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Texto de pré-visualização

gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escriturais ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwriting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não poderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 A TAXA DE RETORNO NO TEMPO t Kt Pt Pt1 FCt Pt1 x100 Exemplo O retorno da empresa A foi de R 75000 e da empresa B foi de R 80000 No entanto a taxa de retorno da empresa A foi maior que da B o que indica que a empresa A é mais rentável que a empresa B Isso ocorreu porque apesar de os investimentos iniciais serem de valores muito próximos o investimento inicial da empresa B foi superior ao investimento da empresa A A B Preço inicial do ativo R 60000 R 65000 Preço atual do ativo R 65000 R 70000 Receita líquida no período R 70000 R 75000 Retorno Rta R 65000 R 60000 R 70000 R 75000 Rtb R 70000 R 65000 R 75000 R 80000 Taxa de retorno Kta R 65000 R 60000 R 70000 R 60000 x 100 125 Ktb R 70000 R 65000 R 75000 R 65000 x 100 12307 SÉRIE HISTÓRICA DE RETORNOS K ΣK1 n média dos retornos onde K retorno médio de uma carteira ΣKj somatório dos retornos da carteira n quantidade de períodos dos retornos RETORNO MÉDIO K 7 8 65 75 4 725 aa SÉRIE DE RETORNOS E FREQUÊNCIAS K ΣKjfj Σfj média ponderada dos retornos Segundo Lemes Junior 2010 certo cidadão investiu recursos durante dez meses e verificou que por 2 meses a taxa de rentabilidade foi de 7 aa por 3 meses foi de 8 aa por 4 meses a taxa foi de 65 aa e por 1 mês a taxa foi de 9 aa Que retorno médio obteve o cidadão na sua aplicação KJ são as taxas de retorno de 7 8 65 e 9 aa fJ número de meses em que ocorreu a respectiva taxa 2 3 4 e 1 ΣfJ somatório das frequências que as taxas ocorreram 2 3 4 1 10 Assim sendo Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Distribuição de probabilidades e retorno OBJETIVO Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a metodologia de probabilidades de acontecimentos dos riscos e caso ocorram as possibilidades de resolução ou diminuição do impacto destas situações Estas técnicas serão de fundamental importância nas rotinas de operações junto ao mercado financeiro As pessoas que tentaram técnicas de resolutividade sem a devida instrução tiveram problemas ao mensurar a gravidade e potencialidade dos riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Acerca da distribuição de probabilidades temos a opção de diferir isto é uma opção que delimita o momento mais ideal para um investimento que possa gerar mais lucros Se analisarmos um investimento de forma tradicional esta análise poderá definir uma política não muito interessante para os investidores Contudo ao adotarmos um intervalo de espera este período poderá proporcionar mais interesses aos investidores Existem as seguintes premissas abordadas sobre as opções de abandono de investimento são elas Opção de Abandono Se as condições futuras se tornam desfavoráveis ao projeto podese abandonar o negócio e vender os ativos a um valor de salvamento preestabelecido Esta opção é modelada analogamente a uma opção de venda put financeira Para estimar o valor desta opção assumase que VPt é o valor do projeto no período t e A é o valor de abandono ou de salvamento do projeto naquele mesmo período que viria a ser o preço de exercício Se o valor do projeto for maior que o seu valor de abandono o projeto deve ser continuado no caso contrário a opção deverá ser exercida Assim o valor da opção seria 0 se VPt A ou A VPt se VPt A Empregando a função Máximo a Opção de Abandono se representaria MaxA VPt 0 Opção de Contração Esta opção dá o direito de reduzir uma parte da capacidade do investimento O valor futuro do ativo se reduz mas em troca se consegue poupar uma quantidade de dinheiro em perdas que o projeto original estaria gerando no momento em que se opta pela contração A sua modelagem desta opção é semelhante a uma opção de venda put financeira com valor do ativo subjacente igual ao valor da redução feita no projeto este foi contraído por um fator de contração c 01 e com preço de exercício igual à poupança obtida B Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Contração seria Max cVPtB VPt 0 MaxB 1cVPt 0 Opção de Expansão Se o projeto resultou ser melhor do que o esperado esta opção dá o direito de ampliar a capacidade do projeto original Assim o valor do ativo subjacente se incrementa mas é necessário fazer previamente um investimento adicional ao realizado no início do projeto A sua modelagem é semelhante a uma opção de compra call financeira tendo como valor do ativo subjacente o valor adicional ganho no projeto pela expansão o projeto foi ampliado por um fator de expansão e 1 e preço de exercício é igual ao investimento Y realizado para conseguir esta expansão Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Expansão seria Max eVPtY VPt 0 Maxe1VPt Y0 Opções Compostas As Opções Compostas constituem uma combinação de opções simples que podem ser realizadas simultaneamente ou em forma sequencial Por exemplo uma firma que investe em Pesquisa e Desenvolvimento pode precisar um tempo inicial para obter resultados de provas preliminares antes de realizar o projeto em si logo pode decidir por expandir contrair ou abandonar o projeto em função da informação obtida pela espera É muito provável na prática encontrar sempre mais do que uma só opção por exercer Opções Switching As opções de tipo switching fornecem ao possuidor o direito de mudar entre distintos tipos de recursos ativos ou tecnologia Também permitem iniciar e encerrar operações ou entrar e sair de um determinado ramo de atividades Esta alta flexibilidade no transcorrer do projeto acrescenta valor a ele no caso que o valor de alguma das escolhas se torne mais rentável no futuro Opções de Aprendizagem Nas opções que se têm descrito anteriormente considerase que à medida que passa o tempo as incertezas em relação ao valor do ativo e a possibilidade de exercer ou não a opção vão se revelando No entanto em muitas situações a incerteza não se resolve por si só Outra ferramenta bastante utilizada no teste de viabilidade de investimentos é o Índice de Sharpe IS Mesmo tendo sido formulado em 1966 por William Sharpe este índice ainda contribui sobremaneira para métodos e estudos do mercado de investimentos O IS é estruturado na técnica de seleção de carteiras e é definido pela seguinte equação Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 é possível haver arbitragem no mercado Sendo assim não há obtenção de retorno positivo sem utilizar riqueza e sem incorrer em risco Na tabela abaixo mostraremos os pontos relativos do APT Tabela 1 Pontos relativos do APT Investidores Têm expectativas homogêneas em relação ao retorno dos ativos explicado pelo modelo de k fatores Mercado É perfeitamente competitivo e não existem custos de transação Ativos Número de ativos n deve ser muito superior ao número de fatores λ O erro εi deve ser o risco não sistemático do ativo i Os erros εi de cada ativo devem ser independentes dos fatores Os erros εi de cada ativo devem ser independentes entre si Fonte Adaptado pelo autor Assim como visto em todo o co n teúdo o risco associado relacionado ao retorno dos ativos se divide em dois conceitos Risco sistemático Evidencia o número de fatores em comum que influencia outros ativos e mensura a reação dos ativos em detrimento a outros fatores Risco não sistemático Tem o escopo num campo menor podendo ocasionar impactos em apenas um investimento Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Value at risk VaR OBJETIVO Ao término deste capítulo você compreenderá a utilização do modelo VaR quando da quantificação dos riscos envolvidos Neste sentido você também conhecerá os fatores e todos os envolvidos nas análises com a métrica Var E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante De acordo com Gollub 1997 o objetivo fundamental dos métodos Value At Risk VaR é a quantificação dos riscos de mercado Qualquer que seja a métrica adotada a quantificação em si prestase conceitualmente como instrumento de vários propósitos Dentre algumas das finalidades podemos propor as seguintes Relatórios Gerenciais Informar a alta administração dos riscos em curso por parte das operações comerciais e de investimento Comunicar aos acionistas em termos não técnicos os presentes riscos financeiros da empresa e Demonstrativos econômicofinanceiros que incorpo ram quantificação de riscos financeiros segundo os pre ceitos normativos e padrões recomendados Alocação de Recursos Estabelecer limites máximos de posição para os opera dores perspectiva do controle operacional Orientar na partição dos recursos limitados de capital e Auxiliar na decomposição incremental dos riscos refletidos na exposição total da empresa perfil de concentração por fator de risco Avaliação de desempenho Administrar os incentivos adequados na tomada individual de posição por parte dos operadores tendo em vista o capital total associado em risco perspectiva da remuneração Figura 3 Aplicação do VaR por parte das Instituições Financeiras Gestão centralizada de riscos de portfolios compostos de grande variedade e complexidade de instrumentos financeiros Planejamento tático de operações de engenharia financeira Quantificação do risco de crédito de contrapartes Fonte Adaptado pelo autor Ainda no quesito de agentes operadores de derivativos temos que Gollub 1997 p 17 estabelece a atuação destes da seguinte maneira Agentes reguladores Definição de critérios para o estabelecimento de reservas mínimas de capital para garantia da integridade financeira das instituições reguladas risco sistêmico dentro de limites considerados aceitáveis Empresas não financeiras Gestão centralizada de riscos de mercado em organizações atuantes simultaneamente em diversos mercados mundiais eg operações globalizadas de multinacionais sujeitas ao risco de câmbio Estabelecimento de políticas de hedging no caso de portfólio de pequena complexidade Administradoras de Fundos de Investimento Explicitação dos riscos de portfolios de investidores institucionais desmembrados por tipo ou classe de ativos por gestor por fator de risco etc Dada a conceituação da métrica VaR eis que o seu conceito é definido da seguinte forma Dado um determinado portfólio de instrumentos financeiros quaisquer no instante de tempo t0 Conhecida a função de densidade de probabilidade fdp dos valores de mercado V desse portfólio em determinado instante de tempo t1 futuro Dado um valor qualquer do portfólio denominado de valor de referência e denotado por Vref e Um valor percentual α com 0 α 100 VaR Vref V onde o valor V satisfaz a PVV α PVV fdpVdV Denominase o intervalo de tempo t1 to de horizonte temporal da métrica isto é a perda que o portfólio pode vir a incorrer em relação a Vref ao final do horizonte temporal estabelecido é maior do que o montante VaR com probabilidade de α de ocorrer e a clareza e a simplicidade dessa definição escondem dificuldades de implementação que conforme a escolha de Vref obtemos novas designações para o correspondente valor Gollub 1997 Seguindo a descrição Gollub 1997 referência o valor do portfólio em to Vo V to então teremos VaR Absolute Vo VI Num segundo ponto Caso o valor de referência seja o Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Em se tratando de variáveis dos fatores de risco destacamos a presença de estimativas baseadas em cenários que possam propiciar a combinação de valores de taxas e preços Entretanto Gollub 1997 p 25 assevera que Compromissos de custos vs benefícios são diferentes para cada participante do mercado dependendo de sua posição nos vários mercados participados o número e os tipos de instrumentos negociados Diferentes escolhas podem ser feitas mesmo em diferentes níveis de uma organização dependendo dos objetivos Enquanto a mesa de operações de um banco pode precisar a estimação de risco envolvendo simulação sobre um portfólio relativamente pequeno a alta administração pode optar por uma abordagem analítica que seja tanto oportuna e eficiente do ponto de vista de custos É importante para a alta administração distinguir a ordem de grandeza de um risco se de 5 ou de 50 milhões porém é irrelevante fazer a distinção de acuracidade entre ser 20 ou 21 milhões desde que é claro os custos esforços e requisitos de acuracidade e oportunidade de cada abordagem sejam suficientemente díspares para merecerem a consistente ponderação Podese considerar que a análise de cenário traz uma importante representatividade na utilização do VaR Desta feita os fatores analisados devem ser escolhidos em função das perspectivas escolhidas isto é o foco a ser utilizado depende de Tendência de mercado Políticas fiscais e cambiais e Personalidade dos investidores Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Em detrimento da quantificação de subsistemas VaR toda a cultura e tecnologia da instituição devem estar alinhadas e por conseguinte todo o aparato tecnológico se faz necessário para o bem resultado das ferramentas de análise Mesa de operações usados pelos operadores para avaliar fechar e acompanhar suas operações Back office usados para a liquidação das transações envolvidas em cada operação fechada verificação de detalhes lançamento e notificação das partes e devido registro nos livros da instituição Muito embora haja uma forte percepção sobre a utilização dos recursos tecnológicos quanto à sistemática utilizada de modo a auxiliar na quantificação de riscos Verificase que o portfólio representativo do comprometimento do conjunto exaustivo de todos os ativos financeiros em carteira pela organização resulta na quantificação e decorrente verificação dos riscos inerentes à identidade bem como sua exposição Desta feita os riscos inerentes são inseridos no rol de explanação dado por Gollub 1997 da seguinte forma Risco de evento extraordinário e de estabilidade A principal desvantagem dos modelos baseados em dados históricos é a hipótese de que o passado recente é uma boa projeção da aleatoriedade futura Não há obviamente garantia que o futuro não contenha surpresas As surpresas podem tomar duas formas por eventos extraordinários únicos tais como a desvalorização ou moratória ou mudanças estruturais a libra sair do EMS O risco de estabilidade resulta da hipótese de parâmetros serem constantes no tempo e em geral é uma simplificação que não subsiste em situações incomuns de mercado por conta de eventos extraordinários Modelos que tomam volatilidades implícitas como parâmetro são obviamente mais imunes a este risco Risco de transição ocorre quando há uma nova política uma nova regulamentação a implementação de um novo sistema a expansão em novos mercados ou produtos ou uma mudança organizacional entre outros exemplos de transições abruptas que introduzem novos fatores de risco Risco de extrapolação ocorre quando se extrapola riscos diários para a estimação de riscos em horizontes mais longos As hipóteses para a estimativa extrapolada podem não ser verdadeiras ou razoáveis Risco do algoritmo ocorre quando o modelo escolhido resulta impreciso ou inadequado para sua aplicação nas condições efetivas de mercado Este é o risco de modelagem em sua forma mais pura Risco de estimação de parâmetros resulta da imprecisão na quantificação dos parâmetros em geral pela incapacidade de se observar diretamente seus valores reais e portanto há necessidade de se usar proxies além de incorrer em erros aleatórios devidos a variações de amostras e eventualmente introduzir correlações espúrias não detectadas entre parâmetros Risco de levantamento de dados ocorre quando se usa um conjunto particular de dados escolhido arbitrariamente ou obtido por amostragem viesada porém não representativo da generalidade intrínseca da variável Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Abordagens Aumento da qualidade e do requerimento de capital Maior cobertura de riscos especialmente no mercado de capitais Definição de um nível de alavancagem equilibrado Colchões de capital construídos em períodos de crescimento para serem aplicados em períodos de estresse Padrões mínimos para gestão de liquidez no curto prazo curto período de estresse e no longo prazo funding Padrões de supervisão e práticas de disclosure mais rigorosos Segundo a Price Waterhouse Coopers 2013 as principais características do Acordo de Basileia III são Elevar a qualidade consistência e transparência da base de capital por meio de regras mais rígidas relacionadas à elegibilidade de instrumentos a serem considerados no capital Reduzir próciclicalidade por meio de parcelas adicionais de capital Endereçar risco sistêmico Complementar requerimento de capital baseado em risco com um índice de alavancagem Aprimorar a cobertura de riscos por meio do fortalecimento das exigências de capital para riscos de crédito de contraparte existente em derivativos operações de recompra e outros Introduzir novos padrões de gestão de liquidez incluindo testes de estresse para os índices propostos Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Para uma melhor elucidação das alterações do Acordo de Basileia III fazse necessário a explicação pormenorizada abaixo Ágios e ativos Os ágios pagos e os ativos intangíveis constituídos antes de out13 não amortizados integralmente até dez17 devem ser deduzidos na apuração do Capital Principal a partir de jan18 Ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido líquidos de passivos fiscais diferidos a ele associados aos quais a instituição financeira não tenha acesso irrestrito Ativos permanentes diferidos Instrumentos de captação emitidos por outras instituições financeiras Instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil Créditos tributários Não devem ser deduzidas posições individuais limitadas a 10 e de forma agregada limitadas a 15 do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participações minoritárias superiores a 10 e créditos tributários Não devem ser deduzidos os créditos decorrentes de diferenças temporárias oriundos de provisões para crédito de liquidação duvidosa Medida Provisória nº608 Facultado a dedução do valor das obrigações fiscais diferidas da mesma ou das entidades pertencentes ao mesmo conglomerado com exceção das obrigações fiscais associadas a ágios pagos na aquisição de investimentos com fundamento em expectativa de rentabilidade futura e ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido Participações do capital de entidade assemelhadas e não consolidadas Valor agregado das participações inferiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas que exceda 10 do valor apurado capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Participações diretas ou indiretas superiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas Dedução individual agregada limitada a 10 e 15 respectivamente do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Entidades assemelhadas 1 Administradoras de consórcio 2 Instituições de pagamento emissora ou credenciadora de cartão de crédito 3 Sociedades que realizem aquisição de operações de crédito 4 Sociedades seguradoras resseguradoras sociedades de capitalização e de entidades abertas de previdência complementar 5 Fundos de investimento nos quais as entidades integrantes do conglomerado assumam ou retenham substancialmente riscos e benefícios e 6 Outras pessoas jurídicas sediadas no País que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas nos incisos de I a IV Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Para tanto realizaremos alguns questionamentos que nos remeterão aos enunciados abordados na matéria Por que é extremamente importante a adoção da Gestão de Riscos em investimentos Como visto na implementação de uma gestão de riscos eficiente é praticamente nula a possibilidade de se eliminar todos os riscos sistemáticos e não sistemáticos Desta feita ao utilizarmos as ferramentas adequadas poderemos reduzir a quantidade de riscos envolvida nos investimentos De modo que a prática de investir se torne mais clara e segura Como realizar a gestão de investimentos No cenário atual existem várias técnicas fórmulas matemáticas e métodos para serem aplicadas Dentre as disponíveis e que selecionamos é o valueatRisk VaR agregado ao RiskMetrics cujos resultados podem possibilitar uma decisão mais assertiva e mais precisa O VaR busca minimizar eventuais perdas bem como apresentar eventuais ameaças e oportunidades ao gestor de investimentos Quais são os parâmetros entre risco e retorno O principal fator no cálculo entre risco e retorno é a proporção de que quanto maior o risco maior também será o retorno No mercado de capitais principalmente no mercado primário os investimentos de maior retorno e menor horizonte de tempo apresentam um grau de risco muito elevado Sendo necessária uma análise em detrimento da grande possibilidade de perda Um bom exemplo de investimento de alto risco são as ações haja vista a enorme gama de riscos que podem afetálas Quais riscos podem ser considerados A principal classificação aborda os conceitos de sistêmicos e não sistêmicos para tanto iremos dividir em subclassificações na tabela abaixo Risco de Mercado O risco de mercado está ligado às mudanças de preços e variações de indicadores econômicos que atingem todo o mercado como o preço do dólar ou a taxa de juros Por isso também é conhecido como risco sistêmico Ele é o mais percebido pelos investidores e todas as formas de investimento são afetadas de alguma maneira por ele Risco do Ativo O risco do ativo está relacionado apenas às especificidades de cada investimento Por exemplo ao investir em ações de uma mineradora a variação dos preços dos minérios passa a ser um risco que deve ser avaliado constantemente Risco de Crédito O risco de crédito diz respeito à possibilidade de uma empresa ou instituição financeira quebrar ou dar calote Assim quem tem dinheiro investido nela está arriscado a perder parte ou o total dos valores Risco de Liquidez O risco de liquidez estima a facilidade em resgatar um investimento Quanto mais fácil for fazer isso mais alta a liquidez da aplicação O dinheiro de uma caderneta de poupança é muito simples de ser sacado enquanto um imóvel precisa de um comprador interessado Fonte O autor Dentro da gestão de riscos quis são os perfis dos investidores que podemos identificar O perfil do investidor é considerado uma das mais importantes variáveis a serem consideradas na gestão de riscos haja vista que em detrimento do perfil associamos as características do cenário envolvido tais como situação cambial tendência do mercado e questões políticas Neste contexto o perfil escolhido deve estar em estrita consonância com os demais fatores Vamos abaixo realizar a delimitação dos perfis dos investidores Perfil conservador Prefere investimentos de baixo risco mesmo sabendo que a rentabilidade é menor Prioriza a liquidez e costuma fazer o saque dos recursos em pouco tempo A caderneta de poupança e os títulos públicos são as aplicações mais comuns Perfil Moderado Como o próprio nome diz esse perfil escolhe investimentos de risco moderado e deixa o dinheiro investido por mais tempo Geralmente opta por ações de empresas tradicionais e confiáveis e títulos de bancos privados estabelecidos no mercado Perfil arrojado Esse perfil não hesita em dar preferência a investimentos de alto risco mirando a oportunidade de bons ganhos É comum que esse perfil de investidor espalhe seus recursos em diversas aplicações na expectativa de que os ganhos de algumas delas cubram os custos dos demais investimentos Isso confirma que ele não faz questão de sacar o dinheiro em prazos muito pequenos Assim destacase a importância de conhecer e respeitar o perfil do investidor e de ter uma carteira de investimentos diversificada Não existe o melhor investimento o que existe é o investimento mais adequado a um objetivo e perfil de risco Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escrituras ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwriting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Figura 4 Sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não puderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 A TAXA DE RETORNO NO TEMPO t Kt Pt Pt1 FCt Pt1 x 100 Exemplo O retorno da empresa A foi de R 75000 e da empresa B foi de R 80000 No entanto a taxa de retorno da empresa A foi maior que da B o que indica que a empresa A é mais rentável que a empresa B Isso ocorreu porque apesar de os investimentos iniciais serem de valores muito próximos o investimento inicial da empresa B foi superior ao investimento da empresa A A B Preço inicial do ativo R 60000 R 65000 Preço atual do ativo R 65000 R 70000 Receita líquida no período R 70000 R 75000 Retorno Rta R 65000 R 60000 R 70000 R 75000 Rtb R 70000 R 65000 R 75000 R 80000 Taxa de retorno Kta R 65000 R 60000 R 70000 R 60000 x 100 125 Ktb R 70000 R 65000 R 75000 R 65000 x 100 12307 SÉRIE HISTÓRICA DE RETORNOS K ΣK₁n média dos retornos onde K retorno médio de uma carteira ΣKj somatório dos retornos da carteira n quantidade de períodos dos retornos RETORNO MÉDIO K 7 8 65 75 4 725 aa SÉRIE DE RETORNOS E FREQUÊNCIAS K ΣKjfj Σfj média ponderada dos retornos Segundo Lemes Junior 2010 certo cidadão investiu recursos durante dez meses e verificou que por 2 meses a taxa de rentabilidade foi de 7 aa por 3 meses foi de 8 aa por 4 meses a taxa foi de 65 aa e por 1 mês a taxa foi de 9 aa Que retorno médio obteve o cidadão na sua aplicação KJ são as taxas de retorno de 7 8 65 e 9 aa fJ número de meses em que ocorreu a respectiva taxa 2 3 4 e 1 ΣfJ somatório das frequências que as taxas ocorreram 2 3 4 1 10 Assim sendo Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Distribuição de probabilidades e retorno OBJETIVO Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a metodologia de probabilidades de acontecimentos dos riscos e caso ocorram as possibilidades de resolução ou diminuição do impacto destas situações Estas técnicas serão de fundamental importância nas rotinas de operações junto ao mercado financeiro As pessoas que tentaram técnicas de resolutividade sem a devida instrução tiveram problemas ao mensurar a gravidade e potencialidade dos riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Acerca da distribuição de probabilidades temos a opção de diferir isto é uma opção que delimita o momento mais ideal para um investimento que possa gerar mais lucros Se analisarmos um investimento de forma tradicional esta análise poderá definir uma política não muito interessante para os investidores Contudo ao adotarmos um intervalo de espera este período poderá proporcionar mais interesses aos investidores Existem as seguintes premissas abordadas sobre as opções de abandono de investimento são elas Opção de Abandono Se as condições futuras se tornam desfavoráveis ao projeto podese abandonar o negócio e vender os ativos a um valor de salvamento preestabelecido Esta opção é modelada analogamente a uma opção de venda put financeira Para estimar o valor desta opção assumase que VPt é o valor do projeto no período t e A é o valor de abandono ou de salvamento do projeto naquele mesmo período que viria a ser o preço de exercício Se o valor do projeto for maior que o seu valor de abandono o projeto deve ser continuado no caso contrário a opção deverá ser exercida Assim o valor da opção seria 0 se VPt A ou A VPt se VPt A Empregando a função Máximo a Opção de Abandono se representaria MaxA VPt 0 Opção de Contração Esta opção dá o direito de reduzir uma parte da capacidade do investimento O valor futuro do ativo se reduz mas em troca se consegue poupar uma quantidade de dinheiro em perdas que o projeto original estaria gerando no momento em que se opta pela contração A sua modelagem desta opção é semelhante a uma opção de venda put financeira com valor do ativo subjacente igual ao valor da redução feita no projeto este foi contraído por um fator de contração c 01 e com preço de exercício igual à poupança obtida B Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Contração seria Max cVPtB VPt 0 MaxB 1cVPt 0 Opção de Expansão Se o projeto resultou ser melhor do que o esperado esta opção dá o direito de ampliar a capacidade do projeto original Assim o valor do ativo subjacente se incrementa mas é necessário fazer previamente um investimento adicional ao realizado no início do projeto A sua modelagem é semelhante a uma opção de compra call financeira tendo como valor do ativo subjacente o valor adicional ganho no projeto pela expansão o projeto foi ampliado por um fator de expansão e 1 e preço de exercício é igual ao investimento Y realizado para conseguir esta expansão Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Expansão seria Max eVPtY VPt 0 Maxe1VPt Y0 Opções Compostas As Opções Compostas constituem uma combinação de opções simples que podem ser realizadas simultaneamente ou em forma sequencial Por exemplo uma firma que investe em Pesquisa e Desenvolvimento pode precisar um tempo inicial para obter resultados de provas preliminares antes de realizar o projeto em si logo pode decidir por expandir contrair ou abandonar o projeto em função da informação obtida pela espera É muito provável na prática encontrar sempre mais do que uma só opção por exercer Opções Switching As opções de tipo switching fornecem ao possuidor o direito de mudar entre distintos tipos de recursos ativos ou tecnologia Também permitem iniciar e encerrar operações ou entrar e sair de um determinado ramo de atividades Esta alta flexibilidade no transcorrer do projeto acrescenta valor a ele no caso que o valor de alguma das escolhas se torne mais rentável no futuro Opções de Aprendizagem Nas opções que se têm descrito anteriormente considerase que à medida que passa o tempo as incertezas em relação ao valor do ativo e a possibilidade de exercer ou não a opção vão se revelando No entanto em muitas situações a incerteza não se resolve por si só Outra ferramenta bastante utilizada no teste de viabilidade de investimentos é o Índice de Sharpe IS Mesmo tendo sido formulado em 1966 por William Sharpe este índice ainda contribui sobremaneira para métodos e estudos do mercado de investimentos O IS é estruturado na técnica de seleção de carteiras e é definido pela seguinte equação Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 é possível haver arbitragem no mercado Sendo assim não há obtenção de retorno positivo sem utilizar riqueza e sem incorrer em risco Na tabela abaixo mostraremos os pontos relativos do APT Tabela 1 Pontos relativos do APT Investidores Têm expectativas homogêneas em relação ao retorno dos ativos explicado pelo modelo de k fatores Mercado É perfeitamente competitivo e não existem custos de transação Ativos Número de ativos n deve ser muito superior ao número de fatores λ O erro εi deve ser o risco não sistemático do ativo i Os erros εi de cada ativo devem ser independentes dos fatores Os erros εi de cada ativo devem ser independentes entre si Fonte Adaptado pelo autor Assim como visto em todo o conteúdo o risco associado relacionado ao retorno dos ativos se divide em dois conceitos Risco sistemático Evidencia o número de fatores em comum que influencia outros ativos e mensura a reação dos ativos em detrimento a outros fatores Risco não sistemático Tem o escopo num campo menor podendo ocasionar impactos em apenas um investimento Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Value at risk VaR OBJETIVO Ao término deste capítulo você compreenderá a utilização do modelo VaR quando da quantificação dos riscos envolvidos Neste sentido você também conhecerá os fatores e todos os envolvidos nas análises com a métrica Var E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante De acordo com Gollub 1997 o objetivo fundamental dos métodos Value At Risk VaR é a quantificação dos riscos de mercado Qualquer que seja a métrica adotada a quantificação em si prestase conceitualmente como instrumento de vários propósitos Dentre algumas das finalidades podemos propor as seguintes Relatórios Gerenciais Informar a alta administração dos riscos em curso por parte das operações comerciais e de investimento Comunicar aos acionistas em termos não técnicos os presentes riscos financeiros da empresa e Demonstrativos econômicofinanceiros que incorporam quantificação de riscos financeiros segundo os preceitos normativos e padrões recomendados Alocação de Recursos Estabelecer limites máximos de posição para os operadores perspectiva do controle operacional Orientar na partição dos recursos limitados de capital e Auxiliar na decomposição incremental dos riscos refletidos na exposição total da empresa perfil de concentração por fator de risco Avaliação de desempenho Administrar os incentivos adequados na tomada individual de posição por parte dos operadores tendo em vista o capital total associado em risco perspectiva da remuneração Figura 3 Aplicação do VaR por parte das Instituições Financeiras Gestão centralizada de riscos de portfolios compostos de grande variedade e complexidade de instrumentos financeiros Planejamento tático de operações de engenharia financeira Quantificação do risco de crédito de contrapartes Fonte Adaptado pelo autor Ainda no quesito de agentes operadores de derivativos temos que Gollub 1997 p 17 estabelece a atuação destes da seguinte maneira Agentes reguladores Definição de critérios para o estabelecimento de reservas mínimas de capital para garantia da integridade financeira das instituições reguladas risco sistêmico dentro de limites considerados aceitáveis Empresas não financeiras Gestão centralizada de riscos de mercado em organizações atuantes simultaneamente em diversos mercados mundiais eg operações globalizadas de multinacionais sujeitas ao risco de câmbio Estabelecimento de políticas de hedging no caso de portfólio de pequena complexidade Administradoras de Fundos de Investimento Explicitação dos riscos de portfolios de investidores institucionais desmembrados por tipo ou classe de ativos por gestor por fator de risco etc Dada a conceituação da métrica VaR eis que o seu conceito é definido da seguinte forma Dado um determinado portfólio de instrumentos financeiros quaisquer no instante de tempo t0 Conhecida a função de densidade de probabilidade fdp dos valores de mercado V desse portfólio em determinado instante de tempo t1 futuro Dado um valor qualquer do portfólio denominado de valor de referência e denotado por Vref e Um valor percentual α com 0 α 100 VaR Vref V onde o valor V satisfaz a PV V α PV V fdp V dV de até V Denominase o intervalo de tempo t1 to de horizonte temporal da métrica isto é a perda que o portfólio pode vir a incorrer em relação a Vref ao final do horizonte temporal estabelecido é maior do que o montante VaR com probabilidade de α de ocorrer e a clareza e a simplicidade dessa definição escondem dificuldades de implementação que conforme a escolha de Vref obtemos novas designações para o correspondente valor Gollub 1997 Seguindo a descrição Gollub 1997 referencia o valor do portfólio em to Vo V to então teremos VaR Absolute Vo VI Num segundo ponto Caso o valor de referencia seja o Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Em se tratando de variáveis dos fatores de risco destacamos a presença de estimativas baseadas em cenário que possam propiciar a combinação de valores de taxas e preços Entretanto Gollub 1997 p 25 assevera que Compromissos de custos vs benefícios são diferentes para cada participante do mercado dependendo de sua posição nos vários mercados participados o número e os tipos de instrumentos negociados Diferentes escolhas podem ser feitas mesmo em diferentes níveis de uma organização dependendo dos objetivos Enquanto a mesa de operações de um banco pode precisar a estimação de risco envolvendo simulação sobre um portfólio relativamente pequeno a alta administração pode optar por uma abordagem analítica que seja tanto oportuna e eficiente do ponto de vista de custos É importante para a alta administração distinguir a ordem de grandeza de um risco se de 5 ou de 50 milhões porém é irrelevante fazer a distinção de acuracidade entre ser 20 ou 21 milhões desde que é claro os custos esforços e requisitos de acuracidade e oportunidade de cada abordagem sejam suficientemente díspares para merecerem a consistente ponderação Podese considerar que a análise de cenário traz uma importante representatividade na utilização do VaR Desta feita os fatores analisados devem ser escolhidos em função das perspectivas escolhidas isto é o foco a ser utilizado depende de Tendência de mercado Políticas fiscais e cambiais e Personalidade dos investidores Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Em detrimento da quantificação de subsistemas VaR toda a cultura e tecnologia da instituição devem estar alinhadas e por conseguinte todo o aparato tecnológico se faz necessário para o bem resultado das ferramentas de análise Figura 8 Componentes tecnológicos do VaR Mesa de operações usados pelos operadores para avaliar fechar e acompanhar suas operações Back office usados