9
Filosofia do Direito
UNIP
10
Filosofia do Direito
UNIP
9
Filosofia do Direito
UNIP
25
Filosofia do Direito
UNIP
53
Filosofia do Direito
UNIP
11
Filosofia do Direito
UNIP
1
Filosofia do Direito
UNIP
6
Filosofia do Direito
UNIP
14
Filosofia do Direito
UNIP
14
Filosofia do Direito
UNIP
Texto de pré-visualização
936U Filosofia Professor Mário Luiz Guide Bibliografia Trabalho Escrito Tema Direito e Justiça Entregar junto com a NP1 No mínimo 5 páginas de conteúdo Escrito ou digitado Individual Vale 2 pontos Seminário FILOSOFIA DO DIREITO Tema Geral DIREITO E JUSTIÇA Temas grupos e datas Maria Eduarda Aristóteles 0403 1 Maria Eduarda 2 Karine Nunes 3 Júlia Camacho 4 Giovanna Victória 5 Paloma Barbosa 6 Alisson de Andrade Daiana Tomás de Aquino 1103 1 Daiana Nossa 2 Isabela Libertucci 3 Francisca Flávia Souza 4 Isabella Fernandes 5 Jessica Silva 6 Lisliene Simões Luana Immanuel Kant 1803 Grupo 1 Eduardo Henrique 2 Erick Camargo 3 Luana Roberti 4 An Ler mais Direito e justiça nas perspectivas dos filósofos Aristóteles Immanuel Kant Karl Marx Hans Kelsen e Jean Rousseau ARISTÓTELES Para Aristóteles o direito e a justiça estão intrinsecamente ligados e ambos desempenham um papel crucial na busca pela harmonia e pelo bem comum na polis MAIA 2022 Aristóteles acreditava que o direito era a expressão da justiça na esfera das relações humanas e que este deveria ser baseado em princípios éticos e racionais Para ele o direito não se limita apenas às leis positivas criadas pelos homens mas está relacionado a uma ordem natural e universal que reflete a natureza humana e as necessidades da comunidade ARISTÓTELES 1997 A justiça por sua vez é o princípio que orienta a ação correta e equitativa buscando o equilíbrio entre os interesses individuais e coletivos Segundo Aristóteles a justiça é uma virtude que deve ser cultivada e praticada tanto pelos indivíduos quanto pela comunidade como um todo SILVEIRA 2001 Ela se manifesta em diferentes formas a justiça distributiva que busca distribuir os bens e honras de forma proporcional às contribuições de cada um e a justiça corretiva que visa corrigir as injustiças e restabelecer o equilíbrio nas relações interpessoais Aristóteles 1997 também distinguia entre justiça legal e justiça natural A justiça legal referese às leis e normas estabelecidas pela comunidade política que devem ser seguidas e respeitadas pelos cidadãos Já a justiça natural está relacionada aos princípios universais e imutáveis que regem as relações humanas independentemente das convenções sociais ou das leis positivas Para Aristóteles o objetivo final do direito e da justiça é promover a felicidade e a realização plena do ser humano tanto no âmbito individual quanto coletivo MILL 2020 Ele acreditava que a polis deveria ser organizada de forma a garantir que todos os cidadãos tivessem acesso à educação à participação política e à igualdade de oportunidades contribuindo assim para o florescimento da virtude e da excelência moral Aristóteles 1997 defendia que o Estado deveria promover a conciliação dos interesses individuais com os interesses coletivos buscando sempre o bem comum e a estabilidade social Para ele a justiça não se resume apenas à aplicação das leis mas também à promoção da virtude e da solidariedade entre os membros da comunidade IMMANUEL KANT Immanuel Kant filósofo alemão do século XVIII é conhecido por suas contribuições significativas para a filosofia moral e política Kant acreditava que a justiça é um princípio fundamental que deve guiar todas as nossas ações Para ele a justiça não é apenas uma questão de cumprir as leis estabelecidas mas sim de agir de acordo com o dever moral SALGADO 1995 Ele argumentava que a justiça deve ser baseada em princípios universais e racionais que são aplicáveis a todos os seres humanos independentemente das circunstâncias específicas Kant desenvolveu a ideia de que o direito é fundamental para garantir a liberdade e a autonomia de cada indivíduo Ele via o direito como uma forma de proteger os direitos naturais de cada pessoa garantindo que elas tenham a liberdade de agir de acordo com sua própria razão e vontade KERSTING 2003 Para Kant o direito é essencial para garantir que as pessoas sejam tratadas como fins em si mesmas e não como meros meios para os fins de outros Uma das contribuições mais importantes de Kant para a teoria do direito e da justiça é sua ideia