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RESUMO A gestão da manutenção de frotas é uma atividade essencial para garantir a eficiência operacional especialmente no setor do agronegócio onde o transporte de insumos e produtos exerce influência direta sobre a produtividade Em pequenas empresas entretanto a ausência de procedimentos estruturados a falta de profissionais especializados e o uso predominante de práticas corretivas comprometem a disponibilidade dos veículos e elevam os custos operacionais Nesse contexto este trabalho tem como objetivo geral desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor do agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas Metodologicamente tratase de uma pesquisa de natureza aplicada com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A etapa qualitativa envolveu pesquisas bibliográficas entrevistas semiestruturadas e observação direta do processo de manutenção enquanto a etapa quantitativa consistiu na análise dos dados históricos de falhas quilometragem e custos além da comparação entre cenários preventivos e corretivos A partir desses procedimentos foi elaborada uma ferramenta de gestão baseada em planilhas eletrônicas construída com dados derivados dos parâmetros técnicos reais de uma frota de veículos operando em condições de uso severo preservados por questões de confidencialidade A ferramenta contempla o registro dos itens de manutenção o acompanhamento de quilometragens a estimativa de custos preventivos e corretivos e a geração automática de indicadores de desempenho Os resultados obtidos demonstraram que a adoção de rotinas preventivas estruturadas pode reduzir falhas inesperadas aumentar a disponibilidade dos veículos e proporcionar maior previsibilidade dos custos contribuindo para a melhoria da gestão da frota Concluise que o sistema desenvolvido apresenta potencial de aplicação prática em pequenas empresas do agronegócio oferecendo uma solução acessível e tecnicamente fundamentada para aperfeiçoar a gestão da manutenção Palavraschave Manutenção preventiva Gestão de frotas Agronegócio LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo16 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise 20 Figura 3 Planilha Falhas28 Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo29 Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm30 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo32 Figura 7 Disponibilidade média por veículo33 Figura 8 Dashboard da frota39 Figura 9 KPI consolidado41 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km 38 Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada40 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO4 2 REVISÃO DA LITERATURA9 3 METODOLOGIA15 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS21 CONCLUSÃO43 REFERÊNCIAS45 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO47 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO48 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO49 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO50 4 1 INTRODUÇÃO A manutenção de frotas desempenha um papel estratégico para empresas do setor do agronegócio cuja competitividade depende diretamente da eficiência logística Mesmo quando compostas por poucos veículos essas frotas são responsáveis pelo transporte de insumos deslocamento operacional e escoamento da produção sendo fundamentais para o bom desempenho das atividades agrícolas Nesse contexto falhas mecânicas inesperadas podem gerar interrupções nas operações atrasos na entrega e aumento expressivo dos custos problema especialmente crítico para micro e pequenas empresas que possuem estrutura enxuta e menor capacidade de absorver custos imprevistos Embora os benefícios da manutenção preventiva sejam amplamente documenta dos pela literatura clássica como a redução de falhas o aumento da confiabilidade e a diminuição dos custos corretivos Kardec Nacif 2012 Blanchard Fabrycky 1990 Matos 1999 sua implementação ainda enfrenta obstáculos significativos em pequenas empresas Entre os principais desafios estão a ausência de planejamento estruturado a falta de procedimentos formais de controle a resistência às mudanças organizacionais e a necessidade de investimentos iniciais em ferramentas de gestão Lima 2023 Essas limitações contribuem para que muitas empresas do agronegócio operem predominantemente sob um modelo reativo de manutenção intervindo apenas após a ocorrência das falhas Estudos apontam que organizações que adotam rotinas preventivas baseadas em inspeções periódicas e no acompanhamento sistemático das condições dos veículos conseguem reduzir de maneira expressiva a ocorrência de falhas inesperadas e otimizar seus custos operacionais Blanchard Verma Peterson 1995 Nesse sentido a transição de uma abordagem corretiva para uma abordagem preventiva representa não apenas uma prática técnica recomendável mas um diferencial competitivo para pequenas empresas do agronegócio aumentando a disponibilidade da frota a segurança das operações e a eficiência logística Diante desse cenário este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da implementação de um sistema simples de gestão da manutenção preventiva aplicável a pequenas empresas do setor agroindustrial Para isso desenvolvese uma ferramenta prática baseada em planilhas eletrônicas utilizando dados fictícios derivados de parâmetros técnicos reais dos veículos em respeito à 5 confidencialidade da organização inicialmente contatada A partir da revisão da literatura e da simulação do uso da ferramenta buscase demonstrar como práticas básicas e estruturadas de manutenção podem contribuir para a redução de custos operacionais para o aumento da disponibilidade dos veículos e para o aprimoramento da gestão da frota 11 TEMA Desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo em frotas de veículos que operam no setor do agronegócio 12 DELIMITAÇÃO DO TEMA Análise e desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo para uma frotas de veículos heterogenia composta tanto por veículos mais robustos com maior tração como a VW Amarock 2015 quanto por veículos mais economicos voltados para trajeto diário como o Fiat Uno 2010 Estes automóveis operam em contexto de uso severo como por exemplo o agronegócio e pertencem a empresas de pequeno a médio porte 13 PROBLEMA DA PESQUISA A gestão da manutenção pode ser definida como o conjunto de atividades técnicas administrativas e gerenciais destinadas a garantir que os equipamentos e instalações operem de forma eficiente segura e confiável Envolve o planejamento a execução o controle e a melhoria contínua das ações de manutenção ao longo do ciclo de vida dos ativos KARDEC NASCIF 2012 Essa área de estudo é amplamente difundida em empresas de grande porte como mostra os estudos de Reis Costa e Almeida 2006 porém para pequenas empresas Por outro lado esses mesmos estudos indicam que pequenas e médias empresas apresentam menor grau de formalização e maturidade em seus processos de manutenção De acordo com Reis Costa e Almeida 2006 enquanto grandes indústrias dispõem de setores estruturados procedimentos padronizados e uso consistente de indicadores de desempenho empresas de menor porte tendem a operar de forma mais reativa intervindo apenas quando ocorre uma falha Essa realidade é reforçada por Kardec e Nascif 2012 que apontam que a limitação de 6 recursos técnicos humanos e financeiros dificulta a implementação de rotinas preventivas e sistemas de controle sistematizados Como consequência pequenas empresas do setor produtivo frequentemente enfrentam custos mais altos decorrentes de paradas inesperadas além de perda de disponibilidade operacional e redução da vida útil dos equipamentos Nesse contexto é de suma importância discutir técnicas de gestão da manutenção que possam ser implementadas de forma eficaz em empresas de pequeno porte A adoção de práticas preventivas mesmo em organizações com recursos limitados pode representar uma alternativa viável para reduzir falhas inesperadas otimizar o uso dos equipamentos e aumentar a confiabilidade operacional Além disso a manutenção preventiva tem potencial para minimizar custos decorrentes de paradas não planejadas melhorar o desempenho dos ativos e auxiliar no planejamento das operações especialmente em setores cuja produtividade depende do cumprimento rigoroso de janelas operacionais como ocorre no agronegócio Diante disso surge o questionamento que orienta este estudo quais vantagens a adoção de um sistema de manutenção preventiva pode proporcionar em comparação a um modelo baseado em falhas para pequenas e médias empresas do setor do agronegócio 14 HIPÓTESES a O desenvolvimento de um sistema simples de manutenção preventiva tende a reduzir a ocorrência de falhas inesperadas aumentando a disponibilidade operacional dos veículos b A utilização de indicadores de manutenção mesmo em ferramentas de baixo custo baseadas em planilhas eletrônicas contribui para melhorar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial c A adoção sistemática de intervenções preventivas conforme os intervalos recomendados pelos fabricantes pode diminuir o impacto financeiro das manutenções corretivas em frotas que operam em condições de uso severo 15 JUSTIFICATIVA A manutenção preventiva assume papel fundamental na gestão de frotas especialmente em empresas que operam em condições de uso severo como ocorre 7 no agronegócio A aplicação sistemática de inspeções periódicas substituições programa das e acompanhamento do desgaste dos componentes permite reduzir a incidência de falhas inesperadas e aumentar a confiabilidade operacional dos veículos Entretanto muitas pequenas empresas ainda baseiam suas decisões de manutenção em intervenções corretivas atuando apenas após a ocorrência de falhas Essa abordagem reativa tende a elevar custos gerar paradas não planejadas e comprometer a continuidade das operações logísticas Nesse contexto a adoção de um sistema simples de manutenção preventiva justificase pela necessidade de melhorar o planejamento das intervenções aumentar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial Ferramentas de controle mesmo quando desenvolvidas em planilhas eletrônicas podem auxiliar no registro de informações na definição de intervalos de manutenção e no monitoramento dos veículos contribuindo para uma gestão mais organizada e eficiente No setor agroindustrial em que a disponibilidade da frota influencia diretamente o escoamento da produção e o cumprimento dos prazos tornar o processo de manutenção mais estruturado é um diferencial competitivo Assim este estudo se justifica por desenvolver uma ferramenta de baixo custo que pode ser implementada por pequenas empresas possibilitando maior controle sobre as rotinas de manutenção e potencial redução dos custos corretivos Dessa forma buscase demonstrar como um sistema simples e acessível pode apoiar a gestão da frota e contribuir para o aprimoramento das operações no contexto do agronegócio 16 OBJETIVOS 161 Objetivo Geral Desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor de agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas 162 Objetivos específicos a Identificar os principais problemas enfrentados na gestão de manutenção de uma frota que opera no contexto de uso severo em empresas de pequeno a médio porte 8 b Analisar boas práticas e estratégias de manutenção preventiva utilizadas em empresas do setor c Propor um plano de manutenção preventiva adequado à realidade do setor de intresse d Criar um sistema de gestão que possa ser facilmente adaptado para o uso de uma empresa do setor de estudo e Estruturar um sistema de indicadores eficiente que reflita a qualidade do processo de manutenção e a eficiência do uso da frota 9 2 REVISÃO DA LITERATURA O agronegócio é um dos setores mais dinâmicos da economia exigindo logística eficiente para garantir produtividade e competitividade o manejo de frotas se torna um elemento essencial pois permite a otimização dos recursos a redução de custos e o aumento da eficiência operacional Menezes 2022 A gestão de frotas no agronegócio envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos maquinários e produtos finais Tecnologias como sistemas de rastreamento via GPS sensores IoT Internet das Coisas e softwares de gestão permitem o controle em tempo real dos veículos prevenindo desperdícios e otimizando rotas ocasionando uma significativa redução nos custos operacionais como combustível e manutenção preventiva Outro aspecto relevante é a sustentabilidade por consequência de que a adoção de práticas mais eficientes contribui para a redução da pegada de carbono promovendo o uso consciente dos recursos naturais sendo o gerenciamento adequado das frotas uma forma de minimizar impactos ambientais ao reduzir a emissão de poluentes e o desperdício de combustíveis Santos Ferreira Ferreira 2023 Com o avanço da tecnologia e a busca por soluções mais sustentáveis a tendência é que esse segmento continue evoluindo trazendo ganhos tanto econômicos quanto ambientais para o setor Um manejo eficiente da frota no agronegócio melhora a previsibilidade das entregas garantindo a qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes devendo as empresas que investem em inovação e boas práticas logísticas como destaque no mercado aumentando sua competitividade e sustentabilidade Andrade 2025 A manutenção preventiva em frotas de veículos é um fator essencial para garantir a segurança eficiência e redução de custos operacionais sendo que este tipo de manutenção envolve a inspeção periódica e a substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e prolongando a vida útil dos veículos Garantir que as ações sejam executadas de maneira eficiente e padronizada é tão essencial quanto o planejamento e o controle pois isso assegura a qualidade da entrega e a satisfação tanto dos operadores quanto dos clientes No entanto muitas equipes de manutenção não recebem treinamentos regulares nem seguem procedimentos padronizados tornando a gestão do conhecimento predominantemente empírica e dependente da experiência individual dos 10 colaboradores O aprendizado ocorre de forma informal onde auxiliares mecânicos dependem das orientações dos mecânicos mais experientes que por sua vez trocam informações entre si com supervisores e gerentes A ausência de manuais e registros formais sobre a execução das atividades resulta em abordagens distintas para problemas similares levando a decisões inconsistentes redução da confiabilidade dos serviços prestados e maior dependência da opinião de terceiros Além disso a dificuldade de recrutamento de profissionais qualificados é um desafio especialmente porque grande parte dos equipamentos é importada e a empresa detém a maior frota nacional tornandose altamente dependente dos colaboradores mais experientes Wedekin 2024 O manejo eficiente da manutenção preventiva requer um planejamento estra tégico que inclui a utilização de tecnologias para monitoramento da frota por meio de sistemas de gestão que auxiliam no controle de dados como o tempo de uso a quilometragem percorrida e os registros de serviço permitindo a tomada de decisões assertivas Além disso o uso de sensores e telemetria possibilita a análise em tempo real do desempenho dos veículos indicando quando é necessária uma intervenção Entre os principais benefícios da manutenção preventiva estão a redução do tempo de inatividade dos veículos a economia com reparos corretivos e a maior segurança para motoristas e cargas Um sistema bem estruturado de manutenção também contribui para a sustentabilidade evitando desperdícios e reduzindo a emissão de poluentes uma vez que veículos em boas condições consomem menos combustível e emitem menos gases nocivos ou seja para implementar um sistema de manutenção preventiva bem gerenciado não apenas melhora o desempenho da frota mas também promove ganhos financeiros e ambientais Barbosa 2023 O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em frotas de veículos no setor do agronegócio é essencial para garantir a continuidade das operações minimizar custos e aumentar a vida útil dos equipamentos Equipamentos que operam em ambientes severos como estradas não pavimentadas e longas jornadas de uso contínuo exigem sistemas de manutenção preventiva que garantam confiabilidade e segurança operacional Marquez 2007 Principalmente devido á essas condições severas de uso é fundamental adotar estratégias eficazes para a gestão da manutenção O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva bem 11 estruturado no agronegócio proporciona maior confiabilidade às operações reduzindo o risco de paradas inesperadas e garantindo melhor aproveitamento da frota podendo assim as empresas do setor podem operar com maior segurança sustentabilidade e competitividade no mercado A manutenção preventiva de frotas é uma estratégia fundamental para empresas que dependem do transporte para suas operações sendo que este sistema visa garantir a longevidade dos veículos reduzir custos com reparos emergenciais e otimizar o desempenho da frota Reis Cruz Dias 2022 Entre os principais benefícios da manutenção preventiva está a redução de falhas mecânicas inesperadas evitando interrupções nas operações com a conservação adequada dos veículos contribuindo para o aumento da vida útil da frota e para a segurança dos motoristas Outro aspecto positivo é a economia de recursos financeiros uma vez que reparos corretivos são geralmente mais onerosos do que a manutenção planejada com ganhos ambientais pois veículos bem conservados tendem a emitir menos poluentes e a consumir menos combustível Esses benefícios são amplamente reconhecidos pela literatura que destaca a manutenção preventiva como uma estratégia essencial para aumentar a confiabilidade dos equipamentos e otimizar custos operacionais Kardec Nascif 2012 Marquez 2007 Por outro lado um dos principais desafios do sistema de manutenção preventiva é o custo inicial para sua implementação sendo necessário que haja investimento em tecnologia treinamento de pessoal e estruturação de um cronograma eficiente Oliva Oliveira Nascimento 2024 Além disso a imobilização temporária de veículos para inspeção pode impactar a produtividade especialmente em setores que demandam alto volume de transporte podendo ocasionar o risco de gastos desnecessários com substituição prematura de componentes que poderiam continuar operacionais por mais tempo Portanto a manutenção preventiva de frotas apresenta tanto vantagens quanto desafios sendo que para maximizar seus benefícios e minimizar os malefícios é essencial um planejamento detalhado alinhado à realidade da empresa A adoção de tecnologias de monitoramento como sensores e sistemas de gestão pode tornar o processo mais eficiente e assertivo conseguindo equilibrar os custos iniciais com os ganhos a longo prazo garantindo a sustentabilidade e a competitividade no mercado Conforme destacado na literatura autores como Kardec e Nascif 2012 reforçam que o êxito das ações de manutenção está diretamente 12 relacionado à existência de processos bem planejados padronizados e continuamente monitorados capazes de garantir maior eficiência e confiabilidade às operações 21 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA MANUTENÇÃO NO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO 211 Conceitos fundamentais de manutenção A manutenção é uma atividade essencial para garantir a confiabilidade e a disponibilidade dos sistemas produtivos sendo definida como o conjunto de ações técnicas e administrativas destinadas a preservar ou restaurar um item de forma que ele possa desempenhar uma função requerida Blanchard Verma Peterson 1995 Em sistemas complexos como frotas de transporte agrícola a manutenção deixa de ser apenas uma atividade corretiva para assumir um papel estratégico na gestão de ativos influenciando diretamente a produtividade e os custos operacionais Segundo Matos 1999 o planejamento e a estruturação de sistemas de manu tenção devem considerar fatores como a criticidade dos equipamentos o histórico de falhas e o custo das intervenções Esses parâmetros permitem estabelecer planos de manutenção mais precisos reduzindo o tempo de inatividade e aumentando a confi abilidade operacional Assim a manutenção evolui de um enfoque reativo para um modelo preventivo e mais recentemente preditivo acompanhando a transformação tecnológica impulsionada pela Indústria 40 De acordo com Barbosa 2023 a manutenção preventiva é uma das práticas mais eficazes para assegurar o desempenho e a durabilidade de equipamentos utilizados em ambientes severos como o agronegócio Esse tipo de manutenção baseiase na inspeção periódica e na substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e garantindo a disponibilidade dos veículos de transporte e máquinas agrícolas 212 Manutenção de frotas no setor do agronegócio O agronegócio é caracterizado pela alta demanda logística e pelo uso intensivo de maquinários e veículos tornando a gestão de frotas um elemento essencial para a eficiência operacional Menezes 2022 A operação em estradas não pavimentadas sob condições climáticas adversas e longas distâncias 13 percorridas impõe exigências elevadas aos sistemas de transporte o que reforça a necessidade de estratégias eficazes de manutenção preventiva e corretiva A gestão de frotas nesse contexto envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos máquinas e produtos finais utilizando tecnologias de rastrea mento e sistemas de gestão integrados Ferramentas como sensores IoT e telemetria permitem o controle em tempo real das condições de operação dos veículos facilitando o diagnóstico precoce de falhas e a otimização de rotas Santos Ferreira e Ferreira 2023 Tais soluções aumentam a eficiência energética reduzem desperdícios e contribuem para a sustentabilidade ambiental do setor Além do aspecto técnico a manutenção no agronegócio possui um papel estra tégico na sustentabilidade e na competitividade Conforme destacam Andrade 2025 a adoção de práticas eficientes de manutenção e logística eleva a previsibilidade das entregas e melhora a satisfação do cliente consolidando o posicionamento da empresa no mercado Assim investir em inovação e tecnologia aplicada à gestão de frotas é fundamental para assegurar o desempenho contínuo e sustentável das operações agrícolas 213 Desafios e estratégias de desenvolvimento O desenvolvimento de sistemas de manutenção preventiva em frotas agrícolas exige planejamento estratégico e capacitação contínua Wedekin 2024 ressalta que a ausência de procedimentos padronizados e de treinamentos regulares pode levar à execução empírica das atividades tornando o processo dependente da experiência individual dos colaboradores Essa realidade compromete a consistência e a confiabilidade dos serviços além de dificultar a transmissão do conhecimento técnico entre gerações de profissionais Entre as etapas essenciais para a implementação de um sistema de manutenção bem estruturado estão o diagnóstico inicial da frota o uso de tecnologias de monitoramento a capacitação da equipe a definição de cronogramas de manutenção e o controle de indicadores de desempenho Oliva Oliveira e Nascimento 2024 Essas ações permitem otimizar recursos reduzir custos e aumentar a disponibilidade operacional tornando o processo mais previsível e eficiente Além disso Reis Cruz e Dias 2022 observam que a manutenção preventiva 14 impacta diretamente a segurança operacional reduzindo a ocorrência de falhas mecâ nicas inesperadas e aumentando a vida útil dos veículos A integração entre gestão técnica e financeira possibilita que o controle de custos com reparos consumo de combustível e tempo de inatividade seja feito de forma contínua e estratégica Além disso vale ressaltar a perpectiva do avanço tecnológico associado a sustentabilidade com a melhoria dos recursos digitais e o fortalecimento da Agricultura 40 o monitoramento em tempo real e a análise preditiva de dados se tornaram aliados da manutenção moderna Segundo Finazzi Júnior e Neto 2024 a implementação de ferramentas digitais como sensores dashboards e indicadores de desempenho promove uma cultura de melhoria contínua possibilitando decisões baseadas em dados data driven decisions Essa integração tecnológica favorece o uso racional dos recursos reduz desperdícios e aumenta a sustentabilidade ambiental do setor A manutenção portanto deve ser compreendida como um processo dinâmico que combina gestão técnica inovação e responsabilidade ambiental Sistemas de manutenção preventiva associados ao uso de tecnologias adequadas contribuem significativamente para prolongar a vida útil dos equipamentos e aumentar sua confiabilidade Marquez 2007 Portanto m sistema de manutenção preventiva e tecnológica não apenas prolonga a vida útil dos equipamentos mas também contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro equilibrando eficiência economia e respeito ao meio ambiente 15 3 METODOLOGIA A metodologia apresentada neste projeto procura descrever o percurso desde a concepção e o desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em veículos de uma empresa do setor do agronegócio Para isso serão apresentados os métodos e técnicas utilizados bem como os materiais e equipamentos analisados ao longo do projeto 31 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2008 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 51 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números GIL 2008 p 51 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2019 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto na coleta das informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 54 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito sendo impossível traduzir tal realidade em números GIL 2019 p 54 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada A pesquisa qualitativa é utilizada para entender os desafios e as necessidades de uma empresa enquanto a pesquisa quantitativa mensura o impacto da incrementação do sistema na redução de falhas e de custos operacionais Para seu desenvolvimento foi seguido o fluxo conforme a Figura 1 16 Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo Fonte o autor 2025 Além disso o trabalho baseiase em uma empresa do setor do agronegócio em que a frota de veículos é usada para o transporte de insumos e de produtos A pesquisa tem duração de seis meses e compreende as fases de levantamento de requisitos de desenvolvimento do sistema de implementação e de avaliação dos resultados Para isso os sujeitos apresentados ao longo da pesquisa são os gestores de frota os mecânicos os motoristas e ademais colaboradores que integram o processo de manutenção dos veículos Para que o sistema possa ser desenvolvido foi necessário criar um banco de informações do que é relevante quando se trata do assunto para isso a coleta de dados será realizada por meio de a Pesquisas bibliográficas e documentais Com o levantamento de referências acadêmicas e normas técnicas sobre a manutenção preventiva e a gestão de 17 frotas b Análise de dados históricos Com o levantamento de registros de manutenção e de custos operacionais anteriores c Entrevistas semiestruturadas São realizadas com o gestor da frota para identi ficar desafios e as expectativas d Observação direta O acompanhamento do processo atual de manutenção e Após a coleta os dados coletados serão analisados baseandose em técnicas de estatística descritiva para avaliar a eficácia do sistema Comparados seus indicadoreschave antes e depois da implementação como Frequência de falhas mecânicas Tempo médio entre falhas MTBF Redução de custos de manutenção corretiva Nível de satisfação dos usuários 32 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Para o desenvolvimento e implementação do sistema de gestão de manutenção preventiva serão utilizados os seguintes recursos a Softwares São ferramentas usadas para o desenvolvimento de sistemas como linguagens de programação bancos de dados e plataformas de análise de dados b Infraestrutura computacional São servidores e dispositivos para armazena mento e processamento de informações c Ferramentas de coleta de dados São formulários digitais planilhas eletrônicas e sistemas de monitoramento da frota A metodologia aqui apresentada permite estruturar a pesquisa de maneira clara e objetiva garantindo que o desenvolvimento do sistema de gestão de manutenção preventiva atenda às necessidades da empresa e gere resultados mensuráveis 33 COMPARATIVO ENTRE MANUTENÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS Inicialmente foi necessário delimitar o escopo deste estudo Ressaltase que a análise apresentada nesta seção é baseada em uma frota real composta por sete veículos cujos dados foram coletados semanalmente No entanto com o 18 objetivo de preservar a confidencialidade das informações da empresa analisada os dados foram alterados de forma a manter a coerência com os dados originais sem denunciar informações que poderiam ser confidênciais posteriormente os dados utilizados na ferramenta de analise foram elaborados exclusivamente para demonstrar o funcionamento da solução tecnológica proposta Durante um mês foram coletados dados de quilometragem de uma frota de 7 veículos Informações baseadas nesses dados que servem como base para os indicadores de uso da frota compõem a planilha frotas que está no Apêndice B Posteriormente a coleta desses dados iniciouse com uma análise comparativa de custos entre a manutenção corretiva e a preventiva os intervalos de manutenção preventiva foram obtidos a partir dos manuais dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Já os custos corretivos foram estimados a partir de valores de mercado a fim de demonstrar através de estimativas o impacto financeiro que um sistema de gestão não estruturado baseado em falhas gera para a frota Para esta análise foi feito um levantamento comparativo dos custos estimados para componentes selecionados de cada veículo focando naqueles sujeitos a maior desgaste O objetivo foi contrastar o custo da falha corretiva com o custo da ação planejada preventiva Como premissa fundamental para a análise e para todo o plano de manutenção subsequente foi adotado o critério de Uso Severo conforme definido pelos manuais dos proprietários dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Essa classificação se justifica pois a frota em estudo opera rotineiramente em condições que incluem Uso frequente em estradas não pavimentadas poeira lama Trajetos curtos onde o motor não atinge a temperatura ideal de funcionamento Períodos longos em marchalenta motor ligado com veículo parado como em operações de carga e descarga ou para uso do arcondicionado Operação frequente com carga máxima Os itens escolhidos para serem analisados nesse estudo de caso foram selecio nados com base em três critérios principais a Criticidade para a Operação Componentes cuja falha resulta na parada imediata do veículo alto downtime impactando diretamente as operações do 19 agronegócio b Influência Direta do Uso Severo Peças que sofrem desgaste acelerado especi ficamente pelas condições de poeira lama e carga como é o caso dos filtros de ar e componentes de freio c Alto Custo Corretivo vs Baixo Custo Preventivo Itens que apesar de pos suírem um baixo custo de manutenção preventiva ex óleo correia dentada geram um custo corretivo exponencialmente maior em caso de falha ex retífica de motor atropelamento de válvulas Dessa forma a análise não busca cobrir todos os componentes de cada veículo mas sim fornecer uma amostragem técnica e financeira representativa que fundamente a importância da migração para um modelo de manutenção planejada Esta análise comparativa de custos é detalhada no Apêndice A Para a elaboração desta análise os dados de custos e intervalos foram levantados da seguinte forma a Intervalos Preventivos km Foram extraídos dos manuais dos proprietários de cada veículo Para todos os casos foi aplicada a frequência recomendada para Uso Severo conforme justificado anteriormente Para itens com gatilho baseado em tempo ex fluido de freio o intervalo foi convertido para uma quilometragem equivalente utilizandose a média de uso mensal ilustrada no Apêndice A b Custos Preventivos R Representam uma estimativa de mercado data base Outubro2025 para a aquisição de peças kits e o custo de mão de obra em oficinas independentes não incluindo custos de concessionária c Falha e Custo Corretivo R A falha descrita é a consequência técnica direta da não execução da preventiva O custo corretivo é uma estimativa de mercado para o reparo completo da falha ex retífica de motor troca de componentes danificados É fundamental notar que este é apenas o custo direto peças e MO não incluindo os custos indiretos de downtime veículo parado que no agronegócio são frequentemente mais elevados que o próprio reparo 20 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise Fonte o autor 2025 21 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo dedicase à análise quantitativa dos dados levantados na Metodologia com o objetivo de mensurar o impacto financeiro de um sistema de gestão baseado em falhas corretivo versus um sistema planejado preventivo Além disso mostra também como foi feita a estruturação da Dashboard que permitiu a analise desses desultados A partir dos dados de uso da frota e da análise comparativa de custos detalhada a seguir serão calculados os IndicadoresChave de Desempenho KPIs que fundamentam a proposta 41 DESENVOLVIMENTO DA FERRAMENTA DE ANÁLISE Conforme citado na seção anterior planilhas eletrônicas foram o principal re curso utilizado para o desenvolvimento do sistema Esta seção detalha o processo de criação e a arquitetura da ferramenta de gestão no Microsoft Excel que é composta por quatro abas principais frotas entrada de dados itens banco de dados Dashboard controle e consolidado análise de KPIs Para preservar os dados da empresa anali sada as informações de origem foram preservadas e foram adotados dados ficticios unicamente para apresentar a ferramente criada 411 Apresentando as informações da tabela A estruturação da ferramenta de análise iniciouse pela concepção da aba itens que funciona como o Plano Mestre de Manutenção e o banco de dados central de todo o sistema A escolha e a organização das colunas não são arbitrárias elas representam a codificação direta dos pilares da teoria de Planejamento e Controle da Manutenção PCM em uma ferramenta funcional A seguir detalhase a função técnica de cada grupo de colunas a Colunas Código Veículo e Item de Manutenção Estas colunas definem a hierarquia de ativos O Veículo é o ativo principal ex GM Corsa Pickup 2010 e o Item de Manutenção ex Óleo e Filtro de Óleo é o componente monitorado A coluna Código ex MAN001 atua como a chave primária primary key do banco de dados Na gestão de ativos este código é o tag único que garante a rastreabilidade permitindo que o histórico de Ordens de Serviço OS seja vinculado inequivocamente a um único item de 22 manutenção b Coluna Intervalo km Preventiva Esta coluna é o coração da Manutenção Preventiva Ela armazena o gatilho de intervenção ex 5000 km que é baseado no uso hodômetro do ativo Este valor foi determinado com base nas recomenda ções dos fabricantes manuais citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 e ajustado para a premissa de Uso Severo poeira carga trajetos curtos conforme justificado na Metodologia É este intervalo que o Dashboardutilizará como regra para gerar os alertas de manutenção c Colunas Custo R Preventiva Custo R Corretiva e Falha Corretiva Consequência Este grupo de colunas representa a análise de risco e a justificativa financeira do sistema fundamentais em qualquer projeto de PCM O Custo R Preventiva quantifica o investimento planejado OPEX Despesa Operacional necessário para evitar a falha A Falha Corretiva Consequência ex Motor funde define o modo de falha do componente O Custo R Corretiva ex R 8000 quantifica o impa3to finan3eiro da falha incluindo peças e mão de obra mas desconsiderando o custo de downtime Esta análise de custorisco similar em conceito à FMEA Análise de Modos e Efeitos de Falha é o que permite ao gestor tomar decisões baseadas em dados e comprovar financeiramente o retorno sobre o investimento ROI do sistema de manutenção Ademais essa coluna foi desenvolvida como uma base de dados que deve ser alimentada pelo gestor de manutenção responsável sempre que houver a necessidade de estudar outro item crítico e seu impacto na manutenção A planilha completa encontrase no Apêndice A O segundo pilar da ferramenta é a aba frotas que também funciona como base de dados para o sistema de gestão Esta planilha exige atualização manual periódica semanal sendo o gatilho para todas as análises automáticas A sua estrutura é desenhada para capturar o uso do ativo que é a variável central da manutenção preventiva baseada em quilometragem A justificativa técnica para esta estrutura de dados é a seguinte 23 a Colunas Veículo Ano e Km inicial Este grupo de colunas realiza a identifi cação e o estabelecimento da linha de base do ativo o asset baseline O veículo é a chave de busca usada pelo PROCX e o Km inicial é o marco zero para o cálculo da vida útil total b Coluna Km Final Esta é a coluna de controle e entrada de dados mais importante do sistema Ela representa o hodômetro mais recente o Km Atual do veículo O processo de gestão exige apenas que o gestor atualize esta única célula por veículo semanalmente c Esta abordagem simplificada elimina a complexidade de adicionar novas colunas de Semana e torna a busca de dados muito mais robusta É desta coluna que as fórmulas PROCX na aba consolidado buscam automaticamente o Km Atual para alimentar todos os cálculos de KPI como o MTBF O terceiro da coleta de dados é a aba histórico de falhas Esta planilha é o registro de eventos o logbook do sistema onde toda Ordem de Serviço OS seja ela preventiva ou corretiva é registrada após sua conclusão Enquanto a aba frotas registra o uso contínuo a aba histórico de falhas registra eventos pontuais A estrutura desta planilha é a fonte de dados primária para todos os IndicadoresChave de Desempenho KPIs de resultado como por exemplo o MTBFMean Time Between Failures A justificativa técnica para cada coluna de registro é a seguinte a Colunas Data da Falha e Veículo Este par de colunas permite a filtragem de dados por período e por ativo As fórmulas de KPI na aba consolidado ex CONTSES MÁXIMOSES utilizam a Data da Falha para filtrar os eventos que ocorreram dentro do mês selecionado e a coluna Veículo para associar o evento ao ativo correto b Coluna Tipo de Manutenção Esta é a coluna de classificação mais im portante para a análise de confiabilidade É ela que permite ao sistema diferenciar uma falha real Corretiva de uma intervenção planejada Preventiva O cálculo do MTBF Tempo Médio Entre Falhas é por definição dependente da contagem de eventos exclusivamente Corretivos c Coluna Km na Falha Representa o hodômetro no momento do evento Este dado é crucial para o cálculo do MTBF Km pois é utilizado para encontrar o a quilometragem da ultima falha do veículo o ponto de partida para o cálculo do 24 próximo período de operação d Coluna Custo R Registra o impacto financeirode cada evento peças mão de obra Esta coluna alimenta diretamente os KPIs financeiros na aba consolidado como Custo R Corretiva Mensal e Coluna Descrição da Falha Este campo captura o dado qualitativodo evento o modo de falha Embora não seja utilizado nos KPIs automáticos deste TCC ele é fundamental para análises de engenharia futuras como a Análise de Pareto para identificar quais componentes ex Bomba dágua Pneu falham com mais frequência A estruturação da planilha de indicadores de desempenho da frota foi concebida com base nos fundamentos de Gestão da Manutenção buscando traduzir em métricas objetivas os aspectos de confiabilidade disponibilidade custos operacio nais e eficiência preventiva Segundo Matos 1999 o desenvolvimento de um sistema de manutenção de frota requer a definição de variáveis mensuráveis que permitam avaliar o desempenho técnico e econômico das ações de manutenção e subsidiar a tomada de decisão gerencial Dessa forma as colunas da planilha foram definidas de modo a refletir dimen sões essenciais do gerenciamento de ativos conforme recomendam Blanchard e Fabricky 1990 que destacam a importância da integração entre engenharia de sistemas e análise de confiabilidade na formulação de indicadores 412 MTBF Mean Time Between Failures O indicador MTBF expresso em dias e quilômetros é uma métrica clássica da confiabilidade operacional Ele representa o tempo médio entre falhas sucessivas e é amplamente utilizado para avaliar o desempenho técnico de equipamentos e veículos Dias 1996 ressalta que o MTBF é fundamental para quantificar a confiabilidade de sistemas automotivos especialmente em componentes críticos e orienta as ações de manutenção preventiva Na ótica da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme Blanchard Verma e Peterson 1995 o MTBF permite identificar padrões de degradação e otimizar os intervalos de manutenção Assim sua inclusão na ferramenta serve para acompanhar a evolução da confiabilidade dos veículos e embasar o planejamento dos ciclos de manutenção 25 413 Frequência de Falhas A frequência de falhas traduz o percentual de ocorrências corretivas em relação ao total de intervenções Esse indicador é essencial para medir o grau de estabili dade do sistema de manutenção Conforme Andrade 2025 a análise sistemática da frequência de falhas possibilita identificar a reincidência de anomalias e atuar nas causas raízes fortalecendo o processo de manutenção de melhoria Além disso Menezes 2022 destaca que a redução da frequência de falhas é um dos principais reflexos da aplicação adequada da manutenção preventiva pois demonstra controle sobre o ciclo de degradação dos componentes e maior previsibilidade operacional da frota 414 Custo por Quilômetro Rkm Preventivo e Corretivo As colunas de custo por quilômetro preventivo e corretivo têm como finalidade mensurar a eficiência econômica da manutenção relacionando o investimento aplicado à produtividade operacional Segundo Lima 2023 sistemas de medição de desempenho em transporte devem priorizar indicadores financeiros integrados a métricas de confiabilidade uma vez que o equilíbrio entre custo e desempenho técnico é determinante para a sustentabilidade do setor de transportes A separação dos custos preventivos e corretivos permite comparar o comporta mento financeiro da manutenção planejada e não planejada Finazzi Júnior e Neto 2024 observam que a Manutenção Produtiva Total TPM busca exatamente essa proporção equilibrada na qual a maior parcela dos custos seja oriunda de intervenções preventivas garantindo maior eficiência global do equipamento Overall Equipment Effectiveness OEE 415 Relação CorretivoPreventivo O indicador Relação CorretivoPreventivo consolida o desempenho do sistema ao comparar o volume e o custo das intervenções corretivas frente às preventivas Para Joaquim e Oliveira 2022 essa relação é um dos principais parâmetros de avaliação da maturidade do sistema de manutenção pois reflete o grau de planejamento e previsibilidade alcançado pela gestão de frota 26 De forma semelhante Reis Cruz e Dias 2022 argumentam que a predominância de manutenções corretivas evidencia falhas no planejamento preventivo e elevação de custos operacionais enquanto a predominância preventiva indica um processo de controle efetivo redução de paradas não programadas e aumento da disponibilidade técnica dos veículos 416 Quantidade de corretivas mensais Por fim a coluna de quantidade de corretivas mensais tem caráter diagnóstico permitindo avaliar a tendência temporal de falhas e sua distribuição ao longo dos meses De acordo com Barbosa 2023 o monitoramento periódico da quantidade de intervenções corretivas viabiliza a análise de eficiência dos planos de manutenção sendo uma ferramenta de feedback para ajustes no cronograma preventivo 417 Conexão entre os indicadores e a gestão da manutenção Os indicadores integrados à planilha refletem o conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual as métricas de desempenho técnico e econômico sustentam o processo decisório Blanchard Verma e Peterson 1995 enfatizam que a manutenção eficaz é aquela que pode ser medida controlada e continuamente aprimorada com base em parâmetros de desempenho quantificáveis Essa lógica também é observada na Gestão de Frotas em que os dados de confiabilidade e custos orientam ações estratégicas para redução de paradas e otimização de recursos Oliva Oliveira e Nascimento 2024 destacam que a gestão de frota moderna exige o uso sistemático de indicadores como MTBF e custo por quilômetro pois eles permitem visualizar o desempenho real dos veículos e planejar intervenções de forma racional Assim a planilha construída atua como uma ferramenta prática de Planejamento e Controle da Manutenção PCM possibilitando o registro acompanhamento e análise dos resultados de cada veículo Segundo Wedekin 2024 a estruturação de ferramentas digitais simples como planilhas automatizadas representa uma etapa fundamental no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em frotas mistas com restrição orçamentária A planilha completa encontrase no Apêndice C 27 28 Figura 3 Planilha Falhas ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine Fonte o autor 2025 418 Desenvolvimento do dashboard de indicadores O desenvolvimento do dashboard de indicadores foi concebido como a etapa de consolidação visual e analítica da ferramenta permitindo ao gestor interpretar de forma ágil e objetiva os resultados obtidos nas abas itens frotas e histórico de falhas Segundo Blanchard e Fabricky 1990 a integração entre dados operacionais e indicadores visuais é um dos pilares da engenharia de sistemas aplicada à ma nutenção pois possibilita a conversão de informações dispersas em conhecimento gerencial O dashboard foi elaborado no Microsoft Excel com base em gráficos dinâmicos interligados às tabelas oficiais de cada aba Essa estrutura possibilita a atualização automática dos resultados sempre que novos dados são inseridos no sistema reforçando o conceito de manutenção baseada em indicadores Maintenance Performance Measurement conforme propõem Blanchard Verma e Peterson 1995 A escolha dos gráficos foi guiada pelos princípios de clareza relevância e aplicabilidade à análise da confiabilidade e dos custos de manutenção Foram selecionados quatro principais tipos de gráficos descritos e justificados a seguir 29 4181 Gráfico de Linha MTBF Mean Time Between Failures O gráfico de linha foi utilizado para representar a evolução do MTBF em qui lômetros e em dias ao longo dos meses destacandose por sua capacidade de evidenciar tendências temporais e melhorias na confiabilidade dos veículos De acordo com Dias 1996 a análise contínua do MTBF é fundamental para mensurar o desempenho técnico e identificar padrões de degradação em sistemas automotivos Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo Fonte o autor 2025 O gráfico Evolução do MTBF Dias por Veículo configurase como uma fer ramenta essencial para o acompanhamento da confiabilidade operacional da frota ao longo do tempo Sua utilidade técnica está em permitir a visualização contínua das variações no tempo médio entre falhas evidenciando tendências de melhoria ou degradação no desempenho dos veículos e facilitando a identificação de padrões sazonais ciclos de manutenção e efeitos das ações preventivas sobre a disponibilidade dos ativos Sob o ponto de vista gerencial o gráfico possibilita análises comparativas entre veículos permitindo reconhecer quais unidades mantêm maior estabilidade operacional e quais demandam intervenções mais frequentes Essa visualiza ção temporal também apoia o diagnóstico de anomalias e ajustes nos planos de 30 manutenção preventiva oferecendo suporte à tomada de decisão estratégica Em síntese o gráfico de linha é amplamente recomendado em sistemas de gestão da manutenção por sua clareza visual e capacidade de sintetizar dados complexos de confiabilidade em uma forma interpretável e dinâmica Sua inclusão no dashboard reforça o papel da ferramenta como suporte à decisão técnica e operacional promovendo uma gestão de frotas mais eficiente e baseada em indicadores quantitativos 4182 Gráfico de Colunas Agrupadas Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm O segundo gráfico foi elaborado com base nos indicadores Rkm Preventivo e Rkm Corretivo visando comparar o comportamento financeiro entre os custos de manutenção planejada e não planejada ao longo dos meses A opção pelo formato de colunas agrupadas permite uma visualização clara e direta das variações mensais facilitando a análise simultânea dos dois tipos de despesa e destacando possíveis desequilíbrios entre o investimento preventivo e os gastos corretivos Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm Fonte o autor 2025 Segundo Lima 2023 a integração entre indicadores financeiros e métricas de desempenho técnico é determinante para alcançar o equilíbrio entre custo ope 31 racional e confiabilidade no setor de transportes Assim o gráfico de colunas agrupadas tornase uma ferramenta estratégica para o monitoramento econômico da manutenção permitindo identificar padrões de aumento de custo efeitos de intervenções preventivas e o impacto direto das falhas sobre o orçamento operacional Do ponto de vista gerencial esse tipo de visualização facilita a tomada de decisão pois evidencia se o aumento dos investimentos preventivos está sendo acompanhado por redução nos custos corretivos Além disso sua representação comparativa apoia o planejamento de políticas de manutenção mais eficientes voltadas à otimização de recursos e ao aumento da disponibilidade dos veículos 4183 Gráfico de Pizza Distribuição percentual de falhas por veículo O gráfico de pizza foi empregado para representar a distribuição percentual das falhas entre os veículos da frota possibilitando uma compreensão imediata da participação relativa de cada unidade no total de ocorrências registradas Esse tipo de representação destacase por sua clareza visual e pela capacidade de evidenciar quais veículos concentram maior incidência de falhas facilitando o direcionamento de ações corretivas e preventivas De acordo com Andrade 2025 a análise da reincidência de anomalias é uma etapa essencial da manutenção de melhoria pois orienta os esforços de engenha ria para as causas raízes das falhas e contribui para o aumento da confiabilidade operacional 32 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo Fonte o autor 2025 O gráfico Distribuição percentual de falhas por veículo figura 6 apresenta se portanto como uma ferramenta de diagnóstico visual que auxilia tanto na priorização de recursos de manutenção quanto na avaliação da eficiência operacional da frota Sua utilização permite identificar rapidamente veículos críticos cujas falhas impactam de forma desproporcional os indicadores de desempenho Sob o ponto de vista técnico e gerencial o gráfico de pizza oferece uma visão resumida e comparativa essencial para análises estratégicas de confiabilidade servindo também como base para estudos de Pareto e iniciativas de melhoria contínua Assim sua inclusão no painel de indicadores complementa as demais representações consolidando uma abordagem integrada de monitoramento e tomada de decisão 4184 Gráfico de barras horizontais disponibilidade média por veículo O gráfico de barras horizontais foi elaborado com base nos valores médios de dis ponibilidade operacional de cada veículo obtidos a partir da planilha consolidada de indicadores A escolha desse tipo de gráfico se justifica por sua capacidade de facilitar comparações diretas entre unidades evidenciando de forma clara aquelas que apresentam maior estabilidade operacional De acordo com Blanchard e Fabricky 1990 a disponibilidade é um dos indicadores fundamentais da confiabilidade e da manutenção de sistemas pois 33 reflete a proporção