para a liquidação das transações envolvidas em cada operação fechada verificação de detalhes lançamento e notificação das partes e devido registro nos livros da instituição Fonte Adaptado pelo autor Muito embora haja uma forte percepção sobre a utilização dos recursos tecnológicos quanto à sistemática utilizada de modo a auxiliar na quantificação de riscos Verificase que o portfólio representativo do comprometimento do conjunto exaustivo de todos os ativos financeiros em carteira pela organização resulta na quantificação e decorrente verificação dos riscos inerentes à identidade bem como sua exposição Desta feita os riscos inerentes são inseridos no rol de explanação dado por Gollub 1997 da seguinte forma Risco de evento extraordinário e de estabilidade A principal desvantagem dos modelos baseados em dados históricos é a hipótese de que o passado recente é uma boa projeção da aleatoriedade futura Não há obviamente garantia que o futuro não contenha surpresas As surpresas podem tomar duas formas por eventos extraordinários únicos tais como a desvalorização ou moratória ou mudanças estruturais a libra sair do EMS O risco de estabilidade resulta da hipótese de parâmetros serem constantes no tempo e em geral é uma simplificação que não subsiste em situações incomuns de mercado por conta de eventos extraordinários Modelos que tomam volatilidades implícitas como parâmetro são obviamente mais imunes a este risco Risco de transição ocorre quando há uma nova política uma nova regulamentação a implementação de um novo sistema a expansão em novos mercados ou produtos ou uma mudança organizacional entre outros exemplos de transições abruptas que introduzem novos fatores de risco Risco de extrapolação ocorre quando se extrapola riscos diários para a estimação de riscos em horizontes mais longos As hipóteses para a estimativa extrapolada podem não ser verdadeiras ou razoáveis Risco do algoritmo ocorre quando o modelo escolhido resulta impreciso ou inadequado para sua aplicação nas condições efetivas de mercado Este é o risco de modelagem em sua forma mais pura Risco de estimação de parâmetros resulta da imprecisão na quantificação dos parâmetros em geral pela incapacidade de se observar diretamente seus valores reais e portanto há necessidade de se usar proxies além de incorrer em erros aleatórios devidos a variações de amostras e eventualmente introduzir correlações espúrias não detectadas entre parâmetros Risco de levantamento de dados ocorre quando se usa um conjunto particular de dados escolhido arbitrariamente ou obtido por amostragem viesada porém não representativo da generalidade intrínseca da variável Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Abordagens Aumento da qualidade e do requerimento de capital Maior cobertura de riscos especialmente no mercado de capitais Definição de um nível de alavancagem equilibrado Colchões de capital construídos em períodos de crescimento para serem aplicados em períodos de estresse Padrões mínimos para gestão de liquidez no curto prazo curto período de estresse e no longo prazo funding Padrões de supervisão e práticas de disclosure mais rigorosos Fonte Adaptado pelo autor Segundo a Price Waterhouse Coopers 2013 as principais características do Acordo de Basileia III são Elevar a qualidade consistência e transparência da base de capital por meio de regras mais rígidas relacionadas à elegibilidade de instrumentos a serem considerados no capital Reduzir próciclicidade por meio de parcelas adicionais de capital Endereçar risco sistêmico Complementar requerimento de capital baseado em risco com um índice de alavancagem Aprimorar a cobertura de riscos por meio do fortalecimento das exigências de capital para riscos de crédito de contraparte existente em derivativos operações de recompra e outros Introduzir novos padrões de gestão de liquidez incluindo testes de estresse para os índices propostos Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Para uma melhor elucidação das alterações do Acordo de Basileia III fazse necessário a explicação pormenorizada abaixo Ágios e ativos Os ágios pagos e os ativos intangíveis constituídos antes de out13 não amortizados integralmente até dez17 devem ser deduzidos na apuração do Capital Principal a partir de jan18 Ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido líquidos de passivos fiscais diferidos a ele associados aos quais a instituição financeira não tenha acesso irrestrito Ativos permanentes diferidos Instrumentos de captação emitidos por outras instituições financeiras Instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil Créditos tributários Não devem ser deduzidas posições individuais limitadas a 10 e de forma agregada limitadas a 15 do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participações minoritárias superiores a 10 e créditos tributários Não devem ser deduzidos os créditos decorrentes de diferenças temporárias oriundos de provisões para crédito de liquidação duvidosa Medida Provisória nº 608 Facultado a dedução do valor das obrigações fiscais diferidas da mesma ou das entidades pertencentes ao mesmo conglomerado com exceção das obrigações fiscais associadas a ágios pagos na aquisição de investimentos com fundamento em expectativa de rentabilidade futura e ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido Participações do capital de entidade assemelhadas e não consolidadas Valor agregado das participações inferiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas que exceda 10 do valor apurado capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Participações diretas ou indiretas superiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas Dedução individual agregada limitada a 10 e 15 respectivamente do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Entidades assemelhadas 1 Administradoras de consórcio 2 Instituições de pagamento emissora ou credenciadora de cartão de crédito 3 Sociedades que realizem aquisição de operações de crédito 4 Sociedades seguradoras resseguradoras sociedades de capitalização e de entidades abertas de previdência complementar 5 Fundos de investimento nos quais as entidades integrantes do conglomerado assumam ou retenham substancialmente riscos e benefícios e 6 Outras pessoas jurídicas sediadas no País que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas nos incisos de I a IV Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Para tanto realizaremos alguns questionamentos que nos remeterão aos enunciados abordados na matéria Por que é extremamente importante a adoção da Gestão de Riscos em investimentos Como visto na implementação de uma gestão de riscos eficiente é praticamente nula a possibilidade de se eliminar todos os riscos sistemáticos e não sistemáticos Desta feita ao utilizarmos as ferramentas adequadas poderemos reduzir a quantidade de riscos envolvida nos investimentos De modo que a prática de investir se torne mais clara e segura Como realizar a gestão de investimentos No cenário atual existem várias técnicas fórmulas matemáticas e métodos para serem aplicadas Dentre as disponíveis e que selecionamos é o valueatRisk VaR agregado ao RiskMetrics cujos resultados podem possibilitar uma decisão mais assertiva e mais precisa O VaR busca minimizar eventuais perdas bem como apresentar eventuais ameaças e oportunidades ao gestor de investimentos Quais são os parâmetros entre risco e retorno O principal fator no cálculo entre risco e retorno é a proporção de que quanto maior o risco maior também será o retorno No mercado de capitais principalmente no mercado primário os investimentos de maior retorno e menor horizonte de tempo apresentam um grau de risco muito elevado Sendo necessária uma análise em detrimento da grande possibilidade de perda Um bom exemplo de investimento de alto risco são as ações haja vista a enorme gama de riscos que podem afetalas Quais riscos podem ser considerados A principal classificação aborda os conceitos de sistêmicos e não sistêmicos para tanto iremos dividir em subclassificações na tabela abaixo Risco de Mercado O risco de mercado está ligado às mudanças de preços e variações de indicadores econômicos que atingem todo o mercado como o preço do dólar ou a taxa de juros Por isso também é conhecido como risco sistêmico Ele é o mais percebido pelos investidores e todas as formas de investimento são afetadas de alguma maneira por ele Risco do Ativo O risco do ativo está relacionado apenas às especificidades de cada investimento Por exemplo ao investir em ações de uma mineradora a variação dos preços dos minérios passa a ser um risco que deve ser avaliado constantemente Risco de Crédito O risco de crédito diz respeito à possibilidade de uma empresa ou instituição financeira quebrar ou dar calote Assim quem tem dinheiro investido nela está arriscado a perder parte ou o total dos valores Risco de Liquidez O risco de liquidez estima a facilidade em resgatar um investimento Quanto mais fácil for fazer isso mais alta a liquidez da aplicação O dinheiro de uma caderneta de poupança é muito simples de ser sacado enquanto um imóvel precisa de um comprador interessado Dentro da gestão de riscos quis são os perfis dos investidores que podemos identificar O perfil do investidor é considerado uma das mais importantes variáveis a serem consideradas na gestão de riscos haja vista que em detrimento do perfil associamos as características do cenário envolvido tais como situação cambial tendência do mercado e questões políticas Neste contexto o perfil escolhido deve estar em estrita consonância com os demais fatores Vamos abaixo realizar a delimitação dos perfis dos investidores Perfil conservador Prefere investimentos de baixo risco mesmo sabendo que a rentabilidade é menor Prioriza a liquidez e costuma fazer o saque dos recursos em pouco tempo A caderneta de poupança e os títulos públicos são as aplicações mais comuns Perfil Moderado Como o próprio nome diz esse perfil escolhe investimentos de risco moderado e deixa o dinheiro investido por mais tempo Geralmente opta por ações de empresas tradicionais e confiáveis e títulos de bancos privados estabelecidos no mercado Perfil arrojado Esse perfil não hesita em dar preferência a investimentos de alto risco mirando a oportunidade de bons ganhos É comum que esse perfil de investidor espalhe seus recursos em diversas aplicações na expectativa de que os ganhos de algumas delas cubram os custos dos demais investimentos Isso confirma que ele não faz questão de sacar o dinheiro em prazos muito pequenos Assim destacase a importância de conhecer e respeitar o perfil do investidor e de ter uma carteira de investimentos diversificada Não existe o melhor investimento o que existe é o investimento mais adequado a um objetivo e perfil de risco Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escriturais ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwrinting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não puderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA Aluno Matrícula Curso Disciplina Gestão de Riscos ANÁLISE DA EMPRESA ALBATROZ SA Quando uma empresa considera realizar um investimento ela se depara com a necessidade de avaliar cuidadosamente os riscos envolvidos em relação aos retornos esperados Esta relação entre risco e retorno é fundamental quanto maior o retorno potencial de um projeto ou investimento maior é o risco associado a ele Portanto é crucial realizar uma análise meticulosa para mitigar possíveis perdas de capital A relação entre risco e retorno pode ser quantificada através da alavancagem pois quanto maior a alavancagem maior o retorno mas também maior é o risco de dívidas Existem dois tipos principais de alavancagem utilizados pelas empresas alavancagem financeira e alavancagem operacional A alavancagem financeira avalia como as mudanças nos resultados são afetadas pelas dívidas e suas despesas financeiras enquanto a alavancagem operacional examina o impacto dos custos fixos nas vendas Portanto é essencial encontrar um equilíbrio adequado na estrutura de capital da empresa para garantir uma gestão eficaz do risco e do retorno A estrutura de capital de uma empresa é composta por capital de terceiros e capital próprio O capital de terceiros engloba tanto o passivo circulante que são obrigações de curto prazo vencendo em até 12 meses como salários e contas a pagar quanto o passivo não circulante representando obrigações de longo prazo como empréstimos e financiamentos Já o capital próprio abrange as contas do patrimônio líquido que corresponde aos recursos próprios da empresa calculado pela diferença entre ativos e passivos É importante manter uma estrutura de capital equilibrada pois influencia diretamente situação financeira e a capacidade de investimento A Albatroz SA apresenta uma estrutura de capital desequilibrada com um capital de terceiros significativamente maior do que o capital próprio Isso se reflete na participação do capital de terceiros que representa 9841 do capital total aumentando o risco de insolvência para a empresa Recomendo que a empresa reavalie suas estratégias de vendas para aumentar a geração de capital próprio reduzindo assim a dependência de financiamento externo Além disso pode ser benéfico buscar prazos mais longos para pagamento de dívidas visando melhorar o desempenho financeiro e operacional Referências Bibliográficas Libaldi Neto PedroGestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 Treasy Alavancagem Financeira e Operacional crescer com capital de bancos e investidores é uma boa opção Disponível em httpswwwtreasycombrblogalavancagemfinanceiraoperacional Acesso em 10 de fev 2024

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gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escriturais ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwriting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não poderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 A TAXA DE RETORNO NO TEMPO t Kt Pt Pt1 FCt Pt1 x100 Exemplo O retorno da empresa A foi de R 75000 e da empresa B foi de R 80000 No entanto a taxa de retorno da empresa A foi maior que da B o que indica que a empresa A é mais rentável que a empresa B Isso ocorreu porque apesar de os investimentos iniciais serem de valores muito próximos o investimento inicial da empresa B foi superior ao investimento da empresa A A B Preço inicial do ativo R 60000 R 65000 Preço atual do ativo R 65000 R 70000 Receita líquida no período R 70000 R 75000 Retorno Rta R 65000 R 60000 R 70000 R 75000 Rtb R 70000 R 65000 R 75000 R 80000 Taxa de retorno Kta R 65000 R 60000 R 70000 R 60000 x 100 125 Ktb R 70000 R 65000 R 75000 R 65000 x 100 12307 SÉRIE HISTÓRICA DE RETORNOS K ΣK1 n média dos retornos onde K retorno médio de uma carteira ΣKj somatório dos retornos da carteira n quantidade de períodos dos retornos RETORNO MÉDIO K 7 8 65 75 4 725 aa SÉRIE DE RETORNOS E FREQUÊNCIAS K ΣKjfj Σfj média ponderada dos retornos Segundo Lemes Junior 2010 certo cidadão investiu recursos durante dez meses e verificou que por 2 meses a taxa de rentabilidade foi de 7 aa por 3 meses foi de 8 aa por 4 meses a taxa foi de 65 aa e por 1 mês a taxa foi de 9 aa Que retorno médio obteve o cidadão na sua aplicação KJ são as taxas de retorno de 7 8 65 e 9 aa fJ número de meses em que ocorreu a respectiva taxa 2 3 4 e 1 ΣfJ somatório das frequências que as taxas ocorreram 2 3 4 1 10 Assim sendo Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Distribuição de probabilidades e retorno OBJETIVO Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a metodologia de probabilidades de acontecimentos dos riscos e caso ocorram as possibilidades de resolução ou diminuição do impacto destas situações Estas técnicas serão de fundamental importância nas rotinas de operações junto ao mercado financeiro As pessoas que tentaram técnicas de resolutividade sem a devida instrução tiveram problemas ao mensurar a gravidade e potencialidade dos riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Acerca da distribuição de probabilidades temos a opção de diferir isto é uma opção que delimita o momento mais ideal para um investimento que possa gerar mais lucros Se analisarmos um investimento de forma tradicional esta análise poderá definir uma política não muito interessante para os investidores Contudo ao adotarmos um intervalo de espera este período poderá proporcionar mais interesses aos investidores Existem as seguintes premissas abordadas sobre as opções de abandono de investimento são elas Opção de Abandono Se as condições futuras se tornam desfavoráveis ao projeto podese abandonar o negócio e vender os ativos a um valor de salvamento preestabelecido Esta opção é modelada analogamente a uma opção de venda put financeira Para estimar o valor desta opção assumase que VPt é o valor do projeto no período t e A é o valor de abandono ou de salvamento do projeto naquele mesmo período que viria a ser o preço de exercício Se o valor do projeto for maior que o seu valor de abandono o projeto deve ser continuado no caso contrário a opção deverá ser exercida Assim o valor da opção seria 0 se VPt A ou A VPt se VPt A Empregando a função Máximo a Opção de Abandono se representaria MaxA VPt 0 Opção de Contração Esta opção dá o direito de reduzir uma parte da capacidade do investimento O valor futuro do ativo se reduz mas em troca se consegue poupar uma quantidade de dinheiro em perdas que o projeto original estaria gerando no momento em que se opta pela contração A sua modelagem desta opção é semelhante a uma opção de venda put financeira com valor do ativo subjacente igual ao valor da redução feita no projeto este foi contraído por um fator de contração c 01 e com preço de exercício igual à poupança obtida B Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Contração seria Max cVPtB VPt 0 MaxB 1cVPt 0 Opção de Expansão Se o projeto resultou ser melhor do que o esperado esta opção dá o direito de ampliar a capacidade do projeto original Assim o valor do ativo subjacente se incrementa mas é necessário fazer previamente um investimento adicional ao realizado no início do projeto A sua modelagem é semelhante a uma opção de compra call financeira tendo como valor do ativo subjacente o valor adicional ganho no projeto pela expansão o projeto foi ampliado por um fator de expansão e 1 e preço de exercício é igual ao investimento Y realizado para conseguir esta expansão Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Expansão seria Max eVPtY VPt 0 Maxe1VPt Y0 Opções Compostas As