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CAPÍTULO 18\nNEUROSE OBSESSIVA: UM RITUAL ENTRE EROS E TANATOS\nEUREMA GALLO DE MORAES\nEste trabalho de verdade não consegue, ainda, revelar e invisibilizá-lo, não se pode dar tudo. Sempre falte uma pista, aprisionada no recalcanço, um ímpeto impedido de viver, tão intenso é a oposição do imaginário.\n(Maud Mannoni, 1993, p. 21)\nREFLEXÕES ATUAIS\nA tarefa de revisar esse capítulo para a quarta edição do livro Neurose – Leituras psicanalíticas tornou-se um dispositivo, na direção de reflexões tanto em torno dos enunciados teóricos como em suas manifestações clínicas, além de proporcionar a reflexão, sempre necessária, ao exercício de escuta.\nComo psicanalista, tenho descoberto a riqueza em transitar no compasso do andar nômade. Este movimento nômade, termo cunhado e apresentado por Daniel Kupermann (2008), facilita ao psicanalista a construção da autonomia de um caminho pavimentado no território de ideias, nas inquietações da prática e em reformulações teóricas. Depende-se das contribuições do autor que a transferência primária, no campo psicanalítico, tem o efeito de manter o pensamento exigindo por meio das diferentes posições de leituras e interpretações, as quais se encontraram na convivência com a diver-\n371 sidade dos espaços institucionais. Neste movimento nômade temos como psicanalistas \"a possibilidade de transferir de forma múltipla no âmbito institucional da psicanálise, permitindo, assim, que se preserve a singularidade da experiência analítica no processo de formação\" (Kupermann, p. 54). Compartilho com a sua crítica atenta e consistente ao engessamento das ideias, da obediência ao padronizado e da servidão transferencial.\nNo entanto, é possível encontrar na experiência de transferência nômade a operação que regula os investimentos exigidos na atenção silenciosa da escuta e o entusiasmo que proporciona a valiosa reciprocidade de debates entre colegas. A atividade de psicanalisar nesta esteira, em trocas de qualidade no exercício do psicanalista, nos proporciona a internalização de uma \"companhia\" criativa e suficientemente boa.\nA escolha desta via facilita no encontro com os pares, o desencontro com as certezas, neste terreno firme-se a originalidade da psicanálise, que é interrogar-se psicanaliticamente sobre o seu presente e sobre o seu porvir. André Green (1990), na introdução do livro A nova psicanálise e a teoria de Freud, escreveu: \"Creio, em efeito, que Freud aparafusou um longo período de interrogação que o que continua a pressão das circunstâncias (guerra); a modificar tanto a condição psíquico como suas concepções sobre patogênia\" (p. 11). Logo, são nas interrogações que se firma o compromisso de cada psicanalista com a psicanálise.\nAssim, penso que a incansável e inervável crise da psicanálise não está no interior de seu consistente corpo teórico, mas, sim, nos mesmos descartados com os quais printamos a psicanálise que colocamos em prática: como um livro, precisamos, como psicanalistas, de revisões atualizadas, não a carta de erros, mas para psicanaliticamente interrogar-nos.\nO TEMA\nA psicopatologia é um terreno irregular. Estabeleci quando lista sintomas; confirma no manual e etiqueta a pessoa, fazendo quando, a partir de uma escuta, configura-se uma história singular, na qual o protagonista relata um padecer que se expressa em uma força repetida, que enfraquece a sua autonomia e fortalece os seus impedimentos.\nA psicopatologia é o campo das indagações, das incertezas, das hipóteses, da dor e do sofrimento, que se organizam e se expressam em\n372 uma dinâmica de ser que é única, que é própria daquele sujeito. E somente assim pode ser considerada no encontro entre analista e analisando, para viabilizar um processo analítico aberto a possibilidades.