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Gerenciamento de Riscos Unidade 1 Livro Didático Digital A nova temporada da sua carreira FACULDADE Libano Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Causas e consequências dos riscos Classificação dos riscos Referências 5 15 27 37 45 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo se form necessarias Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload assistir videos ler textos ouvir podcast Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você Textos referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas faculdadelibano 1 Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 1 Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Objetivos Caro aluno ao término deste capítulo você terá compreendido as normas e o gerenciamento de riscos aplicáveis a qualquer modalidade de empresa ou projeto Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a identificação a análise e o tratamento do risco que circunda uma situação ambiente ou projeto Contudo o profissional de gerenciamento de riscos deve ter o conhecimento das normas que se referem a esse tipo de gestão pois muitas vezes requer habilidades de antecipação de situações Em um ambiente organizacional o risco é considerado uma incerteza cuja ocorrência pode gerar impactos positivos sendo possível o aproveitamento de novas oportunidades ou negativos que devem ser corrigidos mas que servem de aprendizado para todos os envolvidos na situação Continuemos os nossos estudos sobre a gestão de riscos Fique conosco Avante Para o gerenciamento de riscos nos projetos e ambientes organizacionais o gestor deve conhecer os principais conceitos que circundam as normas de riscos pois um dos grandes objetivos desse tipo de gestão é aumentar a probabilidade de eventos positivos e diminuir o impacto e as probabilidades de efeitos negativos reduzindo as incertezas em um cenário de gestão e aumentando a qualidade das decisões pelos gestores A incerteza na gestão de riscos remete a erros e pode até mesmo ocasionar acidentes nos ambientes sociais e de trabalho Desse modo quanto maiores e confiáveis forem os dados disponíveis para o gerenciamento de riscos maiores serão as certezas em situações que envolvem pessoas processos e produtos A previsibilidade de dados e fatos contribui significativamente para o sucesso do gerenciamento de riscos O estudo da probabilidade e dos impactos positivos e negativos são fatores muito utilizados para Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 a gestão de riscos a qual faz uso inclusive de estudos matemáticos de probabilidade para a sua mensuração A figura a seguir remete a um dos principais objetivos da gestão de riscos que é o de aumentar os efeitos positivos dos riscos e diminuir ou até mesmo extinguir os efeitos de riscos negativos em um projeto ou situação organizacional Importante Em uma organização os riscos podem ou não ocorrer ou seja são prováveis Importante Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a previsibilidade de dados e fatos F I G U R A 1 O b j e t i v o s d a g e s t ã o d e r i s c o F O N T E Elaborado pela autora Os principais conceitos que um gestor deve conhecer para o gerenciamento eficaz de riscos são Riscos são probabilidades de perigo geralmente com ameaça física para o Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 homem eou meio ambiente HOUAISS VILLAR 2009 Ameaças ocorrem quando os riscos causam impactos negativos em um projeto e oportunidades surgem quando causam impactos positivos adaptado de PMI 2007 Fatores de risco são os elementos que permitem estudar e priorizar os riscos prevendo em que momento do projeto o risco acontece adaptado de PMI 2007 Apetite é considerado uma resposta para a gestão de riscos O apetite se refere ao grau de incerteza de risco que uma organização está disposta a correr Além disso representa o perfil da organização com os riscos ou seja se ela tem um perfil mais agressivo conservador ou inovador O apetite organizacional está também relacionado com as recompensas potenciais adaptado de PMI Tolerância também é considerada uma resposta à gestão de riscos Ela abrange as áreas de risco consideradas aceitáveis ou inaceitáveis e possui um enfoque mais tático adaptado de PMI Limite de riscos define a tolerância aceitável aos riscos adaptado de PMI Em relação aos riscos gerais do projeto eles envolvem o estudo dos riscos individuais inerentes a cada situação os quais devem ser analisados um a um e podem ser mapeados e acrescidos dos riscos desconhecidos que envolvem as incertezas fatos e dados não conhecidos não mapeados improváveis ou não identificáveis A figura a seguir remete aos riscos gerais do projeto que é a soma dos riscos individuais aos riscos desconhecidos Importante Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a previsibilidade de dados e fatos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Nagestãoderiscos oprofissionaldeveprosseguirmetodologicamente com as seguintes fases identificar analisar e tratar os riscos Método é um conjunto de etapas ordenadamente dispostas a serem vencidas na investigação da verdade no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim GALLIANO 1979 p 6 Já na fase de identificação o profissional deve levantar todos os fatores que afetam o projeto se possível documentandoos para a gestão dos riscos Nessa fase é possível definir o perfil dos riscos As pessoas responsáveis por conduzir estas tarefas são chamadas de administradores ou gestores que vem do ato de coordenar os recursos organizacionais no sentido de obter eficiência e eficácia bem como o alto grau de satisfação entres as pessoas que fazem o trabalho e o cliente que o recebe CHIAVENATO 1999 p 40 Na fase de análise é possível caracterizar e mensurar a relevância dos riscos de modo qualitativo e quantitativo estudo aprofundado das probabilidades numéricas dos riscos Com base nos estudos quantitativos e qualitativos é possível definir as respostas mais precisamente para os riscos estipulando se eles se classificam como baixos médios ou altos F I G U R A 2 Riscos gerais do projeto F O N T E PMI 2007 Adaptado Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 A abordagem qualitativa nos dá uma primeira dimensão do peso dos riscos Podemos classificar as variáveis de probabilidade e impacto em escalas ordinais variando por exemplo de muito baixo até muito alto SALLES JÚNIOR et al 2006 p 60 Portanto a gestão de riscos envolve a identificação tratamento e análise dos riscos Importante A análise quantitativa dos riscos envolve um estudo numérico mais aprofundado permitindo inclusive análises quanto ao custo x benefício Importante O risco também pode ser entendido como a possibilidade de um fato sair diferente do esperado F I G U R A 3 Gestão de riscos F O N T E Elaborado pela autora Um gestor de riscos deve sempre estar disposto a questionar e a monitorar constantemente o ambiente aprimorando as técnicas e as boas práticas aplicadas Ferreira e Ogliari 2005 questionam os riscos da seguinte forma Quais são os riscos que a organização ou projeto estão expostos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Qual é a probabilidade de o risco ocorrer Quais serão os impactos se o risco ocorrer Como os riscos podem ser tratados Como os riscos podem ser evitados Ferreira e Ogliari 2005 também asseveram que para o desenvolvimento e a apresentação de um projeto formal de riscos o gestor poderá prosseguir com os seguintes passos Identificação do problema que gera o risco Definição e diferenciação dos riscos Levantamento de hipóteses que causam os riscos Coleta sistematização e classificação dos dados inerentesaos riscos Análise e interpretação dos dados disponíveis Relatório do resultado da pesquisa As pesquisas para o projeto de riscos partem de um tipo específico de problema que gera o risco por meio de uma ou várias interrogações Assim a pesquisa responde às necessidades de conhecimento de certo problema ou fenômeno Várias hipóteses são levantadas e a pesquisa pode invalidálas ou confirmálas Além disso toda pesquisa de gerenciamento deve se basear em uma teoria que serve de ponto de partida para uma investigação bem sucedida de um problema A teoria é um instrumento da ciência utilizada para conceituar os tipos de dados a serem analisados Para ser válida a teoria deve se referenciar em fatos observados e provados resultantes da pesquisa Portanto as diversas possibilidades de coleta de dados são de fundamental importância para o desenvolvimento e posterior justificativa da pesquisa realizada os quais levarão as respostas aos riscos na tomada de decisões pelo gestor Uma variedade de procedimentos de coleta de dados pode ser utilizada como entrevista observação participante análise de conteúdo entre outros para estudo relativamente intensivo de um pequeno nu mero de unidades mas geralmente sem o emprego de técnicas probabilísticas de amostragem MARCONI LAKATOS 2002 p 30 A figura a seguir expõe os passos necessários para um projeto de gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 As decisões porém dependem das escolhas feitas a fim de se alcançar os propósitos Assim a eficiência do processo de tomada de decisão é medida pelo resultado que se obteve e se houve ou não o alcance dos objetivos esperados com o projeto de riscos Essa é uma atividade fundamental para as organizações pois influencia diretamente os resultados no tratamento de riscos e portanto precisa ser bem compreendida e estudada Segundo Chiavenato 1999 p 283 a decisão ocorre sempre que existem duas ou mais alternativas ou formas diferentes de se fazer algo Quando existe somente uma maneira para se resolver algum problema ou situação não existe a F I G U R A 4 Projeto de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Importante A ciência pode ser entendida como o conhecimento adquirido a partir de um método de pesquisa Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 necessidade de tomar decisão partindo do princípio que as decisões envolvem escolhas Além disso A vida de qualquer administrador é uma sucessão de incontáveis decisões Algumas talvez a maioria são tão rotineiras que exigem pouco esforço do pensamento São decorrentes de respostas a problemas lógicos Outras entretanto exige um certo tipo de sensibilidade especial uma forma diferente de desenvolver o pensamento Estas são as decisões estratégicas são as que lidam com novas direções mudança visão de mundo vencer a competição e até em muitos casos lucrar COSTA NETO 2007 p 40 Com base em um projeto de gerenciamento claro e preciso fruto de pesquisas aplicadas o gestor partirá para a tomada de decisão a fim de solucionar os problemas inerentes aos riscos existentes O PMI 2007 defende a necessidade de desenvolvimento de relatórios para o processo decisório das organizações os quais podem seguir os seguintes passos Confirmação do problema que gerou o risco Confirmação do envolvimento das partes que geram o risco Elaboração técnica de um modelo de solução Testagem e simulação do modelo de solução Estabelecimento de controles e limites do modelo Implementação do modelo na organização O PMI 2007 p 264 também explana que Monitoramento e controle de riscos Seção 44 é o processo de identificação análise e planejamento dos riscos recém surgidos acompanhamento dos riscos identificados e dos que estão na lista de observação reanálise dos riscos existentes monitoramento das condições de acionamento de planos de contingência monitoramento dos riscos residuais e revisão da execução de respostas a riscos enquanto avalia sua eficácia Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Não só mas os relatórios de desempenho fornecem informações sobre o desempenho do trabalho do projeto como uma análise que pode influenciar os processos de gerenciamento de riscos PMI 2007 p 265 amento eficaz dos riscos objetivos devem ser traçados e normas devem ser implementadas pelos gestores Quanto maior for o conhecimento sobre o ambiente e mais proativas forem as ações os impactos na materialização dos riscos serão minimizados Importante A árvore de decisão é um modelo de ferramenta para o processo decisório utilizada em processos em que há riscos e vários rumos a serem seguidos Essa ferramenta trabalha com o estudo matemático das probabilidades Resumindo Vamos recapitular o que estudamos neste capítulo Foram abordados os objetivos e as normas que circundam o gerenciamento de riscos bem como os efeitos positivos nas oportunidades que podem ser geradas e os efeitos negativos dos riscos o que deixa a cargo do gestor ou administrador equilibrar a equação Um risco sempre gera expectativas e haverá a possibilidade de que determinada situação melhore ou piore dependendo das ações tomadas Além disso grandes são os desafios para um eficaz gerenciamento de risco desde a fase de identificação e formulação de projetos até a tomada de decisões as quais necessitam de informações claras e precisas faculdadelibano 2 Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 2 Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Objetivos Caroa alunoa você sabia que com uma gestão eficaz dos riscos é possível que ações sejam tomadas para minimizar as suas consequências negativas Isso mesmo Na prática das organizações empresariais os gestores procuram desenvolver mecanismos de proteção para os riscos principalmente quando eles podem impactar negativamente em qualquer que seja o cenário de serviços ou produção De forma geral tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas estão preocupadas com os impactos dos