de tempo em que o ativo está efetivamente disponível para operação Assim a representação gráfica da disponibilidade média permite avaliar a eficiência das estratégias de manutenção e identificar veículos que demandam maior atenção gerencial Figura 7 Disponibilidade média por veículo Fonte o autor 2025 Sob o ponto de vista técnico esse tipo de análise contribui para o acompanhamento do desempenho da frota de forma objetiva permitindo o estabelecimento de metas de confiabilidade e a priorização de ações corretivas A disposição horizontal das barras favorece a legibilidade e destaca visualmente as variações de disponibilidade sendo amplamente recomendada em relatórios de gestão da manutenção Em sua configuração final o dashboard reúne indicadores de confiabilidade desempenho e custo sintetizando em uma única tela os principais KPIs da gestão de frota MTBF frequência de falhas custo por quilômetro e proporção corre tivopreventivo Essa abordagem está alinhada ao conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual a tomada de decisão é fundamentada em métricas objetivas e mensuráveis Finazzi Júnior Neto 2024 Além de fornecer uma visão consolidada da saúde da frota o dashboard foi estruturado de forma modular permitindo a expansão para novos indicadores como disponibilidade técnica e OEE Overall Equipment Effectiveness Para Wedekin 34 2024 a adoção de ferramentas digitais simples e acessíveis como planilhas automatizadas representa uma etapa essencial no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em contextos com recursos limitados Assim o painel de controle construído cumpre papel estratégico na transformação dos dados de manutenção em suporte efetivo à tomada de decisão gerencial Com a metodologia de pesquisa e coleta de dados devidamente estruturada este capítulo detalhou o percurso adotado para o desenvolvimento do projeto Foram definidos os métodos de pesquisa as técnicas de levantamento de dados como a análise de quilometragem e entrevistas e crucialmente foi estabelecida a análise comparativa de custos como ferramenta basilar para justificar financeiramente a implementação do sistema As premissas adotadas como o critério de Uso Severo e os dados de referência levantados a partir dos manuais dos veículos citados e estudo de valores de mercado formam o alicerce técnico sobre o qual o sistema de gestão será construído e avaliado O capítulo seguinte aplicará esta metodologia para analisar os dados apresentar os resultados e discutir o desenvolvimento do sistema de manutenção proposto 42 ANÁLISE DE CUSTO POR QUILÔMETRO RKM O indicador mais relevante para a gestão de frotas é o Custo por Quilômetro Rodado RKm pois ele normaliza o gasto de manutenção pelo uso efetivo do veículo Um custo de manutenção absoluto pode ser enganoso um veículo que roda muito naturalmente gasta mais mas o RKm revela a eficiência real do plano de manutenção Utilizando os dados da planilha Histórico de Falhas apresentada no Apêndice C é possível calcular o RKm para o cenário preventivo e o RKm para o cenário corretivo o custo da falha Esta análise demonstra o custo da nãoação negligenciar a preventiva por quilômetro rodado Tomando como exemplo o item mais crítico Óleo e Filtro de Óleo do GM Corsa Pickup Custo RKm Preventivo O custo planejado é de R 25000 a cada 5000 km Uso Severo 000 km 000 km 35 Cálculo R 25000 5000km R 005 por km Custo RKm Corretivo O custo da falha motor fundido é de R 800000 que ocorre por negligenciar o intervalo de 5000 km Cálculo R 800000 5000km R 160 por km A análise deste único item demonstra que o custo da falha por quilômetro rodado é 32 vezes maior que o custo da manutenção planejada R 160 contra R 005 Na tabela itens referênciada no item 3 de metodologia e detalhada no apêndice deste documento são descritos os calculos para os principais componentes analisados quantificando a economia potencial Os dados apresentados fornecem uma quantificação clara da eficiência de um plano preventivo Os indicadores como o Fator de Aumento demonstram que o custo da falha por quilômetro é dezenas e em alguns casos centenas de vezes maior que o custo do planejamento Com base nestes indicadores financeiros a próxima seção analisará em detalhe o impacto operacional e estratégico que esses custos corretivos e preventivos representam para a gestão da frota no agronegócio 43 ANÁLISE DE IMPACTO DOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO Os dados mostrados ao longo desse trabalho a partir das tabelas supracitadas quantificam o impacto financeiro da manutenção revelando uma disparidade extrema entre a gestão planejada preventiva e a gestão reativa corretiva A simples observação dos dados permite extrair três conclusões de alto impacto para a gestão da frota 431 Impacto financeiro direto o custo da falha O primeiro impacto e mais óbvio é o custo direto A negligência de itens de baixo custo preventivo gera falhas com custos corretivos exponencialmente maiores O caso mais emblemático na análise é o do Filtro de Ar que em um ambiente de Uso Severo agro é o componente mais crítico No caso do Fiat Uno o custo por quilômetro da falha do filtro R 070km é 36 mais de 116 vezes superior ao custo de sua troca preventiva R 0006km Isso significa que ignorar uma manutenção planejada de R 6000 resulta em um custo de reparo retífica do motor de R 700000 tornando a economia da não manutenção uma decisão financeiramente ruinosa Mesmo o item com menor Fator de Aumento como as pastilhas de freio da Fiat Strada 27x ainda representa um custo corretivo quase três vezes maior que poderia ser totalmente evitado com uma simples inspeção 432 Impacto operacional o custo oculto do downtime A segunda e mais crítica conclusão é que os valores da Itens subestimam o custo real da falha Os custos corretivos ex R 8000 para o motor do Corsa representam apenas o custo direto do reparo peças e mão de obra Esta análise não computa o custo indireto de downtime o custo do veículo parado No agronegócio o downtime é o principal inimigo da eficiência A falha de um veículo de apoio como uma Strada pode significar a paralisação de uma colheitadeira equipamento de milhões de reais que aguarda uma peça ou a interrupção da colheita por falta de transporte de insumos Portanto o RKm corretivo real é drasticamente maior do que o apresentado pois a cada R 160km gastos no reparo do motor do Corsa devese somar o custo de oportunidade lucro cessante dos dias em que ele esteve indisponível para a operação 433 Impacto estratégico previsibilidade vs caos O terceiro impacto é gerencial Um sistema baseado em falhas corretivas alto RKm corretivo é financeiramente imprevisível O gestor da frota não sabe quando ou em qual veículo uma falha de R 30000 motor da Amarok irá ocorrer tornando impossível um planejamento orçamentário eficaz A estruturação de um sistema preventivo baseado nos baixos e estáveis custos de RKm preventivos transforma o gasto de manutenção Ele deixa de ser um fundo de emergência caótico e passa a ser uma linha de despesa operacional OPEX controlada e previsível Além disso mitigase o risco de segurança associado a falhas críticas como as do sistema de freios Com base nesta análise de impacto a próxima seção detalha a proposta de 37 estruturação do sistema de gestão de manutenção focado em traduzir os dados das tabelas Itens Frotas e Falhas em um plano de ação preventivo 44 RESULTADO O SISTEMA DE MANUTENÇÃO FINALIZADO E DESENVOLVIDO PRONTO PARA APLICAÇÃO Conforme demonstrado na análise de impacto um sistema de gestão de manutenção é fundamental para garantir a previsibilidade financeira e a disponibilidade operacional da frota Esta seção detalha as analises que podem ser obtidas com a aplicação desse sistema de manutenção em uma frota real Com uma base bem fundamentada esse sistema pode aumentar a vida util dos ativos e facilitar o acompanhamento do processo de gestão esses beneficios serão traduzidos em resultados financeriros que vão impactar toda a cadeia produtiva 45 PROPOSTA DO SISTEMA DE GESTÃO DE MANUTENÇÃO Com base na análise de impacto financeiro e operacional tornase evidente a necessidade de migrar de um modelo reativo para um sistema de manutenção planejada Esta seção detalha a proposta de implementação deste sistema focado em ser uma ferramenta prática de baixo custo baseada em planilhas eletrônicas e alta eficácia A estruturação do sistema proposto é estruturada em três pilares a criação do plano de manutenção a base de dados a ferramenta de controle o dashboard e o processo de gestão o fluxo de trabalho 451 Criação do Plano de Manutenção O primeiro passo para o desenvolvimento do sistema é a estruturação formal do Plano de Manutenção Preventiva Este plano serve como a base de dados de referência para o sistema definindo os gatilhos de quilometragem para cada serviço crítico A elaboração deste plano fundamentase diretamente nas recomendações téc nicas dos fabricantes extraídas dos Manuais dos Proprietários e na premissa de Uso Severo justificada na Metodologia O processo de criação consistiu na consulta do manual de cada veículo da frota na extração do intervalo de quilometragem para os itens selecionados e na sua consolidação 38 A tabela 1 apresenta o Plano de Manutenção consolidado que servirá como a referência de gatilhos para a ferramenta de controle Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km Veículo Item Crítico Intervalo Gatilho Km GM Corsa Pickup 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km GM Corsa Pickup 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km GM Corsa Pickup 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km GM Corsa Pickup 2010 Filtro de ar 10000 km GM Corsa Pickup 2010 Fluido de Freio 60000 km Fiat Uno 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km Fiat Uno 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km Fiat Uno 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fiat Uno 2010 Filtro de Ar 10000 km VW Amarok 2015 Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 km VW Amarok 2015 Correia Dentada e Tensores 80000 km VW Amarok 2015 Pastilhas de Freio Troca 40000 km Fiat Strada 2024 A B C D Óleo e Filtro de Óleo 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Combustível 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Ar 15000 km Fiat Strada 2024 A B C D Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fonte o autor 2025 452 A ferramenta de controle Dashboard Após desenvolver um plano de manutenção cuidadosamente estruturado a próxima etapa é elaborar uma planilha prática que facilite o dia a dia do gestor de manutenção Essa planilha tem como objetivo passar para o gestor de manutenção uma visão geral de sua frota apontando os ativos que mais precisam de atenção sejam eles os veículos em si ou itens isolados que podem estar afetando os indicadores do automóvel analisado Além disso esse sistema o poder de analisar como o ativo se comporta no tempo Essa analise trás a possibilidade de entender se a longo prazo irá compensar 39 manter esse veículo na frota ou trocalo por um cujo o custo benefício é melhor também é possivel a partir da analise do desempenho entender o melhor momento para a troca do ativo qual o ponto crucial onde ele começa a dar mais prejuizo do que ganho Uma vez que a base de dados é estruturada as possibilidades de análises são ilimitas e trazem grande beneficio para a vida util dos ativos de uma frota O resultado do processo relatado é um DashBoard dinâmico que traduz em números as necessidades da frota Figura 8 Dashboard da frota DashBoard Gestão da Manutenção da Frota Atualização 17112025 7 15 11 11 22 11 22 Distribuição Percentual de Falhas por Veículo Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 24 24 0 12 24 24 24 24 24 24 24 24 12 12 12 24 24 24 12 12 12 01092024 01102024 01112024 Evolução do MTBF Dias por Veículo VW Amarok GM Corsa Pickup Fiat Uno Fiat Strada D Fiat Strada C Fiat Strada B Fiat Strada A R 048 R 047 R 047 R 047 R 037 R 062 R 134 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 006 Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok Média de RKm Corretivo x Preventivo por Veículo Média de RKm CorretivoMédio Média de RKm PreventivoMédio Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 9996 9973 9977 9977 9959 9972 9954 Disponibilidade por Veículo Fonte o autor 2025 453 O processo de gestão e a ordem de serviço OS A figura 8 Dashboard é a ferramenta de diagnóstico que gera os alertas a Ordem de Serviço OS é a ferramenta de ação e registro que completa o ciclo de gestão Conforme a teoria do Planejamento e Controle da Manutenção PCM nenhuma intervenção seja ela preventiva ou corretiva deve ser realizada sem a emissão de um documento formal de registro A OS é o documento central que autoriza a execução de um serviço e mais 40 importante registra os dados históricos essenciais para a gestão de custos e para a retroalimentação do sistema No sistema proposto o gestor da frota ao identificar um item próximo do vencimento o que pode ser analisado na planilha itens deve emitir uma OS Para ser funcional a Ordem de Serviço deve conter campos mínimos para o registro de dados conforme ilustrado no exemplo da tabela 2 que simula a abertura da OS para o item Filtro de Ardo Fiat Uno identificado como vencido no dashboard Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada ORDEM DE SERVIÇO DE MANUTENÇÃO OS Nº 2025001 Data Abertura 31102025 Veículo Fiat Uno Placa Placa Fictícia Km Atual 182143 Solicitante Gestor de Frota Tipo de Manutenção Corretiva X Preventiva Descrição do Serviço Gatilho do Dashboard Troca do Filtro de Ar Preventiva de 10000 km vencida em 143 km Peças Utilizadas 1x Filtro de Ar Cód XXX R 6000 Mão de Obra 05h Mecânico R 4000 Custo Total Peças MO R 10000 Data Fechamento 31102025 Executante Nome do Mecânico Fonte o autor 2025 46 PLANILHA KPI CONSOLIDADO O desenvolvimento do sistema de gestão conforme detalhado nas seções anteriores permite não apenas controlar as manutenções preventivas mas também e mais importante medir a eficiência da frota Ao registrar cada manutenção preventiva ou corretiva e seus custos o gestor passa a ter um banco de dados histórico A análise deste banco de dados permite o cálculo dos IndicadoresChave de Desempenho KPIs os mesmos definidos na Metodologia O objetivo desta panilha apresentada na figura 9 é traduzir os números docu mentados nas bases de dados a partir das ordens de serviçõs em informações que serão utilizadas na tomada de decisão do gestor 41 Figura 9 KPI consolidado Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 Fonte o autor 2025 461 Análise dos indicadores de gestão Os indicadores de manutenção resultantes do processo ciclico abordado nessa analise junto com os estudos que foram base para o desenvolvimento dessa ferramenta demonstram a potência e as vantagens da implementação de um sistema como esse em uma empresa de pequeno a médio porte e a eficiência que será traduzida em economia de recuros para o negócio As comparações feitas dos indicadores a seguir são baseadas nos resultados das planilhas construídas a partir dos manuais dos veículos versus os atuais valores de manutenções corretivas do mercado a Frequência de Falhas e MTBF O número de falhas corretivas caiu de 12 para 3 ao mês Isso se reflete diretamente no MTBF antes a frota apresentava uma falha a cada 1462 km rodados após o sistema passou a falhar apenas a cada 5848 km Isso significa que a confiabilidade da frota aumentou em 4 vezes b Redução de Custos Corretivos A consequência financeira direta da redu ção de falhas é a queda nos custos emergenciais O gasto com corretiva caiu de R 400000 para R 120000 provando a tese da planilha KPI consolidado Análise de RKm c Nível de Satisfação Qualitativo Este indicador mensura o impacto na operação A alta disponibilidade dos veículos menos quebras e a maior confiabilidade MTBF 4x maior aumentam a percepção de valor dos usuários motoristas agrônomos que agora confiam mais no equipamento 42 Este dashboard portanto fecha o ciclo de gestão ele utiliza os dados gerados pela operação OS para provar o valor financeiro e estratégico do sistema de manutenção preventiva 43 CONCLUSÃO Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo central analisar os valores de mercado atual para manutenção corretiva e preventiva e desenvolver e um sistema de gestão da manutenção para uma frota de veículos em uma empresa de pequeno a médio porte setor do agronegócio O problema de pesquisa partiu da premissa de que a ausência de um sistema planejado preventivo e a dependência de um modelo reativo corretivo geravam custos financeiros elevados imprevisibilidade orçamentária e baixa disponibilidade operacional da frota Concluise que os objetivos propostos foram plenamente atingidos As análises realizadas no Capítulo 4 demonstraram que o desenvolvimento de um sistema de gestão é não apenas viável mas financeiramente imperativa Os principais resultados que fundamentam esta conclusão são a A Quantificação do Risco Financeiro A análise de Custo por Quilô metro KPI consolidado provou numericamente o impacto da negligência Demonstrouse que o custo da falha corretivo é exponencialmente maior que o custo do planejamento O caso do Filtro de Ar por exemplo apresentou um custo por quilômetro 116 vezes superior no cenário corretivo validando a tese central do trabalho b O Desenvolvimento de um Sistema Prático Foi proposto um sistema de gestão de baixo custo e alta eficácia baseado em planilhas eletrônicas O sistema é composto por um Plano de Manutenção Tabela 3 uma ferramenta de controle Dashboard e um documento de ação Ordem de Serviço Tabela 4 Este sistema traduz efetivamente os dados de uso da frota Km em ações de manutenção controladas c A Prova de Eficácia KPIs A simulação da planilha KPI consolidado com provou o sucesso do sistema A implementação resultou em um aumento projetado de 4 vezes na confiabilidade da frota MTBF uma redução drástica nas falhas mensais e consequentemente uma queda substancial nos custos corretivos além de um impacto positivo direto na satisfação dos usuários É fundamental reconhecer as limitações deste trabalho A principal limitação reside no fato de que os indicadores aqui abordados são baseados em dados derivados dos dados reais com o objetivo de ilustrar o funcionamento e o potencial do sistema visto que a coleta de dados reais foi preservada para a privacidade da 44 empresa que originou esse estudo Além disso o sistema proposto em planilha embora funcional possui limitações de escalabilidade em comparação com um software de gestão CMMS dedicado Com base nas conclusões e limitações sugeremse as seguintes direções para a continuidade da pesquisa e para a empresa a Implementação e Validação Real O próximo passo natural é a implemen tação efetiva do sistema proposto na empresa seguida da coleta de dados reais de manutenção OS por um período de 6 a 12 meses a fim de validar na prática os KPIs projetados neste estudo b Automação da Coleta de Dados Sugerese a evolução do sistema para integrar tecnologias de telemetria IoT ou leitura de dados via aplicativos móveis automatizando a coleta do Km Atuale reduzindo a necessidade de inserção manual de dados c Análise de Custo Total de Propriedade TCO Recomendase um es tudo futuro que amplie a análise de custos para incluir o Custo Total de PropriedadeTotal Cost of Ownership TCO incorporando depreciação combustível e seguro além da manutenção Em suma este trabalho cumpre seu papel ao fornecer um diagnóstico claro dos problemas de um sistema reativo e ao entregar uma solução prática e compativel com a realidade de pequenas e medias empresas Demonstrase que a gestão da manutenção não deve ser encarada como um centro de custo mas sim como um investimento estratégico que garante a disponibilidade a confiabilidade e a eficiência financeira da frota elementos vitais para a competitividade e o sucesso no setor do agronegócio 45 REFERÊNCIAS ANDRADE L A Estudo da aplicação da manutenção de melhoria de um filtro separador de diesel para uma frota de caminhões fora de estrada 2025 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Ouro Preto Ouro Preto 2025 BARBOSA B F F Proposta de melhoria na elaboração de planos de manutenção preventiva em máquinas florestais de colheita mecanizada de eucalipto 2023 Dissertação Mestrado Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho 2023 BLANCHARD B S FABRICKY W J Systems Engineering and Analysis Sl PrenticeHall 1990 BLANCHARD B S VERMA D PETERSON E L Maintainability A Key to Effective Serviceability and Maintenance Management New York John Wiley Sons 1995 DIAS A Metodologia para análise da confiabilidade em freios pneumáticos automotivos 1996 Tese Doutorado Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas SP 1996 FIAT Manual de uso e manutenção Uno Fiorino Betim Fiat Automóveis SA 2010 FIAT Strada manual de uso e manutenção sl Fiat Chrysler Automóveis Brasil 2022 FINAZZI E A D A JÚNIOR J M R NETO J M F A Implementação da manutenção produtiva total em organizações de equipamentos agrícolas Estratégias desafios e impactos da eficiência operacional Prospectus v 6 n 2 p 571609 2024 ISSN 26748576 GENERAL MOTORS Manual GM Corsa sl General Motors Brasil 2010 GIL Antonio Carlos Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 KARDEC A NACIF J Manutenção Função Estratégica QualityMark 2012 JOAQUIM N B R OLIVEIRA A Gestão de manutenção manutenção preventiva e gestão de frotas 2022 Dissertação Mestrado Universidade de Cuiabá UNIC Cuiabá 2022 LIMA G M Proposição de um método para a construção de um sistema de medição de desempenho dos processos do setor de transporte de uma instituição federal de ensino superior 2023 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Triângulo Mineiro Uberaba 2023 MATOS F F C Metodologia para planejamento e estruturação de sistemas de manutenção de frota automotiva 1999 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Florianópolis 1999 46 MÁRQUEZ Adolfo Crespo The Maintenance Management Framework Models and Methods for Complex Systems Maintenance London Springer 2007 MENEZES F A B L Efeitos da manutenção preventiva em uma frota de caminhões para transporte de cargas pesadas 2022 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal 2022 OLIVA A V S OLIVEIRA E C S NASCIMENTO L S Gestão de frotas como fator primordial em transportadoras ETECAMP Etec de Campo Limpo Paulista Campo Limpo Paulista 2024 REIS Ana Carla B COSTA Ana Paula Cabral Seixas ALMEIDA Adiel Teixeira de Diagnóstico da gestão da manutenção em indústrias de médio e grande porte da região metropolitana de Recife Produção v 23 n 2 p 226240 abrjun 2013 doi101590S010365132012005000079 REIS M F CRUZ F R DIAS F C Gestão de frota de veículos um estudo de caso em uma transportadora In X SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Rio de Janeiro sn 2022 SANTOS E A G FERREIRA G B FERREIRA M Agricultura 40 estudo de caso sobre a eficiência da indústria 40 aplicada ao agronegócio Ciência Tecnologia v 15 n 1 p e1517e1517 2023 WEDEKIN T F Gestão da manutenção para uma empresa com frota de caminhões e máquinas agrícolas 2024 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Engenharia sl 2024 WOLKSVAGEN Manual de instruções Amarok sl Wolksvagen 2015 47 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Item de Manutenção Intervalo km Preventiva Custo R Preventiva Falha Corretiva Custo R Corretiva RKm Preventivo RKm Corretivo Observação GM Corsa Pickup Óleo e Filtro de Óleo 5000 25000 R Motor funde borra falha de lubrificação 800000 R 005 R 160 R Custo corretivo não inclui downtime GM Corsa Pickup Correia Dentada e Tensor 50000 50000 R Rompimento da correia atropelamento de válvulas 250000 R 001 R 005 R Motor 14 8v GM Família 1 empena válvulas GM Corsa Pickup Pastilhas de Freio 30000 25000 R Desgaste total danifica o disco de freio 80000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança GM Corsa Pickup Filtro de Ar 10000 7000 R Contaminação do motor poeirasílica 800000 R 001 R 080 R A poeira age como abrasivo dentro do motor causando retífica GM Corsa Pickup Fluido de Freio 60000 15000 R Corrosão do sistema cilindro mestre e cilindros de roda 75000 R 000 R 001 R Gatilho de 2 anos convertido para Km média de 30500 kmano Fiat Uno Óleo e Filtro de Óleo 5000 23000 R Motor funde borra falha de lubrificação 700000 R 005 R 140 R Motor Fire 10 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Uno Correia Dentada e Tensor 50000 45000 R Rompimento da correia 220000 R 001 R 004 R Motores Fire mais antigos podem empenar válvulas Fiat Uno Pastilhas de Freio 30000 22000 R Desgaste total danifica o disco de freio 75000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Uno Filtro de Ar 10000 6000 R Contaminação do motor poeirasílica 700000 R 001 R 070 R A poeira age como abrasivo dentro do motor VW Amarok Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 120000 R Falha de lubrificação Contaminação dos bicos injetores 3000000 R 012 R 300 R Motor diesel é extremamente sensível ao filtro de diesel águaimpurezas e ao óleo VW Amarok Correia Dentada e Tensores 80000 350000 R Rompimento da correia motor 20 TDI 2500000 R 004 R 031 R Serviço complexo e caro A falha é catastrófica para o motor diesel alta compressão VW Amarok Pastilhas de Freio 40000 70000 R Desgaste total danifica o disco de freio 220000 R 002 R 006 R Corretiva inclui troca dos discos grandes e caros Risco de segurança Fiat Strada A Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada A Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada A Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada A Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada B Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada B Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada B Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada B Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada C Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada C Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada C Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada C Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada D Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada D Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada D Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada D Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança 48 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Ano Semana Data Início Data Fim Km Inicial Km Final Km Rodado GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01092024 07092024 220457 221141 684 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08092024 14092024 221141 221912 771 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15092024 21092024 221912 222503 591 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22092024 28092024 222503 223004 501 Fiat Uno 2010 Semana 1 01092024 07092024 180327 181058 731 Fiat Uno 2010 Semana 2 08092024 14092024 181058 181494 436 Fiat Uno 2010 Semana 3 15092024 21092024 181494 182132 638 Fiat Uno 2010 Semana 4 22092024 28092024 182132 182143 11 VW Amarok 2015 Semana 1 01092024 07092024 160783 161474 691 VW Amarok 2015 Semana 2 08092024 14092024 161474 162273 799 VW Amarok 2015 Semana 3 15092024 21092024 162273 162968 695 VW Amarok 2015 Semana 4 22092024 28092024 162968 163586 618 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01092024 07092024 8243 8795 552 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08092024 14092024 8795 9575 780 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15092024 21092024 9575 10127 552 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22092024 28092024 10127 10784 657 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01092024 07092024 12547 13265 718 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08092024 14092024 13265 13800 535 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15092024 21092024 13800 14531 731 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22092024 28092024 14531 15241 710 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01092024 07092024 10863 11372 509 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08092024 14092024 11372 11929 557 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15092024 21092024 11929 12565 636 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22092024 28092024 12565 13348 783 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01092024 07092024 20158 20910 752 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08092024 14092024 20910 21573 663 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15092024 21092024 21573 22114 541 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22092024 28092024 22114 22816 702 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01102024 07102024 223004 223655 651 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08102024 14102024 223655 224398 743 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15102024 21102024 224398 224942 544 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22102024 28102024 224942 225514 572 Fiat Uno 2010 Semana 1 01102024 07102024 182143 182714 571 Fiat Uno 2010 Semana 2 08102024 14102024 182714 183226 512 Fiat Uno 2010 Semana 3 15102024 21102024 183226 183822 596 Fiat Uno 2010 Semana 4 22102024 28102024 183822 184290 468 VW Amarok 2015 Semana 1 01102024 07102024 163586 164289 703 VW Amarok 2015 Semana 2 08102024 14102024 164289 165015 726 VW Amarok 2015 Semana 3 15102024 21102024 165015 165690 675 VW Amarok 2015 Semana 4 22102024 28102024 165690 166338 648 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01102024 07102024 10784 11312 528 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08102024 14102024 11312 12003 691 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15102024 21102024 12003 12615 612 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22102024 28102024 12615 13302 687 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01102024 07102024 15241 15912 671 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08102024 14102024 15912 16620 708 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15102024 21102024 16620 17283 663 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22102024 28102024 17283 17984 701 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01102024 07102024 13348 14022 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08102024 14102024 14022 14754 732 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15102024 21102024 14754 15396 642 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22102024 28102024 15396 16077 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01102024 07102024 22816 23500 684 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08102024 14102024 23500 24176 676 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15102024 21102024 24176 24832 656 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22102024 28102024 24832 25504 672 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01112024 07112024 225514 226195 681 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08112024 14112024 226195 226954 759 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15112024 21112024 226954 227565 611 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22112024 28112024 227565 228247 682 Fiat Uno 2010 Semana 1 01112024 07112024 184290 184884 594 Fiat Uno 2010 Semana 2 08112024 14112024 184884 185468 584 Fiat Uno 2010 Semana 3 15112024 21112024 185468 186054 586 Fiat Uno 2010 Semana 4 22112024 28112024 186054 186631 577 VW Amarok 2015 Semana 1 01112024 07112024 166338 167009 671 VW Amarok 2015 Semana 2 08112024 14112024 167009 167725 716 VW Amarok 2015 Semana 3 15112024 21112024 167725 168396 671 VW Amarok 2015 Semana 4 22112024 28112024 168396 169082 686 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01112024 07112024 13302 13974 672 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08112024 14112024 13974 14629 655 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15112024 21112024 14629 15278 649 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22112024 28112024 15278 15971 693 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01112024 07112024 17984 18647 663 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08112024 14112024 18647 19339 692 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15112024 21112024 19339 19978 639 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22112024 28112024 19978 20683 705 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01112024 07112024 16077 16751 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08112024 14112024 16751 17410 659 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15112024 21112024 17410 18074 664 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22112024 28112024 18074 18755 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01112024 07112024 25504 26192 688 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08112024 14112024 26192 26861 669 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15112024 21112024 26861 27547 686 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22112024 28112024 27547 28219 672 49 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina F011 GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima F012 Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva F013 VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine F014 Fiat Strada A 15102024 12080 Corretiva Elétrica Luz de freio não acende Revisão de soquete e substituição da lâmpada 1 hs 150 EletroAuto Lima F015 Fiat Strada B 17102024 16850 Corretiva Suspensão Amortecedor com vazamento Troca de amortecedores dianteiros 3 hs 520 AutoCenter Horizontina F016 Fiat Strada C 20102024 14920 Corretiva Mecânica Ruído na correia do alternador Substituição da correia e tensionamento 2 hs 280 Mecânica Silva F017 Fiat Strada D 22102024 23800 Corretiva Arrefecimento Mangueira superior do radiador rachada Substituição da mangueira e teste de pressão 2 hs 310 Mecânica Silva F018 VW Amarok 25102024 165300 Corretiva Pneus Furo no pneu traseiro esquerdo Troca e balanceamento 1 hs 180 Oficina TruckLine F019 Fiat Uno 26102024 183750 Corretiva Freios Pedal baixo Sangria do sistema e troca do fluido 2 hs 260 Mecânica Silva F020 Fiat Strada C 28102024 15580 Preventiva Elétrica Revisão programada de luzes Substituição preventiva de lâmpadas 1 hs 120 EletroAuto Lima F021 GM Corsa Pickup 06112024 226800 Corretiva Mecânica Vazamento no retentor do câmbio Substituição do retentor e troca de óleo 3 hs 420 Mecânica Silva F022 Fiat Uno 09112024 185200 Corretiva Elétrica Falha no sistema de ignição Substituição de cabos e velas 25 320 EletroAuto Lima F023 VW Amarok 12112024 167500 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento de roda Troca do rolamento dianteiro 25 450 Oficina TruckLine F024 Fiat Strada A 13112024 14680 Preventiva Suspensão Revisão de molas traseiras Lubrificação e reaperto 15 190 AutoCenter Horizontina F025 Fiat Strada B 15112024 19500 Corretiva Arrefecimento Válvula termostática travada Substituição da válvula e do fluido 25 360 Mecânica Silva F026 Fiat Strada C 19112024 17850 Corretiva Freios Pastilhas dianteiras desgastadas Troca de pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 310 Oficina TruckLine F027 Fiat Strada D 21112024 26700 Corretiva Elétrica Falha no sensor de ré Substituição do sensor e teste 1 hs 200 EletroAuto Lima F028 VW Amarok 24112024 168900 Corretiva Suspensão Folga em bucha de bandeja Substituição das buchas 2 hs 390 Oficina TruckLine F029 Fiat Uno 26112024 186400 Corretiva Mecânica Correia dentada gasta Substituição da correia e rolamento tensor 35 480 Mecânica Silva F030 Fiat Strada D 28112024 27350 Preventiva Pneus Rodízio e balanceamento Rodízio completo dos pneus 15 180 AutoCenter Horizontina 50 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 RESUMO A gestão da manutenção de frotas é uma atividade essencial para garantir a eficiência operacional especialmente no setor do agronegócio onde o transporte de insumos e produtos exerce influência direta sobre a produtividade Em pequenas empresas entretanto a ausência de procedimentos estruturados a falta de profissionais especializados e o uso predominante de práticas corretivas comprometem a disponibilidade dos veículos e elevam os custos operacionais Nesse contexto este trabalho tem como objetivo geral desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor do agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas Metodologicamente tratase de uma pesquisa de natureza aplicada com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A etapa qualitativa envolveu pesquisas bibliográficas entrevistas semiestruturadas e observação direta do processo de manutenção enquanto a etapa quantitativa consistiu na análise dos dados históricos de falhas quilometragem e custos além da comparação entre cenários preventivos e corretivos A partir desses procedimentos foi elaborada uma ferramenta de gestão baseada em planilhas eletrônicas construída com dados derivados dos parâmetros técnicos reais de uma frota de veículos operando em condições de uso severo preservados por questões de confidencialidade A ferramenta contempla o registro dos itens de manutenção o acompanhamento de quilometragens a estimativa de custos preventivos e corretivos e a geração automática de indicadores de desempenho Os resultados obtidos demonstraram que a adoção de rotinas preventivas estruturadas pode reduzir falhas inesperadas aumentar a disponibilidade dos veículos e proporcionar maior previsibilidade dos custos contribuindo para a melhoria da gestão da frota Concluise que o sistema desenvolvido apresenta potencial de aplicação prática em pequenas empresas do agronegócio oferecendo uma solução acessível e tecnicamente fundamentada para aperfeiçoar a gestão da manutenção Palavraschave Manutenção preventiva Gestão de frotas Agronegócio LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo16 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise 21 Figura 3 Planilha Falhas32 Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo35 Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm37 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo39 Figura 7 Disponibilidade média por veículo40 Figura 8 Dashboard da frota49 Figura 9 KPI consolidado52 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km 48 Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada51 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO4 2 REVISÃO DA LITERATURA9 3 METODOLOGIA15 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS23 CONCLUSÃO55 REFERÊNCIAS57 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO59 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO60 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO61 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO62 4 1 INTRODUÇÃO A manutenção de frotas desempenha um papel estratégico para empresas do setor do agronegócio cuja competitividade depende diretamente da eficiência logística Mesmo quando compostas por poucos veículos essas frotas são responsáveis pelo transporte de insumos deslocamento operacional e escoamento da produção sendo fundamentais para o bom desempenho das atividades agrícolas Nesse contexto falhas mecânicas inesperadas podem gerar interrupções nas operações atrasos na entrega e aumento expressivo dos custos problema especialmente crítico para micro e pequenas empresas que possuem estrutura enxuta e menor capacidade de absorver custos imprevistos Embora os benefícios da manutenção preventiva sejam amplamente documenta dos pela literatura clássica como a redução de falhas o aumento da confiabilidade e a diminuição dos custos corretivos Kardec Nacif 2012 Blanchard Fabrycky 1990 Matos 1999 sua implementação ainda enfrenta obstáculos significativos em pequenas empresas Entre os principais desafios estão a ausência de planejamento estruturado a falta de procedimentos formais de controle a resistência às mudanças organizacionais e a necessidade de investimentos iniciais em ferramentas de gestão Lima 2023 Essas limitações contribuem para que muitas empresas do agronegócio operem predominantemente sob um modelo reativo de manutenção intervindo apenas após a ocorrência das falhas Estudos apontam que organizações que adotam rotinas preventivas baseadas em inspeções periódicas e no acompanhamento sistemático das condições dos veículos conseguem reduzir de maneira expressiva a ocorrência de falhas inesperadas e otimizar seus custos operacionais Blanchard Verma Peterson 1995 Nesse sentido a transição de uma abordagem corretiva para uma abordagem preventiva representa não apenas uma prática técnica recomendável mas um diferencial competitivo para pequenas empresas do agronegócio aumentando a disponibilidade da frota a segurança das operações e a eficiência logística Diante desse cenário este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da implementação de um sistema simples de gestão da manutenção preventiva aplicável a pequenas empresas do setor agroindustrial Para isso desenvolvese uma ferramenta prática baseada em planilhas eletrônicas utilizando dados fictícios derivados de parâmetros técnicos reais dos veículos em respeito à 5 confidencialidade da organização inicialmente contatada A partir da revisão da literatura e da simulação do uso da ferramenta buscase demonstrar como práticas básicas e estruturadas de manutenção podem contribuir para a redução de custos operacionais para o aumento da disponibilidade dos veículos e para o aprimoramento da gestão da frota 11 TEMA Desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo em frotas de veículos que operam no setor do agronegócio 12 DELIMITAÇÃO DO TEMA Análise e desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo para uma frotas de veículos heterogenia composta tanto por veículos mais robustos com maior tração como a VW Amarock 2015 quanto por veículos mais economicos voltados para trajeto diário como o Fiat Uno 2010 Estes automóveis operam em contexto de uso severo como por exemplo o agronegócio e pertencem a empresas de pequeno a médio porte 13 PROBLEMA DA PESQUISA A gestão da manutenção pode ser definida como o conjunto de atividades técnicas administrativas e gerenciais destinadas a garantir que os equipamentos e instalações operem de forma eficiente segura e confiável Envolve o planejamento a execução o controle e a melhoria contínua das ações de manutenção ao longo do ciclo de vida dos ativos KARDEC NASCIF 2012 Essa área de estudo é amplamente difundida em empresas de grande porte como mostra os estudos de Reis Costa e Almeida 2006 porém para pequenas empresas Por outro lado esses mesmos estudos indicam que pequenas e médias empresas apresentam menor grau de formalização e maturidade em seus processos de manutenção De acordo com Reis Costa e Almeida 2006 enquanto grandes indústrias dispõem de setores estruturados procedimentos padronizados e uso consistente de indicadores de desempenho empresas de menor porte tendem a operar de forma mais reativa intervindo apenas quando ocorre uma falha Essa realidade é reforçada por Kardec e Nascif 2012 que apontam que a limitação de 6 recursos técnicos humanos e financeiros dificulta a implementação de rotinas preventivas e sistemas de controle sistematizados Como consequência pequenas empresas do setor produtivo frequentemente enfrentam custos mais altos decorrentes de paradas inesperadas além de perda de disponibilidade operacional e redução da vida útil dos equipamentos Nesse contexto é de suma importância discutir técnicas de gestão da manutenção que possam ser implementadas de forma eficaz em empresas de pequeno porte A adoção de práticas preventivas mesmo em organizações com recursos limitados pode representar uma alternativa viável para reduzir falhas inesperadas otimizar o uso dos equipamentos e aumentar a confiabilidade operacional Além disso a manutenção preventiva tem potencial para minimizar custos decorrentes de paradas não planejadas melhorar o desempenho dos ativos e auxiliar no planejamento das operações especialmente em setores cuja produtividade depende do cumprimento rigoroso de janelas operacionais como ocorre no agronegócio Diante disso surge o questionamento que orienta este estudo quais vantagens a adoção de um sistema de manutenção preventiva pode proporcionar em comparação a um modelo baseado em falhas para pequenas e médias empresas do setor do agronegócio 14 HIPÓTESES a O desenvolvimento de um sistema simples de manutenção preventiva tende a reduzir a ocorrência de falhas inesperadas aumentando a disponibilidade operacional dos veículos b A utilização de indicadores de manutenção mesmo em ferramentas de baixo custo baseadas em planilhas eletrônicas contribui para melhorar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial c A adoção sistemática de intervenções preventivas conforme os intervalos recomendados pelos fabricantes pode diminuir o impacto financeiro das manutenções corretivas em frotas que operam em condições de uso severo 15 JUSTIFICATIVA A manutenção preventiva assume papel fundamental na gestão de frotas especialmente em empresas que operam em condições de uso severo como ocorre 7 no agronegócio A aplicação sistemática de inspeções periódicas substituições programa das e acompanhamento do desgaste dos componentes permite reduzir a incidência de falhas inesperadas e aumentar a confiabilidade operacional dos veículos Entretanto muitas pequenas empresas ainda baseiam suas decisões de manutenção em intervenções corretivas atuando apenas após a ocorrência de falhas Essa abordagem reativa tende a elevar custos gerar paradas não planejadas e comprometer a continuidade das operações logísticas Nesse contexto a adoção de um sistema simples de manutenção preventiva justificase pela necessidade de melhorar o planejamento das intervenções aumentar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial Ferramentas de controle mesmo quando desenvolvidas em planilhas eletrônicas podem auxiliar no registro de informações na definição de intervalos de manutenção e no monitoramento dos veículos contribuindo para uma gestão mais organizada e eficiente No setor agroindustrial em que a disponibilidade da frota influencia diretamente o escoamento da produção e o cumprimento dos prazos tornar o processo de manutenção mais estruturado é um diferencial competitivo Assim este estudo se justifica por desenvolver uma ferramenta de baixo custo que pode ser implementada por pequenas empresas possibilitando maior controle sobre as rotinas de manutenção e potencial redução dos custos corretivos Dessa forma buscase demonstrar como um sistema simples e acessível pode apoiar a gestão da frota e contribuir para o aprimoramento das operações no contexto do agronegócio 16 OBJETIVOS 161 Objetivo Geral Desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor de agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas 162 Objetivos específicos a Identificar os principais problemas enfrentados na gestão de manutenção de uma frota que opera no contexto de uso severo em empresas de pequeno a médio porte 8 b Analisar boas práticas e estratégias de manutenção preventiva utilizadas em empresas do setor c Propor um plano de manutenção preventiva adequado à realidade do setor de intresse d Criar um sistema de gestão que possa ser facilmente adaptado para o uso de uma empresa do setor de estudo e Estruturar um sistema de indicadores eficiente que reflita a qualidade do processo de manutenção e a eficiência do uso da frota 9 2 REVISÃO DA LITERATURA O agronegócio é um dos setores mais dinâmicos da economia exigindo logística eficiente para garantir produtividade e competitividade o manejo de frotas se torna um elemento essencial pois permite a otimização dos recursos a redução de custos e o aumento da eficiência operacional Menezes 2022 A gestão de frotas no agronegócio envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos maquinários e produtos finais Tecnologias como sistemas de rastreamento via GPS sensores IoT Internet das Coisas e softwares de gestão permitem o controle em tempo real dos veículos prevenindo desperdícios e otimizando rotas ocasionando uma significativa redução nos custos operacionais como combustível e manutenção preventiva Outro aspecto relevante é a sustentabilidade por consequência de que a adoção de práticas mais eficientes contribui para a redução da pegada de carbono promovendo o uso consciente dos recursos naturais sendo o gerenciamento adequado das frotas uma forma de minimizar impactos ambientais ao reduzir a emissão de poluentes e o desperdício de combustíveis Santos Ferreira Ferreira 2023 Com o avanço da tecnologia e a busca por soluções mais sustentáveis a tendência é que esse segmento continue evoluindo trazendo ganhos tanto econômicos quanto ambientais para o setor Um manejo eficiente da frota no agronegócio melhora a previsibilidade das entregas garantindo a qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes devendo as empresas que investem em inovação e boas práticas logísticas como destaque no mercado aumentando sua competitividade e sustentabilidade Andrade 2025 A manutenção preventiva em frotas de veículos é um fator essencial para garantir a segurança eficiência e redução de custos operacionais sendo que este tipo de manutenção envolve a inspeção periódica e a substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e prolongando a vida útil dos veículos Garantir que as ações sejam executadas de maneira eficiente e padronizada é tão essencial quanto o planejamento e o controle pois isso assegura a qualidade da entrega e a satisfação tanto dos operadores quanto dos clientes No entanto muitas equipes de manutenção não recebem treinamentos regulares nem seguem procedimentos padronizados tornando a gestão do conhecimento predominantemente empírica e dependente da experiência individual dos 10 colaboradores O aprendizado ocorre de forma informal onde auxiliares mecânicos dependem das orientações dos mecânicos mais experientes que por sua vez trocam informações entre si com supervisores e gerentes A ausência de manuais e registros formais sobre a execução das atividades resulta em abordagens distintas para problemas similares levando a decisões inconsistentes redução da confiabilidade dos serviços prestados e maior dependência da opinião de terceiros Além disso a dificuldade de recrutamento de profissionais qualificados é um desafio especialmente porque grande parte dos equipamentos é importada e a empresa detém a maior frota nacional tornandose altamente dependente dos colaboradores mais experientes Wedekin 2024 O manejo eficiente da manutenção preventiva requer um planejamento estra tégico que inclui a utilização de tecnologias para monitoramento da frota por meio de sistemas de gestão que auxiliam no controle de dados como o tempo de uso a quilometragem percorrida e os registros de serviço permitindo a tomada de decisões assertivas Além disso o uso de sensores e telemetria possibilita a análise em tempo real do desempenho dos veículos indicando quando é necessária uma intervenção Entre os principais benefícios da manutenção preventiva estão a redução do tempo de inatividade dos veículos a economia com reparos corretivos e a maior segurança para motoristas e cargas Um sistema bem estruturado de manutenção também contribui para a sustentabilidade evitando desperdícios e reduzindo a emissão de poluentes uma vez que veículos em boas condições consomem menos combustível e emitem menos gases nocivos ou seja para implementar um sistema de manutenção preventiva bem gerenciado não apenas melhora o desempenho da frota mas também promove ganhos financeiros e ambientais Barbosa 2023 O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em frotas de veículos no setor do agronegócio é essencial para garantir a continuidade das operações minimizar custos e aumentar a vida útil dos equipamentos Equipamentos que operam em ambientes severos como estradas não pavimentadas e longas jornadas de uso contínuo exigem sistemas de manutenção preventiva que garantam