6
Psicanálise
UNINOVE
18
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
6
Psicanálise
UNINOVE
464
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
Texto de pré-visualização
CONECITOS DA PSICANÁLISE\nFobia\nIVAN WARD CONECITOS DA PSICANÁLISE\nFobia\nIVAN WARD\nEditor da série Ivan Ward UMA PONTE LONGE DEMAIS: A REAÇÃO FOBICA\nImagine que você vai cruzar a ponte Hungerford, em Londres, com alguém que sofre de geofobia - medo de atravessar pontes. Ao sair da estação subterânea e subir os degraus de pedra que levam à ponte, a pessoa que está com você começa a falar com nervosismo o seu desejo de parar de cruzá-la. Chegando à ponte, o corpo já seu acompanhamente começa a se enrigecer, a cabeça imóvel e o olhar fixo à frente. Depois de alguns passos, ele começa a se segurar a sua mão e a cada vez mais forte à medida que avança pela ponte. Você repara que ele não con- segue deixar de olhar pelo canto do olho para a água lá embaixo, sobretudo para o vão entre a passarela de pedestres e a ponte de metro à que ela se liga. Sinais evidentes de pânico dominam o seu amigo quando vocês chegam ao meio da ponte: muito suor, respiração ofegante, taquicardia, músculos retesados e olhos arregalados de medo. Você tenta dizer algo para acalmá-lo. \"Fique quieto!\" – diz ele. Toda a energia dele se concentra no que ele fará depois. De repente, solta todo ar dos pulmões e relaxa o corpo. Afrouxa o aperto na sua mão e começa a andar com mais confiança. \"O que aconteceu?\" – pergunta você. \"Fico bem quando passo de medida\" – diz ele – \"e você não para de pensar como é que surge uma bola dessas.\n\nBALBÚRDIA: A CIÊNCIA DO IRRACIONAL\nA maioria das pessoas não questiona por que uma criança tem medo do escuro ou por que uma pessoa detesta tomate. Passamos por cima da resposta emocional ao suposto estímulo. \"Detesto tomate.\" Damos a essa frase simples uma relação causal enganosa como a resposta psicológica condicionada em \"detestar\" o da preocupação de que a reação exagerada de Hamlet diante da morte do pai. Ele não percebia que um dia os pais morreriam? A reação de Hamlet é bastante desproporcionada em relação aos fatos apresentados, e esse é, segundo T. S. Eliot, um dos motivos por que Hamlet, de William Shakespeare, não é uma obra-prima. Não faz sentido. É desproporcionada. Não existe nenhum \"correlativo objetivo\" que lhe dê sentido! Mas o que para Eliot é uma falha artística é para Freud uma prova do inconsciente. A desproporção entre o estímulo da experiência e a reação exagerada é justamente o que indica a influência do nível de significado e de interpretação, tanto no texto como no leitor.\n\nEle pode-se dizer o mesmo das fobias. Ao declarar o objeto, a fobia assume um papel a desafiar a morte – a psicanálise justifica seu conceito de inconsciente em seu método de investigação pela associação livre. Com isso veem outras ideias que se entrelaçam: uma fobia é uma forma de fuga. Lembrem-se das áreas então cuidando do seu redor. Escrevendo no período entre as guerras, Ernest Jones não foi muito indulgente. \"Quanta atenção, por exemplo\" – pergunta ele, se poderia considerar normal em alguém que esteve sob bombardeio eterna durante a guerra ou, sobretudo, em alguém que esteve na situação aterradora do próprio frente batida, sem associar ambos a fatores patológicos?\n\nEntusiasmando-se, continua ele:\nNós casos, a generosidade tende a fazer concessões imerecidas diante da situação e a considerar as respostas da própria natureza e divindades; e onde será um estado de mais crítico examinando esse mais rigor? Parece-me que assim observá-lo crê mesmo um pouco, mas não crê? para agir; está pronto para implodir. Está aterrorizado com alguma coisa, mas sua atenção não está voltada para nenhum perigo identificável. Ele se encontra numa estado mental esquisito, que não faz sentido porque sua vida não está ameaçada. Não faz sentido no que se sabe sobre a seleção natural.