exigem um local de trabalho seguro estabeleçam parâmetros para a segurança do trabalhador FIGURA 3 Corpo de Bombeiros FONTE Pixabay Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 A Associação de Normas Técnicas ABNT é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros CB dos Organismos de Normalização Setorial ONS e das Comissões de Estudos Especiais Temporárias CEET são elaboradas por Comissões de Estudos CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros FERNANDES 2010 p 13 Fernandes 2010 informa ainda que os comitês brasileiros que mais importam ao Corpo de Bombeiros é o CB02 Comitê Brasileiro de Construção Civil CB09 Comitê Brasileiro de Combustíveis e o CB24 Comitê Brasileiro de Proteção Contra Incêndio pois as normas desenvolvidas por estes comitês acrescentam o Código de Prevenção de Incêndios e oferecem uma definição mais completa e específica das normas de prevenção contra incêndios Veja abaixo a lista com as Normas mais utilizadas pelos Corpos de Bombeiros segundo Fernandes 2010 NBR 5419 Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas Nota Na esfera federal quase não temos legislação específica sobre segurança contra incêndio Existe a Lei nº 134252017 que estabelece as diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos edificações a áreas de reunião de público Importante Os textos técnicos são feitos por essas comissões e oferecidos para consulta popular em nível nacional antes de se transformar em uma NBR SEITO 2008 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NBR 8660 Revestimento de piso Determinação da intensidade crítica do fluxo de energia térmica NBR 9077 Saídas de emergência em edifícios NBR 9441 Execução de sistemas de detecção e alarme de incêndio NBR 9442 Materiais de construção Determinação do índice de propagação superficial de chama pelo método do painel radiante NBR 10897 Proteção contra incêndio por chuveiro automático NBR 10898 Sistema de iluminação de emergência NBR 11742 Porta cortafogo para saídas de emergência NBR 13523 Central predial de gás liquefeito de petróleo NBR 14024 Centrais prediais e industriais de gás liquefeito de petróleo com sistema de abastecimento a granel NBR 14432 Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações NBR 14880 Saídas de emergência em edifícios Escadas de segurança Controle de fumaça por pressurização NBR 15514 Área de armazenamento de recipientes transportáveis de gás liquefeito de petróleo GLP destinados ou não à comercialização Critérios de segurança Além dessas temos também NBR 5410 Sistema Elétrico NBR 12615 Sistema de Combate a Incêndio por Espuma NBR 12692 Inspeção Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio NBR 12693 Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio NBR 13434 Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico Formas Dimensões e cores NBR 13435 Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico NBR 13437 Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico NBR 13523 Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo NBR 13714 Instalação Hidráulica Contra Incêndio sob comando NBR 13714 Instalações Hidráulicas contra Incêndio sob comando por Hidrantes e Mangotinhos NBR 13932 Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo GLP Projeto e Execução NBR 14039 Instalações Elétricas de Alta Tensão Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NBR 14276 Programa de brigada de incêndio NBR 14349 União para mangueira de incêndio Requisitos e métodos de ensaio A Norma Regulamentadora nº 23 NR 23 do Ministério do Trabalho trata da proteção contra incêndio para locais de trabalho e serve como colaboração para que os ambientes de trabalho sejam seguros Resumindo E então Gostou do que lhe mostramos Você deve ter aprendido que o incêndio é o fogo que se espalha de forma descontrolada causando danos o pânico é o medo desesperado que causa uma razão descontrolada a prevenção de incêndios são as medidas para prevenir a eclosão de um incêndio e para limitar os seus efeitos e o combate a incêndio é o conjunto de ações destinadas a extinguir o incêndio utilizando equipamentos manuais ou automáticos Além disso viu que existia a preocupação com as ações preventivas desde a época imperial contudo só após as grandes tragédias na década de 70 é que os poderes públicos e as entidades relacionadas se preocuparam de verdade Por fim você compreendeu as Normas Regulamentadoras de prevenção de incêndio e pânico conhecendo as Normas da ABNT relacionadas com o tema e a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho faculdadelibano Teoria do fogo 2 FACULDADE Libano Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 2 Teoria do fogo Objetivos Neste capítulo você irá aplicar a teoria do fogo compreendendo o seu conceito quais os seus elementos e as formas de propagação Vamos juntos Conceito da teoria do fogo e elementos do fogo Sob a perspectiva da segurança de uma edificação o fogo se apresenta como uma calamidade inesperada com capacidade de originar danos materiais e perdas de vidas humanas assim para se realizar a prevenção ou o combate a incêndio de uma maneira eficiente primeiramente devese ter conhecimento sobre a mecânica do fogo em todos os seus aspectos causas formação e seus efeitos informa Brentano 2007 Conforme Brentano 2007 o fogo é uma combustão viva que se desponta por meio da formação de chamas que causam luz e desprendem calor além da emissão de fumaça gases e outros resíduos Já a ABNT NBR 13860 define o fogo como sendo o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz O fogo pode ser definido como um fenômeno físicoquímico em que ocorre uma reação de oxidação emitindo luz e calor São Paulo Instrução Técnica 022018 p 3 Definição Podemos entender que o fogo é uma combustão que emite calor e luz Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 complementa afirmando que essa reação química decorre de uma mistura de gases a altas temperaturas que emite radiação geralmente visível Para que exista a ocorrência do fogo deve haver a concorrência simultânea de três elementos essenciais Figura 4 que são o material combustível o comburente oxigênio e uma fonte de calor formando o Triângulo do Fogo explica Brentano 2007 De acordo com Seito 2008 a representação gráfica do fogo foi criada inicialmente pela teoria chamada de Triângulo do Fogo que explicava os meios de extinção do fogo pela retirada de um desses componentes devendo estes coexistirem para que o fogo se mantenha Contudo depois foi descoberto que não bastava apenas a existência desses três elementos para que essencialmente o fogo existisse Percebeuse a necessidade de existência de um terceiro elemento chamado de reação química em cadeia para que a existência do fogo realmente fosse materializada Deste entendimento o Triângulo do Fogo foi substituído pelo Tetraedro do Fogo no qual em cada face do tetraedro além do comburente do calor e do combustível é necessária a reação química FIGURA 4 Elementos essenciais do fogo FONTE laborado pela autora com informações de Brentano 20072020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Para que exista a propagação do fogo Figura 5 após o seu acontecimento deve existir a transferência de calor de molécula para molécula do material combustível ainda intactas que entram em combustão de forma sucessiva provocando então a reação química em cadeia descreve Brentano 2007 Vamos conhecer algumas características desses elementos Para Brentano 2007 o combustível é toda a matéria suscetível de queimar podendo se apresentar de forma sólida líquida ou gasosa como madeira papel carvão gasolina álcool metano A maior parte dos combustíveis sólidos possui um mecanismo sequencial para a sua combustão desse modo para que a combustão aconteça precisam ser primeiramente aquecidos liberando vapores combustíveis que se misturam com o oxigênio do ar causando uma mistura inflamável uma pequena faísca ou um contato com uma área bem aquecida faz a mistura entrar em combustão ilustra Brentano 2007 Nota Os meios de extinção fazem uso desse princípio pois atuam por meio do bloqueio de um dos componentes para apagar um incêndio São Paulo Instrução Técnica 022018 Importante Quanto maior a superfície submetida mais acelerado será o aquecimento do material e por conseguinte o processo de combustão explana o Manual de prevenção e combate a princípios de incêndio do Paraná 2013 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Os líquidos inflamáveis possuem propriedades físicas que podem atrapalhar a extinção do fogo aumentando assim o perigo a ser combatido Uma das propriedades é a solubilidade isto é a capacidade de se misturar com outros líquidos Outra propriedade é a volatilidade que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores desse modo quanto mais volátil for o líquido maior será a possibilidade de existir fogo ou até mesmo explosão elucida o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Para Brentano 2007 os gases para entrarem em combustão precisam produzir uma mistura inflamável com o oxigênio do ar cuja concentração deve estar incluída em uma faixa ideal O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 explica que os gases não possuem volume determinado inclinando rapidamente a ocupar todo o recipiente em que estão compreendidos assim se o peso do gás é menor que o peso do ar o gás tende a subir e desaparecer contudo se o peso do gás é maior que o peso do ar o gás conservarseá próximo ao solo e caminhará na direção do vento obedecendo aos arredores do terreno Um segundo elemento é o comburente que consoante o Manual de prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 p 9 é o elemento que ativa e dá vida à combustão se combinado com os vapores inflamáveis dos combustíveis sendo o oxigênio o mais comum na maioria dos combustíveis entretanto existem outros gases que podem se comportar como comburentes para determinados combustíveis como no caso do hidrogênio que queima no meio do cloro e o cobre que queima no meio de vapor de enxofre entre outros Nota Os líquidos combustíveis se evaporam ao serem aquecidos misturando se com o oxigênio do ar formando uma mistura inflamável lembra Brentano 2007 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Brentano 2007 esclarece que o calor é o elemento que inicia conserva e estimula o alastramento do fogo isto é o calor é o que provoca a reação química da mistura inflamável derivado da combinação dos gases ou vapores do combustível e do comburente A fonte de calor Figura 6 pode ser uma faísca elétrica uma chama o superaquecimento de um condutor ou aparelho elétrico atrito explosão entre outros O último elemento é a reação química em cadeia que é a transferência de calor de uma molécula do material em combustão para a molécula vizinha ainda pura que se aquece e entra também em combustão de forma sucessiva até que todo o material se encontre em combustão descreve Brentano 2007 Formas de propagação do fogo A possibilidade de um foco de incêndio ser eliminado ou progredir para um grande Nota Em espaços mais abertos onde existe boa circulação de ar ou vento portanto mais ricos em oxigênio as chamas são acentuadas por causa de um incêndio informa Brentano 2007 FIGURA 6 Fonte de calor FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 incêndio depende basicamente de alguns fatores segundo a Instrução Técnica 022018 do Corpo de Bombeiros de São Paulo quantidade volume e espaçamento dos materiais combustíveis no local tamanho e situação das fontes de combustão área e locação das janelas velocidade e direção do vento forma e dimensão do local De acordo com Camilo Junior 2019 o fogo se propaga por contato direto da chama com os materiais combustíveis pelo deslocamento de partículas incandescentes que se soltam de outros materiais já em combustão e pela ação do calor Uma vez começado o fogo devese levar em consideração o mecanismo de condução de energia isto é disseminação do calor convecção do calor e radiação da energia lembra Seito 2008 Dessa forma o fogo se propaga através de três processos de transmissão Condução ou contato Camilo Junior 2019 explica que ocorre quando o calor é transmitido de molécula a molécula ou de corpo a corpo Brentano 2007 complementa afirmando que acontece através das próprias labaredas que passam de um pavimento para o outro através das janelas inflamando as cortinas e outros materiais combustíveis ou até atingindo prédios vizinhos bem como através do contato de um material aquecido pelo fogo que conduz o calor até outro Exemplo Se colocarmos a ponta de uma barra de ferro sobre o fogo após algum tempo podemos verificar que a outra ponta não exposta ao fogo estará aquecida demonstrando assim que o calor se transmitiu de molécula a molécula até atingir a outra extremidade da barra de ferro exemplifica Camilo Junior 2019 Importante O calor é uma forma de