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A945 Avaliação em psicologia positiva recurso eletrônico Organizador Claudio Simon Hutz Dados eletrônicos Porto Alegre Artmed 2014 Editado também como livro impresso em 2014 ISBN 9788582710876 1 Psicologia 2 Psicologia positiva I Hutz Claudio Simon CDU 1599 A autoestima representa um aspecto avaliativo do autoconceito e consiste em um conjunto de pensamentos e sentimentos referentes a si mesmo Tratase portanto de uma orientação positiva autoaprovação ou negativa depreciação de voltarse para si mesmo e nessa concepção ela é a representação pessoal dos sentimentos gerais e comuns de autovalor Kernis 2005 A autoestima tende a ser estável ao longo do tempo e em diferentes contextos na vida adulta Pelo menos na cultura ocidental ela é um constructo correlacionado positivamente à satisfação de vida Diener Diener 1995 Alguns estudos têm demonstrado que a autoestima se correlaciona negativamente com depressão Orth Robins Roberts 2008 e positivamente com indicadores de ajustamento emocional e com a utilização de estratégias de coping apropriadas Kernis 2005 De forma geral altos escores de autoestima associamse a humor positivo e a percepção de eficácia em relação a domínios importantes para a pessoa Branden 1994 Por isso é possível que alta autoestima geralmente indique que saúde mental habilidades sociais e bemestar Hewitt 2009 enquanto baixa autoestima está associada com humor negativo percepção de incapacidade delinquência depressão ansiedade social Heatherton Wyland 2003 transtornos alimentares e ideação suicida McGee Williams 2000 Ademaïs Juth Smith e Santuzzi 2008 verificaram que baixos escores de autoestima em pacientes crônicos foram importantes preditores de severidade de estresse e de sintomas referentes à asma e à artrite reumatoide Isso indi ca que mesmo sob condições adversas como doenças nesse caso a autoestima pode ser um fator de proteção que amenize as complicações decorrentes de patologias Na adolescência o estudo da autoestima é também importante porque se observa que nessa faixa etária além da relação positiva da autoestima com saúde mental há correlações significativas e elevadas entre ela rendimento escolar e aprovação social em praticamente todos os grupos étnicos e culturais Steinberg 1999 A autoestima é talvez a variável mais crítica que afeta a participação exitosa de um adolescente com outros em um projeto Mecca Smelser Vasconcelos 1989 Os adolescentes com baixa autoestima desenvolvem mecanismos que provavelmente distorcem a comunicação de seus pensamentos e sentimentos e dificultam a integração grupal Coopersmith 1989 Rosenberg 1989 É possível que o desenvolvimento da autoestima dependa do sucesso da interação com pares Para isso outras variáveis como traços de personalidade que também podem influenciar essas interações possivelmente a afetará Vários estudos utilizando o modelo de personalidade dos Cinco Grandes Fatores Big Five McCrae John 1992 verificaram associações entre ele e a autoestima Robins Tracy Trzesniewski e Potter 2001 avaliaram o grau dessas associações em uma amostra com milhares de participantes homens e mulheres de várias idades e etnias em vários países Os resultados mostraram correlações baixas de autoestima com socialização realização e abertura à experiência Eles observaram também correlações que variaram de r 020 a r 040 entre autoestima e extroversão e correlações moderadas entre autoestima e neuroticismoestabilidade emocional Estudos brasileiros p ex Zanon Teixeira 2007 corroboraram essas correlações em relação à estabilidade emocional neuroticismoinstabilidade emocional e abertura à experiência Mais recentemente um estudo realizado por Zanon Pacico Bastianello e Hutz submetido demonstrou elevada correlação negativa de autoestima com neuroticismo r 067 e confirmou correlações com outras facetas da personalidade Em suma a pesquisa sugere que pessoas mais angustiadas irritadiças ansiosas traços do fator neuroticismo apresentam menores escores de autoestima que pessoas que buscam reforçamentos positivos por meio de interações sociais traços que