riscos negativos pois com os riscos positivos há sempre a possibilidade de ganhos e oportunidades Diante disso dentro da estrutura organizacional o profissional responsável pelo gerenciamento de riscos será o responsável pela identificação análise comunicação e monitoramento dos riscos existentes Cabe a ele sobretudo a criação de planos de ação passíveis de respostas aos fatores que ocasionam problemas nas organizações Curiosoa para aprender um pouco mais sobre a gestão de riscos sua estrutura e responsabilidades Fique conosco Apesar da significativa importância das suas ações a gestão profissional de riscos ainda é pouco explorada por muitas organizações principalmente as instituições do setor público O tema é de tamanha relevância que a partir da Instrução Normativa nº 01 de 2016 elaborada pelo Ministério Público e CGU foi instituído que todos os órgãos e entidades públicas deverão implementar políticas de gestão de riscos O objetivo dessa normativa é o de elevar o grau de maturidade e qualidade dos serviços públicos prestados aos cidadãos no que se refere aos riscos As disposições gerais dessa normativa dispõem entre outras considerações as seguintes cláusulas A realização de auditorias internas implementação de ferramentas de gestão de controle interno a construção de matriz de riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 mensuração de riscos mecanismos de combate à fraude e a violência clareza nos objetivos que possibilitem a gestão de riscos assegurar a ética e princípios morais Outro grande objetivo da instrução normativa é o de que a cultura de gestão de risco seja implementada em todas as instituições públicas em um processo contínuo de monitoramento e governança para a melhoria operacional dos serviços públicos A figura a seguir apresenta a implementação de normas para o gerenciamento de riscos Importante Os riscos podem ser considerados tudo aquilo que impede uma organização de atingir as suas metas e objetivos Nota SGU significa Controladoria Geral da União órgão de natureza federal responsável pelo zelo ao patrimônio público e de ações constantes no combate à fraude e à corrupção F I G U R A 5 I m p l e m e n t a ç ã o d e n o r m a s F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Nas organizações públicas e privadas cabe aos responsáveis pelo gerenciamento de riscos antecipar situações que venham a gerar problemas programando e preparando respostas para a resolução A expectativa é que as situações adversas sejam mapeadas para que a organização possa definir o quanto de risco ela pode assumir sem prejudicar as operações fundamentais de produtos processos e serviços Exemplo Um município obtém recursos públicos para a construção de um hospital Nesse sentido cabe ao gestor mapear todos os riscos existentes desde o atraso da obra até a compra de materiais equipamentos e contratação de mão de obra especializada O apetite de risco se refere à quantidade de riscos que uma empresa está disposta a correr na busca pela sua missão e visão para agregar valor aos produtos e serviços prestados O apetite de risco direcionará as ferramentas de gestão que deverão ser usadas para cada situação como uma matriz de riscos quando eles são contínuos e circundam toda a organização A matriz por sua vez seleciona as prioridades dos riscos que devem ser resolvidas apresentandoas graficamente por ordem matemática Além disso a matriz de risco pode ser elaborada em forma de tabela alocando as probabilidades e impactos dos riscos A figura a seguir representa a importância do mapeamento de riscos pelos gestores F I G U R A 6 Mapeamento de riscos F O N T E pixabay Uma matriz de riscos é considerada uma ferramenta de auxílio para o sistema de gerenciamento de riscos Com ela é possível identificar expor materializar e dar Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 respostas aos riscos Quando os riscos são mapeados é possível por exemplo estimar os custos com o gerenciamento de riscos e quantificar as probabilidades de impacto para que se possa prosseguir com planos de ação Afinal muitos riscos se tornam fatos onerosos nas organizações principalmente quando são recorrentes devido ao fato de muitas atitudes não serem colocadas em prática a tempo Portanto é possível afirmar que a gestão de riscos é uma ferramenta de processo decisório Quando uma organização por exemplo iniciará suas operações há sempre riscos de o negócio não dar certo de o produto não ser absorvido no mercado de os custos operacionais serem elevados etc No aspecto financeiro os riscos podem significar ganhos de dinheiro pois quanto maiores forem os riscos de investimentos maiores são as chances de retorno para os investidores Importante Com a gestão de riscos a organização poderá definir até que ponto ela está disposta a se arriscar Segundo o PMI 2007 as ações preventivas recomendadas nas organizações em relação à gestão de riscos são a base para Evitar fraudes Ajudar as organizações a alcançarem sua missão e visão Atingir os objetivos Diminuir as incertezas Diminuir os impactos dos riscos Dessa forma as ações preventivas recomendadas são usadas para assegurar a conformidade do projeto com o plano de gerenciamento do projeto PMI 2007 p 265 O Commitee of Sponsoring Organizations of the Tradeway Commision COSO em português Comissão Nacional sobre Fraudes em Relatórios Financeiros é uma organização sem fins lucrativos que desenvolveu um livro com instruções de melhores práticas de controle interno Foi criado em 1985 nos Estados Unidos por várias instituições que objetivam ajudar as empresas a trabalharem em conformidade com a legislação Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 O COSO é mundialmente conhecido no que se refere à governança e à gestão de riscos corporativos Ele possui princípios para a gestão de riscos os quais são distribuídos no ambiente de controle e avaliação de riscos nas atividades de controle nas informações e comunicação nas atividades de monitoramento no compromisso da alta direção responsabilidades etc É considerada uma das melhores práticas a serem aplicadas na gestão de riscos minimizando falhas perdas e incertezas no ambiente organizacional Exemplo Imagine que você realizou uma operação financeira ao investir dinheiro em renda va riável e o resultado do risco foi favorável no rendimento de montantes significativos de juros Nesse caso os efeitos dos riscos foram positivos ou seja favoráveis Do ponto de vista organizacional antigamente tínhamos a noção de que o risco é algo intencional Hoje entendese que o risco é um fator constante até mesmo latente e faz Importante Diariamente de alguma forma todos nós fazemos gestão de riscos desde o momento em que acordamos pois podemos perder o horário e nos atrasar para compromissos de suma importância F I G U R A 7 C u b o F O N T E pixabay Esse modelo de gestão trabalha no formato de cubo identificando todos os riscos da organização A figura a seguir representa o COSO instrumento de gestão para o gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 parte de inúmeras situações do cotidiano tanto de pessoas físicas quanto de jurídicas Acreditava se também que a fonte primária dos riscos eram as pessoas porém a administração moderna observa que os processos são as maiores fontes geradoras dos riscos A figura a seguir expõe a disposição de um risco que pode estar em qualquer lugar e ser gerado principalmente por processos Os riscos podem estar em qualquer lugar e podem abranger aspectos legais de um processo financeiros no ganho ou perda de dinheiro de bens materiais e da própria estrutura física de uma organização social ou empresarial Um gestor de riscos acima de tudo deverá estar disposto a estudar atualizandose constantemente quanto às mudanças que podem ocorrer na geração dos riscos que o circundam Uma das grandes missões do gestor de riscos é trabalhar para mitigar os riscos diminuindo os impactos se ele se realizar mas não poderá garantir a inexistência de falhas O mercado de seguros é um exemplo promissor de oportunidades em prol da gestão de riscos Grande parte da sociedade contrata seguros dos diversos segmentos vida automóvel F I G U R A 8 Risco F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Além dos desafios para minimizar ou até mesmo impedir que os riscos aconteçam o gestor pode enfrentar outros desafios tais como não possuir recursos financeiros para gerenciar os riscos tampouco para implementar planos de ação para a sua resolução Exemplo Uma residência afetada materialmente por um vendaval precisa de recursos financeiros para colocar em prática o plano de ação de consertos e trocas Os riscos precisam ser constantemente gerenciados e se possível devem ser desenvolvidos indicadores para eles para que haja uma visão técnica quantitativa da gravidade dos problemas Dessa forma a proatividade dos gestores quanto às ações ocorrerá de forma mais ágil Os indicadores serão eficazes também para o monitoramento da evolução ou do decréscimo de riscos por setores ou situações Com os indicadores será possível obter maior agilidade no processo de comunicação dos problemas pois quanto mais eficiente for a comunicação maior será o grau de maturidade da organização com os riscos evitandoos ou até mesmo resolvendoos F I G U R A 9 Presença dos riscos F O N T E Gemmer 1997 Adaptado Importante As mudanças na estrutura física e de pessoas nas organizações podem gerar riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 A figura a seguir remete à relação da comunicação dos riscos com o grau de maturidade da organização Do ponto de vista da gestão o conceito de riscos vem sofrendo mudanças ao se tornar uma visão mais assertiva e positiva quanto às ações e oportunidades que podem ser geradas principalmente sob as situações que não podem ser evitadas apenas administradas F I G U R A 9 Riscos x gestão F O N T E Elaborado pela autora Q U A D R O 1 Conceitos de riscos F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Ato inseguro Condição insegura ABNT NBR 7195 Cores para segurança ABNT NBR 13434 Sinalização contra incêndio e pânico ABNT NBR 6493 Emprego de cores em tubulações ABNT NBR 14725 Informações para produtos químicos ABNT NBR 7500 Símbolos para o manuseio e transporte de mate riais IT Sinalização de emergência utilizada pelo corpo de bombeiros Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 F I G U R A 1 0 Responsabilidades da gestão de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Uma estrutura organizacional moderna de gerenciamento de riscos nas empresas mensurará e trabalhará em prol dos riscos mas também das oportunidades que podem ser geradas frente a situações inoportunas e de novos negócios parcerias e inovações que podem nascer de situações de riscos O grande desafio de gestão é o de transformar pontos fracos em fortes e ameaças em oportunidades Cabe dessa forma aos responsáveis pela estrutura organizacional das empresas por meio das diretorias e conselhos fomentar a preservação e criação de valor junto aos colaboradores fazendo com que a organização administre os riscos existentes tornandoos razoáveis e compatíveis à capacidade de gestão de controle cumprindo com os objetivos da organização O registro do nome da pessoa responsável pela identificação do fator de risco é outro aspecto importante do ponto de vista gerencial Não é incomum que a pessoa designada para ser responsável pelo fator de risco tenha que recorrer inicialmente a este indivíduo para discutir aspectos dos mais diversos relativos à incerteza que dá origem ao risco à sua descrição ao impacto que sua concretização teria sobre o projeto etc ALENCAR SCHMITZ 2005 p 40 A figura a seguir representa a matriz organizacional de responsabilidades para o fomento da gestão de riscos nas empresas Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 O proprietário das respostas a riscos relata periodicamente ao gerente de projetos a eficácia do plano quaisquer efeitos não esperados e correções durante o andamento necessários para o tratamento adequado do risco PMI 2007 p 264 Cabe a alta direção da organização definir quem serão os responsáveis e em quais setores estão para o gerenciamento de riscos a fim de que haja a implementação de políticas para a efetiva gestão de riscos O controle interno da organização quanto ao gerenciamento de riscos balizará o grau de maturidade controle e gestão das situações indesejáveis e problemáticas Com o controle interno será possível diminuir e até mesmo evitar que os riscos aconteçam aumentando consequentemente a transparência a confiabilidade das operações e o cumprimento das leis e regulamentos vigentes até mesmo das demonstrações administrativas contábeis e financeiras Fica a cargo dos gestores portanto desenvolver mecanismos de forma a ter em mãos e em tempo as informações necessárias para a tomada de decisões O conhecimento pode ser definido como uma mistura fluida de experiência condensada valores informação contextual e insignt experimentado a qual proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de novas experiências e informações DAVENPORT PRUSAK 1999 p 6 Atualmente é bastante comum que as empresas utilizem planilhas mas principalmente softwares para o monitoramento controle e gestão dos ricos Isso se deve pois quanto maior for o controle mais efetivo será o gerenciamento Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Resumindo Neste capítulo estudamos a estrutura e as responsabilidades da gestão de riscos que devem estar presentes em estruturas físicas e jurídicas bem como nas organizações públicas sob orientação de normativa legal