energia gerada pela combustão ou ocasionada do atrito dos corpos lembra Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Irradiação ocorre através de ondas ou raios caloríficos constituídos por um corpo aquecido que irradia calor em todas as direções através do espaço idêntico à luz dessa forma um material pode ser aquecido por estar próximo de um fogo ou recebendo calor enviado por radiação dos forros e paredes aquecendose até entrar em combustão explana Brentano 2007 Convecção acontece quando o calor é conduzido através de uma massa de ar aquecida que se afasta do local em chamas levando para outros locais quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis que aí existem alcancem seu ponto de combustão dando origem a outro foco de fogo Figura 7 esclarece Camilo Junior 2019 O autor explica ainda que essa maneira de transmissão do calor é característica dos líquidos e gases e advém pela formação de correntes ascendentes e descendentes no meio da massa de ar em virtude da dilatação e da consequente perda de densidade da porção de ar mais próxima da fonte de calor FIGURA 7 Foco de fogo FONTE Freepik Nota Quando acontece um incêndio nos andares de baixo ou no porão de um prédio os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e fazendo com que chegue combustíveis nos locais superiores do prédio provoca outros focos de incêndio demonstra Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 EXEMPLO O calor solar irradiado para o nosso planeta a transmissão do calor através de raios ou ondas assim como o calor que sentimos no rosto quando chegamos próximo ao fogo Num grande incêndio de um prédio por exemplo vários outros prédios ao seu redor ficam queimados devido à irradiação do calor exemplifica Camilo Junior 2019 Em um incêndio na maioria das vezes as três formas ocorrem simultaneamente apesar de em determinado momento uma delas acaba predominando sobre as demais afirma Brentano 2007 Brentano 2007 ainda lembra que a propagação do fogo deve sempre ser pensada ao se fazer um plano de proteção contra incêndios pois deve fazer parte do projeto da edificação a observação das várias possibilidades que o fogo tem para se propagar seja de forma horizontal ou vertical Resumindo Neste capítulo você deve ter entendido que o fogo é uma combustão que emite calor e luz e para que exista a ocorrência do fogo deve existir a ocorrência simultânea de alguns elementos que são o material combustível o comburente e uma fonte de calor assim como a reação química em cadeia completando o Tetraedro do Fogo Você também deve ter visto que o combustível é toda matéria suscetível de queimar e pode se apresentar na forma sólida líquida ou gasosa o comburente é o elemento que ativa e dá vida à combustão quando combinado com os vapores inflamáveis dos combustíveis e o calor é o elemento que inicia conserva e estimula o alastramento do fogo Por fim você compreendeu os três processos de transmissão ao qual o fogo se propaga que são por condução ou contato que ocorre quando o calor é transmitido de molécula a molécula ou de corpo a corpo por convecção que acontece quando o calor é conduzido através de uma massa de ar aquecida que se afasta do local em chamas alastrando o fogo e por irradiação ou radiação da energia que ocorre através de ondas ou raios caloríficos constituídos por um corpo aquecido que irradia calor em todas as direções através do espaço idêntico à luz faculdadelibano 3 Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 3 Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Objetivos Neste capítulo iremos diagnosticar os pontos e temperaturas importantes identificando as classes e causas de incêndio e pânico descrevendo suas principais características Pontos de temperaturas importantes O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 afirma que o calor transforma os combustíveis e por meio dessa transformação eles se ajustam com o oxigênio tendo como resultado a combustão Essa transformação se desenvolve em temperaturas diferentes à proporção que vai acontecendo o aquecimento do material Vamos entender melhor Com o aquecimento de um combustível alcançase uma temperatura em que o material dá início à liberação de vapores que se incendeiam se existir uma fonte externa de calor Esse momento é chamado de Ponto de fulgor e o que ocorre é que as chamas não se conservam por causa da pequena quantidade de vapores descreve o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Mas quando se avança com o aquecimento se alcança uma temperatura em que os gases desprendidos do material ao entrarem em contato com uma fonte externa de calor iniciam uma combustão continuando a queimar sem a ajuda daquela fonte esse momento chama se Ponto de Combustão informa o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Prosseguindo com o aquecimento alcançase o chamado Ponto de Ignição que ocorre quando se chega a um ponto em que o combustível exposto ao ar entra em Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 combustão sem que exista fonte externa de calor relata o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Vamos observar na tabela Tabela 1 a seguir os principais pontos e temperaturas de alguns combustíveis ou inflamáveis fulgor e ignição TABELA 1 Principais pontos e temperaturas de combustíveis ou inflamáveis FONTE Elaborado pela autora com informações do Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 e de Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Camilo Junior lembra que tomando como base esses pontos e essas temperaturas os líquidos são classificados em combustíveis ponto de fulgor entre 70C e 933C e inflamáveis ponto de fulgor inferior a 70C Classes de incêndio No combate a incêndios os materiais combustíveis são identificados de acordo com uma ou mais classes de incêndios Cada classe designa o combustível envolvido no incêndio e essa classificação vai permitir de forma eficaz a escolha do agente extintor mais adequado explica Camilo Junior 2019 A classificação clássica que mais aparece na literatura é a divisão em cinco classes que são A B C D e K Vejamos as principais características de cada uma delas Classe A São os fogos em materiais combustíveis Figura 8 corriqueiros ordinários como madeiras papéis tecidos entre outros que queimam em superfície e em profundidade e em razão do seu volume deixam resíduos depois da combustão como brasas e cinzas descreve Brentano 2007 Importante A classificação dos incêndios se dá por causa das variedades dos combustíveis os quais reagem de maneiras diferentes e com características próprias menciona Carvalho Filho 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 FIGURA 8 Fogos em materiais combustíveis FONTE Freepik EXEMPLO O incêndio em um forro de aglomerado de madeira é um tipo de incêndio classe A pois queima em superfície e em profundidade deixando resíduos quando queimado exemplifica Camilo Junior 2019 Camilo Junior 2019 esclarece que este tipo de incêndio é extinto pelo método do resfriamento e para atender às propriedades de queima em profundidade deve ser empregado um agente extintor com poder de penetração e umidificação Deve ser aplicada deste modo a ação resfriadora e umedecedora da água ou de outro agente que a contenha em quantidade como a espuma Classe B São os fogos que acontecem na mistura do ar com os vapores que se desenvolvem na superfície dos líquidos combustíveis e inflamáveis como óleos gasolina etc que queimam apenas em superfície não deixando resíduos e nos gases inflamáveis como o gás liquefeito do petróleo GLP gás natural acetileno hidrogênio e outros explicita Brentano 2007 EXEMPLO Aparecendo fogo em um tubo que transporta gás do botijão até o fogão podemos apagálo cortando o abastecimento de combustível ou seja fechando o registro do botijão Senão é mais aconselhado deixálo queimar sempre sob controle para evitar que apagandose o fogo o vazamento do gás resulte em explosão exemplifica Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Conforme Brentano 2007 a extinção ocorre por abafamento através da quebra da cadeia da reação química ou pela remoção do material Os agentes extintores podem ser produtos químicos secos líquidos vaporizantes CO2 água nebulizada e a espuma mecânica que é o melhor agente extintor para essa classe de incêndio Classe C São os fogos em equipamentos elétricos energizados como máquinas elétricas quadros de força transformadores computadores ou qualquer que seja o material de uso em aplicações de energia elétrica informa Carvalho Junior 2019 Camilo Junior 2019 explica que o primeiro passo a ser tomado na situação de uma ocorrência de um incêndio na Classe C é desligar o quadro de força pois assim ele se transformará em um incêndio Classe A ou B não apresentando risco ao operador do equipamento de extinção no que diz respeito à descarga elétrica O autor ainda lembra que não se deve cortar a energia de todo o prédio mas apenas do andar ou da sala onde estiver ocorrendo o incêndio visto que esse desligamento total faz parar os elevadores frequentemente com pessoas FIGURA 9 Extintor não condutor de corrente elétrica FONTE Freepik dentro assim como deixa tudo no escuro dificultando o abandono da área pelas pessoas caso seja necessário O corte da energia elétrica deverá ser feito caso haja necessidade devendo o corte geral ser realizado depois do cumprimento das exigências cabíveis como quando os elevadores estiverem vazios no térreo Classe D De acordo com Brentano 2007 fazem parte dessa classe os fogos em metais combustíveis chamados de pirofóricos como magnésio titânio zircônio lítio alumínio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 etc Esses metais queimam de forma mais rápida e reagem com o oxigênio atmosférico atingindo temperaturas mais altas do que outros materiais combustíveis Camilo Junior 2019 afirma que os metais pirofóricos são caracterizados por possuírem oxigênio em sua formação molecular e reagirem a baixas temperaturas Exemplo Os exemplos mais comuns são o antimônio e o magnésio encontrados em motores e rodas de liga leve de veículos e a pedra de isqueiro a liga de ferrocério que solta faísca quando atritadas exemplifica Camilo Junior 2019 Os fogos da classe D demonstram comportamentos diferentes das demais classes visto que se transformam rapidamente em autossustentáveis e atrapalham a operação de extinção expõe Carvalho Junior 2019 O combate exige equipamentos técnicas e agentes extintores especiais que formam uma capa protetora isolando o metal combustível do ar atmosférico esclarece Brentano 2007 FIGURA 10 Cocção em cozinhas FONTE Freepik Classe K São produtos destinados a formas de cocção em cozinhas Figura 10 industriais e comerciais e possuem a característica de serem resistentes aos meios normais de combate a incêndio informa Carvalho Junior 2019 A extinção jamais deverá ser feita com água pois essa classe reage de forma perigosa com a água causando explosões e ferindo quem estiver por perto O método mais indicado de combater o incêndio nessa classe é por meio do abafamento Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná de 2013 EXEMPLO São os fogos em óleos e gorduras em Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 cozinhas exemplifica Brentano 2007 Esta é uma classe considerada de muita periculosidade pois o trato com banha óleos e gordura é muito comum nas cozinhas residenciais e industriais cita o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Causas de incêndio Para se fazer um projeto de prevenção e combate ao fogo é fundamental que se conheça as causas originárias de um incêndio Segundo Brentano 2007 para que se inicie um incêndio em uma edificação devese ter a concorrência essencial de uma fonte de calor de um combustível e um componente humano este por meio de falhas no projeto eou execução da instalação ou negligência comportamental na ocupação da edificação Além desses os outros dois elementos oxigênio e reação química em cadeia são imprescindíveis sobretudo para a manutenção do fogo e pontos importantes que devem ser atacados para a sua extinção Rosa 2015 considera as seguintes causas de incêndios Naturais ocorre quando o incêndio se origina por causa de fenômenos da natureza que atuam por si só de forma independente da vontade humana Artificiais acidentais e propositais acontece quando o incêndio aparece pela atuação direta do homem ou poderia ser por ele evitado ao tomar as medidas necessárias de precaução Acidental quando o incêndio é derivado da falta de cuidado do homem ainda que ele não tenha o propósito de causar o acidente sendo este o motivo da maioria dos incêndios Proposital quando o incêndio é gerado de forma criminosa isto é existiu o propósito alguém em causar o incêndio Figura 11 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Para Brentano 2007 o incêndio pode se originar de várias formas merecendo