Opções Compostas constituem uma combinação de opções simples que podem ser realizadas simultaneamente ou em forma sequencial Por exemplo uma firma que investe em Pesquisa e Desenvolvimento pode precisar um tempo inicial para obter resultados de provas preliminares antes de realizar o projeto em si logo pode decidir por expandir contrair ou abandonar o projeto em função da informação obtida pela espera É muito provável na prática encontrar sempre mais do que uma só opção por exercer Opções Switching As opções de tipo switching fornecem ao possuidor o direito de mudar entre distintos tipos de recursos ativos ou tecnologia Também permitem iniciar e encerrar operações ou entrar e sair de um determinado ramo de atividades Esta alta flexibilidade no transcorrer do projeto acrescenta valor a ele no caso que o valor de alguma das escolhas se torne mais rentável no futuro Opções de Aprendizagem Nas opções que se têm descrito anteriormente considerase que à medida que passa o tempo as incertezas em relação ao valor do ativo e a possibilidade de exercer ou não a opção vão se revelando No entanto em muitas situações a incerteza não se resolve por si só Outra ferramenta bastante utilizada no teste de viabilidade de investimentos é o Índice de Sharpe IS Mesmo tendo sido formulado em 1966 por William Sharpe este índice ainda contribui sobremaneira para métodos e estudos do mercado de investimentos O IS é estruturado na técnica de seleção de carteiras e é definido pela seguinte equação Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 é possível haver arbitragem no mercado Sendo assim não há obtenção de retorno positivo sem utilizar riqueza e sem incorrer em risco Na tabela abaixo mostraremos os pontos relativos do APT Tabela 1 Pontos relativos do APT Investidores Têm expectativas homogêneas em relação ao retorno dos ativos explicado pelo modelo de k fatores Mercado É perfeitamente competitivo e não existem custos de transação Ativos Número de ativos n deve ser muito superior ao número de fatores λ O erro εi deve ser o risco não sistemático do ativo i Os erros εi de cada ativo devem ser independentes dos fatores Os erros εi de cada ativo devem ser independentes entre si Fonte Adaptado pelo autor Assim como visto em todo o co n teúdo o risco associado relacionado ao retorno dos ativos se divide em dois conceitos Risco sistemático Evidencia o número de fatores em comum que influencia outros ativos e mensura a reação dos ativos em detrimento a outros fatores Risco não sistemático Tem o escopo num campo menor podendo ocasionar impactos em apenas um investimento Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Value at risk VaR OBJETIVO Ao término deste capítulo você compreenderá a utilização do modelo VaR quando da quantificação dos riscos envolvidos Neste sentido você também conhecerá os fatores e todos os envolvidos nas análises com a métrica Var E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante De acordo com Gollub 1997 o objetivo fundamental dos métodos Value At Risk VaR é a quantificação dos riscos de mercado Qualquer que seja a métrica adotada a quantificação em si prestase conceitualmente como instrumento de vários propósitos Dentre algumas das finalidades podemos propor as seguintes Relatórios Gerenciais Informar a alta administração dos riscos em curso por parte das operações comerciais e de investimento Comunicar aos acionistas em termos não técnicos os presentes riscos financeiros da empresa e Demonstrativos econômicofinanceiros que incorpo ram quantificação de riscos financeiros segundo os pre ceitos normativos e padrões recomendados Alocação de Recursos Estabelecer limites máximos de posição para os opera dores perspectiva do controle operacional Orientar na partição dos recursos limitados de capital e Auxiliar na decomposição incremental dos riscos refletidos na exposição total da empresa perfil de concentração por fator de risco Avaliação de desempenho Administrar os incentivos adequados na tomada individual de posição por parte dos operadores tendo em vista o capital total associado em risco perspectiva da remuneração Figura 3 Aplicação do VaR por parte das Instituições Financeiras Gestão centralizada de riscos de portfolios compostos de grande variedade e complexidade de instrumentos financeiros Planejamento tático de operações de engenharia financeira Quantificação do risco de crédito de contrapartes Fonte Adaptado pelo autor Ainda no quesito de agentes operadores de derivativos temos que Gollub 1997 p 17 estabelece a atuação destes da seguinte maneira Agentes reguladores Definição de critérios para o estabelecimento de reservas mínimas de capital para garantia da integridade financeira das instituições reguladas risco sistêmico dentro de limites considerados aceitáveis Empresas não financeiras Gestão centralizada de riscos de mercado em organizações atuantes simultaneamente em diversos mercados mundiais eg operações globalizadas de multinacionais sujeitas ao risco de câmbio Estabelecimento de políticas de hedging no caso de portfólio de pequena complexidade Administradoras de Fundos de Investimento Explicitação dos riscos de portfolios de investidores institucionais desmembrados por tipo ou classe de ativos por gestor por fator de risco etc Dada a conceituação da métrica VaR eis que o seu conceito é definido da seguinte forma Dado um determinado portfólio de instrumentos financeiros quaisquer no instante de tempo t0 Conhecida a função de densidade de probabilidade fdp dos valores de mercado V desse portfólio em determinado instante de tempo t1 futuro Dado um valor qualquer do portfólio denominado de valor de referência e denotado por Vref e Um valor percentual α com 0 α 100 VaR Vref V onde o valor V satisfaz a PVV α PVV fdpVdV Denominase o intervalo de tempo t1 to de horizonte temporal da métrica isto é a perda que o portfólio pode vir a incorrer em relação a Vref ao final do horizonte temporal estabelecido é maior do que o montante VaR com probabilidade de α de ocorrer e a clareza e a simplicidade dessa definição escondem dificuldades de implementação que conforme a escolha de Vref obtemos novas designações para o correspondente valor Gollub 1997 Seguindo a descrição Gollub 1997 referência o valor do portfólio em to Vo V to então teremos VaR Absolute Vo VI Num segundo ponto Caso o valor de referência seja o Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Em se tratando de variáveis dos fatores de risco destacamos a presença de estimativas baseadas em cenários que possam propiciar a combinação de valores de taxas e preços Entretanto Gollub 1997 p 25 assevera que Compromissos de custos vs benefícios são diferentes para cada participante do mercado dependendo de sua posição nos vários mercados participados o número e os tipos de instrumentos negociados Diferentes escolhas podem ser feitas mesmo em diferentes níveis de uma organização dependendo dos objetivos Enquanto a mesa de operações de um banco pode precisar a estimação de risco envolvendo simulação sobre um portfólio relativamente pequeno a alta administração pode optar por uma abordagem analítica que seja tanto oportuna e eficiente do ponto de vista de custos É importante para a alta administração distinguir a ordem de grandeza de um risco se de 5 ou de 50 milhões porém é irrelevante fazer a distinção de acuracidade entre ser 20 ou 21 milhões desde que é claro os custos esforços e requisitos de acuracidade e oportunidade de cada abordagem sejam suficientemente díspares para merecerem a consistente ponderação Podese considerar que a análise de cenário traz uma importante representatividade na utilização do VaR Desta feita os fatores analisados devem ser escolhidos em função das perspectivas escolhidas isto é o foco a ser utilizado depende de Tendência de mercado Políticas fiscais e cambiais e Personalidade dos investidores Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Em detrimento da quantificação de subsistemas VaR toda a cultura e tecnologia da instituição devem estar alinhadas e por conseguinte todo o aparato tecnológico se faz necessário para o bem resultado das ferramentas de análise Mesa de operações usados pelos operadores para avaliar fechar e acompanhar suas operações Back office usados para a liquidação das transações envolvidas em cada operação fechada verificação de detalhes lançamento e notificação das partes e devido registro nos livros da instituição Muito embora haja uma forte percepção sobre a utilização dos recursos tecnológicos quanto à sistemática utilizada de modo a auxiliar na quantificação de riscos Verificase que o portfólio representativo do comprometimento do conjunto exaustivo de todos os ativos financeiros em carteira pela organização resulta na quantificação e decorrente verificação dos riscos inerentes à identidade bem como sua exposição Desta feita os riscos inerentes são inseridos no rol de explanação dado por Gollub 1997 da seguinte forma Risco de evento extraordinário e de estabilidade A principal desvantagem dos modelos baseados em dados históricos é a hipótese de que o passado recente é uma boa projeção da aleatoriedade futura Não há obviamente garantia que o futuro não contenha surpresas As surpresas podem tomar duas formas por eventos extraordinários únicos tais como a desvalorização ou moratória ou mudanças estruturais a libra sair do EMS O risco de estabilidade resulta da hipótese de parâmetros serem constantes no tempo e em geral é uma simplificação que não subsiste em situações incomuns de mercado por conta de eventos extraordinários Modelos que tomam volatilidades implícitas como parâmetro são obviamente mais imunes a este risco Risco de transição ocorre quando há uma nova política uma nova regulamentação a implementação de um novo sistema a expansão em novos mercados ou produtos ou uma mudança organizacional entre outros exemplos de transições abruptas que introduzem novos fatores de risco Risco de extrapolação ocorre quando se extrapola riscos diários para a estimação de riscos em horizontes mais longos As hipóteses para a estimativa extrapolada podem não ser verdadeiras ou razoáveis Risco do algoritmo ocorre quando o modelo escolhido resulta impreciso ou inadequado para sua aplicação nas condições efetivas de mercado Este é o risco de modelagem em sua forma mais pura Risco de estimação de parâmetros resulta da imprecisão na quantificação dos parâmetros em geral pela incapacidade de se observar diretamente seus valores reais e portanto há necessidade de se usar proxies além de incorrer em erros aleatórios devidos a variações de amostras e eventualmente introduzir correlações espúrias não detectadas entre parâmetros Risco de levantamento de dados ocorre quando se usa um conjunto particular de dados escolhido arbitrariamente ou obtido por amostragem viesada porém não representativo da generalidade intrínseca da variável Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Abordagens Aumento da qualidade e do requerimento de capital Maior cobertura de riscos especialmente no mercado de capitais Definição de um nível de alavancagem equilibrado Colchões de capital construídos em períodos de crescimento para serem aplicados em períodos de estresse Padrões mínimos para gestão de liquidez no curto prazo curto período de estresse e no longo prazo funding Padrões de supervisão e práticas de disclosure mais rigorosos Segundo a Price Waterhouse Coopers 2013 as principais características do Acordo de Basileia III são Elevar a qualidade consistência e transparência da base de capital por meio de regras mais rígidas relacionadas à elegibilidade de instrumentos a serem considerados no capital Reduzir próciclicalidade por meio de parcelas adicionais de capital Endereçar risco sistêmico Complementar requerimento de capital baseado em risco com um índice de alavancagem Aprimorar a cobertura de riscos por meio do fortalecimento das exigências de capital para riscos de crédito de contraparte existente em derivativos operações de recompra e outros Introduzir novos padrões de gestão de liquidez incluindo testes de estresse para os índices propostos Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Para uma melhor elucidação das alterações do Acordo de Basileia III fazse necessário a explicação pormenorizada abaixo Ágios e ativos Os ágios pagos e os ativos intangíveis constituídos antes de out13 não amortizados integralmente até dez17 devem ser deduzidos na apuração do Capital Principal a partir de jan18 Ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido líquidos de passivos fiscais diferidos a ele associados aos quais a instituição financeira não tenha acesso irrestrito Ativos permanentes diferidos Instrumentos de captação emitidos por outras instituições financeiras Instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil Créditos tributários Não devem ser deduzidas posições individuais limitadas a 10 e de forma agregada limitadas a 15 do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participações minoritárias superiores a 10 e créditos tributários Não devem ser deduzidos os créditos decorrentes de diferenças temporárias oriundos de provisões para crédito de liquidação duvidosa Medida Provisória nº608 Facultado a dedução do valor das obrigações fiscais diferidas da mesma ou das entidades pertencentes ao mesmo conglomerado com exceção das obrigações fiscais associadas a ágios pagos na aquisição de investimentos com fundamento em expectativa de rentabilidade futura e ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido Participações do capital de entidade assemelhadas e não consolidadas Valor agregado das participações inferiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas que exceda 10 do valor apurado capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Participações diretas ou indiretas superiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas Dedução individual agregada limitada a 10 e 15 respectivamente do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Entidades assemelhadas 1 Administradoras de consórcio 2 Instituições de pagamento emissora ou credenciadora de cartão de crédito 3 Sociedades que realizem aquisição de operações de crédito 4 Sociedades seguradoras resseguradoras sociedades de capitalização e de entidades abertas de previdência complementar 5 Fundos de investimento nos quais as entidades integrantes do conglomerado assumam ou retenham substancialmente riscos e benefícios e 6 Outras pessoas jurídicas sediadas no País que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas nos incisos de I a IV Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Para tanto realizaremos alguns questionamentos que nos remeterão aos enunciados abordados na matéria Por que é extremamente importante a adoção da Gestão de Riscos em investimentos Como visto na implementação de uma gestão de riscos eficiente é praticamente nula a possibilidade de se eliminar todos os riscos sistemáticos e não sistemáticos Desta feita ao utilizarmos as ferramentas adequadas poderemos reduzir a quantidade de riscos envolvida nos investimentos De modo que a prática de investir se torne mais clara e segura Como realizar a gestão de investimentos No cenário atual existem várias técnicas fórmulas matemáticas e métodos para serem aplicadas Dentre as disponíveis e que selecionamos é o valueatRisk VaR agregado ao RiskMetrics cujos resultados podem possibilitar uma decisão mais assertiva e mais precisa O VaR busca minimizar eventuais perdas bem como apresentar eventuais ameaças e oportunidades ao gestor de investimentos Quais são os parâmetros entre risco e retorno O principal fator no cálculo entre risco e retorno é a proporção de que quanto maior o risco maior também será o retorno No mercado de capitais principalmente no mercado primário os investimentos de maior retorno e menor horizonte de tempo apresentam um grau de risco muito elevado Sendo necessária uma análise em detrimento da grande possibilidade de perda Um bom exemplo de investimento de alto risco são as ações haja vista a enorme gama de riscos que podem afetálas Quais riscos podem ser considerados A principal classificação aborda os conceitos de sistêmicos e não sistêmicos para tanto iremos dividir em subclassificações na tabela abaixo Risco de Mercado O risco de mercado está ligado às mudanças de preços e variações de indicadores econômicos que atingem todo o mercado como o preço do dólar ou a taxa de juros Por isso também é conhecido como risco sistêmico Ele é o mais percebido pelos investidores e todas as formas de investimento são afetadas de alguma maneira por ele Risco do Ativo O risco do ativo está relacionado apenas às especificidades de cada investimento Por exemplo ao investir em ações de uma mineradora a variação dos preços dos minérios passa a ser um risco que deve ser avaliado constantemente Risco de Crédito O risco de crédito diz respeito à possibilidade de uma empresa ou instituição financeira quebrar ou dar calote Assim quem tem dinheiro investido nela está arriscado a perder parte ou o total dos valores Risco de Liquidez O risco de liquidez estima a facilidade em resgatar um investimento Quanto mais fácil for fazer isso mais alta a liquidez da aplicação O dinheiro de uma caderneta de poupança é muito simples de ser sacado enquanto um imóvel precisa de um comprador interessado Fonte O autor Dentro da gestão de riscos quis são os perfis dos investidores que podemos identificar O perfil do investidor é considerado uma das mais importantes variáveis a serem consideradas na gestão de riscos haja vista que em detrimento do perfil associamos as características do cenário envolvido tais como situação cambial tendência do mercado e questões políticas Neste contexto o perfil escolhido deve estar em estrita consonância com os demais fatores Vamos abaixo realizar a delimitação dos perfis dos investidores Perfil conservador Prefere investimentos de baixo risco mesmo sabendo que a rentabilidade é menor Prioriza a liquidez e costuma fazer o saque dos recursos em pouco tempo A caderneta de poupança e os títulos públicos são as aplicações mais comuns Perfil Moderado Como o próprio nome diz esse perfil escolhe investimentos de risco moderado e deixa o dinheiro investido por mais tempo Geralmente opta por ações de empresas tradicionais e confiáveis e títulos de bancos privados estabelecidos no mercado Perfil arrojado Esse perfil não hesita em dar preferência a investimentos de alto risco mirando a oportunidade de bons ganhos É comum que esse perfil de investidor espalhe seus