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Aristóteles ética da imanência A justiça é a base da sociedade sua definição é assegurar o ordenamento comunitário da polis como meio de determinar o que é justo Aristóteles A ética e a Política de Aristóteles formam o primeiro grande tratado sobre o comportamento das pessoas e da sociedade Na ética Aristóteles estuda as mais belas páginas da história do pensamento por exemplo no último livro da Ética conclui que o intelecto exerce uma atividade quase divina é nossa melhor parte e nos proporciona desde o princípio a luta contra as paixões e emoções baixas EM 15 Mas também expõe as condições de ser virtuoso e conviver em sociedade afirmando que a paz de pensar e de fazer política o homem é um animal capaz de falar e de viver em sociedade EM 16 o homnen é um animal inteligente que conviven as realidades biológica sensitiva intelectual e ética A tença primordial da ciência ética consiste em colocar uma certa harmonia hierarquia e campo nesta complexidade multívoca muito difícil que só pode ser entendida pela análise das políticas advretre que as ciências da ética e da política analisam as condutas humanas mutáveis por aproximação e não por definição como na matemática e na ciência das coisas mutáveis EM 15 Nesta introdução ao estudo da ética iniciamos com dois textos que giram as duas obras de Aristóteles Primeiro a ética é natural emerge da estrutura biológica do ser humano no tomado em sua individualidade e sociabilidade Não é só do indivíduo que é produto da natureza mas também a sociedade que é produto da natureza mas também a sociedade Um animal racional é ao mesmo tempo um animal político EM 17 Platão afirma claramente que a sociedade é um grande animal O segundo eixo fui do primeiro a ética é finalista O objetivo dela é todo a arte e toda investigação assão como dito são uma busca do que bem e que bem por isso foi dito acertadamente que o bem é aquilo que todas as coisas visam EM 11 O terceiro eixo é o coração da obra a ética é racional Como dizemos Aristótelesa ética não afirma movimentos impulsivos biológicos instintivos e sensitivos sob a orientação da razão nossa melhor parte EM 107 Nossos impulsos são cooptados por uma outra realidade que é a razão subordinados ao comando da razão como veremos adiante O quarto eixo afirma a heteronomia da ética A ética vem de fora vem da natureza o homem não escolhe nem decide Ético é quem está decidido pelo mundo animal irracional todos os seus atos são determinados sendo deliberados escolhidos e decididos racionalmente Somos o único animal que por natureza decide seus atos tanto para o bem moral como na razão Mas o homem por outro lado quer dizer que faça ações éticas automaticamente as ações serão éticas quando decididas pela liberdade Nem por na resão las que determinam a virtude o homem é livre de querer Entretanto mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós as regras dessa capacidade com o hábito EM 111 Em total biológico e potencialmente éticos por constituição Em torno deles atravessam os séculos sem contestaçao Em torno deles giram quase todos os tratados de I Idade grega o nascimento da ética Na constelação das obras de Aristóteles a ética faz parte do elenco das ciências práticas praxis são as chamadas ciências práticas Estas se referem ao conhecimento curto dos primeiros princípios das coisas e que não podem mudar aquelas tratam das condutas e das manifestações das coisas humanas na bela filosofia aristotélica é a base das ciências morais se torna um pé de alface se for plantada na horta Segundo Aristóteles estes princípios datam da existência pela ação das quatro causas e as quatro dignidades Causas da estrutura da natureza lhe deu as primeiras três causas através da geração biológica os pais são nossa causa científica nos geram com forma racional a qual da qualidade do ser humano e dá a determinação da especificação do seu governo Exatamente o contrário acontece na forma que é o princípio que trata do cuidado condição da mais alta expressão de Aristóteles A ética comporta dois momentos convergentes a ética da formação de um homem e ética prática que trata do cuidado do nascimento e da ação Portanto a ética encontra na política sua plena realização O indivíduo para que se torne bom cidadão deve respeitar só a uma pessoa porém é mais belo e mais divino quando se refere a um povo e às cidades EM 12 Portanto a política se manifesta na cidade os cidadãos precisam da ajuda do divino como forma de ensino e capacidade de aprender até que pontoEM 12 Mas a filosofia das coisas humanas como saber prático pula do conhecimento religioso místico metafísica Isto é a ética é a estrutura do homem Os gregos entenderam o ser humano como produto da physis como todos os outros seres naturais Nele aparece a ética com apenas algumas variantes Só na idade moderna foram criticados com argumentos convincentes por exemplo Kant pois fortificamente a ética autônoma decidida pela razão T Hobbes J Locke e JJ Rousseau colocaram as bases da política não mais na natureza mas na contrato social sociedade que pela liberdade decidem viver em sociedade e não nossa natureza biológica I Idade grega o nascimento da ética Outras pessoas colocavam a felicidade ou o supremo bem na honra na glória e no prazer que vêm sobretudo da atividade comum a justiça Aristóteles pondera que a honra não é um bem interior à pessoa mas exterior são os outros que resolvem aplaudila ou não são eles feitos para receber dela ou para a dela se deleitar Uma pessoa assim só é de fato plenamente digna do mais perfeito os homens são de fato parte de um corpo social do país de ontem consideramos que o bem é algo individualmente inalcançável EN 15 Há também os que colocam a felicidade no acumulo de riquezas Aristóteles é claramente de opinião que a riqueza não é o objeto buscado por si ela só existe em vista do lucro e é um meio para outra coisa EN 15 Três pessoas comentam o erro de converter um meio riqueza em fim felicidade riqueza não é felicidade Quando se fala de Aristóteles encontrase numa página porrada onde entrelaçamse a vida biológica psicológica ética e metafísica ao mesmo tempo Em síntese Aristóteles diz que a felicidade está numa atividade ação própria do homem comum e não numa função exclusiva assim a função do olho é olhar a função do ouvido é ouvir e a função do pé é andar Mas a pergunta é cada parte exerce sua função própria não está funcionando como um todo Qual seria esta função exclusiva Responde Aristóteles não será simplesmente o viver pois também os vegetais vivem e sentem pois também nos animais é exclusivo o sentir Mas não se acha exclusividade entre essas funções que não existe nem nos vegetais nem nos animais Excluído o sentido do homem Portanto a atividade do homem consiste numa atividade racional uma função específica que é própria ao homem e exclui a da planta a sua realização final a sua felicidade Portanto a finalidade do homem é uma atividade racional Atividade da alma Justificativa do homem até as plantas participam da vida mas nós estamos procurando algo peculiar ao homem I Idade grega o nascimento da ética O mesmo movimento dialético acontece no par ato e potência Até é fato de existir e a potência de vir a existir Isto significa que somos seres potenciais e animal que pensa e descreve a ordem dos seres naturais e entende a estrutura ontológica do mundo como real em denúncia dialética pró político ético seja baseada na ordem social PC11 Explicitemos o profundo conteúdo destas afirmações Segundo Aristóteles o homem surge da physis graças à atuação de princípios e de causas que eles possuem material formal eficiente e final Frs 117 Met 13 e VIII 4 Geração dos animais 11 São princípios ou causas finais responsáveis pelos fatores de si e is são o último de todas as realidades sublunares entre forma matéria e princípio negativo o caos e a desordem segundo Platão o princípio do movimento a ação naturalidade e princípio da mutação O princípio é o polo negativo da matéria que comanda Ors a filosofia das coisas humanas na bela expressão de Aristóteles a filosofia das coisas humanas Na bela expressão de Aristóteles este princípio dualidade vem à existência pela ação das quatro causas últimas Porque a forma o diz o causador base certa da coisa e forma certa por que é o princípio que constitui a definição verdadeira do que ela realmente é A causa material é o substrato onde acontece a mutação e causa última que determina e identifica Ou seja é a sua estrutura ontológica Este princípio positivo a ordem da determinação é a especificação interna da forma concreta a determinação causa daquilo que são uma delimitação e faz com que ela assuma a causa última específica de existir A matéria e a causa final é homem sua realização como indivíduo seu ser definido como dito acima sua finalidade política que ela constrói o seu espaço ético quando huma nemada uma sociedade política reconhecida Ou seja a causa final é o homem e sua realização social e política É daqui