destaque as seguintes Cigarros e assemelhados ocorrem mais por imprudência principalmente com cigarros e fósforos Forno e fogão o mau uso desses equipamentos e o manuseio sem ser adequado de produtos inflamáveis como o GLP Eletricidade o uso inadequado de equipamentos elétricos isto é instalações elétricas com dimensão inferior ao que deveria gambiarras falta de proteção nos circuitos tomadas elétricas sobrecarregadas equipamentos elétricos funcionando de forma irregular apresentando faíscas superaquecimento etc Atrito acontece em máquinas e equipamentos com defeitos de arrefecimento Líquidos inflamáveis acontecem principalmente em indústrias por meio de vazamentos acidentais Raios além da onda de choque causam incêndios principalmente em lugares de armazenamento de líquidos inflamáveis Criminal são os incêndios criminosos causados para esconder homicídios ou outros crimes como receber dinheiro de seguros Para que se tenha um ambiente seguro sem riscos de incêndios fazse necessário observar todas essas causas de incêndios fazendo vistorias frequentes e orientações adequadas com o propósito de evitálas FIGURA 11 Causar o incêndio FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Resumindo Neste capítulo você deve ter compreendido que existem temperaturas diferentes de acordo com o avanço do aquecimento do calor sendo primeiro o Ponto do Fulgor segundo o Ponto de Combustão e terceiro o Ponto de Ignição Conheceu também os principais pontos de temperaturas de alguns combustíveis Além disso viu que as classes de incêndios que se dividem em Classe A que são os fogos que queimam em profundidade e deixam resíduos após a combustão Classe B que queimam apenas em superfície e não deixam resíduos Classe C que são os fogos em equipamentos elétricos energizados Classe D os fogos em metais chamados de pirofóricos e Classe K que são produtos destinados a formas de cocção em cozinhas industriais e comerciais Por fim você conheceu as causas de incêndios que poderão ser naturais ou artificiais acidentais ou propositais podendo se originar através de cigarros e assemelhados forno e fogão eletricidade atrito líquidos inflamáveis raios ou criminal faculdadelibano 4 Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 4 Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Objetivos Neste capítulo iremos analisar os métodos de extinção do fogo conhecendo os agentes extintores bem como compreender a resistência dos materiais ao fogo e a explosividade como causa de incêndios Métodos de extinção Consoante Barsano e Barbosa 2018 para que o fogo não alcance o nível de um incêndio difundido por todo o ambiente no decurso da sua propagação sem controle devem ser empregados procedimentos e equipamentos apropriados para a extinção das chamas Deste modo é essencial que um ou mais elementos que constituem o Tetraedro de Fogo sejam anulados rompendo o seu ciclo de alimentação O Tetraedro do Fogo é aquele que em cada face dele além do comburente do calor e do combustível é necessária a reação química O procedimento adequado para a interrupção desse ciclo contínuo é o emprego dos métodos de extinção de incêndio com a utilização de agentes extintores apropriados cumprindo as características de cada classe de incêndio e dessa maneira proporcionando um combate com maior eficiência e sem riscos adicionais ao combatente na hora do acontecimento explica Barsano e Barbosa 2018 Brentano 2007 destaca que os métodos de extinção do fogo Figura 12 acontecem segundo o elemento componente que se pretende neutralizar podendo ocorrer por isolamento retirada do material por abafamento retirada do comburente por Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 resfriamento retirada do calor e pela extinção química quebra da cadeia de reação química Vejamos as características de cada um desses métodos de extinção Isolamento existem situações em que se pode remover o material como no caso de tanques de combustível pois o fogo é retirado pelo fundo e transferido para outro lugar por meio de drenos explana Brentano 2007 Uanderley 2019 lembra ainda que esse procedimento age na base do fogo pois um dos elementos é removido de modo que a chama se elimina assim pode ser retirado o combustível que queima ou os combustíveis próximos ao fogo e que ainda não queimaram Abafamento procurase impedir que o material em combustão seja sustentado por mais oxigênio do ar diminuindo a sua concentração na mistura inflamável descreve FIGURA 12 Métodos de extinção do fogo FONTE Elaborado pela autora com informações de Brentano 2007 Nota Retirase o material combustível que ainda não foi atingido impedindo assim a ampliação do espaço incendiado cita Barsano e Barbosa 2018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Brentano 2007 Barsano e Barbosa 2018 complementam lembrando que a remoção do comburente oxigênio extingue o elemento que acentua a propagação do fogo fazendo uso de agentes extintores naturais areia ou terra ou químicas bicarbonato de sódio sulfato de alumínio grafite em pó etc Resfriamento baseiase na eliminação do calor do material combustível reduzindo a sua temperatura com o emprego de água demonstra Barsano e Barbosa 2018 Brentano 2007 explica que quando o material em combustão não tem mais capacidade de produzir gases e vapores em quantidade considerável para se misturar com o oxigênio do ar e sustentar a mistura combustível indispensável para conservar a reação química em cadeia porque a perda de calor para o agente extintor é maior que o auferido do fogo este começa a ser controlado até a sua completa extinção Extinção química esse procedimento de extinção utiliza produtos externos à combustão que ao serem jogados no fogo tem suas moléculas desassociadas pela ação do calor explicita Uanderley 2019 Barsano e Barbosa 2018 esclarecem que esse método se baseia na interrupção da reação em cadeia dificultando seu ciclo constante diretamente na área das chamas com agentes extintores que reajam ao contato com o fogo e extingam o comburente Nota Sem o comburente não existe chama dessa forma no abafamento o contato do oxigênio com o combustível é diminuído ao mínimo ou impedido totalmente informa Uanderley 2019 Nota É a maneira mais usual de acabar com o fogo em imóveis Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Agentes extintores Cada material combustível possui características de combustão próprias demandando com isso maneiras particulares para que o fogo seja extinto O agente extintor a ser empregado deve ser adequado para que a sua ação seja rápida e eficiente ocasionando o mínimo de danos à vida das pessoas ao conteúdo e à edificação BRENTANO 2007 Os principais agentes extintores utilizados são a água Figura 13 a espuma aquosa ou mecânica os gases inertes e os pós químicos secos Vejamos cada um deles A água para Brentano 2007 é a substância mais utilizada como agente extintor por diversos motivos tais como por ser a mais divulgada e logo a que possui maior disponibilidade abundância e a mais barata por ser a mais efetiva no combate ao fogo porque tem grande poder de absorção do calor e por ser um agente extintor seguro nãotóxico nãocorrosivo e estável Ela atua quando em estado líquido sobre o fogo por resfriamento absorvendo calor e se aquecendo até modificarse em vapor que então opera por abafamento diminuindo o percentual de oxigênio e por conseguinte sua inflamabilidade menciona Brentano 2007 FIGURA 13 A água FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 A espuma aquosa ou mecânica é formada por bolhas de gás geralmente o ar constituída a partir de uma solução aquosa de um agente concentrado líquido especial gerador de espuma extrato e é feita com a agitação de uma mistura de água com o extrato em determinadas proporções com a aspiração concomitante de ar atmosférico esclarece Brentano 2007 que informa ainda que as edificações que processam condicionam ou manuseiam combustíveis ou líquidos inflamáveis devem ser protegidos por sistemas de chuveiros automáticos abertos ou projetores que espalham espuma Os gases inertes mais usados nas composições são o dióxido de carbono nitrogênio argônio e outros porém o mais utilizado mais barato e um dos mais efetivos é o dióxido de carbono Eles são utilizados em equipamentos energizados eletricamente arquivos bibliotecas cozinhas e em quase todos os materiais combustíveis descreve Brentano 2007 Para Brentano 2007 os pós químicos possuem como bases químicas principais o bicarbonato de sódio o bicarbonato de potássio e o monofosfato de amônia misturados com aditivos que oferecem estabilidade ao pó frente à umidade Nota O vapor é empregado como agente extintor de indústrias onde ele já é usado continuamente nos processos produtivos relata Brentano 2007 Nota Ela é utilizada na extinção do fogo em líquidos derramados ou contidos em tanques combustíveis BRENTANO 2007 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Os pós químicos são eficientes em acabar com o fogo em líquidos inflamáveis podendo ser usados no combate a fogos em alguns equipamentos elétricos energizados assim como são uma opção ao dióxido de carbono na extinção dos fogos sem uso da água elucida Brentano 2007 Resistência dos materiais ao fogo De acordo com Bertolini 2016 no decurso de um incêndio os danos aos materiais Figura 14 podem ocasionar uma alteração estrutural ou permitir a propagação do fogo Desse modo a estabilidade de um elemento construtivo ou estrutural específico em razão do tempo de exposição ao fogo é uma propriedade importante tanto para os materiais estruturais quanto para os materiais que separam os ambientes Importante Devese evitar sua utilização em equipamentos eletrônicos pois o pó químico em contato com a umidade do ar desgasta as placas dos circuitos alcançados BRENTANO 2007 FIGURA 14 Danos aos materiais FONTE Pixabay Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Silva 2018 destaca que a temperatura dos gases quentes em um incêndio sofre variação com o tempo e precisa de algumas variáveis como a carga de incêndio e o grau de ventilação O autor define a carga de incêndio como a reunião dos possíveis caloríficos de todos os materiais internos ao compartimento compreendendo mobiliário revestimentos e outros materiais combustíveis e possivelmente até a estrutura madeira já o grau de ventilação do compartimento é verificado em função da área de aberturas para o exterior do compartimento podendo ser a área total de janelas direcionadas para o exterior do compartimento Para Silva 2018 p 89 a resistência ao fogo é a propriedade de um elemento construtivo de resistir à ação do fogo mantendo sua segurança estrutural seu isolamento e sua estanqueidade Já Bertolini 2016 define a resistência do fogo como a conduta de um componente de construção que preserva por um tempo determinado durante um incêndio a estabilidade a capacidade resistente ou a vedação e o isolamento térmico Bertolini 2016 explica que determinados materiais de construção além de suportar as consequências de incêndio podem acabar promovendoo pois com a alta temperatura podem transformarse em combustíveis o que ocorre geralmente com a madeira Figura 15 e as matérias plásticas as quais por degradação térmica emitem substâncias voláteis combustíveis Importante As estruturas devem ser calculadas para que se tenha uma resistência mínima ao fogo denominada tempo requerido de resistência ao fogo e são fornecidos pelas Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros de cada Estado ou na ausência delas pela ABNT 144322001 Exigências de resistência ao fogo dos elementos construtivos das edificações cita Silva 2018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Vejamos dois exemplos de como os materiais se comportam durante um incêndio Os materiais metálicos não manifestam nenhuma reação ao fogo não colaborando assim para o aumento de calor e de chamas contudo os elementos construtivos produzidos em materiais metálicos quando entram em contato com o fogo conseguem espalhar o calor rapidamente explicita Bertolini 2016 O gesso e uma grande quantidade de produtos comerciais que resultam dele possuem um bom comportamento ao fogo e são muitas vezes empregados para realizar elementos de suporte paredes forros etc Os elementos em gesso não queimam e não são deteriorados de forma substancial pelo fogo assim como a microestrutura e a composição química do gesso permitem impedir a propagação do calor descreve Bertolini 2016 FIGURA 14 Madeira em chamas FONTE Pixabay Você Sabia Em um incêndio ocorrido em uma casa de shows em Santa Maria RS no ano de 2013 considerada a segunda maior tragédia no Brasil em número de óbitos ocasionados por um incêndio o parecer técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul CREARS 2013 determinou que as prováveis causas para que o incêndio tenha ocorrido foram a combinação do uso de material de revestimento