\n\nEstou aqui para que eu possa me desvencilhar dos meus paradigmas... minha vida é alicerçada em paradigmas, investigações, verdades absolutas, vivo preocupado em provar que estou certo, quando encont0 uma opção... (Paulo, em abril de 1999)\n\nPara escutar o pedido de Paulo, é preciso desvencilhar-se das certas teóricas, do enquadramento dos sintomas, das grades enfeurjadas da técnica, e experimentar o efeito vertigem, que proporciona revisar a obra de Freud, porque as contribuições contemporâneas a Psicanálise, e as descobertas no confronto com outras formas de pensamento. Para Rosenfeld, \"a vertigem traz suas próprias estruturas, nos interfere sobre nosso modo de pensar e de ser, sendo de uma forma firme, nossas convicções\" (Rosenfeld, 2001, p. 1). Sob este efeito é possível flexibilizar a técnica, dar abertura a além, sendo também possível alçar-se a conceitos implícitos em nossa prática, assim, ocupando como satisfação e\n\nÉ o pensar, dentro do modelo metapsicológico - ou fantasior metapsicologicamente, na expressão de Freud (1915/1990) -, que permite esta desenvolvimento clínica e assegura o compreensão do analisando como resultado de uma história vivida na constituição edípica, atravessada pelo recalque e seus retornos, desejos, sonhos, sexualidade,\nrepresentações inconscientes e representações de si mesmo, enfim, esse material em intensa e constante produção no sujeito torna a sua organização psíquica única.\n\nA consistência de suas considerações, Hornstein (2000) afirma \"uma psicopatologia psicanalítica tenta aprender certas constelações teóricas, vinculando-as aos conflitos subjacentes e à trama metapsicológica\" (p. 25). E, sem dúvida, uma perspectiva que utiliza a Psicanálise como método, exige dos analistas atividade em relação ao analis.\n\nE à sensação de vertigem, a atitude que inquieta e abala nossas crenças. Por um lado, legítimo o legado de Freud; por outro, exige a capacidade de ampliar o herdado e ter, também, um compromisso de um questionar contínuo, só assim, acredito, possamos desfrutar o lugar de analista - adulto, aquele que pensa, não para encontrar certezas, mas para brincar com as dúvidas, que ao criar hipóteses, vislumbram possibilidades, que, ao considerar as diferenças, encontra a singularidade do outro.\n\nÉ justamente nesse eixo que está a possibilidade de construir uma psicopatologia como disciplina teórica: encontrar e investigar aqueles sistemas de relação que, se correspondem a estruturas organizadas por certas determinações complexas, expressam formas diferenciadas de configurar as experiências dentro de uma gama positiva que, secundariamente, tendem à solidificar-se ainda mais em um sobre-esforço adaptativo.\n\nEncontro em Psicopatologia - Seus fundamentos dinâmicos, de Paz (1979), uma afirmação relevante.\n\nA formação neurótica é uma trama de significações, cuja letra traz-nos a rede de determinações que resulta, centralmente, do investimento primário como o lugar das influências para a análise, demonstrando possibilidades e culturas, constituindo um percurso a ser acompanhado por toda a experiência vivida que, se diz de familiar e idiossincrásica, nos constitui e nos torna singular, (Paz, 1979, p. 25).\n\nO estudo das neuroses será, assim, o das estruturas de relação que constituem junto com as fantasias predominantes que as caracterizam, e que, sob a lente dos textos metapsicológicos, cuja qualidade é a de proporcionar a liberdade de pensar, estaremos nos accordando da singular que entra em jogo, e o que torna cada caso único. Propondo performances, o caminho da neurose obsessiva, quem sabe um verdadeiro labirinto, as suas passagens revelam intensidade de angústia, elucubrações paralisantes, dúvidas em relação à capacidade de amar, o prazer em estado de conflito por uma sexualidade atrapalhada. A neurose obsessiva manifesta uma alteração na economia de investimentos psíquicos, os quais produzem sofrimento psíquico e apontam para os impasses do sujeito com o seu desejo inconsciente. Ao acompanhar a\nescuta deste padecer, no interior do campo promissor da transferência, viabiliza-se a transformação desta economia psíquica em investimentos que amplien recursos para si mesmo e, consequentemente, o sujeito possa reconfigurar as suas modalidades de convivência e descobrir muitas alternativas em estar com o outro.