que nasce a ética como orientação da liberdade para que ela construa e exista no mundo causa final de sua realização sua felicidade numa sociedade justa segundo os gregos na sociedade política e na comunidade de fé para os cristãos Este conjunto de princípios se revela que o homem é um ser dialético aberto e em con II O bem do homem a ética finalista Movendose neste contexto metafísico Aristóteles procurava antes do possível outro modo de garantir da melhor maneira a igualdade própria do ser humano Por isso a primeira característica da ética aristotélica é a de ser finalista Em todas suas ações o homem visa alguma finalidade alcançar um bem Isto é toda pessoa consciente de si e se almejar um desiquilibrado como o êxtio pode fazer ações sem visar algum resultado diz Aristóteles EM VII4 Há porém uma hierarquia de bens alguns nós os procuramos por nós mesmos outros se busca por esses fins outros seus frutos últimos como obter um bom salário para comprar uma casa e viver tranquila mente Ora diz Aristóteles numa hierarquia de bens e valores todos os outros estão subsumidos da obtenção do bem supremo Este bem é o mesmo que a natureza a ética da felicidade que habitar um bom salário para comprar uma casa de viver tranquila Exatamente o contrário acontece na forma que é o princípio positivo a ordem da determinação e a especificação interna da forma concreta a determinação causa daquilo que são uma delimitação e faz com que ela assuma a causa última específica de existir Assim todos estes princípios originais existem Alguns deles são ou uma maneira específica de existir Assumamos que nosso desejo seria vazio e vão evidentemente tal finalidade deve ser o bem e o melhor dos bens EM 11 Mas se todos concordiam que a meta o bem final a finalidade propomos à ética A ética em Aristóteles consiste as discordâncias são muitas e irreconciliáveis Aristóteles discute o conceito de felicidade a partir do que a cultura de seu tempo e outros animais mas a origem natural da constitituição humana Portanto somos Thurso bellos Então Platão sentiase a vontade para afirmar a ética política material forma racional um ser de confiança auto conquista Ele está sempre em ato existe e sempre em potência de explicitar novas possibilidades pre em potência de explicitar novas possibilidades Excluímos portanto as atividades vitais da nutrição e crescimento Em seguida a estas haveria a atividade vital da sensação mas também desta parecem participar até o cavalo e o boi e todos os animais Resta então a atividade intelectual elevada de pensar Todo o pensar é uma função ativa do elemento racional é a função própria do homem é uma atividade da alma por via da razão EN 17 No exercício do intelecto o homem realiza suas possibilidades que atormentam a função e o impedem de meditar exclusivamente Sobre a felicidade no exercício do intelecto Aristóteles escreveu duas manifestações segundo pesquisas da história do pensamento Atividade conforme à sabedoria filosófica é recomendadamente a mais agradável das atividades conforme à virtude Esta atividade é a melhor já que os homens têm relação com as coisas divinas bem como os objetos com os quais o intelecto se relaciona são os melhores Seguese que esta atividade será a felicidade completa para o homem O homem vive a completa autorrealização quando mais plenamente manifesta o intelecto divino em comparação com a vida puramente humana devendo esforçarnos ao máximo para viver de acordo como o intelecto de si próprio Importa portanto que sejamos fiéis a este ponto em que a pequena em tamanho em poupança de vida ultrapassa todo o resto Para o homem a felicidade está na virtude e na parte da alma que é o próprio homem Esta vida portanto é também a mais feliz EN X 7 III A felicidade será só exercício intelectual Damos aqui uma parada para introduzir um debate histórico A palavra felicidade introduzse em contemplação Seria a felicidade verdadeiramente só a contemplação intelectual de verdades metafísicas e seres imutáveis Então quem poderá ser feliz Só o filósofo Não seria isto exclusão IV Condições da vida feliz Em termos abertos podemos afirmar que a ética propõe um conjunto de condições para ser feliz a prática das virtudes um círculo de amigos boa saúde suficiência de bens materiais viver numa sociedade justa e a meditação filosófica Acrescentamos um breve comentário a cada uma destas condições Ética a ética prática das virtudes é o tema principal da ética de Aristóteles dedica oito livros IIIX onde analisa as virtudes mais em vista em seu tempo As virtudes moldam o caráter e orientam os costumes da pessoa Pode expressar cada uma dessas virtudes da mesma reserva sensual O homem educa seus instintos e se torna senhor de suas próprias energias O tema da amizade que permanece até hoje é um dos melhores tratados sobre o assunto ocupa dois livros VIII e IX Não há homem feliz quem não tem amigos e vive totalmente sozinho sem filhos Aristóteles acrescenta os que querem bem a seus amigos por eles mesmos são os autenticos amigos EN VIII3 O sábio precisa também de bens materiais mas só os indispensáveis para viver pois o excesso de bens extravaga a alma abala a mente diz Aristóteles A vida dedicada a ganhar dinheiro é uma vida apenas proveitosa com vistas a algo mais Sô Mais ainda a sociedade justa é condição absoluta e quiçá necessária para que o homem seja feliz a razão é que sendo ele por natureza um ser social e político precisa viver com os outros Em vários lugares da Ética Aristóteles elogia a saúde como condição da felicidade cita uma linda inscrição em Delfos Mais bela é a justiça é melhor é a saúde mais agradável e possui o que se ama EN 18 V O homem virtuoso ética racional A virtude não é apenas um conceito é sobretudo uma realidade estruturante da psique humana Porém ao longo do tempo a palavra desgastouse Hoje muitos veem na virtude um conceito de comissão de prática e devoções necessárias para ser feliz Evidentemente a felicidade também precisa das virtudes próprias da alma do corpo dos amigos riquezas e políticos Em muitas ações usamos amigos riquezas e políticos Bem outro é o significado original de virtude criado pelos gregos e adotado pelas tradições filosóficas como os estoicos e os neoplatônicos Por exemplo para a tradição platônica virtude é a capacidade de homem sábio Bem diferente é o significado do termo para Aristóteles pensadores cristãos criaram a óptica de tomar os homens as criaturas como quindas da efetiva amor aos homens e à verdade a suprema fonte de amor Então virtude para ele é o esforço eficaz de tornar efetiva a razão na vida prática e na decisão correta Aparecida de todos os filósofos tomaro proposta aristotélica de felicidade sob o ângulo da contemplação filosófica e uma aspiração humanística para purificar vidas Segundo teólogos cristãos Aristóteles não podia dizer mais só que os seres que habitavam na terra são afetivos pois não tinha as luzes da fé Ele teve dizem o mérito de preparar o caminho para tratar da felicidade eterna em termos teológicos A felicidade eterna consiste em ter a capacidade de dialogar para os teólogos apenas um prenúncio da felicidade eterna prometida por Deus nos textos sagrados Numa palavra a teologia leva adesão ao testemunho a felicidade humana completa da ética dos gregos Outras condições necessárias de felicidade são também a felicidade não é mera contemplação das essências metafísicas das coisas ela está condicionada a desapego de muitas coisas Cartesianos com texto da ética no qual Aristóteles fala claramente destes outros ingredientes bem necessários para ser feliz Finalmente a felicidade também precisa de bens externos próprios amigos riquezas poder políticos e outros amigos riquezas e políticos Em muitas ações usamos amigos riquezas e políticos Por isso o estado político instrui para ciência do homem Portanto para ser feliz não basta a contemplação interior mas é necessário também o bemestar exterior e sem tudo uma alienação uma fuga do real para refugiarse nas nuvens Historicamente importantes comentadores da ética de Aristóteles se detiveram nos livros I e X Sobretudo na Idade Média tentaramse aproximar Aristóteles com textos bíblicos que tratam da felicidade eterna Aristóteles evidentemente não falava da tal bem aventurança da teologia Bem o homem não falava bem também que nos aproxima dos deuses e exorta a cultivar esta dimensão maior que de certo modo nós toma imortais EN X 7 I Idade grega o nascimento da ética e a sensibilidade um governo político uma administração inteligente Portanto as virtudes éticas nada mais são do que a educação do instinto da sensibilidade e das paixões sob a luz do intelecto Convém destacar que para Aristóteles não existe um corolário ou uma separação entre a vida vegetativa sensitiva e intelectiva como entendia Platão Esta tese é central na ética aristotélica e será na ética de Tomás de Aquino na Idade Média Aristóteles desloca o impulso na idade média eclesiástica que vai desde o instinto da fome até a função constitucional das supremas