recursos em diversas aplicações na expectativa de que os ganhos de algumas delas cubram os custos dos demais investimentos Isso confirma que ele não faz questão de sacar o dinheiro em prazos muito pequenos Assim destacase a importância de conhecer e respeitar o perfil do investidor e de ter uma carteira de investimentos diversificada Não existe o melhor investimento o que existe é o investimento mais adequado a um objetivo e perfil de risco Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escrituras ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwriting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Figura 4 Sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não puderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 A TAXA DE RETORNO NO TEMPO t Kt Pt Pt1 FCt Pt1 x 100 Exemplo O retorno da empresa A foi de R 75000 e da empresa B foi de R 80000 No entanto a taxa de retorno da empresa A foi maior que da B o que indica que a empresa A é mais rentável que a empresa B Isso ocorreu porque apesar de os investimentos iniciais serem de valores muito próximos o investimento inicial da empresa B foi superior ao investimento da empresa A A B Preço inicial do ativo R 60000 R 65000 Preço atual do ativo R 65000 R 70000 Receita líquida no período R 70000 R 75000 Retorno Rta R 65000 R 60000 R 70000 R 75000 Rtb R 70000 R 65000 R 75000 R 80000 Taxa de retorno Kta R 65000 R 60000 R 70000 R 60000 x 100 125 Ktb R 70000 R 65000 R 75000 R 65000 x 100 12307 SÉRIE HISTÓRICA DE RETORNOS K ΣK₁n média dos retornos onde K retorno médio de uma carteira ΣKj somatório dos retornos da carteira n quantidade de períodos dos retornos RETORNO MÉDIO K 7 8 65 75 4 725 aa SÉRIE DE RETORNOS E FREQUÊNCIAS K ΣKjfj Σfj média ponderada dos retornos Segundo Lemes Junior 2010 certo cidadão investiu recursos durante dez meses e verificou que por 2 meses a taxa de rentabilidade foi de 7 aa por 3 meses foi de 8 aa por 4 meses a taxa foi de 65 aa e por 1 mês a taxa foi de 9 aa Que retorno médio obteve o cidadão na sua aplicação KJ são as taxas de retorno de 7 8 65 e 9 aa fJ número de meses em que ocorreu a respectiva taxa 2 3 4 e 1 ΣfJ somatório das frequências que as taxas ocorreram 2 3 4 1 10 Assim sendo Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Distribuição de probabilidades e retorno OBJETIVO Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a metodologia de probabilidades de acontecimentos dos riscos e caso ocorram as possibilidades de resolução ou diminuição do impacto destas situações Estas técnicas serão de fundamental importância nas rotinas de operações junto ao mercado financeiro As pessoas que tentaram técnicas de resolutividade sem a devida instrução tiveram problemas ao mensurar a gravidade e potencialidade dos riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Acerca da distribuição de probabilidades temos a opção de diferir isto é uma opção que delimita o momento mais ideal para um investimento que possa gerar mais lucros Se analisarmos um investimento de forma tradicional esta análise poderá definir uma política não muito interessante para os investidores Contudo ao adotarmos um intervalo de espera este período poderá proporcionar mais interesses aos investidores Existem as seguintes premissas abordadas sobre as opções de abandono de investimento são elas Opção de Abandono Se as condições futuras se tornam desfavoráveis ao projeto podese abandonar o negócio e vender os ativos a um valor de salvamento preestabelecido Esta opção é modelada analogamente a uma opção de venda put financeira Para estimar o valor desta opção assumase que VPt é o valor do projeto no período t e A é o valor de abandono ou de salvamento do projeto naquele mesmo período que viria a ser o preço de exercício Se o valor do projeto for maior que o seu valor de abandono o projeto deve ser continuado no caso contrário a opção deverá ser exercida Assim o valor da opção seria 0 se VPt A ou A VPt se VPt A Empregando a função Máximo a Opção de Abandono se representaria MaxA VPt 0 Opção de Contração Esta opção dá o direito de reduzir uma parte da capacidade do investimento O valor futuro do ativo se reduz mas em troca se consegue poupar uma quantidade de dinheiro em perdas que o projeto original estaria gerando no momento em que se opta pela contração A sua modelagem desta opção é semelhante a uma opção de venda put financeira com valor do ativo subjacente igual ao valor da redução feita no projeto este foi contraído por um fator de contração c 01 e com preço de exercício igual à poupança obtida B Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Contração seria Max cVPtB VPt 0 MaxB 1cVPt 0 Opção de Expansão Se o projeto resultou ser melhor do que o esperado esta opção dá o direito de ampliar a capacidade do projeto original Assim o valor do ativo subjacente se incrementa mas é necessário fazer previamente um investimento adicional ao realizado no início do projeto A sua modelagem é semelhante a uma opção de compra call financeira tendo como valor do ativo subjacente o valor adicional ganho no projeto pela expansão o projeto foi ampliado por um fator de expansão e 1 e preço de exercício é igual ao investimento Y realizado para conseguir esta expansão Assim seja VPt o valor total do projeto no período t o valor da Opção de Expansão seria Max eVPtY VPt 0 Maxe1VPt Y0 Opções Compostas As Opções Compostas constituem uma combinação de opções simples que podem ser realizadas simultaneamente ou em forma sequencial Por exemplo uma firma que investe em Pesquisa e Desenvolvimento pode precisar um tempo inicial para obter resultados de provas preliminares antes de realizar o projeto em si logo pode decidir por expandir contrair ou abandonar o projeto em função da informação obtida pela espera É muito provável na prática encontrar sempre mais do que uma só opção por exercer Opções Switching As opções de tipo switching fornecem ao possuidor o direito de mudar entre distintos tipos de recursos ativos ou tecnologia Também permitem iniciar e encerrar operações ou entrar e sair de um determinado ramo de atividades Esta alta flexibilidade no transcorrer do projeto acrescenta valor a ele no caso que o valor de alguma das escolhas se torne mais rentável no futuro Opções de Aprendizagem Nas opções que se têm descrito anteriormente considerase que à medida que passa o tempo as incertezas em relação ao valor do ativo e a possibilidade de exercer ou não a opção vão se revelando No entanto em muitas situações a incerteza não se resolve por si só Outra ferramenta bastante utilizada no teste de viabilidade de investimentos é o Índice de Sharpe IS Mesmo tendo sido formulado em 1966 por William Sharpe este índice ainda contribui sobremaneira para métodos e estudos do mercado de investimentos O IS é estruturado na técnica de seleção de carteiras e é definido pela seguinte equação Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 é possível haver arbitragem no mercado Sendo assim não há obtenção de retorno positivo sem utilizar riqueza e sem incorrer em risco Na tabela abaixo mostraremos os pontos relativos do APT Tabela 1 Pontos relativos do APT Investidores Têm expectativas homogêneas em relação ao retorno dos ativos explicado pelo modelo de k fatores Mercado É perfeitamente competitivo e não existem custos de transação Ativos Número de ativos n deve ser muito superior ao número de fatores λ O erro εi deve ser o risco não sistemático do ativo i Os erros εi de cada ativo devem ser independentes dos fatores Os erros εi de cada ativo devem ser independentes entre si Fonte Adaptado pelo autor Assim como visto em todo o conteúdo o risco associado relacionado ao retorno dos ativos se divide em dois conceitos Risco sistemático Evidencia o número de fatores em comum que influencia outros ativos e mensura a reação dos ativos em detrimento a outros fatores Risco não sistemático Tem o escopo num campo menor podendo ocasionar impactos em apenas um investimento Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Value at risk VaR OBJETIVO Ao término deste capítulo você compreenderá a utilização do modelo VaR quando da quantificação dos riscos envolvidos Neste sentido você também conhecerá os fatores e todos os envolvidos nas análises com a métrica Var E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante De acordo com Gollub 1997 o objetivo fundamental dos métodos Value At Risk VaR é a quantificação dos riscos de mercado Qualquer que seja a métrica adotada a quantificação em si prestase conceitualmente como instrumento de vários propósitos Dentre algumas das finalidades podemos propor as seguintes Relatórios Gerenciais Informar a alta administração dos riscos em curso por parte das operações comerciais e de investimento Comunicar aos acionistas em termos não técnicos os presentes riscos financeiros da empresa e Demonstrativos econômicofinanceiros que incorporam quantificação de riscos financeiros segundo os preceitos normativos e padrões recomendados Alocação de Recursos Estabelecer limites máximos de posição para os operadores perspectiva do controle operacional Orientar na partição dos recursos limitados de capital e Auxiliar na decomposição incremental dos riscos refletidos na exposição total da empresa perfil de concentração por fator de risco Avaliação de desempenho Administrar os incentivos adequados na tomada individual de posição por parte dos operadores tendo em vista o capital total associado em risco perspectiva da remuneração Figura 3 Aplicação do VaR por parte das Instituições Financeiras Gestão centralizada de riscos de portfolios compostos de grande variedade e complexidade de instrumentos financeiros Planejamento tático de operações de engenharia financeira Quantificação do risco de crédito de contrapartes Fonte Adaptado pelo autor Ainda no quesito de agentes operadores de derivativos temos que Gollub 1997 p 17 estabelece a atuação destes da seguinte maneira Agentes reguladores Definição de critérios para o estabelecimento de reservas mínimas de capital para garantia da integridade financeira das instituições reguladas risco sistêmico dentro de limites considerados aceitáveis Empresas não financeiras Gestão centralizada de riscos de mercado em organizações atuantes simultaneamente em diversos mercados mundiais eg operações globalizadas de multinacionais sujeitas ao risco de câmbio Estabelecimento de políticas de hedging no caso de portfólio de pequena complexidade Administradoras de Fundos de Investimento Explicitação dos riscos de portfolios de investidores institucionais desmembrados por tipo ou classe de ativos por gestor por fator de risco etc Dada a conceituação da métrica VaR eis que o seu conceito é definido da seguinte forma Dado um determinado portfólio de instrumentos financeiros quaisquer no instante de tempo t0 Conhecida a função de densidade de probabilidade fdp dos valores de mercado V desse portfólio em determinado instante de tempo t1 futuro Dado um valor qualquer do portfólio denominado de valor de referência e denotado por Vref e Um valor percentual α com 0 α 100 VaR Vref V onde o valor V satisfaz a PV V α PV V fdp V dV de até V Denominase o intervalo de tempo t1 to de horizonte temporal da métrica isto é a perda que o portfólio pode vir a incorrer em relação a Vref ao final do horizonte temporal estabelecido é maior do que o montante VaR com probabilidade de α de ocorrer e a clareza e a simplicidade dessa definição escondem dificuldades de implementação que conforme a escolha de Vref obtemos novas designações para o correspondente valor Gollub 1997 Seguindo a descrição Gollub 1997 referencia o valor do portfólio em to Vo V to então teremos VaR Absolute Vo VI Num segundo ponto Caso o valor de referencia seja o Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Em se tratando de variáveis dos fatores de risco destacamos a presença de estimativas baseadas em cenário que possam propiciar a combinação de valores de taxas e preços Entretanto Gollub 1997 p 25 assevera que Compromissos de custos vs benefícios são diferentes para cada participante do mercado dependendo de sua posição nos vários mercados participados o número e os tipos de instrumentos negociados Diferentes escolhas podem ser feitas mesmo em diferentes níveis de uma organização dependendo dos objetivos Enquanto a mesa de operações de um banco pode precisar a estimação de risco envolvendo simulação sobre um portfólio relativamente pequeno a alta administração pode optar por uma abordagem analítica que seja tanto oportuna e eficiente do ponto de vista de custos É importante para a alta administração distinguir a ordem de grandeza de um risco se de 5 ou de 50 milhões porém é irrelevante fazer a distinção de acuracidade entre ser 20 ou 21 milhões desde que é claro os custos esforços e requisitos de acuracidade e oportunidade de cada abordagem sejam suficientemente díspares para merecerem a consistente ponderação Podese considerar que a análise de cenário traz uma importante representatividade na utilização do VaR Desta feita os fatores analisados devem ser escolhidos em função das perspectivas escolhidas isto é o foco a ser utilizado depende de Tendência de mercado Políticas fiscais e cambiais e Personalidade dos investidores Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Em detrimento da quantificação de subsistemas VaR toda a cultura e tecnologia da instituição devem estar alinhadas e por conseguinte todo o aparato tecnológico se faz necessário para o bem resultado das ferramentas de análise Figura 8 Componentes tecnológicos do VaR Mesa de operações usados pelos operadores para avaliar fechar e acompanhar suas operações Back office usados para a liquidação das transações envolvidas em cada operação fechada verificação de detalhes lançamento e notificação das partes e devido registro nos livros da instituição Fonte Adaptado pelo autor Muito embora haja uma forte percepção sobre a utilização dos recursos tecnológicos quanto à sistemática utilizada de modo a auxiliar na quantificação de riscos Verificase que o portfólio representativo do comprometimento do conjunto exaustivo de todos os ativos financeiros em carteira pela organização resulta na quantificação e decorrente verificação dos riscos inerentes à identidade bem como sua exposição Desta feita os riscos inerentes são inseridos no rol de explanação dado por Gollub 1997 da seguinte forma Risco de evento extraordinário e de estabilidade A principal desvantagem dos modelos baseados em dados históricos é a hipótese de que o passado recente é uma boa projeção da aleatoriedade futura Não há obviamente garantia que o futuro não contenha surpresas As surpresas podem tomar duas formas por eventos extraordinários únicos tais como a desvalorização ou moratória ou mudanças estruturais a libra sair do EMS O risco de estabilidade resulta da hipótese de parâmetros serem constantes no tempo e em geral é uma simplificação que não subsiste em situações incomuns de mercado por conta de eventos extraordinários Modelos que tomam volatilidades implícitas como parâmetro são obviamente mais imunes a este risco Risco de transição ocorre quando há uma nova política uma nova regulamentação a implementação de um novo sistema a expansão em novos mercados ou produtos ou uma mudança organizacional entre outros exemplos de transições abruptas que introduzem novos fatores de risco Risco de extrapolação ocorre quando se extrapola riscos diários para a estimação de riscos em horizontes mais longos As hipóteses para a estimativa extrapolada podem não ser verdadeiras ou razoáveis Risco do algoritmo ocorre quando o modelo escolhido resulta impreciso ou inadequado para sua aplicação nas condições efetivas de mercado Este é o risco de modelagem em sua forma mais pura Risco de estimação de parâmetros resulta da imprecisão na quantificação dos parâmetros em geral pela incapacidade de se observar diretamente seus valores reais e portanto há necessidade de se usar proxies além de incorrer em erros aleatórios devidos a variações de amostras e eventualmente introduzir correlações espúrias não detectadas entre parâmetros Risco de levantamento de dados ocorre quando se usa um conjunto particular de dados escolhido arbitrariamente ou obtido por amostragem viesada porém não representativo da generalidade intrínseca da variável Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Abordagens Aumento da qualidade e do requerimento de capital Maior cobertura de riscos especialmente no mercado de capitais Definição de um nível de alavancagem equilibrado Colchões de capital construídos em períodos de crescimento para serem aplicados em períodos de estresse Padrões mínimos para gestão de liquidez no curto prazo curto período de estresse e no longo prazo funding Padrões de supervisão e práticas de disclosure mais rigorosos Fonte Adaptado pelo autor Segundo a Price Waterhouse Coopers 2013 as principais características do Acordo de Basileia III são Elevar a qualidade consistência e transparência da base de capital por meio de regras mais rígidas relacionadas à elegibilidade de instrumentos a serem considerados no capital Reduzir próciclicidade por meio de parcelas adicionais de capital Endereçar risco sistêmico Complementar requerimento de capital baseado em risco com um índice de alavancagem Aprimorar a cobertura de riscos por meio do fortalecimento das exigências de capital para riscos de crédito de contraparte existente em derivativos operações de recompra e outros Introduzir novos padrões de gestão de liquidez incluindo testes de estresse para os índices propostos Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Para uma melhor elucidação das alterações do Acordo de Basileia III fazse necessário a explicação pormenorizada abaixo Ágios e ativos Os ágios pagos e os ativos intangíveis constituídos antes de out13 não amortizados integralmente até dez17 devem ser deduzidos na apuração do Capital Principal a partir de jan18 Ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido líquidos de passivos fiscais diferidos a ele associados aos quais a instituição financeira não tenha acesso irrestrito Ativos permanentes diferidos Instrumentos de captação emitidos por outras instituições financeiras Instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil Créditos tributários Não devem ser deduzidas posições individuais limitadas a 10 e de forma agregada limitadas a 15 do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participações minoritárias superiores a 10 e créditos tributários Não devem ser deduzidos os créditos decorrentes