\n\nCONCEITO: UM CAMINHO NECESSÁRIO\n\nA troca de correspondência entre Freud e Fliess é uma linha paralela ao desenvolvimento da Psicanálise, e ao percorrê-la, é como se estivéssemos assistindo a um debate de ideias; algumas, transformaram-se em conceitos relevantes, outros, motivaram longas discussões e também mostraram a empolgação inovadora, mas principalmente no cúmulo das dúvidas, em torno uma carta em que Freud, referindo-se às diferenças entre neurose histérica e neurose obsessiva, escreve:\n\n\"Imagine-se pressionado, entre outras coisas, a seguinte condição: indiscutivelmente um trio que contém a istância; de uma experiência sexual primária (antes da puberdade) em meio ao asco e o susto, no que concerne à experiência de desejo obsessiva, que essa experiência se diga de um prazer pré-sexual. A neurose obsessiva é a consequência de um prazer pré-sexual, que depois se transforma em recobrinação.\" (Freud, 1950/1990, p. 263)\n\nEvidentemente, estamos, aqui, no contexto da teoria da sedução, ou seja, o trauma sexual infantil. No entanto, já está sublinhado que, ao contrário da histérica, em que o sintoma se manifesta primordialmente no corpo, na neurose obsessiva o sujeito sofre dos pensamentos. O tempo da Psicanálise está marcado pela dedicação de Freud às investigações que alinhavam argumentos consistentes à sua proposta de compreensão ao padecimento neurótico; ilustra este momento a apresentação do material clínico do Homem das ratas. Em uma das reuniões das famosas quartas-feiras, Freud (1909/1990) retoma o tema da neurose obsessiva dentro de uma explicação etiológica, fundamentada em sua nova teoria da sexualidade, em que a origem da neurose é um conflito psíquico. A partir deste histórico clínico Freud (1909) apresenta a formação do sintoma na neurose obsessiva, as ideias obsessivas seriam produtos de um compromisso. O encontro do sujeito com o sexo é traumático, e na neurose obsessiva é acompanhada por um excesso de prazer que acarreta culpa e autoescriminação. O recalque indevido sobre a representação do trauma e o ato é deslocado para uma ideia substitutiva. Desta modo, o sujeito obsessivo é atormentado pela autoexcriminação sobre acontecimentos aparentemente comuns e irrelevantes. Para Freud, neste momento teórico de 1909, a sua compreensão da ideia obsessiva é correta em relação ao afeto e à categoria, mas é falha em função do deslizamento e da substituição por analogia, a ideia obsessiva pode estar em contrariedade de qualquer lógica, contudo, sua força compulsiva é inevitável. Mas, na publicação dos Três ensaios sobre a ciência da sexualidade, quando ressalta na sexualidade, Freud (1905/1990) afirma que o erotismo anal que domina a organização sexual do obsessivo e também observável nas práticas religiosas. Ao estabelecer a analogia entre a religião - cujos rituais são portadores de um sentido - e o cerimonial do obsessivo - onde estes mesmos rituais correspondem apenas a uma significação neurótica -, Freud caracteriza a neurose como uma religião individual e a religião como uma obsessão universal. Evidenciamos, entre 1907 e 1926, alterações importantes na direção de esclarecer o conceito da neurose obsessiva. obsessivos se comportam como se as pessoas e coisas impossíveis fossem portadores de uma perigosa infecção, pronta a contagiar, por via de contato, a tudo o que se encontre em sua proximidade\" (Freud, 1931/1912-13/1990, p. 35). A função deste tabu é evitar o contato com o objeto, seja de investimento amoroso - Eros, seja de investimento agressivo, destrutivo - Tanatos.