As ações para minimizar resolver e até mesmo evitar que os riscos aconteçam cabem à alta direção que delegará aos responsáveis pelas demais áreas de conhecimento empresarial a responsabilidade na tomada de decisões quanto aos riscos existentes naquele local Além disso quanto maior for o grau de gerenciamento de riscos maior será a confiabilidade da organização pois os riscos podem estar presentes em qualquer lugar ou situação A visão dos gestores quanto aos riscos está mudando e cabe a eles a responsabilidade de estudos contínuos para a melhoria das ações a serem implementadas uma vez que os riscos remetem a insegurança faculdadelibano 3 Causas e consequências dos riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 3 Causas e consequências dos riscos Objetivos Caroa alunoa risco é tudo aquilo que pode causar uma situação de desconforto Pode ser entendido como perigo acidente perda e entre outros sinônimos que na maioria das situações remetem a consequências negativas ainda que no ambiente organizacional possa haver ganhos de competitividade e inovação com o risco De forma geral a tarefa pelo gerenciamento de riscos não é nada fácil pois sempre haverá consequências Administrar as causas dos riscos mitigando ou até mesmo evitandoo é passível desde que haja estudos e responsabilidades dos agentes que circundam o ambiente pois há riscos previsíveis mas outros nunca serão descobertos Os riscos podem estar presentes nos ambientes pessoais materiais estruturais legais e administrativos Neste capítulo estudaremos as principais causas e consequências dos riscos que causam danos à saúde do homem Preparadoa embarcarem mais umaviagem rumo ao conhecimento Continue conosco Vamos lá Toda vez que um risco se concretiza em forma de acidente perdas ou danos há uma causa atrelada a ele a qual deve ser estudada Caso contrário a reincidência de problemas poderá ser recorrente nos ambientes Podemos entender que a causa é o agente transformador do risco advindo de uma situação insegura que impulsionou a materialização As principais causas que circundam os diversos riscos existentes se classificam em pessoais materiais e administrativas Jornadas de trabalho excessivas cansaço físico e mental estresse desatenção distração esforço e trabalho repetitivo falta de manutenção de máquinas e equipamentos manuseio incorreto de cargas e produtos perigosos falta de organização e limpeza Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 dos ambientes velocidade inadequada de máquinas e veículos e até mesmo dificuldade nas relações interpessoais podem ser causas de riscos que geram acidentes Dessa forma podemos afirmar que sem a causa não há risco e vice e versa cabendo ao gestor também estudar as causas A figura a seguir ilustra as principais causas dos riscos as quais podem estar atreladas às pessoas aos materiais e aos processos diversos entre eles os administrativos Já a figura a seguir representa a relação direta entre causa e risco F I G U R A 1 2 C a u s a e r i s c o F O N T E Elaborado pela autora Importante As mudanças na estrutura física e de pessoas nas organizações podem gerar riscos F I G U R A 1 1 Causas dos riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Uma vez identificados os riscos eles devem ser preferencialmente eliminados ainda que a melhor forma de gerenciamento esteja na prevenção pois somente dessa forma haverá maior garantia da preservação da saúde e da vida Os riscos podem estar presentes de diversas formas espalhados nos diversos contextos desde a falha na concepção de projetos a manutenção de máquinas equipamentos ferramentas veículos e espaços físicos inadequação de cores e luminosidade armazenamento inadequado de matériasprimas presença de animais peçonhentos selvagens na existência de fungos vírus bactérias entre outros Portanto a prevenção é uma ação de evitar ou diminuir os riscos profissionais através de um conjunto de medidas tomadas no licenciamento e em todas as fases de atividade do estabelecimento ou do serviço FESTI 2003 p 39 Exemplo Se chover haverá riscos de atraso na entrega para o meu projeto de edificações O quadro a seguir expõe a relação de riscos e de causas nos âmbitos materiais pessoais e administrativos Q U A D R O 2 Riscos e causas F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Risco Material Causa Material Envolve bens patrimoniais máquinas instrumentos e equipamentos Ocorre por patrimônios mal utilizados calibrados ou alocados Risco Pessoal Causa Pessoal Atos inseguros das pessoas As pessoas provocam riscos e acidentes Risco Administrativo Causa Administrativacontrole Relativos às falhas de processos sob a responsabilidade da direção gerência supervisão ou qualquer administrador Um ato administrativo errado provoca o acidente como uma diretriz ou ordem Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 A figura a seguir representa os atos e as condições inseguras que geram riscos e podem provocar acidentes Importante Após a ocorrência de um acidente a condição insegura se torna a causa Qualquer ato inseguro ou inconsequente realizado no aspecto pessoal ou organizacional pode ocasionar a exposição de pessoas e situações o que gera riscos Os atos inseguros se classificam em pessoas físicas e pessoas jurídicas nos atos administrativos É importante ressaltar que as condições inseguras são os meios que favorecem os riscos podendo se materializar em acidentes perdas ou danos Para todo ato inseguro há uma condição equivalente Exemplo Ato inseguro não usar equipamentos de proteção e segurança Ato administrativo inseguro não realizar treinamento para o uso de EPIs O quadro a seguir apresenta as diferenças entre atos e condições inseguras Q U A D R O 3 Atos e condições inseguras F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Ato inseguro Condição insegura Dirigir sem habilitação Piso defeituoso Ligar e desligar máquinas e equipamentos aleatoriamente Ambiente escorregadio Emissão de diretriz inadequada ou errada Máquinas e equipamentos defeituosos Uso incorreto de EPIs Equipamentos sem proteção ou controle Ligar a corrente elétrica errada Ambiente mal ventilado Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Podese afirmar que são infinitas as consequências dos riscos principalmente quando eles causam acidentes pessoais Para fins trabalhistas qualquer tipo de acidente que envolva as atividades de trabalho deverá ser atendido prontamente pela empresa contratante e coberto pela previdência social desde que haja vínculo formal com o INSS Entendese portanto que o tratamento pelo empregador das consequências dos riscos no ambiente empresarial é uma obrigação tendo em vista que um trabalhador acidentado pode ter perdas físicas permanentes parciais ou temporárias e até mesmo irreparáveis Outra grande consequência dos acidentes é que as empresas terão perdas de produtividade e falta de mão de obra Além disso a família do trabalhador terá perdas psíquicas causadas pela doençaacidente e financeiras na redução de ganhos monetários A sociedade como um todo manterá por meio de seus impostos um trabalhador inválido e dependente Diariamente os riscos podem estar em substâncias químicas físicas e biológicas presentes em matériasprimas diversas utilizadas na indústria e em diversos outros materiais e ambientes os quais podem causar danos temporários e até permanentes para a saúde humana Assim quanto maior for o tempo de exposição aos agentes de risco maiores são as possibilidades de danos e acidentes Algumas substâncias químicas são mais tóxicas do que outras e desse modo a concentração do contaminante no ambiente por exemplo e a forma como um trabalhador pode se contaminar são objetos de estudo do gerenciamento de riscos A forma de gerenciamento de riscos nas organizações evoluiu ao longo dos anos e pode também ser reconhecida como gerenciamento de riscos corporativos Essa área F I G U R A 1 3 Ato e condição insegura F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 de estudos da gestão faz parte de toda uma estrutura empresarial que visa trabalhar em prol da saúde das pessoas incorporando métodos que diminuam tratem ou até mesmo evitem os riscos trazendo benefícios para os negócios no cumprimento da missão e objetivos organizacionais Todavia quando um projeto é idealizado escrito ou desenhado o gestor deve avaliar quais são as possibilidades de riscos pertinentes ao escopo que devem ser consideradas pertinentes tais como intempéries climáticas taxas de juros oscilações do dólar etc O importante é que os riscos relevantes sejam bem especificados em um projeto acima de tudo um risco não pode ser tratado de forma genérica não específica Exemplo Qual é a probabilidade de as oscilações econômicas impactarem no meu projeto Cabe ao gerente de riscos interagir com áreas importantes das empresas tais como a de gestão de pessoas em prol dos objetivos organizacionais e prezando pela responsabilidade social e ambiental Isso se deve pois uma empresa que não administra seus riscos expõe a saúde das pessoas e fere o meio ambiente Chiavenato 2009 p 59 assevera que O RH deve estar sempre motivando os colaborados com o objetivo de que eles permaneçam na empresa e fazendo com tenham um maior desempenho em suas atividades e assim alcancem objetivos individuais e organizacionais A figura a seguir representa as áreas atreladas à gerência de riscos Importante O primeiro passo para a gestão de riscos é fazer identificação correta dos problemas Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Importante O primeiro passo para a gestão de riscos é fazer identificação correta dos problemas F I G U R A 1 4 Gerência de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Os gestores de riscos com apoio dos Recursos Humanos devem prezar pelo bemestar físico e mental dos colaboradores em consonância com a missão e cumprimento dos objetivos das empresas de forma satisfatória É importante conduzir os empregados para trabalhar de forma correta devendo se explicar sobre as instruções necessárias sobre como lidar com as máquinas equipamentos materiais e produtos que quando são utilizados de forma errada podem causar acidentes graves Quando a empresa tem a consciência em deixar seus empregados atentos e conscientes sobre as formas corretas de se trabalhar isso se torna um ponto positivo já que irá evitar gastos em repor novos funcionários por funcionários afastados por acidente de trabalho ARAÚJO GARCIA 2009 apud CASAROTTO LIMA Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 ALCANTARA 2016 sp O ideal é que o gestor de riscos em consonância com os recursos humanos chegue à natureza do problema a qual se classifica em um modelo adaptado do PMI em constantes variáveis e progressivas Constantes com características de identificação inalteráveis Nessa classificação há facilidade em identificar os riscos que podem estar presentes em máquinas equipamentos e demais elementos que se encontrem fixos ao ambiente como serras bombas motores válvulas braços mecânicos etc Variáveis possuem alterações consideráveis por influência de agentes externos tais como a influência humana climática ou até mesmo das estações do ano incêndios inundações vendavais acidentes de trânsito etc Progressivas possuem maiores possibilidades de riscos com o passar do tempo como idade avançada dos colaboradores em determinadas funções sobretudo as periculosas manutenção de máquinas e equipamentos tempo de vida útil de máquinas e equipamentos etc Vale ressaltar que o gerenciamento de riscos envolve planos de ação para o desenvolvimento de metodologias para o controle de processos a fim de que as metas de mitigação de riscos sejam atingidas Isso será possível com a contratação de pessoas capazes e conscientes com a segurança e gestão na supervisão atuante e consciente ao sensibilizar todos os usuários do ambiente quanto aos riscos O gestor deve sempre desenvolver estratégias para unir a sua equipe na identificação e tratamento dos riscos somando conhecimento Provavelmente cada técnico possui a competência específica para trabalhar com os riscos da sua área de ação Recomenda se o uso de ferrame ntas de gestão e qualidade tais como o braisntorming e o MS project Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Uma boa identificação dos riscos certamente colocará as empresas em vantagem competitiva pois será mais fácil promover a análise do problema e chegar às respostas Iniciar um projeto seja ele de qualquer área sem o conhecimento de riscos é um grande perigo e passível de insucesso Importante O brainstorming também conhecido na literatura como chuva de ideias ou toró de palpites é uma ferramenta da qualidade em que todos os colaboradores têm a oportunidade de opinar sobre melhorias nos processos organizacionais Por sua vez o MS Project é um software para auxiliar os gestores no planejamento execução e controle de planos de ação Resumindo Todo e qualquer risco tem a probabilidade de impactar nos projetos sejam eles pessoais ou empresariais Um dos grandes desafios do gerenciamento dos riscos é que ele envolve situações futuras na maioria das vezes incertas pois o risco pode ou não tornarse um fato mas deve ser previsto Uma vez se concretizados os riscos podem influenciar negativamente nos objetivos e metas traçadas pelo gestor por isso eles devem ser estudados mensurados e se possível evitados Não é possível mensurar com exatidão a quantidade de riscos aceitáveis em uma situação ou projeto mas sim as suas causas e natureza Portanto quanto menor o número de ricos melhor será para se evitar falhas nos projetos as quais geram acidentes e danos à saúde