confiabilidade e segurança operacional Marquez 2007 Principalmente devido á essas condições severas de uso é fundamental adotar estratégias eficazes para a gestão da manutenção O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva bem 11 estruturado no agronegócio proporciona maior confiabilidade às operações reduzindo o risco de paradas inesperadas e garantindo melhor aproveitamento da frota podendo assim as empresas do setor podem operar com maior segurança sustentabilidade e competitividade no mercado A manutenção preventiva de frotas é uma estratégia fundamental para empresas que dependem do transporte para suas operações sendo que este sistema visa garantir a longevidade dos veículos reduzir custos com reparos emergenciais e otimizar o desempenho da frota Reis Cruz Dias 2022 Entre os principais benefícios da manutenção preventiva está a redução de falhas mecânicas inesperadas evitando interrupções nas operações com a conservação adequada dos veículos contribuindo para o aumento da vida útil da frota e para a segurança dos motoristas Outro aspecto positivo é a economia de recursos financeiros uma vez que reparos corretivos são geralmente mais onerosos do que a manutenção planejada com ganhos ambientais pois veículos bem conservados tendem a emitir menos poluentes e a consumir menos combustível Esses benefícios são amplamente reconhecidos pela literatura que destaca a manutenção preventiva como uma estratégia essencial para aumentar a confiabilidade dos equipamentos e otimizar custos operacionais Kardec Nascif 2012 Marquez 2007 Por outro lado um dos principais desafios do sistema de manutenção preventiva é o custo inicial para sua implementação sendo necessário que haja investimento em tecnologia treinamento de pessoal e estruturação de um cronograma eficiente Oliva Oliveira Nascimento 2024 Além disso a imobilização temporária de veículos para inspeção pode impactar a produtividade especialmente em setores que demandam alto volume de transporte podendo ocasionar o risco de gastos desnecessários com substituição prematura de componentes que poderiam continuar operacionais por mais tempo Portanto a manutenção preventiva de frotas apresenta tanto vantagens quanto desafios sendo que para maximizar seus benefícios e minimizar os malefícios é essencial um planejamento detalhado alinhado à realidade da empresa A adoção de tecnologias de monitoramento como sensores e sistemas de gestão pode tornar o processo mais eficiente e assertivo conseguindo equilibrar os custos iniciais com os ganhos a longo prazo garantindo a sustentabilidade e a competitividade no mercado Conforme destacado na literatura autores como Kardec e Nascif 2012 reforçam que o êxito das ações de manutenção está diretamente 12 relacionado à existência de processos bem planejados padronizados e continuamente monitorados capazes de garantir maior eficiência e confiabilidade às operações 21 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA MANUTENÇÃO NO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO 211 Conceitos fundamentais de manutenção A manutenção é uma atividade essencial para garantir a confiabilidade e a disponibilidade dos sistemas produtivos sendo definida como o conjunto de ações técnicas e administrativas destinadas a preservar ou restaurar um item de forma que ele possa desempenhar uma função requerida Blanchard Verma Peterson 1995 Em sistemas complexos como frotas de transporte agrícola a manutenção deixa de ser apenas uma atividade corretiva para assumir um papel estratégico na gestão de ativos influenciando diretamente a produtividade e os custos operacionais Segundo Matos 1999 o planejamento e a estruturação de sistemas de manu tenção devem considerar fatores como a criticidade dos equipamentos o histórico de falhas e o custo das intervenções Esses parâmetros permitem estabelecer planos de manutenção mais precisos reduzindo o tempo de inatividade e aumentando a confi abilidade operacional Assim a manutenção evolui de um enfoque reativo para um modelo preventivo e mais recentemente preditivo acompanhando a transformação tecnológica impulsionada pela Indústria 40 De acordo com Barbosa 2023 a manutenção preventiva é uma das práticas mais eficazes para assegurar o desempenho e a durabilidade de equipamentos utilizados em ambientes severos como o agronegócio Esse tipo de manutenção baseiase na inspeção periódica e na substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e garantindo a disponibilidade dos veículos de transporte e máquinas agrícolas 212 Manutenção de frotas no setor do agronegócio O agronegócio é caracterizado pela alta demanda logística e pelo uso intensivo de maquinários e veículos tornando a gestão de frotas um elemento essencial para a eficiência operacional Menezes 2022 A operação em estradas não pavimentadas sob condições climáticas adversas e longas distâncias 13 percorridas impõe exigências elevadas aos sistemas de transporte o que reforça a necessidade de estratégias eficazes de manutenção preventiva e corretiva A gestão de frotas nesse contexto envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos máquinas e produtos finais utilizando tecnologias de rastrea mento e sistemas de gestão integrados Ferramentas como sensores IoT e telemetria permitem o controle em tempo real das condições de operação dos veículos facilitando o diagnóstico precoce de falhas e a otimização de rotas Santos Ferreira e Ferreira 2023 Tais soluções aumentam a eficiência energética reduzem desperdícios e contribuem para a sustentabilidade ambiental do setor Além do aspecto técnico a manutenção no agronegócio possui um papel estra tégico na sustentabilidade e na competitividade Conforme destacam Andrade 2025 a adoção de práticas eficientes de manutenção e logística eleva a previsibilidade das entregas e melhora a satisfação do cliente consolidando o posicionamento da empresa no mercado Assim investir em inovação e tecnologia aplicada à gestão de frotas é fundamental para assegurar o desempenho contínuo e sustentável das operações agrícolas 213 Desafios e estratégias de desenvolvimento O desenvolvimento de sistemas de manutenção preventiva em frotas agrícolas exige planejamento estratégico e capacitação contínua Wedekin 2024 ressalta que a ausência de procedimentos padronizados e de treinamentos regulares pode levar à execução empírica das atividades tornando o processo dependente da experiência individual dos colaboradores Essa realidade compromete a consistência e a confiabilidade dos serviços além de dificultar a transmissão do conhecimento técnico entre gerações de profissionais Entre as etapas essenciais para a implementação de um sistema de manutenção bem estruturado estão o diagnóstico inicial da frota o uso de tecnologias de monitoramento a capacitação da equipe a definição de cronogramas de manutenção e o controle de indicadores de desempenho Oliva Oliveira e Nascimento 2024 Essas ações permitem otimizar recursos reduzir custos e aumentar a disponibilidade operacional tornando o processo mais previsível e eficiente Além disso Reis Cruz e Dias 2022 observam que a manutenção preventiva 14 impacta diretamente a segurança operacional reduzindo a ocorrência de falhas mecâ nicas inesperadas e aumentando a vida útil dos veículos A integração entre gestão técnica e financeira possibilita que o controle de custos com reparos consumo de combustível e tempo de inatividade seja feito de forma contínua e estratégica Além disso vale ressaltar a perpectiva do avanço tecnológico associado a sustentabilidade com a melhoria dos recursos digitais e o fortalecimento da Agricultura 40 o monitoramento em tempo real e a análise preditiva de dados se tornaram aliados da manutenção moderna Segundo Finazzi Júnior e Neto 2024 a implementação de ferramentas digitais como sensores dashboards e indicadores de desempenho promove uma cultura de melhoria contínua possibilitando decisões baseadas em dados data driven decisions Essa integração tecnológica favorece o uso racional dos recursos reduz desperdícios e aumenta a sustentabilidade ambiental do setor A manutenção portanto deve ser compreendida como um processo dinâmico que combina gestão técnica inovação e responsabilidade ambiental Sistemas de manutenção preventiva associados ao uso de tecnologias adequadas contribuem significativamente para prolongar a vida útil dos equipamentos e aumentar sua confiabilidade Marquez 2007 Portanto m sistema de manutenção preventiva e tecnológica não apenas prolonga a vida útil dos equipamentos mas também contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro equilibrando eficiência economia e respeito ao meio ambiente 15 3 METODOLOGIA A metodologia apresentada neste projeto procura descrever o percurso desde a concepção e o desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em veículos de uma empresa do setor do agronegócio Para isso serão apresentados os métodos e técnicas utilizados bem como os materiais e equipamentos analisados ao longo do projeto 31 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2008 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 51 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números GIL 2008 p 51 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2019 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto na coleta das informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 54 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito sendo impossível traduzir tal realidade em números GIL 2019 p 54 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada A pesquisa qualitativa é utilizada para entender os desafios e as necessidades de uma empresa enquanto a pesquisa quantitativa mensura o impacto da incrementação do sistema na redução de falhas e de custos operacionais Para seu desenvolvimento foi seguido o fluxo conforme a Figura 1 16 Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo Fonte O autor 2025 Além disso o trabalho baseiase em uma empresa do setor do agronegócio em que a frota de veículos é usada para o transporte de insumos e de produtos A pesquisa tem duração de seis meses e compreende as fases de levantamento de requisitos de desenvolvimento do sistema de implementação e de avaliação dos resultados Para isso os sujeitos apresentados ao longo da pesquisa são os gestores de frota os mecânicos os motoristas e ademais colaboradores que integram o processo de manutenção dos veículos Para que o sistema possa ser desenvolvido foi necessário criar um banco de informações do que é relevante quando se trata do assunto para isso a coleta de dados será realizada por meio de a Pesquisas bibliográficas e documentais Com o levantamento de referências acadêmicas e normas técnicas sobre a manutenção preventiva e a gestão de 17 frotas b Análise de dados históricos Com o levantamento de registros de manutenção e de custos operacionais anteriores c Entrevistas semiestruturadas São realizadas com o gestor da frota para identi ficar desafios e as expectativas d Observação direta O acompanhamento do processo atual de manutenção e Após a coleta os dados coletados serão analisados baseandose em técnicas de estatística descritiva para avaliar a eficácia do sistema Comparados seus indicadoreschave antes e depois da implementação como Frequência de falhas mecânicas Tempo médio entre falhas MTBF Redução de custos de manutenção corretiva Nível de satisfação dos usuários 32 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Para o desenvolvimento e implementação do sistema de gestão de manutenção preventiva serão mobilizados diferentes recursos que sustentam tanto a fase de construção quanto a de funcionamento contínuo do sistema Os softwares assumem papel central nesse processo pois compreendem um conjunto de ferramentas indispensáveis ao desenvolvimento técnico incluindo linguagens de programação bancos de dados e plataformas voltadas à análise de dados além de permitirem a criação das estruturas lógicas armazenar informações com segurança e realizar tratamentos analíticos capazes de revelar padrões e necessidades relacionadas ao comportamento da frota Outro componente fundamental é a infraestrutura computacional que engloba servidores equipamentos de armazenamento e dispositivos responsáveis pelo processamento das informações assegurando que o volume de dados gerado diariamente seja registrado e processado com estabilidade evitando falhas que possam comprometer a confiabilidade do sistema Reconhecese ainda neste estudo que a presença de uma infraestrutura sólida favorece tanto a velocidade de acesso às informações quanto a capacidade de organizar registros históricos o que é essencial para a prevenção de falhas e 18 para o planejamento das intervenções As ferramentas de coleta de dados também integram esse conjunto de recursos e garantem que as informações obtidas reflitam a realidade operacional como por exemplo os formulários digitais planilhas eletrônicas e sistemas de monitoramento da frota contribuem para registrar de maneira sistemática dados sobre desgaste tempo de uso quilometragem ocorrências e demais indicadores essenciais para compreender o ciclo de vida dos equipamentos Desa forma em relação às ferraments supracitadas é compreendido que quanto mais precisas elas forem junto às suas colster mais consistente será a base sobre a qual o sistema realizará suas análises e recomendações Dessa forma a metodologia apresentada reúne esses elementos em uma estrutura que orienta o desenvolvimento do sistema com clareza e coerência pois ao organizar os processos de coleta armazenamento análise e interpretação dos dados ela assegura que a proposta atenda às necessidades específicas da empresa e resulte em informações confiáveis para o planejamento da manutenção preventiva Assim tornase possível construir um modelo de gestão capaz de gerar resultados mensuráveis apoiar decisões estratégicas e contribuir para uma operação mais segura estável e eficiente 33 COMPARATIVO ENTRE MANUTENÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS Inicialmente foi necessário delimitar o escopo deste estudo Ressaltase que a análise apresentada nesta seção é baseada em uma frota real composta por sete veículos cujos dados foram coletados semanalmente No entanto com o objetivo de preservar a confidencialidade das informações da empresa analisada os dados foram alterados de forma a manter a coerência com os dados originais sem denunciar informações que poderiam ser confidênciais posteriormente os dados utilizados na ferramenta de analise foram elaborados exclusivamente para demonstrar o funcionamento da solução tecnológica proposta Durante um mês foram coletados dados de quilometragem de uma frota de 7 veículos Informações baseadas nesses dados que servem como base para os indicadores de uso da frota compõem a planilha frotas que está no Apêndice B Posteriormente a coleta desses dados iniciouse com uma análise 19 comparativa de custos entre a manutenção corretiva e a preventiva os intervalos de manutenção preventiva foram obtidos a partir dos manuais dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Já os custos corretivos foram estimados a partir de valores de mercado a fim de demonstrar através de estimativas o impacto financeiro que um sistema de gestão não estruturado baseado em falhas gera para a frota Para esta análise foi feito um levantamento comparativo dos custos estimados para componentes selecionados de cada veículo focando naqueles sujeitos a maior desgaste O objetivo foi contrastar o custo da falha corretiva com o custo da ação planejada preventiva Como premissa fundamental para a análise e para todo o plano de manutenção subsequente foi adotado o critério de Uso Severo conforme definido pelos manuais dos proprietários dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Essa classificação se justifica pois a frota em estudo opera rotineiramente em condições que incluem Uso frequente em estradas não pavimentadas poeira lama Trajetos curtos onde o motor não atinge a temperatura ideal de funcionamento Períodos longos em marchalenta motor ligado com veículo parado como em operações de carga e descarga ou para uso do arcondicionado Operação frequente com carga máxima Os itens escolhidos para serem analisados nesse estudo de caso foram selecio nados com base em três critérios principais a Criticidade para a Operação Componentes cuja falha resulta na parada imediata do veículo alto downtime impactando diretamente as operações do agronegócio b Influência Direta do Uso Severo Peças que sofrem desgaste acelerado especi ficamente pelas condições de poeira lama e carga como é o caso dos filtros de ar e componentes de freio c Alto Custo Corretivo vs Baixo Custo Preventivo Itens que apesar de pos suírem um baixo custo de manutenção preventiva ex óleo correia dentada geram um custo corretivo exponencialmente maior em caso de falha ex retífica de motor atropelamento de válvulas 20 Dessa forma a análise não busca cobrir todos os componentes de cada veículo mas sim fornecer uma amostragem técnica e financeira representativa que fundamente a importância da migração para um modelo de manutenção planejada Esta análise comparativa de custos é detalhada no Apêndice A Para a elaboração desta análise os dados de custos e intervalos foram levantados da seguinte forma a Intervalos Preventivos km Foram extraídos dos manuais dos proprietários de cada veículo Para todos os casos foi aplicada a frequência recomendada para Uso Severo conforme justificado anteriormente Para itens com gatilho baseado em tempo ex fluido de freio o intervalo foi convertido para uma quilometragem equivalente utilizandose a média de uso mensal ilustrada no Apêndice A b Custos Preventivos R Representam uma estimativa de mercado data base Outubro2025 para a aquisição de peças kits e o custo de mão de obra em oficinas independentes não incluindo custos de concessionária c Falha e Custo Corretivo R A falha descrita é a consequência técnica direta da não execução da preventiva O custo corretivo é uma estimativa de mercado para o reparo completo da falha ex retífica de motor troca de componentes danificados É fundamental notar que este é apenas o custo direto peças e MO não incluindo os custos indiretos de downtime veículo parado que no agronegócio são frequentemente mais elevados que o próprio reparo Sobre essa questçao a Figura 2 apresenta um fluxograma metodológico que descreve de forma sequencial e lógica as etapas necessárias para organizar um estudo de manutenção automotiva com foco na distinção entre custos preventivos e corretivos iniciandose pela delimitação do escopo garantindo clareza sobre o objetivo e os limites da análise Em seguida prevêse a coleta de dados de quilometragem e a preservação da confidencialidade indicando preocupação ética e precisão técnica avançandose para a realização do levantamento dos intervalos preventivos definidos nos manuais dos veículos etapa essencial para comparar recomendações do fabricante com as condições reais de uso sendo aplicado sequencialmente o critério de uso severo que ajusta os intervalos de manutenção considerando condições mais exigentes de 21 operação como excesso de carga percurso irregular ou uso intenso A Figura 2 representa o encadeamento lógico das etapas adotadas para estruturar o processo de definição dos itens críticos da manutenção preventiva em que o f fluxo se inicia com a delimitação do escopo momento em que se define quais veículos períodos e tipos de informações serão considerados no estudo Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise Fonte O autor 2025 Essa etapa é fundamental para garantir que todas as análises posteriores ocorram dentro de limites claros e factíveis evitando dispersões que poderiam comprometer a consistência dos resultados contudo ocorrem outros processos voltados à conclusão do ciclo de operações supracitado Uma dessas ações é a coleta dos dados de quilometragem que oferece a base numérica necessária para compreender o ritmo de uso da frota e identificar padrões de desgaste onde logo após o modelo incorpora a preservação da confidencialidade assegurando que informações sensíveis relacionadas à empresa ou à operação não sejam expostas indevidamente reforçando a integridade do processo e o compromisso ético da pesquisa A etapa posterior consiste no levantamento dos intervalos preventivos presentes nos manuais dos veículos permitindo comparar as recomendações do 22 fabricante com a realidade operacional Com esses dados organizados aplicase o critério de uso severo que ajusta os intervalos de manutenção para condições mais exigentes tais como rotas intensas excesso de carga tráfego urbano constante ou variações de terreno ampliando a precisão do planejamento e garante que o plano preventivo reflita o desgaste real ao qual os veículos estão submetidos A partir disso o fluxo direciona para a seleção dos itens críticos momento em que três dimensões são avaliadas a criticidade operacional que considera o impacto da falha de determinado componente na continuidade das atividades a influência do uso severo que revela quais itens tendem a sofrer maior desgaste em rotinas intensas e a relação entre custo preventivo e corretivo que compara o investimento necessário para manutenção antecipada com os prejuízos associados à falha Essas três perspectivas permitem identificar com clareza os componentes cujo desempenho impacta diretamente a segurança a disponibilidade dos veículos e o custo total de manutenção Após essa triagem o processo conduz ao levantamento dos custos preventivos e corretivos permitindo quantificar financeiramente as alternativas e comparar de forma objetiva as consequências de manter uma rotina preventiva ou agir apenas quando surgem falhas Tratase portanto de um método estruturado de apoio às decisões sustentado por dados e alinhado às necessidades operacionais da frota analisada fortalecendo a confiabilidade das escolhas e contribuindo para um modelo de manutenção mais seguro eficiente e economicamente fundamentado 23 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo dedicase à análise quantitativa dos dados levantados na Metodologia com o objetivo de mensurar o impacto financeiro de um sistema de gestão baseado em falhas corretivo versus um sistema planejado preventivo Além disso mostra também como foi feita a estruturação da Dashboard que permitiu a analise desses desultados A partir dos dados de uso da frota e da análise comparativa de custos detalhada a seguir serão calculados os IndicadoresChave de Desempenho KPIs que fundamentam a proposta 41 DESENVOLVIMENTO DA FERRAMENTA DE ANÁLISE A criação do sistema em planilhas eletrônicas conforme destacado na seção anterior constituiu a base operacional do processo de gestão da manutenção preventiva optandose pelo Microsoft Excel por sua versatilidade facilidade de manipulação dos dados e capacidade de integrar diferentes funcionalidades em um único ambiente de trabalho o que permitiu construir uma ferramenta acessível leve e compatível com a infraestrutura tecnológica disponível na empresa analisada O uso de planilhas possibilitou organizar informações de forma estruturada realizar cálculos automáticos aplicar validações e gerar visualizações que apoiam a interpretação dos resultados garantindo um fluxo contínuo entre coleta tratamento e análise das informações relacionadas à frota A arquitetura do sistema foi organizada em quatro abas principais cada uma com um papel específico dentro da lógica de funcionamento do modelo iniciandose pela aba Frotas a qual concentra as entradas de dados permitindo registrar informações como quilometragem identificação dos veículos datas de manutenção e demais variáveis operacionais A aba Itens funciona como um banco de dados reunindo os componentes críticos seus intervalos preventivos custos e demais parâmetros utilizados nos cálculos posteriores já o Dashboard sintetiza as informações essenciais oferecendo ao gestor uma visão clara e atualizada do status da manutenção por meio de indicadores visuais alertas automáticos e gráficos interpretativos Por fim a aba Consolidado reúne os KPIs permitindo análises mais aprofundadas sobre desempenho da frota custos preventivos e corretivos além de 24 tendências que orientam decisões estratégicas de curto e longo prazo Considerando a necessidade de resguardar informações sensíveis e manter a integridade da pesquisa todos os dados originais foram preservados e substituídos por valores fictícios para fins de apresentação da ferramenta assegurando a confidencialidade sem comprometer a compreensão da metodologia adotada permitindo demonstrar de maneira transparente a lógica de funcionamento do sistema seus cálculos e sua capacidade de apoiar o planejamento da manutenção Assim mesmo com dados simulados a estrutura apresentada reflete fielmente o modelo utilizado evidenciando a eficiência das planilhas eletrônicas como solução prática e adequada ao contexto da empresa estudada 411 Apresentando as informações da tabela A estruturação da ferramenta de análise iniciouse pela concepção da aba itens que funciona como o Plano Mestre de Manutenção e o banco de dados central de todo o sistema A escolha e a organização das colunas não são arbitrárias elas representam a codificação direta dos pilares da teoria de Planejamento e Controle da Manutenção PCM em uma ferramenta funcional A seguir detalhase a função técnica de cada grupo de colunas a Colunas Código Veículo e Item de Manutenção Estas colunas definem a hierarquia de ativos O Veículo é o ativo principal ex GM Corsa Pickup 2010 e o Item de Manutenção ex Óleo e Filtro de Óleo é o componente monitorado A coluna Código ex MAN001 atua como a chave primária primary key do banco de dados Na gestão de ativos este código é o tag único que garante a rastreabilidade permitindo que o histórico de Ordens de Serviço OS seja vinculado inequivocamente a um único item de manutenção b Coluna Intervalo km Preventiva Esta coluna é o coração da Manutenção Preventiva Ela armazena o gatilho de intervenção ex 5000 km que é baseado no uso hodômetro do ativo Este valor foi determinado com base nas recomenda ções dos fabricantes manuais citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 e ajustado para a premissa de Uso Severo poeira carga trajetos curtos conforme justificado na Metodologia É este intervalo que o Dashboardutilizará como regra para 25 gerar os alertas de manutenção c Colunas Custo R Preventiva Custo R Corretiva e Falha Corretiva Consequência Este grupo de colunas representa a análise de risco e a justificativa financeira do sistema fundamentais em qualquer projeto de PCM O Custo R Preventiva quantifica o investimento planejado OPEX Despesa Operacional necessário para evitar a falha A Falha Corretiva Consequência ex Motor funde define o modo de falha do componente O Custo R Corretiva ex R 8000 quantifica o impa3to finan3eiro da falha incluindo peças e mão de obra mas desconsiderando o custo de downtime Esta análise de custorisco similar em conceito à FMEA Análise de Modos e Efeitos de Falha é o que permite ao gestor tomar decisões baseadas em dados e comprovar financeiramente o retorno sobre o investimento ROI do sistema de manutenção Ademais essa coluna foi desenvolvida como uma base de dados que deve ser alimentada pelo gestor de manutenção responsável sempre que houver a necessidade de estudar outro item crítico e seu impacto na manutenção A planilha completa encontrase no Apêndice A O segundo pilar da ferramenta é a aba frotas que também funciona como base de dados para o sistema de gestão Esta planilha exige atualização manual periódica semanal sendo o gatilho para todas as análises automáticas A sua estrutura é desenhada para capturar o uso do ativo que é a variável central da manutenção preventiva baseada em quilometragem A justificativa técnica para esta estrutura de dados é a seguinte a Colunas Veículo Ano e Km inicial Este grupo de colunas realiza a identifi cação e o estabelecimento da linha de base do ativo o asset baseline O veículo é a chave de busca usada pelo PROCX e o Km inicial é o marco zero para o cálculo da vida útil total b Coluna Km Final Esta é a coluna de controle e entrada de dados mais importante do sistema Ela representa o hodômetro mais recente o Km Atual do veículo O processo de gestão exige apenas que o gestor atualize esta única célula por veículo semanalmente c Esta abordagem simplificada elimina a complexidade de adicionar novas 26 colunas de Semana e torna a busca de dados muito mais robusta É desta coluna que as fórmulas PROCX na aba consolidado buscam automaticamente o Km Atual para alimentar todos os cálculos de KPI como o MTBF O terceiro da coleta de dados é a aba histórico de falhas Esta planilha é o registro de eventos o logbook do sistema onde toda Ordem de Serviço OS seja ela preventiva ou corretiva é registrada após sua conclusão Enquanto a aba frotas registra o uso contínuo a aba histórico de falhas registra eventos pontuais A estrutura desta planilha é a fonte de dados primária para todos os IndicadoresChave de Desempenho KPIs de resultado como por exemplo o MTBFMean Time Between Failures A justificativa técnica para cada coluna de registro é a seguinte a Colunas Data da Falha e Veículo Este par de colunas permite a filtragem de dados por período e por ativo As fórmulas de KPI na aba consolidado ex CONTSES MÁXIMOSES utilizam a Data da Falha para filtrar os eventos que ocorreram dentro do mês selecionado e a coluna Veículo para associar o evento ao ativo correto b Coluna Tipo de Manutenção Esta é a coluna de classificação mais im portante para a análise de confiabilidade É ela que permite ao sistema diferenciar uma falha real Corretiva de uma intervenção planejada Preventiva O cálculo do MTBF Tempo Médio Entre Falhas é por definição dependente da contagem de eventos exclusivamente Corretivos c Coluna Km na Falha Representa o hodômetro no momento do evento Este dado é crucial para o cálculo do MTBF Km pois é utilizado para encontrar o a quilometragem da ultima falha do veículo o ponto de partida para o cálculo do próximo período de operação d Coluna Custo R Registra o impacto financeirode cada evento peças mão de obra Esta coluna alimenta diretamente os KPIs financeiros na aba consolidado como Custo R Corretiva Mensal e Coluna Descrição da Falha Este campo captura o dado qualitativodo evento o modo de falha Embora não seja utilizado nos KPIs automáticos deste TCC ele é fundamental para análises de engenharia futuras como a Análise de Pareto para identificar quais componentes ex Bomba dágua Pneu falham com mais frequência 27 A estruturação da planilha de indicadores de desempenho da frota foi concebida com base nos fundamentos de Gestão da Manutenção buscando traduzir em métricas objetivas os aspectos de confiabilidade disponibilidade custos operacio nais e eficiência preventiva Segundo Matos 1999 o desenvolvimento de um sistema de manutenção de frota requer a definição de variáveis mensuráveis que permitam avaliar o desempenho técnico e econômico das ações de manutenção e subsidiar a tomada de decisão gerencial Dessa forma as colunas da planilha foram definidas de modo a refletir dimen sões essenciais do gerenciamento de ativos conforme recomendam Blanchard e Fabricky 1990 que destacam a importância da integração entre engenharia de sistemas e análise de confiabilidade na formulação de indicadores 412 MTBF Mean Time Between Failures O indicador MTBF expresso em dias e quilômetros é uma métrica clássica da confiabilidade operacional Ele representa o tempo médio entre falhas sucessivas e é amplamente utilizado para avaliar o desempenho técnico de equipamentos e veículos Dias 1996 ressalta que o MTBF é fundamental para quantificar a confiabilidade de sistemas automotivos especialmente em componentes críticos e orienta as ações de manutenção preventiva Na ótica da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme Blanchard Verma e Peterson 1995 o MTBF permite identificar padrões de degradação e otimizar os intervalos de manutenção Assim sua inclusão na ferramenta serve para acompanhar a evolução da confiabilidade dos veículos e embasar o planejamento dos ciclos de manutenção No contexto da gestão da manutenção preventiva aplicada à frota analisada o MTBF assume um papel estratégico ao permitir a visualização clara do comportamento operacional dos veículos ao longo do tempo onde ao relacionar dias e quilômetros percorridos entre falhas o indicador fornece uma medida objetiva da durabilidade dos componentes e da estabilidade do funcionamento dos sistemas automotivos Esse parâmetro ao ser monitorado continuamente evidencia não apenas a ocorrência de falhas mas também a velocidade com que elas tendem a se repetir oferecendo subsídios para compreender se o desempenho está se mantendo dentro 28 de padrões aceitáveis ou se há tendência de degradação acelerada Dessa forma o MTBF se torna um elemento capaz de revelar problemas latentes apontar inconsistências nos intervalos de manutenção ou indicar a necessidade de ajustes no uso operacional da frota como rotas cargas ou condições de condução Além disso a aplicação do MTBF dentro da ferramenta criada fortalece o acompanhamento da confiabilidade ao possibilitar comparações entre diferentes veículos categorias de componentes ou períodos específicos de operação já que quando analisado em conjunto com outras métricas como custos preventivos gravidade das falhas e influência do uso severo o MTBF contribui para diagnosticar se o plano de manutenção está resultando em aumento de confiabilidade ou se ajustes são necessários para prolongar a vida útil dos ativos No âmbito da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme discutido por Blanchard Verma e Peterson 1995 essa métrica atua como uma base técnica para decisões estruturadas permitindo aperfeiçoar a periodicidade das intervenções e direcionar recursos para os itens que apresentam maior desgaste ou menor estabilidade operacional Assim o indicador não apenas quantifica falhas mas orienta o planejamento estratégico da manutenção contribuindo para um sistema mais robusto eficiente e alinhado à realidade da frota avaliada 413 Frequência de Falhas A frequência de falhas traduz o percentual de ocorrências corretivas em relação ao total de intervenções Esse indicador é essencial para medir o grau de estabili dade do sistema de manutenção Conforme Andrade 2025 a análise sistemática da frequência de falhas possibilita identificar a reincidência de anomalias e atuar nas causas raízes fortalecendo o processo de manutenção de melhoria Além disso Menezes 2022 destaca que a redução da frequência de falhas é um dos principais reflexos da aplicação adequada da manutenção preventiva pois demonstra controle sobre o ciclo de degradação dos componentes e maior previsibilidade operacional da frota No contexto da frota analisada a frequência de falhas assume papel decisivo 29 na avaliação da maturidade do sistema de manutenção uma vez que evidencia a proporção de ocorrências corretivas em comparação ao total de intervenções registradas percebendose que quando esse índice se mantém elevado ele sinaliza que a manutenção preventiva não está sendo plenamente eficaz ou que há componentes cuja vida útil está se esgotando mais rapidamente que o previsto Ao contrário uma frequência reduzida indica maior estabilidade operacional e sugere que os intervalos de manutenção estão adequados ao padrão de uso real dos veículos assim o acompanhamento periódico desse indicador permite identificar tendências e mudanças no comportamento da frota funcionando como uma ferramenta de diagnóstico que orienta a tomada de decisão em tempo hábil sobretudo em sistemas que dependem de alta disponibilidade Outro aspecto relevante é que a frequência de falhas possibilita comparações entre veículos rotas condições de operação e períodos específicos contribuindo para localizar pontos críticos que de outra forma poderiam permanecer ocultos no processo pois quando analisado em conjunto com indicadores como o MTBF custos corretivos e influência do uso severo esse percentual amplia a capacidade de interpretar a dinâmica de desgaste dos componentes e de antecipar falhas reincidentes Tal abordagem dialoga diretamente com o que defendem Andrade 2025 e Menezes 2022 ao reforçarem que a gestão eficiente das falhas deve ser guiada por evidências consistentes que permitam compreender não apenas a ocorrência da falha mas sua origem seu impacto e sua evolução ao longo do tempo Dessa forma a frequência de falhas deixa de ser apenas uma medida quantitativa e se transforma em um indicador estratégico para fortalecer a confiabilidade e a previsibilidade operacional da frota 414 Custo por Quilômetro Rkm Preventivo e Corretivo As colunas de custo por quilômetro preventivo e corretivo têm como finalidade mensurar a eficiência econômica da manutenção relacionando o investimento aplicado à produtividade operacional Segundo Lima 2023 sistemas de medição de desempenho em transporte devem priorizar indicadores financeiros integrados a métricas de confiabilidade uma vez que o equilíbrio entre custo e desempenho técnico é determinante para a sustentabilidade do setor de transportes 30 A separação dos custos preventivos e corretivos permite comparar o comporta mento financeiro da manutenção planejada e não planejada Finazzi Júnior e Neto 2024 observam que a Manutenção Produtiva Total TPM busca exatamente essa proporção equilibrada na qual a maior parcela dos custos seja oriunda de intervenções preventivas garantindo maior eficiência global do equipamento Overall Equipment Effectiveness OEE Neste contexto o cálculo do custo por quilômetro preventivo e corretivo torna se indispensável para avaliar como a manutenção impacta financeiramente o ciclo de vida da frota ao relacionar os valores investidos ao deslocamento efetivo dos veículos o indicador permite medir a eficiência do uso dos recursos destinados à manutenção evidenciando se o gasto está alinhado ao desempenho esperado Cabe salientar que quando o custo corretivo por quilômetro se mantém elevado isso tende a indicar falhas recorrentes intervenções emergenciais ou desgaste acelerado dos componentes porém um custo preventivo bem distribuído sugere maior controle operacional e maior aderência às recomendações técnicas dos fabricantes Assim esse indicador revela não apenas quanto se gasta mas a que ritmo esses gastos se acumulam em relação ao uso real da frota funcionando como uma métrica sensível para identificar desvios financeiros e operacionais Além disso o custo por quilômetro dialoga diretamente com práticas de gestão baseadas em confiabilidade pois permite incorporar a análise financeira ao processo decisório portanto ao comparálo ao MTBF à frequência de falhas e aos intervalos preventivos ajustados para uso severo esse indicador amplia a capacidade de interpretação sobre o impacto econômico das escolhas de manutenção A tendência desejada conforme argumentam Finazzi Júnior e Neto 2024 é que a maior parte dos custos se concentre no âmbito preventivo uma vez que falhas corretivas implicam não apenas gastos mais altos mas também riscos de indisponibilidade do veículo atrasos operacionais e redução da eficiência global da frota observandose metodologicamente que o custo por quilômetro não deve ser visto apenas como uma métrica contábil mas como um componente estratégico que integra desempenho técnico confiabilidade e sustentabilidade financeira 31 415 Relação CorretivoPreventivo O indicador Relação CorretivoPreventivo consolida o desempenho do sistema ao comparar o volume e o custo das intervenções corretivas frente às preventivas Para Joaquim e Oliveira 2022 essa relação é um dos principais parâmetros de avaliação da maturidade do sistema de manutenção pois reflete o grau de planejamento e previsibilidade alcançado pela gestão de frota De forma semelhante Reis Cruz e Dias 2022 argumentam que a predominância de manutenções corretivas evidencia falhas no planejamento preventivo e elevação de custos operacionais enquanto a predominância preventiva indica um processo de controle efetivo redução de paradas não programadas e aumento da disponibilidade técnica dos veículos Quando aplicado ao contexto da frota avaliada esse indicador permite visualizar se o equilíbrio entre os dois tipos de intervenção está sendo alcançado ou se existe uma tendência de dependência de reparos emergenciais Um valor elevado do componente corretivo costuma sinalizar que a rotina preventiva não está atendendo plenamente às necessidades da operação seja por intervalos inadequados falta de acompanhamento dos itens críticos ou desgaste acelerado decorrente das condições de uso Assim a relação entre esses dois grupos tornase uma leitura imediata da eficiência do planejamento adotado Além disso a evolução desse indicador ao longo do tempo oferece subsídios importantes para ajustes na estratégia de manutenção Se houver redução gradual das intervenções corretivas e ampliação das preventivas isso indica que o sistema está caminhando para maior estabilidade e previsibilidade Por outro lado se a relação permanecer alta mesmo com intervenções planejadas pode ser necessário revisar procedimentos itens monitorados ou até as práticas operacionais da frota Dessa forma esse indicador apoia decisões de curto e longo prazo ajudando a direcionar esforços para áreas que exigem maior atenção 416 Quantidade de corretivas mensais Por fim a coluna de quantidade de corretivas mensais tem caráter diagnóstico permitindo avaliar a tendência temporal de falhas e sua distribuição ao longo dos meses De acordo com Barbosa 2023 o monitoramento periódico da quantidade de intervenções corretivas viabiliza a análise de eficiência dos planos de 32 manutenção sendo uma ferramenta de feedback para ajustes no cronograma preventivo Por meio desse acompanhamento mensal tornase possível identificar períodos específicos em que a ocorrência de falhas aumenta bem como relacionar esses picos a fatores operacionais sazonais ou estruturais Meses com maior volume de demandas corretivas podem indicar utilização mais intensa da frota rotas mais exigentes variações climáticas ou até mudanças no perfil das operações Assim a simples contagem dessas intervenções quando analisada em série histórica revela comportamentos que não seriam perceptíveis apenas pela análise individual de cada falha junto a isso considerase que a leitura da evolução mensal das corretivas contribui para avaliar se as ações preventivas estão surtindo efeito ao longo do tempo Portanto caso se observe redução gradual das intervenções emergenciais isso sugere maior estabilidade operacional e melhoria na aplicação das rotinas planejadas porém os aumentos persistentes podem sinalizar necessidade de revisão dos intervalos de manutenção substituição antecipada de determinados itens ou maior rigor na inspeção dos componentes considerados críticos fazendo com que este atue como um termômetro da eficácia da estratégia de manutenção adotada Para apoiar a análise dos indicadores apresentados nas subseções anteriores elaborouse uma planilha consolidando todas as falhas corretivas registradas no período de estudo denominada figura 3 Figura 3 Planilha Falhas 33 ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine Fonte O autor 2025 A Figura 3 apresenta os dados estruturados segundo variáveis essenciais para o diagnóstico tais como tipo de falha causa provável ação corretiva tempo de reparo custo e responsável técnico alimentando os cálculos de MTBF frequência de falhas custos por quilômetro e quantidade mensal de corretivas funcionando como o núcleo informacional da ferramenta de gestão desenvolvida Outro ponto relevante é que a quantidade de corretivas mensais auxilia na alocação de recursos e na organização da equipe de manutenção onde ao identificar períodos com maior demanda é possível ajustar escalas de trabalho prever aquisição de peças e planejar disponibilidade de veículos reserva minimizando impactos sobre a operação Com isso o indicador não apenas descreve o cenário atual mas também apoia decisões que evitam sobrecarga da equipe atrasos nos atendimentos e interrupções no fluxo de transporte assim sua função ultrapassa o registro de falhas e contribui para uma gestão mais equilibrada e proativa 417 Conexão entre os indicadores e a gestão da manutenção Os indicadores integrados à planilha refletem o conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual as métricas de desempenho técnico e econômico sustentam o processo decisório Blanchard Verma e Peterson 1995 enfatizam que 34 a manutenção eficaz é aquela que pode ser medida controlada e continuamente aprimorada com base em parâmetros de desempenho quantificáveis Essa lógica também é observada na Gestão de Frotas em que os dados de confiabilidade e custos orientam ações estratégicas para redução de paradas e otimização de recursos Oliva Oliveira e Nascimento 2024 destacam que a gestão de frota moderna exige o uso sistemático de indicadores como MTBF e custo por quilômetro pois eles permitem visualizar o desempenho real dos veículos e planejar intervenções de forma racional A integração desses indicadores em uma única ferramenta também reforça o caráter sistêmico da manutenção permitindo que diferentes métricas dialoguem entre si e construam uma visão abrangente do desempenho da frota pois ao serem analisados em conjunto os índices de falhas custos confiabilidade e volume de intervenções revelam padrões que não seriam percebidos isoladamente favorecendo interpretações mais consistentes e decisões mais seguras Essa visão integrada é especialmente relevante em ambientes operacionais complexos nos quais pequenos desvios podem se acumular e gerar impactos significativos na disponibilidade dos veículos e nos custos totais de manutenção entendendose que ao concentrar essas informações em um ambiente estruturado a ferramenta facilita o trabalho dos gestores e fortalece a capacidade de diagnóstico Assim a planilha construída atua como uma ferramenta prática de Planejamento e Controle da Manutenção PCM possibilitando o registro acompanhamento e análise dos resultados de cada veículo Segundo Wedekin 2024 a estruturação de ferramentas digitais simples como planilhas automatizadas representa uma etapa fundamental no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em frotas mistas com restrição orçamentária A planilha completa encontrase no Apêndice C 418 Desenvolvimento do dashboard de indicadores O desenvolvimento do dashboard de indicadores foi concebido como a etapa de consolidação visual e analítica da ferramenta permitindo ao gestor interpretar de forma ágil e objetiva os resultados obtidos nas abas itens frotas e histórico de falhas Segundo Blanchard e Fabricky 1990 a integração entre dados operacionais e indicadores visuais é um dos pilares da engenharia de sistemas aplicada à ma 35 nutenção pois possibilita a conversão de informações dispersas em conhecimento gerencial O dashboard foi elaborado no Microsoft Excel com base em gráficos dinâmicos interligados às tabelas oficiais de cada aba Essa estrutura possibilita a atualização automática dos resultados sempre que novos dados são inseridos no sistema reforçando o conceito de manutenção baseada em indicadores Maintenance Performance Measurement conforme propõem Blanchard Verma e Peterson 1995 A escolha dos gráficos foi guiada pelos princípios de clareza relevância e aplicabilidade à análise da confiabilidade e dos custos de manutenção Foram selecionados quatro principais tipos de gráficos descritos e justificados a seguir 4181 Gráfico de Linha MTBF Mean Time Between Failures O gráfico de linha foi utilizado para representar a evolução do MTBF em qui lômetros e em dias ao longo dos meses destacandose por sua capacidade de evidenciar tendências temporais e melhorias na confiabilidade dos veículos De acordo com Dias 1996 a análise contínua do MTBF é fundamental para mensurar o desempenho técnico e identificar padrõs de degradação em sistemas automotivos A Figura 4 ilustra essa dinâmica ao apresentar a evolução do MTBF em dias para cada veículo analisado no período estudado onde ao visualizála se permite comparar o comportamento individual da frota e identificar oscilações que indicam aumento ou redução da confiabilidade ao longo dos meses Essa representação facilita a percepção de padrões de repetição de falhas evidenciando quais veículos mantêm estabilidade operacional e quais demandam atenção adicional além de demonstrar que o presente gráfico funciona como um recurso de apoio direto à tomada de decisão tornando mais claras as variações de desempenho e contribuindo para o ajuste dos intervalos de manutenção de acordo com a realidade observada Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo 36 Fonte O autor 2025 O gráfico Evolução do MTBF Dias por Veículo configurase como uma fer ramenta essencial para o acompanhamento da confiabilidade operacional da frota ao longo do tempo Sua utilidade técnica está em permitir a visualização contínua das variações no tempo médio entre falhas evidenciando tendências de melhoria ou degradação no desempenho dos veículos e facilitando a identificação de padrões sazonais ciclos de manutenção e efeitos das ações preventivas sobre a disponibilidade dos ativos Sob o ponto de vista gerencial o gráfico possibilita análises comparativas entre veículos permitindo reconhecer quais unidades mantêm maior estabilidade operacional e quais demandam intervenções mais frequentes Essa visualiza ção temporal também apoia o diagnóstico de anomalias e ajustes nos planos de manutenção preventiva oferecendo suporte à tomada de decisão estratégica Em síntese o gráfico de linha é amplamente recomendado em sistemas de gestão da manutenção por sua clareza visual e capacidade de sintetizar dados complexos de confiabilidade em uma forma interpretável e dinâmica Sua inclusão no dashboard reforça o papel da ferramenta como suporte à decisão técnica e operacional promovendo uma gestão de frotas mais eficiente e baseada em indicadores quantitativos 37 4182 Gráfico de Colunas Agrupadas Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm O segundo gráfico foi elaborado com base nos indicadores Rkm Preventivo e Rkm Corretivo visando comparar o comportamento financeiro entre os custos de manutenção planejada e não planejada ao longo dos meses A opção pelo formato de colunas agrupadas permite uma visualização clara e direta das variações mensais facilitando a análise simultânea dos dois tipos de despesa e destacando possíveis desequilíbrios entre o investimento preventivo e os gastos corretivos A Figura 5 complementa essa análise ao apresentar a média de custo por quilômetro preventivo e corretivo por veículo permitindo uma comparação direta entre o comportamento financeiro de cada unidade da frota evidenciando as diferenças significativas entre os dois tipos de manutenção destacando veículos cujo custo corretivo se mostra expressivamente superior ao preventivo Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm Fonte O autor 2025 Ainda sobre a figura 5 é visível que o contraste é visualmente perceptível no gráfico que revela por exemplo casos em que a manutenção não planejada alcança valores muito mais elevados indicando maior instabilidade operacional e maior impacto orçamentário 38 Dessa forma o gráfico reforça a importância de fortalecer práticas preventivas uma vez que elas tendem a estabilizar os custos ao longo do tempo e reduzir a dependência de intervenções emergenciais Segundo Lima 2023 a integração entre indicadores financeiros e métricas de desempenho técnico é determinante para alcançar o equilíbrio entre custo ope racional e confiabilidade no setor de transportes Assim o gráfico de colunas agrupadas tornase uma ferramenta estratégica para o monitoramento econômico da manutenção permitindo identificar padrões de aumento de custo efeitos de intervenções preventivas e o impacto direto das falhas sobre o orçamento operacional Do ponto de vista gerencial esse tipo de visualização facilita a tomada de decisão pois evidencia se