de que devemos agir de acordo com o imperativo categórico Segundo Kant o imperativo categórico é um princípio moral fundamental que nos diz para agir apenas de acordo com aquelas máximas que poderiam se tornar leis universais Isso significa que devemos agir de forma consistente e imparcial levando em consideração o impacto de nossas ações sobre os outros KAUFMAN 2012 Kant 2005 também argumentava que a justiça requer que tratemos todas as pessoas como iguais perante a lei Ele rejeitava qualquer forma de discriminação ou tratamento diferenciado com base em características como raça gênero ou classe social Para Kant a justiça exige que reconheçamos a dignidade inerente a cada indivíduo e que garantamos que todos tenham as mesmas oportunidades e direitos Kant via a justiça como um requisito fundamental para a paz e a estabilidade na sociedade Ele argumentava que um sistema jurídico justo e imparcial é essencial para garantir que as pessoas possam viver juntas em harmonia respeitando as liberdades e os direitos uns dos outros No entanto as ideias de Kant sobre direito e justiça também têm sido objeto de críticas e debates Alguns argumentam que sua ênfase na razão e na universalidade pode levar a uma visão abstrata e desvinculada das realidades concretas da vida humana Outros questionam se suas teorias são suficientemente sensíveis às desigualdades e injustiças que existem no mundo real Apesar das críticas o legado de Immanuel Kant no campo do direito e da justiça continua a ser uma fonte de inspiração e debate para filósofos juristas e pensadores contemporâneos KARL MARX Karl Marx foi um filósofo e economista alemão do século XIX e é conhecido por suas teorias sobre a sociedade economia e política Sua obra influenciou profundamente o pensamento social e político em todo o mundo e suas ideias continuam a ser debatidas e estudadas até os dias atuais No entanto a relação entre direito e justiça no pensamento de Marx é frequentemente objeto de controvérsia e interpretações diversas Marx viveu em uma época de grandes transformações sociais e econômicas marcada pela ascensão do capitalismo industrial e pelas lutas de classes Sua crítica ao sistema capitalista e sua defesa do socialismo como alternativa foram fundamentais para sua compreensão do papel do direito e da justiça na sociedade Marx via o direito como uma manifestação das relações de poder existentes em uma determinada sociedade PASUKANIS 1988 Para ele o sistema jurídico refletia os interesses da classe dominante servindo como instrumento de manutenção da ordem estabelecida Nesse sentido o direito era visto como uma forma de opressão das classes trabalhadoras e como um obstáculo à realização da justiça social MARX 1983 No entanto a crítica de Marx ao direito não significava a negação da importância da justiça Pelo contrário ele defendia a necessidade de uma transformação radical das estruturas sociais e econômicas para garantir a efetivação da justiça Para Marx 1983 a verdadeira justiça só poderia ser alcançada por meio da superação das desigualdades econômicas e sociais inerentes ao capitalismo e pela criação de uma sociedade baseada na igualdade solidariedade e liberdade Suas críticas ao direito como instrumento de opressão e sua defesa da justiça social como horizonte utópico continuam a ressoar em debates sobre reformas legais políticas públicas e movimentos sociais em todo o mundo HANS KELSEN Hans Kelsen foi um renomado jurista e filósofo do direito nascido em Praga em 1881 e falecido em 1973 Sua contribuição para a teoria do direito e para a compreensão da justiça é inegável e sua obra continua a influenciar estudiosos e profissionais da área Kelsen é conhecido principalmente por sua teoria pura do direito que busca separar o direito de considerações éticas políticas ou sociais Segundo Kelsen 1939 o direito deve ser entendido como um sistema de normas que se relacionam hierarquicamente e sua validade deriva da norma fundamental que é pressuposta mas não necessariamente escrita Essa abordagem revolucionou a maneira como o direito era compreendido afastandose de concepções naturalistas ou historicistas Kelsen 1939 desenvolveu a teoria da justiça como equidade que busca conciliar a segurança jurídica com a justiça material Para Kelsen a justiça não pode ser reduzida a um conceito absoluto mas deve ser entendida dentro do contexto das normas