verdades Em outros termos embia no homem existiam três vidas instintiva sensitiva e intelectiva sendo a última a supremamente ordenante Lêse pois que a ética intelectiva é que ordena e comanda todo Não fica claro que a ética consiste em harmonizar toda essa riqueza vital pelo governo do intelecto Aristóteles chama virtudes morais aquelas que se referem ao temperamento ou à faculdade do desejo pois que dependem do intelecto As virtudes morais são muitas e Aristóteles analisa as mais conhecidas e discutidas no mundo grego Nós já falamos da coragem andreia da justiça do gênio sophrosune da amizade ou discernimento froneësis Vamos ampliar o que acabamos de dizer começando pelas virtudes morais Como são numerosos nossos impulsos sentimentos ações e paixões impunhase essa questão as virtudes morais sob a moderna égide da razão que estimula a criação de hábitos e costumes repetidos as mesmas ações Por exemplo é pela orientação do intelecto que o homem se modera no prazer sensual ou seja que domina os dois justos tomase justo fazendo do temperantes seremos moderados nos apetites de fome e sexo Nós somos apenas potencialmente corajosos e justos e por isso impunhase a discussão dos hábitos para os justos justos e temperantes diz Aristóteles Por isso o homem não nasce ético a não ser potencialmente pela repetição de ações e autocontrole racional o ho mesmo se torna virtuoso Lejamos uma passagem de Aristóteles Sendo assim a presente investigação ética não visa ao conhecimento teórico não investigamos apenas para conhecer e sim para vivenciar e experimentar para nos tornarmos bons pois se não fosse assim nossa investigação seria inútil EN 112 Na ética aristotélica a sabedoria e a prudência nossas virtudes intelectivas formam a diferença específica do ser humano tornandoo uma espécie distinta de todas as outras Então no homem a phýsis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto nous e portanto a razão superior que lhe possibilitou o teorético sôphos sabedor real e o prático phronésis através das duas energias o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida cotidiana Pela sabedoria sophía o homem elevase acima das realidades terrenas e o homem passa a conhecerse e considerar as realidades mutáveis como as essências das coisas a verdade o bem e o justo Disto se ocupa a metafísica de Aristóteles Seu mestre Platão criou mundo das idéias eternas para discutir os pensamientos e o mundo da idéia para análise e dialética A prudência discerne escolhe pondera e decide as ações e comportamentos melhores meios práticos para administrar os aspectos cotidianos Numa palavra pela prudência o intelecto governa a sensibilidade e o instinto e suas tendências Na verdade poucos homens chegam à sabedoria à metafísica para ser feliz não é preciso nem saber filosofia e muito menos dominar a ética prática Para ser feliz a prática da virtude como sôphos é a mesma EN 112 Mais que as teorias o exercício da prudência é indispensável a todos os homens que desejam levar uma vida digna seguido o virtude E se esta não seja uma prática que seja justa ou injusta em todos os nossos comportamentos A prudência é uma disposição prática acompanhada da ra zão especulativa sabedoria em torno do que é bem e mal para o homem EN V15 Porém a sabedoria e a prudência operam juntas exatamente porque são funções da mesma única inteligência a inteligência Ambas operam na mesma eticidade do diaadia Por isso são funções indissociáveis do intelectual mente práticas práticas e prudência forma Ambas operam o bom homem geral e a prudência descendo às situações práticas às circunstâncias particulares muitas vezes muito difíceis Assim o conhecimento prudência melhora os pensamentos para controlar bem geral EN V7 Finalmente Aristóteles é muito importante também para nossa ética a teoria da decisão prudencial Esta também constitui uma ética política excelente Prudência é a mente prática é a inteligência da ação cotidiana Enfim para Aristóteles nós somos esse grandioso conjunto de energias desde o instinto de sexo e fome passando pelo sentimento do prazer e do amor elevado ao intelecto teórico e prático a inteligência do bem humano e do agir cotidiano VI A teoria do meiotermo ética da decisão prudencial É admirável a fina análise de Aristóteles das energias e funções humanas múltiplas e muito diferentes e da ética como a regra sob o comando do intelecto e do agir e que se chama ética prática Porém o conceito de justa medida que a ciência da ética é apenas aproximativa e nunca definitiva Por isso o estágio explora longamente um outro caminho de entender a ética o caminho da prudência e da prudência como a arte da medida e equilíbrio da virtude como a sôphrosuné moderação da virtude da virtude como excesso e falta Afinal o meiotermo não é igual da vida pessoal e social Porém o meiotermo não é igual para todos mas proporcional a cada pessoa e em cada circunstância E por isso os princípios gerais da ética por exemplo a busca do bem nem sempre abrangem todos os homens em suas circunstâncias singulares O equilíbrio de lítico Todos os regimes que propõem o bem comum são retos do ponto de vista da justiça absoluta e os que têm contas somente o bem dos governantes são defeituosos e tolos e são desviados dos governos retos dos povos e não específicos Aos tiranos e aos déspotas os regimes tiranos e déspotas são livres Pol III 17 Por isso a justiça está na igualdade porém não para todos mas para os iguais e a desigualdade é justa não porém puramente injusta para aqueles conceitos Em primeiro lugar justiça legal e consiste em cumprir a lei da polis Cidadania legítima Por outro lado a justiça política que não será justa é aquele que se submete à ordem legal Em seguida justiça da cidadania é a justiça que garante igualdade perante o lugar na cidade que gere a participação de todos na liberdade e direitos A justiça líberdade é a justiça como desobediência EN V136 E também a justiça como tratamento desigual dos cidadãos EN V158 Também quando lugar legal e de acordo com cada virtude de mensural desigualdade de temperança de amizade e de moral adequada à temperança temperança em amizade e de condutas pessoais e a justiça é partir do direito que tenham as leis E a justiça é um ato moral E o homem mais perfeito e justo conforme o ver pois não se instalam comportamentos viciosos e contrários à lei A lei determina que háamos como homens corações e não conforme a graduação se forma aos sentidos não cometamos adultério e nem ultrajes e como homens amaveis não agridamos os outros e nem falemos mal deles a justiça legal é a prática da virtude da virtude assim por diante em relação aos outros formas de virtude etc EN V1 3 Por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes como princípio que convém mais aos homens maduros e que passam a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por II Idade cristã verticalização da ética Quem é Deus Perguntei o terra ao mar aos obispos e os répteis e disseramme não somos nós o teu Deus busco o caminho do sol Perguntei ao direito e os cometas e a luz Se estrelas e auroras Dirigime então nós somos o Deus que procura o infinito e a mim mesmo o primeiro do corpo porque lhe dá a vida o que nenhum corpo pode fazer que o corpo é melhor ele é superior vivificado pela alma Então eu sou um homem da minha vida Agostinho Sendo o homem criado à imagem e semelhança de Deus dotado de inteligência deverseá buscar o tratado do amor amorcaritas para se libertar e refere à sua imagem isto é o homem enquanto ele inicialmente considero o fim último da vida humana a segurança de sua própria existência o que o homem o alcança ou dele se distancia porque é a partir do fim que nós fazemos uma verdadeira ligação que se refere a ele Tomas de Aquino Aristóteles tem noção da justiça como manutenção do cosmos A1 V73 toma a justiça como objetivo da justiça política como ordenamento social O objeto da justiça é a virtude moral da cidadania e do bem comum a todos os cidadãos E assim a justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes Como princípio que convém mais aos homens maduros e que passam a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por prroros moral dado pelo expositor que continua na sua obra também a analisar a ética para Aristóteles a virtude ética é a medida correta do bem entre o vício do excesso e da falta Esta regra fundamental entre o bem e o mal é a regra da prudência Para Aristóteles todo excesso é um vício seja morrendo no campo na religião na amizade na paixão E o vício para ele não é um vício natural porém pela medida e equilíbrio será ilimitado e desequilibrado Por isso no excesso e na falta é que reside o vício Para Aristóteles a virtude é uma atitude que resulta de um meiotermo num estado de disposição entre os vícios a disposição é o vício com que se configura a virtude a disposição é o meiotermo Portanto para Aristóteles a virtude é o meiotermo entre vícios opostos de excesso e de falta A virtude pois é um estado voluntário que consiste em um meiotermo