acústico inflamável exposto na zona do palco associado à realização de um show com componentes pirotécnicos descreve Mohamad 2015 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Dessa forma a situação ideal para planejar um edifício que possua resistência ao fogo é retratada pelo uso de materiais não combustíveis que tenham capacidade de aquecerse de forma lenta e de manter mesmo em altas temperaturas uma alíquota sólida de sua resistência explana Bertolini 2016 A explosividade Outro tema de grande relevância para o nosso estudo trata da explosividade De acordo com Barsano e Barbosa 2013 os incêndios motivados por explosões originadas de armazenamento impróprio de produtos perigosos causam preocupação dessa forma fazse fundamental conhecer as características e os perigos dos produtos usados nos ambientes físicos de cada área de atuação para servir como critério na adoção de medidas de prevenção Um dos casos em que se deve ter muito cuidado é com o gás GLP o gás de cozinha pois ele é um líquido inflamável derivado do petróleo confinado em um botijão Figura 16 composto por propano e butano que são materiais mais pesados que o ar e inodoro assim nesses casos Qualquer método de prevenção deve ter como centro medidas técnicas organizadas por profissionais com conhecimento em segurança do trabalho prevenção em combate a incêndios profissionais da área ambiental assim como as normas regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho as normas brasileiras da ABNT as instruções técnicas dos Corpos de Bombeiros as legislações ambientais e outras leis e normas regulamentadas explicitam Barsano e Barbosa 2013 FIGURA 16 Botijão FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Resumindo Neste capítulo você deve ter compreendido que deve existir o emprego de procedimentos e equipamentos apropriados para se fazer a extinção das chamas que os métodos de extinção do fogo podem ocorrer por isolamento com a retirada do material por abafamento com a retirada do comburente por resfriamento com a retirada do calor e pela reação química com a quebra da cadeia da reação química Além disso conheceu os principais agentes extintores que são a água a espuma aquosa os gases inertes e os pós químicos secos Viu também a resistência dos materiais ao fogo que se trata da conduta de um componente de construção que preserva por um tempo determinado durante o incêndio a estabilidade a capacidade resistente ou a vedação e o isolamento térmico Por fim você conheceu a explosividade que pode ocorrer por armazenamento impróprio de produtos perigosos e que devem ser observadas as medidas de prevenção corretas para essas situações Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 13860 Glossário de termos relacionados com a segurança contra incêndio Rio de Janeiro 1997 Disponível em httpsbitly37nmLsa Acesso em 18 jul 2020 BARSANO Paulo Roberto BARBOSA Rildo Pereira Segurança do trabalho guia prático e didático 2 ed São Paulo Érica 2018 BARSANO Paulo Roberto BARBOSA Rildo Pereira Controle De Riscos prevenção de acidentes no ambiente ocupacional São Paulo Érica 2013 BERTOLINI Luca Materiais de construção patologia reabilitação prevenção São Paulo Editora Oficina de textos 2016 BRENTANO Telmo Instalações hidráulicas de combate a incêndios nas edificações 3 ed Porto Alegre EDIPUCRS 2007 CAMILO JUNIOR Abel Batista Manual de Prevenção e Combate a Incêndios São Paulo Editora Senac 2019 CARVALHO JUNIOR Roberto de Interfaces prediais hidráulica gás segurança contra incêndio elétrica telefonia NBR 15575 Norma de Desempenho 2 ed São Paulo Blucher 2019 CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO Manual de Segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco Coletânea de manuais técnicos de bombeiros 1 ed 2006 DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS Incêndio Disponível em httpswwwdiciocombr incendio Acesso em 18 jul 2020 DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS Pânico Disponível em httpswwwdiciocombr panico Acesso em 18 jul 2020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências ESTADO DE SÃO PAULO Policia Militar do Estado de São Paulo Corpo de Bombeiros Instrução Técnica nº 022018 conceitos básicos de segurança contra incêndio Disponível em httpwwwcorpodebombeiros spgovbrdscipublicacoes2libfiledocit022018pdf Acesso em 19 jul 2020 ESTADO DE GOIÁS Corpo de Bombeiros Militar Norma técnica nº 022014 conceitos básicos de segurança contra incêndio Disponível em httpswwwbombeirosgogov brwpcontentuploads201410nt022014conceitosbasicosdesegurancacontra incendiopdf Acesso em 19 jul 2020 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Curso de formação de brigadistas profissionais prevenção e combate a incêndio 2016 Disponível em https cbesgovbrMediaCBMESPDFsCEIB SCEMaterial20Didatico CFBP2020PREVENC387C383O20E20COMBATE20 A20 INCC38ANDIOS20202016pdf Acesso em 24 jul 2020 FERNANDES I R Engenharia de Segurança contra incêndio e pânico 1 ed CuritibaPR CREAPR 2010 LUZ NETO M A Condições de segurança contra incêndio Brasília Ministério da Saúde 1995 Materiais de construção resistentes ao fogo 2017 Disponível emhttpscasaumcomo combrartigomateriaisdeconstrucaoresistentesaofogo21594html Acesso em 24 jul 2020 MOHAMAD Gihad Construções em alvenaria estrutural materiais projeto e desempenho São Paulo Blucher 2015 PARANÁ Governo do Estado Manual de Prevenção de Combate a Princípios de Incêndios 2013 PEREIRA Anderson Guimarães Segurança contra incêndio o ensino de ciencias e matematica para o exercicio das atividades Engenharia2009 Disponível em httpwww brasilengenhariacomportalimagesstories revistasedicao596ArtConstrucaocivil pdf Acesso em 18 jul 2020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências COMO pode uma pessoa se atirar de um prédio para a morte certa Revista Superinteressante Publicado em 31 de out de 2001 atualizado em 31 de out de 2016 Disponível em httpssuperabrilcombrcienciacomopodeumapessoaseatirar deumpredioparaamortecerta Acesso em 18 de jul 2020 RODRIGUES E E C Sistema de gestão de segurança contra incêndio e pânico nas edificações Fundamentação para uma Regulamentação Nacional Porto Alegre 2016 Disponível em httpswwwlumeufrgsbr bitstreamhandle10183142695000994273 pdfsequence1 Acesso em 19 jul 2020 ROSA R C Apostila Prevenção e Combate a incêndio e primeiros socorros Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Porto Alegre RS 2015 SEITO A I A segurança contra incêndio no Brasil São Paulo Projeto 2008 SILVA V P Segurança contra Incêndios em edifícios Considerações para o projeto de arquitetura São Paulo Blucher 2014 TEIXEIRA V C Estudo da segurança contra incêndio e pânico nas edificações urbanas boates e clubes sociais Maringá 2013 UANDERLEI J Prevenção e combate a incêndios na segurança do trabalho Clube dos autores 2019 VELLAMO Engenharia e Projetos Os 12 maiores incêndios do Brasil existe algo em comum Disponível em httpswwwvellamoengbr noticiasosmaioresincendiosdobrasil Acesso em 19 jul 2020 FACULDADE Libano

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Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Unidade 1 Fundamentos do Fogo e do Incêncidio A nova temporada da sua carreira FACULDADE Libano Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Conceito de combate e prevenção de incêndio e pânico Histórico NRs de prevenção de incêndio e pânico Teoria do fogo Conceito da teoria do fogo e elementos do fogo Formas de propagação do fogo Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Pontos de temperaturas importantes Classes de incêndio Classe A Classe B Classe C Classe D Classe K Causas de incêndio Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Métodos de extinção Agentes extintores Resistência dos materiais ao fogo A explosividade Referências 5 16 25 35 46 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo se form necessarias Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload assistir videos ler textos ouvir podcast Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você Textos referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas faculdadelibano 1 Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 1 Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de compreender o conceito de incêndio pânico e prevenção e combate de incêndio e pânico seu histórico e as normas regulamentadoras pertinentes E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Conceito de combate e prevenção de incêndio e pânico Brentano 2007 explica que há muitos anos o homem convive com o fogo utilizandoo como um importante item auxiliar no seu cotidiano O homem conseguiu criar dominar e utilizar o fogo para seu aquecimento iluminação cozimento entre outras tantas coisas que se pode fazer com ele Contudo muitas vezes o fogo foge do seu controle transformando se em um incêndio no qual pode causar ferimentos prejuízos materiais e até mortes Retirarse de uma edificação de forma segura enquanto acontece um incêndio ou outra circunstância que cause pânico é de extrema importância pois pode evitar consequências graves Sendo assim este apresentase como o tema decisivo dos modelos de saída de emergência Por causa dessas situações fazse indispensável entender como funciona o combate e a prevenção de incêndio de pânico Mas você sabe definir o que é um incêndio De acordo com a ABNT NBR 13860 1997 p 7 o incêndio é definido como o fogo fora de controle Para o Dicionário Online de Português incêndio é o fogo que se propaga de maneira descontrolada e causa estragos Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 E o pânico Você sabe o que é Provavelmente já deve ter sentido isso em algum momento da sua o pânico é o medo desesperado que causa uma razão descontrolada define o Dicionário Online de Português Segundo Teixeira 2013 quando acontece um incêndio as pessoas que estão dentro da edificação procuram escapar do local o mais rápido possível Dessa forma a simples decisão de optar entre duas ou mais rotas de fuga pode vir a acarretar uma influência emocional e provocar situação de pânico Em determinadas ocasiões nas quais uma saída pode estar interrompida por chamas ou consumida pela fumaça pessoas podem vir a se atirar dos edifícios em momento de desespero Consoante Seito 2008 as dificuldades extremas causadas pela falta de percepção da visão e pelas dificuldades respiratórias causadas pelo incêndio acabam aumentando a tensão nervosa podendo assim atingir o estado de pânico A fumaça contém vários gases entre eles o monóxido de carbono CO2 que afeta o sistema nervoso central provocando sintomas como malestar distúrbios de funções motoras perturbações do comportamento Figura 1 tais como fobia agressividade pânico coma entre outros Definição Dessa forma podemos entender que o incêndio é o fogo que se espalha de forma sem controle causando danos Reflita Muitas pessoas se jogam de prédios em incêndios para acabar com o seu estado de angústia Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 A prevenção de incêndio manifesta tanto a educação pública quanto as medidas de proteção contra incêndios em edificações As atividades que possuem relação com a educação versam sobre o preparo da população através da comunicação de ideias que transmitem as medidas de segurança para prevenir o surgimento de incêndio nas ocupações assim como procuram ensinar os procedimentos a serem seguidos pelas pessoas perante um incêndio os cuidados a serem observados com o manuseio de produtos perigosos e também os perigos das práticas que provocam riscos de incêndio São Paulo Instrução Técnica 022018 FIGURA 1 Perturbações do comportamento FONTE Freepik Agora que já compreendemos o que vem a ser incêndio e pânico vamos entender o que é prevenção e combate a incêndio e pânico A ABNT NBR 13860 1997 p 8 define a prevenção de incêndio como medidas para prevenir a eclosão de um incêndio eou para limitar os seus efeitos e o combate a incêndio como um conjunto de ações destinadas a extinguir incêndio com uso de equipamentos manuais ou automáticos p 4 Explicando Melhor Dessa forma a prevenção ocorre para que não aconteça o incêndio realizando ações preventivas e para diminuir os efeitos caso ele venha a ocorrer Já o combate age quando o incêndio já existe com ações para eliminálo com a utilização de equipamentos adequados Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 Saiba Mais Quer se aprofundar neste tema Recomendamos a leitura do artigo fonte de consulta e aprofundamento Segurança contra incêndios o ensino de ciências e matemática para o exercício das atividades PEREIRA Conforme Carvalho Junior 2019 a instalação predial de segurança contra incêndio é um tema muito complicado pois está sujeito a uma exigente classificação relacionada aos riscos de incêndio De acordo com o projeto de revisão da ABNT NBR 155751 Edificações Habitacionais Desempenho Parte 1 de 19 de fevereiro