\n\nA ambivalência é uma marca importante no tabu de contato: a pessoa quer e ao mesmo tempo tem aversão em tocar. Temos que pensar que a proibição é expressa e consciente; por outro lado, o prazer do contato é inconsciente por ação do recalque, assim, a proibição deve a sua intensidade, justamente, no elo com a sua contraparte inconsciente: \"O prazer não sufocado que persiste no escondido\" (Freud, 1913/1990, p. 35). Por essa via, a neurose obsessiva também nos ensina sobre a natureza e o funcionamento do inconsciente.\n\nA neurose obsessiva situase na regressão ao estágio sadico-anal do desenvolvimento libidinal, a partir daí que são modeladas as relações com o objeto. São relações parciais, o obsessivo é capaz de um amor parcial, isto implica, sem dúvidas, um respeito relativo à individualidade do outro; ao mesmo tempo, assevera a sua gratificação narcissista. Ribeiro (2001) reforça: tenham que partilhar com outras pessoas\" (p. 24), a investigação deste importante autor aponta as diversas formas de inibição desta neurose que questionavelmente tem algo a ver com um deslizamento do íbido para a zona anal. O resultado deste deslizamento e da fixação do agressivo sadico-anal e a ambivalência de seus investimentos pulsionais, e, em consequência, as tendências destrutivas e hostis como o objetivo, assim \"a preponderância do erotismo anal sobre o genital torna o \"inibitivo e impetuoso\" (Abraham, 1921, p. 29). Não se esqueceu de que estas colocaram-se distantes de manifestações de amizade, formam um objetivo em relação à confiança e evitam confirmar tentativamente gostos que expressem afeto. Acreditando que tudo e todos precisam estar classificados; listados, compilados em registros e traçados em diagramas. O nefrótico obsessivo reconheceu-se nesta forma nebulosa de classificação. Freud (1908/1990) afirma que o nefrótico obsessivo apresenta três traços que evidenciam seu caráter obsessivo: são particularmente pronunciados, compreendem o interesse pela sua tripla: \"não amor e não sexualidade conjunta, não podendo em parceria se que se transforme facilmente em avareza e um desejo que pode tornar-se uma ira rebelde.\n\nMais tarde, no artigo sobre A predisposição ao neurótico obsessivo, Freud (1930/1990) apresenta esta reflexão:\n\nAs neuroses, por um lado, apresentam concordâncias inquestionáveis e profundas com as grandes produções da arte, da religião e da filosofia; por outro, aparentam como distintores teóricos. Poderíamos afirmar: não se trata simplesmente de uma imagem artística, uma neura de compulsão; e de uma religião, a uma obsessão universal. E evidentemente, entre 1907 e 1926, alterações importantes na direção de esclarecer o conceito da neurose obsessiva. forças que induzem a atos contraditórios\" (p. 127). É no paradoxo de seu padecer que o obsessivo inscreve a modalidade inusitada de seu viver. A investigação teórica freudiana sobre este tema e as contribuições dos estudos sobre o caráter anal desenvolvidos por Karl Abraham apontam que a neurose obsessiva está relacionada a uma regressão da vida sexual ao estádio anal do desenvolvimento e, por essa via, que se mostram as faces do ódio, do amor e da elaboração de uma moral severa.\n\nEncontra-se também no conceito de pulsão de morte, que toma corpo no interior das reformulações propostas em conflito, sintoma e angústia (Freud, 1925[1925]/1990), a compreensão da relação entre o sadismo (regressão sadico-anal) e a pulsão de morte neste padecimento neurótico. Congruentes desta intensidade de forças, a irização sádica e a destrutividade, obrigam que a apalhetagem psíquica arme um contra-ataque defensivo cujo desdobramento tem efeito de paralisante e elasticidade do ego. Desta modo, o obsessivo perfil-se para a ação, encontro nos pensamentos e sendo alvo de reflexões de palavras, de cujas bases está tudo sob controle, no entanto, a mínima dúvida provocada retorna atrás o seu território psíquico.\n\nEm 1925, sob os indícios da segunda tópica, este eixo teórico permite a observação de que o neurótico obsessivo tem o seu ego aterrorizado pelas ameaças de punição do superego, juiz implacável nos processos que envolvem as demandas desenfreadas do id. E entre a exigência do superego e os desejos dominantes do id, o ego redefine-se na trama das formações relativas que se expressam no exato do escrúpulo, da piedade, da limpeza da culpa.