das pessoas faculdadelibano 4 Classificação dos riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 4 Classificação dos riscos Objetivos Caroa alunoa você sabia que a classificação de riscos é um processo dinâmico de identificação imediata dos perigos principalmente os que interferem na saúde Isso mesmo Desse modo podemos afirmar que para a classificação de riscos sempre haverá algum tipo de método de avaliação e controle o qual deverá ser definido pelo gestor de acordo com as ameaças existentes nos projetos ambientes sociais ou empresariais A Norma Regulamentadora nº 9 classifica os riscos ambientais em químicos físicos biológicos ergonômicos e de acidentes Para cada um deles há descrição específica diferenciando os riscos de forma a salvaguardar a saúde e a vida sem descartar as atividades organizacionais que precisam ser desenvolvidas Agora você está convidado a trilhar mais um caminho rumo ao conhecimento Vamos lá Continue conosco Na área da saúde segurança do trabalho e dos processos empresariais e industriais é bastante comum que os gestores utilizem o estudo de cores para classificar os riscos A colorimetria é um estudo bastante utilizado também para a construção de ferramentas de segurança como os mapas de risco em que as cores são correlacionadas aos riscos dispostos em uma matriz ou legenda As atividades da área de saúde hospitalar por exemplo utilizam frequentemente de colorimetria desde a triagem do paciente até o acompanhamento e controle da sua evolução clínica por sistemas de tecnologia de informação As cores são usadas no início do atendimento de pacientes nos prontos atendimentos e unidades de saúde espalhados pelo Brasil para avaliar definir e priorizar as necessidades de atendimento sem descartar o acolhimento Muitos gestores de saúde acreditam que a classificação de riscos nos atendimentos de saúde acolhe prioritariamente os enfermos mais necessitados Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 A classificação de riscos pelo protocolo de Manchester mundialmente difundido utiliza cores As classificações consistem na divisão em cinco níveis de cores a saber laranja amarelo vermelho verde e azul para representar o grau de urgência de atendimento ao paciente Os riscos físicos distribuídos em ruídos vibrações calor frio umidade radiações entre outros classificamse no grupo de cor verde Já os riscos químicos podem ser exemplificados por poeiras névoas neblinas vapores e demais elementos de natureza química e se classificam no grupo de cor vermelha Os riscos ergonômicos representados por esforços físicos mentais e atividades de repetitividade estão no grupo de cor amarela enquanto os riscos de acidentes inerentes a problemas de iluminação armazenamento e arranjo físico inadequado estão alocados no grupo de cor azul A cor verde pode ser utilizada na caracterização de segurança para a identificação por exemplo de caixas com equipamentos de materiais de socorro e emergência mangueiras de oxigênio localização de EPIs quadros com cartazes boletins e avisos de segurança e demais dispositivos que chamem a atenção visando à saúde Já a cor vermelha é bastante utilizada para indicar aparelhos e equipamentos de proteção e demais elementos que remetem a fogo e riscos de incêndio Na prática A a seguir representa o uso de cores nos atendimentos hospitalares F I G U R A 1 5 C o l o r i m e t r i a e s a ú d e h o s p i t a l a r F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 organizacional a cor vermelha é bastante utilizada em caixas de alarme de incêndio hidrantes extintores portas de saída de emergência sirenes de alarme caixas baldes mangueiras botões e demais materiais que remetam o combate ao incêndio O amarelo pode ser usado nas indústrias e demais organizações para identificar a presença de gases como os derivados de petróleo gás de cozinha combustíveis e demais gases químicos Essa cor é utilizada também em corrimões escadas espelhos degraus cabines caçambas pontes elevadores postes e demais superfícies e plataformas Símbolos como listras e quadrados na cor preta podem ser utilizados para ressaltar a importância do amarelo chamando a atenção na melhoria de visualização A cor azul pode ser utilizada para indicar cuidado aplicado em letreiros com avisos Pode ser aplicado também para indicar máquinas e equipamentos que estejam fora de serviço operação ou que estejam em manutenção pontos de comando canalizações e ponto de arranque Por sua vez a cor laranja pode ser usada em partes móveis de máquinas e equipamentos dispositivos de cortes bordas de serras prensas caixas de dispositivos elétricos guarda de equipamentos pesados entre outros A cor púrpura é bastante utilizada para indicar perigo de radiação e é aplicada em abertura de portas acessos a locais de manipulação e armazenagem recipientes e locais de aterro de materiais contaminados As cores marrom preto e branco podem ser usadas em situações de combinação ou em condições especiais exigidas pela organização tais como áreas de circulação óleos bebedouros resíduos entre outros Importante Os riscos devem ser revistos toda vez que a situação se modificar Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 O quadro a seguir apresenta a classificação dos riscos por distribuição em grupos e cores utilizadas por gestores de risco e saúde e segurança no trabalho A sinalização de segurança por cores para a classificação dos riscos é regida pela Norma Regulamentadora nº 26 a qual tem por objetivo fixar cores nos ambientes para evitar acidentes As cores são utilizadas para delimitar espaços máquinas e equipamentos para chamar a atenção dos usuários de forma que eles fiquem atentos aos riscos existentes desde que usados corretamente Vale ressaltar que o uso de cores não pode ser excessivo a ponto de causar confusão distração ou fadiga aos usuários Todavia esse uso não dispensa outros métodos de prevenção de riscos treinamentos e métodos de educação diversos O quadro a seguir descreve as normas regulamentadoras segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT para o uso de símbolos e cores com foco na segurança e que auxiliem na prevenção de acidentes Q U A D R O 4 Classificação dos riscos por cor F O N T E Santos sd Adaptado Grupo verde Grupo vermelho Grupo marrom Grupo amarelo Grupo azul Riscos físicos Riscos químicos Riscos biológicos Riscos ergonômicos Riscos de acidentes Ruídos vibrações Poeiras Vírus Esforço físico Eletricidade Calor frio Névoas Bactérias Levantamento de peso Arranjo físico inadequado Umidade Neblinas Fungos Repetitividade Armazenamento inadequado Radiações Vapores Iluminação inadequada Iluminação inadequada Iluminação inadequada Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 F I G U R A 5 Cores e simbologias de segurança F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Norma Descrição ABNT NBR 7195 Cores para segurança ABNT NBR 13434 Sinalização contra incêndio e pânico ABNT NBR 6493 Emprego de cores em tubulações ABNT NBR 14725 Informações para produtos químicos ABNT NBR 7500 Símbolos para o manuseio e transporte de mate riais IT Sinalização de emergência utilizada pelo corpo de bombeiros A figura a seguir remete ao uso de cor para a sinalização de equipamentos F I G U R A 1 6 Sinalização de equpamentos por cor F O N T E Pixabay É importante que as empresas consultem os órgãos competentes nas esferas municipais estaduais e federal para que sejam realizadas averiguações e inspeções das instalações e formas de funcionamento visando a prevenção de acidentes Além do mais o uso de cores e símbolos pelas organizações não exime a responsabilidade do Estado como agente regulador de segurança Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 A figura a seguir ilustra ações de gestão no uso de cores para sinalizar os riscos e promover a segurança nos ambientes F I G U R A 1 7 G e s t ã o n o u s o d a c o l o r i m e t r i a F O N T E pixabay Importante Segundo a NR 26 a classificação para o armazenamento de cargas perigosas deve seguir os padrões internacionais de segurança Entre as várias recomendações relevantes para a sinalização dos riscos e perigos por meio de sua classificação a Norma Regulamentadora nº 26 da Portaria 229 de 2011 adverte A sinalização do corpo de máquinas deve fazer uso das cores verde preto ou branco Devese aplicar cores em toda a extensão de canalizações industriais Devese realizar a identificação de água potável Devese realizar a sinalização de locais com concentração de temperatura pressões e impurezas Devese realizar a indicação por seta do sentido de fluidos em tubulações Devese realizar a sinalização e tanques e depósitos fixos A rotulagem também é um método preventivo aos riscos na identificação principalmente dos perigos à saúde A rotulagem deverá seguir os padrões internacionais de segurança com instruções claras breves e precisas de forma a evitar que os riscos se tornem acidentes Barbosa 2011 explica que de forma geral nos rótulos devem constar Nome técnico do produto Indicações de risco Palavras de advertência Graus de risco Ações em caso de contaminações e acidentes Instruções especiais de uso Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 mensurados na fase de planejamento para que se delimitem as regras do jogo ou seja as ações que devem ser tomadas e em que proporção O guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projeto é uma ferramenta de gerenciamento de projetos de riscos bastante difundida entre os administradores pois possibilita uma visão geral de todas as áreas do conhecimento que estão sendo estudadas para a padronização dos processos F I G U R A 1 8 Rótulo F O N T E pixabay No aspecto de projetos os riscos devem ser quantificados e mensurados para que haja a visão dos impactos que podem ser causados em uma escala de probabilidade para posterior controle caso os riscos se tornem ocorrência Além disso os riscos devem ser Resumindo Neste capítulo estudamos a estrutura e as responsabilidades da gestão de riscos que devem estar presentes em estruturas físicas e jurídicas bem como nas organizações públicas sob orientação de normativa legal As ações para minimizar resolver e até mesmo evitar que os riscos aconteçam cabem à alta direção que delegará aos responsáveis pelas demais áreas de conhecimento empresarial a responsabilidade na tomada de decisões quanto aos riscos existentes naquele local Além disso quanto maior for o grau de gerenciamento de riscos maior será a confiabilidade da organização pois os riscos podem estar presentes em qualquer lugar ou situação A visão dos gestores quanto aos riscos está mudando e cabe a eles a responsabilidade de estudos contínuos para a melhoria das ações a serem implementadas uma vez que os riscos remetem a insegurança Gerenciamento de Riscos Referências ALENCAR J A SCHMITZ A E Análise de risco em gerência de projetos Rio de Janeiro Brasport 2005 BARBOSA A R A Segurança do trabalho Curitiba Livro Técnico 2011 CASAROTTO J LIMA E M M de ALCANTARA I R de Estudo da higiene e segurança do trabalho na empresa Hellen Estofados e Colchões Revista de Ciências Empresariais da UNIPAR v 17 n 2 2016 CHIAVENATO I Administração nos novos tempos 2 ed Rio de Janeiro Campus 1999 CHIAVENATO I Recursos humanos o capital humano das organizações 9 ed Rio de Janeiro Elsevier 2009 COSTA NETO P L O org Qualidade e competência nas decisões São Paulo Blucher 2007 DAVENPORT T PRUSAK L Conhecimento empresarial Rio de Janeiro Campus 1999 FERREIRAVV OGLIARIA Diretrizespara a concepçãodeumametodologia de gerenciamento de riscos para o processo de projeto de produtos In CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO 5 2005 Curitiba Anais Curitiba CBGDP 2005 FESTI A V Melhorando a atividade Revista Proteção dez 2003 GALLIANO A G O método científico teoria e prática São Paulo Mosaico 1979 GEMMER A Risk Management Moving Beyond Process Los Alamitos IEEE Software 1997 HOUAISS A VILLAR M S Dicionário Houaiss da língua portuguesa Rio de Janeiro Objetiva 2009 Fundamentos da Psicanálise Referências MARCONI M A LAKATOS E M Técnicas de pesquisa planejamento e execução de pesquisas amostragens e técnicas de pesquisa elaboração análise e interpretação de dados 5 ed São Paulo Atlas 2002 MOREIRA B et al Avaliação dos riscos ambientais de uma cozinha industrial Sinapse Múltipla v 7 n 2 2018 Disponível em httpperiodicos pucminasbrindexphp sinapsemultiplaarticleview1894113988 Acesso em 17 set 2020 OLIVEIRA J L C de et al Acolhimento com classificação de risco percepções de usuários de uma unidade de pronto atendimento Texto Contexto Enfermagem v 26 n 1 2017 Disponível em httpswwwscielo brpdftcev26n1pt01040707tce26010960014 pdf Acesso em 17 set 2020 PORTER M E Vantagem competitiva criando e sustentando um desempenho superior Rio de Janeiro Campus 1992 PMI Um guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projeto Pensilvânia PMI 2007 SALLES JÚNIOR C A C et al Gerenciamento de riscos em projetos Rio de Janeiro FGV 2006 SANTOS J dos Introdução à Engenharia de Segurança Mapa de risco Apostila do curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Fundação Santo André sd Disponível em httpsdocenteifscedubr felipecamargoMaterialDidaticoMECA20 12020SEG20DO20 AMB20E20DO20TRABmapa20de20riscopdf Acesso em 17 set 2020 WELGACZ H T et al Avaliação da escolha de um fornecedor sob condições de riscos a partir do método de árvore de decisão In ENCONTRO DO ANPAD 31 2007 Rio de Janeiro Anais Rio de Janeiro EnANPAD 2007 Disponível em httpwwwanpadorgbrdiversos downzips33 ADID230pdf Acesso em 17 set 2020 FACULDADE Libano
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Texto de pré-visualização