de 2013 as exigências referentes à segurança contra incêndio são reguladas em proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco em caso de incêndio dificultar a propagação do incêndio reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio proporcionar meios de controle e extinção do incêndio dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros A prevenção de incêndio envolve uma série de medidas como a distribuição precisa dos equipamentos de percepção e combate a incêndio o treinamento de pessoal a vigilância constante a ocupação das edificações levando em consideração o risco de incêndio a organização geral e a limpeza buscando evitar o surgimento de um princípio de incêndio atrapalhar o seu alastramento constatálo o mais rapidamente possível e possibilitar o seu combate ainda na fase inicial esclarece Fernandes 2010 Histórico Para Silva 2004 existem vários exemplos na história mundial de uma série de incêndios que ocasionaram desmesuradas destruições e mortes considerados originários da segurança contra incêndio nas edificações como em Roma no ano de 64 dC durante o império de Nero Londres em 1966 Lisboa no terremoto seguido de incêndio no ano de 1755 e Chicago em 1871 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 No Brasil a preocupação com os possíveis danos motivados pela ação descontrolada do fogo já provocava ações preventivas desde a época imperial contudo o corpo legal e normativo como hoje é oferecido foi descrito sempre baseado em experiências relacionadas de cada Estado havendo registros espalhados pelas diversas regiões do país relata Rodrigues 2016 A década de 70 é considerada como o marco da prevenção dos acidentes no Brasil pois várias manifestações a nível nacional foram realizadas após grandes tragédias Figura 2 terem ocorrido Uma dessas tragédias foi no Edifício Andraus em São Paulo no ano de 1972 O edifício possuía escritórios e lojas e o incêndio atingiu todos os andares causando um total de 16 mortes e 330 pessoas feridas Outro incêndio ocorreu no ano de 1974 também em São Paulo no Edifício Joelma já em Porto Alegre no ano de 1976 aconteceu nas lojas Renner Todos esses episódios trágicos fizeram muitas vítimas fazendo com que fosse exigido uma regulamentação para a prevenção dos incêndios e pânicos FIGURA 2 Grandes tragédias FONTE Pixabay Saiba Mais Aprofundese mais nesse tema lendo o artigo Os 12 maiores incêndios o Brasil existe algo em comum VELLAMO Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 Brentano 2007 relata que nesses incêndios centenas de pessoas perderam a vida ocorreram perdas materiais incalculáveis documentos importantes foram perdidos e geraram fobia coletiva do fogo nas grandes edificações assim como foram geradas preocupações dos governos federal estaduais e municipais e várias outras entidades relacionadas Conforme Fernandes 2010 na década de 70 tiveram início no Brasil os primeiros estudos com relação à segurança contra incêndio sendo implementado o laboratório de segurança contra incêndios no Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT do Estado de São Paulo patrocinado pela JICA Japan Internacional Cooperation Agency que teve como resultado as instalações de ensaios de fumaça e testes materiais frente ao fogo tornandose uma referência nacional Em Brasília também foi implantado um Laboratório de Investigação Científica e Incêndio contando com a ajuda da JICA No Brasil diversos Estados possuem legislações próprias que determinam a exigência e o enquadramento dos sistemas de segurança que cada tipo de edificação deve dispor A legislação abrange os Códigos de Obras e Edificações dos Municípios Normas da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho Normas das Companhias Seguradoras dentre outras CBPMESP 2006 Contudo Brentano 2007 lembra que muitas das normas brasileiras sobre proteção contra incêndios não apresentam unicidade nas suas recomendações outras são incompletas e algumas encontramse desatualizadas Resumindo No Estado de São Paulo desde 1909 existe a atuação do Corpo de Bombeiros na área de prevenção e incêndios no qual foi editado o Regulamento para os locais de divertimentos públicos Entretanto foi apenas em 1983 que surgiu a primeira especificação do Corpo de Bombeiros anexa a um decreto em que exigia uma série de regras que foram sendo aperfeiçoadas no decorrer dos anos São Paulo Instrução Técnica 022018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NRs de prevenção de incêndio e pânico A prevenção e combate a incêndio é competência do Corpo de Bombeiros Figura 3 e este adota o Código de Prevenção e Normas Brasileiras para a execução da prevenção contra incêndios e Normas Brasileiras para a execução de prevenção contra incêndios por meio de vistorias técnicas afirma Fernandes 2010 As normas regulamentadoras de segurança contra incêndio até o ano de 1976 mostravam apenas a obrigação de instalação de equipamentos de prevenção como os extintores mas a fiscalização não era obrigatória e o projeto da construção da edificação não responsabilizava o engenheiro ou arquiteto da obra pois a legislação não era fundamentada no pensamento para a prevenção de incêndio informa Seito 2008 De acordo com Seito 2008 as normas técnicas são desenvolvidas pelos Comitês Brasileiros da Associação Brasileira de Normas Técnicas e não possuem força de lei contudo tornase lei quando for abrangida na legislação Além disso as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho colaboram para que as regras de proteção que exigem um local de trabalho seguro estabeleçam parâmetros para a segurança do trabalhador FIGURA 3 Corpo de Bombeiros FONTE Pixabay Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 A Associação de Normas Técnicas ABNT é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros CB dos Organismos de Normalização Setorial ONS e das Comissões de Estudos Especiais Temporárias CEET são elaboradas por Comissões de Estudos CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros FERNANDES 2010 p 13 Fernandes 2010 informa ainda que os comitês brasileiros que mais importam ao Corpo de Bombeiros é o CB02 Comitê Brasileiro de Construção Civil CB09 Comitê Brasileiro de Combustíveis e o CB24 Comitê Brasileiro de Proteção Contra Incêndio pois as normas desenvolvidas por estes comitês acrescentam o Código de Prevenção de Incêndios e oferecem uma definição mais completa e específica das normas de prevenção contra incêndios Veja abaixo a lista com as Normas mais utilizadas pelos Corpos de Bombeiros segundo Fernandes 2010 NBR 5419 Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas Nota Na esfera federal quase não temos legislação específica sobre segurança contra incêndio Existe a Lei nº 134252017 que estabelece as diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos edificações a áreas de reunião de público Importante Os textos técnicos são feitos por essas comissões e oferecidos para consulta popular em nível nacional antes de se transformar em uma NBR SEITO 2008 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NBR 8660 Revestimento de piso Determinação da intensidade crítica do fluxo de energia térmica NBR 9077 Saídas de emergência em edifícios NBR 9441 Execução de sistemas de detecção e alarme de incêndio NBR 9442 Materiais de construção Determinação do índice de propagação superficial de chama pelo método do painel radiante NBR 10897 Proteção contra incêndio por chuveiro automático NBR 10898 Sistema de iluminação de emergência NBR 11742 Porta cortafogo para saídas de emergência NBR 13523 Central predial de gás liquefeito de petróleo NBR 14024 Centrais prediais e industriais de gás liquefeito de petróleo com sistema de abastecimento a granel NBR 14432 Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações NBR 14880 Saídas de emergência em edifícios Escadas de segurança Controle de fumaça por pressurização NBR 15514 Área de armazenamento de recipientes transportáveis de gás liquefeito de petróleo GLP destinados ou não à comercialização Critérios de segurança Além dessas temos também NBR 5410 Sistema Elétrico NBR 12615 Sistema de Combate a Incêndio por Espuma NBR 12692 Inspeção Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio NBR 12693 Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio NBR 13434 Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico Formas Dimensões e cores NBR 13435 Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico NBR 13437 Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico NBR 13523 Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo NBR 13714 Instalação Hidráulica Contra Incêndio sob comando NBR 13714 Instalações Hidráulicas contra Incêndio sob comando por Hidrantes e Mangotinhos NBR 13932 Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo GLP Projeto e Execução NBR 14039 Instalações Elétricas de Alta Tensão Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Normas regulamentadoras da prevenção de incêndio Capítulo 1 NBR 14276 Programa de brigada de incêndio NBR 14349 União para mangueira de incêndio Requisitos e métodos de ensaio A Norma Regulamentadora nº 23 NR 23 do Ministério do Trabalho trata da proteção contra incêndio para locais de trabalho e serve como colaboração para que os ambientes de trabalho sejam seguros Resumindo E então Gostou do que lhe mostramos Você deve ter aprendido que o incêndio é o fogo que se espalha de forma descontrolada causando danos o pânico é o medo desesperado que causa uma razão descontrolada a prevenção de incêndios são as medidas para prevenir a eclosão de um incêndio e para limitar os seus efeitos e o combate a incêndio é o conjunto de ações destinadas a extinguir o incêndio utilizando equipamentos manuais ou automáticos Além disso viu que existia a preocupação com as ações preventivas desde a época imperial contudo só após as grandes tragédias na década de 70 é que os poderes públicos e as entidades relacionadas se preocuparam de verdade Por fim você compreendeu as Normas Regulamentadoras de prevenção de incêndio e pânico conhecendo as Normas da ABNT relacionadas com o tema e a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho faculdadelibano Teoria do fogo 2 FACULDADE Libano Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 2 Teoria do fogo Objetivos Neste capítulo você irá aplicar a teoria do fogo compreendendo o seu conceito quais os seus elementos e as formas de propagação Vamos juntos Conceito da teoria do fogo e elementos do fogo Sob a perspectiva da segurança de uma edificação o fogo se apresenta como uma calamidade inesperada com capacidade de originar danos materiais e perdas de vidas humanas assim para se realizar a prevenção ou o combate a incêndio de uma maneira eficiente primeiramente devese ter conhecimento sobre a mecânica do fogo em todos os seus aspectos causas formação e seus efeitos informa Brentano 2007 Conforme Brentano 2007 o fogo é uma combustão viva que se desponta por meio da formação de chamas que causam luz e desprendem calor além da emissão de fumaça gases e outros resíduos Já a ABNT NBR 13860 define o fogo como sendo o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz O fogo pode ser definido como um fenômeno físicoquímico em que ocorre uma reação de oxidação emitindo luz e calor São Paulo Instrução Técnica 022018 p 3 Definição Podemos entender que o fogo é uma combustão que emite calor e luz Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 complementa afirmando que essa reação química decorre de uma mistura de gases a altas temperaturas que emite radiação geralmente visível Para que exista a ocorrência do fogo deve haver a concorrência simultânea de três elementos essenciais Figura 4 que são o material combustível o comburente oxigênio e uma fonte de calor formando o Triângulo do Fogo explica Brentano 2007 De acordo com Seito 2008 a representação gráfica do fogo foi criada inicialmente pela teoria chamada de Triângulo do Fogo que explicava os meios de extinção do fogo pela retirada de um desses componentes devendo estes coexistirem para que o fogo se mantenha Contudo depois foi descoberto que não bastava apenas a existência desses três elementos para que essencialmente o fogo existisse Percebeuse a necessidade de existência de um terceiro elemento chamado de reação química em cadeia para que a existência do fogo realmente fosse materializada Deste entendimento o Triângulo do Fogo foi substituído pelo Tetraedro do Fogo no qual em cada face do tetraedro além do comburente do calor e do combustível é necessária a reação química FIGURA 4 Elementos essenciais do fogo FONTE laborado pela autora com informações de Brentano 20072020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Para que exista a propagação do fogo Figura 5 após o seu acontecimento deve existir a transferência de calor de molécula para molécula do material combustível ainda intactas que