\n\nO fio da meia é a configuração épica e, então, a ambivalência amor-ódio é a uma tentativa de administrar a proibição do incesto, o que era uma pulsão erótica transfigurou-se em compulsionais agressivas e a luta contra a sexualidade continua em cessar sob banner das ricas éticas\" (Freud, 1925/1990, p. 136).\n\nE pertinente interrogar sobre a economia das relações amor-ódio com a finalidade de ampliar a compreensão deste trâmite de investimentos. A criança, na história do obsessivo, não se identifica com os pais, mas sim, com o super ego, o distorço e força que remonta na rejeitada efeito da geração anterior - o pai primitivo - aquele mais exigente, mais cruel, mais tanático, \"mas também objeto de maior culpabilidade, pois

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A partir deste histórico clínico Freud (1909) apresenta a formação do sintoma na neurose obsessiva, as ideias obsessivas seriam produtos de um compromisso. O encontro do sujeito com o sexo é traumático, e na neurose obsessiva é acompanhada por um excesso de prazer que acarreta culpa e autoescriminação. O recalque indevido sobre a representação do trauma e o ato é deslocado para uma ideia substitutiva. Desta modo, o sujeito obsessivo é atormentado pela autoexcriminação sobre acontecimentos aparentemente comuns e irrelevantes. Para Freud, neste momento teórico de 1909, a sua compreensão da ideia obsessiva é correta em relação ao afeto e à categoria, mas é falha em função do deslizamento e da substituição por analogia, a ideia obsessiva pode estar em contrariedade de qualquer lógica, contudo, sua força compulsiva é inevitável. Mas, na publicação dos Três ensaios sobre a ciência da sexualidade, quando ressalta na sexualidade, Freud (1905/1990) afirma que o erotismo anal que domina a organização sexual do obsessivo e também observável nas práticas religiosas. Ao estabelecer a analogia entre a religião - cujos rituais são portadores de um sentido - e o cerimonial do obsessivo - onde estes mesmos rituais correspondem apenas a uma significação neurótica -, Freud caracteriza a neurose como uma religião individual e a religião como uma obsessão universal. Evidenciamos, entre 1907 e 1926, alterações importantes na direção de esclarecer o conceito da neurose obsessiva. obsessivos se comportam como se as pessoas e coisas impossíveis fossem portadores de uma perigosa infecção, pronta a contagiar, por via de contato, a tudo o que se encontre em sua proximidade\" (Freud, 1931/1912-13/1990, p. 35). A função deste tabu é evitar o contato com o objeto, seja de investimento amoroso - Eros, seja de investimento agressivo, destrutivo - Tanatos.\n\nA ambivalência é uma marca importante no tabu de contato: a pessoa quer e ao mesmo tempo tem aversão em tocar. Temos que pensar que a proibição é expressa e consciente; por outro lado, o prazer do contato é inconsciente por ação do recalque, assim, a proibição deve a sua intensidade, justamente, no elo com a sua contraparte inconsciente: \"O prazer não sufocado que persiste no escondido\" (Freud, 1913/1990, p. 35). Por essa via, a neurose obsessiva também nos ensina sobre a natureza e o funcionamento do inconsciente.\n\nA neurose obsessiva situase na regressão ao estágio sadico-anal do desenvolvimento libidinal, a partir daí que são modeladas as relações com o objeto. São relações parciais, o obsessivo é capaz de um amor parcial, isto implica, sem dúvidas, um respeito relativo à individualidade do outro; ao mesmo tempo, assevera a sua gratificação narcissista. Ribeiro (2001) reforça: tenham que partilhar com outras pessoas\" (p. 24), a investigação deste importante autor aponta as diversas formas de inibição desta neurose que questionavelmente tem algo a ver com um deslizamento do íbido para a zona anal. O resultado deste deslizamento e da fixação do agressivo