o aumento dos investimentos preventivos está sendo acompanhado por redução nos custos corretivos Além disso sua representação comparativa apoia o planejamento de políticas de manutenção mais eficientes voltadas à otimização de recursos e ao aumento da disponibilidade dos veículos 4183 Gráfico de Pizza Distribuição percentual de falhas por veículo O gráfico de pizza foi empregado para representar a distribuição percentual das falhas entre os veículos da frota possibilitando uma compreensão imediata da participação relativa de cada unidade no total de ocorrências registradas Esse tipo de representação destacase por sua clareza visual e pela capacidade de evidenciar quais veículos concentram maior incidência de falhas facilitando o direcionamento de ações corretivas e preventivas De acordo com Andrade 2025 a análise da reincidência de anomalias é uma etapa essencial da manutenção de melhoria pois orienta os esforços de engenha ria para as causas raízes das falhas e contribui para o aumento da confiabilidade operacional Diante desas definições a Figura 6 apresenta a distribuição percentual de falhas por veículo evidenciando a participação relativa de cada unidade no total de ocorrências entendendose que a sua visualização facilita a identificação dos modelos que concentram maior incidência de problemas e daqueles com comportamento mais estável além de orientar o foco das ações corretivas e apoia ajustes na estratégia preventiva da frota 39 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo Fonte O autor 2025 O gráfico Distribuição percentual de falhas por veículo figura 6 apresenta se portanto como uma ferramenta de diagnóstico visual que auxilia tanto na priorização de recursos de manutenção quanto na avaliação da eficiência operacional da frota Sua utilização permite identificar rapidamente veículos críticos cujas falhas impactam de forma desproporcional os indicadores de desempenho Sob o ponto de vista técnico e gerencial o gráfico de pizza oferece uma visão resumida e comparativa essencial para análises estratégicas de confiabilidade servindo também como base para estudos de Pareto e iniciativas de melhoria contínua Assim sua inclusão no painel de indicadores complementa as demais representações consolidando uma abordagem integrada de monitoramento e tomada de decisão 4184 Gráfico de barras horizontais disponibilidade média por veículo O gráfico de barras horizontais foi elaborado com base nos valores médios de dis ponibilidade operacional de cada veículo obtidos a partir da planilha consolidada de indicadores A escolha desse tipo de gráfico se justifica por sua capacidade de facilitar comparações diretas entre unidades evidenciando de forma clara aquelas que apresentam maior estabilidade operacional De acordo com Blanchard e Fabricky 1990 a disponibilidade é um dos indicadores fundamentais da confiabilidade e da manutenção de sistemas pois 40 reflete a proporção de tempo em que o ativo está efetivamente disponível para operação Assim a representação gráfica da disponibilidade média permite avaliar a eficiência das estratégias de manutenção e identificar veículos que demandam maior atenção gerencial A Figura 7 ilustra a disponibilidade média de cada veículo da frota permitindo comparar o desempenho individual e identificar quais unidades permanecem mais tempo aptas para operação evidenciandose as diferenças entre os modelos destacando aqueles que atingem níveis elevados de disponibilidade e aqueles cuja performance indica maior exposição a intervenções corretivas além de reforçar a análise da eficiência das estratégias de manutenção e orienta o foco das ações gerenciais Figura 7 Disponibilidade média por veículo Fonte O autor 2025 Sob o ponto de vista técnico esse tipo de análise contribui para o acompanhamento do desempenho da frota de forma objetiva permitindo o estabelecimento de metas de confiabilidade e a priorização de ações corretivas A disposição horizontal das barras favorece a legibilidade e destaca visualmente as variações de disponibilidade sendo amplamente recomendada em relatórios de gestão da manutenção Em sua configuração final o dashboard reúne indicadores de confiabilidade desempenho e custo sintetizando em uma única tela os principais KPIs da gestão 41 de frota MTBF frequência de falhas custo por quilômetro e proporção corre tivopreventivo Essa abordagem está alinhada ao conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual a tomada de decisão é fundamentada em métricas objetivas e mensuráveis Finazzi Júnior Neto 2024 Além de fornecer uma visão consolidada da saúde da frota o dashboard foi estruturado de forma modular permitindo a expansão para novos indicadores como disponibilidade técnica e OEE Overall Equipment Effectiveness Para Wedekin 2024 a adoção de ferramentas digitais simples e acessíveis como planilhas automatizadas representa uma etapa essencial no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em contextos com recursos limitados Assim o painel de controle construído cumpre papel estratégico na transformação dos dados de manutenção em suporte efetivo à tomada de decisão gerencial Com a metodologia de pesquisa e coleta de dados devidamente estruturada este capítulo detalhou o percurso adotado para o desenvolvimento do projeto Foram definidos os métodos de pesquisa as técnicas de levantamento de dados como a análise de quilometragem e entrevistas e crucialmente foi estabelecida a análise comparativa de custos como ferramenta basilar para justificar financeiramente a implementação do sistema As premissas adotadas como o critério de Uso Severo e os dados de referência levantados a partir dos manuais dos veículos citados e estudo de valores de mercado formam o alicerce técnico sobre o qual o sistema de gestão será construído e avaliado O capítulo seguinte aplicará esta metodologia para analisar os dados apresentar os resultados e discutir o desenvolvimento do sistema de manutenção proposto 42 ANÁLISE DE CUSTO POR QUILÔMETRO RKM O indicador mais relevante para a gestão de frotas é o Custo por Quilômetro Rodado RKm pois ele normaliza o gasto de manutenção pelo uso efetivo do veículo Um custo de manutenção absoluto pode ser enganoso um veículo que roda muito naturalmente gasta mais mas o RKm revela a eficiência real do plano de manutenção Utilizando os dados da planilha Histórico de Falhas apresentada no Apêndice C é possível calcular o RKm para o cenário preventivo e o RKm para 000 km 000 km 42 o cenário corretivo o custo da falha Esta análise demonstra o custo da nãoação negligenciar a preventiva por quilômetro rodado Tomando como exemplo o item mais crítico Óleo e Filtro de Óleo do GM Corsa Pickup Custo RKm Preventivo O custo planejado é de R 25000 a cada 5000 km Uso Severo Cálculo R 25000 5000km R 005 por km Custo RKm Corretivo O custo da falha motor fundido é de R 800000 que ocorre por negligenciar o intervalo de 5000 km Cálculo R 800000 5000km R 160 por km A análise deste único item demonstra que o custo da falha por quilômetro rodado é 32 vezes maior que o custo da manutenção planejada R 160 contra R 005 Na tabela itens referênciada no item 3 de metodologia e detalhada no apêndice deste documento são descritos os calculos para os principais componentes analisados quantificando a economia potencial Os dados apresentados fornecem uma quantificação clara da eficiência de um plano preventivo Os indicadores como o Fator de Aumento demonstram que o custo da falha por quilômetro é dezenas e em alguns casos centenas de vezes maior que o custo do planejamento Com base nestes indicadores financeiros a próxima seção analisará em detalhe o impacto operacional e estratégico que esses custos corretivos e preventivos representam para a gestão da frota no agronegócio 43 ANÁLISE DE IMPACTO DOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO Os dados mostrados ao longo desse trabalho a partir das tabelas supracitadas quantificam o impacto financeiro da manutenção revelando uma disparidade extrema entre a gestão planejada preventiva e a gestão reativa corretiva A simples observação dos dados permite extrair três conclusões de alto impacto para a gestão da frota Em primeiro lugar observase que os custos corretivos representam a maior 43 fonte de pressão financeira sobre o orçamento da manutenção pois com as análises gráficas e as planilhas apresentadas podese ver que as falhas inesperadas produzem gastos substancialmente superiores aos investimentos preventivos muitas vezes ultrapassando múltiplas vezes o valor que seria despendido em inspeções ou substituições programadas Essa diferença ocorre porque a manutenção reativa envolve não apenas o custo direto de peças e serviços mas também perdas associadas à indisponibilidade do veículo atrasos operacionais e necessidade de realocação de recursos Assim a predominância de intervenções corretivas compromete diretamente a sustentabilidade econômica da operação Em segundo lugar a comparação entre os indicadores de confiabilidade como MTBF frequência de falhas e disponibilidade reforça que veículos com maior incidência de corretivas também apresentam menores níveis de estabilidade operacional revelandose que a degradação dos componentes ocorre em ciclos cada vez mais curtos quando não há uma rotina preventiva consistente ampliando o risco de paradas imprevistas Essa relação direta evidencia que o custo não é apenas financeiro mas também operacional pois veículos menos confiáveis prejudicam o planejamento de rotas reduzem a capacidade de atendimento e aumentam a exposição a riscos técnicos e de segurança portanto o impacto ultrapassa a planilha contábil e atinge dimensões estratégicas da gestão de frota Por fim a análise conjunta dos dados preventivos e corretivos demonstra que o fortalecimento da manutenção planejada tem potencial para reverter não apenas o comportamento financeiro mas também a evolução dos indicadores de confiabilidade ao longo dos meses À medida que intervenções preventivas se tornam mais frequentes e bem distribuídas observamse reduções graduais nos custos por quilômetro maior estabilidade no MTBF e diminuição clara das falhas mensais sugerindose que a adoção de rotinas preventivas adequadas não é apenas uma recomendação teórica mas uma estratégia comprovadamente eficaz para aumentar a disponibilidade da frota e reduzir o impacto econômico das intervenções emergenciais além de se consolidar como um eixo fundamental para a eficiência técnica e financeira da operação 44 431 Impacto financeiro direto o custo da falha O primeiro impacto e mais óbvio é o custo direto A negligência de itens de baixo custo preventivo gera falhas com custos corretivos exponencialmente maiores O caso mais emblemático na análise é o do Filtro de Ar que em um ambiente de Uso Severo agro é o componente mais crítico No caso do Fiat Uno o custo por quilômetro da falha do filtro R 070km é mais de 116 vezes superior ao custo de sua troca preventiva R 0006km Isso significa que ignorar uma manutenção planejada de R 6000 resulta em um custo de reparo retífica do motor de R 700000 tornando a economia da não manutenção uma decisão financeiramente ruinosa Mesmo o item com menor Fator de Aumento como as pastilhas de freio da Fiat Strada 27x ainda representa um custo corretivo quase três vezes maior que poderia ser totalmente evitado com uma simples inspeção além de reforçarem que o impacto financeiro não se limita ao valor isolado de cada intervenção mas ao acúmulo de perdas que se manifesta ao longo do ciclo de uso dos veículos Quando falhas evitáveis se tornam recorrentes o custo operacional cresce de forma silenciosa e progressiva dificultando a previsibilidade orçamentária e reduzindo a margem de eficiência da frota portanto mesmo diferenças aparentemente pequenas entre custos preventivos e corretivos convertemse com o tempo em distorções significativas que comprometem a saúde financeira da operação 432 Impacto operacional o custo oculto do downtime A segunda e mais crítica conclusão é que os valores da Itens subestimam o custo real da falha Os custos corretivos ex R 8000 para o motor do Corsa representam apenas o custo direto do reparo peças e mão de obra Esta análise não computa o custo indireto de downtime o custo do veículo parado No agronegócio o downtime é o principal inimigo da eficiência A falha de um veículo de apoio como uma Strada pode significar a paralisação de uma colheitadeira equipamento de milhões de reais que aguarda uma peça ou a interrupção da colheita por falta de transporte de insumos Além disso é importante considerar que o impacto indireto do downtime não se limita ao atraso imediato nas atividades operacionais mas desencadeia uma 45 cadeia de ineficiências que afeta toda a logística interna da fazenda em que se percebe que a ndisponibilidade de um veículo pode exigir remanejamento emergencial de recursos contratação de serviços externos ou até a interrupção temporária do fluxo produtivo ampliando custos que não aparecem nas planilhas contábeis Dessa forma o valor apresentado nas tabelas representa apenas a superfície do problema pois o custo real de uma falha inclui efeitos secundários que multiplicam o prejuízo fina onde se vê que o RKm corretivo real é drasticamente maior do que o apresentado pois a cada R 160km gastos no reparo do motor do Corsa devese somar o custo de oportunidade lucro cessante dos dias em que ele esteve indisponível para a operação 433 Impacto estratégico previsibilidade vs caos O terceiro impacto é gerencial Um sistema baseado em falhas corretivas alto RKm corretivo é financeiramente imprevisível O gestor da frota não sabe quando ou em qual veículo uma falha de R 30000 motor da Amarok irá ocorrer tornando impossível um planejamento orçamentário eficaz A estruturação de um sistema preventivo baseado nos baixos e estáveis custos de RKm preventivos transforma o gasto de manutenção Ele deixa de ser um fundo de emergência caótico e passa a ser uma linha de despesa operacional OPEX controlada e previsível Além disso mitigase o risco de segurança associado a falhas críticas como as do sistema de freios Esse caráter imprevisível das falhas corretivas compromete não apenas o orçamento mas também a capacidade de tomada de decisão do gestor que passa a atuar de forma reativa e sob constante pressão operacional portanto a ausência de padrões financeiros dificulta a definição de prioridades e prejudica a alocação eficiente dos recursos criando um ambiente de gestão marcado pela instabilidade Com base nesta análise de impacto a próxima seção detalha a proposta de estruturação do sistema de gestão de manutenção focado em traduzir os dados das tabelas Itens Frotas e Falhas em um plano de ação preventivo 46 44 RESULTADO O SISTEMA DE MANUTENÇÃO FINALIZADO E DESENVOLVIDO PRONTO PARA APLICAÇÃO Conforme demonstrado na análise de impacto um sistema de gestão de manutenção é fundamental para garantir a previsibilidade financeira e a disponibilidade operacional da frota Esta seção detalha as analises que podem ser obtidas com a aplicação desse sistema de manutenção em uma frota real Com uma base bem fundamentada esse sistema pode aumentar a vida util dos ativos e facilitar o acompanhamento do processo de gestão esses beneficios serão traduzidos em resultados financeriros que vão impactar toda a cadeia produtiva Além disso a aplicação estruturada desse sistema permite identificar com maior precisão os padrões de degradação dos componentes e o comportamento individual de cada veículo ao longo do tempo Indicadores como MTBF frequência de falhas e relação corretivopreventivo oferecem subsídios consistentes para compreender a evolução da confiabilidade e ajustar os intervalos de manutenção de acordo com a realidade operacional da frota Esse tipo de monitoramento contínuo fortalece a capacidade de antecipação reduz interrupções inesperadas e contribui para decisões mais assertivas em relação ao ciclo de vida dos ativos que junto a outro efeito relevante da adoção de um sistema de manutenção bem estruturado relacionase ao planejamento orçamentário Tal planejamento ao transformar a manutenção em um processo previsível e baseado em dados o gestor consegue projetar com maior segurança os custos operacionais evitando oscilações bruscas decorrentes de intervenções emergenciais Dessa forma o sistema não apenas melhora a eficiência técnica da frota mas também consolida uma gestão mais estratégica capaz de equilibrar custos desempenho e disponibilidade garantindo maior estabilidade à operação como um todo 45 PROPOSTA DO SISTEMA DE GESTÃO DE MANUTENÇÃO Com base na análise de impacto financeiro e operacional tornase evidente a necessidade de migrar de um modelo reativo para um sistema de manutenção planejada Esta seção detalha a proposta de implementação deste sistema focado em 47 ser uma ferramenta prática de baixo custo baseada em planilhas eletrônicas e alta eficácia A estruturação do sistema proposto é estruturada em três pilares a criação do plano de manutenção a base de dados a ferramenta de controle o dashboard e o processo de gestão o fluxo de trabalho O primeiro pilar voltado ao plano de manutenção consiste na definição dos intervalos preventivos na classificação dos itens críticos e na construção de uma base de dados confiável que sirva de referência para toda a operação consolidando os parâmetros necessários para orientar as intervenções permitindo que cada veículo seja acompanhado de forma padronizada e alinhada às condições reais de uso Dessa maneira o plano deixa de ser um documento estático e passa a atuar como um guia dinâmico atualizado conforme novas evidências operacionais são registradas após a visão do primeiro pilar é compreendido que o segundo representado pelo dashboard reúne em um único ambiente os indicadores essenciais para monitorar a frota Gráficos de confiabilidade custos por quilômetro volume de corretivas mensais e disponibilidade operacional oferecem uma visão ampla e imediata da eficácia das ações adotadas onde se percebe que ao integrar essas métricas o dashboard permite que o gestor identifique rapidamente desvios estabeleça prioridades e direcione recursos para os pontos mais sensíveis do processo Finalmente o terceiro pilar nomeado como fluxo de gestão sistematiza a rotina de acompanhamento garantindo que os dados sejam atualizados interpretados e convertidos em ações corretivas e preventivas de forma contínua 451 Criação do Plano de Manutenção O primeiro passo para o desenvolvimento do sistema é a estruturação formal do Plano de Manutenção Preventiva Este plano serve como a base de dados de referência para o sistema definindo os gatilhos de quilometragem para cada serviço crítico A elaboração deste plano fundamentase diretamente nas recomendações téc nicas dos fabricantes extraídas dos Manuais dos Proprietários e na premissa de Uso Severo justificada na Metodologia O processo de criação consistiu na 48 consulta do manual de cada veículo da frota na extração do intervalo de quilometragem para os itens selecionados e na sua consolidação A tabela 1 apresenta o Plano de Manutenção consolidado que servirá como a referência de gatilhos para a ferramenta de controle Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km Veículo Item Crítico Intervalo Gatilho Km GM Corsa Pickup 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km GM Corsa Pickup 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km GM Corsa Pickup 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km GM Corsa Pickup 2010 Filtro de ar 10000 km GM Corsa Pickup 2010 Fluido de Freio 60000 km Fiat Uno 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km Fiat Uno 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km Fiat Uno 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fiat Uno 2010 Filtro de Ar 10000 km VW Amarok 2015 Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 km VW Amarok 2015 Correia Dentada e Tensores 80000 km VW Amarok 2015 Pastilhas de Freio Troca 40000 km Fiat Strada 2024 A B C D Óleo e Filtro de Óleo 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Combustível 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Ar 15000 km Fiat Strada 2024 A B C D Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fonte O autor 2025 A Tabela 1 consolidou os principais intervalos de manutenção definidos para cada veículo da frota considerando os itens críticos selecionados e os respectivos gatilhos de quilometragem ajustados para condições de Uso Severo além de permitir identificar de forma objetiva quando cada intervenção deve ser realizada respeitando as especificações técnicas dos fabricantes e as particularidades operacionais de cada modelo Ao organizar esses dados de maneira padronizada a tabela facilita a visualização dos ciclos de manutenção permitindo ao gestor comparar padrões entre veículos prever a demanda de serviços e garantir que os componentes essenciais recebam atenção no momento adequado assim ela funciona como o núcleo do sistema preventivo servindo de base para todas as análises e comandos de acionamento registrados no dashboard Com essa estrutura consolidada o Plano Mestre de Manutenção passa a atuar como a espinha dorsal do sistema de gestão orientando a programação das intervenções sustentando o cálculo dos indicadores de desempenho e garantindo 49 maior previsibilidade às operações A partir dele tornase possível transformar dados dispersos em ações coordenadas permitindo que a frota opere com mais segurança menor risco de falhas e maior controle financeiro reconhecendo que a tabela não apenas registra intervalos técnicos mas inaugura um modelo de gestão que se apoia em critérios claros e mensuráveis para assegurar a eficiência e a longevidade dos veículos 452 A ferramenta de controle Dashboard Após desenvolver um plano de manutenção cuidadosamente estruturado a próxima etapa é elaborar uma planilha prática que facilite o dia a dia do gestor de manutenção Essa planilha tem como objetivo passar para o gestor de manutenção uma visão geral de sua frota apontando os ativos que mais precisam de atenção sejam eles os veículos em si ou itens isolados que podem estar afetando os indicadores do automóvel analisado Além disso esse sistema o poder de analisar como o ativo se comporta no tempo Essa analise trás a possibilidade de entender se a longo prazo irá compensar manter esse veículo na frota ou trocalo por um cujo o custo benefício é melhor também é possivel a partir da analise do desempenho entender o melhor momento para a troca do ativo qual o ponto crucial onde ele começa a dar mais prejuizo do que ganho Uma vez que a base de dados é estruturada as possibilidades de análises são ilimitas e trazem grande beneficio para a vida util dos ativos de uma frota Figura 8 consolida todas as análises desenvolvidas ao longo do sistema apresentando um Dashboard integrado que reúne indicadores de confiabilidade custo falhas e disponibilidade da frota Figura 8 Dashboard da frota 50 DashBoard Gestão da Manutenção da Frota Atualização 17112025 7 15 11 11 22 11 22 Distribuição Percentual de Falhas por Veículo Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 24 24 0 12 24 24 24 24 24 24 24 24 12 12 12 24 24 24 12 12 12 01092024 01102024 01112024 Evolução do MTBF Dias por Veículo VW Amarok GM Corsa Pickup Fiat Uno Fiat Strada D Fiat Strada C Fiat Strada B Fiat Strada A R 048 R 047 R 047 R 047 R 037 R 062 R 134 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 006 Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok Média de RKm Corretivo x Preventivo por Veículo Média de RKm CorretivoMédio Média de RKm PreventivoMédio Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 9996 9973 9977 9977 9959 9972 9954 Disponibilidade por Veículo Fonte O autor 2025 Ressaltase que a visualização conjunta desses elementos permite ao gestor interpretar rapidamente o comportamento dos veículos identificar tendências críticas e direcionar ações corretivas ou preventivas de forma estratégica não se tratando apenas de uma ferramenta prática de leitura imediata que transforma dados brutos em informação gerencial e fortalece a capacidade de tomada de decisão no dia a dia da operação Em síntese a implementação do sistema de manutenção baseado em planilhas indicadores e processos bem estruturados estabelece um novo patamar de controle operacional em que se percebe que ao transformar informações dispersas em métricas consistentes o modelo promove previsibilidade financeira amplia a vida útil dos ativos e melhora a eficiência geral da frota Assim o trabalho apresentado não apenas demonstra a viabilidade de uma solução de baixo custo e alto impacto mas também evidencia o potencial da gestão orientada por dados como ferramenta essencial para a sustentabilidade e competitividade no ambiente operacional moderno 51 453 O processo de gestão e a ordem de serviço OS A figura 8 Dashboard é a ferramenta de diagnóstico que gera os alertas a Ordem de Serviço OS é a ferramenta de ação e registro que completa o ciclo de gestão Conforme a teoria do Planejamento e Controle da Manutenção PCM nenhuma intervenção seja ela preventiva ou corretiva deve ser realizada sem a emissão de um documento formal de registro A OS é o documento central que autoriza a execução de um serviço e mais importante registra os dados históricos essenciais para a gestão de custos e para a retroalimentação do sistema No sistema proposto o gestor da frota ao identificar um item próximo do vencimento o que pode ser analisado na planilha itens deve emitir uma OS Para ser funcional a Ordem de Serviço deve conter campos mínimos para o registro de dados conforme ilustrado no exemplo da tabela 2 que simula a abertura da OS para o item Filtro de Ardo Fiat Uno identificado como vencido no dashboard Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada ORDEM DE SERVIÇO DE MANUTENÇÃO OS Nº 2025001 Data Abertura 31102025 Veículo Fiat Uno Placa Placa Fictícia Km Atual 182143 Solicitante Gestor de Frota Tipo de Manutenção Corretiva X Preventiva Descrição do Serviço Gatilho do Dashboard Troca do Filtro de Ar Preventiva de 10000 km vencida em 143 km Peças Utilizadas 1x Filtro de Ar Cód XXX R 6000 Mão de Obra 05h Mecânico R 4000 Custo Total Peças MO R 10000 Data Fechamento 31102025 Executante Nome do Mecânico Fonte O autor 2025 A Tabela 2 exemplifica o modelo simplificado de Ordem de Serviço utilizado no sistema contendo os campos essenciais para registro execução e rastreamento das intervenções de manutenção No exemplo apresentado a OS referese à troca do filtro de ar do Fiat Uno identificada como vencida pelo dashboard demonstrando como o gatilho preventivo gera automaticamente uma demanda registrada e formalizada 52 A estrutura contempla informações como dados do veículo tipo de manutenção descrição detalhada do serviço peças aplicadas mão de obra envolvida e custo total permitindo controle preciso das atividades realizadas e favorecendo auditorias futuras e com isso a OS tornase um documento central para assegurar transparência padronização e rastreabilidade no processo de manutenção 46 PLANILHA KPI CONSOLIDADO O desenvolvimento do sistema de gestão conforme detalhado nas seções anteriores permite não apenas controlar as manutenções preventivas mas também e mais importante medir a eficiência da frota Ao registrar cada manutenção preventiva ou corretiva e seus custos o gestor passa a ter um banco de dados histórico A análise deste banco de dados permite o cálculo dos IndicadoresChave de Desempenho KPIs os mesmos definidos na Metodologia O objetivo desta planilha apresentada na figura 9 é traduzir os números docu mentados nas bases de dados a partir das ordens de serviçõs em informações que serão utilizadas na tomada de decisão do gestor Figura 9 KPI consolidado Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 Fonte O autor 2025 Dessa forma a consolidação dos indicadores na Figura 9 permite uma 53 visualização integrada do desempenho mensal de cada veículo reunindo métricas de confiabilidade custos e disponibilidade em um único ambiente analítico entendendose que tal analise facilitou a identificação de padrões operacionais apontando desvios relevantes e evidencia oportunidades de intervenção preventiva antes que falhas maiores ocorram Com isso o gestor passa a contar com uma ferramenta estratégica que transforma dados brutos em conhecimento aplicável fortalecendo a tomada de decisão e promovendo uma gestão mais precisa previsível e orientada a resultados 461 Análise dos indicadores de gestão Os indicadores de manutenção resultantes do processo ciclico abordado nessa analise junto com os estudos que foram base para o desenvolvimento dessa ferramenta demonstram a potência e as vantagens da implementação de um sistema como esse em uma empresa de pequeno a médio porte e a eficiência que será traduzida em economia de recuros para o negócio As comparações feitas dos indicadores a seguir são baseadas nos resultados das planilhas construídas a partir dos manuais dos veículos versus os atuais valores de manutenções corretivas do mercado a Frequência de Falhas e MTBF O número de falhas corretivas caiu de 12 para 3 ao mês Isso se reflete diretamente no MTBF antes a frota apresentava uma falha a cada 1462 km rodados após o sistema passou a falhar apenas a cada 5848 km Isso significa que a confiabilidade da frota aumentou em 4 vezes b Redução de Custos Corretivos A consequência financeira direta da redu ção de falhas é a queda nos custos emergenciais O gasto com corretiva caiu de R 400000 para R 120000 provando a tese da planilha KPI consolidado Análise de RKm c Nível de Satisfação Qualitativo Este indicador mensura o impacto na operação A alta disponibilidade dos veículos menos quebras e a maior confiabilidade MTBF 4x maior aumentam a percepção de valor dos usuários motoristas agrônomos que agora confiam mais no equipamento Assim o dashboard consolida e devolve à gestão todo o valor produzido pelo sistema fechando o ciclo de manutenção ao transformar as informações registradas 54 nas Ordens de Serviço em evidências claras de desempenho financeiro e operacional Ele demonstra de forma objetiva o impacto positivo da manutenção preventiva revelando ganhos de confiabilidade redução de custos e maior previsibilidade das operações deixando de ser apenas uma ferramenta de consulta e passando a atuar como um instrumento estratégico que comprova em números a efetividade do modelo de gestão adotado 55 CONCLUSÃO Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo central analisar os valores de mercado atual para manutenção corretiva e preventiva e desenvolver e um sistema de gestão da manutenção para uma frota de veículos em uma empresa de pequeno a médio porte setor do agronegócio O problema de pesquisa partiu da premissa de que a ausência de um sistema planejado preventivo e a dependência de um modelo reativo corretivo geravam custos financeiros elevados imprevisibilidade orçamentária e baixa disponibilidade operacional da frota Concluise que os objetivos propostos foram plenamente atingidos As análises realizadas no Capítulo 4 demonstraram que o desenvolvimento de um sistema de gestão é não apenas viável mas financeiramente imperativa Os principais resultados que fundamentam esta conclusão são a A Quantificação do Risco Financeiro A análise de Custo por Quilô metro KPI consolidado provou numericamente o impacto da negligência Demonstrouse que o custo da falha corretivo é exponencialmente maior que o custo do planejamento O caso do Filtro de Ar por exemplo apresentou um custo por quilômetro 116 vezes superior no cenário corretivo validando a tese central do trabalho b O Desenvolvimento de um Sistema Prático Foi proposto um sistema de gestão de baixo custo e alta eficácia baseado em planilhas eletrônicas O sistema é composto por um Plano de Manutenção Tabela 3 uma ferramenta de controle Dashboard e um documento de ação Ordem de Serviço Tabela 4 Este sistema traduz efetivamente os dados de uso da frota Km em ações de manutenção controladas c A Prova de Eficácia KPIs A simulação da planilha KPI consolidado com provou o sucesso do sistema A implementação resultou em um aumento projetado de 4 vezes na confiabilidade da frota MTBF uma redução drástica nas falhas mensais e consequentemente uma queda substancial nos custos corretivos além de um impacto positivo direto na satisfação dos usuários É fundamental reconhecer as limitações deste trabalho A principal limitação reside no fato de que os indicadores aqui abordados são baseados em dados derivados dos dados reais com o objetivo de ilustrar o funcionamento e o potencial do sistema visto que a coleta de dados reais foi preservada para a privacidade da 56 empresa que originou esse estudo Além disso o sistema proposto em planilha embora funcional possui limitações de escalabilidade em comparação com um software de gestão CMMS dedicado Com base nas conclusões e limitações sugeremse as seguintes direções para a continuidade da pesquisa e para a empresa a Implementação e Validação Real O próximo passo natural é a implemen tação efetiva do sistema proposto na empresa seguida da coleta de dados reais de manutenção OS por um período de 6 a 12 meses a fim de validar na prática os KPIs projetados neste estudo b Automação da Coleta de Dados Sugerese a evolução do sistema para integrar tecnologias de telemetria IoT ou leitura de dados via aplicativos móveis automatizando a coleta do Km Atuale reduzindo a necessidade de inserção manual de dados c Análise de Custo Total de Propriedade TCO Recomendase um es tudo futuro que amplie a análise de custos para incluir o Custo Total de PropriedadeTotal Cost of Ownership TCO incorporando depreciação combustível e seguro além da manutenção Em suma este trabalho cumpre seu papel ao fornecer um diagnóstico claro dos problemas de um sistema reativo e ao entregar uma solução prática e compativel com a realidade de pequenas e medias empresas Demonstrase que a gestão da manutenção não deve ser encarada como um centro de custo mas sim como um investimento estratégico que garante a disponibilidade a confiabilidade e a eficiência financeira da frota elementos vitais para a competitividade e o sucesso no setor do agronegócio 57 REFERÊNCIAS ANDRADE L A Estudo da aplicação da manutenção de melhoria de um filtro separador de diesel para uma frota de caminhões fora de estrada 2025 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Ouro Preto Ouro Preto 2025 BARBOSA B F F Proposta de melhoria na elaboração de planos de manutenção preventiva em máquinas florestais de colheita mecanizada de eucalipto 2023 Dissertação Mestrado Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho 2023 BLANCHARD B S FABRICKY W J Systems Engineering and Analysis Sl PrenticeHall 1990 BLANCHARD B S VERMA D PETERSON E L Maintainability A Key to Effective Serviceability and Maintenance Management New York John Wiley Sons 1995 DIAS A Metodologia para análise da confiabilidade em freios pneumáticos automotivos 1996 Tese Doutorado Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas SP 1996 FIAT Manual de uso e manutenção Uno Fiorino Betim Fiat Automóveis SA 2010 FIAT Strada manual de uso e manutenção sl Fiat Chrysler Automóveis Brasil 2022 FINAZZI E A D A JÚNIOR J M R NETO J M F A Implementação da manutenção produtiva total em organizações de equipamentos agrícolas Estratégias desafios e impactos da eficiência operacional Prospectus v 6 n 2 p 571609 2024 ISSN 26748576 GENERAL MOTORS Manual GM Corsa sl General Motors Brasil 2010 GIL Antonio Carlos Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 KARDEC A NACIF J Manutenção Função Estratégica QualityMark 2012 JOAQUIM N B R OLIVEIRA A Gestão de manutenção manutenção preventiva e gestão de frotas 2022 Dissertação Mestrado Universidade de Cuiabá UNIC Cuiabá 2022 LIMA G M Proposição de um método para a construção de um sistema de medição de desempenho dos processos do setor de transporte de uma instituição federal de ensino superior 2023 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Triângulo Mineiro Uberaba 2023 MATOS F F C Metodologia para planejamento e estruturação de sistemas de manutenção de frota automotiva 1999 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Florianópolis 1999 58 MÁRQUEZ Adolfo Crespo The Maintenance Management Framework Models and Methods for Complex Systems Maintenance London Springer 2007 MENEZES F A B L Efeitos da manutenção preventiva em uma frota de caminhões para transporte de cargas pesadas 2022 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal 2022 OLIVA A V S OLIVEIRA E C S NASCIMENTO L S Gestão de frotas como fator primordial em transportadoras ETECAMP Etec de Campo Limpo Paulista Campo Limpo Paulista 2024 REIS Ana Carla B COSTA Ana Paula Cabral Seixas ALMEIDA Adiel Teixeira de Diagnóstico da gestão da manutenção em indústrias de médio e grande porte da região metropolitana de Recife Produção v 23 n 2 p 226240 abrjun 2013 doi101590S010365132012005000079 REIS M F CRUZ F R DIAS F C Gestão de frota de veículos um estudo de caso em uma transportadora In X SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Rio de Janeiro sn 2022 SANTOS E A G FERREIRA G B FERREIRA M Agricultura 40 estudo de caso sobre a eficiência da indústria 40 aplicada ao agronegócio Ciência Tecnologia v 15 n 1 p e1517e1517 2023 WEDEKIN T F Gestão da manutenção para uma empresa com frota de caminhões e máquinas agrícolas 2024 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Engenharia sl 2024 WOLKSVAGEN Manual de instruções Amarok sl Wolksvagen 2015 59 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Item de Manutenção Intervalo km Preventiva Custo R Preventiva Falha Corretiva Custo R Corretiva RKm Preventivo RKm Corretivo Observação GM Corsa Pickup Óleo e Filtro de Óleo 5000 25000 R Motor funde borra falha de lubrificação 800000 R 005 R 160 R Custo corretivo não inclui downtime GM Corsa Pickup Correia Dentada e Tensor 50000 50000 R Rompimento da correia atropelamento de válvulas 250000 R 001 R 005 R Motor 14 8v GM Família 1 empena válvulas GM Corsa Pickup Pastilhas de Freio 30000 25000 R Desgaste total danifica o disco de freio 80000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança GM Corsa Pickup Filtro de Ar 10000 7000 R Contaminação do motor poeirasílica 800000 R 001 R 080 R A poeira age como abrasivo dentro do motor causando retífica GM Corsa Pickup Fluido de Freio 60000 15000 R Corrosão do sistema cilindro mestre e cilindros de roda 75000 R 000 R 001 R Gatilho de 2 anos convertido para Km média de 30500 kmano Fiat Uno Óleo e Filtro de Óleo 5000 23000 R Motor funde borra falha de lubrificação 700000 R 005 R 140 R Motor Fire 10 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Uno Correia Dentada e Tensor 50000 45000 R Rompimento da correia 220000 R 001 R 004 R Motores Fire mais antigos podem empenar válvulas Fiat Uno Pastilhas de Freio 30000 22000 R Desgaste total danifica o disco de freio 75000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Uno Filtro de Ar 10000 6000 R Contaminação do motor poeirasílica 700000 R 001 R 070 R A poeira age como abrasivo dentro do motor VW Amarok Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 120000 R Falha de lubrificação Contaminação dos bicos injetores 3000000 R 012 R 300 R Motor diesel é extremamente sensível ao filtro de diesel águaimpurezas e ao óleo VW Amarok Correia Dentada e Tensores 80000 350000 R Rompimento da correia motor 20 TDI 2500000 R 004 R 031 R Serviço complexo e caro A falha é catastrófica para o motor diesel alta compressão VW Amarok Pastilhas de Freio 40000 70000 R Desgaste total danifica o disco de freio 220000 R 002 R 006 R Corretiva inclui troca dos discos grandes e caros Risco de segurança Fiat Strada A Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada A Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada A Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada A Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada B Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada B Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada B Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada B Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada C Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada C Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada C Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada C Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada D Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada D Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada D Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada D Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança 60 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Ano Semana Data Início Data Fim Km Inicial Km Final Km Rodado GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01092024 07092024 220457 221141 684 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08092024 14092024 221141 221912 771 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15092024 21092024 221912 222503 591 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22092024 28092024 222503 223004 501 Fiat Uno 2010 Semana 1 01092024 07092024 180327 181058 731 Fiat Uno 2010 Semana 2 08092024 14092024 181058 181494 436 Fiat Uno 2010 Semana 3 15092024 21092024 181494 182132 638 Fiat Uno 2010 Semana 4 22092024 28092024 182132 182143 11 VW Amarok 2015 Semana 1 01092024 07092024 160783 161474 691 VW Amarok 2015 Semana 2 08092024 14092024 161474 162273 799 VW Amarok 2015 Semana 3 15092024 21092024 162273 162968 695 VW Amarok 2015 Semana 4 22092024 28092024 162968 163586 618 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01092024 07092024 8243 8795 552 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08092024 14092024 8795 9575 780 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15092024 21092024 9575 10127 552 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22092024 28092024 10127 10784 657 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01092024 07092024 12547 13265 718 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08092024 14092024 13265 13800 535 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15092024 21092024 13800 14531 731 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22092024 28092024 14531 15241 710 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01092024 07092024 10863 11372 509 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08092024 14092024 11372 11929 557 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15092024 21092024 11929 12565 636 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22092024 28092024 12565 13348 783 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01092024 07092024 20158 20910 752 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08092024 14092024 20910 21573 663 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15092024 21092024 21573 22114 541 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22092024 28092024 22114 22816 702 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01102024 07102024 223004 223655 651 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08102024 14102024 223655 224398 743 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15102024 21102024 224398 224942 544 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22102024 28102024 224942 225514 572 Fiat Uno 2010 Semana 1 01102024 07102024 182143 182714 571 Fiat Uno 2010 Semana 2 08102024 14102024 182714 183226 512 Fiat Uno 2010 Semana 3 15102024 21102024 183226 183822 596 Fiat Uno 2010 Semana 4 22102024 28102024 183822 184290 468 VW Amarok 2015 Semana 1 01102024 07102024 163586 164289 703 VW Amarok 2015 Semana 2 08102024 14102024 164289 165015 726 VW Amarok 2015 Semana 3 15102024 21102024 165015 165690 675 VW Amarok 2015 Semana 4 22102024 28102024 165690 166338 648 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01102024 07102024 10784 11312 528 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08102024 14102024 11312 12003 691 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15102024 21102024 12003 12615 612 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22102024 28102024 12615 13302 687 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01102024 07102024 15241 15912 671 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08102024 14102024 15912 16620 708 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15102024 21102024 16620 17283 663 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22102024 28102024 17283 17984 701 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01102024 07102024 13348 14022 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08102024 14102024 14022 14754 732 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15102024 21102024 14754 15396 642 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22102024 28102024 15396 16077 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01102024 07102024 22816 23500 684 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08102024 14102024 23500 24176 676 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15102024 21102024 24176 24832 656 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22102024 28102024 24832 25504 672 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01112024 07112024 225514 226195 681 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08112024 14112024 226195 226954 759 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15112024 21112024 226954 227565 611 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22112024 28112024 227565 228247 682 Fiat Uno 2010 Semana 1 01112024 07112024 184290 184884 594 Fiat Uno 2010 Semana 2 08112024 14112024 184884 185468 584 Fiat Uno 2010 Semana 3 15112024 21112024 185468 186054 586 Fiat Uno 2010 Semana 4 22112024 28112024 186054 186631 577 VW Amarok 2015 Semana 1 01112024 07112024 166338 167009 671 VW Amarok 2015 Semana 2 08112024 14112024 167009 167725 716 VW Amarok 2015 Semana 3 15112024 21112024 167725 168396 671 VW Amarok 2015 Semana 4 22112024 28112024 168396 169082 686 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01112024 07112024 13302 13974 672 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08112024 14112024 13974 14629 655 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15112024 21112024 14629 15278 649 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22112024 28112024 15278 15971 693 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01112024 07112024 17984 18647 663 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08112024 14112024 18647 19339 692 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15112024 21112024 19339 19978 639 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22112024 28112024 19978 20683 705 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01112024 07112024 16077 16751 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08112024 14112024 16751 17410 659 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15112024 21112024 17410 18074 664 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22112024 28112024 18074 18755 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01112024 07112024 25504 26192 688 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08112024 14112024 26192 26861 669 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15112024 21112024 26861 27547 686 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22112024 28112024 27547 28219 672 61 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina F011 GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima F012 Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva F013 VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine F014 Fiat Strada A 15102024 12080 Corretiva Elétrica Luz de freio não acende Revisão de soquete e substituição da lâmpada 1 hs 150 EletroAuto Lima F015 Fiat Strada B 17102024 16850 Corretiva Suspensão Amortecedor com vazamento Troca de amortecedores dianteiros 3 hs 520 AutoCenter Horizontina F016 Fiat Strada C 20102024 14920 Corretiva Mecânica Ruído na correia do alternador Substituição da correia e tensionamento 2 hs 280 Mecânica Silva F017 Fiat Strada D 22102024 23800 Corretiva Arrefecimento Mangueira superior do radiador rachada Substituição da mangueira e teste de pressão 2 hs 310 Mecânica Silva F018 VW Amarok 25102024 165300 Corretiva Pneus Furo no pneu traseiro esquerdo Troca e balanceamento 1 hs 180 Oficina TruckLine F019 Fiat Uno 26102024 183750 Corretiva Freios Pedal baixo Sangria do sistema e troca do fluido 2 hs 260 Mecânica Silva F020 Fiat Strada C 28102024 15580 Preventiva Elétrica Revisão programada de luzes Substituição preventiva de lâmpadas 1 hs 120 EletroAuto Lima F021 GM Corsa Pickup 06112024 226800 Corretiva Mecânica Vazamento no retentor do câmbio Substituição do retentor e troca de óleo 3 hs 420 Mecânica Silva F022 Fiat Uno 09112024 185200 Corretiva Elétrica Falha no sistema de ignição Substituição de cabos e velas 25 320 EletroAuto Lima F023 VW Amarok 12112024 167500 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento de roda Troca do rolamento dianteiro 25 450 Oficina TruckLine F024 Fiat Strada A 13112024 14680 Preventiva Suspensão Revisão de molas traseiras Lubrificação e reaperto 15 190 AutoCenter Horizontina F025 Fiat Strada B 15112024 19500 Corretiva Arrefecimento Válvula termostática travada Substituição da válvula e do fluido 25 360 Mecânica Silva F026 Fiat Strada C 19112024 17850 Corretiva Freios Pastilhas dianteiras desgastadas Troca de pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 310 Oficina TruckLine F027 Fiat Strada D 21112024 26700 Corretiva Elétrica Falha no sensor de ré Substituição do sensor e teste 1 hs 200 EletroAuto Lima F028 VW Amarok 24112024 168900 Corretiva Suspensão Folga em bucha de bandeja Substituição das buchas 2 hs 390 Oficina TruckLine F029 Fiat Uno 26112024 186400 Corretiva Mecânica Correia dentada gasta Substituição da correia e rolamento tensor 35 480 Mecânica Silva F030 Fiat Strada D 28112024 27350 Preventiva Pneus Rodízio e balanceamento Rodízio completo dos pneus 15 180 AutoCenter Horizontina 62 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999