entram em combustão de forma sucessiva provocando então a reação química em cadeia descreve Brentano 2007 Vamos conhecer algumas características desses elementos Para Brentano 2007 o combustível é toda a matéria suscetível de queimar podendo se apresentar de forma sólida líquida ou gasosa como madeira papel carvão gasolina álcool metano A maior parte dos combustíveis sólidos possui um mecanismo sequencial para a sua combustão desse modo para que a combustão aconteça precisam ser primeiramente aquecidos liberando vapores combustíveis que se misturam com o oxigênio do ar causando uma mistura inflamável uma pequena faísca ou um contato com uma área bem aquecida faz a mistura entrar em combustão ilustra Brentano 2007 Nota Os meios de extinção fazem uso desse princípio pois atuam por meio do bloqueio de um dos componentes para apagar um incêndio São Paulo Instrução Técnica 022018 Importante Quanto maior a superfície submetida mais acelerado será o aquecimento do material e por conseguinte o processo de combustão explana o Manual de prevenção e combate a princípios de incêndio do Paraná 2013 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Os líquidos inflamáveis possuem propriedades físicas que podem atrapalhar a extinção do fogo aumentando assim o perigo a ser combatido Uma das propriedades é a solubilidade isto é a capacidade de se misturar com outros líquidos Outra propriedade é a volatilidade que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores desse modo quanto mais volátil for o líquido maior será a possibilidade de existir fogo ou até mesmo explosão elucida o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Para Brentano 2007 os gases para entrarem em combustão precisam produzir uma mistura inflamável com o oxigênio do ar cuja concentração deve estar incluída em uma faixa ideal O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 explica que os gases não possuem volume determinado inclinando rapidamente a ocupar todo o recipiente em que estão compreendidos assim se o peso do gás é menor que o peso do ar o gás tende a subir e desaparecer contudo se o peso do gás é maior que o peso do ar o gás conservarseá próximo ao solo e caminhará na direção do vento obedecendo aos arredores do terreno Um segundo elemento é o comburente que consoante o Manual de prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 p 9 é o elemento que ativa e dá vida à combustão se combinado com os vapores inflamáveis dos combustíveis sendo o oxigênio o mais comum na maioria dos combustíveis entretanto existem outros gases que podem se comportar como comburentes para determinados combustíveis como no caso do hidrogênio que queima no meio do cloro e o cobre que queima no meio de vapor de enxofre entre outros Nota Os líquidos combustíveis se evaporam ao serem aquecidos misturando se com o oxigênio do ar formando uma mistura inflamável lembra Brentano 2007 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Brentano 2007 esclarece que o calor é o elemento que inicia conserva e estimula o alastramento do fogo isto é o calor é o que provoca a reação química da mistura inflamável derivado da combinação dos gases ou vapores do combustível e do comburente A fonte de calor Figura 6 pode ser uma faísca elétrica uma chama o superaquecimento de um condutor ou aparelho elétrico atrito explosão entre outros O último elemento é a reação química em cadeia que é a transferência de calor de uma molécula do material em combustão para a molécula vizinha ainda pura que se aquece e entra também em combustão de forma sucessiva até que todo o material se encontre em combustão descreve Brentano 2007 Formas de propagação do fogo A possibilidade de um foco de incêndio ser eliminado ou progredir para um grande Nota Em espaços mais abertos onde existe boa circulação de ar ou vento portanto mais ricos em oxigênio as chamas são acentuadas por causa de um incêndio informa Brentano 2007 FIGURA 6 Fonte de calor FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 incêndio depende basicamente de alguns fatores segundo a Instrução Técnica 022018 do Corpo de Bombeiros de São Paulo quantidade volume e espaçamento dos materiais combustíveis no local tamanho e situação das fontes de combustão área e locação das janelas velocidade e direção do vento forma e dimensão do local De acordo com Camilo Junior 2019 o fogo se propaga por contato direto da chama com os materiais combustíveis pelo deslocamento de partículas incandescentes que se soltam de outros materiais já em combustão e pela ação do calor Uma vez começado o fogo devese levar em consideração o mecanismo de condução de energia isto é disseminação do calor convecção do calor e radiação da energia lembra Seito 2008 Dessa forma o fogo se propaga através de três processos de transmissão Condução ou contato Camilo Junior 2019 explica que ocorre quando o calor é transmitido de molécula a molécula ou de corpo a corpo Brentano 2007 complementa afirmando que acontece através das próprias labaredas que passam de um pavimento para o outro através das janelas inflamando as cortinas e outros materiais combustíveis ou até atingindo prédios vizinhos bem como através do contato de um material aquecido pelo fogo que conduz o calor até outro Exemplo Se colocarmos a ponta de uma barra de ferro sobre o fogo após algum tempo podemos verificar que a outra ponta não exposta ao fogo estará aquecida demonstrando assim que o calor se transmitiu de molécula a molécula até atingir a outra extremidade da barra de ferro exemplifica Camilo Junior 2019 Importante O calor é uma forma de energia gerada pela combustão ou ocasionada do atrito dos corpos lembra Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 Irradiação ocorre através de ondas ou raios caloríficos constituídos por um corpo aquecido que irradia calor em todas as direções através do espaço idêntico à luz dessa forma um material pode ser aquecido por estar próximo de um fogo ou recebendo calor enviado por radiação dos forros e paredes aquecendose até entrar em combustão explana Brentano 2007 Convecção acontece quando o calor é conduzido através de uma massa de ar aquecida que se afasta do local em chamas levando para outros locais quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis que aí existem alcancem seu ponto de combustão dando origem a outro foco de fogo Figura 7 esclarece Camilo Junior 2019 O autor explica ainda que essa maneira de transmissão do calor é característica dos líquidos e gases e advém pela formação de correntes ascendentes e descendentes no meio da massa de ar em virtude da dilatação e da consequente perda de densidade da porção de ar mais próxima da fonte de calor FIGURA 7 Foco de fogo FONTE Freepik Nota Quando acontece um incêndio nos andares de baixo ou no porão de um prédio os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e fazendo com que chegue combustíveis nos locais superiores do prédio provoca outros focos de incêndio demonstra Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Teoria do fogo Capítulo 2 EXEMPLO O calor solar irradiado para o nosso planeta a transmissão do calor através de raios ou ondas assim como o calor que sentimos no rosto quando chegamos próximo ao fogo Num grande incêndio de um prédio por exemplo vários outros prédios ao seu redor ficam queimados devido à irradiação do calor exemplifica Camilo Junior 2019 Em um incêndio na maioria das vezes as três formas ocorrem simultaneamente apesar de em determinado momento uma delas acaba predominando sobre as demais afirma Brentano 2007 Brentano 2007 ainda lembra que a propagação do fogo deve sempre ser pensada ao se fazer um plano de proteção contra incêndios pois deve fazer parte do projeto da edificação a observação das várias possibilidades que o fogo tem para se propagar seja de forma horizontal ou vertical Resumindo Neste capítulo você deve ter entendido que o fogo é uma combustão que emite calor e luz e para que exista a ocorrência do fogo deve existir a ocorrência simultânea de alguns elementos que são o material combustível o comburente e uma fonte de calor assim como a reação química em cadeia completando o Tetraedro do Fogo Você também deve ter visto que o combustível é toda matéria suscetível de queimar e pode se apresentar na forma sólida líquida ou gasosa o comburente é o elemento que ativa e dá vida à combustão quando combinado com os vapores inflamáveis dos combustíveis e o calor é o elemento que inicia conserva e estimula o alastramento do fogo Por fim você compreendeu os três processos de transmissão ao qual o fogo se propaga que são por condução ou contato que ocorre quando o calor é transmitido de molécula a molécula ou de corpo a corpo por convecção que acontece quando o calor é conduzido através de uma massa de ar aquecida que se afasta do local em chamas alastrando o fogo e por irradiação ou radiação da energia que ocorre através de ondas ou raios caloríficos constituídos por um corpo aquecido que irradia calor em todas as direções através do espaço idêntico à luz faculdadelibano 3 Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 3 Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Objetivos Neste capítulo iremos diagnosticar os pontos e temperaturas importantes identificando as classes e causas de incêndio e pânico descrevendo suas principais características Pontos de temperaturas importantes O Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 afirma que o calor transforma os combustíveis e por meio dessa transformação eles se ajustam com o oxigênio tendo como resultado a combustão Essa transformação se desenvolve em temperaturas diferentes à proporção que vai acontecendo o aquecimento do material Vamos entender melhor Com o aquecimento de um combustível alcançase uma temperatura em que o material dá início à liberação de vapores que se incendeiam se existir uma fonte externa de calor Esse momento é chamado de Ponto de fulgor e o que ocorre é que as chamas não se conservam por causa da pequena quantidade de vapores descreve o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Mas quando se avança com o aquecimento se alcança uma temperatura em que os gases desprendidos do material ao entrarem em contato com uma fonte externa de calor iniciam uma combustão continuando a queimar sem a ajuda daquela fonte esse momento chama se Ponto de Combustão informa o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Prosseguindo com o aquecimento alcançase o chamado Ponto de Ignição que ocorre quando se chega a um ponto em que o combustível exposto ao ar entra em Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 combustão sem que exista fonte externa de calor relata o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Vamos observar na tabela Tabela 1 a seguir os principais pontos e temperaturas de alguns combustíveis ou inflamáveis fulgor e ignição TABELA 1 Principais pontos e temperaturas de combustíveis ou inflamáveis FONTE Elaborado pela autora com informações do Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 e de Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Camilo Junior lembra que tomando como base esses pontos e essas temperaturas os líquidos são classificados em combustíveis ponto de fulgor entre 70C e 933C e inflamáveis ponto de fulgor inferior a 70C Classes de incêndio No combate a incêndios os materiais combustíveis são identificados de acordo com uma ou mais classes de incêndios Cada classe designa o combustível envolvido no incêndio e essa classificação vai permitir de forma eficaz a escolha do agente extintor mais adequado explica Camilo Junior 2019 A classificação clássica que mais aparece na literatura é a divisão em cinco classes que são A B C D e K Vejamos as principais características de cada uma delas Classe A São os fogos em materiais combustíveis Figura 8 corriqueiros ordinários como madeiras papéis tecidos entre outros que queimam em superfície e em profundidade e em razão do seu volume deixam resíduos depois da combustão como brasas e cinzas descreve Brentano 2007 Importante A classificação dos incêndios se dá por causa das variedades dos combustíveis os quais reagem de maneiras diferentes e com características próprias menciona Carvalho Filho 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 FIGURA 8 Fogos em materiais combustíveis FONTE Freepik EXEMPLO O incêndio em um forro de aglomerado de madeira é um tipo de incêndio classe A pois queima em superfície e em profundidade deixando resíduos quando queimado exemplifica Camilo Junior 2019 Camilo Junior 2019 esclarece que este tipo de incêndio é extinto pelo método do resfriamento e para atender às propriedades de queima em profundidade deve ser empregado um agente extintor com poder de penetração e umidificação Deve ser aplicada deste modo a ação resfriadora e umedecedora da água ou de outro agente que a contenha em quantidade como