sadico-anal e a ambivalência de seus investimentos pulsionais, e, em consequência, as tendências destrutivas e hostis como o objetivo, assim \"a preponderância do erotismo anal sobre o genital torna o \"inibitivo e impetuoso\" (Abraham, 1921, p. 29). Não se esqueceu de que estas colocaram-se distantes de manifestações de amizade, formam um objetivo em relação à confiança e evitam confirmar tentativamente gostos que expressem afeto. Acreditando que tudo e todos precisam estar classificados; listados, compilados em registros e traçados em diagramas. O nefrótico obsessivo reconheceu-se nesta forma nebulosa de classificação. Freud (1908/1990) afirma que o nefrótico obsessivo apresenta três traços que evidenciam seu caráter obsessivo: são particularmente pronunciados, compreendem o interesse pela sua tripla: \"não amor e não sexualidade conjunta, não podendo em parceria se que se transforme facilmente em avareza e um desejo que pode tornar-se uma ira rebelde.\n\nMais tarde, no artigo sobre A predisposição ao neurótico obsessivo, Freud (1930/1990) apresenta esta reflexão:\n\nAs neuroses, por um lado, apresentam concordâncias inquestionáveis e profundas com as grandes produções da arte, da religião e da filosofia; por outro, aparentam como distintores teóricos. Poderíamos afirmar: não se trata simplesmente de uma imagem artística, uma neura de compulsão; e de uma religião, a uma obsessão universal. E evidentemente, entre 1907 e 1926, alterações importantes na direção de esclarecer o conceito da neurose obsessiva. forças que induzem a atos contraditórios\" (p. 127). É no paradoxo de seu padecer que o obsessivo inscreve a modalidade inusitada de seu viver. A investigação teórica freudiana sobre este tema e as contribuições dos estudos sobre o caráter anal desenvolvidos por Karl Abraham apontam que a neurose obsessiva está relacionada a uma regressão da vida sexual ao estádio anal do desenvolvimento e, por essa via, que se mostram as faces do ódio, do amor e da elaboração de uma moral severa.\n\nEncontra-se também no conceito de pulsão de morte, que toma corpo no interior das reformulações propostas em conflito, sintoma e angústia (Freud, 1925[1925]/1990), a compreensão da relação entre o sadismo (regressão sadico-anal) e a pulsão de morte neste padecimento neurótico. Congruentes desta intensidade de forças, a irização sádica e a destrutividade, obrigam que a apalhetagem psíquica arme um contra-ataque defensivo cujo desdobramento tem efeito de paralisante e elasticidade do ego. Desta modo, o obsessivo perfil-se para a ação, encontro nos pensamentos e sendo alvo de reflexões de palavras, de cujas bases está tudo sob controle, no entanto, a mínima dúvida provocada retorna atrás o seu território psíquico.\n\nEm 1925, sob os indícios da segunda tópica, este eixo teórico permite a observação de que o neurótico obsessivo tem o seu ego aterrorizado pelas ameaças de punição do superego, juiz implacável nos processos que envolvem as demandas desenfreadas do id. E entre a exigência do superego e os desejos dominantes do id, o ego redefine-se na trama das formações relativas que se expressam no exato do escrúpulo, da piedade, da limpeza da culpa.\n\nO fio da meia é a configuração épica e, então, a ambivalência amor-ódio é a uma tentativa de administrar a proibição do incesto, o que era uma pulsão erótica transfigurou-se em compulsionais agressivas e a luta contra a sexualidade continua em cessar sob banner das ricas éticas\" (Freud, 1925/1990, p. 136).\n\nE pertinente interrogar sobre a economia das relações amor-ódio com a finalidade de ampliar a compreensão deste trâmite de investimentos. A criança, na história do obsessivo, não se identifica com os pais, mas sim, com o super ego, o distorço e força que remonta na rejeitada efeito da geração anterior - o pai primitivo - aquele mais exigente, mais cruel, mais tanático, \"mas também objeto de maior culpabilidade, pois

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