jurídicas vigentes Essa perspectiva influenciou significativamente o debate sobre justiça distributiva e a relação entre direito e moral A obra de Hans Kelsen continua a ser objeto de estudo e debate nos dias atuais especialmente diante de questões como a judicialização da política os desafios da globalização e a necessidade de garantir a efetividade das normas jurídicas Sua defesa da separação entre direito e moral bem como sua ênfase na hierarquia normativa são temas que permanecem pertinentes No contexto brasileiro as contribuições de Kelsen para a compreensão do papel do Supremo Tribunal Federal e a interpretação da Constituição têm sido objeto de análise por parte de juristas e acadêmicos MORAIS 2013 A influência de sua teoria pura do direito pode ser observada em discussões sobre a aplicação das normas jurídicas e a necessidade de evitar interpretações subjetivas por parte dos magistrados JEAN ROSSEAU Rousseau nasceu em Genebra em 1712 e desde cedo enfrentou dificuldades Órfão de mãe foi criado por parentes e enfrentou a pobreza e a exclusão social Sua trajetória intelectual o levou a questionar as estruturas de poder e a desigualdade que via ao seu redor e suas obras refletem esse questionamento No entanto sua vida pessoal foi marcada por perseguições calúnias e incompreensões o que levanta questões sobre a justiça em relação a sua história Um dos episódios mais marcantes na vida de Rousseau foi o conflito com as autoridades de Genebra que o levou a se exilar e a viver sob constante ameaça Sua obra O Contrato Social 2004 reflete suas ideias sobre a organização política e a legitimidade do poder mas também revela suas experiências pessoais de injustiça e opressão A luta de Rousseau por justiça e liberdade é um tema recorrente em sua obra e levanta questões importantes sobre o papel do direito em garantir esses valores fundamentais Além das questões políticas Rousseau 2004 também enfrentou desafios em sua vida pessoal Seus relacionamentos amorosos foram marcados por conflitos e incompreensões e sua saúde mental foi alvo de especulações e preconceitos A forma como foi tratado pela sociedade de sua época levanta questões sobre o papel do direito em proteger a dignidade e os direitos individuais independentemente da condição social ou das circunstâncias pessoais Hoje à luz dos avanços do pensamento democrático e dos direitos humanos é importante refletir sobre a vida e o legado de Rousseau sob uma perspectiva de justiça O reconhecimento de suas contribuições para o pensamento político e filosófico deve ser acompanhado pela reflexão sobre as injustiças que enfrentou em vida HONNETH 2017 O direito à liberdade de expressão o direito à igualdade perante a lei e o direito à dignidade humana são princípios fundamentais que devem ser garantidos a todos independentemente de sua condição social ou de suas opiniões REFERÊNCIAS ARISTÓTELESPolítica Tradução de Mário da Gama Kury 3 ed Brasília Edit ora Universidade de Brasília UNB 1997 HONNETH Axel O direito da liberdade Martins Editora 2017 KANT Immanuel A metafísica dos costumes Tr J Lamego Lisboa Fundação Calouste Gulbenkian 2005 KAUFMAN Alexander Rawls and Kantian Constructivism Kantian Review V 17 Issue 02 2012 p 227256 KELSEN Hans MACHADO João Baptista Teoria pura do direito Saraiva 1939 KERSTING Wolfgang Kant e o problema da justiça social Veritas Porto Alegre v 48 n 1 p 121136 2003 Disponível em httpsrevistaseletronicaspucrsbrindexphpveritasarticledownload 3478018160 MAIA Rosane de Almeida O comum e o lugar das mulheres na politeia de Platão 2022 Disponível em httpwwwrealpunbbrjspuihandle1048245012 MARX Karl ALVES Maria Helena Barreiro Contribuição à crítica da economia política São Paulo Martins fontes 1983 MILL John Stuart O utilitarismo Iluminuras 2020 MORAIS Fausto Santos de Hermenêutica e pretensão de correção uma revisão crítica da a plicação do princípio da proporcionalidade pelo Supremo Tribunal Federal 2013 Disponível em httpswwwacademiaedudownload33519642000006DF1pdf PASUKANIS Eugeny Bronislanovich Teoria geral do direito e marxismo Academica 1988 ROUSSEAU JeanJacques VILLAVERDE María José El contrato social Ediciones AKAL 2004 SALGADO Joaquim Carlos A ideia de justiça em Kant UFMG 1995 Disponível em httpswwwdireitoufmgbrrevistaindexphprevistaarticledownload 118211150 SILVEIRA Denis Coitinho Os sentidos da justiça em Aristóteles EDIPUCRS 2001