\n\nA reação fóbica contém elementos de todas as incompatibilidades, discrepâncias e incoerências a que Ernest Jones se refere. As fobias não \"fazem sentido\". São um medo irracional. E é essa característica peculiar que a torna acessível à ciência do irracional – a psicanálise.\n\nCHARLES E ALFRED: TEORIAS DA FOBIA\n\nNão é fácil dizer por que, em determinada situação, surge uma fobia e não uma inibição, ou um síntoma somático ou um estado de angústia. Os acontecimentos psíquicos têm muitas causas – \"superdeformidades\", como Freud as classifica. Para qualquer resultado no desenvolvimento existe um jogo complexo de forças que sequer podem se manifestar, e é impossível prever como um dado cairá. Contudo, as fobias e os fenômenos fóbicos são típicos durante certos períodos da infância, e as fobias de adultos frequentemente podem ser identificadas em formas que as precedem. Há duas hipóteses não psicanalíticas acerca das fobias que alcançaram o status \"senso comum\". A primeira é uma teoria biológica, segundo a qual as fobias – como o medo de aranhas, cobras e lugares altos – são resquícios do nosso passado evolutivo e remontam a perigos reais enfrentados por nossos ancestrais. manifestam seu medo de raios e cor vermelha; em \u201cUm Corpo Que Cai\u201d, o policial que deixara o parceiro e desde então sofria de medo de altura apai- xona-se pela moça errada; em \u201cQuando Fala o Coração\u201d, a psiquiatra sem passado inexplicável e branco de uma toalha de mesa. Quando perguntavam a próprio Hitchcock se ele tinha muito medo de alguma coisa, ele apenas respondia: \u201cSempre\u201d. Outras vezes, contava uma história da sua infância, Hitchcock sempre tinha medo de ficar sozinho, mas aos 6 anos, depois de fazer uma travessura em casa, seu pai, homem amado e delegacia com o filho, o zeloso cidadão plantou-lhe o bilhete e trancou o menino dentro de casa por alguns minutos. A partir desse dia, o menino aninhou-lhe uma lição importante: não fazer nada para ser preso. manifesta alguns anos depois do suposto incidente traumático ou não se saber do próprio incidente por meio dos pais. Ao localizar a fobia na situação traumática, descobre-se quase sempre um conjunto muito mais complexo de fatores. Num caso, o medo paralizante de pássaros e penas estava relacionado com o momento em que um pássaro entrou numa sala e não pôde sair. A criança estava com a avó, que não conseguia fazer nada enquanto o pássaro voava aterrorizado pela sala, batendo em móveis e objetos e espalhando penas pelo chão. A criança também ficou aterrorizada ao ver o esforço frenético do pássaro para escapar da sala e a atrapalhação do avô ajudou- a. A psicanálise desenvolveu os elementos dessa história e lhes deu o devido peso: o fator da impotência, da ausência da mãe, do medo do avô, o medo do ataque, a sensação de estar preso, do pássaro como metáfora (em algumas culturas e crenças populares) e do inóspito que insinua a vida emocional da pessoa, com tormentos inevitáveis, e mesmo uma torrente de sentimentos imminentes. Annie: Veja, Lydia gostava de mim. Isso é o que mais estra-nho. Na verdade, agora que não sou mais uma ameaça, mo-s temos boas antigas.\nMelanie: Então por que você contestou você?\nAnnie: Porque tenho medo.\nMelanie: Medo de que você iriasse Mitch...?\nAnnie: Não, não acho que fosse isso. Veja, eu não tem-\n- medo de perder o filho. Só sem medo de ser abandonada.\nMais adiante, na mesma cena, Melanie pergunta a\nAnnie: Você acha que eu digo isso?\nAnnie: Você é quem sabe.\nMelanie: Na verdade quando decidi e a Lydia, você quer ir?\nAnnie: Não sei incomode com a Lydia. Você quer ir?\nMelanie: Então vá.\nAnnie: Em silêncio. Melanie balança a cabeça devagar\ncorr... [\nMelanie: E o que foi?