caracterizam o fator extroversão e socialização Com base na descrição dos estudos apresentados podese concluir que ter uma visão positiva do self ou um autoconceito elevado alta autoestima é importante e desejável uma vez que sujeitos com essas características acreditam viver em um mundo onde são respeitados e valorizados Heatherton Wyland 2003 Contudo a autoestima não está fortemente correlacionada com felicidade ou sucesso Dawes 1994 Segundo Hewitt 2009 a alta autoestima surge do reconhecimento positivo por pares e outros considerados significativos como pais e professores Nesse sentido intervenções que foquem o aumento da autoestima por si só podem ser ineficazes Para Hewitt condições que propiciem um funcionamento humano adequado como senso de segurança e aceitação dentro do campo social também promoverão aumento da autoestima O estudo da autoestima gerou uma vasta literatura internacional nas últimas décadas e a Escala de Autoestima de Rosenberg Rosenberg 1989 tem sido um dos instrumentos mais utilizados Blascovich Tomaka 1991 Heatherton Wyland 2004 No Brasil esse instrumento foi originalmente adaptado e validado para pesquisa por Hutz 2000 e reavaliado por Hutz e Zanon 2011 O trabalho de 2011 mostrou que a escala que vinha sendo usada continuava válida e atualizou normas Essa versão tem sido utilizada por vários pesquisadores mas observese que Avanci Assis Santos e Oliveira 2006 publicaram outra versão dessa escala adaptada para adolescentes A escala apresentada neste capítulo foi validada a partir de uma amostra de 1151 estudantes conforme descrito por Hutz Zanon 2011 e por uma amostra de 498 adultos com curso superior a partir de um estudo realizado por Vazquez em preparação para submissão A amostra de adultos inclui participantes de 20 estados brasileiros Nesse sentido é uma amostra muito abrangente e permite um grau de confiança maior no uso da tabela de normas para esse grupo desde que os adultos tenham completado o ensino superior Informações detalhadas sobre os procedimentos de validação e resultados da análise fatorial com a amostra de estudantes estão descritas em Hutz e Zanon 2011 Em breve será publicada uma nota técnica com as análises referentes à amostra nacional de adultos Os autores do capítulo podem ser contatados por aqueles que desejarem receber essas informações É importante mencionar porém que os resultados dos nossos estudos confirmam o resultado original de Rosenberg e os principais achados da literatura internacional Blascovich Tomaka 1991 Heatherton Wyland 2004 A escala de Rosenberg em sua versão brasileira Hutz 2002 Hutz Zanon 2011 é apresentada a seguir ESCALA DE AUTOESTIMA DE ROSENBERG Leia cada frase com atenção e faça um círculo em torno da opção mais adequada 1 Eu sinto que sou uma pessoa de valor no mínimo tanto quanto as outras pessoas 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 2 Eu acho que eu tenho várias boas qualidades 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 3 Levando tudo em conta eu penso que eu sou um fracasso 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 4 Eu acho que sou capaz de fazer as coisas tão bem quanto a maioria das pessoas 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 5 Eu acho que eu não tenho muito do que me orgulhar 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 6 Eu tenho uma atitude positiva com relação a mim mesmo 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 7 No conjunto eu estou satisfeito comigo 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 8 Eu gostaria de poder ter mais respeito por mim mesmo 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 9 Às vezes eu me sinto inútil 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente 10 Às vezes eu acho que não presto para nada 1 Discordo totalmente 2 Discordo 3 Concordo 4 Concordo totalmente Para obter um escore para cada respondente da escala atribuise 1 para Discordo Totalmente 2 para Discordo 3 para Concordo e 4 para Concordo Totalmente Antes de somar os itens os em negrito 3 5 8 9 e 10 devem ser invertidos Para inverter os itens sua pontuação deve ser alterada 14 23 