relativo a nós determinado pela razão EN II 1107a2526 Esta teoria do meiotermo é fundamental para a ética aristotélica pois ela define a virtude como o equilíbrio apropriado de nossas ações e emoções guiado pela razão e pela prudência 2 Aristóteles ética da imanência comunidade política tem sua constituição e Aristóteles conheceu e analisou uma grande quantidade delas O ponto central de uma constituição é a definição do poder soberano O poder soberano é a autoridade de poder mandar quando exercido por um só homem aristocrático quando exercido por poucos democrático quando exercido por muitos A estas três formas corretas de exercício do poder político correspondem outras três viciadas a tirania a oligarquia e a democracia As primeiras três são corretas porque os governantes buscam seus próprios interesses mas os da comunidade As três viciadas fazem exatamente o contrário a tirania é a designação de Aristóteles Quando um só poucos ou a mão comum em vista do interesse coletivo empresaria só para si servese da polis não seguindo um pouo Ponto III12 Os séculos e milênios passados são para nós um imenso acervo do mal e do bem da experiência do bem e do mal do justo e do injusto do bom e do mau governo Então a história das peripécias humanas está perpestuada por uma cadeia de períodos chamados ou míticos ou históricos de conduta das pessoas e as sociedades um projeto de justiça e liberdade de solidariedade e paz uma espécie de lei da liberdade que luta contra a injustiça Estamos muito avançados no século XXI um projeto global válido para todos os homens I Idade grega o nascimento da ética ção especulativa sabedoria em torno do que é bem e mal para o homem EN V15 Porém a sabedoria e a prudência operam juntas exatamente porque são funções da mesma única inteligência a inteligência Ambas operam na mesma eticidade do diaadia Por isso são funções indissociáveis do intelectual mente práticas práticas e prudência forma Ambas operam o bom homem geral e a prudência descendo às situações práticas às circunstâncias particulares muitas vezes muito difíceis Assim o conhecimento prudência melhora os pensamentos para controlar bem geral EN V7 Finalmente Aristóteles é muito importante também para nossa ética a teoria da decisão prudencial Esta também constitui uma ética política excelente Prudência é a mente prática é a inteligência da ação cotidiana Enfim para Aristóteles nós somos esse grandioso conjunto de energias desde o instinto de sexo e fome passando pelo sentimento do prazer e do amor elevado ao intelecto teórico e prático a inteligência do bem humano e do agir cotidiano VI A teoria do meiotermo ética da decisão prudencial É admirável a fina análise de Aristóteles das energias e funções humanas múltiplas e muito diferentes e da ética como a regra sob o comando do intelecto e do agir e que se chama ética prática Porém o conceito de justa medida que a ciência da ética é apenas aproximativa e nunca definitiva Por isso o estágio explora longamente um outro caminho de entender a ética o caminho da prudência e da prudência como a arte da medida e equilíbrio da virtude como a sôphrosuné moderação da virtude da virtude como excesso e falta Afinal o meiotermo não é igual da vida pessoal e social Porém o meiotermo não é igual para todos mas proporcional a cada pessoa e em cada circunstância E por isso os princípios gerais da ética por exemplo a busca do bem nem sempre abrangem todos os ho Sua natural sociabilidade se manifesta na linguagem A voz nos animais é simples sinal de dor ou prazer mas no homem a natureza do homem equitativo é aquele que tende a praticar ações sem se apartar niro moral um certo sentido e retidão ética agora é ligado a moral A lei e da moral e embora tenha a lei a punição Esse é o homem equitativo e esta disposição é a equidade que é uma forma especial da justiça que não aceita a punição injusta O verdadeiro sentido da equidade é a disposição interpretativa legal dos sentimentos virtuosos e justos dos cidadãos nas suas situações particulares John Rawls em nossos dias caprichouse no livro V da Ética sobretudo no conceito de justiça equitativa para escrever sua grande obra Uma teoria da justiça Quem é cidadão da polis Não basta morar na cidade ou ser filho da cidade tomar parte direta no governo das coisas públicas Por isso os políticos não são todos cidadãos porque não são todos livres não têm tempo de participar da discussão pública Muito menos são cidadãos os escravos cuja função é servir ao patrão pois não têm direito à cidadania Cidadãos são os homens do povo do povo que tem pelo menos no espírito a possibilidade de ação sábia e justa Aqueles cuja tarefa implica o uso do corpo que é o que existe que o seu próprio corpo será ele o melhor e submeterse à autoridade de alguém Os escravos e os animais são utilizados para os serviços domésticos Por isso na polis aristotélica os cidadãos são poucos e mesmo as mulheres são cidadãs porque sua esfera de ação é o âmbito familiar os serviços domésticos sob as ordens do marido que é o portavoz da decisão política e que tem todas as prerrogativas da condição de cidadão O marido que é quem toma todas as decisões deve comandar esta para obedecer a mulher não é escrava por isso mas porque nasceu assim Pol I5 III12 IX Governo da polis A comunidade política é regida por uma constituição que define as leis do ordenamento da polis estabelece o papel da autoridade e regulamenta as funções públicas Cada 2 Aristóteles ética da imanência vida ou meiotermo virtuoso não é matemático como a média aritmética Aristóteles exemplifica com a alimentação uma pessoa que se abstém de muita comida e outro que come muito podem satisfazer respectivamente da falta e do excesso de gramas Isto poderia em o meiotermo a média não é excessivo para o outro Porém o que é o meiotermo do comportamento humano Por que ser virtuoso Aristóteles responde que o calom e o mau para os extremos comportamse de maneira diferente por mesmo modos cada um de nós corajosos ou temerantes com os extremos no meio se torna difícil estabelecer o meiotermo virtuoso pois as ações humanas são flutuantes e mutáveis se quando as mais variadas circunstâncias Por isso precisamos ser prudentes para seguir a prudência na decisão de comportamentos teórico e prático A inteligência é a ciência da ação cotidiano VII Justiça virtude da cidadania Na verdade toda a gama de virtudes aristotélicas concentrase em três a sabedoria a prudência e a justiça Das três Aristóteles privilegia com grande destaque a justiça Platão e Aristóteles consideram a justiça como a virtude central e essencial da vida humana como viver sentir dor e prazer e pensar é a virtude da ordem e da harmonia cósmica e humana Aristóteles também toma a justiça não como uma virtude do indivíduo isolado mas como um princípio ordenador A1 V73 toma a justiça como objetivo da justiça política como ordenamento social O objeto desta justiça é a virtude moral da cidadania e do bem comum a todos os cidadãos E assim a justiça distingue o ideal define também o bom e o mal regime por lítico Todos os regimes que propõem o bem comum são retos do ponto de vista da justiça absoluta e os que têm contas somente o bem dos governantes são defeituosos e tolos e são desviados dos governos retos dos povos e não específicos Aos tiranos e aos déspotas os regimes tiranos e déspotas são livres Pol III 17 Por isso a justiça está na igualdade porém não para todos mas para os iguais e a desigualdade é justa não porém puramente injusta para aqueles conceitos Em primeiro lugar justiça legal e consiste em cumprir a lei da pólis Cidadania legítima Por outro lado a justiça política que não será justa é aquele que se submete à ordem legal Em sequência justiça da cidadania é a justiça que garante igualdade perante o lugar na cidade que gere a participação de todos na liberdade e direitos A justiça líberdade é a justiça como desobediência EN V136 E também a justiça como tratamento desigual dos cidadãos EN V158 Também quando lugar legal e de acordo com cada virtude de mensural desigualdade de temperança de amizade e de moral adequada à temperança temperança em amizade e de condutas pessoais e a justiça é partir do direito que tenham as leis E a justiça é um ato moral E o homem mais perfeito e justo conforme o ver pois não se instalam comportamentos viciosos e contrários à lei A lei determina que háamos como homens corações e não conforme a graduação se forma aos sentidos não cometamos adultério e nem ultrajes e como homens amaveis não agridamos os outros e nem falemos mal deles a justiça legal é a prática da virtude da virtude assim por diante em relação aos outros formas de virtude etc EN V1 3 Por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes como princípio que convém mais aos homens maduros e que passa a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por