9
Filosofia do Direito
UNIP
10
Filosofia do Direito
UNIP
9
Filosofia do Direito
UNIP
25
Filosofia do Direito
UNIP
53
Filosofia do Direito
UNIP
11
Filosofia do Direito
UNIP
1
Filosofia do Direito
UNIP
6
Filosofia do Direito
UNIP
14
Filosofia do Direito
UNIP
14
Filosofia do Direito
UNIP
Texto de pré-visualização
936U Filosofia Professor Mário Luiz Guide Bibliografia Trabalho Escrito Tema Direito e Justiça Entregar junto com a NP1 No mínimo 5 páginas de conteúdo Escrito ou digitado Individual Vale 2 pontos Seminário FILOSOFIA DO DIREITO Tema Geral DIREITO E JUSTIÇA Temas grupos e datas Maria Eduarda Aristóteles 0403 1 Maria Eduarda 2 Karine Nunes 3 Júlia Camacho 4 Giovanna Victória 5 Paloma Barbosa 6 Alisson de Andrade Daiana Tomás de Aquino 1103 1 Daiana Nossa 2 Isabela Libertucci 3 Francisca Flávia Souza 4 Isabella Fernandes 5 Jessica Silva 6 Lisliene Simões Luana Immanuel Kant 1803 Grupo 1 Eduardo Henrique 2 Erick Camargo 3 Luana Roberti 4 An Ler mais Direito e justiça nas perspectivas dos filósofos Aristóteles Immanuel Kant Karl Marx Hans Kelsen e Jean Rousseau ARISTÓTELES Para Aristóteles o direito e a justiça estão intrinsecamente ligados e ambos desempenham um papel crucial na busca pela harmonia e pelo bem comum na polis MAIA 2022 Aristóteles acreditava que o direito era a expressão da justiça na esfera das relações humanas e que este deveria ser baseado em princípios éticos e racionais Para ele o direito não se limita apenas às leis positivas criadas pelos homens mas está relacionado a uma ordem natural e universal que reflete a natureza humana e as necessidades da comunidade ARISTÓTELES 1997 A justiça por sua vez é o princípio que orienta a ação correta e equitativa buscando o equilíbrio entre os interesses individuais e coletivos Segundo Aristóteles a justiça é uma virtude que deve ser cultivada e praticada tanto pelos indivíduos quanto pela comunidade como um todo SILVEIRA 2001 Ela se manifesta em diferentes formas a justiça distributiva que busca distribuir os bens e honras de forma proporcional às contribuições de cada um e a justiça corretiva que visa corrigir as injustiças e restabelecer o equilíbrio nas relações interpessoais Aristóteles 1997 também distinguia entre justiça legal e justiça natural A justiça legal referese às leis e normas estabelecidas pela comunidade política que devem ser seguidas e respeitadas pelos cidadãos Já a justiça natural está relacionada aos princípios universais e imutáveis que regem as relações humanas independentemente das convenções sociais ou das leis positivas Para Aristóteles o objetivo final do direito e da justiça é promover a felicidade e a realização plena do ser humano tanto no âmbito individual quanto coletivo MILL 2020 Ele acreditava que a polis deveria ser organizada de forma a garantir que todos os cidadãos tivessem acesso à educação à participação política e à igualdade de oportunidades contribuindo assim para o florescimento da virtude e da excelência moral Aristóteles 1997 defendia que o Estado deveria promover a conciliação dos interesses individuais com os interesses coletivos buscando sempre o bem comum e a estabilidade social Para ele a justiça não se resume apenas à aplicação das leis mas também à promoção da virtude e da solidariedade entre os membros da comunidade IMMANUEL KANT Immanuel Kant filósofo alemão do século XVIII é conhecido por suas contribuições significativas para a filosofia moral e política Kant acreditava que a justiça é um princípio fundamental que deve guiar todas as nossas ações Para ele a justiça não é apenas uma questão de cumprir as leis estabelecidas mas sim de agir de acordo com o dever moral SALGADO 1995 Ele argumentava que a justiça deve ser baseada em princípios universais e racionais que são aplicáveis a todos os seres humanos independentemente das circunstâncias específicas Kant desenvolveu a ideia de que o direito é fundamental para garantir a liberdade e a autonomia de cada indivíduo Ele via o direito como uma forma de proteger os direitos naturais de cada pessoa garantindo que elas tenham a liberdade de agir de acordo com sua própria razão e vontade KERSTING 2003 Para Kant o direito é essencial para garantir que as pessoas sejam tratadas como fins em si mesmas e não como meros meios para os fins de outros Uma das contribuições mais importantes de Kant para a teoria do direito e da justiça é sua ideia