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RESUMO A gestão da manutenção de frotas é uma atividade essencial para garantir a eficiência operacional especialmente no setor do agronegócio onde o transporte de insumos e produtos exerce influência direta sobre a produtividade Em pequenas empresas entretanto a ausência de procedimentos estruturados a falta de profissionais especializados e o uso predominante de práticas corretivas comprometem a disponibilidade dos veículos e elevam os custos operacionais Nesse contexto este trabalho tem como objetivo geral desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor do agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas Metodologicamente tratase de uma pesquisa de natureza aplicada com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A etapa qualitativa envolveu pesquisas bibliográficas entrevistas semiestruturadas e observação direta do processo de manutenção enquanto a etapa quantitativa consistiu na análise dos dados históricos de falhas quilometragem e custos além da comparação entre cenários preventivos e corretivos A partir desses procedimentos foi elaborada uma ferramenta de gestão baseada em planilhas eletrônicas construída com dados derivados dos parâmetros técnicos reais de uma frota de veículos operando em condições de uso severo preservados por questões de confidencialidade A ferramenta contempla o registro dos itens de manutenção o acompanhamento de quilometragens a estimativa de custos preventivos e corretivos e a geração automática de indicadores de desempenho Os resultados obtidos demonstraram que a adoção de rotinas preventivas estruturadas pode reduzir falhas inesperadas aumentar a disponibilidade dos veículos e proporcionar maior previsibilidade dos custos contribuindo para a melhoria da gestão da frota Concluise que o sistema desenvolvido apresenta potencial de aplicação prática em pequenas empresas do agronegócio oferecendo uma solução acessível e tecnicamente fundamentada para aperfeiçoar a gestão da manutenção Palavraschave Manutenção preventiva Gestão de frotas Agronegócio LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo16 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise 20 Figura 3 Planilha Falhas28 Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo29 Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm30 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo32 Figura 7 Disponibilidade média por veículo33 Figura 8 Dashboard da frota39 Figura 9 KPI consolidado41 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km 38 Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada40 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO4 2 REVISÃO DA LITERATURA9 3 METODOLOGIA15 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS21 CONCLUSÃO43 REFERÊNCIAS45 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO47 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO48 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO49 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO50 4 1 INTRODUÇÃO A manutenção de frotas desempenha um papel estratégico para empresas do setor do agronegócio cuja competitividade depende diretamente da eficiência logística Mesmo quando compostas por poucos veículos essas frotas são responsáveis pelo transporte de insumos deslocamento operacional e escoamento da produção sendo fundamentais para o bom desempenho das atividades agrícolas Nesse contexto falhas mecânicas inesperadas podem gerar interrupções nas operações atrasos na entrega e aumento expressivo dos custos problema especialmente crítico para micro e pequenas empresas que possuem estrutura enxuta e menor capacidade de absorver custos imprevistos Embora os benefícios da manutenção preventiva sejam amplamente documenta dos pela literatura clássica como a redução de falhas o aumento da confiabilidade e a diminuição dos custos corretivos Kardec Nacif 2012 Blanchard Fabrycky 1990 Matos 1999 sua implementação ainda enfrenta obstáculos significativos em pequenas empresas Entre os principais desafios estão a ausência de planejamento estruturado a falta de procedimentos formais de controle a resistência às mudanças organizacionais e a necessidade de investimentos iniciais em ferramentas de gestão Lima 2023 Essas limitações contribuem para que muitas empresas do agronegócio operem predominantemente sob um modelo reativo de manutenção intervindo apenas após a ocorrência das falhas Estudos apontam que organizações que adotam rotinas preventivas baseadas em inspeções periódicas e no acompanhamento sistemático das condições dos veículos conseguem reduzir de maneira expressiva a ocorrência de falhas inesperadas e otimizar seus custos operacionais Blanchard Verma Peterson 1995 Nesse sentido a transição de uma abordagem corretiva para uma abordagem preventiva representa não apenas uma prática técnica recomendável mas um diferencial competitivo para pequenas empresas do agronegócio aumentando a disponibilidade da frota a segurança das operações e a eficiência logística Diante desse cenário este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da implementação de um sistema simples de gestão da manutenção preventiva aplicável a pequenas empresas do setor agroindustrial Para isso desenvolvese uma ferramenta prática baseada em planilhas eletrônicas utilizando dados fictícios derivados de parâmetros técnicos reais dos veículos em respeito à 5 confidencialidade da organização inicialmente contatada A partir da revisão da literatura e da simulação do uso da ferramenta buscase demonstrar como práticas básicas e estruturadas de manutenção podem contribuir para a redução de custos operacionais para o aumento da disponibilidade dos veículos e para o aprimoramento da gestão da frota 11 TEMA Desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo em frotas de veículos que operam no setor do agronegócio 12 DELIMITAÇÃO DO TEMA Análise e desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo para uma frotas de veículos heterogenia composta tanto por veículos mais robustos com maior tração como a VW Amarock 2015 quanto por veículos mais economicos voltados para trajeto diário como o Fiat Uno 2010 Estes automóveis operam em contexto de uso severo como por exemplo o agronegócio e pertencem a empresas de pequeno a médio porte 13 PROBLEMA DA PESQUISA A gestão da manutenção pode ser definida como o conjunto de atividades técnicas administrativas e gerenciais destinadas a garantir que os equipamentos e instalações operem de forma eficiente segura e confiável Envolve o planejamento a execução o controle e a melhoria contínua das ações de manutenção ao longo do ciclo de vida dos ativos KARDEC NASCIF 2012 Essa área de estudo é amplamente difundida em empresas de grande porte como mostra os estudos de Reis Costa e Almeida 2006 porém para pequenas empresas Por outro lado esses mesmos estudos indicam que pequenas e médias empresas apresentam menor grau de formalização e maturidade em seus processos de manutenção De acordo com Reis Costa e Almeida 2006 enquanto grandes indústrias dispõem de setores estruturados procedimentos padronizados e uso consistente de indicadores de desempenho empresas de menor porte tendem a operar de forma mais reativa intervindo apenas quando ocorre uma falha Essa realidade é reforçada por Kardec e Nascif 2012 que apontam que a limitação de 6 recursos técnicos humanos e financeiros dificulta a implementação de rotinas preventivas e sistemas de controle sistematizados Como consequência pequenas empresas do setor produtivo frequentemente enfrentam custos mais altos decorrentes de paradas inesperadas além de perda de disponibilidade operacional e redução da vida útil dos equipamentos Nesse contexto é de suma importância discutir técnicas de gestão da manutenção que possam ser implementadas de forma eficaz em empresas de pequeno porte A adoção de práticas preventivas mesmo em organizações com recursos limitados pode representar uma alternativa viável para reduzir falhas inesperadas otimizar o uso dos equipamentos e aumentar a confiabilidade operacional Além disso a manutenção preventiva tem potencial para minimizar custos decorrentes de paradas não planejadas melhorar o desempenho dos ativos e auxiliar no planejamento das operações especialmente em setores cuja produtividade depende do cumprimento rigoroso de janelas operacionais como ocorre no agronegócio Diante disso surge o questionamento que orienta este estudo quais vantagens a adoção de um sistema de manutenção preventiva pode proporcionar em comparação a um modelo baseado em falhas para pequenas e médias empresas do setor do agronegócio 14 HIPÓTESES a O desenvolvimento de um sistema simples de manutenção preventiva tende a reduzir a ocorrência de falhas inesperadas aumentando a disponibilidade operacional dos veículos b A utilização de indicadores de manutenção mesmo em ferramentas de baixo custo baseadas em planilhas eletrônicas contribui para melhorar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial c A adoção sistemática de intervenções preventivas conforme os intervalos recomendados pelos fabricantes pode diminuir o impacto financeiro das manutenções corretivas em frotas que operam em condições de uso severo 15 JUSTIFICATIVA A manutenção preventiva assume papel fundamental na gestão de frotas especialmente em empresas que operam em condições de uso severo como ocorre 7 no agronegócio A aplicação sistemática de inspeções periódicas substituições programa das e acompanhamento do desgaste dos componentes permite reduzir a incidência de falhas inesperadas e aumentar a confiabilidade operacional dos veículos Entretanto muitas pequenas empresas ainda baseiam suas decisões de manutenção em intervenções corretivas atuando apenas após a ocorrência de falhas Essa abordagem reativa tende a elevar custos gerar paradas não planejadas e comprometer a continuidade das operações logísticas Nesse contexto a adoção de um sistema simples de manutenção preventiva justificase pela necessidade de melhorar o planejamento das intervenções aumentar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial Ferramentas de controle mesmo quando desenvolvidas em planilhas eletrônicas podem auxiliar no registro de informações na definição de intervalos de manutenção e no monitoramento dos veículos contribuindo para uma gestão mais organizada e eficiente No setor agroindustrial em que a disponibilidade da frota influencia diretamente o escoamento da produção e o cumprimento dos prazos tornar o processo de manutenção mais estruturado é um diferencial competitivo Assim este estudo se justifica por desenvolver uma ferramenta de baixo custo que pode ser implementada por pequenas empresas possibilitando maior controle sobre as rotinas de manutenção e potencial redução dos custos corretivos Dessa forma buscase demonstrar como um sistema simples e acessível pode apoiar a gestão da frota e contribuir para o aprimoramento das operações no contexto do agronegócio 16 OBJETIVOS 161 Objetivo Geral Desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor de agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas 162 Objetivos específicos a Identificar os principais problemas enfrentados na gestão de manutenção de uma frota que opera no contexto de uso severo em empresas de pequeno a médio porte 8 b Analisar boas práticas e estratégias de manutenção preventiva utilizadas em empresas do setor c Propor um plano de manutenção preventiva adequado à realidade do setor de intresse d Criar um sistema de gestão que possa ser facilmente adaptado para o uso de uma empresa do setor de estudo e Estruturar um sistema de indicadores eficiente que reflita a qualidade do processo de manutenção e a eficiência do uso da frota 9 2 REVISÃO DA LITERATURA O agronegócio é um dos setores mais dinâmicos da economia exigindo logística eficiente para garantir produtividade e competitividade o manejo de frotas se torna um elemento essencial pois permite a otimização dos recursos a redução de custos e o aumento da eficiência operacional Menezes 2022 A gestão de frotas no agronegócio envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos maquinários e produtos finais Tecnologias como sistemas de rastreamento via GPS sensores IoT Internet das Coisas e softwares de gestão permitem o controle em tempo real dos veículos prevenindo desperdícios e otimizando rotas ocasionando uma significativa redução nos custos operacionais como combustível e manutenção preventiva Outro aspecto relevante é a sustentabilidade por consequência de que a adoção de práticas mais eficientes contribui para a redução da pegada de carbono promovendo o uso consciente dos recursos naturais sendo o gerenciamento adequado das frotas uma forma de minimizar impactos ambientais ao reduzir a emissão de poluentes e o desperdício de combustíveis Santos Ferreira Ferreira 2023 Com o avanço da tecnologia e a busca por soluções mais sustentáveis a tendência é que esse segmento continue evoluindo trazendo ganhos tanto econômicos quanto ambientais para o setor Um manejo eficiente da frota no agronegócio melhora a previsibilidade das entregas garantindo a qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes devendo as empresas que investem em inovação e boas práticas logísticas como destaque no mercado aumentando sua competitividade e sustentabilidade Andrade 2025 A manutenção preventiva em frotas de veículos é um fator essencial para garantir a segurança eficiência e redução de custos operacionais sendo que este tipo de manutenção envolve a inspeção periódica e a substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e prolongando a vida útil dos veículos Garantir que as ações sejam executadas de maneira eficiente e padronizada é tão essencial quanto o planejamento e o controle pois isso assegura a qualidade da entrega e a satisfação tanto dos operadores quanto dos clientes No entanto muitas equipes de manutenção não recebem treinamentos regulares nem seguem procedimentos padronizados tornando a gestão do conhecimento predominantemente empírica e dependente da experiência individual dos 10 colaboradores O aprendizado ocorre de forma informal onde auxiliares mecânicos dependem das orientações dos mecânicos mais experientes que por sua vez trocam informações entre si com supervisores e gerentes A ausência de manuais e registros formais sobre a execução das atividades resulta em abordagens distintas para problemas similares levando a decisões inconsistentes redução da confiabilidade dos serviços prestados e maior dependência da opinião de terceiros Além disso a dificuldade de recrutamento de profissionais qualificados é um desafio especialmente porque grande parte dos equipamentos é importada e a empresa detém a maior frota nacional tornandose altamente dependente dos colaboradores mais experientes Wedekin 2024 O manejo eficiente da manutenção preventiva requer um planejamento estra tégico que inclui a utilização de tecnologias para monitoramento da frota por meio de sistemas de gestão que auxiliam no controle de dados como o tempo de uso a quilometragem percorrida e os registros de serviço permitindo a tomada de decisões assertivas Além disso o uso de sensores e telemetria possibilita a análise em tempo real do desempenho dos veículos indicando quando é necessária uma intervenção Entre os principais benefícios da manutenção preventiva estão a redução do tempo de inatividade dos veículos a economia com reparos corretivos e a maior segurança para motoristas e cargas Um sistema bem estruturado de manutenção também contribui para a sustentabilidade evitando desperdícios e reduzindo a emissão de poluentes uma vez que veículos em boas condições consomem menos combustível e emitem menos gases nocivos ou seja para implementar um sistema de manutenção preventiva bem gerenciado não apenas melhora o desempenho da frota mas também promove ganhos financeiros e ambientais Barbosa 2023 O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em frotas de veículos no setor do agronegócio é essencial para garantir a continuidade das operações minimizar custos e aumentar a vida útil dos equipamentos Equipamentos que operam em ambientes severos como estradas não pavimentadas e longas jornadas de uso contínuo exigem sistemas de manutenção preventiva que garantam confiabilidade e segurança operacional Marquez 2007 Principalmente devido á essas condições severas de uso é fundamental adotar estratégias eficazes para a gestão da manutenção O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva bem 11 estruturado no agronegócio proporciona maior confiabilidade às operações reduzindo o risco de paradas inesperadas e garantindo melhor aproveitamento da frota podendo assim as empresas do setor podem operar com maior segurança sustentabilidade e competitividade no mercado A manutenção preventiva de frotas é uma estratégia fundamental para empresas que dependem do transporte para suas operações sendo que este sistema visa garantir a longevidade dos veículos reduzir custos com reparos emergenciais e otimizar o desempenho da frota Reis Cruz Dias 2022 Entre os principais benefícios da manutenção preventiva está a redução de falhas mecânicas inesperadas evitando interrupções nas operações com a conservação adequada dos veículos contribuindo para o aumento da vida útil da frota e para a segurança dos motoristas Outro aspecto positivo é a economia de recursos financeiros uma vez que reparos corretivos são geralmente mais onerosos do que a manutenção planejada com ganhos ambientais pois veículos bem conservados tendem a emitir menos poluentes e a consumir menos combustível Esses benefícios são amplamente reconhecidos pela literatura que destaca a manutenção preventiva como uma estratégia essencial para aumentar a confiabilidade dos equipamentos e otimizar custos operacionais Kardec Nascif 2012 Marquez 2007 Por outro lado um dos principais desafios do sistema de manutenção preventiva é o custo inicial para sua implementação sendo necessário que haja investimento em tecnologia treinamento de pessoal e estruturação de um cronograma eficiente Oliva Oliveira Nascimento 2024 Além disso a imobilização temporária de veículos para inspeção pode impactar a produtividade especialmente em setores que demandam alto volume de transporte podendo ocasionar o risco de gastos desnecessários com substituição prematura de componentes que poderiam continuar operacionais por mais tempo Portanto a manutenção preventiva de frotas apresenta tanto vantagens quanto desafios sendo que para maximizar seus benefícios e minimizar os malefícios é essencial um planejamento detalhado alinhado à realidade da empresa A adoção de tecnologias de monitoramento como sensores e sistemas de gestão pode tornar o processo mais eficiente e assertivo conseguindo equilibrar os custos iniciais com os ganhos a longo prazo garantindo a sustentabilidade e a competitividade no mercado Conforme destacado na literatura autores como Kardec e Nascif 2012 reforçam que o êxito das ações de manutenção está diretamente 12 relacionado à existência de processos bem planejados padronizados e continuamente monitorados capazes de garantir maior eficiência e confiabilidade às operações 21 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA MANUTENÇÃO NO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO 211 Conceitos fundamentais de manutenção A manutenção é uma atividade essencial para garantir a confiabilidade e a disponibilidade dos sistemas produtivos sendo definida como o conjunto de ações técnicas e administrativas destinadas a preservar ou restaurar um item de forma que ele possa desempenhar uma função requerida Blanchard Verma Peterson 1995 Em sistemas complexos como frotas de transporte agrícola a manutenção deixa de ser apenas uma atividade corretiva para assumir um papel estratégico na gestão de ativos influenciando diretamente a produtividade e os custos operacionais Segundo Matos 1999 o planejamento e a estruturação de sistemas de manu tenção devem considerar fatores como a criticidade dos equipamentos o histórico de falhas e o custo das intervenções Esses parâmetros permitem estabelecer planos de manutenção mais precisos reduzindo o tempo de inatividade e aumentando a confi abilidade operacional Assim a manutenção evolui de um enfoque reativo para um modelo preventivo e mais recentemente preditivo acompanhando a transformação tecnológica impulsionada pela Indústria 40 De acordo com Barbosa 2023 a manutenção preventiva é uma das práticas mais eficazes para assegurar o desempenho e a durabilidade de equipamentos utilizados em ambientes severos como o agronegócio Esse tipo de manutenção baseiase na inspeção periódica e na substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e garantindo a disponibilidade dos veículos de transporte e máquinas agrícolas 212 Manutenção de frotas no setor do agronegócio O agronegócio é caracterizado pela alta demanda logística e pelo uso intensivo de maquinários e veículos tornando a gestão de frotas um elemento essencial para a eficiência operacional Menezes 2022 A operação em estradas não pavimentadas sob condições climáticas adversas e longas distâncias 13 percorridas impõe exigências elevadas aos sistemas de transporte o que reforça a necessidade de estratégias eficazes de manutenção preventiva e corretiva A gestão de frotas nesse contexto envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos máquinas e produtos finais utilizando tecnologias de rastrea mento e sistemas de gestão integrados Ferramentas como sensores IoT e telemetria permitem o controle em tempo real das condições de operação dos veículos facilitando o diagnóstico precoce de falhas e a otimização de rotas Santos Ferreira e Ferreira 2023 Tais soluções aumentam a eficiência energética reduzem desperdícios e contribuem para a sustentabilidade ambiental do setor Além do aspecto técnico a manutenção no agronegócio possui um papel estra tégico na sustentabilidade e na competitividade Conforme destacam Andrade 2025 a adoção de práticas eficientes de manutenção e logística eleva a previsibilidade das entregas e melhora a satisfação do cliente consolidando o posicionamento da empresa no mercado Assim investir em inovação e tecnologia aplicada à gestão de frotas é fundamental para assegurar o desempenho contínuo e sustentável das operações agrícolas 213 Desafios e estratégias de desenvolvimento O desenvolvimento de sistemas de manutenção preventiva em frotas agrícolas exige planejamento estratégico e capacitação contínua Wedekin 2024 ressalta que a ausência de procedimentos padronizados e de treinamentos regulares pode levar à execução empírica das atividades tornando o processo dependente da experiência individual dos colaboradores Essa realidade compromete a consistência e a confiabilidade dos serviços além de dificultar a transmissão do conhecimento técnico entre gerações de profissionais Entre as etapas essenciais para a implementação de um sistema de manutenção bem estruturado estão o diagnóstico inicial da frota o uso de tecnologias de monitoramento a capacitação da equipe a definição de cronogramas de manutenção e o controle de indicadores de desempenho Oliva Oliveira e Nascimento 2024 Essas ações permitem otimizar recursos reduzir custos e aumentar a disponibilidade operacional tornando o processo mais previsível e eficiente Além disso Reis Cruz e Dias 2022 observam que a manutenção preventiva 14 impacta diretamente a segurança operacional reduzindo a ocorrência de falhas mecâ nicas inesperadas e aumentando a vida útil dos veículos A integração entre gestão técnica e financeira possibilita que o controle de custos com reparos consumo de combustível e tempo de inatividade seja feito de forma contínua e estratégica Além disso vale ressaltar a perpectiva do avanço tecnológico associado a sustentabilidade com a melhoria dos recursos digitais e o fortalecimento da Agricultura 40 o monitoramento em tempo real e a análise preditiva de dados se tornaram aliados da manutenção moderna Segundo Finazzi Júnior e Neto 2024 a implementação de ferramentas digitais como sensores dashboards e indicadores de desempenho promove uma cultura de melhoria contínua possibilitando decisões baseadas em dados data driven decisions Essa integração tecnológica favorece o uso racional dos recursos reduz desperdícios e aumenta a sustentabilidade ambiental do setor A manutenção portanto deve ser compreendida como um processo dinâmico que combina gestão técnica inovação e responsabilidade ambiental Sistemas de manutenção preventiva associados ao uso de tecnologias adequadas contribuem significativamente para prolongar a vida útil dos equipamentos e aumentar sua confiabilidade Marquez 2007 Portanto m sistema de manutenção preventiva e tecnológica não apenas prolonga a vida útil dos equipamentos mas também contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro equilibrando eficiência economia e respeito ao meio ambiente 15 3 METODOLOGIA A metodologia apresentada neste projeto procura descrever o percurso desde a concepção e o desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em veículos de uma empresa do setor do agronegócio Para isso serão apresentados os métodos e técnicas utilizados bem como os materiais e equipamentos analisados ao longo do projeto 31 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2008 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 51 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números GIL 2008 p 51 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2019 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto na coleta das informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 54 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito sendo impossível traduzir tal realidade em números GIL 2019 p 54 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada A pesquisa qualitativa é utilizada para entender os desafios e as necessidades de uma empresa enquanto a pesquisa quantitativa mensura o impacto da incrementação do sistema na redução de falhas e de custos operacionais Para seu desenvolvimento foi seguido o fluxo conforme a Figura 1 16 Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo Fonte o autor 2025 Além disso o trabalho baseiase em uma empresa do setor do agronegócio em que a frota de veículos é usada para o transporte de insumos e de produtos A pesquisa tem duração de seis meses e compreende as fases de levantamento de requisitos de desenvolvimento do sistema de implementação e de avaliação dos resultados Para isso os sujeitos apresentados ao longo da pesquisa são os gestores de frota os mecânicos os motoristas e ademais colaboradores que integram o processo de manutenção dos veículos Para que o sistema possa ser desenvolvido foi necessário criar um banco de informações do que é relevante quando se trata do assunto para isso a coleta de dados será realizada por meio de a Pesquisas bibliográficas e documentais Com o levantamento de referências acadêmicas e normas técnicas sobre a manutenção preventiva e a gestão de 17 frotas b Análise de dados históricos Com o levantamento de registros de manutenção e de custos operacionais anteriores c Entrevistas semiestruturadas São realizadas com o gestor da frota para identi ficar desafios e as expectativas d Observação direta O acompanhamento do processo atual de manutenção e Após a coleta os dados coletados serão analisados baseandose em técnicas de estatística descritiva para avaliar a eficácia do sistema Comparados seus indicadoreschave antes e depois da implementação como Frequência de falhas mecânicas Tempo médio entre falhas MTBF Redução de custos de manutenção corretiva Nível de satisfação dos usuários 32 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Para o desenvolvimento e implementação do sistema de gestão de manutenção preventiva serão utilizados os seguintes recursos a Softwares São ferramentas usadas para o desenvolvimento de sistemas como linguagens de programação bancos de dados e plataformas de análise de dados b Infraestrutura computacional São servidores e dispositivos para armazena mento e processamento de informações c Ferramentas de coleta de dados São formulários digitais planilhas eletrônicas e sistemas de monitoramento da frota A metodologia aqui apresentada permite estruturar a pesquisa de maneira clara e objetiva garantindo que o desenvolvimento do sistema de gestão de manutenção preventiva atenda às necessidades da empresa e gere resultados mensuráveis 33 COMPARATIVO ENTRE MANUTENÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS Inicialmente foi necessário delimitar o escopo deste estudo Ressaltase que a análise apresentada nesta seção é baseada em uma frota real composta por sete veículos cujos dados foram coletados semanalmente No entanto com o 18 objetivo de preservar a confidencialidade das informações da empresa analisada os dados foram alterados de forma a manter a coerência com os dados originais sem denunciar informações que poderiam ser confidênciais posteriormente os dados utilizados na ferramenta de analise foram elaborados exclusivamente para demonstrar o funcionamento da solução tecnológica proposta Durante um mês foram coletados dados de quilometragem de uma frota de 7 veículos Informações baseadas nesses dados que servem como base para os indicadores de uso da frota compõem a planilha frotas que está no Apêndice B Posteriormente a coleta desses dados iniciouse com uma análise comparativa de custos entre a manutenção corretiva e a preventiva os intervalos de manutenção preventiva foram obtidos a partir dos manuais dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Já os custos corretivos foram estimados a partir de valores de mercado a fim de demonstrar através de estimativas o impacto financeiro que um sistema de gestão não estruturado baseado em falhas gera para a frota Para esta análise foi feito um levantamento comparativo dos custos estimados para componentes selecionados de cada veículo focando naqueles sujeitos a maior desgaste O objetivo foi contrastar o custo da falha corretiva com o custo da ação planejada preventiva Como premissa fundamental para a análise e para todo o plano de manutenção subsequente foi adotado o critério de Uso Severo conforme definido pelos manuais dos proprietários dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Essa classificação se justifica pois a frota em estudo opera rotineiramente em condições que incluem Uso frequente em estradas não pavimentadas poeira lama Trajetos curtos onde o motor não atinge a temperatura ideal de funcionamento Períodos longos em marchalenta motor ligado com veículo parado como em operações de carga e descarga ou para uso do arcondicionado Operação frequente com carga máxima Os itens escolhidos para serem analisados nesse estudo de caso foram selecio nados com base em três critérios principais a Criticidade para a Operação Componentes cuja falha resulta na parada imediata do veículo alto downtime impactando diretamente as operações do 19 agronegócio b Influência Direta do Uso Severo Peças que sofrem desgaste acelerado especi ficamente pelas condições de poeira lama e carga como é o caso dos filtros de ar e componentes de freio c Alto Custo Corretivo vs Baixo Custo Preventivo Itens que apesar de pos suírem um baixo custo de manutenção preventiva ex óleo correia dentada geram um custo corretivo exponencialmente maior em caso de falha ex retífica de motor atropelamento de válvulas Dessa forma a análise não busca cobrir todos os componentes de cada veículo mas sim fornecer uma amostragem técnica e financeira representativa que fundamente a importância da migração para um modelo de manutenção planejada Esta análise comparativa de custos é detalhada no Apêndice A Para a elaboração desta análise os dados de custos e intervalos foram levantados da seguinte forma a Intervalos Preventivos km Foram extraídos dos manuais dos proprietários de cada veículo Para todos os casos foi aplicada a frequência recomendada para Uso Severo conforme justificado anteriormente Para itens com gatilho baseado em tempo ex fluido de freio o intervalo foi convertido para uma quilometragem equivalente utilizandose a média de uso mensal ilustrada no Apêndice A b Custos Preventivos R Representam uma estimativa de mercado data base Outubro2025 para a aquisição de peças kits e o custo de mão de obra em oficinas independentes não incluindo custos de concessionária c Falha e Custo Corretivo R A falha descrita é a consequência técnica direta da não execução da preventiva O custo corretivo é uma estimativa de mercado para o reparo completo da falha ex retífica de motor troca de componentes danificados É fundamental notar que este é apenas o custo direto peças e MO não incluindo os custos indiretos de downtime veículo parado que no agronegócio são frequentemente mais elevados que o próprio reparo 20 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise Fonte o autor 2025 21 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo dedicase à análise quantitativa dos dados levantados na Metodologia com o objetivo de mensurar o impacto financeiro de um sistema de gestão baseado em falhas corretivo versus um sistema planejado preventivo Além disso mostra também como foi feita a estruturação da Dashboard que permitiu a analise desses desultados A partir dos dados de uso da frota e da análise comparativa de custos detalhada a seguir serão calculados os IndicadoresChave de Desempenho KPIs que fundamentam a proposta 41 DESENVOLVIMENTO DA FERRAMENTA DE ANÁLISE Conforme citado na seção anterior planilhas eletrônicas foram o principal re curso utilizado para o desenvolvimento do sistema Esta seção detalha o processo de criação e a arquitetura da ferramenta de gestão no Microsoft Excel que é composta por quatro abas principais frotas entrada de dados itens banco de dados Dashboard controle e consolidado análise de KPIs Para preservar os dados da empresa anali sada as informações de origem foram preservadas e foram adotados dados ficticios unicamente para apresentar a ferramente criada 411 Apresentando as informações da tabela A estruturação da ferramenta de análise iniciouse pela concepção da aba itens que funciona como o Plano Mestre de Manutenção e o banco de dados central de todo o sistema A escolha e a organização das colunas não são arbitrárias elas representam a codificação direta dos pilares da teoria de Planejamento e Controle da Manutenção PCM em uma ferramenta funcional A seguir detalhase a função técnica de cada grupo de colunas a Colunas Código Veículo e Item de Manutenção Estas colunas definem a hierarquia de ativos O Veículo é o ativo principal ex GM Corsa Pickup 2010 e o Item de Manutenção ex Óleo e Filtro de Óleo é o componente monitorado A coluna Código ex MAN001 atua como a chave primária primary key do banco de dados Na gestão de ativos este código é o tag único que garante a rastreabilidade permitindo que o histórico de Ordens de Serviço OS seja vinculado inequivocamente a um único item de 22 manutenção b Coluna Intervalo km Preventiva Esta coluna é o coração da Manutenção Preventiva Ela armazena o gatilho de intervenção ex 5000 km que é baseado no uso hodômetro do ativo Este valor foi determinado com base nas recomenda ções dos fabricantes manuais citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 e ajustado para a premissa de Uso Severo poeira carga trajetos curtos conforme justificado na Metodologia É este intervalo que o Dashboardutilizará como regra para gerar os alertas de manutenção c Colunas Custo R Preventiva Custo R Corretiva e Falha Corretiva Consequência Este grupo de colunas representa a análise de risco e a justificativa financeira do sistema fundamentais em qualquer projeto de PCM O Custo R Preventiva quantifica o investimento planejado OPEX Despesa Operacional necessário para evitar a falha A Falha Corretiva Consequência ex Motor funde define o modo de falha do componente O Custo R Corretiva ex R 8000 quantifica o impa3to finan3eiro da falha incluindo peças e mão de obra mas desconsiderando o custo de downtime Esta análise de custorisco similar em conceito à FMEA Análise de Modos e Efeitos de Falha é o que permite ao gestor tomar decisões baseadas em dados e comprovar financeiramente o retorno sobre o investimento ROI do sistema de manutenção Ademais essa coluna foi desenvolvida como uma base de dados que deve ser alimentada pelo gestor de manutenção responsável sempre que houver a necessidade de estudar outro item crítico e seu impacto na manutenção A planilha completa encontrase no Apêndice A O segundo pilar da ferramenta é a aba frotas que também funciona como base de dados para o sistema de gestão Esta planilha exige atualização manual periódica semanal sendo o gatilho para todas as análises automáticas A sua estrutura é desenhada para capturar o uso do ativo que é a variável central da manutenção preventiva baseada em quilometragem A justificativa técnica para esta estrutura de dados é a seguinte 23 a Colunas Veículo Ano e Km inicial Este grupo de colunas realiza a identifi cação e o estabelecimento da linha de base do ativo o asset baseline O veículo é a chave de busca usada pelo PROCX e o Km inicial é o marco zero para o cálculo da vida útil total b Coluna Km Final Esta é a coluna de controle e entrada de dados mais importante do sistema Ela representa o hodômetro mais recente o Km Atual do veículo O processo de gestão exige apenas que o gestor atualize esta única célula por veículo semanalmente c Esta abordagem simplificada elimina a complexidade de adicionar novas colunas de Semana e torna a busca de dados muito mais robusta É desta coluna que as fórmulas PROCX na aba consolidado buscam automaticamente o Km Atual para alimentar todos os cálculos de KPI como o MTBF O terceiro da coleta de dados é a aba histórico de falhas Esta planilha é o registro de eventos o logbook do sistema onde toda Ordem de Serviço OS seja ela preventiva ou corretiva é registrada após sua conclusão Enquanto a aba frotas registra o uso contínuo a aba histórico de falhas registra eventos pontuais A estrutura desta planilha é a fonte de dados primária para todos os IndicadoresChave de Desempenho KPIs de resultado como por exemplo o MTBFMean Time Between Failures A justificativa técnica para cada coluna de registro é a seguinte a Colunas Data da Falha e Veículo Este par de colunas permite a filtragem de dados por período e por ativo As fórmulas de KPI na aba consolidado ex CONTSES MÁXIMOSES utilizam a Data da Falha para filtrar os eventos que ocorreram dentro do mês selecionado e a coluna Veículo para associar o evento ao ativo correto b Coluna Tipo de Manutenção Esta é a coluna de classificação mais im portante para a análise de confiabilidade É ela que permite ao sistema diferenciar uma falha real Corretiva de uma intervenção planejada Preventiva O cálculo do MTBF Tempo Médio Entre Falhas é por definição dependente da contagem de eventos exclusivamente Corretivos c Coluna Km na Falha Representa o hodômetro no momento do evento Este dado é crucial para o cálculo do MTBF Km pois é utilizado para encontrar o a quilometragem da ultima falha do veículo o ponto de partida para o cálculo do 24 próximo período de operação d Coluna Custo R Registra o impacto financeirode cada evento peças mão de obra Esta coluna alimenta diretamente os KPIs financeiros na aba consolidado como Custo R Corretiva Mensal e Coluna Descrição da Falha Este campo captura o dado qualitativodo evento o modo de falha Embora não seja utilizado nos KPIs automáticos deste TCC ele é fundamental para análises de engenharia futuras como a Análise de Pareto para identificar quais componentes ex Bomba dágua Pneu falham com mais frequência A estruturação da planilha de indicadores de desempenho da frota foi concebida com base nos fundamentos de Gestão da Manutenção buscando traduzir em métricas objetivas os aspectos de confiabilidade disponibilidade custos operacio nais e eficiência preventiva Segundo Matos 1999 o desenvolvimento de um sistema de manutenção de frota requer a definição de variáveis mensuráveis que permitam avaliar o desempenho técnico e econômico das ações de manutenção e subsidiar a tomada de decisão gerencial Dessa forma as colunas da planilha foram definidas de modo a refletir dimen sões essenciais do gerenciamento de ativos conforme recomendam Blanchard e Fabricky 1990 que destacam a importância da integração entre engenharia de sistemas e análise de confiabilidade na formulação de indicadores 412 MTBF Mean Time Between Failures O indicador MTBF expresso em dias e quilômetros é uma métrica clássica da confiabilidade operacional Ele representa o tempo médio entre falhas sucessivas e é amplamente utilizado para avaliar o desempenho técnico de equipamentos e veículos Dias 1996 ressalta que o MTBF é fundamental para quantificar a confiabilidade de sistemas automotivos especialmente em componentes críticos e orienta as ações de manutenção preventiva Na ótica da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme Blanchard Verma e Peterson 1995 o MTBF permite identificar padrões de degradação e otimizar os intervalos de manutenção Assim sua inclusão na ferramenta serve para acompanhar a evolução da confiabilidade dos veículos e embasar o planejamento dos ciclos de manutenção 25 413 Frequência de Falhas A frequência de falhas traduz o percentual de ocorrências corretivas em relação ao total de intervenções Esse indicador é essencial para medir o grau de estabili dade do sistema de manutenção Conforme Andrade 2025 a análise sistemática da frequência de falhas possibilita identificar a reincidência de anomalias e atuar nas causas raízes fortalecendo o processo de manutenção de melhoria Além disso Menezes 2022 destaca que a redução da frequência de falhas é um dos principais reflexos da aplicação adequada da manutenção preventiva pois demonstra controle sobre o ciclo de degradação dos componentes e maior previsibilidade operacional da frota 414 Custo por Quilômetro Rkm Preventivo e Corretivo As colunas de custo por quilômetro preventivo e corretivo têm como finalidade mensurar a eficiência econômica da manutenção relacionando o investimento aplicado à produtividade operacional Segundo Lima 2023 sistemas de medição de desempenho em transporte devem priorizar indicadores financeiros integrados a métricas de confiabilidade uma vez que o equilíbrio entre custo e desempenho técnico é determinante para a sustentabilidade do setor de transportes A separação dos custos preventivos e corretivos permite comparar o comporta mento financeiro da manutenção planejada e não planejada Finazzi Júnior e Neto 2024 observam que a Manutenção Produtiva Total TPM busca exatamente essa proporção equilibrada na qual a maior parcela dos custos seja oriunda de intervenções preventivas garantindo maior eficiência global do equipamento Overall Equipment Effectiveness OEE 415 Relação CorretivoPreventivo O indicador Relação CorretivoPreventivo consolida o desempenho do sistema ao comparar o volume e o custo das intervenções corretivas frente às preventivas Para Joaquim e Oliveira 2022 essa relação é um dos principais parâmetros de avaliação da maturidade do sistema de manutenção pois reflete o grau de planejamento e previsibilidade alcançado pela gestão de frota 26 De forma semelhante Reis Cruz e Dias 2022 argumentam que a predominância de manutenções corretivas evidencia falhas no planejamento preventivo e elevação de custos operacionais enquanto a predominância preventiva indica um processo de controle efetivo redução de paradas não programadas e aumento da disponibilidade técnica dos veículos 416 Quantidade de corretivas mensais Por fim a coluna de quantidade de corretivas mensais tem caráter diagnóstico permitindo avaliar a tendência temporal de falhas e sua distribuição ao longo dos meses De acordo com Barbosa 2023 o monitoramento periódico da quantidade de intervenções corretivas viabiliza a análise de eficiência dos planos de manutenção sendo uma ferramenta de feedback para ajustes no cronograma preventivo 417 Conexão entre os indicadores e a gestão da manutenção Os indicadores integrados à planilha refletem o conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual as métricas de desempenho técnico e econômico sustentam o processo decisório Blanchard Verma e Peterson 1995 enfatizam que a manutenção eficaz é aquela que pode ser medida controlada e continuamente aprimorada com base em parâmetros de desempenho quantificáveis Essa lógica também é observada na Gestão de Frotas em que os dados de confiabilidade e custos orientam ações estratégicas para redução de paradas e otimização de recursos Oliva Oliveira e Nascimento 2024 destacam que a gestão de frota moderna exige o uso sistemático de indicadores como MTBF e custo por quilômetro pois eles permitem visualizar o desempenho real dos veículos e planejar intervenções de forma racional Assim a planilha construída atua como uma ferramenta prática de Planejamento e Controle da Manutenção PCM possibilitando o registro acompanhamento e análise dos resultados de cada veículo Segundo Wedekin 2024 a estruturação de ferramentas digitais simples como planilhas automatizadas representa uma etapa fundamental no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em frotas mistas com restrição orçamentária A planilha completa encontrase no Apêndice C 27 28 Figura 3 Planilha Falhas ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine Fonte o autor 2025 418 Desenvolvimento do dashboard de indicadores O desenvolvimento do dashboard de indicadores foi concebido como a etapa de consolidação visual e analítica da ferramenta permitindo ao gestor interpretar de forma ágil e objetiva os resultados obtidos nas abas itens frotas e histórico de falhas Segundo Blanchard e Fabricky 1990 a integração entre dados operacionais e indicadores visuais é um dos pilares da engenharia de sistemas aplicada à ma nutenção pois possibilita a conversão de informações dispersas em conhecimento gerencial O dashboard foi elaborado no Microsoft Excel com base em gráficos dinâmicos interligados às tabelas oficiais de cada aba Essa estrutura possibilita a atualização automática dos resultados sempre que novos dados são inseridos no sistema reforçando o conceito de manutenção baseada em indicadores Maintenance Performance Measurement conforme propõem Blanchard Verma e Peterson 1995 A escolha dos gráficos foi guiada pelos princípios de clareza relevância e aplicabilidade à análise da confiabilidade e dos custos de manutenção Foram selecionados quatro principais tipos de gráficos descritos e justificados a seguir 29 4181 Gráfico de Linha MTBF Mean Time Between Failures O gráfico de linha foi utilizado para representar a evolução do MTBF em qui lômetros e em dias ao longo dos meses destacandose por sua capacidade de evidenciar tendências temporais e melhorias na confiabilidade dos veículos De acordo com Dias 1996 a análise contínua do MTBF é fundamental para mensurar o desempenho técnico e identificar padrões de degradação em sistemas automotivos Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo Fonte o autor 2025 O gráfico Evolução do MTBF Dias por Veículo configurase como uma fer ramenta essencial para o acompanhamento da confiabilidade operacional da frota ao longo do tempo Sua utilidade técnica está em permitir a visualização contínua das variações no tempo médio entre falhas evidenciando tendências de melhoria ou degradação no desempenho dos veículos e facilitando a identificação de padrões sazonais ciclos de manutenção e efeitos das ações preventivas sobre a disponibilidade dos ativos Sob o ponto de vista gerencial o gráfico possibilita análises comparativas entre veículos permitindo reconhecer quais unidades mantêm maior estabilidade operacional e quais demandam intervenções mais frequentes Essa visualiza ção temporal também apoia o diagnóstico de anomalias e ajustes nos planos de 30 manutenção preventiva oferecendo suporte à tomada de decisão estratégica Em síntese o gráfico de linha é amplamente recomendado em sistemas de gestão da manutenção por sua clareza visual e capacidade de sintetizar dados complexos de confiabilidade em uma forma interpretável e dinâmica Sua inclusão no dashboard reforça o papel da ferramenta como suporte à decisão técnica e operacional promovendo uma gestão de frotas mais eficiente e baseada em indicadores quantitativos 4182 Gráfico de Colunas Agrupadas Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm O segundo gráfico foi elaborado com base nos indicadores Rkm Preventivo e Rkm Corretivo visando comparar o comportamento financeiro entre os custos de manutenção planejada e não planejada ao longo dos meses A opção pelo formato de colunas agrupadas permite uma visualização clara e direta das variações mensais facilitando a análise simultânea dos dois tipos de despesa e destacando possíveis desequilíbrios entre o investimento preventivo e os gastos corretivos Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm Fonte o autor 2025 Segundo Lima 2023 a integração entre indicadores financeiros e métricas de desempenho técnico é determinante para alcançar o equilíbrio entre custo ope 31 racional e confiabilidade no setor de transportes Assim o gráfico de colunas agrupadas tornase uma ferramenta estratégica para o monitoramento econômico da manutenção permitindo identificar padrões de aumento de custo efeitos de intervenções preventivas e o impacto direto das falhas sobre o orçamento operacional Do ponto de vista gerencial esse tipo de visualização facilita a tomada de decisão pois evidencia se o aumento dos investimentos preventivos está sendo acompanhado por redução nos custos corretivos Além disso sua representação comparativa apoia o planejamento de políticas de manutenção mais eficientes voltadas à otimização de recursos e ao aumento da disponibilidade dos veículos 4183 Gráfico de Pizza Distribuição percentual de falhas por veículo O gráfico de pizza foi empregado para representar a distribuição percentual das falhas entre os veículos da frota possibilitando uma compreensão imediata da participação relativa de cada unidade no total de ocorrências registradas Esse tipo de representação destacase por sua clareza visual e pela capacidade de evidenciar quais veículos concentram maior incidência de falhas facilitando o direcionamento de ações corretivas e preventivas De acordo com Andrade 2025 a análise da reincidência de anomalias é uma etapa essencial da manutenção de melhoria pois orienta os esforços de engenha ria para as causas raízes das falhas e contribui para o aumento da confiabilidade operacional 32 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo Fonte o autor 2025 O gráfico Distribuição percentual de falhas por veículo figura 6 apresenta se portanto como uma ferramenta de diagnóstico visual que auxilia tanto na priorização de recursos de manutenção quanto na avaliação da eficiência operacional da frota Sua utilização permite identificar rapidamente veículos críticos cujas falhas impactam de forma desproporcional os indicadores de desempenho Sob o ponto de vista técnico e gerencial o gráfico de pizza oferece uma visão resumida e comparativa essencial para análises estratégicas de confiabilidade servindo também como base para estudos de Pareto e iniciativas de melhoria contínua Assim sua inclusão no painel de indicadores complementa as demais representações consolidando uma abordagem integrada de monitoramento e tomada de decisão 4184 Gráfico de barras horizontais disponibilidade média por veículo O gráfico de barras horizontais foi elaborado com base nos valores médios de dis ponibilidade operacional de cada veículo obtidos a partir da planilha consolidada de indicadores A escolha desse tipo de gráfico se justifica por sua capacidade de facilitar comparações diretas entre unidades evidenciando de forma clara aquelas que apresentam maior estabilidade operacional De acordo com Blanchard e Fabricky 1990 a disponibilidade é um dos indicadores fundamentais da confiabilidade e da manutenção de sistemas pois 33 reflete a proporção de tempo em que o ativo está efetivamente disponível para operação Assim a representação gráfica da disponibilidade média permite avaliar a eficiência das estratégias de manutenção e identificar veículos que demandam maior atenção gerencial Figura 7 Disponibilidade média por veículo Fonte o autor 2025 Sob o ponto de vista técnico esse tipo de análise contribui para o acompanhamento do desempenho da frota de forma objetiva permitindo o estabelecimento de metas de confiabilidade e a priorização de ações corretivas A disposição horizontal das barras favorece a legibilidade e destaca visualmente as variações de disponibilidade sendo amplamente recomendada em relatórios de gestão da manutenção Em sua configuração final o dashboard reúne indicadores de confiabilidade desempenho e custo sintetizando em uma única tela os principais KPIs da gestão de frota MTBF frequência de falhas custo por quilômetro e proporção corre tivopreventivo Essa abordagem está alinhada ao conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual a tomada de decisão é fundamentada em métricas objetivas e mensuráveis Finazzi Júnior Neto 2024 Além de fornecer uma visão consolidada da saúde da frota o dashboard foi estruturado de forma modular permitindo a expansão para novos indicadores como disponibilidade técnica e OEE Overall Equipment Effectiveness Para Wedekin 34 2024 a adoção de ferramentas digitais simples e acessíveis como planilhas automatizadas representa uma etapa essencial no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em contextos com recursos limitados Assim o painel de controle construído cumpre papel estratégico na transformação dos dados de manutenção em suporte efetivo à tomada de decisão gerencial Com a metodologia de pesquisa e coleta de dados devidamente estruturada este capítulo detalhou o percurso adotado para o desenvolvimento do projeto Foram definidos os métodos de pesquisa as técnicas de levantamento de dados como a análise de quilometragem e entrevistas