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Aristóteles ética da imanência A justiça é a base da sociedade sua definição é assegurar o ordenamento comunitário da polis como meio de determinar o que é justo Aristóteles A ética e a Política de Aristóteles formam o primeiro grande tratado sobre o comportamento das pessoas e da sociedade Na ética Aristóteles estuda as mais belas páginas da história do pensamento por exemplo no último livro da Ética conclui que o intelecto exerce uma atividade quase divina é nossa melhor parte e nos proporciona desde o princípio a luta contra as paixões e emoções baixas EM 15 Mas também expõe as condições de ser virtuoso e conviver em sociedade afirmando que a paz de pensar e de fazer política o homem é um animal capaz de falar e de viver em sociedade EM 16 o homnen é um animal inteligente que conviven as realidades biológica sensitiva intelectual e ética A tença primordial da ciência ética consiste em colocar uma certa harmonia hierarquia e campo nesta complexidade multívoca muito difícil que só pode ser entendida pela análise das políticas advretre que as ciências da ética e da política analisam as condutas humanas mutáveis por aproximação e não por definição como na matemática e na ciência das coisas mutáveis EM 15 Nesta introdução ao estudo da ética iniciamos com dois textos que giram as duas obras de Aristóteles Primeiro a ética é natural emerge da estrutura biológica do ser humano no tomado em sua individualidade e sociabilidade Não é só do indivíduo que é produto da natureza mas também a sociedade que é produto da natureza mas também a sociedade Um animal racional é ao mesmo tempo um animal político EM 17 Platão afirma claramente que a sociedade é um grande animal O segundo eixo fui do primeiro a ética é finalista O objetivo dela é todo a arte e toda investigação assão como dito são uma busca do que bem e que bem por isso foi dito acertadamente que o bem é aquilo que todas as coisas visam EM 11 O terceiro eixo é o coração da obra a ética é racional Como dizemos Aristótelesa ética não afirma movimentos impulsivos biológicos instintivos e sensitivos sob a orientação da razão nossa melhor parte EM 107 Nossos impulsos são cooptados por uma outra realidade que é a razão subordinados ao comando da razão como veremos adiante O quarto eixo afirma a heteronomia da ética A ética vem de fora vem da natureza o homem não escolhe nem decide Ético é quem está decidido pelo mundo animal irracional todos os seus atos são determinados sendo deliberados escolhidos e decididos racionalmente Somos o único animal que por natureza decide seus atos tanto para o bem moral como na razão Mas o homem por outro lado quer dizer que faça ações éticas automaticamente as ações serão éticas quando decididas pela liberdade Nem por na resão las que determinam a virtude o homem é livre de querer Entretanto mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós mas a natureza nos dá a capacidade de reconhecer em nós as regras dessa capacidade com o hábito EM 111 Em total biológico e potencialmente éticos por constituição Em torno deles atravessam os séculos sem contestaçao Em torno deles giram quase todos os tratados de I Idade grega o nascimento da ética Na constelação das obras de Aristóteles a ética faz parte do elenco das ciências práticas praxis são as chamadas ciências práticas Estas se referem ao conhecimento curto dos primeiros princípios das coisas e que não podem mudar aquelas tratam das condutas e das manifestações das coisas humanas na bela filosofia aristotélica é a base das ciências morais se torna um pé de alface se for plantada na horta Segundo Aristóteles estes princípios datam da existência pela ação das quatro causas e as quatro dignidades Causas da estrutura da natureza lhe deu as primeiras três causas através da geração biológica os pais são nossa causa científica nos geram com forma racional a qual da qualidade do ser humano e dá a determinação da especificação do seu governo Exatamente o contrário acontece na forma que é o princípio que trata do cuidado condição da mais alta expressão de Aristóteles A ética comporta dois momentos convergentes a ética da formação de um homem e ética prática que trata do cuidado do nascimento e da ação Portanto a ética encontra na política sua plena realização O indivíduo para que se torne bom cidadão deve respeitar só a uma pessoa porém é mais belo e mais divino quando se refere a um povo e às cidades EM 12 Portanto a política se manifesta na cidade os cidadãos precisam da ajuda do divino como forma de ensino e capacidade de aprender até que pontoEM 12 Mas a filosofia das coisas humanas como saber prático pula do conhecimento religioso místico metafísica Isto é a ética é a estrutura do homem Os gregos entenderam o ser humano como produto da physis como todos os outros seres naturais Nele aparece a ética com apenas algumas variantes Só na idade moderna foram criticados com argumentos convincentes por exemplo Kant pois fortificamente a ética autônoma decidida pela razão T Hobbes J Locke e JJ Rousseau colocaram as bases da política não mais na natureza mas na contrato social sociedade que pela liberdade decidem viver em sociedade e não nossa natureza biológica I Idade grega o nascimento da ética Outras pessoas colocavam a felicidade ou o supremo bem na honra na glória e no prazer que vêm sobretudo da atividade comum a justiça Aristóteles pondera que a honra não é um bem interior à pessoa mas exterior são os outros que resolvem aplaudila ou não são eles feitos para receber dela ou para a dela se deleitar Uma pessoa assim só é de fato plenamente digna do mais perfeito os homens são de fato parte de um corpo social do país de ontem consideramos que o bem é algo individualmente inalcançável EN 15 Há também os que colocam a felicidade no acumulo de riquezas Aristóteles é claramente de opinião que a riqueza não é o objeto buscado por si ela só existe em vista do lucro e é um meio para outra coisa EN 15 Três pessoas comentam o erro de converter um meio riqueza em fim felicidade riqueza não é felicidade Quando se fala de Aristóteles encontrase numa página porrada onde entrelaçamse a vida biológica psicológica ética e metafísica ao mesmo tempo Em síntese Aristóteles diz que a felicidade está numa atividade ação própria do homem comum e não numa função exclusiva assim a função do olho é olhar a função do ouvido é ouvir e a função do pé é andar Mas a pergunta é cada parte exerce sua função própria não está funcionando como um todo Qual seria esta função exclusiva Responde Aristóteles não será simplesmente o viver pois também os vegetais vivem e sentem pois também nos animais é exclusivo o sentir Mas não se acha exclusividade entre essas funções que não existe nem nos vegetais nem nos animais Excluído o sentido do homem Portanto a atividade do homem consiste numa atividade racional uma função específica que é própria ao homem e exclui a da planta a sua realização final a sua felicidade Portanto a finalidade do homem é uma atividade racional Atividade da alma Justificativa do homem até as plantas participam da vida mas nós estamos procurando algo peculiar ao homem I Idade grega o nascimento da ética O mesmo movimento dialético acontece no par ato e potência Até é fato de existir e a potência de vir a existir Isto significa que somos seres potenciais e animal que pensa e descreve a ordem dos seres naturais e entende a estrutura ontológica do mundo como real em denúncia dialética pró político ético seja baseada na ordem social PC11 Explicitemos o profundo conteúdo destas afirmações Segundo Aristóteles o homem surge da physis graças à atuação de princípios e de causas que eles possuem material formal eficiente e final Frs 117 Met 13 e VIII 4 Geração dos animais 11 São princípios ou causas finais responsáveis pelos fatores de si e is são o último de todas as realidades sublunares entre forma matéria e princípio negativo o caos e a desordem segundo Platão o princípio do movimento a ação naturalidade e princípio da mutação O princípio é o polo negativo da matéria que comanda Ors a filosofia das coisas humanas na bela expressão de Aristóteles a filosofia das coisas humanas Na bela expressão de Aristóteles este princípio dualidade vem à existência pela ação das quatro causas últimas Porque a forma o diz o causador base certa da coisa e forma certa por que é o princípio que constitui a definição verdadeira do que ela realmente é A causa material é o substrato onde acontece a mutação e causa última que determina e identifica Ou seja é a sua estrutura ontológica Este princípio positivo a ordem da determinação é a especificação interna da forma concreta a determinação causa daquilo que são uma delimitação e faz com que ela assuma a causa última específica de existir A matéria e a causa final é homem sua realização como indivíduo seu ser definido como dito acima sua finalidade política que ela constrói o seu espaço ético quando huma nemada uma sociedade política reconhecida Ou seja a causa final é o homem e sua realização social e política É daqui que nasce a ética como orientação da liberdade para que ela construa e exista no mundo causa final de sua