de diferenças temporárias oriundos de provisões para crédito de liquidação duvidosa Medida Provisória nº 608 Facultado a dedução do valor das obrigações fiscais diferidas da mesma ou das entidades pertencentes ao mesmo conglomerado com exceção das obrigações fiscais associadas a ágios pagos na aquisição de investimentos com fundamento em expectativa de rentabilidade futura e ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido Participações do capital de entidade assemelhadas e não consolidadas Valor agregado das participações inferiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas que exceda 10 do valor apurado capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Participações diretas ou indiretas superiores a 10 do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas Dedução individual agregada limitada a 10 e 15 respectivamente do capital principal desconsiderando a dedução dos valores referentes a participação minoritária e crédito tributários Entidades assemelhadas 1 Administradoras de consórcio 2 Instituições de pagamento emissora ou credenciadora de cartão de crédito 3 Sociedades que realizem aquisição de operações de crédito 4 Sociedades seguradoras resseguradoras sociedades de capitalização e de entidades abertas de previdência complementar 5 Fundos de investimento nos quais as entidades integrantes do conglomerado assumam ou retenham substancialmente riscos e benefícios e 6 Outras pessoas jurídicas sediadas no País que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas nos incisos de I a IV Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Para tanto realizaremos alguns questionamentos que nos remeterão aos enunciados abordados na matéria Por que é extremamente importante a adoção da Gestão de Riscos em investimentos Como visto na implementação de uma gestão de riscos eficiente é praticamente nula a possibilidade de se eliminar todos os riscos sistemáticos e não sistemáticos Desta feita ao utilizarmos as ferramentas adequadas poderemos reduzir a quantidade de riscos envolvida nos investimentos De modo que a prática de investir se torne mais clara e segura Como realizar a gestão de investimentos No cenário atual existem várias técnicas fórmulas matemáticas e métodos para serem aplicadas Dentre as disponíveis e que selecionamos é o valueatRisk VaR agregado ao RiskMetrics cujos resultados podem possibilitar uma decisão mais assertiva e mais precisa O VaR busca minimizar eventuais perdas bem como apresentar eventuais ameaças e oportunidades ao gestor de investimentos Quais são os parâmetros entre risco e retorno O principal fator no cálculo entre risco e retorno é a proporção de que quanto maior o risco maior também será o retorno No mercado de capitais principalmente no mercado primário os investimentos de maior retorno e menor horizonte de tempo apresentam um grau de risco muito elevado Sendo necessária uma análise em detrimento da grande possibilidade de perda Um bom exemplo de investimento de alto risco são as ações haja vista a enorme gama de riscos que podem afetalas Quais riscos podem ser considerados A principal classificação aborda os conceitos de sistêmicos e não sistêmicos para tanto iremos dividir em subclassificações na tabela abaixo Risco de Mercado O risco de mercado está ligado às mudanças de preços e variações de indicadores econômicos que atingem todo o mercado como o preço do dólar ou a taxa de juros Por isso também é conhecido como risco sistêmico Ele é o mais percebido pelos investidores e todas as formas de investimento são afetadas de alguma maneira por ele Risco do Ativo O risco do ativo está relacionado apenas às especificidades de cada investimento Por exemplo ao investir em ações de uma mineradora a variação dos preços dos minérios passa a ser um risco que deve ser avaliado constantemente Risco de Crédito O risco de crédito diz respeito à possibilidade de uma empresa ou instituição financeira quebrar ou dar calote Assim quem tem dinheiro investido nela está arriscado a perder parte ou o total dos valores Risco de Liquidez O risco de liquidez estima a facilidade em resgatar um investimento Quanto mais fácil for fazer isso mais alta a liquidez da aplicação O dinheiro de uma caderneta de poupança é muito simples de ser sacado enquanto um imóvel precisa de um comprador interessado Dentro da gestão de riscos quis são os perfis dos investidores que podemos identificar O perfil do investidor é considerado uma das mais importantes variáveis a serem consideradas na gestão de riscos haja vista que em detrimento do perfil associamos as características do cenário envolvido tais como situação cambial tendência do mercado e questões políticas Neste contexto o perfil escolhido deve estar em estrita consonância com os demais fatores Vamos abaixo realizar a delimitação dos perfis dos investidores Perfil conservador Prefere investimentos de baixo risco mesmo sabendo que a rentabilidade é menor Prioriza a liquidez e costuma fazer o saque dos recursos em pouco tempo A caderneta de poupança e os títulos públicos são as aplicações mais comuns Perfil Moderado Como o próprio nome diz esse perfil escolhe investimentos de risco moderado e deixa o dinheiro investido por mais tempo Geralmente opta por ações de empresas tradicionais e confiáveis e títulos de bancos privados estabelecidos no mercado Perfil arrojado Esse perfil não hesita em dar preferência a investimentos de alto risco mirando a oportunidade de bons ganhos É comum que esse perfil de investidor espalhe seus recursos em diversas aplicações na expectativa de que os ganhos de algumas delas cubram os custos dos demais investimentos Isso confirma que ele não faz questão de sacar o dinheiro em prazos muito pequenos Assim destacase a importância de conhecer e respeitar o perfil do investidor e de ter uma carteira de investimentos diversificada Não existe o melhor investimento o que existe é o investimento mais adequado a um objetivo e perfil de risco Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Para que haja movimentação financeira e consequentemente geração de dividendos Fazse necessário a captação de recursos e neste sentido temos que a fonte destes recursos podem ser consideradas internas e externas Vamos saber mais sobre elas Fontes Internas Lucros Retidos Podem ser considerados como uma emissão inteiramente subscrita pelos próprios acionistas que tenham direitos aos dividendos O impacto sobre o valor da empresa na distribuição de lucros é tema controverso Basicamente há duas correntes teóricas uma afirma que a política de dividendos é irrelevante o que importa é que a empresa tenha projetos rentáveis e a outra que dá importância à distribuição de dividendos alguns investidores preferem receber dividendos face às incertezas futuras Rotatividade do Crédito Uma empresa pode autofinanciar seu crescimento melhorando a relação entre o tempo de uso do capital próprio e o de terceiros Isso pode ser feito por exemplo reduzindo o período pelo qual o caixa da empresa está bloqueado em estoques e outros ativos correntes antes de ter novas receitas pelos produtos e serviços produzidos ou encurtando os prazos de recebimento e aumentando os de pagamento Fontes externas Recursos de terceiros O capital de terceiros inclui qualquer tipo de fundo obtido via empréstimo com ou sem concessão de garantias reais Dentre eles estão Debêntures são títulos emitidos por sociedades anônimas Caracterizamse por ter prazo superior a um ano e pela flexibilidade em relação a amortização e garantias Somente as companhias abertas com Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 No mercado primário temos a disponibilização de ações ou outros títulos que financiam as atividades das empresas ou a expansão destas bem como a complementação de recursos a serem utilizados pelas empresas No que tange ao mercado secundário este disponibiliza a negociação dos títulos captados no mercado primário sendo que nesta etapa não há geração de novos recursos restando apenas a negociação De acordo com a CVM 2017 as definições das ações podem ser Escriturais ações que não são representadas por certificados não necessitando da emissão de cautelas para sua transferência São escrituradas por um banco o qual deposita as ações da empresa e realiza os lançamentos a débito ou a crédito dos acionistas não existindo movimentação física dos documentos Ordinárias ações que além de proporcionarem participação nos resultados da empresa aos seus titulares conferem o direito a voto em assembleias gerais Preferenciais ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e no reembolso de capital no caso de dissolução da sociedade Em geral não conferem direito a voto em assembleia Ainda acerca das definições a BMF Bovespa 2017 apresenta o seguinte rol de divisão dos rendimentos aos acionistas Proventos os quais podem ser classificados em Dividendos parcela dos lucros paga aos acionistas em dinheiro estabelecida no estatuto da empresa no mínimo iguais a 25 dos lucros anuais da empresa Juros sobre o capital próprio além da distribuição de dividendos a empresa pode remunerar seus acionistas por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio baseado em reservas patrimoniais de lucros retidos em exercícios anteriores Esse procedimento segue regulamentação específica Bonificação em ações distribuição gratuita de ações aos acionistas de forma proporcional às parcelas que os mesmos possuem Resulta do aumento de capital por incorporação de reservas ou lucros em suspenso A bonificação representa a atualização da cota de participação do acionista no capital da empresa Bonificação em dinheiro além de distribuir os dividendos aos seus acionistas as empresas poderão em alguns casos conceder uma participação adicional nos lucros realizando assim uma bonificação em dinheiro Ao ser autorizada a emissão de ações ou debêntures as empresas realizam uma oferta pública de ações denominada de underwriting através dela os títulos são ofertados no mercado primário e em seguida instituições passam a adquirir estes títulos e os revendem no mercado secundário SAIBA MAIS A prática de underwriting ou subscrição ocorre quando ações ou obrigações são colocadas no mercado financeiro através de um intermediário financeiro contratado pela empresa que tenha esta intenção Estas operações também são consideradas como ofertas públicas de títulos e de títulos de crédito representativo de empréstimo em particular Para saber mais sobre essa prática acesse httpsbitly37a6i6P Apenas instituições autorizadas pelo BACEN podem realizar estes tipos de intermediação Continuando a falar sobre Underwrinting vamos agora falar sobre os tipos de subscrições são elas Underwriting firme ou puro Ocorre quando a intermediadora revende no mercado somente após esta subscrever e integralizar em sua totalidade Standby underwriting ou compromisso firme de subscrição Ocorre quando a instituição financeira intermediadora não assume um compromisso de integralizar as ações lançadas Bestefforts underwriting ou melhor esforço Ocorre quando a entidade intermediadora assume o compromisso de colocar no mercado o máximo de ações No final a empresa devolve as ações não comercializadas Veremos abaixo a sistemática da subscrição Decisão dos acionistas Aprovação legal CVM Colocação primária underwriting Oferta em bolsas de valores Fonte O autor Quando as empresas através de uma dispersão de ações chegam ao patamar da totalidade das ações serem emitidas esta se transforma em sociedade anônima de capital fechado De acordo com a CVM e a Lei das Sociedades Anônimas Lei nº 640476 as OPAs podem apresentar as seguintes características OPA para cancelamento de registro realizada obrigatoriamente como condição do cancelamento do registro de companhia aberta OPA por aumento de participação realizada obrigatoriamente em consequência de aumento da participação do acionista controlador no capital social de companhia aberta OPA por alienação de controle realizada obrigatoriamente como condição de eficácia de negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta OPA voluntária visa à aquisição de ações de emissão de companhia aberta que não deve ser realizada segundo os procedimentos específicos estabelecidos nesta Instrução para qualquer OPA obrigatória referida nos três casos anteriores OPA para aquisição de controle de companhia aberta é a OPA voluntária OPA concorrente é formulada por um terceiro que não o ofertante ou pessoa a ele vinculada e que tenha por objeto ações abrangidas por OPA já apresentada para registro perante a CVM ou por OPA não sujeita a registro que esteja em curso Para melhor compreensão resumimos na figura abaixo as características das OPAs Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Definições e tipos de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você terá conhecido as definições utilizadas na gestão de riscos e a sua aplicabilidade nas operações financeiras Conhecerá também quais são os tipos de riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Segundo o PMBOK 2004 os riscos podem ser classificados de acordo a sua natureza podendo ser divididos em Riscos de Projeto Podem causar sérios prejuízos se resultarem impactos nos custos e no cronograma de execução dos projetos Apresentam características operacionais organizacionais e relacionadas ao contrato em si assumem a classificação de humanos tempo e organizacional Haja vista o foco da sua utilização de recursos Riscos de Processos São localizados no planejamento do projeto na aquisição de recursos humanos ao longo do projeto no controle e acompanhamento e na segurança da qualidade Riscos Técnicos Estes têm conexão direta com o processo tecnológico que está sendo implementado no projeto Por se tratarem da qualidade do projeto uma falha no acompanhamento destes riscos afeta severamente a produtividade final Riscos de Negócio Considerado crucial para a consecução do projeto os riscos de negócio são considerados essenciais ao projeto pois estes podem acarretar na perda total do projeto caso esteja terminado ou interromper o andamento durante as fases de planejamento e execução Figura 6 Gerenciamento de riscos Fonte Freepik Ainda sobre tipos de riscos Bertolo 2016 p 8 adota as seguintes definições O risco de fluxo de caixa é o risco que os fluxos de caixa de um investimento não se materializarão como esperado Para muitos investimentos o risco de que os fluxos de caixa não puderem ser como o esperado no momento timing na quantidade ou ambos está relacionado ao risco do negócio do investimento O risco financeiro é o risco associado a como a companhia financia suas operações Se uma companhia financia com dívida ela é obrigada legalmente a pagar as quantias compreendidas de suas dívidas quando elas vencerem Se uma companhia financia seu negócio com capital próprio ou gerado das operações lucros retidos ou da emissão de novas ações ela não incorre em obrigações fixas Quanto mais obrigações de custo fixo dívida forem incorridas pela empresa maior é o seu risco financeiro Risco financeiro operacional e grau de alavancagem operacional dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa operacionais contra as variações nas vendas E o grau de alavancagem financeira dános uma ideia da sensibilidade dos fluxos de caixa aos proprietários contra as variações nos fluxos de caixa operacional Mas frequentemente estamos concentrados acerca do efeito combinado de ambos a alavancagem operacional e a alavancagem financeira Risco Default Quando você investe num título você espera juros a serem pagos em geral semestralmente e o principal a ser pago na data do vencimento Mas nem todo pagamento de juros e do principal podem ser feitos na quantia ou na data esperada os juros ou o principal pode ser mais tarde ou o principal pode não ser pago completamente Quanto mais uma empresa dificultar sua dívida os juros exigidos e os pagamentos do principal mais provavelmente ela poderá ser incapaz de fazer os pagamentos prometidos aos detentores dos títulos e mais provavelmente poderá sobrar nada para os proprietários Falando ainda sobre o Default segue abaixo as hipóteses que o ocasionam Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 gente criando o futuro GESTÃO DE RISCOS Organizador Pedro Libaldi Neto GESTÃO DE RISCOS Risco e Estrutura de Capital Organizador Pedro Libaldi Neto Gestão de Riscos GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 1 18062020 185334 18062020 185334 by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação sem prévia autorização por escrito da Editora Telesapiens Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Bibliotecário responsável Nelson Oliveira da Silva CRB 10854 L694g Libaldi Neto Pedro Gestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 148 p pdf ISBN 9786586073393 1 Gestão de riscos I Título CDU 65801 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 2 18062020 185334 18062020 185334 Gestão de Riscos Fundador e Presidente do Conselho de Administração Janguê Diniz DiretorPresidente Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 3 18062020 185334 18062020 185334 Olá Pessoal Meu nome é Pedro Libaldi Neto sou formado em Gestão de Políticas Públicas pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina também sou especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de São João DelRei e também sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera Atuo na área de fiscalização e auditoria de órgãos públicos há 12 anos sou professor há 11 anos e leciono em escolas e fundações governamentais além de ser conteudista de cursos preparatórios para concursos públicos Espero propiciar um curso agradável e de grande valia para a vida profissional de todos vocês Um forte abraço e bons Estudos O AUTOR PEDRO LIBALDI NETO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 4 18062020 185334 18062020 185334 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito CITAÇÃO Parte retirada de um texto RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo DEFINIÇÃO Definição de um conceito IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 5 18062020 185335 18062020 185335 SUMÁRIO UNIDADE 01 Histórico da gestão de riscos 12 Gestão de risco em instituições financeiras 23 Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital 25 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão 26 Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado 26 Teoria de risco e retorno 27 Identificação e avaliação de riscos 33 Identificação de riscos 33 Avaliação de riscos 37 UNIDADE 