e crucialmente foi estabelecida a análise comparativa de custos como ferramenta basilar para justificar financeiramente a implementação do sistema As premissas adotadas como o critério de Uso Severo e os dados de referência levantados a partir dos manuais dos veículos citados e estudo de valores de mercado formam o alicerce técnico sobre o qual o sistema de gestão será construído e avaliado O capítulo seguinte aplicará esta metodologia para analisar os dados apresentar os resultados e discutir o desenvolvimento do sistema de manutenção proposto 42 ANÁLISE DE CUSTO POR QUILÔMETRO RKM O indicador mais relevante para a gestão de frotas é o Custo por Quilômetro Rodado RKm pois ele normaliza o gasto de manutenção pelo uso efetivo do veículo Um custo de manutenção absoluto pode ser enganoso um veículo que roda muito naturalmente gasta mais mas o RKm revela a eficiência real do plano de manutenção Utilizando os dados da planilha Histórico de Falhas apresentada no Apêndice C é possível calcular o RKm para o cenário preventivo e o RKm para o cenário corretivo o custo da falha Esta análise demonstra o custo da nãoação negligenciar a preventiva por quilômetro rodado Tomando como exemplo o item mais crítico Óleo e Filtro de Óleo do GM Corsa Pickup Custo RKm Preventivo O custo planejado é de R 25000 a cada 5000 km Uso Severo 000 km 000 km 35 Cálculo R 25000 5000km R 005 por km Custo RKm Corretivo O custo da falha motor fundido é de R 800000 que ocorre por negligenciar o intervalo de 5000 km Cálculo R 800000 5000km R 160 por km A análise deste único item demonstra que o custo da falha por quilômetro rodado é 32 vezes maior que o custo da manutenção planejada R 160 contra R 005 Na tabela itens referênciada no item 3 de metodologia e detalhada no apêndice deste documento são descritos os calculos para os principais componentes analisados quantificando a economia potencial Os dados apresentados fornecem uma quantificação clara da eficiência de um plano preventivo Os indicadores como o Fator de Aumento demonstram que o custo da falha por quilômetro é dezenas e em alguns casos centenas de vezes maior que o custo do planejamento Com base nestes indicadores financeiros a próxima seção analisará em detalhe o impacto operacional e estratégico que esses custos corretivos e preventivos representam para a gestão da frota no agronegócio 43 ANÁLISE DE IMPACTO DOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO Os dados mostrados ao longo desse trabalho a partir das tabelas supracitadas quantificam o impacto financeiro da manutenção revelando uma disparidade extrema entre a gestão planejada preventiva e a gestão reativa corretiva A simples observação dos dados permite extrair três conclusões de alto impacto para a gestão da frota 431 Impacto financeiro direto o custo da falha O primeiro impacto e mais óbvio é o custo direto A negligência de itens de baixo custo preventivo gera falhas com custos corretivos exponencialmente maiores O caso mais emblemático na análise é o do Filtro de Ar que em um ambiente de Uso Severo agro é o componente mais crítico No caso do Fiat Uno o custo por quilômetro da falha do filtro R 070km é 36 mais de 116 vezes superior ao custo de sua troca preventiva R 0006km Isso significa que ignorar uma manutenção planejada de R 6000 resulta em um custo de reparo retífica do motor de R 700000 tornando a economia da não manutenção uma decisão financeiramente ruinosa Mesmo o item com menor Fator de Aumento como as pastilhas de freio da Fiat Strada 27x ainda representa um custo corretivo quase três vezes maior que poderia ser totalmente evitado com uma simples inspeção 432 Impacto operacional o custo oculto do downtime A segunda e mais crítica conclusão é que os valores da Itens subestimam o custo real da falha Os custos corretivos ex R 8000 para o motor do Corsa representam apenas o custo direto do reparo peças e mão de obra Esta análise não computa o custo indireto de downtime o custo do veículo parado No agronegócio o downtime é o principal inimigo da eficiência A falha de um veículo de apoio como uma Strada pode significar a paralisação de uma colheitadeira equipamento de milhões de reais que aguarda uma peça ou a interrupção da colheita por falta de transporte de insumos Portanto o RKm corretivo real é drasticamente maior do que o apresentado pois a cada R 160km gastos no reparo do motor do Corsa devese somar o custo de oportunidade lucro cessante dos dias em que ele esteve indisponível para a operação 433 Impacto estratégico previsibilidade vs caos O terceiro impacto é gerencial Um sistema baseado em falhas corretivas alto RKm corretivo é financeiramente imprevisível O gestor da frota não sabe quando ou em qual veículo uma falha de R 30000 motor da Amarok irá ocorrer tornando impossível um planejamento orçamentário eficaz A estruturação de um sistema preventivo baseado nos baixos e estáveis custos de RKm preventivos transforma o gasto de manutenção Ele deixa de ser um fundo de emergência caótico e passa a ser uma linha de despesa operacional OPEX controlada e previsível Além disso mitigase o risco de segurança associado a falhas críticas como as do sistema de freios Com base nesta análise de impacto a próxima seção detalha a proposta de 37 estruturação do sistema de gestão de manutenção focado em traduzir os dados das tabelas Itens Frotas e Falhas em um plano de ação preventivo 44 RESULTADO O SISTEMA DE MANUTENÇÃO FINALIZADO E DESENVOLVIDO PRONTO PARA APLICAÇÃO Conforme demonstrado na análise de impacto um sistema de gestão de manutenção é fundamental para garantir a previsibilidade financeira e a disponibilidade operacional da frota Esta seção detalha as analises que podem ser obtidas com a aplicação desse sistema de manutenção em uma frota real Com uma base bem fundamentada esse sistema pode aumentar a vida util dos ativos e facilitar o acompanhamento do processo de gestão esses beneficios serão traduzidos em resultados financeriros que vão impactar toda a cadeia produtiva 45 PROPOSTA DO SISTEMA DE GESTÃO DE MANUTENÇÃO Com base na análise de impacto financeiro e operacional tornase evidente a necessidade de migrar de um modelo reativo para um sistema de manutenção planejada Esta seção detalha a proposta de implementação deste sistema focado em ser uma ferramenta prática de baixo custo baseada em planilhas eletrônicas e alta eficácia A estruturação do sistema proposto é estruturada em três pilares a criação do plano de manutenção a base de dados a ferramenta de controle o dashboard e o processo de gestão o fluxo de trabalho 451 Criação do Plano de Manutenção O primeiro passo para o desenvolvimento do sistema é a estruturação formal do Plano de Manutenção Preventiva Este plano serve como a base de dados de referência para o sistema definindo os gatilhos de quilometragem para cada serviço crítico A elaboração deste plano fundamentase diretamente nas recomendações téc nicas dos fabricantes extraídas dos Manuais dos Proprietários e na premissa de Uso Severo justificada na Metodologia O processo de criação consistiu na consulta do manual de cada veículo da frota na extração do intervalo de quilometragem para os itens selecionados e na sua consolidação 38 A tabela 1 apresenta o Plano de Manutenção consolidado que servirá como a referência de gatilhos para a ferramenta de controle Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km Veículo Item Crítico Intervalo Gatilho Km GM Corsa Pickup 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km GM Corsa Pickup 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km GM Corsa Pickup 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km GM Corsa Pickup 2010 Filtro de ar 10000 km GM Corsa Pickup 2010 Fluido de Freio 60000 km Fiat Uno 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km Fiat Uno 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km Fiat Uno 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fiat Uno 2010 Filtro de Ar 10000 km VW Amarok 2015 Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 km VW Amarok 2015 Correia Dentada e Tensores 80000 km VW Amarok 2015 Pastilhas de Freio Troca 40000 km Fiat Strada 2024 A B C D Óleo e Filtro de Óleo 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Combustível 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Ar 15000 km Fiat Strada 2024 A B C D Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fonte o autor 2025 452 A ferramenta de controle Dashboard Após desenvolver um plano de manutenção cuidadosamente estruturado a próxima etapa é elaborar uma planilha prática que facilite o dia a dia do gestor de manutenção Essa planilha tem como objetivo passar para o gestor de manutenção uma visão geral de sua frota apontando os ativos que mais precisam de atenção sejam eles os veículos em si ou itens isolados que podem estar afetando os indicadores do automóvel analisado Além disso esse sistema o poder de analisar como o ativo se comporta no tempo Essa analise trás a possibilidade de entender se a longo prazo irá compensar 39 manter esse veículo na frota ou trocalo por um cujo o custo benefício é melhor também é possivel a partir da analise do desempenho entender o melhor momento para a troca do ativo qual o ponto crucial onde ele começa a dar mais prejuizo do que ganho Uma vez que a base de dados é estruturada as possibilidades de análises são ilimitas e trazem grande beneficio para a vida util dos ativos de uma frota O resultado do processo relatado é um DashBoard dinâmico que traduz em números as necessidades da frota Figura 8 Dashboard da frota DashBoard Gestão da Manutenção da Frota Atualização 17112025 7 15 11 11 22 11 22 Distribuição Percentual de Falhas por Veículo Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 24 24 0 12 24 24 24 24 24 24 24 24 12 12 12 24 24 24 12 12 12 01092024 01102024 01112024 Evolução do MTBF Dias por Veículo VW Amarok GM Corsa Pickup Fiat Uno Fiat Strada D Fiat Strada C Fiat Strada B Fiat Strada A R 048 R 047 R 047 R 047 R 037 R 062 R 134 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 006 Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok Média de RKm Corretivo x Preventivo por Veículo Média de RKm CorretivoMédio Média de RKm PreventivoMédio Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 9996 9973 9977 9977 9959 9972 9954 Disponibilidade por Veículo Fonte o autor 2025 453 O processo de gestão e a ordem de serviço OS A figura 8 Dashboard é a ferramenta de diagnóstico que gera os alertas a Ordem de Serviço OS é a ferramenta de ação e registro que completa o ciclo de gestão Conforme a teoria do Planejamento e Controle da Manutenção PCM nenhuma intervenção seja ela preventiva ou corretiva deve ser realizada sem a emissão de um documento formal de registro A OS é o documento central que autoriza a execução de um serviço e mais 40 importante registra os dados históricos essenciais para a gestão de custos e para a retroalimentação do sistema No sistema proposto o gestor da frota ao identificar um item próximo do vencimento o que pode ser analisado na planilha itens deve emitir uma OS Para ser funcional a Ordem de Serviço deve conter campos mínimos para o registro de dados conforme ilustrado no exemplo da tabela 2 que simula a abertura da OS para o item Filtro de Ardo Fiat Uno identificado como vencido no dashboard Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada ORDEM DE SERVIÇO DE MANUTENÇÃO OS Nº 2025001 Data Abertura 31102025 Veículo Fiat Uno Placa Placa Fictícia Km Atual 182143 Solicitante Gestor de Frota Tipo de Manutenção Corretiva X Preventiva Descrição do Serviço Gatilho do Dashboard Troca do Filtro de Ar Preventiva de 10000 km vencida em 143 km Peças Utilizadas 1x Filtro de Ar Cód XXX R 6000 Mão de Obra 05h Mecânico R 4000 Custo Total Peças MO R 10000 Data Fechamento 31102025 Executante Nome do Mecânico Fonte o autor 2025 46 PLANILHA KPI CONSOLIDADO O desenvolvimento do sistema de gestão conforme detalhado nas seções anteriores permite não apenas controlar as manutenções preventivas mas também e mais importante medir a eficiência da frota Ao registrar cada manutenção preventiva ou corretiva e seus custos o gestor passa a ter um banco de dados histórico A análise deste banco de dados permite o cálculo dos IndicadoresChave de Desempenho KPIs os mesmos definidos na Metodologia O objetivo desta panilha apresentada na figura 9 é traduzir os números docu mentados nas bases de dados a partir das ordens de serviçõs em informações que serão utilizadas na tomada de decisão do gestor 41 Figura 9 KPI consolidado Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 Fonte o autor 2025 461 Análise dos indicadores de gestão Os indicadores de manutenção resultantes do processo ciclico abordado nessa analise junto com os estudos que foram base para o desenvolvimento dessa ferramenta demonstram a potência e as vantagens da implementação de um sistema como esse em uma empresa de pequeno a médio porte e a eficiência que será traduzida em economia de recuros para o negócio As comparações feitas dos indicadores a seguir são baseadas nos resultados das planilhas construídas a partir dos manuais dos veículos versus os atuais valores de manutenções corretivas do mercado a Frequência de Falhas e MTBF O número de falhas corretivas caiu de 12 para 3 ao mês Isso se reflete diretamente no MTBF antes a frota apresentava uma falha a cada 1462 km rodados após o sistema passou a falhar apenas a cada 5848 km Isso significa que a confiabilidade da frota aumentou em 4 vezes b Redução de Custos Corretivos A consequência financeira direta da redu ção de falhas é a queda nos custos emergenciais O gasto com corretiva caiu de R 400000 para R 120000 provando a tese da planilha KPI consolidado Análise de RKm c Nível de Satisfação Qualitativo Este indicador mensura o impacto na operação A alta disponibilidade dos veículos menos quebras e a maior confiabilidade MTBF 4x maior aumentam a percepção de valor dos usuários motoristas agrônomos que agora confiam mais no equipamento 42 Este dashboard portanto fecha o ciclo de gestão ele utiliza os dados gerados pela operação OS para provar o valor financeiro e estratégico do sistema de manutenção preventiva 43 CONCLUSÃO Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo central analisar os valores de mercado atual para manutenção corretiva e preventiva e desenvolver e um sistema de gestão da manutenção para uma frota de veículos em uma empresa de pequeno a médio porte setor do agronegócio O problema de pesquisa partiu da premissa de que a ausência de um sistema planejado preventivo e a dependência de um modelo reativo corretivo geravam custos financeiros elevados imprevisibilidade orçamentária e baixa disponibilidade operacional da frota Concluise que os objetivos propostos foram plenamente atingidos As análises realizadas no Capítulo 4 demonstraram que o desenvolvimento de um sistema de gestão é não apenas viável mas financeiramente imperativa Os principais resultados que fundamentam esta conclusão são a A Quantificação do Risco Financeiro A análise de Custo por Quilô metro KPI consolidado provou numericamente o impacto da negligência Demonstrouse que o custo da falha corretivo é exponencialmente maior que o custo do planejamento O caso do Filtro de Ar por exemplo apresentou um custo por quilômetro 116 vezes superior no cenário corretivo validando a tese central do trabalho b O Desenvolvimento de um Sistema Prático Foi proposto um sistema de gestão de baixo custo e alta eficácia baseado em planilhas eletrônicas O sistema é composto por um Plano de Manutenção Tabela 3 uma ferramenta de controle Dashboard e um documento de ação Ordem de Serviço Tabela 4 Este sistema traduz efetivamente os dados de uso da frota Km em ações de manutenção controladas c A Prova de Eficácia KPIs A simulação da planilha KPI consolidado com provou o sucesso do sistema A implementação resultou em um aumento projetado de 4 vezes na confiabilidade da frota MTBF uma redução drástica nas falhas mensais e consequentemente uma queda substancial nos custos corretivos além de um impacto positivo direto na satisfação dos usuários É fundamental reconhecer as limitações deste trabalho A principal limitação reside no fato de que os indicadores aqui abordados são baseados em dados derivados dos dados reais com o objetivo de ilustrar o funcionamento e o potencial do sistema visto que a coleta de dados reais foi preservada para a privacidade da 44 empresa que originou esse estudo Além disso o sistema proposto em planilha embora funcional possui limitações de escalabilidade em comparação com um software de gestão CMMS dedicado Com base nas conclusões e limitações sugeremse as seguintes direções para a continuidade da pesquisa e para a empresa a Implementação e Validação Real O próximo passo natural é a implemen tação efetiva do sistema proposto na empresa seguida da coleta de dados reais de manutenção OS por um período de 6 a 12 meses a fim de validar na prática os KPIs projetados neste estudo b Automação da Coleta de Dados Sugerese a evolução do sistema para integrar tecnologias de telemetria IoT ou leitura de dados via aplicativos móveis automatizando a coleta do Km Atuale reduzindo a necessidade de inserção manual de dados c Análise de Custo Total de Propriedade TCO Recomendase um es tudo futuro que amplie a análise de custos para incluir o Custo Total de PropriedadeTotal Cost of Ownership TCO incorporando depreciação combustível e seguro além da manutenção Em suma este trabalho cumpre seu papel ao fornecer um diagnóstico claro dos problemas de um sistema reativo e ao entregar uma solução prática e compativel com a realidade de pequenas e medias empresas Demonstrase que a gestão da manutenção não deve ser encarada como um centro de custo mas sim como um investimento estratégico que garante a disponibilidade a confiabilidade e a eficiência financeira da frota elementos vitais para a competitividade e o sucesso no setor do agronegócio 45 REFERÊNCIAS ANDRADE L A Estudo da aplicação da manutenção de melhoria de um filtro separador de diesel para uma frota de caminhões fora de estrada 2025 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Ouro Preto Ouro Preto 2025 BARBOSA B F F Proposta de melhoria na elaboração de planos de manutenção preventiva em máquinas florestais de colheita mecanizada de eucalipto 2023 Dissertação Mestrado Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho 2023 BLANCHARD B S FABRICKY W J Systems Engineering and Analysis Sl PrenticeHall 1990 BLANCHARD B S VERMA D PETERSON E L Maintainability A Key to Effective Serviceability and Maintenance Management New York John Wiley Sons 1995 DIAS A Metodologia para análise da confiabilidade em freios pneumáticos automotivos 1996 Tese Doutorado Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas SP 1996 FIAT Manual de uso e manutenção Uno Fiorino Betim Fiat Automóveis SA 2010 FIAT Strada manual de uso e manutenção sl Fiat Chrysler Automóveis Brasil 2022 FINAZZI E A D A JÚNIOR J M R NETO J M F A Implementação da manutenção produtiva total em organizações de equipamentos agrícolas Estratégias desafios e impactos da eficiência operacional Prospectus v 6 n 2 p 571609 2024 ISSN 26748576 GENERAL MOTORS Manual GM Corsa sl General Motors Brasil 2010 GIL Antonio Carlos Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 KARDEC A NACIF J Manutenção Função Estratégica QualityMark 2012 JOAQUIM N B R OLIVEIRA A Gestão de manutenção manutenção preventiva e gestão de frotas 2022 Dissertação Mestrado Universidade de Cuiabá UNIC Cuiabá 2022 LIMA G M Proposição de um método para a construção de um sistema de medição de desempenho dos processos do setor de transporte de uma instituição federal de ensino superior 2023 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Triângulo Mineiro Uberaba 2023 MATOS F F C Metodologia para planejamento e estruturação de sistemas de manutenção de frota automotiva 1999 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Florianópolis 1999 46 MÁRQUEZ Adolfo Crespo The Maintenance Management Framework Models and Methods for Complex Systems Maintenance London Springer 2007 MENEZES F A B L Efeitos da manutenção preventiva em uma frota de caminhões para transporte de cargas pesadas 2022 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal 2022 OLIVA A V S OLIVEIRA E C S NASCIMENTO L S Gestão de frotas como fator primordial em transportadoras ETECAMP Etec de Campo Limpo Paulista Campo Limpo Paulista 2024 REIS Ana Carla B COSTA Ana Paula Cabral Seixas ALMEIDA Adiel Teixeira de Diagnóstico da gestão da manutenção em indústrias de médio e grande porte da região metropolitana de Recife Produção v 23 n 2 p 226240 abrjun 2013 doi101590S010365132012005000079 REIS M F CRUZ F R DIAS F C Gestão de frota de veículos um estudo de caso em uma transportadora In X SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Rio de Janeiro sn 2022 SANTOS E A G FERREIRA G B FERREIRA M Agricultura 40 estudo de caso sobre a eficiência da indústria 40 aplicada ao agronegócio Ciência Tecnologia v 15 n 1 p e1517e1517 2023 WEDEKIN T F Gestão da manutenção para uma empresa com frota de caminhões e máquinas agrícolas 2024 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Engenharia sl 2024 WOLKSVAGEN Manual de instruções Amarok sl Wolksvagen 2015 47 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Item de Manutenção Intervalo km Preventiva Custo R Preventiva Falha Corretiva Custo R Corretiva RKm Preventivo RKm Corretivo Observação GM Corsa Pickup Óleo e Filtro de Óleo 5000 25000 R Motor funde borra falha de lubrificação 800000 R 005 R 160 R Custo corretivo não inclui downtime GM Corsa Pickup Correia Dentada e Tensor 50000 50000 R Rompimento da correia atropelamento de válvulas 250000 R 001 R 005 R Motor 14 8v GM Família 1 empena válvulas GM Corsa Pickup Pastilhas de Freio 30000 25000 R Desgaste total danifica o disco de freio 80000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança GM Corsa Pickup Filtro de Ar 10000 7000 R Contaminação do motor poeirasílica 800000 R 001 R 080 R A poeira age como abrasivo dentro do motor causando retífica GM Corsa Pickup Fluido de Freio 60000 15000 R Corrosão do sistema cilindro mestre e cilindros de roda 75000 R 000 R 001 R Gatilho de 2 anos convertido para Km média de 30500 kmano Fiat Uno Óleo e Filtro de Óleo 5000 23000 R Motor funde borra falha de lubrificação 700000 R 005 R 140 R Motor Fire 10 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Uno Correia Dentada e Tensor 50000 45000 R Rompimento da correia 220000 R 001 R 004 R Motores Fire mais antigos podem empenar válvulas Fiat Uno Pastilhas de Freio 30000 22000 R Desgaste total danifica o disco de freio 75000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Uno Filtro de Ar 10000 6000 R Contaminação do motor poeirasílica 700000 R 001 R 070 R A poeira age como abrasivo dentro do motor VW Amarok Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 120000 R Falha de lubrificação Contaminação dos bicos injetores 3000000 R 012 R 300 R Motor diesel é extremamente sensível ao filtro de diesel águaimpurezas e ao óleo VW Amarok Correia Dentada e Tensores 80000 350000 R Rompimento da correia motor 20 TDI 2500000 R 004 R 031 R Serviço complexo e caro A falha é catastrófica para o motor diesel alta compressão VW Amarok Pastilhas de Freio 40000 70000 R Desgaste total danifica o disco de freio 220000 R 002 R 006 R Corretiva inclui troca dos discos grandes e caros Risco de segurança Fiat Strada A Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada A Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada A Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada A Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada B Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada B Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada B Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada B Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada C Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada C Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada C Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada C Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada D Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada D Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada D Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada D Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança 48 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Ano Semana Data Início Data Fim Km Inicial Km Final Km Rodado GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01092024 07092024 220457 221141 684 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08092024 14092024 221141 221912 771 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15092024 21092024 221912 222503 591 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22092024 28092024 222503 223004 501 Fiat Uno 2010 Semana 1 01092024 07092024 180327 181058 731 Fiat Uno 2010 Semana 2 08092024 14092024 181058 181494 436 Fiat Uno 2010 Semana 3 15092024 21092024 181494 182132 638 Fiat Uno 2010 Semana 4 22092024 28092024 182132 182143 11 VW Amarok 2015 Semana 1 01092024 07092024 160783 161474 691 VW Amarok 2015 Semana 2 08092024 14092024 161474 162273 799 VW Amarok 2015 Semana 3 15092024 21092024 162273 162968 695 VW Amarok 2015 Semana 4 22092024 28092024 162968 163586 618 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01092024 07092024 8243 8795 552 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08092024 14092024 8795 9575 780 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15092024 21092024 9575 10127 552 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22092024 28092024 10127 10784 657 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01092024 07092024 12547 13265 718 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08092024 14092024 13265 13800 535 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15092024 21092024 13800 14531 731 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22092024 28092024 14531 15241 710 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01092024 07092024 10863 11372 509 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08092024 14092024 11372 11929 557 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15092024 21092024 11929 12565 636 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22092024 28092024 12565 13348 783 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01092024 07092024 20158 20910 752 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08092024 14092024 20910 21573 663 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15092024 21092024 21573 22114 541 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22092024 28092024 22114 22816 702 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01102024 07102024 223004 223655 651 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08102024 14102024 223655 224398 743 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15102024 21102024 224398 224942 544 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22102024 28102024 224942 225514 572 Fiat Uno 2010 Semana 1 01102024 07102024 182143 182714 571 Fiat Uno 2010 Semana 2 08102024 14102024 182714 183226 512 Fiat Uno 2010 Semana 3 15102024 21102024 183226 183822 596 Fiat Uno 2010 Semana 4 22102024 28102024 183822 184290 468 VW Amarok 2015 Semana 1 01102024 07102024 163586 164289 703 VW Amarok 2015 Semana 2 08102024 14102024 164289 165015 726 VW Amarok 2015 Semana 3 15102024 21102024 165015 165690 675 VW Amarok 2015 Semana 4 22102024 28102024 165690 166338 648 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01102024 07102024 10784 11312 528 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08102024 14102024 11312 12003 691 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15102024 21102024 12003 12615 612 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22102024 28102024 12615 13302 687 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01102024 07102024 15241 15912 671 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08102024 14102024 15912 16620 708 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15102024 21102024 16620 17283 663 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22102024 28102024 17283 17984 701 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01102024 07102024 13348 14022 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08102024 14102024 14022 14754 732 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15102024 21102024 14754 15396 642 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22102024 28102024 15396 16077 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01102024 07102024 22816 23500 684 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08102024 14102024 23500 24176 676 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15102024 21102024 24176 24832 656 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22102024 28102024 24832 25504 672 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01112024 07112024 225514 226195 681 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08112024 14112024 226195 226954 759 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15112024 21112024 226954 227565 611 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22112024 28112024 227565 228247 682 Fiat Uno 2010 Semana 1 01112024 07112024 184290 184884 594 Fiat Uno 2010 Semana 2 08112024 14112024 184884 185468 584 Fiat Uno 2010 Semana 3 15112024 21112024 185468 186054 586 Fiat Uno 2010 Semana 4 22112024 28112024 186054 186631 577 VW Amarok 2015 Semana 1 01112024 07112024 166338 167009 671 VW Amarok 2015 Semana 2 08112024 14112024 167009 167725 716 VW Amarok 2015 Semana 3 15112024 21112024 167725 168396 671 VW Amarok 2015 Semana 4 22112024 28112024 168396 169082 686 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01112024 07112024 13302 13974 672 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08112024 14112024 13974 14629 655 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15112024 21112024 14629 15278 649 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22112024 28112024 15278 15971 693 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01112024 07112024 17984 18647 663 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08112024 14112024 18647 19339 692 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15112024 21112024 19339 19978 639 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22112024 28112024 19978 20683 705 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01112024 07112024 16077 16751 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08112024 14112024 16751 17410 659 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15112024 21112024 17410 18074 664 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22112024 28112024 18074 18755 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01112024 07112024 25504 26192 688 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08112024 14112024 26192 26861 669 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15112024 21112024 26861 27547 686 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22112024 28112024 27547 28219 672 49 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina F011 GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima F012 Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva F013 VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine F014 Fiat Strada A 15102024 12080 Corretiva Elétrica Luz de freio não acende Revisão de soquete e substituição da lâmpada 1 hs 150 EletroAuto Lima F015 Fiat Strada B 17102024 16850 Corretiva Suspensão Amortecedor com vazamento Troca de amortecedores dianteiros 3 hs 520 AutoCenter Horizontina F016 Fiat Strada C 20102024 14920 Corretiva Mecânica Ruído na correia do alternador Substituição da correia e tensionamento 2 hs 280 Mecânica Silva F017 Fiat Strada D 22102024 23800 Corretiva Arrefecimento Mangueira superior do radiador rachada Substituição da mangueira e teste de pressão 2 hs 310 Mecânica Silva F018 VW Amarok 25102024 165300 Corretiva Pneus Furo no pneu traseiro esquerdo Troca e balanceamento 1 hs 180 Oficina TruckLine F019 Fiat Uno 26102024 183750 Corretiva Freios Pedal baixo Sangria do sistema e troca do fluido 2 hs 260 Mecânica Silva F020 Fiat Strada C 28102024 15580 Preventiva Elétrica Revisão programada de luzes Substituição preventiva de lâmpadas 1 hs 120 EletroAuto Lima F021 GM Corsa Pickup 06112024 226800 Corretiva Mecânica Vazamento no retentor do câmbio Substituição do retentor e troca de óleo 3 hs 420 Mecânica Silva F022 Fiat Uno 09112024 185200 Corretiva Elétrica Falha no sistema de ignição Substituição de cabos e velas 25 320 EletroAuto Lima F023 VW Amarok 12112024 167500 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento de roda Troca do rolamento dianteiro 25 450 Oficina TruckLine F024 Fiat Strada A 13112024 14680 Preventiva Suspensão Revisão de molas traseiras Lubrificação e reaperto 15 190 AutoCenter Horizontina F025 Fiat Strada B 15112024 19500 Corretiva Arrefecimento Válvula termostática travada Substituição da válvula e do fluido 25 360 Mecânica Silva F026 Fiat Strada C 19112024 17850 Corretiva Freios Pastilhas dianteiras desgastadas Troca de pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 310 Oficina TruckLine F027 Fiat Strada D 21112024 26700 Corretiva Elétrica Falha no sensor de ré Substituição do sensor e teste 1 hs 200 EletroAuto Lima F028 VW Amarok 24112024 168900 Corretiva Suspensão Folga em bucha de bandeja Substituição das buchas 2 hs 390 Oficina TruckLine F029 Fiat Uno 26112024 186400 Corretiva Mecânica Correia dentada gasta Substituição da correia e rolamento tensor 35 480 Mecânica Silva F030 Fiat Strada D 28112024 27350 Preventiva Pneus Rodízio e balanceamento Rodízio completo dos pneus 15 180 AutoCenter Horizontina 50 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 RESUMO A gestão da manutenção de frotas é uma atividade essencial para garantir a eficiência operacional especialmente no setor do agronegócio onde o transporte de insumos e produtos exerce influência direta sobre a produtividade Em pequenas empresas entretanto a ausência de procedimentos estruturados a falta de profissionais especializados e o uso predominante de práticas corretivas comprometem a disponibilidade dos veículos e elevam os custos operacionais Nesse contexto este trabalho tem como objetivo geral desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor do agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas Metodologicamente tratase de uma pesquisa de natureza aplicada com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A etapa qualitativa envolveu pesquisas bibliográficas entrevistas semiestruturadas e observação direta do processo de manutenção enquanto a etapa quantitativa consistiu na análise dos dados históricos de falhas quilometragem e custos além da comparação entre cenários preventivos e corretivos A partir desses procedimentos foi elaborada uma ferramenta de gestão baseada em planilhas eletrônicas construída com dados derivados dos parâmetros técnicos reais de uma frota de veículos operando em condições de uso severo preservados por questões de confidencialidade A ferramenta contempla o registro dos itens de manutenção o acompanhamento de quilometragens a estimativa de custos preventivos e corretivos e a geração automática de indicadores de desempenho Os resultados obtidos demonstraram que a adoção de rotinas preventivas estruturadas pode reduzir falhas inesperadas aumentar a disponibilidade dos veículos e proporcionar maior previsibilidade dos custos contribuindo para a melhoria da gestão da frota Concluise que o sistema desenvolvido apresenta potencial de aplicação prática em pequenas empresas do agronegócio oferecendo uma solução acessível e tecnicamente fundamentada para aperfeiçoar a gestão da manutenção Palavraschave Manutenção preventiva Gestão de frotas Agronegócio LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo16 Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise 21 Figura 3 Planilha Falhas32 Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo35 Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm37 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo39 Figura 7 Disponibilidade média por veículo40 Figura 8 Dashboard da frota49 Figura 9 KPI consolidado52 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km 48 Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada51 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO4 2 REVISÃO DA LITERATURA9 3 METODOLOGIA15 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS23 CONCLUSÃO55 REFERÊNCIAS57 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO59 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO60 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO61 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO62 4 1 INTRODUÇÃO A manutenção de frotas desempenha um papel estratégico para empresas do setor do agronegócio cuja competitividade depende diretamente da eficiência logística Mesmo quando compostas por poucos veículos essas frotas são responsáveis pelo transporte de insumos deslocamento operacional e escoamento da produção sendo fundamentais para o bom desempenho das atividades agrícolas Nesse contexto falhas mecânicas inesperadas podem gerar interrupções nas operações atrasos na entrega e aumento expressivo dos custos problema especialmente crítico para micro e pequenas empresas que possuem estrutura enxuta e menor capacidade de absorver custos imprevistos Embora os benefícios da manutenção preventiva sejam amplamente documenta dos pela literatura clássica como a redução de falhas o aumento da confiabilidade e a diminuição dos custos corretivos Kardec Nacif 2012 Blanchard Fabrycky 1990 Matos 1999 sua implementação ainda enfrenta obstáculos significativos em pequenas empresas Entre os principais desafios estão a ausência de planejamento estruturado a falta de procedimentos formais de controle a resistência às mudanças organizacionais e a necessidade de investimentos iniciais em ferramentas de gestão Lima 2023 Essas limitações contribuem para que muitas empresas do agronegócio operem predominantemente sob um modelo reativo de manutenção intervindo apenas após a ocorrência das falhas Estudos apontam que organizações que adotam rotinas preventivas baseadas em inspeções periódicas e no acompanhamento sistemático das condições dos veículos conseguem reduzir de maneira expressiva a ocorrência de falhas inesperadas e otimizar seus custos operacionais Blanchard Verma Peterson 1995 Nesse sentido a transição de uma abordagem corretiva para uma abordagem preventiva representa não apenas uma prática técnica recomendável mas um diferencial competitivo para pequenas empresas do agronegócio aumentando a disponibilidade da frota a segurança das operações e a eficiência logística Diante desse cenário este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da implementação de um sistema simples de gestão da manutenção preventiva aplicável a pequenas empresas do setor agroindustrial Para isso desenvolvese uma ferramenta prática baseada em planilhas eletrônicas utilizando dados fictícios derivados de parâmetros técnicos reais dos veículos em respeito à 5 confidencialidade da organização inicialmente contatada A partir da revisão da literatura e da simulação do uso da ferramenta buscase demonstrar como práticas básicas e estruturadas de manutenção podem contribuir para a redução de custos operacionais para o aumento da disponibilidade dos veículos e para o aprimoramento da gestão da frota 11 TEMA Desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo em frotas de veículos que operam no setor do agronegócio 12 DELIMITAÇÃO DO TEMA Análise e desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva de baixo custo para uma frotas de veículos heterogenia composta tanto por veículos mais robustos com maior tração como a VW Amarock 2015 quanto por veículos mais economicos voltados para trajeto diário como o Fiat Uno 2010 Estes automóveis operam em contexto de uso severo como por exemplo o agronegócio e pertencem a empresas de pequeno a médio porte 13 PROBLEMA DA PESQUISA A gestão da manutenção pode ser definida como o conjunto de atividades técnicas administrativas e gerenciais destinadas a garantir que os equipamentos e instalações operem de forma eficiente segura e confiável Envolve o planejamento a execução o controle e a melhoria contínua das ações de manutenção ao longo do ciclo de vida dos ativos KARDEC NASCIF 2012 Essa área de estudo é amplamente difundida em empresas de grande porte como mostra os estudos de Reis Costa e Almeida 2006 porém para pequenas empresas Por outro lado esses mesmos estudos indicam que pequenas e médias empresas apresentam menor grau de formalização e maturidade em seus processos de manutenção De acordo com Reis Costa e Almeida 2006 enquanto grandes indústrias dispõem de setores estruturados procedimentos padronizados e uso consistente de indicadores de desempenho empresas de menor porte tendem a operar de forma mais reativa intervindo apenas quando ocorre uma falha Essa realidade é reforçada por Kardec e Nascif 2012 que apontam que a limitação de 6 recursos técnicos humanos e financeiros dificulta a implementação de rotinas preventivas e sistemas de controle sistematizados Como consequência pequenas empresas do setor produtivo frequentemente enfrentam custos mais altos decorrentes de paradas inesperadas além de perda de disponibilidade operacional e redução da vida útil dos equipamentos Nesse contexto é de suma importância discutir técnicas de gestão da manutenção que possam ser implementadas de forma eficaz em empresas de pequeno porte A adoção de práticas preventivas mesmo em organizações com recursos limitados pode representar uma alternativa viável para reduzir falhas inesperadas otimizar o uso dos equipamentos e aumentar a confiabilidade operacional Além disso a manutenção preventiva tem potencial para minimizar custos decorrentes de paradas não planejadas melhorar o desempenho dos ativos e auxiliar no planejamento das operações especialmente em setores cuja produtividade depende do cumprimento rigoroso de janelas operacionais como ocorre no agronegócio Diante disso surge o questionamento que orienta este estudo quais vantagens a adoção de um sistema de manutenção preventiva pode proporcionar em comparação a um modelo baseado em falhas para pequenas e médias empresas do setor do agronegócio 14 HIPÓTESES a O desenvolvimento de um sistema simples de manutenção preventiva tende a reduzir a ocorrência de falhas inesperadas aumentando a disponibilidade operacional dos veículos b A utilização de indicadores de manutenção mesmo em ferramentas de baixo custo baseadas em planilhas eletrônicas contribui para melhorar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial c A adoção sistemática de intervenções preventivas conforme os intervalos recomendados pelos fabricantes pode diminuir o impacto financeiro das manutenções corretivas em frotas que operam em condições de uso severo 15 JUSTIFICATIVA A manutenção preventiva assume papel fundamental na gestão de frotas especialmente em empresas que operam em condições de uso severo como ocorre 7 no agronegócio A aplicação sistemática de inspeções periódicas substituições programa das e acompanhamento do desgaste dos componentes permite reduzir a incidência de falhas inesperadas e aumentar a confiabilidade operacional dos veículos Entretanto muitas pequenas empresas ainda baseiam suas decisões de manutenção em intervenções corretivas atuando apenas após a ocorrência de falhas Essa abordagem reativa tende a elevar custos gerar paradas não planejadas e comprometer a continuidade das operações logísticas Nesse contexto a adoção de um sistema simples de manutenção preventiva justificase pela necessidade de melhorar o planejamento das intervenções aumentar a previsibilidade dos custos e apoiar a tomada de decisão gerencial Ferramentas de controle mesmo quando desenvolvidas em planilhas eletrônicas podem auxiliar no registro de informações na definição de intervalos de manutenção e no monitoramento dos veículos contribuindo para uma gestão mais organizada e eficiente No setor agroindustrial em que a disponibilidade da frota influencia diretamente o escoamento da produção e o cumprimento dos prazos tornar o processo de manutenção mais estruturado é um diferencial competitivo Assim este estudo se justifica por desenvolver uma ferramenta de baixo custo que pode ser implementada por pequenas empresas possibilitando maior controle sobre as rotinas de manutenção e potencial redução dos custos corretivos Dessa forma buscase demonstrar como um sistema simples e acessível pode apoiar a gestão da frota e contribuir para o aprimoramento das operações no contexto do agronegócio 16 OBJETIVOS 161 Objetivo Geral Desenvolver um sistema de manutenção preventiva para a frota de uma empresa do setor de agronegócio visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com manutenções corretivas 162 Objetivos específicos a Identificar os principais problemas enfrentados na gestão de manutenção de uma frota que opera no contexto de uso severo em empresas de pequeno a médio porte 8 b Analisar boas práticas e estratégias de manutenção preventiva utilizadas em empresas do setor c Propor um plano de manutenção preventiva adequado à realidade do setor de intresse d Criar um sistema de gestão que possa ser facilmente adaptado para o uso de uma empresa do setor de estudo e Estruturar um sistema de indicadores eficiente que reflita a qualidade do processo de manutenção e a eficiência do uso da frota 9 2 REVISÃO DA LITERATURA O agronegócio é um dos setores mais dinâmicos da economia exigindo logística eficiente para garantir produtividade e competitividade o manejo de frotas se torna um elemento essencial pois permite a otimização dos recursos a redução de custos e o aumento da eficiência operacional Menezes 2022 A gestão de frotas no agronegócio envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos maquinários e produtos finais Tecnologias como sistemas de rastreamento via GPS sensores IoT Internet das Coisas e softwares de gestão permitem o controle em tempo real dos veículos prevenindo desperdícios e otimizando rotas ocasionando uma significativa redução nos custos operacionais como combustível e manutenção preventiva Outro aspecto relevante é a sustentabilidade por consequência de que a adoção de práticas mais eficientes contribui para a redução da pegada de carbono promovendo o uso consciente dos recursos naturais sendo o gerenciamento adequado das frotas uma forma de minimizar impactos ambientais ao reduzir a emissão de poluentes e o desperdício de combustíveis Santos Ferreira Ferreira 2023 Com o avanço da tecnologia e a busca por soluções mais sustentáveis a tendência é que esse segmento continue evoluindo trazendo ganhos tanto econômicos quanto ambientais para o setor Um manejo eficiente da frota no agronegócio melhora a previsibilidade das entregas garantindo a qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes devendo as empresas que investem em inovação e boas práticas logísticas como destaque no mercado aumentando sua competitividade e sustentabilidade Andrade 2025 A manutenção preventiva em frotas de veículos é um fator essencial para garantir a segurança eficiência e redução de custos operacionais sendo que este tipo de manutenção envolve a inspeção periódica e a substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e prolongando a vida útil dos veículos Garantir que as ações sejam executadas de maneira eficiente e padronizada é tão essencial quanto o planejamento e o controle pois isso assegura a qualidade da entrega e a satisfação tanto dos operadores quanto dos clientes No entanto muitas equipes de manutenção não recebem treinamentos regulares nem seguem procedimentos padronizados tornando a gestão do conhecimento predominantemente empírica e dependente da experiência individual dos 10 colaboradores O aprendizado ocorre de forma informal onde auxiliares mecânicos dependem das orientações dos mecânicos mais experientes que por sua vez trocam informações entre si com supervisores e gerentes A ausência de manuais e registros formais sobre a execução das atividades resulta em abordagens distintas para problemas similares levando a decisões inconsistentes redução da confiabilidade dos serviços prestados e maior dependência da opinião de terceiros Além disso a dificuldade de recrutamento de profissionais qualificados é um desafio especialmente porque grande parte dos equipamentos é importada e a empresa detém a maior frota nacional tornandose altamente dependente dos colaboradores mais experientes Wedekin 2024 O manejo eficiente da manutenção preventiva requer um planejamento estra tégico que inclui a utilização de tecnologias para monitoramento da frota por meio de sistemas de gestão que auxiliam no controle de dados como o tempo de uso a quilometragem percorrida e os registros de serviço permitindo a tomada de decisões assertivas Além disso o uso de sensores e telemetria possibilita a análise em tempo real do desempenho dos veículos indicando quando é necessária uma intervenção Entre os principais benefícios da manutenção preventiva estão a redução do tempo de inatividade dos veículos a economia com reparos corretivos e a maior segurança para motoristas e cargas Um sistema bem estruturado de manutenção também contribui para a sustentabilidade evitando desperdícios e reduzindo a emissão de poluentes uma vez que veículos em boas condições consomem menos combustível e emitem menos gases nocivos ou seja para implementar um sistema de manutenção preventiva bem gerenciado não apenas melhora o desempenho da frota mas também promove ganhos financeiros e ambientais Barbosa 2023 O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em frotas de veículos no setor do agronegócio é essencial para garantir a continuidade das operações minimizar custos e aumentar a vida útil dos equipamentos Equipamentos que operam em ambientes severos como estradas não pavimentadas e longas jornadas de uso contínuo exigem sistemas de manutenção preventiva que garantam confiabilidade e segurança operacional Marquez 2007 Principalmente devido á essas condições severas de uso é fundamental adotar estratégias eficazes para a gestão da manutenção O desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva bem 11 estruturado no agronegócio proporciona maior confiabilidade às operações reduzindo o risco de paradas inesperadas e garantindo melhor aproveitamento da frota podendo assim as empresas do setor podem operar com maior segurança sustentabilidade e competitividade no mercado A manutenção preventiva de frotas é uma estratégia fundamental para empresas que dependem do transporte para suas operações sendo que este sistema visa garantir a longevidade dos veículos reduzir custos com reparos emergenciais e otimizar o desempenho da frota Reis Cruz Dias 2022 Entre os principais benefícios da manutenção preventiva está a redução de falhas mecânicas inesperadas evitando interrupções nas operações com a conservação adequada dos veículos contribuindo para o aumento da vida útil da frota e para a segurança dos motoristas Outro aspecto positivo é a economia de recursos financeiros uma vez que reparos corretivos são geralmente mais onerosos do que a manutenção planejada com ganhos ambientais pois veículos bem conservados tendem a emitir menos poluentes e a consumir menos combustível Esses benefícios são amplamente reconhecidos pela literatura que destaca a manutenção preventiva como uma estratégia essencial para aumentar a confiabilidade dos equipamentos e otimizar custos operacionais Kardec Nascif 2012 Marquez 2007 Por outro lado um dos principais desafios do sistema de manutenção preventiva é o custo inicial para sua implementação sendo necessário que haja investimento em tecnologia treinamento de pessoal e estruturação de um cronograma eficiente Oliva Oliveira Nascimento 2024 Além disso a imobilização temporária de veículos para inspeção pode