Gerenciamento de Riscos Unidade 1 Livro Didático Digital A nova temporada da sua carreira FACULDADE Libano Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Causas e consequências dos riscos Classificação dos riscos Referências 5 15 27 37 45 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo se form necessarias Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload assistir videos ler textos ouvir podcast Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você Textos referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas faculdadelibano 1 Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 1 Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Objetivos Caro aluno ao término deste capítulo você terá compreendido as normas e o gerenciamento de riscos aplicáveis a qualquer modalidade de empresa ou projeto Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a identificação a análise e o tratamento do risco que circunda uma situação ambiente ou projeto Contudo o profissional de gerenciamento de riscos deve ter o conhecimento das normas que se referem a esse tipo de gestão pois muitas vezes requer habilidades de antecipação de situações Em um ambiente organizacional o risco é considerado uma incerteza cuja ocorrência pode gerar impactos positivos sendo possível o aproveitamento de novas oportunidades ou negativos que devem ser corrigidos mas que servem de aprendizado para todos os envolvidos na situação Continuemos os nossos estudos sobre a gestão de riscos Fique conosco Avante Para o gerenciamento de riscos nos projetos e ambientes organizacionais o gestor deve conhecer os principais conceitos que circundam as normas de riscos pois um dos grandes objetivos desse tipo de gestão é aumentar a probabilidade de eventos positivos e diminuir o impacto e as probabilidades de efeitos negativos reduzindo as incertezas em um cenário de gestão e aumentando a qualidade das decisões pelos gestores A incerteza na gestão de riscos remete a erros e pode até mesmo ocasionar acidentes nos ambientes sociais e de trabalho Desse modo quanto maiores e confiáveis forem os dados disponíveis para o gerenciamento de riscos maiores serão as certezas em situações que envolvem pessoas processos e produtos A previsibilidade de dados e fatos contribui significativamente para o sucesso do gerenciamento de riscos O estudo da probabilidade e dos impactos positivos e negativos são fatores muito utilizados para Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 a gestão de riscos a qual faz uso inclusive de estudos matemáticos de probabilidade para a sua mensuração A figura a seguir remete a um dos principais objetivos da gestão de riscos que é o de aumentar os efeitos positivos dos riscos e diminuir ou até mesmo extinguir os efeitos de riscos negativos em um projeto ou situação organizacional Importante Em uma organização os riscos podem ou não ocorrer ou seja são prováveis Importante Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a previsibilidade de dados e fatos F I G U R A 1 O b j e t i v o s d a g e s t ã o d e r i s c o F O N T E Elaborado pela autora Os principais conceitos que um gestor deve conhecer para o gerenciamento eficaz de riscos são Riscos são probabilidades de perigo geralmente com ameaça física para o Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 homem eou meio ambiente HOUAISS VILLAR 2009 Ameaças ocorrem quando os riscos causam impactos negativos em um projeto e oportunidades surgem quando causam impactos positivos adaptado de PMI 2007 Fatores de risco são os elementos que permitem estudar e priorizar os riscos prevendo em que momento do projeto o risco acontece adaptado de PMI 2007 Apetite é considerado uma resposta para a gestão de riscos O apetite se refere ao grau de incerteza de risco que uma organização está disposta a correr Além disso representa o perfil da organização com os riscos ou seja se ela tem um perfil mais agressivo conservador ou inovador O apetite organizacional está também relacionado com as recompensas potenciais adaptado de PMI Tolerância também é considerada uma resposta à gestão de riscos Ela abrange as áreas de risco consideradas aceitáveis ou inaceitáveis e possui um enfoque mais tático adaptado de PMI Limite de riscos define a tolerância aceitável aos riscos adaptado de PMI Em relação aos riscos gerais do projeto eles envolvem o estudo dos riscos individuais inerentes a cada situação os quais devem ser analisados um a um e podem ser mapeados e acrescidos dos riscos desconhecidos que envolvem as incertezas fatos e dados não conhecidos não mapeados improváveis ou não identificáveis A figura a seguir remete aos riscos gerais do projeto que é a soma dos riscos individuais aos riscos desconhecidos Importante Um gerenciamento eficaz de riscos envolve a previsibilidade de dados e fatos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Nagestãoderiscos oprofissionaldeveprosseguirmetodologicamente com as seguintes fases identificar analisar e tratar os riscos Método é um conjunto de etapas ordenadamente dispostas a serem vencidas na investigação da verdade no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim GALLIANO 1979 p 6 Já na fase de identificação o profissional deve levantar todos os fatores que afetam o projeto se possível documentandoos para a gestão dos riscos Nessa fase é possível definir o perfil dos riscos As pessoas responsáveis por conduzir estas tarefas são chamadas de administradores ou gestores que vem do ato de coordenar os recursos organizacionais no sentido de obter eficiência e eficácia bem como o alto grau de satisfação entres as pessoas que fazem o trabalho e o cliente que o recebe CHIAVENATO 1999 p 40 Na fase de análise é possível caracterizar e mensurar a relevância dos riscos de modo qualitativo e quantitativo estudo aprofundado das probabilidades numéricas dos riscos Com base nos estudos quantitativos e qualitativos é possível definir as respostas mais precisamente para os riscos estipulando se eles se classificam como baixos médios ou altos F I G U R A 2 Riscos gerais do projeto F O N T E PMI 2007 Adaptado Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 A abordagem qualitativa nos dá uma primeira dimensão do peso dos riscos Podemos classificar as variáveis de probabilidade e impacto em escalas ordinais variando por exemplo de muito baixo até muito alto SALLES JÚNIOR et al 2006 p 60 Portanto a gestão de riscos envolve a identificação tratamento e análise dos riscos Importante A análise quantitativa dos riscos envolve um estudo numérico mais aprofundado permitindo inclusive análises quanto ao custo x benefício Importante O risco também pode ser entendido como a possibilidade de um fato sair diferente do esperado F I G U R A 3 Gestão de riscos F O N T E Elaborado pela autora Um gestor de riscos deve sempre estar disposto a questionar e a monitorar constantemente o ambiente aprimorando as técnicas e as boas práticas aplicadas Ferreira e Ogliari 2005 questionam os riscos da seguinte forma Quais são os riscos que a organização ou projeto estão expostos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Qual é a probabilidade de o risco ocorrer Quais serão os impactos se o risco ocorrer Como os riscos podem ser tratados Como os riscos podem ser evitados Ferreira e Ogliari 2005 também asseveram que para o desenvolvimento e a apresentação de um projeto formal de riscos o gestor poderá prosseguir com os seguintes passos Identificação do problema que gera o risco Definição e diferenciação dos riscos Levantamento de hipóteses que causam os riscos Coleta sistematização e classificação dos dados inerentesaos riscos Análise e interpretação dos dados disponíveis Relatório do resultado da pesquisa As pesquisas para o projeto de riscos partem de um tipo específico de problema que gera o risco por meio de uma ou várias interrogações Assim a pesquisa responde às necessidades de conhecimento de certo problema ou fenômeno Várias hipóteses são levantadas e a pesquisa pode invalidálas ou confirmálas Além disso toda pesquisa de gerenciamento deve se basear em uma teoria que serve de ponto de partida para uma investigação bem sucedida de um problema A teoria é um instrumento da ciência utilizada para conceituar os tipos de dados a serem analisados Para ser válida a teoria deve se referenciar em fatos observados e provados resultantes da pesquisa Portanto as diversas possibilidades de coleta de dados são de fundamental importância para o desenvolvimento e posterior justificativa da pesquisa realizada os quais levarão as respostas aos riscos na tomada de decisões pelo gestor Uma variedade de procedimentos de coleta de dados pode ser utilizada como entrevista observação participante análise de conteúdo entre outros para estudo relativamente intensivo de um pequeno nu mero de unidades mas geralmente sem o emprego de técnicas probabilísticas de amostragem MARCONI LAKATOS 2002 p 30 A figura a seguir expõe os passos necessários para um projeto de gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 As decisões porém dependem das escolhas feitas a fim de se alcançar os propósitos Assim a eficiência do processo de tomada de decisão é medida pelo resultado que se obteve e se houve ou não o alcance dos objetivos esperados com o projeto de riscos Essa é uma atividade fundamental para as organizações pois influencia diretamente os resultados no tratamento de riscos e portanto precisa ser bem compreendida e estudada Segundo Chiavenato 1999 p 283 a decisão ocorre sempre que existem duas ou mais alternativas ou formas diferentes de se fazer algo Quando existe somente uma maneira para se resolver algum problema ou situação não existe a F I G U R A 4 Projeto de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Importante A ciência pode ser entendida como o conhecimento adquirido a partir de um método de pesquisa Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 necessidade de tomar decisão partindo do princípio que as decisões envolvem escolhas Além disso A vida de qualquer administrador é uma sucessão de incontáveis decisões Algumas talvez a maioria são tão rotineiras que exigem pouco esforço do pensamento São decorrentes de respostas a problemas lógicos Outras entretanto exige um certo tipo de sensibilidade especial uma forma diferente de desenvolver o pensamento Estas são as decisões estratégicas são as que lidam com novas direções mudança visão de mundo vencer a competição e até em muitos casos lucrar COSTA NETO 2007 p 40 Com base em um projeto de gerenciamento claro e preciso fruto de pesquisas aplicadas o gestor partirá para a tomada de decisão a fim de solucionar os problemas inerentes aos riscos existentes O PMI 2007 defende a necessidade de desenvolvimento de relatórios para o processo decisório das organizações os quais podem seguir os seguintes passos Confirmação do problema que gerou o risco Confirmação do envolvimento das partes que geram o risco Elaboração técnica de um modelo de solução Testagem e simulação do modelo de solução Estabelecimento de controles e limites do modelo Implementação do modelo na organização O PMI 2007 p 264 também explana que Monitoramento e controle de riscos Seção 44 é o processo de identificação análise e planejamento dos riscos recém surgidos acompanhamento dos riscos identificados e dos que estão na lista de observação reanálise dos riscos existentes monitoramento das condições de acionamento de planos de contingência monitoramento dos riscos residuais e revisão da execução de respostas a riscos enquanto avalia sua eficácia Gerenciamento de Riscos Objetivos e normas do gerenciamento de riscos Capítulo 1 Não só mas os relatórios de desempenho fornecem informações sobre o desempenho do trabalho do projeto como uma análise que pode influenciar os processos de gerenciamento de riscos PMI 2007 p 265 amento eficaz dos riscos objetivos devem ser traçados e normas devem ser implementadas pelos gestores Quanto maior for o conhecimento sobre o ambiente e mais proativas forem as ações os impactos na materialização dos riscos serão minimizados Importante A árvore de decisão é um modelo de ferramenta para o processo decisório utilizada em processos em que há riscos e vários rumos a serem seguidos Essa ferramenta trabalha com o estudo matemático das probabilidades Resumindo Vamos recapitular o que estudamos neste capítulo Foram abordados os objetivos e as normas que circundam o gerenciamento de riscos bem como os efeitos positivos nas oportunidades que podem ser geradas e os efeitos negativos dos riscos o que deixa a cargo do gestor ou administrador equilibrar a equação Um risco sempre gera expectativas e haverá a possibilidade de que determinada situação melhore ou piore dependendo das ações tomadas Além disso grandes são os desafios para um eficaz gerenciamento de risco desde a fase de identificação e formulação de projetos até a tomada de decisões as quais necessitam de informações claras e precisas faculdadelibano 2 Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 2 Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Objetivos Caroa alunoa você sabia que com uma gestão eficaz dos riscos é possível que ações sejam tomadas para minimizar as suas consequências negativas Isso mesmo Na prática das organizações empresariais os gestores procuram desenvolver mecanismos de proteção para os riscos principalmente quando eles podem impactar negativamente em qualquer que seja o cenário de serviços ou produção De forma geral tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas estão preocupadas com os impactos