de que devemos agir de acordo com o imperativo categórico Segundo Kant o imperativo categórico é um princípio moral fundamental que nos diz para agir apenas de acordo com aquelas máximas que poderiam se tornar leis universais Isso significa que devemos agir de forma consistente e imparcial levando em consideração o impacto de nossas ações sobre os outros KAUFMAN 2012 Kant 2005 também argumentava que a justiça requer que tratemos todas as pessoas como iguais perante a lei Ele rejeitava qualquer forma de discriminação ou tratamento diferenciado com base em características como raça gênero ou classe social Para Kant a justiça exige que reconheçamos a dignidade inerente a cada indivíduo e que garantamos que todos tenham as mesmas oportunidades e direitos Kant via a justiça como um requisito fundamental para a paz e a estabilidade na sociedade Ele argumentava que um sistema jurídico justo e imparcial é essencial para garantir que as pessoas possam viver juntas em harmonia respeitando as liberdades e os direitos uns dos outros No entanto as ideias de Kant sobre direito e justiça também têm sido objeto de críticas e debates Alguns argumentam que sua ênfase na razão e na universalidade pode levar a uma visão abstrata e desvinculada das realidades concretas da vida humana Outros questionam se suas teorias são suficientemente sensíveis às desigualdades e injustiças que existem no mundo real Apesar das críticas o legado de Immanuel Kant no campo do direito e da justiça continua a ser uma fonte de inspiração e debate para filósofos juristas e pensadores contemporâneos KARL MARX Karl Marx foi um filósofo e economista alemão do século XIX e é conhecido por suas teorias sobre a sociedade economia e política Sua obra influenciou profundamente o pensamento social e político em todo o mundo e suas ideias continuam a ser debatidas e estudadas até os dias atuais No entanto a relação entre direito e justiça no pensamento de Marx é frequentemente objeto de controvérsia e interpretações diversas Marx viveu em uma época de grandes transformações sociais e econômicas marcada pela ascensão do capitalismo industrial e pelas lutas de classes Sua crítica ao sistema capitalista e sua defesa do socialismo como alternativa foram fundamentais para sua compreensão do papel do direito e da justiça na sociedade Marx via o direito como uma manifestação das relações de poder existentes em uma determinada sociedade PASUKANIS 1988 Para ele o sistema jurídico refletia os interesses da classe dominante servindo como instrumento de manutenção da ordem estabelecida Nesse sentido o direito era visto como uma forma de opressão das classes trabalhadoras e como um obstáculo à realização da justiça social MARX 1983 No entanto a crítica de Marx ao direito não significava a negação da importância da justiça Pelo contrário ele defendia a necessidade de uma transformação radical das estruturas sociais e econômicas para garantir a efetivação da justiça Para Marx 1983 a verdadeira justiça só poderia ser alcançada por meio da superação das desigualdades econômicas e sociais inerentes ao capitalismo e pela criação de uma sociedade baseada na igualdade solidariedade e liberdade Suas críticas ao direito como instrumento de opressão e sua defesa da justiça social como horizonte utópico continuam a ressoar em debates sobre reformas legais políticas públicas e movimentos sociais em todo o mundo HANS KELSEN Hans Kelsen foi um renomado jurista e filósofo do direito nascido em Praga em 1881 e falecido em 1973 Sua contribuição para a teoria do direito e para a compreensão da justiça é inegável e sua obra continua a influenciar estudiosos e profissionais da área Kelsen é conhecido principalmente por sua teoria pura do direito que busca separar o direito de considerações éticas políticas ou sociais Segundo Kelsen 1939 o direito deve ser entendido como um sistema de normas que se relacionam hierarquicamente e sua validade deriva da norma fundamental que é pressuposta mas não necessariamente escrita Essa abordagem revolucionou a maneira como o direito era compreendido afastandose de concepções naturalistas ou historicistas Kelsen 1939 desenvolveu a teoria da justiça como equidade que busca conciliar a segurança jurídica com a justiça material Para Kelsen a justiça não pode ser reduzida a um conceito absoluto mas deve ser entendida dentro do contexto das normas