impactar a produtividade especialmente em setores que demandam alto volume de transporte podendo ocasionar o risco de gastos desnecessários com substituição prematura de componentes que poderiam continuar operacionais por mais tempo Portanto a manutenção preventiva de frotas apresenta tanto vantagens quanto desafios sendo que para maximizar seus benefícios e minimizar os malefícios é essencial um planejamento detalhado alinhado à realidade da empresa A adoção de tecnologias de monitoramento como sensores e sistemas de gestão pode tornar o processo mais eficiente e assertivo conseguindo equilibrar os custos iniciais com os ganhos a longo prazo garantindo a sustentabilidade e a competitividade no mercado Conforme destacado na literatura autores como Kardec e Nascif 2012 reforçam que o êxito das ações de manutenção está diretamente 12 relacionado à existência de processos bem planejados padronizados e continuamente monitorados capazes de garantir maior eficiência e confiabilidade às operações 21 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA MANUTENÇÃO NO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO 211 Conceitos fundamentais de manutenção A manutenção é uma atividade essencial para garantir a confiabilidade e a disponibilidade dos sistemas produtivos sendo definida como o conjunto de ações técnicas e administrativas destinadas a preservar ou restaurar um item de forma que ele possa desempenhar uma função requerida Blanchard Verma Peterson 1995 Em sistemas complexos como frotas de transporte agrícola a manutenção deixa de ser apenas uma atividade corretiva para assumir um papel estratégico na gestão de ativos influenciando diretamente a produtividade e os custos operacionais Segundo Matos 1999 o planejamento e a estruturação de sistemas de manu tenção devem considerar fatores como a criticidade dos equipamentos o histórico de falhas e o custo das intervenções Esses parâmetros permitem estabelecer planos de manutenção mais precisos reduzindo o tempo de inatividade e aumentando a confi abilidade operacional Assim a manutenção evolui de um enfoque reativo para um modelo preventivo e mais recentemente preditivo acompanhando a transformação tecnológica impulsionada pela Indústria 40 De acordo com Barbosa 2023 a manutenção preventiva é uma das práticas mais eficazes para assegurar o desempenho e a durabilidade de equipamentos utilizados em ambientes severos como o agronegócio Esse tipo de manutenção baseiase na inspeção periódica e na substituição programada de componentes prevenindo falhas inesperadas e garantindo a disponibilidade dos veículos de transporte e máquinas agrícolas 212 Manutenção de frotas no setor do agronegócio O agronegócio é caracterizado pela alta demanda logística e pelo uso intensivo de maquinários e veículos tornando a gestão de frotas um elemento essencial para a eficiência operacional Menezes 2022 A operação em estradas não pavimentadas sob condições climáticas adversas e longas distâncias 13 percorridas impõe exigências elevadas aos sistemas de transporte o que reforça a necessidade de estratégias eficazes de manutenção preventiva e corretiva A gestão de frotas nesse contexto envolve o planejamento e o monitoramento do transporte de insumos máquinas e produtos finais utilizando tecnologias de rastrea mento e sistemas de gestão integrados Ferramentas como sensores IoT e telemetria permitem o controle em tempo real das condições de operação dos veículos facilitando o diagnóstico precoce de falhas e a otimização de rotas Santos Ferreira e Ferreira 2023 Tais soluções aumentam a eficiência energética reduzem desperdícios e contribuem para a sustentabilidade ambiental do setor Além do aspecto técnico a manutenção no agronegócio possui um papel estra tégico na sustentabilidade e na competitividade Conforme destacam Andrade 2025 a adoção de práticas eficientes de manutenção e logística eleva a previsibilidade das entregas e melhora a satisfação do cliente consolidando o posicionamento da empresa no mercado Assim investir em inovação e tecnologia aplicada à gestão de frotas é fundamental para assegurar o desempenho contínuo e sustentável das operações agrícolas 213 Desafios e estratégias de desenvolvimento O desenvolvimento de sistemas de manutenção preventiva em frotas agrícolas exige planejamento estratégico e capacitação contínua Wedekin 2024 ressalta que a ausência de procedimentos padronizados e de treinamentos regulares pode levar à execução empírica das atividades tornando o processo dependente da experiência individual dos colaboradores Essa realidade compromete a consistência e a confiabilidade dos serviços além de dificultar a transmissão do conhecimento técnico entre gerações de profissionais Entre as etapas essenciais para a implementação de um sistema de manutenção bem estruturado estão o diagnóstico inicial da frota o uso de tecnologias de monitoramento a capacitação da equipe a definição de cronogramas de manutenção e o controle de indicadores de desempenho Oliva Oliveira e Nascimento 2024 Essas ações permitem otimizar recursos reduzir custos e aumentar a disponibilidade operacional tornando o processo mais previsível e eficiente Além disso Reis Cruz e Dias 2022 observam que a manutenção preventiva 14 impacta diretamente a segurança operacional reduzindo a ocorrência de falhas mecâ nicas inesperadas e aumentando a vida útil dos veículos A integração entre gestão técnica e financeira possibilita que o controle de custos com reparos consumo de combustível e tempo de inatividade seja feito de forma contínua e estratégica Além disso vale ressaltar a perpectiva do avanço tecnológico associado a sustentabilidade com a melhoria dos recursos digitais e o fortalecimento da Agricultura 40 o monitoramento em tempo real e a análise preditiva de dados se tornaram aliados da manutenção moderna Segundo Finazzi Júnior e Neto 2024 a implementação de ferramentas digitais como sensores dashboards e indicadores de desempenho promove uma cultura de melhoria contínua possibilitando decisões baseadas em dados data driven decisions Essa integração tecnológica favorece o uso racional dos recursos reduz desperdícios e aumenta a sustentabilidade ambiental do setor A manutenção portanto deve ser compreendida como um processo dinâmico que combina gestão técnica inovação e responsabilidade ambiental Sistemas de manutenção preventiva associados ao uso de tecnologias adequadas contribuem significativamente para prolongar a vida útil dos equipamentos e aumentar sua confiabilidade Marquez 2007 Portanto m sistema de manutenção preventiva e tecnológica não apenas prolonga a vida útil dos equipamentos mas também contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro equilibrando eficiência economia e respeito ao meio ambiente 15 3 METODOLOGIA A metodologia apresentada neste projeto procura descrever o percurso desde a concepção e o desenvolvimento de um sistema de manutenção preventiva em veículos de uma empresa do setor do agronegócio Para isso serão apresentados os métodos e técnicas utilizados bem como os materiais e equipamentos analisados ao longo do projeto 31 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2008 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 51 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números GIL 2008 p 51 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada Esta pesquisa caracterizase como um estudo com abordagem mista combinando procedimentos qualitativos e quantitativos A pesquisa quantitativa segundo Gil 2019 caracterizase pelo emprego da quantificação tanto na coleta das informações quanto no tratamento destas mediante técnicas estatísticas p 54 permitindo mensurar dados e estabelecer relações entre variáveis Já a pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito sendo impossível traduzir tal realidade em números GIL 2019 p 54 possibilitando compreender percepções contextos e significados Dessa forma o uso combinado dessas abordagens contribui para uma análise mais completa da realidade investigada A pesquisa qualitativa é utilizada para entender os desafios e as necessidades de uma empresa enquanto a pesquisa quantitativa mensura o impacto da incrementação do sistema na redução de falhas e de custos operacionais Para seu desenvolvimento foi seguido o fluxo conforme a Figura 1 16 Figura 1 Fluxograma do desenvolvimento do estudo Fonte O autor 2025 Além disso o trabalho baseiase em uma empresa do setor do agronegócio em que a frota de veículos é usada para o transporte de insumos e de produtos A pesquisa tem duração de seis meses e compreende as fases de levantamento de requisitos de desenvolvimento do sistema de implementação e de avaliação dos resultados Para isso os sujeitos apresentados ao longo da pesquisa são os gestores de frota os mecânicos os motoristas e ademais colaboradores que integram o processo de manutenção dos veículos Para que o sistema possa ser desenvolvido foi necessário criar um banco de informações do que é relevante quando se trata do assunto para isso a coleta de dados será realizada por meio de a Pesquisas bibliográficas e documentais Com o levantamento de referências acadêmicas e normas técnicas sobre a manutenção preventiva e a gestão de 17 frotas b Análise de dados históricos Com o levantamento de registros de manutenção e de custos operacionais anteriores c Entrevistas semiestruturadas São realizadas com o gestor da frota para identi ficar desafios e as expectativas d Observação direta O acompanhamento do processo atual de manutenção e Após a coleta os dados coletados serão analisados baseandose em técnicas de estatística descritiva para avaliar a eficácia do sistema Comparados seus indicadoreschave antes e depois da implementação como Frequência de falhas mecânicas Tempo médio entre falhas MTBF Redução de custos de manutenção corretiva Nível de satisfação dos usuários 32 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Para o desenvolvimento e implementação do sistema de gestão de manutenção preventiva serão mobilizados diferentes recursos que sustentam tanto a fase de construção quanto a de funcionamento contínuo do sistema Os softwares assumem papel central nesse processo pois compreendem um conjunto de ferramentas indispensáveis ao desenvolvimento técnico incluindo linguagens de programação bancos de dados e plataformas voltadas à análise de dados além de permitirem a criação das estruturas lógicas armazenar informações com segurança e realizar tratamentos analíticos capazes de revelar padrões e necessidades relacionadas ao comportamento da frota Outro componente fundamental é a infraestrutura computacional que engloba servidores equipamentos de armazenamento e dispositivos responsáveis pelo processamento das informações assegurando que o volume de dados gerado diariamente seja registrado e processado com estabilidade evitando falhas que possam comprometer a confiabilidade do sistema Reconhecese ainda neste estudo que a presença de uma infraestrutura sólida favorece tanto a velocidade de acesso às informações quanto a capacidade de organizar registros históricos o que é essencial para a prevenção de falhas e 18 para o planejamento das intervenções As ferramentas de coleta de dados também integram esse conjunto de recursos e garantem que as informações obtidas reflitam a realidade operacional como por exemplo os formulários digitais planilhas eletrônicas e sistemas de monitoramento da frota contribuem para registrar de maneira sistemática dados sobre desgaste tempo de uso quilometragem ocorrências e demais indicadores essenciais para compreender o ciclo de vida dos equipamentos Desa forma em relação às ferraments supracitadas é compreendido que quanto mais precisas elas forem junto às suas colster mais consistente será a base sobre a qual o sistema realizará suas análises e recomendações Dessa forma a metodologia apresentada reúne esses elementos em uma estrutura que orienta o desenvolvimento do sistema com clareza e coerência pois ao organizar os processos de coleta armazenamento análise e interpretação dos dados ela assegura que a proposta atenda às necessidades específicas da empresa e resulte em informações confiáveis para o planejamento da manutenção preventiva Assim tornase possível construir um modelo de gestão capaz de gerar resultados mensuráveis apoiar decisões estratégicas e contribuir para uma operação mais segura estável e eficiente 33 COMPARATIVO ENTRE MANUTENÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS Inicialmente foi necessário delimitar o escopo deste estudo Ressaltase que a análise apresentada nesta seção é baseada em uma frota real composta por sete veículos cujos dados foram coletados semanalmente No entanto com o objetivo de preservar a confidencialidade das informações da empresa analisada os dados foram alterados de forma a manter a coerência com os dados originais sem denunciar informações que poderiam ser confidênciais posteriormente os dados utilizados na ferramenta de analise foram elaborados exclusivamente para demonstrar o funcionamento da solução tecnológica proposta Durante um mês foram coletados dados de quilometragem de uma frota de 7 veículos Informações baseadas nesses dados que servem como base para os indicadores de uso da frota compõem a planilha frotas que está no Apêndice B Posteriormente a coleta desses dados iniciouse com uma análise 19 comparativa de custos entre a manutenção corretiva e a preventiva os intervalos de manutenção preventiva foram obtidos a partir dos manuais dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Já os custos corretivos foram estimados a partir de valores de mercado a fim de demonstrar através de estimativas o impacto financeiro que um sistema de gestão não estruturado baseado em falhas gera para a frota Para esta análise foi feito um levantamento comparativo dos custos estimados para componentes selecionados de cada veículo focando naqueles sujeitos a maior desgaste O objetivo foi contrastar o custo da falha corretiva com o custo da ação planejada preventiva Como premissa fundamental para a análise e para todo o plano de manutenção subsequente foi adotado o critério de Uso Severo conforme definido pelos manuais dos proprietários dos veículos citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 Essa classificação se justifica pois a frota em estudo opera rotineiramente em condições que incluem Uso frequente em estradas não pavimentadas poeira lama Trajetos curtos onde o motor não atinge a temperatura ideal de funcionamento Períodos longos em marchalenta motor ligado com veículo parado como em operações de carga e descarga ou para uso do arcondicionado Operação frequente com carga máxima Os itens escolhidos para serem analisados nesse estudo de caso foram selecio nados com base em três critérios principais a Criticidade para a Operação Componentes cuja falha resulta na parada imediata do veículo alto downtime impactando diretamente as operações do agronegócio b Influência Direta do Uso Severo Peças que sofrem desgaste acelerado especi ficamente pelas condições de poeira lama e carga como é o caso dos filtros de ar e componentes de freio c Alto Custo Corretivo vs Baixo Custo Preventivo Itens que apesar de pos suírem um baixo custo de manutenção preventiva ex óleo correia dentada geram um custo corretivo exponencialmente maior em caso de falha ex retífica de motor atropelamento de válvulas 20 Dessa forma a análise não busca cobrir todos os componentes de cada veículo mas sim fornecer uma amostragem técnica e financeira representativa que fundamente a importância da migração para um modelo de manutenção planejada Esta análise comparativa de custos é detalhada no Apêndice A Para a elaboração desta análise os dados de custos e intervalos foram levantados da seguinte forma a Intervalos Preventivos km Foram extraídos dos manuais dos proprietários de cada veículo Para todos os casos foi aplicada a frequência recomendada para Uso Severo conforme justificado anteriormente Para itens com gatilho baseado em tempo ex fluido de freio o intervalo foi convertido para uma quilometragem equivalente utilizandose a média de uso mensal ilustrada no Apêndice A b Custos Preventivos R Representam uma estimativa de mercado data base Outubro2025 para a aquisição de peças kits e o custo de mão de obra em oficinas independentes não incluindo custos de concessionária c Falha e Custo Corretivo R A falha descrita é a consequência técnica direta da não execução da preventiva O custo corretivo é uma estimativa de mercado para o reparo completo da falha ex retífica de motor troca de componentes danificados É fundamental notar que este é apenas o custo direto peças e MO não incluindo os custos indiretos de downtime veículo parado que no agronegócio são frequentemente mais elevados que o próprio reparo Sobre essa questçao a Figura 2 apresenta um fluxograma metodológico que descreve de forma sequencial e lógica as etapas necessárias para organizar um estudo de manutenção automotiva com foco na distinção entre custos preventivos e corretivos iniciandose pela delimitação do escopo garantindo clareza sobre o objetivo e os limites da análise Em seguida prevêse a coleta de dados de quilometragem e a preservação da confidencialidade indicando preocupação ética e precisão técnica avançandose para a realização do levantamento dos intervalos preventivos definidos nos manuais dos veículos etapa essencial para comparar recomendações do fabricante com as condições reais de uso sendo aplicado sequencialmente o critério de uso severo que ajusta os intervalos de manutenção considerando condições mais exigentes de 21 operação como excesso de carga percurso irregular ou uso intenso A Figura 2 representa o encadeamento lógico das etapas adotadas para estruturar o processo de definição dos itens críticos da manutenção preventiva em que o f fluxo se inicia com a delimitação do escopo momento em que se define quais veículos períodos e tipos de informações serão considerados no estudo Figura 2 Fluxograma de etapas de desenvolvimento da planilha de analise Fonte O autor 2025 Essa etapa é fundamental para garantir que todas as análises posteriores ocorram dentro de limites claros e factíveis evitando dispersões que poderiam comprometer a consistência dos resultados contudo ocorrem outros processos voltados à conclusão do ciclo de operações supracitado Uma dessas ações é a coleta dos dados de quilometragem que oferece a base numérica necessária para compreender o ritmo de uso da frota e identificar padrões de desgaste onde logo após o modelo incorpora a preservação da confidencialidade assegurando que informações sensíveis relacionadas à empresa ou à operação não sejam expostas indevidamente reforçando a integridade do processo e o compromisso ético da pesquisa A etapa posterior consiste no levantamento dos intervalos preventivos presentes nos manuais dos veículos permitindo comparar as recomendações do 22 fabricante com a realidade operacional Com esses dados organizados aplicase o critério de uso severo que ajusta os intervalos de manutenção para condições mais exigentes tais como rotas intensas excesso de carga tráfego urbano constante ou variações de terreno ampliando a precisão do planejamento e garante que o plano preventivo reflita o desgaste real ao qual os veículos estão submetidos A partir disso o fluxo direciona para a seleção dos itens críticos momento em que três dimensões são avaliadas a criticidade operacional que considera o impacto da falha de determinado componente na continuidade das atividades a influência do uso severo que revela quais itens tendem a sofrer maior desgaste em rotinas intensas e a relação entre custo preventivo e corretivo que compara o investimento necessário para manutenção antecipada com os prejuízos associados à falha Essas três perspectivas permitem identificar com clareza os componentes cujo desempenho impacta diretamente a segurança a disponibilidade dos veículos e o custo total de manutenção Após essa triagem o processo conduz ao levantamento dos custos preventivos e corretivos permitindo quantificar financeiramente as alternativas e comparar de forma objetiva as consequências de manter uma rotina preventiva ou agir apenas quando surgem falhas Tratase portanto de um método estruturado de apoio às decisões sustentado por dados e alinhado às necessidades operacionais da frota analisada fortalecendo a confiabilidade das escolhas e contribuindo para um modelo de manutenção mais seguro eficiente e economicamente fundamentado 23 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo dedicase à análise quantitativa dos dados levantados na Metodologia com o objetivo de mensurar o impacto financeiro de um sistema de gestão baseado em falhas corretivo versus um sistema planejado preventivo Além disso mostra também como foi feita a estruturação da Dashboard que permitiu a analise desses desultados A partir dos dados de uso da frota e da análise comparativa de custos detalhada a seguir serão calculados os IndicadoresChave de Desempenho KPIs que fundamentam a proposta 41 DESENVOLVIMENTO DA FERRAMENTA DE ANÁLISE A criação do sistema em planilhas eletrônicas conforme destacado na seção anterior constituiu a base operacional do processo de gestão da manutenção preventiva optandose pelo Microsoft Excel por sua versatilidade facilidade de manipulação dos dados e capacidade de integrar diferentes funcionalidades em um único ambiente de trabalho o que permitiu construir uma ferramenta acessível leve e compatível com a infraestrutura tecnológica disponível na empresa analisada O uso de planilhas possibilitou organizar informações de forma estruturada realizar cálculos automáticos aplicar validações e gerar visualizações que apoiam a interpretação dos resultados garantindo um fluxo contínuo entre coleta tratamento e análise das informações relacionadas à frota A arquitetura do sistema foi organizada em quatro abas principais cada uma com um papel específico dentro da lógica de funcionamento do modelo iniciandose pela aba Frotas a qual concentra as entradas de dados permitindo registrar informações como quilometragem identificação dos veículos datas de manutenção e demais variáveis operacionais A aba Itens funciona como um banco de dados reunindo os componentes críticos seus intervalos preventivos custos e demais parâmetros utilizados nos cálculos posteriores já o Dashboard sintetiza as informações essenciais oferecendo ao gestor uma visão clara e atualizada do status da manutenção por meio de indicadores visuais alertas automáticos e gráficos interpretativos Por fim a aba Consolidado reúne os KPIs permitindo análises mais aprofundadas sobre desempenho da frota custos preventivos e corretivos além de 24 tendências que orientam decisões estratégicas de curto e longo prazo Considerando a necessidade de resguardar informações sensíveis e manter a integridade da pesquisa todos os dados originais foram preservados e substituídos por valores fictícios para fins de apresentação da ferramenta assegurando a confidencialidade sem comprometer a compreensão da metodologia adotada permitindo demonstrar de maneira transparente a lógica de funcionamento do sistema seus cálculos e sua capacidade de apoiar o planejamento da manutenção Assim mesmo com dados simulados a estrutura apresentada reflete fielmente o modelo utilizado evidenciando a eficiência das planilhas eletrônicas como solução prática e adequada ao contexto da empresa estudada 411 Apresentando as informações da tabela A estruturação da ferramenta de análise iniciouse pela concepção da aba itens que funciona como o Plano Mestre de Manutenção e o banco de dados central de todo o sistema A escolha e a organização das colunas não são arbitrárias elas representam a codificação direta dos pilares da teoria de Planejamento e Controle da Manutenção PCM em uma ferramenta funcional A seguir detalhase a função técnica de cada grupo de colunas a Colunas Código Veículo e Item de Manutenção Estas colunas definem a hierarquia de ativos O Veículo é o ativo principal ex GM Corsa Pickup 2010 e o Item de Manutenção ex Óleo e Filtro de Óleo é o componente monitorado A coluna Código ex MAN001 atua como a chave primária primary key do banco de dados Na gestão de ativos este código é o tag único que garante a rastreabilidade permitindo que o histórico de Ordens de Serviço OS seja vinculado inequivocamente a um único item de manutenção b Coluna Intervalo km Preventiva Esta coluna é o coração da Manutenção Preventiva Ela armazena o gatilho de intervenção ex 5000 km que é baseado no uso hodômetro do ativo Este valor foi determinado com base nas recomenda ções dos fabricantes manuais citados em Chevrolet 2010 Fiat 2010 Fiat2024 Volkswagen 2015 e ajustado para a premissa de Uso Severo poeira carga trajetos curtos conforme justificado na Metodologia É este intervalo que o Dashboardutilizará como regra para 25 gerar os alertas de manutenção c Colunas Custo R Preventiva Custo R Corretiva e Falha Corretiva Consequência Este grupo de colunas representa a análise de risco e a justificativa financeira do sistema fundamentais em qualquer projeto de PCM O Custo R Preventiva quantifica o investimento planejado OPEX Despesa Operacional necessário para evitar a falha A Falha Corretiva Consequência ex Motor funde define o modo de falha do componente O Custo R Corretiva ex R 8000 quantifica o impa3to finan3eiro da falha incluindo peças e mão de obra mas desconsiderando o custo de downtime Esta análise de custorisco similar em conceito à FMEA Análise de Modos e Efeitos de Falha é o que permite ao gestor tomar decisões baseadas em dados e comprovar financeiramente o retorno sobre o investimento ROI do sistema de manutenção Ademais essa coluna foi desenvolvida como uma base de dados que deve ser alimentada pelo gestor de manutenção responsável sempre que houver a necessidade de estudar outro item crítico e seu impacto na manutenção A planilha completa encontrase no Apêndice A O segundo pilar da ferramenta é a aba frotas que também funciona como base de dados para o sistema de gestão Esta planilha exige atualização manual periódica semanal sendo o gatilho para todas as análises automáticas A sua estrutura é desenhada para capturar o uso do ativo que é a variável central da manutenção preventiva baseada em quilometragem A justificativa técnica para esta estrutura de dados é a seguinte a Colunas Veículo Ano e Km inicial Este grupo de colunas realiza a identifi cação e o estabelecimento da linha de base do ativo o asset baseline O veículo é a chave de busca usada pelo PROCX e o Km inicial é o marco zero para o cálculo da vida útil total b Coluna Km Final Esta é a coluna de controle e entrada de dados mais importante do sistema Ela representa o hodômetro mais recente o Km Atual do veículo O processo de gestão exige apenas que o gestor atualize esta única célula por veículo semanalmente c Esta abordagem simplificada elimina a complexidade de adicionar novas 26 colunas de Semana e torna a busca de dados muito mais robusta É desta coluna que as fórmulas PROCX na aba consolidado buscam automaticamente o Km Atual para alimentar todos os cálculos de KPI como o MTBF O terceiro da coleta de dados é a aba histórico de falhas Esta planilha é o registro de eventos o logbook do sistema onde toda Ordem de Serviço OS seja ela preventiva ou corretiva é registrada após sua conclusão Enquanto a aba frotas registra o uso contínuo a aba histórico de falhas registra eventos pontuais A estrutura desta planilha é a fonte de dados primária para todos os IndicadoresChave de Desempenho KPIs de resultado como por exemplo o MTBFMean Time Between Failures A justificativa técnica para cada coluna de registro é a seguinte a Colunas Data da Falha e Veículo Este par de colunas permite a filtragem de dados por período e por ativo As fórmulas de KPI na aba consolidado ex CONTSES MÁXIMOSES utilizam a Data da Falha para filtrar os eventos que ocorreram dentro do mês selecionado e a coluna Veículo para associar o evento ao ativo correto b Coluna Tipo de Manutenção Esta é a coluna de classificação mais im portante para a análise de confiabilidade É ela que permite ao sistema diferenciar uma falha real Corretiva de uma intervenção planejada Preventiva O cálculo do MTBF Tempo Médio Entre Falhas é por definição dependente da contagem de eventos exclusivamente Corretivos c Coluna Km na Falha Representa o hodômetro no momento do evento Este dado é crucial para o cálculo do MTBF Km pois é utilizado para encontrar o a quilometragem da ultima falha do veículo o ponto de partida para o cálculo do próximo período de operação d Coluna Custo R Registra o impacto financeirode cada evento peças mão de obra Esta coluna alimenta diretamente os KPIs financeiros na aba consolidado como Custo R Corretiva Mensal e Coluna Descrição da Falha Este campo captura o dado qualitativodo evento o modo de falha Embora não seja utilizado nos KPIs automáticos deste TCC ele é fundamental para análises de engenharia futuras como a Análise de Pareto para identificar quais componentes ex Bomba dágua Pneu falham com mais frequência 27 A estruturação da planilha de indicadores de desempenho da frota foi concebida com base nos fundamentos de Gestão da Manutenção buscando traduzir em métricas objetivas os aspectos de confiabilidade disponibilidade custos operacio nais e eficiência preventiva Segundo Matos 1999 o desenvolvimento de um sistema de manutenção de frota requer a definição de variáveis mensuráveis que permitam avaliar o desempenho técnico e econômico das ações de manutenção e subsidiar a tomada de decisão gerencial Dessa forma as colunas da planilha foram definidas de modo a refletir dimen sões essenciais do gerenciamento de ativos conforme recomendam Blanchard e Fabricky 1990 que destacam a importância da integração entre engenharia de sistemas e análise de confiabilidade na formulação de indicadores 412 MTBF Mean Time Between Failures O indicador MTBF expresso em dias e quilômetros é uma métrica clássica da confiabilidade operacional Ele representa o tempo médio entre falhas sucessivas e é amplamente utilizado para avaliar o desempenho técnico de equipamentos e veículos Dias 1996 ressalta que o MTBF é fundamental para quantificar a confiabilidade de sistemas automotivos especialmente em componentes críticos e orienta as ações de manutenção preventiva Na ótica da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme Blanchard Verma e Peterson 1995 o MTBF permite identificar padrões de degradação e otimizar os intervalos de manutenção Assim sua inclusão na ferramenta serve para acompanhar a evolução da confiabilidade dos veículos e embasar o planejamento dos ciclos de manutenção No contexto da gestão da manutenção preventiva aplicada à frota analisada o MTBF assume um papel estratégico ao permitir a visualização clara do comportamento operacional dos veículos ao longo do tempo onde ao relacionar dias e quilômetros percorridos entre falhas o indicador fornece uma medida objetiva da durabilidade dos componentes e da estabilidade do funcionamento dos sistemas automotivos Esse parâmetro ao ser monitorado continuamente evidencia não apenas a ocorrência de falhas mas também a velocidade com que elas tendem a se repetir oferecendo subsídios para compreender se o desempenho está se mantendo dentro 28 de padrões aceitáveis ou se há tendência de degradação acelerada Dessa forma o MTBF se torna um elemento capaz de revelar problemas latentes apontar inconsistências nos intervalos de manutenção ou indicar a necessidade de ajustes no uso operacional da frota como rotas cargas ou condições de condução Além disso a aplicação do MTBF dentro da ferramenta criada fortalece o acompanhamento da confiabilidade ao possibilitar comparações entre diferentes veículos categorias de componentes ou períodos específicos de operação já que quando analisado em conjunto com outras métricas como custos preventivos gravidade das falhas e influência do uso severo o MTBF contribui para diagnosticar se o plano de manutenção está resultando em aumento de confiabilidade ou se ajustes são necessários para prolongar a vida útil dos ativos No âmbito da Manutenção Centrada na Confiabilidade RCM conforme discutido por Blanchard Verma e Peterson 1995 essa métrica atua como uma base técnica para decisões estruturadas permitindo aperfeiçoar a periodicidade das intervenções e direcionar recursos para os itens que apresentam maior desgaste ou menor estabilidade operacional Assim o indicador não apenas quantifica falhas mas orienta o planejamento estratégico da manutenção contribuindo para um sistema mais robusto eficiente e alinhado à realidade da frota avaliada 413 Frequência de Falhas A frequência de falhas traduz o percentual de ocorrências corretivas em relação ao total de intervenções Esse indicador é essencial para medir o grau de estabili dade do sistema de manutenção Conforme Andrade 2025 a análise sistemática da frequência de falhas possibilita identificar a reincidência de anomalias e atuar nas causas raízes fortalecendo o processo de manutenção de melhoria Além disso Menezes 2022 destaca que a redução da frequência de falhas é um dos principais reflexos da aplicação adequada da manutenção preventiva pois demonstra controle sobre o ciclo de degradação dos componentes e maior previsibilidade operacional da frota No contexto da frota analisada a frequência de falhas assume papel decisivo 29 na avaliação da maturidade do sistema de manutenção uma vez que evidencia a proporção de ocorrências corretivas em comparação ao total de intervenções registradas percebendose que quando esse índice se mantém elevado ele sinaliza que a manutenção preventiva não está sendo plenamente eficaz ou que há componentes cuja vida útil está se esgotando mais rapidamente que o previsto Ao contrário uma frequência reduzida indica maior estabilidade operacional e sugere que os intervalos de manutenção estão adequados ao padrão de uso real dos veículos assim o acompanhamento periódico desse indicador permite identificar tendências e mudanças no comportamento da frota funcionando como uma ferramenta de diagnóstico que orienta a tomada de decisão em tempo hábil sobretudo em sistemas que dependem de alta disponibilidade Outro aspecto relevante é que a frequência de falhas possibilita comparações entre veículos rotas condições de operação e períodos específicos contribuindo para localizar pontos críticos que de outra forma poderiam permanecer ocultos no processo pois quando analisado em conjunto com indicadores como o MTBF custos corretivos e influência do uso severo esse percentual amplia a capacidade de interpretar a dinâmica de desgaste dos componentes e de antecipar falhas reincidentes Tal abordagem dialoga diretamente com o que defendem Andrade 2025 e Menezes 2022 ao reforçarem que a gestão eficiente das falhas deve ser guiada por evidências consistentes que permitam compreender não apenas a ocorrência da falha mas sua origem seu impacto e sua evolução ao longo do tempo Dessa forma a frequência de falhas deixa de ser apenas uma medida quantitativa e se transforma em um indicador estratégico para fortalecer a confiabilidade e a previsibilidade operacional da frota 414 Custo por Quilômetro Rkm Preventivo e Corretivo As colunas de custo por quilômetro preventivo e corretivo têm como finalidade mensurar a eficiência econômica da manutenção relacionando o investimento aplicado à produtividade operacional Segundo Lima 2023 sistemas de medição de desempenho em transporte devem priorizar indicadores financeiros integrados a métricas de confiabilidade uma vez que o equilíbrio entre custo e desempenho técnico é determinante para a sustentabilidade do setor de transportes 30 A separação dos custos preventivos e corretivos permite comparar o comporta mento financeiro da manutenção planejada e não planejada Finazzi Júnior e Neto 2024 observam que a Manutenção Produtiva Total TPM busca exatamente essa proporção equilibrada na qual a maior parcela dos custos seja oriunda de intervenções preventivas garantindo maior eficiência global do equipamento Overall Equipment Effectiveness OEE Neste contexto o cálculo do custo por quilômetro preventivo e corretivo torna se indispensável para avaliar como a manutenção impacta financeiramente o ciclo de vida da frota ao relacionar os valores investidos ao deslocamento efetivo dos veículos o indicador permite medir a eficiência do uso dos recursos destinados à manutenção evidenciando se o gasto está alinhado ao desempenho esperado Cabe salientar que quando o custo corretivo por quilômetro se mantém elevado isso tende a indicar falhas recorrentes intervenções emergenciais ou desgaste acelerado dos componentes porém um custo preventivo bem distribuído sugere maior controle operacional e maior aderência às recomendações técnicas dos fabricantes Assim esse indicador revela não apenas quanto se gasta mas a que ritmo esses gastos se acumulam em relação ao uso real da frota funcionando como uma métrica sensível para identificar desvios financeiros e operacionais Além disso o custo por quilômetro dialoga diretamente com práticas de gestão baseadas em confiabilidade pois permite incorporar a análise financeira ao processo decisório portanto ao comparálo ao MTBF à frequência de falhas e aos intervalos preventivos ajustados para uso severo esse indicador amplia a capacidade de interpretação sobre o impacto econômico das escolhas de manutenção A tendência desejada conforme argumentam Finazzi Júnior e Neto 2024 é que a maior parte dos custos se concentre no âmbito preventivo uma vez que falhas corretivas implicam não apenas gastos mais altos mas também riscos de indisponibilidade do veículo atrasos operacionais e redução da eficiência global da frota observandose metodologicamente que o custo por quilômetro não deve ser visto apenas como uma métrica contábil mas como um componente estratégico que integra desempenho técnico confiabilidade e sustentabilidade financeira 31 415 Relação CorretivoPreventivo O indicador Relação CorretivoPreventivo consolida o desempenho do sistema ao comparar o volume e o custo das intervenções corretivas frente às preventivas Para Joaquim e Oliveira 2022 essa relação é um dos principais parâmetros de avaliação da maturidade do sistema de manutenção pois reflete o grau de planejamento e previsibilidade alcançado pela gestão de frota De forma semelhante Reis Cruz e Dias 2022 argumentam que a predominância de manutenções corretivas evidencia falhas no planejamento preventivo e elevação de custos operacionais enquanto a predominância preventiva indica um processo de controle efetivo redução de paradas não programadas e aumento da disponibilidade técnica dos veículos Quando aplicado ao contexto da frota avaliada esse indicador permite visualizar se o equilíbrio entre os dois tipos de intervenção está sendo alcançado ou se existe uma tendência de dependência de reparos emergenciais Um valor elevado do componente corretivo costuma sinalizar que a rotina preventiva não está atendendo plenamente às necessidades da operação seja por intervalos inadequados falta de acompanhamento dos itens críticos ou desgaste acelerado decorrente das condições de uso Assim a relação entre esses dois grupos tornase uma leitura imediata da eficiência do planejamento adotado Além disso a evolução desse indicador ao longo do tempo oferece subsídios importantes para ajustes na estratégia de manutenção Se houver redução gradual das intervenções corretivas e ampliação das preventivas isso indica que o sistema está caminhando para maior estabilidade e previsibilidade Por outro lado se a relação permanecer alta mesmo com intervenções planejadas pode ser necessário revisar procedimentos itens monitorados ou até as práticas operacionais da frota Dessa forma esse indicador apoia decisões de curto e longo prazo ajudando a direcionar esforços para áreas que exigem maior atenção 416 Quantidade de corretivas mensais Por fim a coluna de quantidade de corretivas mensais tem caráter diagnóstico permitindo avaliar a tendência temporal de falhas e sua distribuição ao longo dos meses De acordo com Barbosa 2023 o monitoramento periódico da quantidade de intervenções corretivas viabiliza a análise de eficiência dos planos de 32 manutenção sendo uma ferramenta de feedback para ajustes no cronograma preventivo Por meio desse acompanhamento mensal tornase possível identificar períodos específicos em que a ocorrência de falhas aumenta bem como relacionar esses picos a fatores operacionais sazonais ou estruturais Meses com maior volume de demandas corretivas podem indicar utilização mais intensa da frota rotas mais exigentes variações climáticas ou até mudanças no perfil das operações Assim a simples contagem dessas intervenções quando analisada em série histórica revela comportamentos que não seriam perceptíveis apenas pela análise individual de cada falha junto a isso considerase que a leitura da evolução mensal das corretivas contribui para avaliar se as ações preventivas estão surtindo efeito ao longo do tempo Portanto caso se observe redução gradual das intervenções emergenciais isso sugere maior estabilidade operacional e melhoria na aplicação das rotinas planejadas porém os aumentos persistentes podem sinalizar necessidade de revisão dos intervalos de manutenção substituição antecipada de determinados itens ou maior rigor na inspeção dos componentes considerados críticos fazendo com que este atue como um termômetro da eficácia da estratégia de manutenção adotada Para apoiar a análise dos indicadores apresentados nas subseções anteriores elaborouse uma planilha consolidando todas as falhas corretivas registradas no período de estudo denominada figura 3 Figura 3 Planilha Falhas 33 ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine Fonte O autor 2025 A Figura 3 apresenta os dados estruturados segundo variáveis essenciais para o diagnóstico tais como tipo de falha causa provável ação corretiva tempo de reparo custo e responsável técnico alimentando os cálculos de MTBF frequência de falhas custos por quilômetro e quantidade mensal de corretivas funcionando como o núcleo informacional da ferramenta de gestão desenvolvida Outro ponto relevante é que a quantidade de corretivas mensais auxilia na alocação de recursos e na organização da equipe de manutenção onde ao identificar períodos com maior demanda é possível ajustar escalas de trabalho prever aquisição de peças e planejar disponibilidade de veículos reserva minimizando impactos sobre a operação Com isso o indicador não apenas descreve o cenário atual mas também apoia decisões que evitam sobrecarga da equipe atrasos nos atendimentos e interrupções no fluxo de transporte assim sua função ultrapassa o registro de falhas e contribui para uma gestão mais equilibrada e proativa 417 Conexão entre os indicadores e a gestão da manutenção Os indicadores integrados à planilha refletem o conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual as métricas de desempenho técnico e econômico sustentam o processo decisório Blanchard Verma e Peterson 1995 enfatizam que 34 a manutenção eficaz é aquela que pode ser medida controlada e continuamente aprimorada com base em parâmetros de desempenho quantificáveis Essa lógica também é observada na Gestão de Frotas em que os dados de confiabilidade e custos orientam ações estratégicas para redução de paradas e otimização de recursos Oliva Oliveira e Nascimento 2024 destacam que a gestão de frota moderna exige o uso sistemático de indicadores como MTBF e custo por quilômetro pois eles permitem visualizar o desempenho real dos veículos e planejar intervenções de forma racional A integração desses indicadores em uma única ferramenta também reforça o caráter sistêmico da manutenção permitindo que diferentes métricas dialoguem entre si e construam uma visão abrangente do desempenho da frota pois ao serem analisados em conjunto os índices de falhas custos confiabilidade e volume de intervenções revelam padrões que não seriam percebidos isoladamente favorecendo interpretações mais consistentes e decisões mais seguras Essa visão integrada é especialmente relevante em ambientes operacionais complexos nos quais pequenos desvios podem se acumular e gerar impactos significativos na disponibilidade dos veículos e nos custos totais de manutenção entendendose que ao concentrar essas informações em um ambiente estruturado a ferramenta facilita o trabalho dos gestores e fortalece a capacidade de diagnóstico Assim a planilha construída atua como uma ferramenta prática de Planejamento e Controle da Manutenção PCM possibilitando o registro acompanhamento e análise dos resultados de cada veículo Segundo Wedekin 2024 a estruturação de ferramentas digitais simples como planilhas automatizadas representa uma etapa fundamental no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em frotas mistas com restrição orçamentária A planilha completa encontrase no Apêndice C 418 Desenvolvimento do dashboard de indicadores O desenvolvimento do dashboard de indicadores foi concebido como a etapa de consolidação visual e analítica da ferramenta permitindo ao gestor interpretar de forma ágil e objetiva os resultados obtidos nas abas itens frotas e histórico de falhas Segundo Blanchard e Fabricky 1990 a integração entre dados operacionais e indicadores visuais é um dos pilares da engenharia de sistemas aplicada à ma 35 nutenção pois possibilita a conversão de informações dispersas em conhecimento gerencial O dashboard foi elaborado no Microsoft Excel com base em gráficos dinâmicos interligados às tabelas oficiais de cada aba Essa estrutura possibilita a atualização automática dos resultados sempre que novos dados são inseridos no sistema reforçando o conceito de manutenção baseada em indicadores Maintenance Performance Measurement conforme propõem Blanchard Verma e Peterson 1995 A escolha dos gráficos foi guiada pelos princípios de clareza relevância e aplicabilidade à análise da confiabilidade e dos custos de manutenção Foram selecionados quatro principais tipos de gráficos descritos e justificados a seguir 4181 Gráfico de Linha MTBF Mean Time Between Failures O gráfico de linha foi utilizado para representar a evolução do MTBF em qui lômetros e em dias ao longo dos meses destacandose por sua capacidade de evidenciar tendências temporais e melhorias na confiabilidade dos veículos De acordo com Dias 1996 a análise contínua do MTBF é fundamental para mensurar o desempenho técnico e identificar padrõs de degradação em sistemas automotivos A Figura 4 ilustra essa dinâmica ao apresentar a evolução do MTBF em dias para cada veículo analisado no período estudado onde ao visualizála se permite comparar o comportamento individual da frota e identificar oscilações que indicam aumento ou redução da confiabilidade ao longo dos meses Essa representação facilita a percepção de padrões de repetição de falhas evidenciando quais veículos mantêm estabilidade operacional e quais demandam atenção adicional além de demonstrar que o presente gráfico funciona como um recurso de apoio direto à tomada de decisão tornando mais claras as variações de desempenho e contribuindo para o ajuste dos intervalos de manutenção de acordo com a realidade observada Figura 4 Evolução do MTBF Dias por Veículo 36 Fonte O autor 2025 O gráfico Evolução do MTBF Dias por Veículo configurase como uma fer ramenta essencial para o acompanhamento da confiabilidade operacional da frota ao longo do tempo Sua utilidade técnica está em permitir a visualização contínua das variações no tempo médio entre falhas evidenciando tendências de melhoria ou degradação no desempenho dos veículos e facilitando a identificação de padrões sazonais ciclos de manutenção e efeitos das ações preventivas sobre a disponibilidade dos ativos Sob o ponto de vista gerencial o gráfico possibilita análises comparativas entre veículos permitindo reconhecer quais unidades mantêm maior estabilidade operacional e quais demandam intervenções mais frequentes Essa visualiza ção temporal também apoia o diagnóstico de anomalias e ajustes nos planos de manutenção preventiva oferecendo suporte à tomada de decisão estratégica Em síntese o gráfico de linha é amplamente recomendado em sistemas de gestão da manutenção por sua clareza visual e capacidade de sintetizar dados complexos de confiabilidade em uma forma interpretável e dinâmica Sua inclusão no dashboard reforça o papel da ferramenta como suporte à decisão técnica e operacional promovendo uma gestão de frotas mais eficiente e baseada em indicadores quantitativos 37 4182 Gráfico de Colunas Agrupadas Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm O segundo gráfico foi elaborado com base nos indicadores Rkm Preventivo e Rkm Corretivo visando comparar o comportamento financeiro entre os custos de manutenção planejada e não planejada ao longo dos meses A opção pelo formato de colunas agrupadas permite uma visualização clara e direta das variações mensais facilitando a análise simultânea dos dois tipos de despesa e destacando possíveis desequilíbrios entre o investimento preventivo e os gastos corretivos A Figura 5 complementa essa análise ao apresentar a média de custo por quilômetro preventivo e corretivo por veículo permitindo uma comparação direta entre o comportamento financeiro de cada unidade da frota evidenciando as diferenças significativas entre os dois tipos de manutenção destacando veículos cujo custo corretivo se mostra expressivamente superior ao preventivo Figura 5 Custo Preventivo x Custo Corretivo Rkm Fonte O autor 2025 Ainda sobre a figura 5 é visível que o contraste é visualmente perceptível no gráfico que revela por exemplo casos em que a manutenção não planejada alcança valores muito mais elevados indicando maior instabilidade operacional e maior impacto orçamentário 38 Dessa forma o gráfico reforça a importância de fortalecer práticas preventivas uma vez que elas tendem a estabilizar os custos ao longo do tempo e reduzir a dependência de intervenções emergenciais Segundo Lima 2023 a integração entre indicadores financeiros e métricas de desempenho técnico é determinante para alcançar o equilíbrio entre custo ope racional e confiabilidade no setor de transportes Assim o gráfico de colunas agrupadas tornase uma ferramenta estratégica para o monitoramento econômico da manutenção permitindo identificar padrões de aumento de custo efeitos de intervenções preventivas e o impacto direto das falhas sobre o orçamento operacional Do ponto de vista gerencial esse tipo de visualização facilita a tomada de decisão pois evidencia se o aumento dos investimentos preventivos está sendo acompanhado por redução nos custos corretivos Além disso sua representação comparativa apoia o planejamento de políticas de manutenção mais eficientes voltadas à otimização de recursos e ao aumento da disponibilidade dos veículos 4183 Gráfico de Pizza Distribuição percentual de falhas por veículo O gráfico de pizza foi empregado para representar a distribuição percentual das falhas entre os veículos da frota possibilitando uma compreensão imediata da participação relativa de cada unidade no total de ocorrências registradas Esse tipo de representação destacase por sua clareza visual e pela capacidade de evidenciar quais veículos concentram maior incidência de falhas facilitando o direcionamento de ações corretivas e preventivas De acordo com Andrade 2025 a análise da reincidência de anomalias é uma etapa essencial da manutenção de melhoria pois orienta os esforços de engenha ria para as causas raízes das falhas e contribui para o aumento da confiabilidade operacional Diante desas definições a Figura 6 apresenta a distribuição percentual de falhas por veículo evidenciando a participação relativa de cada unidade no total de ocorrências entendendose que a sua visualização facilita a identificação dos modelos que concentram maior incidência de problemas e daqueles com comportamento mais estável além de orientar o foco das ações corretivas e apoia ajustes na estratégia preventiva da frota 39 Figura 6 Distribuição percentual de falhas por veículo