02 Mercado de capitais 48 Definições e tipos de riscos 58 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno 62 Tipos de análise de investimentos 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 6 18062020 185335 18062020 185335 Cálculo de Risco e Retorno 68 Distribuição de probabilidades e retorno 73 UNIDADE 03 Modelo de precificação de ativos de capital 80 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado 88 Downside do modelo de precificação de ativos de capital 88 A medida ômega 91 Linha de mercado de capitais CML 93 Linha de segurança de mercado SML 94 Modelo de precificação de ativos de capital expandido 96 Modelo dos três fatores 106 UNIDADE 04 Arbitrage Pricing Theory APT 114 Value at risk VaR 122 Basileia III 132 Caso prático 139 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 7 18062020 185335 18062020 185335 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 8 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 9 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 9 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 10 INTRODUÇÃO Você quer aprender sobre Gestão de Riscos Para isso é necessário que haja um efetivo reconhecimento das técnicas e metodologias utilizadas no âmbito das instituições financeiras a começar do da conceituação da evolução da gestão de riscos e da participação do homem neste processo Aprenderemos também as técnicas de análise e de avaliação de riscos utilizaremos ferramentas que nos possibilitarão a identificação de eventos causadores de situações anômalas bem como a verificação do conceito de risco e retorno Entendeu Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 10 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 11 OBJETIVOS Olá Seja muito bemvindo à Unidade 1 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos 1 2 3 4 Conhecer o histórico e a importância da Gestão de Riscos Conhecer a gestão de riscos em instituições financeiras Aprender sobre a teoria de risco e retorno Aprender a identificar e avaliar riscos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 11 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 12 Histórico da gestão de riscos OBJETIVO Ao término deste capítulo você haverá compreendido sobre a evolução histórica da gestão de riscos entender a participação do homem na relação riscoprevencionismo Aprender sobre a parcela de responsabilidade do erro praticado pelo homem nos processos decisórios Conhecer os conceitos utilizados na gestão de riscos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Todas as atividades nos mais variados ramos são passíveis de riscos independente da precaução do nível de técnica destreza e knowhow E de certa forma o resultado pode culminar em lesões perdas físicas financeiras de ativos e inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras Knowhow é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer Sua referência principal está relacionada à tríade conhecimento habilidades e competência ou seja quando nos referimos ao conhecimento podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos seminários e congressos No que tange às habilidades podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos Por último temos a competência que é a destreza do indivíduo em colocar em prática os conhecimentos aprendidos aliados à aptidão de saber fazer eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 12 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 13 Desde os primórdios a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco nesse contexto tarefas realizadas a título de sobrevivência do ser primitivo eram passíveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta o homem apresentava necessidade de evolução Com o passar dos tempos os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas Ruppenthal 2013 ensina que dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho Ruppenthal 2013 p34 assevera que A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho alusiva a preservação da saúde e da vida do trabalhador está registrada num documento egípcio o papiro Anastácio V quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro Se trabalhares sem vestimenta teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo pois não tens outro pão que os seus dedos Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde Para que houvesse um mínimo de segurança era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades Era importante trilhar caminhos para buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos Neste sentido a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso que a evolução da humanidade fosse buscada através de práticas já utilizadas em outras áreas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 13 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 14 A princípio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais Só muito lentamente em termos históricos a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo da nação do país do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie RUPPENTHAL 2013 p45 Em se tratando de prevenção temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano Sendo assim tornase imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos O médico italiano Bernardino Ramazzini chamado de Pai da medicina do trabalho bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionaram uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto Dentro do estudo acerca de doenças ocupacionais destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos poeira metais e outros agentes Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento de malária EXPLICANDO DIFERENTE Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca da gestão de riscos Ruppenthal 2013 p58 agrega que a Revolução Industrial também possui uma cota de participação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 14 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 15 O início da Revolução Industrial em 1780 a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785 marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura significando uma revolução econômica social e moral Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocados por substâncias e ambientes inadequados devido às condições em que as atividades fabris se desenvolviam Grande também era o número de doentes e mutilados À medida que houve um aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade da mão de obra a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1ª Guerra Mundial Para Ruppenthal 2013 houve esforços voltados ao estudo das doenças das condições ambientais do layout de máquinas equipamentos e instalações bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades Neste período podemos citar o trabalho de Mayo acerca dos estudos sobre as condições dos trabalhadores das indústrias Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne Esta experiência estudou a fadiga os acidentes a rotatividade de pessoal bem como o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 15 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 16 Mayo utilizou esta pesquisa também com o intuito de apresentar outros fatores encontrados dentro das fábricas mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores apatia tédio a alienação o alcoolismo dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência nas organizações Insertos na experiência de Mayo os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários Contudo por não apresentar resultados concretos pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho Na sequência do trabalho de Mayo este foi voltado às condições de supervisão branda sem temor ao supervisor que passou a desempenhar o papel de orientador ambiente amistoso e sem pressões proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo Num último entendimento foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal isto é os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com a classe e este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum Nos países da América Latina a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente No Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 1930 sem grandes resultados Na década de 1970 o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes do trabalho A segurança do trabalho para ser entendida como prevenção de acidentes da indústria deve preocuparse com a preservação da integridade física do trabalhador mas também precisa ser considerada como fator de produção eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 16 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 17 Figura 1 Indústria no Brasil Fonte Wikimedia Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como diminuição da mão de obra déficits de produtividade perdas de materiais aumento dos encargos securitários gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores bem como redução da eficiência e eventual readaptação de função laborativa Ruppenthal 2013 p78 afirma que As cifras correspondentes aos acidentes do trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país Pois aparecem sob a forma de gastos com eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 17 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 18 assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados indenizações e pensões pagas aos acidentados ou suas famílias prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção danos materiais aos equipamentos perdas de materiais atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento normal do processo produtivo Figura 2 Número de acidentes de trabalho que resultaram em mortes no período de 2012 a 2018 Fonte Adaptado editorial Telesapiens Estudiosos da matéria passaram a analisar metodologias e práticas que pudessem assegurar um desempenho melhor aos trabalhadores e que tornassem as atividades menos desgastantes e mais seguras A fim de aumentar o grau de preservação da integridade física dos trabalhadores e reduzir de maneira sistemática o índice de acidentes de trabalho Todas estas práticas apresentam o condão paralelamente de redução das indenizações e em contrapartida elevar os gastos com medicina preventiva em ações em prol da saúde do trabalhador eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 18 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 19 Dentre os nomes mais reconhecidos daqueles que apresentaram colaboração ao estudo da prevenção de acidentes podemos destacar Herbert William Heinrich cujos trabalhos resultaram no cálculo 129300 ou seja para cada lesão incapacitante acontecem vinte e nove lesões leves e trezentos acidentes sem lesões Figura 3 Pirâmide de Heinrich Fonte O autor Herbert William Heinrich era um Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company quando ele publicou seu livro Industrial Accident Prevention uma abordagem científi ca em 1931 O seu trabalho acabou sendo reconhecido como a Lei de Heinrich Cujo conceito aborda que num determinado ambiente de trabalho para cada acidente resultante num ferimento grave existem vinte e nove acidentes que causam ferimentos leves e trezentos acidentes que não causam lesões Conheça um pouco mais sobre o pesquisador acessando httpsbitly38445Lo SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 19 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 20 Frank E Bird Jr engenheiro nascido em Nova Jersey utilizou o trabalho de Heinrich como base e diante dos estudos de acidentes relatados em empresas cujo número de operários abrangidos foi maior do que mil setecentos e cinquenta Frank obteve a proporção de 11030600 Isto é uma lesão incapacitante para cada dez lesões leves trinta acidentes com danos a propriedade e seiscentos incidentes registrados Tal estudo determinou que o escopo das ações deveria ser direcionado à base da pirâmide isso devido as lesões mais importantes serem eventos raros e dessa forma muitas oportunidades para uma aprendizagem sobre prevenção estão disponíveis em eventos menos graves principalmente incidentes primeiros socorros e atos inseguros RUPPENTHAL 2013 p65 De acordo com Ruppenthal 2013 p98 o fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de um sistema da seguinte forma O erro humano é um desvio anormal em relação a uma norma ou padrão estabelecido Dessa forma a caracterização do erro humano não é simples e direta mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado Os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão caracterizamse como os principais catalisadores do erro humano Observe na imagem a seguir os principais erros humanos por ausência de aptidões físicas ou cognitivas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 20 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 21 Figura 4 Erro humano por ausência de aptidões físicas ou cognitivas Fonte O autor Figura 5 Erro humano por falta de formação ou informação Fonte O autor Fonte O autor Observe na imagem a seguir os principais erros humanos causados por falta de formação informação ou até mesmo informações errôneas ou incompletas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 21 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 22 Observe na imagem a seguir as principais causas do erro humano por fatores emocionais motivacionais especialmente Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor Figura 6 Causas do erro humano por falta de motivação Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a evolução da gestão de riscos trouxe benefícios para toadas as áreas de conhecimento e com isso muitas práticas foram aprimoradas trazendo segurança e bemestar àqueles que lidam com as mais variadas atividades RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 22 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 23 Gestão de risco em instituições financeiras Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a gestão de riscos dentro das instituições financeiras bem como o comportamento dos gestoresoperadores diante das mais diversas situações encontradas nas instituições Isto será fundamental para o exercício de sua profissão As pessoas que tentaram realizar estas variadas tarefas sem a devida instrução tiveram problemas ao operar no mercado financeiro E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Conforme Davanzo 2004 p15 apud Chorafas 1992 p 21 eventos de risco são aqueles episódios incertos no sentido de não terem um resultado bem definido risco referese a uma situação posição ou escolha envolvendo possíveis perdas pois os resultados são incertos Neste sentido ele argumenta que risco é em síntese o custo da incerteza Figura 7 Risco financeiro Fonte Freepik eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 23 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 24 Ainda Davanzo 2004 p 15 apud Bessis 2002 pag 12 por sua vez defi ne risco como sendo qualquer tipo de incerteza que pode levar a perdas Segundo ele os riscos correntes de hoje são as perdas potenciais de amanhã instituições fi nanceiras são verdadeiras máquinas de riscos pois os assumem os transformam e ainda os agregam a vários tipos de produtos e serviços bancários que oferecem a seus inúmeros clientes Com as mudanças fi nanceiras dentro do ambiente mundial tornouse o ambiente fi nanceiro e seus riscos cada vez mais complexos A integração entre os mercados por meio do processo de globalização o aumento da sofi sticação tecnológicas e outros fatores infl uenciaram para que houvesse uma preocupação com a gestão de riscos por parte dos órgãos regulamentares e das instituições fi nanceiras Assim o Acordo de Basiléia I foi editado em 1975 tendo como fundamento emitir orientações para uma adoção efetiva do controle interno de das instituições do comitê do G10 Figura 8 Acordo de Basiléia de 1988 Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 24 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 25 O Comitê de Basiléia apresentou vinte e cinco princípios orientadores que tornariam o sistema bancário mais eficaz Destes vinte e cinco treze são considerados como principais bases para uma adoção efetiva de controle da atividade bancária Davanzo 2004 p71 considera que Os supervisores bancários devem determinar que os controles internos mantidos pelos bancos sejam adequados para a natureza e para a escala de seus negócios Os instrumentos de controle devem incluir disposições claras para a delegação de competência e responsabilidade a separação de funções que envolvem a assunção de compromissos pelo banco a utilização de seus recursos financeiros e a responsabilidade por seus ativos e passivos a reconciliação de tais processos a proteção de seus ativos e as funções apropriadas de auditoria e de conformidade independentes internas ou externas para verificar a adesão a tais controles assim como às leis e regulamentos aplicáveis Mais tarde em 2001 foi elaborado o acordo chamado de Basiléia II Com foco no fortalecimento da estabilidade do sistema financeiro global este foi arraigado em três grandes pilares os quais veremos a seguir Basiléia II Pilar I Requerimento mínimo de capital A premissa do Pilar I é o fortalecimento da estrutura de capitais das instituições o que se dará a partir das exigências mínimas de capital Este primeiro pilar estabelece o requisito mínimo de capital que todas as entidades devem manter diante dos riscos de mercado de crédito e operacional eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 25 18062020 185335 18062020 185335 Gestão de Riscos 26 Basiléia II Pilar II Processo de supervisão A premissa do Pilar II é o estímulo à adoção das melhores práticas de gestão de riscos o que se dará a partir de boas práticas de supervisão e governança Haverá também avaliação constante acerca da adequação das instituições financeiras frente às necessidades de capital nos riscos incorridos Basiléia II Pilar III Disciplina de mercado A premissa do Pilar III é a redução da assimetria de informação e favorecimento da disciplina de mercado Entendese que dessa forma quanto maior for o nível de informação e transparência das informações e práticas de gestão de risco menor o risco em si Para saber mais sobre os maiores desafios para a implementação do Novo Acordo recomendamos o acesso ao artigo Desafios do Novo Acordo de Basiléia para o Gerenciamento do Risco Operacional de Instituições Financeiras disponível em httpsbitly373jytL SAIBA MAIS E então Como foi o aprendizado Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que as instituições financeiras