6
Psicanálise
UNINOVE
18
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
6
Psicanálise
UNINOVE
464
Psicanálise
UNINOVE
1
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
11
Psicanálise
UNINOVE
Texto de pré-visualização
CONECITOS DA PSICANÁLISE\nFobia\nIVAN WARD CONECITOS DA PSICANÁLISE\nFobia\nIVAN WARD\nEditor da série Ivan Ward UMA PONTE LONGE DEMAIS: A REAÇÃO FOBICA\nImagine que você vai cruzar a ponte Hungerford, em Londres, com alguém que sofre de geofobia - medo de atravessar pontes. Ao sair da estação subterânea e subir os degraus de pedra que levam à ponte, a pessoa que está com você começa a falar com nervosismo o seu desejo de parar de cruzá-la. Chegando à ponte, o corpo já seu acompanhamente começa a se enrigecer, a cabeça imóvel e o olhar fixo à frente. Depois de alguns passos, ele começa a se segurar a sua mão e a cada vez mais forte à medida que avança pela ponte. Você repara que ele não con- segue deixar de olhar pelo canto do olho para a água lá embaixo, sobretudo para o vão entre a passarela de pedestres e a ponte de metro à que ela se liga. Sinais evidentes de pânico dominam o seu amigo quando vocês chegam ao meio da ponte: muito suor, respiração ofegante, taquicardia, músculos retesados e olhos arregalados de medo. Você tenta dizer algo para acalmá-lo. \"Fique quieto!\" – diz ele. Toda a energia dele se concentra no que ele fará depois. De repente, solta todo ar dos pulmões e relaxa o corpo. Afrouxa o aperto na sua mão e começa a andar com mais confiança. \"O que aconteceu?\" – pergunta você. \"Fico bem quando passo de medida\" – diz ele – \"e você não para de pensar como é que surge uma bola dessas.\n\nBALBÚRDIA: A CIÊNCIA DO IRRACIONAL\nA maioria das pessoas não questiona por que uma criança tem medo do escuro ou por que uma pessoa detesta tomate. Passamos por cima da resposta emocional ao suposto estímulo. \"Detesto tomate.\" Damos a essa frase simples uma relação causal enganosa como a resposta psicológica condicionada em \"detestar\" o da preocupação de que a reação exagerada de Hamlet diante da morte do pai. Ele não percebia que um dia os pais morreriam? A reação de Hamlet é bastante desproporcionada em relação aos fatos apresentados, e esse é, segundo T. S. Eliot, um dos motivos por que Hamlet, de William Shakespeare, não é uma obra-prima. Não faz sentido. É desproporcionada. Não existe nenhum \"correlativo objetivo\" que lhe dê sentido! Mas o que para Eliot é uma falha artística é para Freud uma prova do inconsciente. A desproporção entre o estímulo da experiência e a reação exagerada é justamente o que indica a influência do nível de significado e de interpretação, tanto no texto como no leitor.\n\nEle pode-se dizer o mesmo das fobias. Ao declarar o objeto, a fobia assume um papel a desafiar a morte – a psicanálise justifica seu conceito de inconsciente em seu método de investigação pela associação livre. Com isso veem outras ideias que se entrelaçam: uma fobia é uma forma de fuga. Lembrem-se das áreas então cuidando do seu redor. Escrevendo no período entre as guerras, Ernest Jones não foi muito indulgente. \"Quanta atenção, por exemplo\" – pergunta ele, se poderia considerar normal em alguém que esteve sob bombardeio eterna durante a guerra ou, sobretudo, em alguém que esteve na situação aterradora do próprio frente batida, sem associar ambos a fatores patológicos?\n\nEntusiasmando-se, continua ele:\nNós casos, a generosidade tende a fazer concessões imerecidas diante da situação e a considerar as respostas da própria natureza e divindades; e onde será um estado de mais crítico examinando esse mais rigor? Parece-me que assim observá-lo crê mesmo um pouco, mas não crê? para agir; está pronto para implodir. Está aterrorizado com alguma coisa, mas sua atenção não está voltada para nenhum perigo identificável. Ele se encontra numa estado mental esquisito, que não faz sentido porque sua vida não está ameaçada. Não faz sentido no que se sabe sobre a seleção natural.