a espuma Classe B São os fogos que acontecem na mistura do ar com os vapores que se desenvolvem na superfície dos líquidos combustíveis e inflamáveis como óleos gasolina etc que queimam apenas em superfície não deixando resíduos e nos gases inflamáveis como o gás liquefeito do petróleo GLP gás natural acetileno hidrogênio e outros explicita Brentano 2007 EXEMPLO Aparecendo fogo em um tubo que transporta gás do botijão até o fogão podemos apagálo cortando o abastecimento de combustível ou seja fechando o registro do botijão Senão é mais aconselhado deixálo queimar sempre sob controle para evitar que apagandose o fogo o vazamento do gás resulte em explosão exemplifica Camilo Junior 2019 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Conforme Brentano 2007 a extinção ocorre por abafamento através da quebra da cadeia da reação química ou pela remoção do material Os agentes extintores podem ser produtos químicos secos líquidos vaporizantes CO2 água nebulizada e a espuma mecânica que é o melhor agente extintor para essa classe de incêndio Classe C São os fogos em equipamentos elétricos energizados como máquinas elétricas quadros de força transformadores computadores ou qualquer que seja o material de uso em aplicações de energia elétrica informa Carvalho Junior 2019 Camilo Junior 2019 explica que o primeiro passo a ser tomado na situação de uma ocorrência de um incêndio na Classe C é desligar o quadro de força pois assim ele se transformará em um incêndio Classe A ou B não apresentando risco ao operador do equipamento de extinção no que diz respeito à descarga elétrica O autor ainda lembra que não se deve cortar a energia de todo o prédio mas apenas do andar ou da sala onde estiver ocorrendo o incêndio visto que esse desligamento total faz parar os elevadores frequentemente com pessoas FIGURA 9 Extintor não condutor de corrente elétrica FONTE Freepik dentro assim como deixa tudo no escuro dificultando o abandono da área pelas pessoas caso seja necessário O corte da energia elétrica deverá ser feito caso haja necessidade devendo o corte geral ser realizado depois do cumprimento das exigências cabíveis como quando os elevadores estiverem vazios no térreo Classe D De acordo com Brentano 2007 fazem parte dessa classe os fogos em metais combustíveis chamados de pirofóricos como magnésio titânio zircônio lítio alumínio Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 etc Esses metais queimam de forma mais rápida e reagem com o oxigênio atmosférico atingindo temperaturas mais altas do que outros materiais combustíveis Camilo Junior 2019 afirma que os metais pirofóricos são caracterizados por possuírem oxigênio em sua formação molecular e reagirem a baixas temperaturas Exemplo Os exemplos mais comuns são o antimônio e o magnésio encontrados em motores e rodas de liga leve de veículos e a pedra de isqueiro a liga de ferrocério que solta faísca quando atritadas exemplifica Camilo Junior 2019 Os fogos da classe D demonstram comportamentos diferentes das demais classes visto que se transformam rapidamente em autossustentáveis e atrapalham a operação de extinção expõe Carvalho Junior 2019 O combate exige equipamentos técnicas e agentes extintores especiais que formam uma capa protetora isolando o metal combustível do ar atmosférico esclarece Brentano 2007 FIGURA 10 Cocção em cozinhas FONTE Freepik Classe K São produtos destinados a formas de cocção em cozinhas Figura 10 industriais e comerciais e possuem a característica de serem resistentes aos meios normais de combate a incêndio informa Carvalho Junior 2019 A extinção jamais deverá ser feita com água pois essa classe reage de forma perigosa com a água causando explosões e ferindo quem estiver por perto O método mais indicado de combater o incêndio nessa classe é por meio do abafamento Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná de 2013 EXEMPLO São os fogos em óleos e gorduras em Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 cozinhas exemplifica Brentano 2007 Esta é uma classe considerada de muita periculosidade pois o trato com banha óleos e gordura é muito comum nas cozinhas residenciais e industriais cita o Manual de Prevenção e Combate a Princípios de Incêndio do Paraná 2013 Causas de incêndio Para se fazer um projeto de prevenção e combate ao fogo é fundamental que se conheça as causas originárias de um incêndio Segundo Brentano 2007 para que se inicie um incêndio em uma edificação devese ter a concorrência essencial de uma fonte de calor de um combustível e um componente humano este por meio de falhas no projeto eou execução da instalação ou negligência comportamental na ocupação da edificação Além desses os outros dois elementos oxigênio e reação química em cadeia são imprescindíveis sobretudo para a manutenção do fogo e pontos importantes que devem ser atacados para a sua extinção Rosa 2015 considera as seguintes causas de incêndios Naturais ocorre quando o incêndio se origina por causa de fenômenos da natureza que atuam por si só de forma independente da vontade humana Artificiais acidentais e propositais acontece quando o incêndio aparece pela atuação direta do homem ou poderia ser por ele evitado ao tomar as medidas necessárias de precaução Acidental quando o incêndio é derivado da falta de cuidado do homem ainda que ele não tenha o propósito de causar o acidente sendo este o motivo da maioria dos incêndios Proposital quando o incêndio é gerado de forma criminosa isto é existiu o propósito alguém em causar o incêndio Figura 11 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Para Brentano 2007 o incêndio pode se originar de várias formas merecendo destaque as seguintes Cigarros e assemelhados ocorrem mais por imprudência principalmente com cigarros e fósforos Forno e fogão o mau uso desses equipamentos e o manuseio sem ser adequado de produtos inflamáveis como o GLP Eletricidade o uso inadequado de equipamentos elétricos isto é instalações elétricas com dimensão inferior ao que deveria gambiarras falta de proteção nos circuitos tomadas elétricas sobrecarregadas equipamentos elétricos funcionando de forma irregular apresentando faíscas superaquecimento etc Atrito acontece em máquinas e equipamentos com defeitos de arrefecimento Líquidos inflamáveis acontecem principalmente em indústrias por meio de vazamentos acidentais Raios além da onda de choque causam incêndios principalmente em lugares de armazenamento de líquidos inflamáveis Criminal são os incêndios criminosos causados para esconder homicídios ou outros crimes como receber dinheiro de seguros Para que se tenha um ambiente seguro sem riscos de incêndios fazse necessário observar todas essas causas de incêndios fazendo vistorias frequentes e orientações adequadas com o propósito de evitálas FIGURA 11 Causar o incêndio FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Pontos de temperaturas classes e causas de incêndio Capítulo 3 Resumindo Neste capítulo você deve ter compreendido que existem temperaturas diferentes de acordo com o avanço do aquecimento do calor sendo primeiro o Ponto do Fulgor segundo o Ponto de Combustão e terceiro o Ponto de Ignição Conheceu também os principais pontos de temperaturas de alguns combustíveis Além disso viu que as classes de incêndios que se dividem em Classe A que são os fogos que queimam em profundidade e deixam resíduos após a combustão Classe B que queimam apenas em superfície e não deixam resíduos Classe C que são os fogos em equipamentos elétricos energizados Classe D os fogos em metais chamados de pirofóricos e Classe K que são produtos destinados a formas de cocção em cozinhas industriais e comerciais Por fim você conheceu as causas de incêndios que poderão ser naturais ou artificiais acidentais ou propositais podendo se originar através de cigarros e assemelhados forno e fogão eletricidade atrito líquidos inflamáveis raios ou criminal faculdadelibano 4 Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Capítulo 4 Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Objetivos Neste capítulo iremos analisar os métodos de extinção do fogo conhecendo os agentes extintores bem como compreender a resistência dos materiais ao fogo e a explosividade como causa de incêndios Métodos de extinção Consoante Barsano e Barbosa 2018 para que o fogo não alcance o nível de um incêndio difundido por todo o ambiente no decurso da sua propagação sem controle devem ser empregados procedimentos e equipamentos apropriados para a extinção das chamas Deste modo é essencial que um ou mais elementos que constituem o Tetraedro de Fogo sejam anulados rompendo o seu ciclo de alimentação O Tetraedro do Fogo é aquele que em cada face dele além do comburente do calor e do combustível é necessária a reação química O procedimento adequado para a interrupção desse ciclo contínuo é o emprego dos métodos de extinção de incêndio com a utilização de agentes extintores apropriados cumprindo as características de cada classe de incêndio e dessa maneira proporcionando um combate com maior eficiência e sem riscos adicionais ao combatente na hora do acontecimento explica Barsano e Barbosa 2018 Brentano 2007 destaca que os métodos de extinção do fogo Figura 12 acontecem segundo o elemento componente que se pretende neutralizar podendo ocorrer por isolamento retirada do material por abafamento retirada do comburente por Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 resfriamento retirada do calor e pela extinção química quebra da cadeia de reação química Vejamos as características de cada um desses métodos de extinção Isolamento existem situações em que se pode remover o material como no caso de tanques de combustível pois o fogo é retirado pelo fundo e transferido para outro lugar por meio de drenos explana Brentano 2007 Uanderley 2019 lembra ainda que esse procedimento age na base do fogo pois um dos elementos é removido de modo que a chama se elimina assim pode ser retirado o combustível que queima ou os combustíveis próximos ao fogo e que ainda não queimaram Abafamento procurase impedir que o material em combustão seja sustentado por mais oxigênio do ar diminuindo a sua concentração na mistura inflamável descreve FIGURA 12 Métodos de extinção do fogo FONTE Elaborado pela autora com informações de Brentano 2007 Nota Retirase o material combustível que ainda não foi atingido impedindo assim a ampliação do espaço incendiado cita Barsano e Barbosa 2018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Brentano 2007 Barsano e Barbosa 2018 complementam lembrando que a remoção do comburente oxigênio extingue o elemento que acentua a propagação do fogo fazendo uso de agentes extintores naturais areia ou terra ou químicas bicarbonato de sódio sulfato de alumínio grafite em pó etc Resfriamento baseiase na eliminação do calor do material combustível reduzindo a sua temperatura com o emprego de água demonstra Barsano e Barbosa 2018 Brentano 2007 explica que quando o material em combustão não tem mais capacidade de produzir gases e vapores em quantidade considerável para se misturar com o oxigênio do ar e sustentar a mistura combustível indispensável para conservar a reação química em cadeia porque a perda de calor para o agente extintor é maior que o auferido do fogo este começa a ser controlado até a sua completa extinção Extinção química esse procedimento de extinção utiliza produtos externos à combustão que ao serem jogados no fogo tem suas moléculas desassociadas pela ação do calor explicita Uanderley 2019 Barsano e Barbosa 2018 esclarecem que esse método se baseia na interrupção da reação em cadeia dificultando seu ciclo constante diretamente na área das chamas com agentes extintores que reajam ao contato com o fogo e extingam o comburente Nota Sem o comburente não existe chama dessa forma no abafamento o contato do oxigênio com o combustível é diminuído ao mínimo ou impedido totalmente informa Uanderley 2019 Nota É a maneira mais usual de acabar com o fogo em imóveis Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Agentes extintores Cada material combustível possui características de combustão próprias demandando com isso maneiras particulares para que o fogo seja extinto O agente extintor a ser empregado deve ser adequado para que a sua ação seja rápida e eficiente ocasionando o mínimo de danos à vida das pessoas ao conteúdo e à edificação BRENTANO 2007 Os principais agentes extintores utilizados são a água Figura 13 a espuma aquosa ou mecânica os gases inertes e os pós químicos secos Vejamos cada um deles A água para Brentano 2007 é a substância mais utilizada como agente extintor por diversos motivos tais como por ser a mais divulgada e logo a que possui maior disponibilidade abundância e a mais barata por ser a mais efetiva no combate ao fogo porque tem grande poder de absorção do calor e por ser um agente extintor seguro nãotóxico nãocorrosivo e