dos riscos negativos pois com os riscos positivos há sempre a possibilidade de ganhos e oportunidades Diante disso dentro da estrutura organizacional o profissional responsável pelo gerenciamento de riscos será o responsável pela identificação análise comunicação e monitoramento dos riscos existentes Cabe a ele sobretudo a criação de planos de ação passíveis de respostas aos fatores que ocasionam problemas nas organizações Curiosoa para aprender um pouco mais sobre a gestão de riscos sua estrutura e responsabilidades Fique conosco Apesar da significativa importância das suas ações a gestão profissional de riscos ainda é pouco explorada por muitas organizações principalmente as instituições do setor público O tema é de tamanha relevância que a partir da Instrução Normativa nº 01 de 2016 elaborada pelo Ministério Público e CGU foi instituído que todos os órgãos e entidades públicas deverão implementar políticas de gestão de riscos O objetivo dessa normativa é o de elevar o grau de maturidade e qualidade dos serviços públicos prestados aos cidadãos no que se refere aos riscos As disposições gerais dessa normativa dispõem entre outras considerações as seguintes cláusulas A realização de auditorias internas implementação de ferramentas de gestão de controle interno a construção de matriz de riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 mensuração de riscos mecanismos de combate à fraude e a violência clareza nos objetivos que possibilitem a gestão de riscos assegurar a ética e princípios morais Outro grande objetivo da instrução normativa é o de que a cultura de gestão de risco seja implementada em todas as instituições públicas em um processo contínuo de monitoramento e governança para a melhoria operacional dos serviços públicos A figura a seguir apresenta a implementação de normas para o gerenciamento de riscos Importante Os riscos podem ser considerados tudo aquilo que impede uma organização de atingir as suas metas e objetivos Nota SGU significa Controladoria Geral da União órgão de natureza federal responsável pelo zelo ao patrimônio público e de ações constantes no combate à fraude e à corrupção F I G U R A 5 I m p l e m e n t a ç ã o d e n o r m a s F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Nas organizações públicas e privadas cabe aos responsáveis pelo gerenciamento de riscos antecipar situações que venham a gerar problemas programando e preparando respostas para a resolução A expectativa é que as situações adversas sejam mapeadas para que a organização possa definir o quanto de risco ela pode assumir sem prejudicar as operações fundamentais de produtos processos e serviços Exemplo Um município obtém recursos públicos para a construção de um hospital Nesse sentido cabe ao gestor mapear todos os riscos existentes desde o atraso da obra até a compra de materiais equipamentos e contratação de mão de obra especializada O apetite de risco se refere à quantidade de riscos que uma empresa está disposta a correr na busca pela sua missão e visão para agregar valor aos produtos e serviços prestados O apetite de risco direcionará as ferramentas de gestão que deverão ser usadas para cada situação como uma matriz de riscos quando eles são contínuos e circundam toda a organização A matriz por sua vez seleciona as prioridades dos riscos que devem ser resolvidas apresentandoas graficamente por ordem matemática Além disso a matriz de risco pode ser elaborada em forma de tabela alocando as probabilidades e impactos dos riscos A figura a seguir representa a importância do mapeamento de riscos pelos gestores F I G U R A 6 Mapeamento de riscos F O N T E pixabay Uma matriz de riscos é considerada uma ferramenta de auxílio para o sistema de gerenciamento de riscos Com ela é possível identificar expor materializar e dar Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 respostas aos riscos Quando os riscos são mapeados é possível por exemplo estimar os custos com o gerenciamento de riscos e quantificar as probabilidades de impacto para que se possa prosseguir com planos de ação Afinal muitos riscos se tornam fatos onerosos nas organizações principalmente quando são recorrentes devido ao fato de muitas atitudes não serem colocadas em prática a tempo Portanto é possível afirmar que a gestão de riscos é uma ferramenta de processo decisório Quando uma organização por exemplo iniciará suas operações há sempre riscos de o negócio não dar certo de o produto não ser absorvido no mercado de os custos operacionais serem elevados etc No aspecto financeiro os riscos podem significar ganhos de dinheiro pois quanto maiores forem os riscos de investimentos maiores são as chances de retorno para os investidores Importante Com a gestão de riscos a organização poderá definir até que ponto ela está disposta a se arriscar Segundo o PMI 2007 as ações preventivas recomendadas nas organizações em relação à gestão de riscos são a base para Evitar fraudes Ajudar as organizações a alcançarem sua missão e visão Atingir os objetivos Diminuir as incertezas Diminuir os impactos dos riscos Dessa forma as ações preventivas recomendadas são usadas para assegurar a conformidade do projeto com o plano de gerenciamento do projeto PMI 2007 p 265 O Commitee of Sponsoring Organizations of the Tradeway Commision COSO em português Comissão Nacional sobre Fraudes em Relatórios Financeiros é uma organização sem fins lucrativos que desenvolveu um livro com instruções de melhores práticas de controle interno Foi criado em 1985 nos Estados Unidos por várias instituições que objetivam ajudar as empresas a trabalharem em conformidade com a legislação Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 O COSO é mundialmente conhecido no que se refere à governança e à gestão de riscos corporativos Ele possui princípios para a gestão de riscos os quais são distribuídos no ambiente de controle e avaliação de riscos nas atividades de controle nas informações e comunicação nas atividades de monitoramento no compromisso da alta direção responsabilidades etc É considerada uma das melhores práticas a serem aplicadas na gestão de riscos minimizando falhas perdas e incertezas no ambiente organizacional Exemplo Imagine que você realizou uma operação financeira ao investir dinheiro em renda va riável e o resultado do risco foi favorável no rendimento de montantes significativos de juros Nesse caso os efeitos dos riscos foram positivos ou seja favoráveis Do ponto de vista organizacional antigamente tínhamos a noção de que o risco é algo intencional Hoje entendese que o risco é um fator constante até mesmo latente e faz Importante Diariamente de alguma forma todos nós fazemos gestão de riscos desde o momento em que acordamos pois podemos perder o horário e nos atrasar para compromissos de suma importância F I G U R A 7 C u b o F O N T E pixabay Esse modelo de gestão trabalha no formato de cubo identificando todos os riscos da organização A figura a seguir representa o COSO instrumento de gestão para o gerenciamento de riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 parte de inúmeras situações do cotidiano tanto de pessoas físicas quanto de jurídicas Acreditava se também que a fonte primária dos riscos eram as pessoas porém a administração moderna observa que os processos são as maiores fontes geradoras dos riscos A figura a seguir expõe a disposição de um risco que pode estar em qualquer lugar e ser gerado principalmente por processos Os riscos podem estar em qualquer lugar e podem abranger aspectos legais de um processo financeiros no ganho ou perda de dinheiro de bens materiais e da própria estrutura física de uma organização social ou empresarial Um gestor de riscos acima de tudo deverá estar disposto a estudar atualizandose constantemente quanto às mudanças que podem ocorrer na geração dos riscos que o circundam Uma das grandes missões do gestor de riscos é trabalhar para mitigar os riscos diminuindo os impactos se ele se realizar mas não poderá garantir a inexistência de falhas O mercado de seguros é um exemplo promissor de oportunidades em prol da gestão de riscos Grande parte da sociedade contrata seguros dos diversos segmentos vida automóvel F I G U R A 8 Risco F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Além dos desafios para minimizar ou até mesmo impedir que os riscos aconteçam o gestor pode enfrentar outros desafios tais como não possuir recursos financeiros para gerenciar os riscos tampouco para implementar planos de ação para a sua resolução Exemplo Uma residência afetada materialmente por um vendaval precisa de recursos financeiros para colocar em prática o plano de ação de consertos e trocas Os riscos precisam ser constantemente gerenciados e se possível devem ser desenvolvidos indicadores para eles para que haja uma visão técnica quantitativa da gravidade dos problemas Dessa forma a proatividade dos gestores quanto às ações ocorrerá de forma mais ágil Os indicadores serão eficazes também para o monitoramento da evolução ou do decréscimo de riscos por setores ou situações Com os indicadores será possível obter maior agilidade no processo de comunicação dos problemas pois quanto mais eficiente for a comunicação maior será o grau de maturidade da organização com os riscos evitandoos ou até mesmo resolvendoos F I G U R A 9 Presença dos riscos F O N T E Gemmer 1997 Adaptado Importante As mudanças na estrutura física e de pessoas nas organizações podem gerar riscos Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 A figura a seguir remete à relação da comunicação dos riscos com o grau de maturidade da organização Do ponto de vista da gestão o conceito de riscos vem sofrendo mudanças ao se tornar uma visão mais assertiva e positiva quanto às ações e oportunidades que podem ser geradas principalmente sob as situações que não podem ser evitadas apenas administradas F I G U R A 9 Riscos x gestão F O N T E Elaborado pela autora Q U A D R O 1 Conceitos de riscos F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Ato inseguro Condição insegura ABNT NBR 7195 Cores para segurança ABNT NBR 13434 Sinalização contra incêndio e pânico ABNT NBR 6493 Emprego de cores em tubulações ABNT NBR 14725 Informações para produtos químicos ABNT NBR 7500 Símbolos para o manuseio e transporte de mate riais IT Sinalização de emergência utilizada pelo corpo de bombeiros Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 F I G U R A 1 0 Responsabilidades da gestão de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Uma estrutura organizacional moderna de gerenciamento de riscos nas empresas mensurará e trabalhará em prol dos riscos mas também das oportunidades que podem ser geradas frente a situações inoportunas e de novos negócios parcerias e inovações que podem nascer de situações de riscos O grande desafio de gestão é o de transformar pontos fracos em fortes e ameaças em oportunidades Cabe dessa forma aos responsáveis pela estrutura organizacional das empresas por meio das diretorias e conselhos fomentar a preservação e criação de valor junto aos colaboradores fazendo com que a organização administre os riscos existentes tornandoos razoáveis e compatíveis à capacidade de gestão de controle cumprindo com os objetivos da organização O registro do nome da pessoa responsável pela identificação do fator de risco é outro aspecto importante do ponto de vista gerencial Não é incomum que a pessoa designada para ser responsável pelo fator de risco tenha que recorrer inicialmente a este indivíduo para discutir aspectos dos mais diversos relativos à incerteza que dá origem ao risco à sua descrição ao impacto que sua concretização teria sobre o projeto etc ALENCAR SCHMITZ 2005 p 40 A figura a seguir representa a matriz organizacional de responsabilidades para o fomento da gestão de riscos nas empresas Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 O proprietário das respostas a riscos relata periodicamente ao gerente de projetos a eficácia do plano quaisquer efeitos não esperados e correções durante o andamento necessários para o tratamento adequado do risco PMI 2007 p 264 Cabe a alta direção da organização definir quem serão os responsáveis e em quais setores estão para o gerenciamento de riscos a fim de que haja a implementação de políticas para a efetiva gestão de riscos O controle interno da organização quanto ao gerenciamento de riscos balizará o grau de maturidade controle e gestão das situações indesejáveis e problemáticas Com o controle interno será possível diminuir e até mesmo evitar que os riscos aconteçam aumentando consequentemente a transparência a confiabilidade das operações e o cumprimento das leis e regulamentos vigentes até mesmo das demonstrações administrativas contábeis e financeiras Fica a cargo dos gestores portanto desenvolver mecanismos de forma a ter em mãos e em tempo as informações necessárias para a tomada de decisões O conhecimento pode ser definido como uma mistura fluida de experiência condensada valores informação contextual e insignt experimentado a qual proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de novas experiências e informações DAVENPORT PRUSAK 1999 p 6 Atualmente é bastante comum que as empresas utilizem planilhas mas principalmente softwares para o monitoramento controle e gestão dos ricos Isso se deve pois quanto maior for o controle mais efetivo será o gerenciamento Gerenciamento de Riscos Estrutura e responsabilidades na gestão de riscos Capítulo 2 Resumindo Neste capítulo estudamos a estrutura e as responsabilidades da gestão de riscos que devem estar presentes em estruturas físicas e jurídicas bem como