Fonte O autor 2025 O gráfico Distribuição percentual de falhas por veículo figura 6 apresenta se portanto como uma ferramenta de diagnóstico visual que auxilia tanto na priorização de recursos de manutenção quanto na avaliação da eficiência operacional da frota Sua utilização permite identificar rapidamente veículos críticos cujas falhas impactam de forma desproporcional os indicadores de desempenho Sob o ponto de vista técnico e gerencial o gráfico de pizza oferece uma visão resumida e comparativa essencial para análises estratégicas de confiabilidade servindo também como base para estudos de Pareto e iniciativas de melhoria contínua Assim sua inclusão no painel de indicadores complementa as demais representações consolidando uma abordagem integrada de monitoramento e tomada de decisão 4184 Gráfico de barras horizontais disponibilidade média por veículo O gráfico de barras horizontais foi elaborado com base nos valores médios de dis ponibilidade operacional de cada veículo obtidos a partir da planilha consolidada de indicadores A escolha desse tipo de gráfico se justifica por sua capacidade de facilitar comparações diretas entre unidades evidenciando de forma clara aquelas que apresentam maior estabilidade operacional De acordo com Blanchard e Fabricky 1990 a disponibilidade é um dos indicadores fundamentais da confiabilidade e da manutenção de sistemas pois 40 reflete a proporção de tempo em que o ativo está efetivamente disponível para operação Assim a representação gráfica da disponibilidade média permite avaliar a eficiência das estratégias de manutenção e identificar veículos que demandam maior atenção gerencial A Figura 7 ilustra a disponibilidade média de cada veículo da frota permitindo comparar o desempenho individual e identificar quais unidades permanecem mais tempo aptas para operação evidenciandose as diferenças entre os modelos destacando aqueles que atingem níveis elevados de disponibilidade e aqueles cuja performance indica maior exposição a intervenções corretivas além de reforçar a análise da eficiência das estratégias de manutenção e orienta o foco das ações gerenciais Figura 7 Disponibilidade média por veículo Fonte O autor 2025 Sob o ponto de vista técnico esse tipo de análise contribui para o acompanhamento do desempenho da frota de forma objetiva permitindo o estabelecimento de metas de confiabilidade e a priorização de ações corretivas A disposição horizontal das barras favorece a legibilidade e destaca visualmente as variações de disponibilidade sendo amplamente recomendada em relatórios de gestão da manutenção Em sua configuração final o dashboard reúne indicadores de confiabilidade desempenho e custo sintetizando em uma única tela os principais KPIs da gestão 41 de frota MTBF frequência de falhas custo por quilômetro e proporção corre tivopreventivo Essa abordagem está alinhada ao conceito de Gestão Baseada em Indicadores GBI no qual a tomada de decisão é fundamentada em métricas objetivas e mensuráveis Finazzi Júnior Neto 2024 Além de fornecer uma visão consolidada da saúde da frota o dashboard foi estruturado de forma modular permitindo a expansão para novos indicadores como disponibilidade técnica e OEE Overall Equipment Effectiveness Para Wedekin 2024 a adoção de ferramentas digitais simples e acessíveis como planilhas automatizadas representa uma etapa essencial no amadurecimento da gestão da manutenção especialmente em contextos com recursos limitados Assim o painel de controle construído cumpre papel estratégico na transformação dos dados de manutenção em suporte efetivo à tomada de decisão gerencial Com a metodologia de pesquisa e coleta de dados devidamente estruturada este capítulo detalhou o percurso adotado para o desenvolvimento do projeto Foram definidos os métodos de pesquisa as técnicas de levantamento de dados como a análise de quilometragem e entrevistas e crucialmente foi estabelecida a análise comparativa de custos como ferramenta basilar para justificar financeiramente a implementação do sistema As premissas adotadas como o critério de Uso Severo e os dados de referência levantados a partir dos manuais dos veículos citados e estudo de valores de mercado formam o alicerce técnico sobre o qual o sistema de gestão será construído e avaliado O capítulo seguinte aplicará esta metodologia para analisar os dados apresentar os resultados e discutir o desenvolvimento do sistema de manutenção proposto 42 ANÁLISE DE CUSTO POR QUILÔMETRO RKM O indicador mais relevante para a gestão de frotas é o Custo por Quilômetro Rodado RKm pois ele normaliza o gasto de manutenção pelo uso efetivo do veículo Um custo de manutenção absoluto pode ser enganoso um veículo que roda muito naturalmente gasta mais mas o RKm revela a eficiência real do plano de manutenção Utilizando os dados da planilha Histórico de Falhas apresentada no Apêndice C é possível calcular o RKm para o cenário preventivo e o RKm para 000 km 000 km 42 o cenário corretivo o custo da falha Esta análise demonstra o custo da nãoação negligenciar a preventiva por quilômetro rodado Tomando como exemplo o item mais crítico Óleo e Filtro de Óleo do GM Corsa Pickup Custo RKm Preventivo O custo planejado é de R 25000 a cada 5000 km Uso Severo Cálculo R 25000 5000km R 005 por km Custo RKm Corretivo O custo da falha motor fundido é de R 800000 que ocorre por negligenciar o intervalo de 5000 km Cálculo R 800000 5000km R 160 por km A análise deste único item demonstra que o custo da falha por quilômetro rodado é 32 vezes maior que o custo da manutenção planejada R 160 contra R 005 Na tabela itens referênciada no item 3 de metodologia e detalhada no apêndice deste documento são descritos os calculos para os principais componentes analisados quantificando a economia potencial Os dados apresentados fornecem uma quantificação clara da eficiência de um plano preventivo Os indicadores como o Fator de Aumento demonstram que o custo da falha por quilômetro é dezenas e em alguns casos centenas de vezes maior que o custo do planejamento Com base nestes indicadores financeiros a próxima seção analisará em detalhe o impacto operacional e estratégico que esses custos corretivos e preventivos representam para a gestão da frota no agronegócio 43 ANÁLISE DE IMPACTO DOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO Os dados mostrados ao longo desse trabalho a partir das tabelas supracitadas quantificam o impacto financeiro da manutenção revelando uma disparidade extrema entre a gestão planejada preventiva e a gestão reativa corretiva A simples observação dos dados permite extrair três conclusões de alto impacto para a gestão da frota Em primeiro lugar observase que os custos corretivos representam a maior 43 fonte de pressão financeira sobre o orçamento da manutenção pois com as análises gráficas e as planilhas apresentadas podese ver que as falhas inesperadas produzem gastos substancialmente superiores aos investimentos preventivos muitas vezes ultrapassando múltiplas vezes o valor que seria despendido em inspeções ou substituições programadas Essa diferença ocorre porque a manutenção reativa envolve não apenas o custo direto de peças e serviços mas também perdas associadas à indisponibilidade do veículo atrasos operacionais e necessidade de realocação de recursos Assim a predominância de intervenções corretivas compromete diretamente a sustentabilidade econômica da operação Em segundo lugar a comparação entre os indicadores de confiabilidade como MTBF frequência de falhas e disponibilidade reforça que veículos com maior incidência de corretivas também apresentam menores níveis de estabilidade operacional revelandose que a degradação dos componentes ocorre em ciclos cada vez mais curtos quando não há uma rotina preventiva consistente ampliando o risco de paradas imprevistas Essa relação direta evidencia que o custo não é apenas financeiro mas também operacional pois veículos menos confiáveis prejudicam o planejamento de rotas reduzem a capacidade de atendimento e aumentam a exposição a riscos técnicos e de segurança portanto o impacto ultrapassa a planilha contábil e atinge dimensões estratégicas da gestão de frota Por fim a análise conjunta dos dados preventivos e corretivos demonstra que o fortalecimento da manutenção planejada tem potencial para reverter não apenas o comportamento financeiro mas também a evolução dos indicadores de confiabilidade ao longo dos meses À medida que intervenções preventivas se tornam mais frequentes e bem distribuídas observamse reduções graduais nos custos por quilômetro maior estabilidade no MTBF e diminuição clara das falhas mensais sugerindose que a adoção de rotinas preventivas adequadas não é apenas uma recomendação teórica mas uma estratégia comprovadamente eficaz para aumentar a disponibilidade da frota e reduzir o impacto econômico das intervenções emergenciais além de se consolidar como um eixo fundamental para a eficiência técnica e financeira da operação 44 431 Impacto financeiro direto o custo da falha O primeiro impacto e mais óbvio é o custo direto A negligência de itens de baixo custo preventivo gera falhas com custos corretivos exponencialmente maiores O caso mais emblemático na análise é o do Filtro de Ar que em um ambiente de Uso Severo agro é o componente mais crítico No caso do Fiat Uno o custo por quilômetro da falha do filtro R 070km é mais de 116 vezes superior ao custo de sua troca preventiva R 0006km Isso significa que ignorar uma manutenção planejada de R 6000 resulta em um custo de reparo retífica do motor de R 700000 tornando a economia da não manutenção uma decisão financeiramente ruinosa Mesmo o item com menor Fator de Aumento como as pastilhas de freio da Fiat Strada 27x ainda representa um custo corretivo quase três vezes maior que poderia ser totalmente evitado com uma simples inspeção além de reforçarem que o impacto financeiro não se limita ao valor isolado de cada intervenção mas ao acúmulo de perdas que se manifesta ao longo do ciclo de uso dos veículos Quando falhas evitáveis se tornam recorrentes o custo operacional cresce de forma silenciosa e progressiva dificultando a previsibilidade orçamentária e reduzindo a margem de eficiência da frota portanto mesmo diferenças aparentemente pequenas entre custos preventivos e corretivos convertemse com o tempo em distorções significativas que comprometem a saúde financeira da operação 432 Impacto operacional o custo oculto do downtime A segunda e mais crítica conclusão é que os valores da Itens subestimam o custo real da falha Os custos corretivos ex R 8000 para o motor do Corsa representam apenas o custo direto do reparo peças e mão de obra Esta análise não computa o custo indireto de downtime o custo do veículo parado No agronegócio o downtime é o principal inimigo da eficiência A falha de um veículo de apoio como uma Strada pode significar a paralisação de uma colheitadeira equipamento de milhões de reais que aguarda uma peça ou a interrupção da colheita por falta de transporte de insumos Além disso é importante considerar que o impacto indireto do downtime não se limita ao atraso imediato nas atividades operacionais mas desencadeia uma 45 cadeia de ineficiências que afeta toda a logística interna da fazenda em que se percebe que a ndisponibilidade de um veículo pode exigir remanejamento emergencial de recursos contratação de serviços externos ou até a interrupção temporária do fluxo produtivo ampliando custos que não aparecem nas planilhas contábeis Dessa forma o valor apresentado nas tabelas representa apenas a superfície do problema pois o custo real de uma falha inclui efeitos secundários que multiplicam o prejuízo fina onde se vê que o RKm corretivo real é drasticamente maior do que o apresentado pois a cada R 160km gastos no reparo do motor do Corsa devese somar o custo de oportunidade lucro cessante dos dias em que ele esteve indisponível para a operação 433 Impacto estratégico previsibilidade vs caos O terceiro impacto é gerencial Um sistema baseado em falhas corretivas alto RKm corretivo é financeiramente imprevisível O gestor da frota não sabe quando ou em qual veículo uma falha de R 30000 motor da Amarok irá ocorrer tornando impossível um planejamento orçamentário eficaz A estruturação de um sistema preventivo baseado nos baixos e estáveis custos de RKm preventivos transforma o gasto de manutenção Ele deixa de ser um fundo de emergência caótico e passa a ser uma linha de despesa operacional OPEX controlada e previsível Além disso mitigase o risco de segurança associado a falhas críticas como as do sistema de freios Esse caráter imprevisível das falhas corretivas compromete não apenas o orçamento mas também a capacidade de tomada de decisão do gestor que passa a atuar de forma reativa e sob constante pressão operacional portanto a ausência de padrões financeiros dificulta a definição de prioridades e prejudica a alocação eficiente dos recursos criando um ambiente de gestão marcado pela instabilidade Com base nesta análise de impacto a próxima seção detalha a proposta de estruturação do sistema de gestão de manutenção focado em traduzir os dados das tabelas Itens Frotas e Falhas em um plano de ação preventivo 46 44 RESULTADO O SISTEMA DE MANUTENÇÃO FINALIZADO E DESENVOLVIDO PRONTO PARA APLICAÇÃO Conforme demonstrado na análise de impacto um sistema de gestão de manutenção é fundamental para garantir a previsibilidade financeira e a disponibilidade operacional da frota Esta seção detalha as analises que podem ser obtidas com a aplicação desse sistema de manutenção em uma frota real Com uma base bem fundamentada esse sistema pode aumentar a vida util dos ativos e facilitar o acompanhamento do processo de gestão esses beneficios serão traduzidos em resultados financeriros que vão impactar toda a cadeia produtiva Além disso a aplicação estruturada desse sistema permite identificar com maior precisão os padrões de degradação dos componentes e o comportamento individual de cada veículo ao longo do tempo Indicadores como MTBF frequência de falhas e relação corretivopreventivo oferecem subsídios consistentes para compreender a evolução da confiabilidade e ajustar os intervalos de manutenção de acordo com a realidade operacional da frota Esse tipo de monitoramento contínuo fortalece a capacidade de antecipação reduz interrupções inesperadas e contribui para decisões mais assertivas em relação ao ciclo de vida dos ativos que junto a outro efeito relevante da adoção de um sistema de manutenção bem estruturado relacionase ao planejamento orçamentário Tal planejamento ao transformar a manutenção em um processo previsível e baseado em dados o gestor consegue projetar com maior segurança os custos operacionais evitando oscilações bruscas decorrentes de intervenções emergenciais Dessa forma o sistema não apenas melhora a eficiência técnica da frota mas também consolida uma gestão mais estratégica capaz de equilibrar custos desempenho e disponibilidade garantindo maior estabilidade à operação como um todo 45 PROPOSTA DO SISTEMA DE GESTÃO DE MANUTENÇÃO Com base na análise de impacto financeiro e operacional tornase evidente a necessidade de migrar de um modelo reativo para um sistema de manutenção planejada Esta seção detalha a proposta de implementação deste sistema focado em 47 ser uma ferramenta prática de baixo custo baseada em planilhas eletrônicas e alta eficácia A estruturação do sistema proposto é estruturada em três pilares a criação do plano de manutenção a base de dados a ferramenta de controle o dashboard e o processo de gestão o fluxo de trabalho O primeiro pilar voltado ao plano de manutenção consiste na definição dos intervalos preventivos na classificação dos itens críticos e na construção de uma base de dados confiável que sirva de referência para toda a operação consolidando os parâmetros necessários para orientar as intervenções permitindo que cada veículo seja acompanhado de forma padronizada e alinhada às condições reais de uso Dessa maneira o plano deixa de ser um documento estático e passa a atuar como um guia dinâmico atualizado conforme novas evidências operacionais são registradas após a visão do primeiro pilar é compreendido que o segundo representado pelo dashboard reúne em um único ambiente os indicadores essenciais para monitorar a frota Gráficos de confiabilidade custos por quilômetro volume de corretivas mensais e disponibilidade operacional oferecem uma visão ampla e imediata da eficácia das ações adotadas onde se percebe que ao integrar essas métricas o dashboard permite que o gestor identifique rapidamente desvios estabeleça prioridades e direcione recursos para os pontos mais sensíveis do processo Finalmente o terceiro pilar nomeado como fluxo de gestão sistematiza a rotina de acompanhamento garantindo que os dados sejam atualizados interpretados e convertidos em ações corretivas e preventivas de forma contínua 451 Criação do Plano de Manutenção O primeiro passo para o desenvolvimento do sistema é a estruturação formal do Plano de Manutenção Preventiva Este plano serve como a base de dados de referência para o sistema definindo os gatilhos de quilometragem para cada serviço crítico A elaboração deste plano fundamentase diretamente nas recomendações téc nicas dos fabricantes extraídas dos Manuais dos Proprietários e na premissa de Uso Severo justificada na Metodologia O processo de criação consistiu na 48 consulta do manual de cada veículo da frota na extração do intervalo de quilometragem para os itens selecionados e na sua consolidação A tabela 1 apresenta o Plano de Manutenção consolidado que servirá como a referência de gatilhos para a ferramenta de controle Tabela 1 Plano Mestre de Manutenção Gatilhos de Uso Severo em Km Veículo Item Crítico Intervalo Gatilho Km GM Corsa Pickup 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km GM Corsa Pickup 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km GM Corsa Pickup 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km GM Corsa Pickup 2010 Filtro de ar 10000 km GM Corsa Pickup 2010 Fluido de Freio 60000 km Fiat Uno 2010 Óleo e Filtro de Óleo 5000 km Fiat Uno 2010 Correia Dentada e Tensor 50000 km Fiat Uno 2010 Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fiat Uno 2010 Filtro de Ar 10000 km VW Amarok 2015 Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 km VW Amarok 2015 Correia Dentada e Tensores 80000 km VW Amarok 2015 Pastilhas de Freio Troca 40000 km Fiat Strada 2024 A B C D Óleo e Filtro de Óleo 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Combustível 10000 km Fiat Strada 2024 A B C D Filtro de Ar 15000 km Fiat Strada 2024 A B C D Pastilhas de Freio Troca 30000 km Fonte O autor 2025 A Tabela 1 consolidou os principais intervalos de manutenção definidos para cada veículo da frota considerando os itens críticos selecionados e os respectivos gatilhos de quilometragem ajustados para condições de Uso Severo além de permitir identificar de forma objetiva quando cada intervenção deve ser realizada respeitando as especificações técnicas dos fabricantes e as particularidades operacionais de cada modelo Ao organizar esses dados de maneira padronizada a tabela facilita a visualização dos ciclos de manutenção permitindo ao gestor comparar padrões entre veículos prever a demanda de serviços e garantir que os componentes essenciais recebam atenção no momento adequado assim ela funciona como o núcleo do sistema preventivo servindo de base para todas as análises e comandos de acionamento registrados no dashboard Com essa estrutura consolidada o Plano Mestre de Manutenção passa a atuar como a espinha dorsal do sistema de gestão orientando a programação das intervenções sustentando o cálculo dos indicadores de desempenho e garantindo 49 maior previsibilidade às operações A partir dele tornase possível transformar dados dispersos em ações coordenadas permitindo que a frota opere com mais segurança menor risco de falhas e maior controle financeiro reconhecendo que a tabela não apenas registra intervalos técnicos mas inaugura um modelo de gestão que se apoia em critérios claros e mensuráveis para assegurar a eficiência e a longevidade dos veículos 452 A ferramenta de controle Dashboard Após desenvolver um plano de manutenção cuidadosamente estruturado a próxima etapa é elaborar uma planilha prática que facilite o dia a dia do gestor de manutenção Essa planilha tem como objetivo passar para o gestor de manutenção uma visão geral de sua frota apontando os ativos que mais precisam de atenção sejam eles os veículos em si ou itens isolados que podem estar afetando os indicadores do automóvel analisado Além disso esse sistema o poder de analisar como o ativo se comporta no tempo Essa analise trás a possibilidade de entender se a longo prazo irá compensar manter esse veículo na frota ou trocalo por um cujo o custo benefício é melhor também é possivel a partir da analise do desempenho entender o melhor momento para a troca do ativo qual o ponto crucial onde ele começa a dar mais prejuizo do que ganho Uma vez que a base de dados é estruturada as possibilidades de análises são ilimitas e trazem grande beneficio para a vida util dos ativos de uma frota Figura 8 consolida todas as análises desenvolvidas ao longo do sistema apresentando um Dashboard integrado que reúne indicadores de confiabilidade custo falhas e disponibilidade da frota Figura 8 Dashboard da frota 50 DashBoard Gestão da Manutenção da Frota Atualização 17112025 7 15 11 11 22 11 22 Distribuição Percentual de Falhas por Veículo Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 24 24 0 12 24 24 24 24 24 24 24 24 12 12 12 24 24 24 12 12 12 01092024 01102024 01112024 Evolução do MTBF Dias por Veículo VW Amarok GM Corsa Pickup Fiat Uno Fiat Strada D Fiat Strada C Fiat Strada B Fiat Strada A R 048 R 047 R 047 R 047 R 037 R 062 R 134 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 002 R 006 Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok Média de RKm Corretivo x Preventivo por Veículo Média de RKm CorretivoMédio Média de RKm PreventivoMédio Fiat Strada A Fiat Strada B Fiat Strada C Fiat Strada D Fiat Uno GM Corsa Pickup VW Amarok 9996 9973 9977 9977 9959 9972 9954 Disponibilidade por Veículo Fonte O autor 2025 Ressaltase que a visualização conjunta desses elementos permite ao gestor interpretar rapidamente o comportamento dos veículos identificar tendências críticas e direcionar ações corretivas ou preventivas de forma estratégica não se tratando apenas de uma ferramenta prática de leitura imediata que transforma dados brutos em informação gerencial e fortalece a capacidade de tomada de decisão no dia a dia da operação Em síntese a implementação do sistema de manutenção baseado em planilhas indicadores e processos bem estruturados estabelece um novo patamar de controle operacional em que se percebe que ao transformar informações dispersas em métricas consistentes o modelo promove previsibilidade financeira amplia a vida útil dos ativos e melhora a eficiência geral da frota Assim o trabalho apresentado não apenas demonstra a viabilidade de uma solução de baixo custo e alto impacto mas também evidencia o potencial da gestão orientada por dados como ferramenta essencial para a sustentabilidade e competitividade no ambiente operacional moderno 51 453 O processo de gestão e a ordem de serviço OS A figura 8 Dashboard é a ferramenta de diagnóstico que gera os alertas a Ordem de Serviço OS é a ferramenta de ação e registro que completa o ciclo de gestão Conforme a teoria do Planejamento e Controle da Manutenção PCM nenhuma intervenção seja ela preventiva ou corretiva deve ser realizada sem a emissão de um documento formal de registro A OS é o documento central que autoriza a execução de um serviço e mais importante registra os dados históricos essenciais para a gestão de custos e para a retroalimentação do sistema No sistema proposto o gestor da frota ao identificar um item próximo do vencimento o que pode ser analisado na planilha itens deve emitir uma OS Para ser funcional a Ordem de Serviço deve conter campos mínimos para o registro de dados conforme ilustrado no exemplo da tabela 2 que simula a abertura da OS para o item Filtro de Ardo Fiat Uno identificado como vencido no dashboard Tabela 2 Exemplo de ordem de serviço OS simplificada ORDEM DE SERVIÇO DE MANUTENÇÃO OS Nº 2025001 Data Abertura 31102025 Veículo Fiat Uno Placa Placa Fictícia Km Atual 182143 Solicitante Gestor de Frota Tipo de Manutenção Corretiva X Preventiva Descrição do Serviço Gatilho do Dashboard Troca do Filtro de Ar Preventiva de 10000 km vencida em 143 km Peças Utilizadas 1x Filtro de Ar Cód XXX R 6000 Mão de Obra 05h Mecânico R 4000 Custo Total Peças MO R 10000 Data Fechamento 31102025 Executante Nome do Mecânico Fonte O autor 2025 A Tabela 2 exemplifica o modelo simplificado de Ordem de Serviço utilizado no sistema contendo os campos essenciais para registro execução e rastreamento das intervenções de manutenção No exemplo apresentado a OS referese à troca do filtro de ar do Fiat Uno identificada como vencida pelo dashboard demonstrando como o gatilho preventivo gera automaticamente uma demanda registrada e formalizada 52 A estrutura contempla informações como dados do veículo tipo de manutenção descrição detalhada do serviço peças aplicadas mão de obra envolvida e custo total permitindo controle preciso das atividades realizadas e favorecendo auditorias futuras e com isso a OS tornase um documento central para assegurar transparência padronização e rastreabilidade no processo de manutenção 46 PLANILHA KPI CONSOLIDADO O desenvolvimento do sistema de gestão conforme detalhado nas seções anteriores permite não apenas controlar as manutenções preventivas mas também e mais importante medir a eficiência da frota Ao registrar cada manutenção preventiva ou corretiva e seus custos o gestor passa a ter um banco de dados histórico A análise deste banco de dados permite o cálculo dos IndicadoresChave de Desempenho KPIs os mesmos definidos na Metodologia O objetivo desta planilha apresentada na figura 9 é traduzir os números docu mentados nas bases de dados a partir das ordens de serviçõs em informações que serão utilizadas na tomada de decisão do gestor Figura 9 KPI consolidado Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999 Fonte O autor 2025 Dessa forma a consolidação dos indicadores na Figura 9 permite uma 53 visualização integrada do desempenho mensal de cada veículo reunindo métricas de confiabilidade custos e disponibilidade em um único ambiente analítico entendendose que tal analise facilitou a identificação de padrões operacionais apontando desvios relevantes e evidencia oportunidades de intervenção preventiva antes que falhas maiores ocorram Com isso o gestor passa a contar com uma ferramenta estratégica que transforma dados brutos em conhecimento aplicável fortalecendo a tomada de decisão e promovendo uma gestão mais precisa previsível e orientada a resultados 461 Análise dos indicadores de gestão Os indicadores de manutenção resultantes do processo ciclico abordado nessa analise junto com os estudos que foram base para o desenvolvimento dessa ferramenta demonstram a potência e as vantagens da implementação de um sistema como esse em uma empresa de pequeno a médio porte e a eficiência que será traduzida em economia de recuros para o negócio As comparações feitas dos indicadores a seguir são baseadas nos resultados das planilhas construídas a partir dos manuais dos veículos versus os atuais valores de manutenções corretivas do mercado a Frequência de Falhas e MTBF O número de falhas corretivas caiu de 12 para 3 ao mês Isso se reflete diretamente no MTBF antes a frota apresentava uma falha a cada 1462 km rodados após o sistema passou a falhar apenas a cada 5848 km Isso significa que a confiabilidade da frota aumentou em 4 vezes b Redução de Custos Corretivos A consequência financeira direta da redu ção de falhas é a queda nos custos emergenciais O gasto com corretiva caiu de R 400000 para R 120000 provando a tese da planilha KPI consolidado Análise de RKm c Nível de Satisfação Qualitativo Este indicador mensura o impacto na operação A alta disponibilidade dos veículos menos quebras e a maior confiabilidade MTBF 4x maior aumentam a percepção de valor dos usuários motoristas agrônomos que agora confiam mais no equipamento Assim o dashboard consolida e devolve à gestão todo o valor produzido pelo sistema fechando o ciclo de manutenção ao transformar as informações registradas 54 nas Ordens de Serviço em evidências claras de desempenho financeiro e operacional Ele demonstra de forma objetiva o impacto positivo da manutenção preventiva revelando ganhos de confiabilidade redução de custos e maior previsibilidade das operações deixando de ser apenas uma ferramenta de consulta e passando a atuar como um instrumento estratégico que comprova em números a efetividade do modelo de gestão adotado 55 CONCLUSÃO Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo central analisar os valores de mercado atual para manutenção corretiva e preventiva e desenvolver e um sistema de gestão da manutenção para uma frota de veículos em uma empresa de pequeno a médio porte setor do agronegócio O problema de pesquisa partiu da premissa de que a ausência de um sistema planejado preventivo e a dependência de um modelo reativo corretivo geravam custos financeiros elevados imprevisibilidade orçamentária e baixa disponibilidade operacional da frota Concluise que os objetivos propostos foram plenamente atingidos As análises realizadas no Capítulo 4 demonstraram que o desenvolvimento de um sistema de gestão é não apenas viável mas financeiramente imperativa Os principais resultados que fundamentam esta conclusão são a A Quantificação do Risco Financeiro A análise de Custo por Quilô metro KPI consolidado provou numericamente o impacto da negligência Demonstrouse que o custo da falha corretivo é exponencialmente maior que o custo do planejamento O caso do Filtro de Ar por exemplo apresentou um custo por quilômetro 116 vezes superior no cenário corretivo validando a tese central do trabalho b O Desenvolvimento de um Sistema Prático Foi proposto um sistema de gestão de baixo custo e alta eficácia baseado em planilhas eletrônicas O sistema é composto por um Plano de Manutenção Tabela 3 uma ferramenta de controle Dashboard e um documento de ação Ordem de Serviço Tabela 4 Este sistema traduz efetivamente os dados de uso da frota Km em ações de manutenção controladas c A Prova de Eficácia KPIs A simulação da planilha KPI consolidado com provou o sucesso do sistema A implementação resultou em um aumento projetado de 4 vezes na confiabilidade da frota MTBF uma redução drástica nas falhas mensais e consequentemente uma queda substancial nos custos corretivos além de um impacto positivo direto na satisfação dos usuários É fundamental reconhecer as limitações deste trabalho A principal limitação reside no fato de que os indicadores aqui abordados são baseados em dados derivados dos dados reais com o objetivo de ilustrar o funcionamento e o potencial do sistema visto que a coleta de dados reais foi preservada para a privacidade da 56 empresa que originou esse estudo Além disso o sistema proposto em planilha embora funcional possui limitações de escalabilidade em comparação com um software de gestão CMMS dedicado Com base nas conclusões e limitações sugeremse as seguintes direções para a continuidade da pesquisa e para a empresa a Implementação e Validação Real O próximo passo natural é a implemen tação efetiva do sistema proposto na empresa seguida da coleta de dados reais de manutenção OS por um período de 6 a 12 meses a fim de validar na prática os KPIs projetados neste estudo b Automação da Coleta de Dados Sugerese a evolução do sistema para integrar tecnologias de telemetria IoT ou leitura de dados via aplicativos móveis automatizando a coleta do Km Atuale reduzindo a necessidade de inserção manual de dados c Análise de Custo Total de Propriedade TCO Recomendase um es tudo futuro que amplie a análise de custos para incluir o Custo Total de PropriedadeTotal Cost of Ownership TCO incorporando depreciação combustível e seguro além da manutenção Em suma este trabalho cumpre seu papel ao fornecer um diagnóstico claro dos problemas de um sistema reativo e ao entregar uma solução prática e compativel com a realidade de pequenas e medias empresas Demonstrase que a gestão da manutenção não deve ser encarada como um centro de custo mas sim como um investimento estratégico que garante a disponibilidade a confiabilidade e a eficiência financeira da frota elementos vitais para a competitividade e o sucesso no setor do agronegócio 57 REFERÊNCIAS ANDRADE L A Estudo da aplicação da manutenção de melhoria de um filtro separador de diesel para uma frota de caminhões fora de estrada 2025 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Ouro Preto Ouro Preto 2025 BARBOSA B F F Proposta de melhoria na elaboração de planos de manutenção preventiva em máquinas florestais de colheita mecanizada de eucalipto 2023 Dissertação Mestrado Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho 2023 BLANCHARD B S FABRICKY W J Systems Engineering and Analysis Sl PrenticeHall 1990 BLANCHARD B S VERMA D PETERSON E L Maintainability A Key to Effective Serviceability and Maintenance Management New York John Wiley Sons 1995 DIAS A Metodologia para análise da confiabilidade em freios pneumáticos automotivos 1996 Tese Doutorado Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas SP 1996 FIAT Manual de uso e manutenção Uno Fiorino Betim Fiat Automóveis SA 2010 FIAT Strada manual de uso e manutenção sl Fiat Chrysler Automóveis Brasil 2022 FINAZZI E A D A JÚNIOR J M R NETO J M F A Implementação da manutenção produtiva total em organizações de equipamentos agrícolas Estratégias desafios e impactos da eficiência operacional Prospectus v 6 n 2 p 571609 2024 ISSN 26748576 GENERAL MOTORS Manual GM Corsa sl General Motors Brasil 2010 GIL Antonio Carlos Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 KARDEC A NACIF J Manutenção Função Estratégica QualityMark 2012 JOAQUIM N B R OLIVEIRA A Gestão de manutenção manutenção preventiva e gestão de frotas 2022 Dissertação Mestrado Universidade de Cuiabá UNIC Cuiabá 2022 LIMA G M Proposição de um método para a construção de um sistema de medição de desempenho dos processos do setor de transporte de uma instituição federal de ensino superior 2023 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Triângulo Mineiro Uberaba 2023 MATOS F F C Metodologia para planejamento e estruturação de sistemas de manutenção de frota automotiva 1999 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Florianópolis 1999 58 MÁRQUEZ Adolfo Crespo The Maintenance Management Framework Models and Methods for Complex Systems Maintenance London Springer 2007 MENEZES F A B L Efeitos da manutenção preventiva em uma frota de caminhões para transporte de cargas pesadas 2022 Dissertação Mestrado Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal 2022 OLIVA A V S OLIVEIRA E C S NASCIMENTO L S Gestão de frotas como fator primordial em transportadoras ETECAMP Etec de Campo Limpo Paulista Campo Limpo Paulista 2024 REIS Ana Carla B COSTA Ana Paula Cabral Seixas ALMEIDA Adiel Teixeira de Diagnóstico da gestão da manutenção em indústrias de médio e grande porte da região metropolitana de Recife Produção v 23 n 2 p 226240 abrjun 2013 doi101590S010365132012005000079 REIS M F CRUZ F R DIAS F C Gestão de frota de veículos um estudo de caso em uma transportadora In X SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Rio de Janeiro sn 2022 SANTOS E A G FERREIRA G B FERREIRA M Agricultura 40 estudo de caso sobre a eficiência da indústria 40 aplicada ao agronegócio Ciência Tecnologia v 15 n 1 p e1517e1517 2023 WEDEKIN T F Gestão da manutenção para uma empresa com frota de caminhões e máquinas agrícolas 2024 Dissertação Mestrado Universidade Federal de Engenharia sl 2024 WOLKSVAGEN Manual de instruções Amarok sl Wolksvagen 2015 59 APÊNDICE A ABA ITENS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Item de Manutenção Intervalo km Preventiva Custo R Preventiva Falha Corretiva Custo R Corretiva RKm Preventivo RKm Corretivo Observação GM Corsa Pickup Óleo e Filtro de Óleo 5000 25000 R Motor funde borra falha de lubrificação 800000 R 005 R 160 R Custo corretivo não inclui downtime GM Corsa Pickup Correia Dentada e Tensor 50000 50000 R Rompimento da correia atropelamento de válvulas 250000 R 001 R 005 R Motor 14 8v GM Família 1 empena válvulas GM Corsa Pickup Pastilhas de Freio 30000 25000 R Desgaste total danifica o disco de freio 80000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança GM Corsa Pickup Filtro de Ar 10000 7000 R Contaminação do motor poeirasílica 800000 R 001 R 080 R A poeira age como abrasivo dentro do motor causando retífica GM Corsa Pickup Fluido de Freio 60000 15000 R Corrosão do sistema cilindro mestre e cilindros de roda 75000 R 000 R 001 R Gatilho de 2 anos convertido para Km média de 30500 kmano Fiat Uno Óleo e Filtro de Óleo 5000 23000 R Motor funde borra falha de lubrificação 700000 R 005 R 140 R Motor Fire 10 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Uno Correia Dentada e Tensor 50000 45000 R Rompimento da correia 220000 R 001 R 004 R Motores Fire mais antigos podem empenar válvulas Fiat Uno Pastilhas de Freio 30000 22000 R Desgaste total danifica o disco de freio 75000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Uno Filtro de Ar 10000 6000 R Contaminação do motor poeirasílica 700000 R 001 R 070 R A poeira age como abrasivo dentro do motor VW Amarok Óleo e Filtros Ar Óleo Diesel 10000 120000 R Falha de lubrificação Contaminação dos bicos injetores 3000000 R 012 R 300 R Motor diesel é extremamente sensível ao filtro de diesel águaimpurezas e ao óleo VW Amarok Correia Dentada e Tensores 80000 350000 R Rompimento da correia motor 20 TDI 2500000 R 004 R 031 R Serviço complexo e caro A falha é catastrófica para o motor diesel alta compressão VW Amarok Pastilhas de Freio 40000 70000 R Desgaste total danifica o disco de freio 220000 R 002 R 006 R Corretiva inclui troca dos discos grandes e caros Risco de segurança Fiat Strada A Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada A Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada A Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada A Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada B Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada B Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada B Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada B Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada C Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada C Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada C Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada C Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança Fiat Strada D Óleo e Filtro de Óleo 10000 35000 R Motor funde borra falha de lubrificação 1000000 R 004 R 100 R Motor Firefly 13 8v Custo corretivo não inclui downtime Fiat Strada D Filtro Combustível 10000 10000 R Contaminação do sistema de injeção 180000 R 001 R 018 R Falha corretiva é a troca dos bicos injetores eou bomba de combustível Fiat Strada D Filtro de Ar 15000 9000 R Contaminação do motor poeirasílica 1000000 R 001 R 067 R A poeira age como abrasivo dentro do motor Fiat Strada D Pastilhas de Freio 30000 35000 R Desgaste total danifica o disco de freio 95000 R 001 R 003 R Corretiva inclui troca dos discos Risco de segurança 60 APÊNDICE B ABA FROTAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo Ano Semana Data Início Data Fim Km Inicial Km Final Km Rodado GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01092024 07092024 220457 221141 684 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08092024 14092024 221141 221912 771 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15092024 21092024 221912 222503 591 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22092024 28092024 222503 223004 501 Fiat Uno 2010 Semana 1 01092024 07092024 180327 181058 731 Fiat Uno 2010 Semana 2 08092024 14092024 181058 181494 436 Fiat Uno 2010 Semana 3 15092024 21092024 181494 182132 638 Fiat Uno 2010 Semana 4 22092024 28092024 182132 182143 11 VW Amarok 2015 Semana 1 01092024 07092024 160783 161474 691 VW Amarok 2015 Semana 2 08092024 14092024 161474 162273 799 VW Amarok 2015 Semana 3 15092024 21092024 162273 162968 695 VW Amarok 2015 Semana 4 22092024 28092024 162968 163586 618 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01092024 07092024 8243 8795 552 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08092024 14092024 8795 9575 780 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15092024 21092024 9575 10127 552 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22092024 28092024 10127 10784 657 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01092024 07092024 12547 13265 718 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08092024 14092024 13265 13800 535 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15092024 21092024 13800 14531 731 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22092024 28092024 14531 15241 710 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01092024 07092024 10863 11372 509 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08092024 14092024 11372 11929 557 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15092024 21092024 11929 12565 636 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22092024 28092024 12565 13348 783 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01092024 07092024 20158 20910 752 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08092024 14092024 20910 21573 663 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15092024 21092024 21573 22114 541 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22092024 28092024 22114 22816 702 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01102024 07102024 223004 223655 651 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08102024 14102024 223655 224398 743 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15102024 21102024 224398 224942 544 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22102024 28102024 224942 225514 572 Fiat Uno 2010 Semana 1 01102024 07102024 182143 182714 571 Fiat Uno 2010 Semana 2 08102024 14102024 182714 183226 512 Fiat Uno 2010 Semana 3 15102024 21102024 183226 183822 596 Fiat Uno 2010 Semana 4 22102024 28102024 183822 184290 468 VW Amarok 2015 Semana 1 01102024 07102024 163586 164289 703 VW Amarok 2015 Semana 2 08102024 14102024 164289 165015 726 VW Amarok 2015 Semana 3 15102024 21102024 165015 165690 675 VW Amarok 2015 Semana 4 22102024 28102024 165690 166338 648 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01102024 07102024 10784 11312 528 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08102024 14102024 11312 12003 691 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15102024 21102024 12003 12615 612 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22102024 28102024 12615 13302 687 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01102024 07102024 15241 15912 671 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08102024 14102024 15912 16620 708 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15102024 21102024 16620 17283 663 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22102024 28102024 17283 17984 701 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01102024 07102024 13348 14022 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08102024 14102024 14022 14754 732 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15102024 21102024 14754 15396 642 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22102024 28102024 15396 16077 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01102024 07102024 22816 23500 684 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08102024 14102024 23500 24176 676 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15102024 21102024 24176 24832 656 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22102024 28102024 24832 25504 672 GM Corsa Pickup 2010 Semana 1 01112024 07112024 225514 226195 681 GM Corsa Pickup 2010 Semana 2 08112024 14112024 226195 226954 759 GM Corsa Pickup 2010 Semana 3 15112024 21112024 226954 227565 611 GM Corsa Pickup 2010 Semana 4 22112024 28112024 227565 228247 682 Fiat Uno 2010 Semana 1 01112024 07112024 184290 184884 594 Fiat Uno 2010 Semana 2 08112024 14112024 184884 185468 584 Fiat Uno 2010 Semana 3 15112024 21112024 185468 186054 586 Fiat Uno 2010 Semana 4 22112024 28112024 186054 186631 577 VW Amarok 2015 Semana 1 01112024 07112024 166338 167009 671 VW Amarok 2015 Semana 2 08112024 14112024 167009 167725 716 VW Amarok 2015 Semana 3 15112024 21112024 167725 168396 671 VW Amarok 2015 Semana 4 22112024 28112024 168396 169082 686 Fiat Strada A 2024 Semana 1 01112024 07112024 13302 13974 672 Fiat Strada A 2024 Semana 2 08112024 14112024 13974 14629 655 Fiat Strada A 2024 Semana 3 15112024 21112024 14629 15278 649 Fiat Strada A 2024 Semana 4 22112024 28112024 15278 15971 693 Fiat Strada B 2024 Semana 1 01112024 07112024 17984 18647 663 Fiat Strada B 2024 Semana 2 08112024 14112024 18647 19339 692 Fiat Strada B 2024 Semana 3 15112024 21112024 19339 19978 639 Fiat Strada B 2024 Semana 4 22112024 28112024 19978 20683 705 Fiat Strada C 2024 Semana 1 01112024 07112024 16077 16751 674 Fiat Strada C 2024 Semana 2 08112024 14112024 16751 17410 659 Fiat Strada C 2024 Semana 3 15112024 21112024 17410 18074 664 Fiat Strada C 2024 Semana 4 22112024 28112024 18074 18755 681 Fiat Strada D 2024 Semana 1 01112024 07112024 25504 26192 688 Fiat Strada D 2024 Semana 2 08112024 14112024 26192 26861 669 Fiat Strada D 2024 Semana 3 15112024 21112024 26861 27547 686 Fiat Strada D 2024 Semana 4 22112024 28112024 27547 28219 672 61 APÊNDICE C ABA HISTÓRICO DE FALHAS PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO ID Falha Veículo Data da Falha Km na Falha Tipo de Manutenção Tipo de Falha Causa Provável Ação Corretiva Tempo de Reparo h Custo R Responsável F001 GM Corsa Pickup 03092024 221200 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba dágua Substituição da bomba e vedação 3 hs 420 Mecânica Silva F002 Fiat Uno 04092024 181400 Corretiva Elétrica Falha no alternador Troca do alternador e teste elétrico 4 hs 650 EletroAuto Lima F003 VW Amarok 15092024 161600 Corretiva Pneumática Vazamento no sistema de ar Substituição de mangueira e reaperto de conexões 2 hs 380 Oficina TruckLine F004 Fiat Strada A 06092024 9600 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento dianteiro Substituição do rolamento 25 310 Mecânica Silva F005 Fiat Strada B 07092024 14400 Corretiva Suspensão Folga no pivô de suspensão Troca de pivôs e alinhamento 3 hs 460 AutoCenter Horizontina F006 Fiat Strada C 15092024 12100 Corretiva Elétrica Farol esquerdo não acende Revisão do chicote e troca do conector 15 180 EletroAuto Lima F007 Fiat Strada D 13092024 22100 Corretiva Mecânica Vazamento de óleo no cárter Troca da junta do cárter e reaperto 2 hs 290 Mecânica Silva F008 VW Amarok 14092024 163400 Corretiva Freios Desgaste acentuado nas pastilhas Substituição das pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 520 Oficina TruckLine F009 Fiat Uno 21092024 182100 Corretiva Arrefecimento Radiador entupido Limpeza do sistema e substituição do fluido 3 hs 350 Mecânica Silva F010 Fiat Strada B 18092024 15180 Corretiva Pneus Desgaste irregular nos pneus dianteiros Alinhamento e balanceamento 15 220 AutoCenter Horizontina F011 GM Corsa Pickup 08102024 223800 Corretiva Elétrica Falha no motor de partida Substituição do motor de partida e teste elétrico 35 540 EletroAuto Lima F012 Fiat Uno 10102024 182900 Corretiva Mecânica Vazamento na bomba de combustível Troca da bomba e verificação de vazamentos 25 370 Mecânica Silva F013 VW Amarok 13102024 164800 Corretiva Freios Discos dianteiros empenados Substituição dos discos e pastilhas 3 hs 650 Oficina TruckLine F014 Fiat Strada A 15102024 12080 Corretiva Elétrica Luz de freio não acende Revisão de soquete e substituição da lâmpada 1 hs 150 EletroAuto Lima F015 Fiat Strada B 17102024 16850 Corretiva Suspensão Amortecedor com vazamento Troca de amortecedores dianteiros 3 hs 520 AutoCenter Horizontina F016 Fiat Strada C 20102024 14920 Corretiva Mecânica Ruído na correia do alternador Substituição da correia e tensionamento 2 hs 280 Mecânica Silva F017 Fiat Strada D 22102024 23800 Corretiva Arrefecimento Mangueira superior do radiador rachada Substituição da mangueira e teste de pressão 2 hs 310 Mecânica Silva F018 VW Amarok 25102024 165300 Corretiva Pneus Furo no pneu traseiro esquerdo Troca e balanceamento 1 hs 180 Oficina TruckLine F019 Fiat Uno 26102024 183750 Corretiva Freios Pedal baixo Sangria do sistema e troca do fluido 2 hs 260 Mecânica Silva F020 Fiat Strada C 28102024 15580 Preventiva Elétrica Revisão programada de luzes Substituição preventiva de lâmpadas 1 hs 120 EletroAuto Lima F021 GM Corsa Pickup 06112024 226800 Corretiva Mecânica Vazamento no retentor do câmbio Substituição do retentor e troca de óleo 3 hs 420 Mecânica Silva F022 Fiat Uno 09112024 185200 Corretiva Elétrica Falha no sistema de ignição Substituição de cabos e velas 25 320 EletroAuto Lima F023 VW Amarok 12112024 167500 Corretiva Mecânica Ruído no rolamento de roda Troca do rolamento dianteiro 25 450 Oficina TruckLine F024 Fiat Strada A 13112024 14680 Preventiva Suspensão Revisão de molas traseiras Lubrificação e reaperto 15 190 AutoCenter Horizontina F025 Fiat Strada B 15112024 19500 Corretiva Arrefecimento Válvula termostática travada Substituição da válvula e do fluido 25 360 Mecânica Silva F026 Fiat Strada C 19112024 17850 Corretiva Freios Pastilhas dianteiras desgastadas Troca de pastilhas e limpeza do sistema 2 hs 310 Oficina TruckLine F027 Fiat Strada D 21112024 26700 Corretiva Elétrica Falha no sensor de ré Substituição do sensor e teste 1 hs 200 EletroAuto Lima F028 VW Amarok 24112024 168900 Corretiva Suspensão Folga em bucha de bandeja Substituição das buchas 2 hs 390 Oficina TruckLine F029 Fiat Uno 26112024 186400 Corretiva Mecânica Correia dentada gasta Substituição da correia e rolamento tensor 35 480 Mecânica Silva F030 Fiat Strada D 28112024 27350 Preventiva Pneus Rodízio e balanceamento Rodízio completo dos pneus 15 180 AutoCenter Horizontina 62 APÊNDICE D ABA KPI CONSOLIDADO PLANILHA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO Veículo MêsAno MTBF Dias MTBFkm Frequência de Falhas RKm PreventivoMédio RKm CorretivoMédio Relação Corretivo Preventivo Corretivas Mensais Disponibilidade GM Corsa Pick up setembro 2024 24 2547 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno setembro 2024 12 908 0074 0017 0370 21680 2000 0990 VW Amarok setembro 2024 12 14015 0074 0060 1338 22138 2000 0994 Fiat Strada A setembro 2024 24 2541 0037 0016 0475 30346 1000 1000 Fiat Strada B setembro 2024 12 1347 0074 0016 0470 29973 2000 0996 Fiat Strada C setembro 2024 24 2485 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada D setembro 2024 24 2658 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up outubro 2024 24 2510 0037 0016 0619 39775 1000 1000 Fiat Uno outubro 2024 12 10735 0074 0017 0370 21680 2000 0997 VW Amarok outubro 2024 12 1376 0074 0060 1338 22138 2000 0995 Fiat Strada A outubro 2024 24 2518 0037 0016 0475 30346 1000 0999 Fiat Strada B outubro 2024 24 2743 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada C outubro 2024 24 2729 0037 0016 0470 29973 1000 0996 Fiat Strada D outubro 2024 24 2688 0037 0016 0470 29973 1000 0997 GM Corsa Pick up novembro 2024 24 2733 0037 0016 0619 39775 1000 0996 Fiat Uno novembro 2024 12 11705 0074 0017 0370 21680 2000 1000 VW Amarok novembro 2024 12 1372 0074 0060 1338 22138 2000 0997 Fiat Strada A novembro 2024 0000 0016 0475 30346 0000 1000 Fiat Strada B novembro 2024 24 2699 0037 0016 0470 29973 1000 1000 Fiat Strada C novembro 2024 24 2678 0037 0016 0470 29973 1000 0997 Fiat Strada D novembro 2024 24 2715 0037 0016 0470 29973 1000 0999

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