32 41 Ou é possível fazer a inversão realizando a operação 5 pontuação do item IMPORTANTE Para aplicar a escala remova o negrito Todos os itens devem ter a mesma aparência detalhes são oferecidos em Hutz e Zanon 2011 A questão das diferenças de gênero na autoestima merece alguma discussão Diferenças de sexo em autoestima têm sido objeto de numerosos estudos nas últimas três décadas e não há consenso na literatura Porém desde o início da década de 1990 há indicações de que as fontes primárias de autoestima são diferentes para homens e mulheres Mulheres parecem ser mais afetadas por relacionamentos enquanto homens são mais afetados por sucesso e realizações Stein Newcomb Bentler 1992 Há também evidências de que mulheres apresentam insatisfação mais elevada com sua imagem corporal do que homens Heatherton 2001 Imagem corporal é um dos componentes da autoestima Heatherton Polivy 1991 e para citar um exemplo brasileiro em estudo em vias de conclusão Claudia Bandeira comunicação pessoal adolescentes do Rio Grande do Sul do sexo feminino apresentam o mesmo padrão de resultados encontrados por Heatherton 2001 Ainda nesse estudo Claudia Bandeira comunicação pessoal encontrou uma correlação elevada acima de 060 entre os escores da escala de Rosenberg e satisfação elevada acima de 060 entre os escores da escala de Rosenberg e satisfação com o corpo Diferenças de gênero em autoestima devem portanto ser vistas como contextuais e tratadas com alguma cautela Em nossos estudos Hutz Zanon 2011 Hutz Vazquez em preparação só encontramos diferenças sexuais em uma única faixa etária Por isso apresentamos uma tabela com normas para ambos os sexos para a faixa etária dos 16 aos 19 anos de idade Cada tabela apresenta escores brutos e escores percentílicos Como já mencionado o escore bruto é o escore obtido pela pessoa que respondeu à escala O escore percentílico indica a posição da pessoa em relação ao grupo ao qual ela pertence Por exemplo João um préadolescente com 11 anos de idade obtém um escore bruto igual a 28 Na Tabela 1 apropriada para essa faixa etária observase que esse escore corresponde ao percentil 50 Ou seja João está bem na média da sua faixa etária O percentil 50 indica que 50 dos respondentes têm escores mais baixos do que o obtido por João Já Fernanda também com 11 anos obtém um escore igual a 35 Na mesma Tabela 1 não há diferenças de sexo para autoestima nessa faixa etária observase que esse escore corresponde ao percentil 90 É uma diferença muito grande O escore bruto de Fernanda é superior ao de 90 dos jovens na sua faixa etária Outro exemplo Mário um adolescente com 14 anos obtém um escore bruto igual a 28 como o de João no exemplo anterior Mas agora ainda na Tabela 1 porém da coluna referente à faixa etária de 13 a 15 anos observamos que o percentil correspondente ao escore bruto 28 é 45 Ou seja Mário tem um escore que é superior ao de 45 dos adolescentes Ele está ligeiramente abaixo da média Como pode ser visto na tabela a média é 293 Observe porém que logo abaixo da média está informado o desvio padrão DP Nesse caso o desvio padrão da amostra é 413 O que significa isso É tentador dizer que isso Tabela 4 NORMAS PARA A FAIXA ETÁRIA DE 18 A 50 ANOS NÃO ESTUDANTES DE AMBOS OS SEXOS N 492 Percentil Escore bruto 5 20 10 24 20 28 25 29 30 30 35 31 40 32 45 33 50 34 55 35 60 36 65 37 70 37 80 39 95 39 M 329 DP 604 Tabela 1 NORMAS PARA FAIXAS ETÁRIAS DE 10 A 12 ANOS E DE 13 A 15 ANOS DE AMBOS OS SEXOS Faixa etária de 10 a 12 anos n 112 Percentil Escore bruto 5 22 10 24 20 25 30 26 45 27 50 28 55 29 65 30 70 31 75 32 85 33 90 35 95 36 95 M 286 DP 408 Faixa etária de 13 a 15 anos n 395 Percentil Escore bruto 5 23 10 24 15 25 25 26 35 27 45 28 50 29 60 30 70 31 75 32 80 33 85 34 90 35 95 37 M 293 DP 413 Tabela 3 NORMAS PARA A FAIXA ETÁRIA DE 20 A 30 ANOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE AMBOS OS SEXOS N 192 Percentil Escore bruto 5 10 10 11 20 12 25 13 30 14 35 15 40 16 45 17 50 18 55 19 60 20 65 21 70 22 75 23 80 25 85 27 90 29 95 31 M 189 DP 678 REFERÊNCIAS CLAUDIO SIMON HUTZ ORG

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