nas organizações públicas sob orientação de normativa legal As ações para minimizar resolver e até mesmo evitar que os riscos aconteçam cabem à alta direção que delegará aos responsáveis pelas demais áreas de conhecimento empresarial a responsabilidade na tomada de decisões quanto aos riscos existentes naquele local Além disso quanto maior for o grau de gerenciamento de riscos maior será a confiabilidade da organização pois os riscos podem estar presentes em qualquer lugar ou situação A visão dos gestores quanto aos riscos está mudando e cabe a eles a responsabilidade de estudos contínuos para a melhoria das ações a serem implementadas uma vez que os riscos remetem a insegurança faculdadelibano 3 Causas e consequências dos riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 3 Causas e consequências dos riscos Objetivos Caroa alunoa risco é tudo aquilo que pode causar uma situação de desconforto Pode ser entendido como perigo acidente perda e entre outros sinônimos que na maioria das situações remetem a consequências negativas ainda que no ambiente organizacional possa haver ganhos de competitividade e inovação com o risco De forma geral a tarefa pelo gerenciamento de riscos não é nada fácil pois sempre haverá consequências Administrar as causas dos riscos mitigando ou até mesmo evitandoo é passível desde que haja estudos e responsabilidades dos agentes que circundam o ambiente pois há riscos previsíveis mas outros nunca serão descobertos Os riscos podem estar presentes nos ambientes pessoais materiais estruturais legais e administrativos Neste capítulo estudaremos as principais causas e consequências dos riscos que causam danos à saúde do homem Preparadoa embarcarem mais umaviagem rumo ao conhecimento Continue conosco Vamos lá Toda vez que um risco se concretiza em forma de acidente perdas ou danos há uma causa atrelada a ele a qual deve ser estudada Caso contrário a reincidência de problemas poderá ser recorrente nos ambientes Podemos entender que a causa é o agente transformador do risco advindo de uma situação insegura que impulsionou a materialização As principais causas que circundam os diversos riscos existentes se classificam em pessoais materiais e administrativas Jornadas de trabalho excessivas cansaço físico e mental estresse desatenção distração esforço e trabalho repetitivo falta de manutenção de máquinas e equipamentos manuseio incorreto de cargas e produtos perigosos falta de organização e limpeza Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 dos ambientes velocidade inadequada de máquinas e veículos e até mesmo dificuldade nas relações interpessoais podem ser causas de riscos que geram acidentes Dessa forma podemos afirmar que sem a causa não há risco e vice e versa cabendo ao gestor também estudar as causas A figura a seguir ilustra as principais causas dos riscos as quais podem estar atreladas às pessoas aos materiais e aos processos diversos entre eles os administrativos Já a figura a seguir representa a relação direta entre causa e risco F I G U R A 1 2 C a u s a e r i s c o F O N T E Elaborado pela autora Importante As mudanças na estrutura física e de pessoas nas organizações podem gerar riscos F I G U R A 1 1 Causas dos riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Uma vez identificados os riscos eles devem ser preferencialmente eliminados ainda que a melhor forma de gerenciamento esteja na prevenção pois somente dessa forma haverá maior garantia da preservação da saúde e da vida Os riscos podem estar presentes de diversas formas espalhados nos diversos contextos desde a falha na concepção de projetos a manutenção de máquinas equipamentos ferramentas veículos e espaços físicos inadequação de cores e luminosidade armazenamento inadequado de matériasprimas presença de animais peçonhentos selvagens na existência de fungos vírus bactérias entre outros Portanto a prevenção é uma ação de evitar ou diminuir os riscos profissionais através de um conjunto de medidas tomadas no licenciamento e em todas as fases de atividade do estabelecimento ou do serviço FESTI 2003 p 39 Exemplo Se chover haverá riscos de atraso na entrega para o meu projeto de edificações O quadro a seguir expõe a relação de riscos e de causas nos âmbitos materiais pessoais e administrativos Q U A D R O 2 Riscos e causas F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Risco Material Causa Material Envolve bens patrimoniais máquinas instrumentos e equipamentos Ocorre por patrimônios mal utilizados calibrados ou alocados Risco Pessoal Causa Pessoal Atos inseguros das pessoas As pessoas provocam riscos e acidentes Risco Administrativo Causa Administrativacontrole Relativos às falhas de processos sob a responsabilidade da direção gerência supervisão ou qualquer administrador Um ato administrativo errado provoca o acidente como uma diretriz ou ordem Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 A figura a seguir representa os atos e as condições inseguras que geram riscos e podem provocar acidentes Importante Após a ocorrência de um acidente a condição insegura se torna a causa Qualquer ato inseguro ou inconsequente realizado no aspecto pessoal ou organizacional pode ocasionar a exposição de pessoas e situações o que gera riscos Os atos inseguros se classificam em pessoas físicas e pessoas jurídicas nos atos administrativos É importante ressaltar que as condições inseguras são os meios que favorecem os riscos podendo se materializar em acidentes perdas ou danos Para todo ato inseguro há uma condição equivalente Exemplo Ato inseguro não usar equipamentos de proteção e segurança Ato administrativo inseguro não realizar treinamento para o uso de EPIs O quadro a seguir apresenta as diferenças entre atos e condições inseguras Q U A D R O 3 Atos e condições inseguras F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Ato inseguro Condição insegura Dirigir sem habilitação Piso defeituoso Ligar e desligar máquinas e equipamentos aleatoriamente Ambiente escorregadio Emissão de diretriz inadequada ou errada Máquinas e equipamentos defeituosos Uso incorreto de EPIs Equipamentos sem proteção ou controle Ligar a corrente elétrica errada Ambiente mal ventilado Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Podese afirmar que são infinitas as consequências dos riscos principalmente quando eles causam acidentes pessoais Para fins trabalhistas qualquer tipo de acidente que envolva as atividades de trabalho deverá ser atendido prontamente pela empresa contratante e coberto pela previdência social desde que haja vínculo formal com o INSS Entendese portanto que o tratamento pelo empregador das consequências dos riscos no ambiente empresarial é uma obrigação tendo em vista que um trabalhador acidentado pode ter perdas físicas permanentes parciais ou temporárias e até mesmo irreparáveis Outra grande consequência dos acidentes é que as empresas terão perdas de produtividade e falta de mão de obra Além disso a família do trabalhador terá perdas psíquicas causadas pela doençaacidente e financeiras na redução de ganhos monetários A sociedade como um todo manterá por meio de seus impostos um trabalhador inválido e dependente Diariamente os riscos podem estar em substâncias químicas físicas e biológicas presentes em matériasprimas diversas utilizadas na indústria e em diversos outros materiais e ambientes os quais podem causar danos temporários e até permanentes para a saúde humana Assim quanto maior for o tempo de exposição aos agentes de risco maiores são as possibilidades de danos e acidentes Algumas substâncias químicas são mais tóxicas do que outras e desse modo a concentração do contaminante no ambiente por exemplo e a forma como um trabalhador pode se contaminar são objetos de estudo do gerenciamento de riscos A forma de gerenciamento de riscos nas organizações evoluiu ao longo dos anos e pode também ser reconhecida como gerenciamento de riscos corporativos Essa área F I G U R A 1 3 Ato e condição insegura F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 de estudos da gestão faz parte de toda uma estrutura empresarial que visa trabalhar em prol da saúde das pessoas incorporando métodos que diminuam tratem ou até mesmo evitem os riscos trazendo benefícios para os negócios no cumprimento da missão e objetivos organizacionais Todavia quando um projeto é idealizado escrito ou desenhado o gestor deve avaliar quais são as possibilidades de riscos pertinentes ao escopo que devem ser consideradas pertinentes tais como intempéries climáticas taxas de juros oscilações do dólar etc O importante é que os riscos relevantes sejam bem especificados em um projeto acima de tudo um risco não pode ser tratado de forma genérica não específica Exemplo Qual é a probabilidade de as oscilações econômicas impactarem no meu projeto Cabe ao gerente de riscos interagir com áreas importantes das empresas tais como a de gestão de pessoas em prol dos objetivos organizacionais e prezando pela responsabilidade social e ambiental Isso se deve pois uma empresa que não administra seus riscos expõe a saúde das pessoas e fere o meio ambiente Chiavenato 2009 p 59 assevera que O RH deve estar sempre motivando os colaborados com o objetivo de que eles permaneçam na empresa e fazendo com tenham um maior desempenho em suas atividades e assim alcancem objetivos individuais e organizacionais A figura a seguir representa as áreas atreladas à gerência de riscos Importante O primeiro passo para a gestão de riscos é fazer identificação correta dos problemas Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Importante O primeiro passo para a gestão de riscos é fazer identificação correta dos problemas F I G U R A 1 4 Gerência de riscos F O N T E PMI 2007 Adaptado Os gestores de riscos com apoio dos Recursos Humanos devem prezar pelo bemestar físico e mental dos colaboradores em consonância com a missão e cumprimento dos objetivos das empresas de forma satisfatória É importante conduzir os empregados para trabalhar de forma correta devendo se explicar sobre as instruções necessárias sobre como lidar com as máquinas equipamentos materiais e produtos que quando são utilizados de forma errada podem causar acidentes graves Quando a empresa tem a consciência em deixar seus empregados atentos e conscientes sobre as formas corretas de se trabalhar isso se torna um ponto positivo já que irá evitar gastos em repor novos funcionários por funcionários afastados por acidente de trabalho ARAÚJO GARCIA 2009 apud CASAROTTO LIMA Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 ALCANTARA 2016 sp O ideal é que o gestor de riscos em consonância com os recursos humanos chegue à natureza do problema a qual se classifica em um modelo adaptado do PMI em constantes variáveis e progressivas Constantes com características de identificação inalteráveis Nessa classificação há facilidade em identificar os riscos que podem estar presentes em máquinas equipamentos e demais elementos que se encontrem fixos ao ambiente como serras bombas motores válvulas braços mecânicos etc Variáveis possuem alterações consideráveis por influência de agentes externos tais como a influência humana climática ou até mesmo das estações do ano incêndios inundações vendavais acidentes de trânsito etc Progressivas possuem maiores possibilidades de riscos com o passar do tempo como idade avançada dos colaboradores em determinadas funções sobretudo as periculosas manutenção de máquinas e equipamentos tempo de vida útil de máquinas e equipamentos etc Vale ressaltar que o gerenciamento de riscos envolve planos de ação para o desenvolvimento de metodologias para o controle de processos a fim de que as metas de mitigação de riscos sejam atingidas Isso será possível com a contratação de pessoas capazes e conscientes com a segurança e gestão na supervisão atuante e consciente ao sensibilizar todos os usuários do ambiente quanto aos riscos O gestor deve sempre desenvolver estratégias para unir a sua equipe na identificação e tratamento dos riscos somando conhecimento Provavelmente cada técnico possui a competência específica para trabalhar com os riscos da sua área de ação Recomenda se o uso de ferrame ntas de gestão e qualidade tais como o braisntorming e o MS project Gerenciamento de Riscos Causas e consequências dos riscos Capítulo 3 Uma boa identificação dos riscos certamente colocará as empresas em vantagem competitiva pois será mais fácil promover a análise do problema e chegar às respostas Iniciar um projeto seja ele de qualquer área sem o conhecimento de riscos é um grande perigo e passível de insucesso Importante O brainstorming também conhecido na literatura como chuva de ideias ou toró de palpites é uma ferramenta da qualidade em que todos os colaboradores têm a oportunidade de opinar sobre melhorias nos processos organizacionais Por sua vez o MS Project é um software para auxiliar os gestores no planejamento execução e controle de planos de ação Resumindo Todo e qualquer risco tem a probabilidade de impactar nos projetos sejam eles pessoais ou empresariais Um dos grandes desafios do gerenciamento dos riscos é que ele envolve situações futuras na maioria das vezes incertas pois o risco pode ou não tornarse um fato mas deve ser previsto Uma vez se concretizados os riscos podem influenciar negativamente nos objetivos e metas traçadas pelo gestor por isso eles devem ser estudados mensurados e se possível evitados Não é possível mensurar com exatidão a quantidade de riscos aceitáveis em uma situação ou projeto mas sim as suas causas e natureza Portanto quanto menor o número de ricos melhor será para se evitar