estável Ela atua quando em estado líquido sobre o fogo por resfriamento absorvendo calor e se aquecendo até modificarse em vapor que então opera por abafamento diminuindo o percentual de oxigênio e por conseguinte sua inflamabilidade menciona Brentano 2007 FIGURA 13 A água FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 A espuma aquosa ou mecânica é formada por bolhas de gás geralmente o ar constituída a partir de uma solução aquosa de um agente concentrado líquido especial gerador de espuma extrato e é feita com a agitação de uma mistura de água com o extrato em determinadas proporções com a aspiração concomitante de ar atmosférico esclarece Brentano 2007 que informa ainda que as edificações que processam condicionam ou manuseiam combustíveis ou líquidos inflamáveis devem ser protegidos por sistemas de chuveiros automáticos abertos ou projetores que espalham espuma Os gases inertes mais usados nas composições são o dióxido de carbono nitrogênio argônio e outros porém o mais utilizado mais barato e um dos mais efetivos é o dióxido de carbono Eles são utilizados em equipamentos energizados eletricamente arquivos bibliotecas cozinhas e em quase todos os materiais combustíveis descreve Brentano 2007 Para Brentano 2007 os pós químicos possuem como bases químicas principais o bicarbonato de sódio o bicarbonato de potássio e o monofosfato de amônia misturados com aditivos que oferecem estabilidade ao pó frente à umidade Nota O vapor é empregado como agente extintor de indústrias onde ele já é usado continuamente nos processos produtivos relata Brentano 2007 Nota Ela é utilizada na extinção do fogo em líquidos derramados ou contidos em tanques combustíveis BRENTANO 2007 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Os pós químicos são eficientes em acabar com o fogo em líquidos inflamáveis podendo ser usados no combate a fogos em alguns equipamentos elétricos energizados assim como são uma opção ao dióxido de carbono na extinção dos fogos sem uso da água elucida Brentano 2007 Resistência dos materiais ao fogo De acordo com Bertolini 2016 no decurso de um incêndio os danos aos materiais Figura 14 podem ocasionar uma alteração estrutural ou permitir a propagação do fogo Desse modo a estabilidade de um elemento construtivo ou estrutural específico em razão do tempo de exposição ao fogo é uma propriedade importante tanto para os materiais estruturais quanto para os materiais que separam os ambientes Importante Devese evitar sua utilização em equipamentos eletrônicos pois o pó químico em contato com a umidade do ar desgasta as placas dos circuitos alcançados BRENTANO 2007 FIGURA 14 Danos aos materiais FONTE Pixabay Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Silva 2018 destaca que a temperatura dos gases quentes em um incêndio sofre variação com o tempo e precisa de algumas variáveis como a carga de incêndio e o grau de ventilação O autor define a carga de incêndio como a reunião dos possíveis caloríficos de todos os materiais internos ao compartimento compreendendo mobiliário revestimentos e outros materiais combustíveis e possivelmente até a estrutura madeira já o grau de ventilação do compartimento é verificado em função da área de aberturas para o exterior do compartimento podendo ser a área total de janelas direcionadas para o exterior do compartimento Para Silva 2018 p 89 a resistência ao fogo é a propriedade de um elemento construtivo de resistir à ação do fogo mantendo sua segurança estrutural seu isolamento e sua estanqueidade Já Bertolini 2016 define a resistência do fogo como a conduta de um componente de construção que preserva por um tempo determinado durante um incêndio a estabilidade a capacidade resistente ou a vedação e o isolamento térmico Bertolini 2016 explica que determinados materiais de construção além de suportar as consequências de incêndio podem acabar promovendoo pois com a alta temperatura podem transformarse em combustíveis o que ocorre geralmente com a madeira Figura 15 e as matérias plásticas as quais por degradação térmica emitem substâncias voláteis combustíveis Importante As estruturas devem ser calculadas para que se tenha uma resistência mínima ao fogo denominada tempo requerido de resistência ao fogo e são fornecidos pelas Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros de cada Estado ou na ausência delas pela ABNT 144322001 Exigências de resistência ao fogo dos elementos construtivos das edificações cita Silva 2018 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Vejamos dois exemplos de como os materiais se comportam durante um incêndio Os materiais metálicos não manifestam nenhuma reação ao fogo não colaborando assim para o aumento de calor e de chamas contudo os elementos construtivos produzidos em materiais metálicos quando entram em contato com o fogo conseguem espalhar o calor rapidamente explicita Bertolini 2016 O gesso e uma grande quantidade de produtos comerciais que resultam dele possuem um bom comportamento ao fogo e são muitas vezes empregados para realizar elementos de suporte paredes forros etc Os elementos em gesso não queimam e não são deteriorados de forma substancial pelo fogo assim como a microestrutura e a composição química do gesso permitem impedir a propagação do calor descreve Bertolini 2016 FIGURA 14 Madeira em chamas FONTE Pixabay Você Sabia Em um incêndio ocorrido em uma casa de shows em Santa Maria RS no ano de 2013 considerada a segunda maior tragédia no Brasil em número de óbitos ocasionados por um incêndio o parecer técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul CREARS 2013 determinou que as prováveis causas para que o incêndio tenha ocorrido foram a combinação do uso de material de revestimento acústico inflamável exposto na zona do palco associado à realização de um show com componentes pirotécnicos descreve Mohamad 2015 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Dessa forma a situação ideal para planejar um edifício que possua resistência ao fogo é retratada pelo uso de materiais não combustíveis que tenham capacidade de aquecerse de forma lenta e de manter mesmo em altas temperaturas uma alíquota sólida de sua resistência explana Bertolini 2016 A explosividade Outro tema de grande relevância para o nosso estudo trata da explosividade De acordo com Barsano e Barbosa 2013 os incêndios motivados por explosões originadas de armazenamento impróprio de produtos perigosos causam preocupação dessa forma fazse fundamental conhecer as características e os perigos dos produtos usados nos ambientes físicos de cada área de atuação para servir como critério na adoção de medidas de prevenção Um dos casos em que se deve ter muito cuidado é com o gás GLP o gás de cozinha pois ele é um líquido inflamável derivado do petróleo confinado em um botijão Figura 16 composto por propano e butano que são materiais mais pesados que o ar e inodoro assim nesses casos Qualquer método de prevenção deve ter como centro medidas técnicas organizadas por profissionais com conhecimento em segurança do trabalho prevenção em combate a incêndios profissionais da área ambiental assim como as normas regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho as normas brasileiras da ABNT as instruções técnicas dos Corpos de Bombeiros as legislações ambientais e outras leis e normas regulamentadas explicitam Barsano e Barbosa 2013 FIGURA 16 Botijão FONTE Freepik Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Métodos de extinção resistência dos materiais e explosividade Capítulo 4 Resumindo Neste capítulo você deve ter compreendido que deve existir o emprego de procedimentos e equipamentos apropriados para se fazer a extinção das chamas que os métodos de extinção do fogo podem ocorrer por isolamento com a retirada do material por abafamento com a retirada do comburente por resfriamento com a retirada do calor e pela reação química com a quebra da cadeia da reação química Além disso conheceu os principais agentes extintores que são a água a espuma aquosa os gases inertes e os pós químicos secos Viu também a resistência dos materiais ao fogo que se trata da conduta de um componente de construção que preserva por um tempo determinado durante o incêndio a estabilidade a capacidade resistente ou a vedação e o isolamento térmico Por fim você conheceu a explosividade que pode ocorrer por armazenamento impróprio de produtos perigosos e que devem ser observadas as medidas de prevenção corretas para essas situações Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 13860 Glossário de termos relacionados com a segurança contra incêndio Rio de Janeiro 1997 Disponível em httpsbitly37nmLsa Acesso em 18 jul 2020 BARSANO Paulo Roberto BARBOSA Rildo Pereira Segurança do trabalho guia prático e didático 2 ed São Paulo Érica 2018 BARSANO Paulo Roberto BARBOSA Rildo Pereira Controle De Riscos prevenção de acidentes no ambiente ocupacional São Paulo Érica 2013 BERTOLINI Luca Materiais de construção patologia reabilitação prevenção São Paulo Editora Oficina de textos 2016 BRENTANO Telmo Instalações hidráulicas de combate a incêndios nas edificações 3 ed Porto Alegre EDIPUCRS 2007 CAMILO JUNIOR Abel Batista Manual de Prevenção e Combate a Incêndios São Paulo Editora Senac 2019 CARVALHO JUNIOR Roberto de Interfaces prediais hidráulica gás segurança contra incêndio elétrica telefonia NBR 15575 Norma de Desempenho 2 ed São Paulo Blucher 2019 CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO Manual de Segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco Coletânea de manuais técnicos de bombeiros 1 ed 2006 DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS Incêndio Disponível em httpswwwdiciocombr incendio Acesso em 18 jul 2020 DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS Pânico Disponível em httpswwwdiciocombr panico Acesso em 18 jul 2020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências ESTADO DE SÃO PAULO Policia Militar do Estado de São Paulo Corpo de Bombeiros Instrução Técnica nº 022018 conceitos básicos de segurança contra incêndio Disponível em httpwwwcorpodebombeiros spgovbrdscipublicacoes2libfiledocit022018pdf Acesso em 19 jul 2020 ESTADO DE GOIÁS Corpo de Bombeiros Militar Norma técnica nº 022014 conceitos básicos de segurança contra incêndio Disponível em httpswwwbombeirosgogov brwpcontentuploads201410nt022014conceitosbasicosdesegurancacontra incendiopdf Acesso em 19 jul 2020 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Curso de formação de brigadistas profissionais prevenção e combate a incêndio 2016 Disponível em https cbesgovbrMediaCBMESPDFsCEIB SCEMaterial20Didatico CFBP2020PREVENC387C383O20E20COMBATE20 A20 INCC38ANDIOS20202016pdf Acesso em 24 jul 2020 FERNANDES I R Engenharia de Segurança contra incêndio e pânico 1 ed CuritibaPR CREAPR 2010 LUZ NETO M A Condições de segurança contra incêndio Brasília Ministério da Saúde 1995 Materiais de construção resistentes ao fogo 2017 Disponível emhttpscasaumcomo combrartigomateriaisdeconstrucaoresistentesaofogo21594html Acesso em 24 jul 2020 MOHAMAD Gihad Construções em alvenaria estrutural materiais projeto e desempenho São Paulo Blucher 2015 PARANÁ Governo do Estado Manual de Prevenção de Combate a Princípios de Incêndios 2013 PEREIRA Anderson Guimarães Segurança contra incêndio o ensino de ciencias e matematica para o exercicio das atividades Engenharia2009 Disponível em httpwww brasilengenhariacomportalimagesstories revistasedicao596ArtConstrucaocivil pdf Acesso em 18 jul 2020 Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões Referências COMO pode uma pessoa se atirar de um prédio para a morte certa Revista Superinteressante Publicado em 31 de out de 2001 atualizado em 31 de out de 2016 Disponível em httpssuperabrilcombrcienciacomopodeumapessoaseatirar deumpredioparaamortecerta Acesso em 18 de jul 2020 RODRIGUES E E C Sistema de gestão de segurança contra incêndio e pânico nas edificações Fundamentação para uma Regulamentação Nacional Porto Alegre 2016 Disponível em httpswwwlumeufrgsbr bitstreamhandle10183142695000994273 pdfsequence1 Acesso em 19 jul 2020 ROSA R C Apostila Prevenção e Combate a incêndio e primeiros socorros Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Porto Alegre RS 2015 SEITO A I A segurança contra incêndio no Brasil São Paulo Projeto 2008 SILVA V P Segurança contra Incêndios em edifícios Considerações para o projeto de arquitetura São Paulo Blucher 2014 TEIXEIRA V C Estudo da segurança contra incêndio e pânico nas edificações urbanas boates e clubes sociais Maringá 2013 UANDERLEI J Prevenção e combate a incêndios na segurança do trabalho Clube dos autores 2019 VELLAMO Engenharia e Projetos Os 12 maiores incêndios do Brasil existe algo em comum Disponível em httpswwwvellamoengbr noticiasosmaioresincendiosdobrasil Acesso em 19 jul 2020 FACULDADE Libano

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