\n\nA reação fóbica contém elementos de todas as incompatibilidades, discrepâncias e incoerências a que Ernest Jones se refere. As fobias não \"fazem sentido\". São um medo irracional. E é essa característica peculiar que a torna acessível à ciência do irracional – a psicanálise.\n\nCHARLES E ALFRED: TEORIAS DA FOBIA\n\nNão é fácil dizer por que, em determinada situação, surge uma fobia e não uma inibição, ou um síntoma somático ou um estado de angústia. Os acontecimentos psíquicos têm muitas causas – \"superdeformidades\", como Freud as classifica. Para qualquer resultado no desenvolvimento existe um jogo complexo de forças que sequer podem se manifestar, e é impossível prever como um dado cairá. Contudo, as fobias e os fenômenos fóbicos são típicos durante certos períodos da infância, e as fobias de adultos frequentemente podem ser identificadas em formas que as precedem. Há duas hipóteses não psicanalíticas acerca das fobias que alcançaram o status \"senso comum\". A primeira é uma teoria biológica, segundo a qual as fobias – como o medo de aranhas, cobras e lugares altos – são resquícios do nosso passado evolutivo e remontam a perigos reais enfrentados por nossos ancestrais. manifestam seu medo de raios e cor vermelha; em \u201cUm Corpo Que Cai\u201d, o policial que deixara o parceiro e desde então sofria de medo de altura apai- xona-se pela moça errada; em \u201cQuando Fala o Coração\u201d, a psiquiatra sem passado inexplicável e branco de uma toalha de mesa. Quando perguntavam a próprio Hitchcock se ele tinha muito medo de alguma coisa, ele apenas respondia: \u201cSempre\u201d. Outras vezes, contava uma história da sua infância, Hitchcock sempre tinha medo de ficar sozinho, mas aos 6 anos, depois de fazer uma travessura em casa, seu pai, homem amado e delegacia com o filho, o zeloso cidadão plantou-lhe o bilhete e trancou o menino dentro de casa por alguns minutos. A partir desse dia, o menino aninhou-lhe uma lição importante: não fazer nada para ser preso. manifesta alguns anos depois do suposto incidente traumático ou não se saber do próprio incidente por meio dos pais. Ao localizar a fobia na situação traumática, descobre-se quase sempre um conjunto muito mais complexo de fatores. Num caso, o medo paralizante de pássaros e penas estava relacionado com o momento em que um pássaro entrou numa sala e não pôde sair. A criança estava com a avó, que não conseguia fazer nada enquanto o pássaro voava aterrorizado pela sala, batendo em móveis e objetos e espalhando penas pelo chão. A criança também ficou aterrorizada ao ver o esforço frenético do pássaro para escapar da sala e a atrapalhação do avô ajudou- a. A psicanálise desenvolveu os elementos dessa história e lhes deu o devido peso: o fator da impotência, da ausência da mãe, do medo do avô, o medo do ataque, a sensação de estar preso, do pássaro como metáfora (em algumas culturas e crenças populares) e do inóspito que insinua a vida emocional da pessoa, com tormentos inevitáveis, e mesmo uma torrente de sentimentos imminentes. Annie: Veja, Lydia gostava de mim. Isso é o que mais estra-nho. Na verdade, agora que não sou mais uma ameaça, mo-s temos boas antigas.\nMelanie: Então por que você contestou você?\nAnnie: Porque tenho medo.\nMelanie: Medo de que você iriasse Mitch...?\nAnnie: Não, não acho que fosse isso. Veja, eu não tem-\n- medo de perder o filho. Só sem medo de ser abandonada.\nMais adiante, na mesma cena, Melanie pergunta a\nAnnie: Você acha que eu digo isso?\nAnnie: Você é quem sabe.\nMelanie: Na verdade quando decidi e a Lydia, você quer ir?\nAnnie: Não sei incomode com a Lydia. Você quer ir?\nMelanie: Então vá.\nAnnie: Em silêncio. Melanie balança a cabeça devagar\ncorr... [\nMelanie: E o que foi?