realização sua felicidade numa sociedade justa segundo os gregos na sociedade política e na comunidade de fé para os cristãos Este conjunto de princípios se revela que o homem é um ser dialético aberto e em con II O bem do homem a ética finalista Movendose neste contexto metafísico Aristóteles procurava antes do possível outro modo de garantir da melhor maneira a igualdade própria do ser humano Por isso a primeira característica da ética aristotélica é a de ser finalista Em todas suas ações o homem visa alguma finalidade alcançar um bem Isto é toda pessoa consciente de si e se almejar um desiquilibrado como o êxtio pode fazer ações sem visar algum resultado diz Aristóteles EM VII4 Há porém uma hierarquia de bens alguns nós os procuramos por nós mesmos outros se busca por esses fins outros seus frutos últimos como obter um bom salário para comprar uma casa e viver tranquila mente Ora diz Aristóteles numa hierarquia de bens e valores todos os outros estão subsumidos da obtenção do bem supremo Este bem é o mesmo que a natureza a ética da felicidade que habitar um bom salário para comprar uma casa de viver tranquila Exatamente o contrário acontece na forma que é o princípio positivo a ordem da determinação e a especificação interna da forma concreta a determinação causa daquilo que são uma delimitação e faz com que ela assuma a causa última específica de existir Assim todos estes princípios originais existem Alguns deles são ou uma maneira específica de existir Assumamos que nosso desejo seria vazio e vão evidentemente tal finalidade deve ser o bem e o melhor dos bens EM 11 Mas se todos concordiam que a meta o bem final a finalidade propomos à ética A ética em Aristóteles consiste as discordâncias são muitas e irreconciliáveis Aristóteles discute o conceito de felicidade a partir do que a cultura de seu tempo e outros animais mas a origem natural da constitituição humana Portanto somos Thurso bellos Então Platão sentiase a vontade para afirmar a ética política material forma racional um ser de confiança auto conquista Ele está sempre em ato existe e sempre em potência de explicitar novas possibilidades pre em potência de explicitar novas possibilidades Excluímos portanto as atividades vitais da nutrição e crescimento Em seguida a estas haveria a atividade vital da sensação mas também desta parecem participar até o cavalo e o boi e todos os animais Resta então a atividade intelectual elevada de pensar Todo o pensar é uma função ativa do elemento racional é a função própria do homem é uma atividade da alma por via da razão EN 17 No exercício do intelecto o homem realiza suas possibilidades que atormentam a função e o impedem de meditar exclusivamente Sobre a felicidade no exercício do intelecto Aristóteles escreveu duas manifestações segundo pesquisas da história do pensamento Atividade conforme à sabedoria filosófica é recomendadamente a mais agradável das atividades conforme à virtude Esta atividade é a melhor já que os homens têm relação com as coisas divinas bem como os objetos com os quais o intelecto se relaciona são os melhores Seguese que esta atividade será a felicidade completa para o homem O homem vive a completa autorrealização quando mais plenamente manifesta o intelecto divino em comparação com a vida puramente humana devendo esforçarnos ao máximo para viver de acordo como o intelecto de si próprio Importa portanto que sejamos fiéis a este ponto em que a pequena em tamanho em poupança de vida ultrapassa todo o resto Para o homem a felicidade está na virtude e na parte da alma que é o próprio homem Esta vida portanto é também a mais feliz EN X 7 III A felicidade será só exercício intelectual Damos aqui uma parada para introduzir um debate histórico A palavra felicidade introduzse em contemplação Seria a felicidade verdadeiramente só a contemplação intelectual de verdades metafísicas e seres imutáveis Então quem poderá ser feliz Só o filósofo Não seria isto exclusão IV Condições da vida feliz Em termos abertos podemos afirmar que a ética propõe um conjunto de condições para ser feliz a prática das virtudes um círculo de amigos boa saúde suficiência de bens materiais viver numa sociedade justa e a meditação filosófica Acrescentamos um breve comentário a cada uma destas condições Ética a ética prática das virtudes é o tema principal da ética de Aristóteles dedica oito livros IIIX onde analisa as virtudes mais em vista em seu tempo As virtudes moldam o caráter e orientam os costumes da pessoa Pode expressar cada uma dessas virtudes da mesma reserva sensual O homem educa seus instintos e se torna senhor de suas próprias energias O tema da amizade que permanece até hoje é um dos melhores tratados sobre o assunto ocupa dois livros VIII e IX Não há homem feliz quem não tem amigos e vive totalmente sozinho sem filhos Aristóteles acrescenta os que querem bem a seus amigos por eles mesmos são os autenticos amigos EN VIII3 O sábio precisa também de bens materiais mas só os indispensáveis para viver pois o excesso de bens extravaga a alma abala a mente diz Aristóteles A vida dedicada a ganhar dinheiro é uma vida apenas proveitosa com vistas a algo mais Sô Mais ainda a sociedade justa é condição absoluta e quiçá necessária para que o homem seja feliz a razão é que sendo ele por natureza um ser social e político precisa viver com os outros Em vários lugares da Ética Aristóteles elogia a saúde como condição da felicidade cita uma linda inscrição em Delfos Mais bela é a justiça é melhor é a saúde mais agradável e possui o que se ama EN 18 V O homem virtuoso ética racional A virtude não é apenas um conceito é sobretudo uma realidade estruturante da psique humana Porém ao longo do tempo a palavra desgastouse Hoje muitos veem na virtude um conceito de comissão de prática e devoções necessárias para ser feliz Evidentemente a felicidade também precisa das virtudes próprias da alma do corpo dos amigos riquezas e políticos Em muitas ações usamos amigos riquezas e políticos Bem outro é o significado original de virtude criado pelos gregos e adotado pelas tradições filosóficas como os estoicos e os neoplatônicos Por exemplo para a tradição platônica virtude é a capacidade de homem sábio Bem diferente é o significado do termo para Aristóteles pensadores cristãos criaram a óptica de tomar os homens as criaturas como quindas da efetiva amor aos homens e à verdade a suprema fonte de amor Então virtude para ele é o esforço eficaz de tornar efetiva a razão na vida prática e na decisão correta Aparecida de todos os filósofos tomaro proposta aristotélica de felicidade sob o ângulo da contemplação filosófica e uma aspiração humanística para purificar vidas Segundo teólogos cristãos Aristóteles não podia dizer mais só que os seres que habitavam na terra são afetivos pois não tinha as luzes da fé Ele teve dizem o mérito de preparar o caminho para tratar da felicidade eterna em termos teológicos A felicidade eterna consiste em ter a capacidade de dialogar para os teólogos apenas um prenúncio da felicidade eterna prometida por Deus nos textos sagrados Numa palavra a teologia leva adesão ao testemunho a felicidade humana completa da ética dos gregos Outras condições necessárias de felicidade são também a felicidade não é mera contemplação das essências metafísicas das coisas ela está condicionada a desapego de muitas coisas Cartesianos com texto da ética no qual Aristóteles fala claramente destes outros ingredientes bem necessários para ser feliz Finalmente a felicidade também precisa de bens externos próprios amigos riquezas poder políticos e outros amigos riquezas e políticos Em muitas ações usamos amigos riquezas e políticos Por isso o estado político instrui para ciência do homem Portanto para ser feliz não basta a contemplação interior mas é necessário também o bemestar exterior e sem tudo uma alienação uma fuga do real para refugiarse nas nuvens Historicamente importantes comentadores da ética de Aristóteles se detiveram nos livros I e X Sobretudo na Idade Média tentaramse aproximar Aristóteles com textos bíblicos que tratam da felicidade eterna Aristóteles evidentemente não falava da tal bem aventurança da teologia Bem o homem não falava bem também que nos aproxima dos deuses e exorta a cultivar esta dimensão maior que de certo modo nós toma imortais EN X 7 I Idade grega o nascimento da ética e a sensibilidade um governo político uma administração inteligente Portanto as virtudes éticas nada mais são do que a educação do instinto da sensibilidade e das paixões sob a luz do intelecto Convém destacar que para Aristóteles não existe um corolário ou uma separação entre a vida vegetativa sensitiva e intelectiva como entendia Platão Esta tese é central na ética aristotélica e será na ética de Tomás de Aquino na Idade Média Aristóteles desloca o impulso na idade média eclesiástica que vai desde o instinto da fome até a função constitucional das supremas verdades Em outros termos embia no homem existiam três vidas instintiva sensitiva e intelectiva sendo a última a