falhas nos projetos as quais geram acidentes e danos à saúde das pessoas faculdadelibano 4 Classificação dos riscos Gerenciamento de Riscos Capítulo 4 Classificação dos riscos Objetivos Caroa alunoa você sabia que a classificação de riscos é um processo dinâmico de identificação imediata dos perigos principalmente os que interferem na saúde Isso mesmo Desse modo podemos afirmar que para a classificação de riscos sempre haverá algum tipo de método de avaliação e controle o qual deverá ser definido pelo gestor de acordo com as ameaças existentes nos projetos ambientes sociais ou empresariais A Norma Regulamentadora nº 9 classifica os riscos ambientais em químicos físicos biológicos ergonômicos e de acidentes Para cada um deles há descrição específica diferenciando os riscos de forma a salvaguardar a saúde e a vida sem descartar as atividades organizacionais que precisam ser desenvolvidas Agora você está convidado a trilhar mais um caminho rumo ao conhecimento Vamos lá Continue conosco Na área da saúde segurança do trabalho e dos processos empresariais e industriais é bastante comum que os gestores utilizem o estudo de cores para classificar os riscos A colorimetria é um estudo bastante utilizado também para a construção de ferramentas de segurança como os mapas de risco em que as cores são correlacionadas aos riscos dispostos em uma matriz ou legenda As atividades da área de saúde hospitalar por exemplo utilizam frequentemente de colorimetria desde a triagem do paciente até o acompanhamento e controle da sua evolução clínica por sistemas de tecnologia de informação As cores são usadas no início do atendimento de pacientes nos prontos atendimentos e unidades de saúde espalhados pelo Brasil para avaliar definir e priorizar as necessidades de atendimento sem descartar o acolhimento Muitos gestores de saúde acreditam que a classificação de riscos nos atendimentos de saúde acolhe prioritariamente os enfermos mais necessitados Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 A classificação de riscos pelo protocolo de Manchester mundialmente difundido utiliza cores As classificações consistem na divisão em cinco níveis de cores a saber laranja amarelo vermelho verde e azul para representar o grau de urgência de atendimento ao paciente Os riscos físicos distribuídos em ruídos vibrações calor frio umidade radiações entre outros classificamse no grupo de cor verde Já os riscos químicos podem ser exemplificados por poeiras névoas neblinas vapores e demais elementos de natureza química e se classificam no grupo de cor vermelha Os riscos ergonômicos representados por esforços físicos mentais e atividades de repetitividade estão no grupo de cor amarela enquanto os riscos de acidentes inerentes a problemas de iluminação armazenamento e arranjo físico inadequado estão alocados no grupo de cor azul A cor verde pode ser utilizada na caracterização de segurança para a identificação por exemplo de caixas com equipamentos de materiais de socorro e emergência mangueiras de oxigênio localização de EPIs quadros com cartazes boletins e avisos de segurança e demais dispositivos que chamem a atenção visando à saúde Já a cor vermelha é bastante utilizada para indicar aparelhos e equipamentos de proteção e demais elementos que remetem a fogo e riscos de incêndio Na prática A a seguir representa o uso de cores nos atendimentos hospitalares F I G U R A 1 5 C o l o r i m e t r i a e s a ú d e h o s p i t a l a r F O N T E pixabay Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 organizacional a cor vermelha é bastante utilizada em caixas de alarme de incêndio hidrantes extintores portas de saída de emergência sirenes de alarme caixas baldes mangueiras botões e demais materiais que remetam o combate ao incêndio O amarelo pode ser usado nas indústrias e demais organizações para identificar a presença de gases como os derivados de petróleo gás de cozinha combustíveis e demais gases químicos Essa cor é utilizada também em corrimões escadas espelhos degraus cabines caçambas pontes elevadores postes e demais superfícies e plataformas Símbolos como listras e quadrados na cor preta podem ser utilizados para ressaltar a importância do amarelo chamando a atenção na melhoria de visualização A cor azul pode ser utilizada para indicar cuidado aplicado em letreiros com avisos Pode ser aplicado também para indicar máquinas e equipamentos que estejam fora de serviço operação ou que estejam em manutenção pontos de comando canalizações e ponto de arranque Por sua vez a cor laranja pode ser usada em partes móveis de máquinas e equipamentos dispositivos de cortes bordas de serras prensas caixas de dispositivos elétricos guarda de equipamentos pesados entre outros A cor púrpura é bastante utilizada para indicar perigo de radiação e é aplicada em abertura de portas acessos a locais de manipulação e armazenagem recipientes e locais de aterro de materiais contaminados As cores marrom preto e branco podem ser usadas em situações de combinação ou em condições especiais exigidas pela organização tais como áreas de circulação óleos bebedouros resíduos entre outros Importante Os riscos devem ser revistos toda vez que a situação se modificar Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 O quadro a seguir apresenta a classificação dos riscos por distribuição em grupos e cores utilizadas por gestores de risco e saúde e segurança no trabalho A sinalização de segurança por cores para a classificação dos riscos é regida pela Norma Regulamentadora nº 26 a qual tem por objetivo fixar cores nos ambientes para evitar acidentes As cores são utilizadas para delimitar espaços máquinas e equipamentos para chamar a atenção dos usuários de forma que eles fiquem atentos aos riscos existentes desde que usados corretamente Vale ressaltar que o uso de cores não pode ser excessivo a ponto de causar confusão distração ou fadiga aos usuários Todavia esse uso não dispensa outros métodos de prevenção de riscos treinamentos e métodos de educação diversos O quadro a seguir descreve as normas regulamentadoras segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT para o uso de símbolos e cores com foco na segurança e que auxiliem na prevenção de acidentes Q U A D R O 4 Classificação dos riscos por cor F O N T E Santos sd Adaptado Grupo verde Grupo vermelho Grupo marrom Grupo amarelo Grupo azul Riscos físicos Riscos químicos Riscos biológicos Riscos ergonômicos Riscos de acidentes Ruídos vibrações Poeiras Vírus Esforço físico Eletricidade Calor frio Névoas Bactérias Levantamento de peso Arranjo físico inadequado Umidade Neblinas Fungos Repetitividade Armazenamento inadequado Radiações Vapores Iluminação inadequada Iluminação inadequada Iluminação inadequada Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 F I G U R A 5 Cores e simbologias de segurança F O N T E Barbosa 2011 Adaptado Norma Descrição ABNT NBR 7195 Cores para segurança ABNT NBR 13434 Sinalização contra incêndio e pânico ABNT NBR 6493 Emprego de cores em tubulações ABNT NBR 14725 Informações para produtos químicos ABNT NBR 7500 Símbolos para o manuseio e transporte de mate riais IT Sinalização de emergência utilizada pelo corpo de bombeiros A figura a seguir remete ao uso de cor para a sinalização de equipamentos F I G U R A 1 6 Sinalização de equpamentos por cor F O N T E Pixabay É importante que as empresas consultem os órgãos competentes nas esferas municipais estaduais e federal para que sejam realizadas averiguações e inspeções das instalações e formas de funcionamento visando a prevenção de acidentes Além do mais o uso de cores e símbolos pelas organizações não exime a responsabilidade do Estado como agente regulador de segurança Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 A figura a seguir ilustra ações de gestão no uso de cores para sinalizar os riscos e promover a segurança nos ambientes F I G U R A 1 7 G e s t ã o n o u s o d a c o l o r i m e t r i a F O N T E pixabay Importante Segundo a NR 26 a classificação para o armazenamento de cargas perigosas deve seguir os padrões internacionais de segurança Entre as várias recomendações relevantes para a sinalização dos riscos e perigos por meio de sua classificação a Norma Regulamentadora nº 26 da Portaria 229 de 2011 adverte A sinalização do corpo de máquinas deve fazer uso das cores verde preto ou branco Devese aplicar cores em toda a extensão de canalizações industriais Devese realizar a identificação de água potável Devese realizar a sinalização de locais com concentração de temperatura pressões e impurezas Devese realizar a indicação por seta do sentido de fluidos em tubulações Devese realizar a sinalização e tanques e depósitos fixos A rotulagem também é um método preventivo aos riscos na identificação principalmente dos perigos à saúde A rotulagem deverá seguir os padrões internacionais de segurança com instruções claras breves e precisas de forma a evitar que os riscos se tornem acidentes Barbosa 2011 explica que de forma geral nos rótulos devem constar Nome técnico do produto Indicações de risco Palavras de advertência Graus de risco Ações em caso de contaminações e acidentes Instruções especiais de uso Gerenciamento de Riscos Classificação dos riscos Capítulo 4 mensurados na fase de planejamento para que se delimitem as regras do jogo ou seja as ações que devem ser tomadas e em que proporção O guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projeto é uma ferramenta de gerenciamento de projetos de riscos bastante difundida entre os administradores pois possibilita uma visão geral de todas as áreas do conhecimento que estão sendo estudadas para a padronização dos processos F I G U R A 1 8 Rótulo F O N T E pixabay No aspecto de projetos os riscos devem ser quantificados e mensurados para que haja a visão dos impactos que podem ser causados em uma escala de probabilidade para posterior controle caso os riscos se tornem ocorrência Além disso os riscos devem ser Resumindo Neste capítulo estudamos a estrutura e as responsabilidades da gestão de riscos que devem estar presentes em estruturas físicas e jurídicas bem como nas organizações públicas sob orientação de normativa legal As ações para minimizar resolver e até mesmo evitar que os riscos aconteçam cabem à alta direção que delegará aos responsáveis pelas demais áreas de conhecimento empresarial a responsabilidade na tomada de decisões quanto aos riscos existentes naquele local Além disso quanto maior for o grau de gerenciamento de riscos maior será a confiabilidade da organização pois os riscos podem estar presentes em qualquer lugar ou situação A visão dos gestores quanto aos riscos está mudando e cabe a eles a responsabilidade de estudos contínuos para a melhoria das ações a serem implementadas uma vez que os riscos remetem a insegurança Gerenciamento de Riscos Referências ALENCAR J A SCHMITZ A E Análise de risco em gerência de projetos Rio de Janeiro Brasport 2005 BARBOSA A R A Segurança do trabalho Curitiba Livro Técnico 2011 CASAROTTO J LIMA E M M de ALCANTARA I R de Estudo da higiene e segurança do trabalho na empresa Hellen Estofados e Colchões Revista de Ciências Empresariais da UNIPAR v 17 n 2 2016 CHIAVENATO I Administração nos novos tempos 2 ed Rio de Janeiro Campus 1999 CHIAVENATO I Recursos humanos o capital humano das organizações 9 ed Rio de Janeiro Elsevier 2009 COSTA NETO P L O org Qualidade e competência nas decisões São Paulo Blucher 2007 DAVENPORT T PRUSAK L Conhecimento empresarial Rio de Janeiro Campus 1999 FERREIRAVV OGLIARIA Diretrizespara a concepçãodeumametodologia de gerenciamento de riscos para o processo de projeto de produtos In CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO 5 2005 Curitiba Anais Curitiba CBGDP 2005 FESTI A V Melhorando a atividade Revista Proteção dez 2003 GALLIANO A G O método científico teoria e prática São Paulo Mosaico 1979 GEMMER A Risk Management Moving Beyond Process Los Alamitos IEEE Software 1997 HOUAISS A VILLAR M S Dicionário Houaiss da língua portuguesa Rio de Janeiro Objetiva 2009 Fundamentos da Psicanálise Referências MARCONI M A LAKATOS E M Técnicas de pesquisa planejamento e execução de pesquisas amostragens e técnicas de pesquisa elaboração análise e interpretação de dados 5 ed São Paulo Atlas 2002 MOREIRA B et al Avaliação dos riscos ambientais de uma cozinha industrial Sinapse Múltipla v 7 n 2 2018 Disponível em httpperiodicos pucminasbrindexphp sinapsemultiplaarticleview1894113988 Acesso em 17 set 2020 OLIVEIRA J L C de et al Acolhimento com classificação de risco percepções de usuários de uma unidade de pronto atendimento Texto Contexto Enfermagem v 26 n 1 2017 Disponível em httpswwwscielo brpdftcev26n1pt01040707tce26010960014 pdf Acesso em 17 set 2020 PORTER M E Vantagem competitiva criando e sustentando um desempenho superior Rio de Janeiro Campus 1992 PMI Um guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projeto Pensilvânia PMI 2007 SALLES JÚNIOR C A C et al Gerenciamento de riscos em projetos Rio de Janeiro FGV 2006 SANTOS J dos Introdução à Engenharia de Segurança Mapa de risco Apostila do curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Fundação Santo André sd Disponível em httpsdocenteifscedubr felipecamargoMaterialDidaticoMECA20 12020SEG20DO20 AMB20E20DO20TRABmapa20de20riscopdf Acesso em 17 set 2020 WELGACZ H T et al Avaliação da escolha de um fornecedor sob condições de riscos a partir do método de árvore de decisão In ENCONTRO DO ANPAD 31 2007 Rio de Janeiro Anais Rio de Janeiro EnANPAD 2007 Disponível em httpwwwanpadorgbrdiversos downzips33 ADID230pdf Acesso em 17 set 2020 FACULDADE Libano