jurídicas vigentes Essa perspectiva influenciou significativamente o debate sobre justiça distributiva e a relação entre direito e moral A obra de Hans Kelsen continua a ser objeto de estudo e debate nos dias atuais especialmente diante de questões como a judicialização da política os desafios da globalização e a necessidade de garantir a efetividade das normas jurídicas Sua defesa da separação entre direito e moral bem como sua ênfase na hierarquia normativa são temas que permanecem pertinentes No contexto brasileiro as contribuições de Kelsen para a compreensão do papel do Supremo Tribunal Federal e a interpretação da Constituição têm sido objeto de análise por parte de juristas e acadêmicos MORAIS 2013 A influência de sua teoria pura do direito pode ser observada em discussões sobre a aplicação das normas jurídicas e a necessidade de evitar interpretações subjetivas por parte dos magistrados JEAN ROSSEAU Rousseau nasceu em Genebra em 1712 e desde cedo enfrentou dificuldades Órfão de mãe foi criado por parentes e enfrentou a pobreza e a exclusão social Sua trajetória intelectual o levou a questionar as estruturas de poder e a desigualdade que via ao seu redor e suas obras refletem esse questionamento No entanto sua vida pessoal foi marcada por perseguições calúnias e incompreensões o que levanta questões sobre a justiça em relação a sua história Um dos episódios mais marcantes na vida de Rousseau foi o conflito com as autoridades de Genebra que o levou a se exilar e a viver sob constante ameaça Sua obra O Contrato Social 2004 reflete suas ideias sobre a organização política e a legitimidade do poder mas também revela suas experiências pessoais de injustiça e opressão A luta de Rousseau por justiça e liberdade é um tema recorrente em sua obra e levanta questões importantes sobre o papel do direito em garantir esses valores fundamentais Além das questões políticas Rousseau 2004 também enfrentou desafios em sua vida pessoal Seus relacionamentos amorosos foram marcados por conflitos e incompreensões e sua saúde mental foi alvo de especulações e preconceitos A forma como foi tratado pela sociedade de sua época levanta questões sobre o papel do direito em proteger a dignidade e os direitos individuais independentemente da condição social ou das circunstâncias pessoais Hoje à luz dos avanços do pensamento democrático e dos direitos humanos é importante refletir sobre a vida e o legado de Rousseau sob uma perspectiva de justiça O reconhecimento de suas contribuições para o pensamento político e filosófico deve ser acompanhado pela reflexão sobre as injustiças que enfrentou em vida HONNETH 2017 O direito à liberdade de expressão o direito à igualdade perante a lei e o direito à dignidade humana são princípios fundamentais que devem ser garantidos a todos independentemente de sua condição social ou de suas opiniões REFERÊNCIAS ARISTÓTELESPolítica Tradução de Mário da Gama Kury 3 ed Brasília Edit ora Universidade de Brasília UNB 1997 HONNETH Axel O direito da liberdade Martins Editora 2017 KANT Immanuel A metafísica dos costumes Tr J Lamego Lisboa Fundação Calouste Gulbenkian 2005 KAUFMAN Alexander Rawls and Kantian Constructivism Kantian Review V 17 Issue 02 2012 p 227256 KELSEN Hans MACHADO João Baptista Teoria pura do direito Saraiva 1939 KERSTING Wolfgang Kant e o problema da justiça social Veritas Porto Alegre v 48 n 1 p 121136 2003 Disponível em httpsrevistaseletronicaspucrsbrindexphpveritasarticledownload 3478018160 MAIA Rosane de Almeida O comum e o lugar das mulheres na politeia de Platão 2022 Disponível em httpwwwrealpunbbrjspuihandle1048245012 MARX Karl ALVES Maria Helena Barreiro Contribuição à crítica da economia política São Paulo Martins fontes 1983 MILL John Stuart O utilitarismo Iluminuras 2020 MORAIS Fausto Santos de Hermenêutica e pretensão de correção uma revisão crítica da a plicação do princípio da proporcionalidade pelo Supremo Tribunal Federal 2013 Disponível em httpswwwacademiaedudownload33519642000006DF1pdf PASUKANIS Eugeny Bronislanovich Teoria geral do direito e marxismo Academica 1988 ROUSSEAU JeanJacques VILLAVERDE María José El contrato social Ediciones AKAL 2004 SALGADO Joaquim Carlos A ideia de justiça em Kant UFMG 1995 Disponível em httpswwwdireitoufmgbrrevistaindexphprevistaarticledownload 118211150 SILVEIRA Denis Coitinho Os sentidos da justiça em Aristóteles EDIPUCRS 2001