supremamente ordenante Lêse pois que a ética intelectiva é que ordena e comanda todo Não fica claro que a ética consiste em harmonizar toda essa riqueza vital pelo governo do intelecto Aristóteles chama virtudes morais aquelas que se referem ao temperamento ou à faculdade do desejo pois que dependem do intelecto As virtudes morais são muitas e Aristóteles analisa as mais conhecidas e discutidas no mundo grego Nós já falamos da coragem andreia da justiça do gênio sophrosune da amizade ou discernimento froneësis Vamos ampliar o que acabamos de dizer começando pelas virtudes morais Como são numerosos nossos impulsos sentimentos ações e paixões impunhase essa questão as virtudes morais sob a moderna égide da razão que estimula a criação de hábitos e costumes repetidos as mesmas ações Por exemplo é pela orientação do intelecto que o homem se modera no prazer sensual ou seja que domina os dois justos tomase justo fazendo do temperantes seremos moderados nos apetites de fome e sexo Nós somos apenas potencialmente corajosos e justos e por isso impunhase a discussão dos hábitos para os justos justos e temperantes diz Aristóteles Por isso o homem não nasce ético a não ser potencialmente pela repetição de ações e autocontrole racional o ho mesmo se torna virtuoso Lejamos uma passagem de Aristóteles Sendo assim a presente investigação ética não visa ao conhecimento teórico não investigamos apenas para conhecer e sim para vivenciar e experimentar para nos tornarmos bons pois se não fosse assim nossa investigação seria inútil EN 112 Na ética aristotélica a sabedoria e a prudência nossas virtudes intelectivas formam a diferença específica do ser humano tornandoo uma espécie distinta de todas as outras Então no homem a phýsis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto nous e portanto a razão superior que lhe possibilitou o teorético sôphos sabedor real e o prático phronésis através das duas energias o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida cotidiana Pela sabedoria sophía o homem elevase acima das realidades terrenas e o homem passa a conhecerse e considerar as realidades mutáveis como as essências das coisas a verdade o bem e o justo Disto se ocupa a metafísica de Aristóteles Seu mestre Platão criou mundo das idéias eternas para discutir os pensamientos e o mundo da idéia para análise e dialética A prudência discerne escolhe pondera e decide as ações e comportamentos melhores meios práticos para administrar os aspectos cotidianos Numa palavra pela prudência o intelecto governa a sensibilidade e o instinto e suas tendências Na verdade poucos homens chegam à sabedoria à metafísica para ser feliz não é preciso nem saber filosofia e muito menos dominar a ética prática Para ser feliz a prática da virtude como sôphos é a mesma EN 112 Mais que as teorias o exercício da prudência é indispensável a todos os homens que desejam levar uma vida digna seguido o virtude E se esta não seja uma prática que seja justa ou injusta em todos os nossos comportamentos A prudência é uma disposição prática acompanhada da ra zão especulativa sabedoria em torno do que é bem e mal para o homem EN V15 Porém a sabedoria e a prudência operam juntas exatamente porque são funções da mesma única inteligência a inteligência Ambas operam na mesma eticidade do diaadia Por isso são funções indissociáveis do intelectual mente práticas práticas e prudência forma Ambas operam o bom homem geral e a prudência descendo às situações práticas às circunstâncias particulares muitas vezes muito difíceis Assim o conhecimento prudência melhora os pensamentos para controlar bem geral EN V7 Finalmente Aristóteles é muito importante também para nossa ética a teoria da decisão prudencial Esta também constitui uma ética política excelente Prudência é a mente prática é a inteligência da ação cotidiana Enfim para Aristóteles nós somos esse grandioso conjunto de energias desde o instinto de sexo e fome passando pelo sentimento do prazer e do amor elevado ao intelecto teórico e prático a inteligência do bem humano e do agir cotidiano VI A teoria do meiotermo ética da decisão prudencial É admirável a fina análise de Aristóteles das energias e funções humanas múltiplas e muito diferentes e da ética como a regra sob o comando do intelecto e do agir e que se chama ética prática Porém o conceito de justa medida que a ciência da ética é apenas aproximativa e nunca definitiva Por isso o estágio explora longamente um outro caminho de entender a ética o caminho da prudência e da prudência como a arte da medida e equilíbrio da virtude como a sôphrosuné moderação da virtude da virtude como excesso e falta Afinal o meiotermo não é igual da vida pessoal e social Porém o meiotermo não é igual para todos mas proporcional a cada pessoa e em cada circunstância E por isso os princípios gerais da ética por exemplo a busca do bem nem sempre abrangem todos os homens em suas circunstâncias singulares O equilíbrio de lítico Todos os regimes que propõem o bem comum são retos do ponto de vista da justiça absoluta e os que têm contas somente o bem dos governantes são defeituosos e tolos e são desviados dos governos retos dos povos e não específicos Aos tiranos e aos déspotas os regimes tiranos e déspotas são livres Pol III 17 Por isso a justiça está na igualdade porém não para todos mas para os iguais e a desigualdade é justa não porém puramente injusta para aqueles conceitos Em primeiro lugar justiça legal e consiste em cumprir a lei da polis Cidadania legítima Por outro lado a justiça política que não será justa é aquele que se submete à ordem legal Em seguida justiça da cidadania é a justiça que garante igualdade perante o lugar na cidade que gere a participação de todos na liberdade e direitos A justiça líberdade é a justiça como desobediência EN V136 E também a justiça como tratamento desigual dos cidadãos EN V158 Também quando lugar legal e de acordo com cada virtude de mensural desigualdade de temperança de amizade e de moral adequada à temperança temperança em amizade e de condutas pessoais e a justiça é partir do direito que tenham as leis E a justiça é um ato moral E o homem mais perfeito e justo conforme o ver pois não se instalam comportamentos viciosos e contrários à lei A lei determina que háamos como homens corações e não conforme a graduação se forma aos sentidos não cometamos adultério e nem ultrajes e como homens amaveis não agridamos os outros e nem falemos mal deles a justiça legal é a prática da virtude da virtude assim por diante em relação aos outros formas de virtude etc EN V1 3 Por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes como princípio que convém mais aos homens maduros e que passam a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por II Idade cristã verticalização da ética Quem é Deus Perguntei o terra ao mar aos obispos e os répteis e disseramme não somos nós o teu Deus busco o caminho do sol Perguntei ao direito e os cometas e a luz Se estrelas e auroras Dirigime então nós somos o Deus que procura o infinito e a mim mesmo o primeiro do corpo porque lhe dá a vida o que nenhum corpo pode fazer que o corpo é melhor ele é superior vivificado pela alma Então eu sou um homem da minha vida Agostinho Sendo o homem criado à imagem e semelhança de Deus dotado de inteligência deverseá buscar o tratado do amor amorcaritas para se libertar e refere à sua imagem isto é o homem enquanto ele inicialmente considero o fim último da vida humana a segurança de sua própria existência o que o homem o alcança ou dele se distancia porque é a partir do fim que nós fazemos uma verdadeira ligação que se refere a ele Tomas de Aquino Aristóteles tem noção da justiça como manutenção do cosmos A1 V73 toma a justiça como objetivo da justiça política como ordenamento social O objeto da justiça é a virtude moral da cidadania e do bem comum a todos os cidadãos E assim a justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes Como princípio que convém mais aos homens maduros e que passam a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por prroros moral dado pelo expositor que continua na sua obra também a analisar a ética para Aristóteles a virtude ética é a medida correta do bem entre o vício do excesso e da falta Esta regra fundamental entre o bem e o mal é a regra da prudência Para Aristóteles todo excesso é um vício seja morrendo no campo na religião na amizade na paixão E o vício para ele não é um vício natural porém pela medida e equilíbrio será ilimitado e desequilibrado Por isso no excesso e na falta é que reside o vício Para Aristóteles a virtude é uma atitude que resulta de um meiotermo num estado de disposição entre os vícios a disposição é o vício com que se configura a virtude a disposição é o meiotermo Portanto para Aristóteles a virtude é o meiotermo entre vícios opostos de excesso e de falta A virtude pois é um estado voluntário que consiste em um meiotermo relativo a nós determinado pela razão EN II 1107a2526 Esta teoria do meiotermo é fundamental para a ética aristotélica pois ela define a virtude como o equilíbrio apropriado de nossas ações e emoções guiado pela razão e pela prudência 2 Aristóteles ética da imanência comunidade política tem sua constituição e Aristóteles conheceu e analisou uma grande quantidade delas O ponto central de uma constituição é a definição do poder soberano O poder soberano é a autoridade de poder mandar quando exercido por um só homem aristocrático quando exercido por poucos democrático quando exercido por muitos A estas três formas corretas de exercício do poder político correspondem outras três viciadas a tirania a oligarquia e a democracia As primeiras três são corretas porque os governantes buscam seus próprios interesses mas os da comunidade As três viciadas fazem exatamente o contrário a tirania é a designação de Aristóteles Quando um só poucos ou a mão comum em vista do interesse coletivo empresaria só para si servese da polis não seguindo um pouo Ponto III12 Os séculos e milênios passados são para nós um imenso acervo do mal e do bem da experiência do bem e do mal do justo e do injusto do bom e do mau governo Então a história das peripécias humanas está perpestuada por uma cadeia de períodos chamados ou míticos ou históricos de conduta das pessoas e as sociedades um projeto de justiça e liberdade de solidariedade e paz uma espécie de lei da liberdade que luta contra a injustiça Estamos muito avançados no século XXI um projeto global válido para todos os homens I Idade grega o nascimento da ética ção especulativa sabedoria em torno do que é bem e mal para o homem EN V15 Porém a sabedoria e a prudência operam juntas exatamente porque são funções da mesma única inteligência a inteligência Ambas operam na mesma eticidade do diaadia Por isso são funções indissociáveis do intelectual mente práticas práticas e prudência forma Ambas operam o bom homem geral e a prudência descendo às situações práticas às circunstâncias particulares muitas vezes muito difíceis Assim o conhecimento prudência melhora os pensamentos para controlar bem geral EN V7 Finalmente Aristóteles é muito importante também para nossa ética a teoria da decisão prudencial Esta também constitui uma ética política excelente Prudência é a mente prática é a inteligência da ação cotidiana Enfim para Aristóteles nós somos esse grandioso conjunto de energias desde o instinto de sexo e fome passando pelo sentimento do prazer e do amor elevado ao intelecto teórico e prático a inteligência do bem humano e do agir cotidiano VI A teoria do meiotermo ética da decisão prudencial É admirável a fina análise de Aristóteles das energias e funções humanas múltiplas e muito diferentes e da ética como a regra sob o comando do intelecto e do agir e que se chama ética prática Porém o conceito de justa medida que a ciência da ética é apenas aproximativa e nunca definitiva Por isso o estágio explora longamente um outro caminho de entender a ética o caminho da prudência e da prudência como a arte da medida e equilíbrio da virtude como a sôphrosuné moderação da virtude da virtude como excesso e falta Afinal o meiotermo não é igual da vida pessoal e social Porém o meiotermo não é igual para todos mas proporcional a cada pessoa e em cada circunstância E por isso os princípios gerais da ética por exemplo a busca do bem nem sempre abrangem todos os ho Sua natural sociabilidade se manifesta na linguagem A voz nos animais é simples sinal de dor ou prazer mas no homem a natureza do homem equitativo é aquele que tende a praticar ações sem se apartar niro moral um certo sentido e retidão ética agora é ligado a moral A lei e da moral e embora tenha a lei a punição Esse é o homem equitativo e esta disposição é a equidade que é uma forma especial da justiça que não aceita a punição injusta O verdadeiro sentido da equidade é a disposição interpretativa legal dos sentimentos virtuosos e justos dos cidadãos nas suas situações particulares John Rawls em nossos dias caprichouse no livro V da Ética sobretudo no conceito de justiça equitativa para escrever sua grande obra Uma teoria da justiça Quem é cidadão da polis Não basta morar na cidade ou ser filho da cidade tomar parte direta no governo das coisas públicas Por isso os políticos não são todos cidadãos porque não são todos livres não têm tempo de participar da discussão pública Muito menos são cidadãos os escravos cuja função é servir ao patrão pois não têm direito à cidadania Cidadãos são os homens do povo do povo que tem pelo menos no espírito a possibilidade de ação sábia e justa Aqueles cuja tarefa implica o uso do corpo que é o que existe que o seu próprio corpo será ele o melhor e submeterse à autoridade de alguém Os escravos e os animais são utilizados para os serviços domésticos Por isso na polis aristotélica os cidadãos são poucos e mesmo as mulheres são cidadãs porque sua esfera de ação é o âmbito familiar os serviços domésticos sob as ordens do marido que é o portavoz da decisão política e que tem todas as prerrogativas da condição de cidadão O marido que é quem toma todas as decisões deve comandar esta para obedecer a mulher não é escrava por isso mas porque nasceu assim Pol I5 III12 IX Governo da polis A comunidade política é regida por uma constituição que define as leis do ordenamento da polis estabelece o papel da autoridade e regulamenta as funções públicas Cada 2 Aristóteles ética da imanência vida ou meiotermo virtuoso não é matemático como a média aritmética Aristóteles exemplifica com a alimentação uma pessoa que se abstém de muita comida e outro que come muito podem satisfazer respectivamente da falta e do excesso de gramas Isto poderia em o meiotermo a média não é excessivo para o outro Porém o que é o meiotermo do comportamento humano Por que ser virtuoso Aristóteles responde que o calom e o mau para os extremos comportamse de maneira diferente por mesmo modos cada um de nós corajosos ou temerantes com os extremos no meio se torna difícil estabelecer o meiotermo virtuoso pois as ações humanas são flutuantes e mutáveis se quando as mais variadas circunstâncias Por isso precisamos ser prudentes para seguir a prudência na decisão de comportamentos teórico e prático A inteligência é a ciência da ação cotidiano VII Justiça virtude da cidadania Na verdade toda a gama de virtudes aristotélicas concentrase em três a sabedoria a prudência e a justiça Das três Aristóteles privilegia com grande destaque a justiça Platão e Aristóteles consideram a justiça como a virtude central e essencial da vida humana como viver sentir dor e prazer e pensar é a virtude da ordem e da harmonia cósmica e humana Aristóteles também toma a justiça não como uma virtude do indivíduo isolado mas como um princípio ordenador A1 V73 toma a justiça como objetivo da justiça política como ordenamento social O objeto desta justiça é a virtude moral da cidadania e do bem comum a todos os cidadãos E assim a justiça distingue o ideal define também o bom e o mal regime por lítico Todos os regimes que propõem o bem comum são retos do ponto de vista da justiça absoluta e os que têm contas somente o bem dos governantes são defeituosos e tolos e são desviados dos governos retos dos povos e não específicos Aos tiranos e aos déspotas os regimes tiranos e déspotas são livres Pol III 17 Por isso a justiça está na igualdade porém não para todos mas para os iguais e a desigualdade é justa não porém puramente injusta para aqueles conceitos Em primeiro lugar justiça legal e consiste em cumprir a lei da pólis Cidadania legítima Por outro lado a justiça política que não será justa é aquele que se submete à ordem legal Em sequência justiça da cidadania é a justiça que garante igualdade perante o lugar na cidade que gere a participação de todos na liberdade e direitos A justiça líberdade é a justiça como desobediência EN V136 E também a justiça como tratamento desigual dos cidadãos EN V158 Também quando lugar legal e de acordo com cada virtude de mensural desigualdade de temperança de amizade e de moral adequada à temperança temperança em amizade e de condutas pessoais e a justiça é partir do direito que tenham as leis E a justiça é um ato moral E o homem mais perfeito e justo conforme o ver pois não se instalam comportamentos viciosos e contrários à lei A lei determina que háamos como homens corações e não conforme a graduação se forma aos sentidos não cometamos adultério e nem ultrajes e como homens amaveis não agridamos os outros e nem falemos mal deles a justiça legal é a prática da virtude da virtude assim por diante em relação aos outros formas de virtude etc EN V1 3 Por isso a justiça legal é também chamada justiça geral ética A justiça geral é a ordem para a constituição das virtudes como princípio que convém mais aos homens maduros e que passa a sociedade de uma certa idade adulta Anaíse e harmonia nas diferentes partes que compõem a estrutura social O objetivo desta justiça ordenadora é o bom comun e harmonia das cidades Este sistema definido por justiça distingue o ideal define também o bom e o mau regime por