possuem certas peculiaridades e que algumas precauções precisam ser tomadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 26 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 27 antes da realização das operações financeiras bem como algumas regras devem ser seguidas para tornarem as operações mais seguras tanto para os tomadores como para os investidores Teoria de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a teoria do risco e retorno Isto será fundamental para o exercício de sua profissão e para a aquisição de competências que indubitavelmente farão a diferença no seu dia a dia de trabalho As pessoas que tentaram realizar as mais variadas operações com ativos sem a devida instrução tiveram problemas ao executar tais tarefas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO As decisões no ambiente das entidades financeiras não nem sempre são respaldadas numa esfera de certeza total haja vista as incertezas das ações do mundo financeiro Quase sempre o desvio padrão é utilizado para mensurar o risco sendo aquele utilizado como valor médio para se obter um índice estatístico Este conteúdo dedicase à análise e dimensionamento do risco e retorno de ativos aplicados às decisões tomadas no mercado financeiro Em particular são estudados com maior ênfase a teoria do portfólio diversificação do risco seleção de carteiras mais atraentes pela relação riscoretorno a teoria da diversificação e o modelo de Markowitz eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 27 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 28 Em se tratando da teoria de risco e retorno o modelo de Markowitz que também é conhecido como Teoria Moderna do Portfólio determina que os investidores são adversos ao risco por natureza e estes podem apresentar seu portfólio para obter mais retorno a partir de um determinado nível de risco de mercado A estrutura básica desta teoria permite evidenciar que há um maior nível de retorno para o nível de risco Bem como há o menor nível de risco para o nível de retorno Para saber mais sobre esse modelo acesse httpsbitly31yktBo SAIBA MAIS Na hipótese de eficiência o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores sendo as decisões de compra e venda tomadas com base em suas interpretações dos fatos relevantes Um mercado eficiente é entendido como sendo aquele em que os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados ajustandose rapidamente a outros ambientes Mercado eficiente pode ser apresentado como o preço de mercado que apresente uma estimativa isenta de tendência determinada do valor real adotado num investimento qualquer Um ponto importante da eficiência de mercado é a necessidade de que os erros constatados nos preços de mercado não apresentem tendências Sendo assim estes podem apresentar uma valoração ou diminuição destes preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 28 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 29 Diante da observação das variáveis envolvidas as ações podem ser avaliadas através de diferentes pontos de vista sub ou superavaliados Em se tratando de mercado efi ciente ações com menores índices não podem apresentar subvalorização maior do que ações com altos índices Sobre o assunto Davanzo 2007 apud DAMODARAN 1996 coloca ainda que a efi ciência de mercado não exige que haja sempre uma coincidência entre o preço de mercado de um ativo e seu valor real Apresentando igual probabilidade de um ativo encontrarse sub ou supervalorizado em qualquer momento As mais importantes hipóteses básicas do mercado efi ciente são explicadas a seguir Figura 9 Hipóteses básicas do mercado fi nanceiro Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 29 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 30 Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 a maior eficiência demonstrada pelos mercados de ações é determinada basicamente Pela rapidez com que as ordens de ompra e venda são executadas dentro do ambiente organizado desses mercados Pelo elevado número de participantes que se encontram geralmente envolvidos com as ações investidores individuais e institucionais corporações instituições financeiras etc Pela maior disseminação das informações das empresas muitas vezes analisadas e interpretadas por especialistas permitindo um ajuste mais rápido dos valores de mercado das ações Davanzo apud DYCKMAN MORSE 2007 afirma que entre os aspectos de imperfeição de mercado que os modelos financeiros precisam ser testados podem ser citados os seguintes Não há uma homogeneidade nas estimativas dos investidores com relação ao comportamento esperado do mercado e de seus diversos instrumentos financeiros É verificado na realidade prática ainda que as informações muitas vezes não estão igualmente dispostas a todos os investidores conforme preconizado pelo modelo de mercado eficiente além de não oferecerem acesso instantâneo Identicamente o mercado não é composto unicamente de investidores racionais Há um grande número de participantes com menor qualificação e habilidade de interpretar mais acuradamente as informações relevantes Esse grupo frequentemente comete erros em suas decisões refletindo sobre o desempenho de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 30 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 31 todo o mercado Como consequência é possível observarse algumas vezes preços inadequados para muitos ativos negociados ou seja um desequilíbrio entre o valor real e o preço praticado pelos agentes O mercado não é necessariamente sempre eficiente para valorar seus ativos negociados sofrendo decisivas influências de políticas econômicas adotadas pelo governo oriundas em grande parte de taxações das operações e restrições monetárias adotadas Figura 10 Fronteira eficiente do risco e retorno Fonte Adaptado editorial Telesapiens Dentre os vários conceitos utilizados damos destaque ao risco total que pode ser aplicado a qualquer ativo O Risco total apresenta duas partes distintas sendo parte sistemática não sistemática O risco sistemático pode ser adotado a qualquer tipo de ativo e é representado por eventos variados Como não há possibilidade de se evitar a ocasião de riscos sistemáticos faz se necessário a utilização de uma abertura a vários métodos de eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 31 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 32 investimento O risco definido por não sistemático é identificado nas características do próprio ativo não se alastrando aos demais ativos da carteira É um risco intrínseco próprio de cada investimento realizado e sua eliminação de uma carteira é possível pela inclusão de ativos que não tenham correlação positiva entre si Davanzo 2004 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a teoria de risco e retorno é de suma importância para o planejamento e realização de operações com ativos Você também conseguiu identificar que antes de atuar no mercado financeiro fazse necessário uma análise detida das probabilidades de investimentos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 32 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 33 Identifi cação e avaliação de riscos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona a sistemática de identifi cação e avaliação dos riscos inerentes às operações com ativos Isto será fundamental para que você possa realizar um planejamento detalhado das possibilidades de atuar no mercado de ativos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Identifi cação de riscos A identifi cação de riscos faz parte de um seleto rol de responsabilidades de uma administração Tomamos por base que vários eventos podem ocasionar desvios nas operações e tornar mais complexa a atividade de uma instituição fi nanceira Figura 11 Técnicas de gerenciamento de riscos e o controle de perdas Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 33 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 34 Figura 12 Fatores determinantes do tipo de análise Fonte O autor Segundo pronunciamento do COSO 2007 os fatores externos com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações incluem o seguinte Econômicos os eventos relacionados contemplam oscilações de preços disponibilidade de capital ou redução nas barreiras à entrada da concorrência cujo resultado se traduz em um custo de capital mais elevado ou mais reduzido e em novos concorrentes Meio ambiente referese aos seguintes eventos incêndios inundações ou terremotos que provocam danos a fábricas ou edifi cações restrição quanto ao uso de matériasprimas e perda de capital humano Políticos eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e regulamentos resultando por exemplo na abertura ou na restrição ao acesso a mercados estrangeiros ou elevação ou redução na carga tributária eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 34 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 35 Sociais são alterações nas condições demográfi cas nos costumes sociais nas estruturas da família nas prioridades de trabalhovida e a atividade terrorista que por sua vez podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços novos locais de compra demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção Tecnológicos são novas formas de comércio eletrônico que podem provocar aumento na disponibilidade de dados reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de serviços com base em tecnologia As escolhas que a administração seleciona podem advir dos eventos ocorridos e para que isto ocorra tanto as aptidões como as habilidades de gestão da organização irão buscar em exemplos passados as soluções para uma identifi cação de riscos correta Da mesma forma o COSO 2007 também utiliza os fatores externos para implementarem as práticas de identifi cação de riscos tais quais as descritas na tabela abaixo Tabela 1 Fatores externos que implicam na identifi cação de riscos Tratase da relação detalhada de eventos em potencial comuns às organizações de um cenário industrial ou para um determinado tipo de processo ou atividade comum às indústrias Alguns softwares podem gerar listas de eventos relevantes originárias de uma base geral de potenciais eventos que servirão como ponto de partida para se identifi car eventos Por exemplo uma organização envolvida em um projeto de desenvolvimento de software utilizase de uma relação detalhada de possíveis eventos referentes a projetos desse tipo INVENTÁRIO DE EVENTOS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 35 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 36 Pode ser realizada como parte da rotina do ciclo de planejamento de negócios tipicamente por meio de reuniões dos responsáveis pela unidade de negócios A análise interna pode dispor das informações de outras partes interessadas clientes fornecedores e outras unidades de negócios ou da consulta a um especialista no assunto e de fora da unidade especialistas funcionais internos ou externos ou pessoal interno de auditoria Por exemplo ao considerar o lançamento de um novo produto uma organização usa sua própria experiência histórica em conjunto com a pesquisa de mercado para identificar eventos que tenham afetado o grau de êxito dos produtos da concorrência Esses gatilhos servem para alertar a administração sobre áreas de preocupação pela comparação de transações ou ocorrências atuais com critérios predefinidos Uma vez acionado o gatilho um evento poderá necessitar de nova avaliação ou de uma resposta imediata Por exemplo a administração de uma organização monitora o volume de vendas nos mercados determinados para receber novos programas de marketing ou publicitários e redireciona seus recursos com base nos resultados Outra organização pesquisa as estruturas de preços da concorrência e considera a hipótese de alterar os seus próprios preços se um limite específico for atingido Essa técnica reúne as entradas as tarefas as responsabilidades e as saídas que se combinam para formar um processo Considerandose os fatores internos e externos que afetam as entradas ou as atividades em um processo a organização identifica os eventos que podem afetar o cumprimento dos objetivos deste Por exemplo um laboratório médico mapeia os seus processos de recebimento e a análise de amostras de sangue ANÁLISE INTERNA ANÁLISE INTERNA ANÁLISE DE FLUXO DE PROCESSOS Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 36 18062020 185336 18062020 185336 Gestão de Riscos 37 A modelagem de análise de processos proporciona recursos estratégicos às instituições no quesito gestão de riscos Tal fato se deve à visualização da organização ou em específico de um determinado setor como uma sequência de eventos procedimentos que possibilitam aos gestores uma tomada de decisão mais assertiva Neste diapasão evidenciamos que tais práticas podem ser implementas nos mais variados setores tal qual o exemplo abaixo do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região Figura 13 Modelo de análise de processos Fonte Adaptado editorial Telesapiens Avaliação de riscos Toda e qualquer organização está sujeita a fatores que podem interferir os rumos e até impactar nas ações e nas tomadas de decisões Tais fatores podem ser considerados internos e externos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 37 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 38 Para avaliar os riscos a administração utiliza a projeção de cenários futuros ou seja eventos em potencial pertinentes à organização e às suas atividades no contexto das questões que dão forma ao perfil de riscos como tamanho da organização complexidade das operações e grau de regulamentação de suas atividades COSO 2007 Outra premissa bastante utilizada é a verificação de situações e hipóteses previstas e imprevistas Haja vista a atividade de uma organização poder classificar acontecimentos como rotina a administração também é capaz de mensurar a abrangência do que pode ser afetado pela previsibilidade ou imprevisibilidade Isto porque dependendo do impacto na organização algo previsto pode desencadear ações não previstas e acarretar graves transtornos à administração Em razão das características das atividades da organização esta deve levar em consideração tudo aquilo que é intrinsecamente relacionado com suas atividades isto é inerente E sendo assim isolando estes eventos e seus respectivos resultados a organização acaba se deparando com eventos que ocasionam situações decorrentes daquelas também denominadas residuais e tratadas num segundo plano Em se tratando de possibilidades e eventos denominados incertos a incerteza pode ser revista a partir de duas perspectivas probabilidade e impacto a probabilidade representa a possibilidade de que um determinado evento ocorrerá enquanto o impacto representa o seu efeito COSO 2007 p38 Ao abordar os conceitos de probabilidade e impacto as organizações podem recorrer ao PMBOK conjunto de práticas e ferramentas de gestão voltados à análise de projetos e operações elaborado pelo PMI Institute Uma grande colaboração do PMBOK 2008 p22 como ferramenta de avaliação de riscos é a Matriz de Probabilidade e de Impacto cuja definição é a seguinte eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 38 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 39 A Matriz de Riscos ou Matriz de Probabilidade e Impacto é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de forma visual identificar quais são os riscos que devem receber mais atenção Por se tratar de uma ferramenta para priorização de riscos ela pode ser aplicada na etapa de avaliação de riscos Dessa forma a identificação dos riscos é uma etapa que deve ser feita antes da aplicação da ferramenta O grande diferencial da Matriz de Riscos é a facilidade que ela proporciona para visualizar informações sobre um determinado conjunto de riscos Por se tratar de uma ferramenta gráfica se torna fácil identificar quais riscos irão afetar menos ou mais a organização possibilitando a tomada de decisões e a realização de medidas preventivas para tratar esses riscos Além disso por ser uma ferramenta de fácil entendimento e por dispor informações de forma clara e precisa colabora com engajamento da equipe no processo de gestão de riscos A matriz de risco consiste em uma matriz tabela orientada por duas dimensões probabilidade e impacto Por meio dessas duas dimensões é possível calcular e visualizar a classificação do risco que consiste na avaliação do impacto versus a probabilidade O resultado da classificação do risco indica em qual célula da matriz o risco se encaixa Como pode ser visto na figura abaixo há cores diferenciadas entre as células e essas cores indicam o quão alta é a classificação do risco ou seja o quão crítico um determinado risco é Por exemplo os riscos que resultaram em uma classificação alta cor vermelha na matriz devem receber maior atenção do que os riscos classificados como moderados ou médios cor amarela na matriz e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 39 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 40 consequentemente os riscos classifi cados como baixo cor verde na matriz podem ter menor atenção que os moderados e altos Tabela 2 Matriz de probabilidade e impacto Fonte O autor Probabilidade Conforme entendimento de Coso 2007 p46 no que tange à periodicidade da análise de cenários a administração deve atuar da seguinte forma Levar em conta os cenários de prazos mais longos para não ignorar riscos que possam estar mais adiante Por exemplo uma Companhia que atua na Califórnia poderá considerar o risco de que um terremoto possa paralisar as suas operações comerciais Sem um horizonte de tempo especifi cado para a avaliação de riscos será elevada a probabilidade de um terremoto cuja intensidade na escala Richter seja superior a 60 talvez essa probabilidade esteja praticamente certa Por outro lado a probabilidade de que esse tipo de terremoto ocorra dentro de dois anos é substancialmente mais baixa Ao estabelecer um horizonte de tempo a organização adquire mais informação em relação à importância relativa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 40 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 41 do risco e uma maior habilidade para comparar diversos riscos Quando se utiliza a metodologia de probabilidade e avaliação de grau de impacto de riscos podemos também agregar informações obtidas através de registros de situações ocorridas A utilização destes dados fornece uma gama de informações mais precisas em relação à perspectiva de cenários criados através de projeções Quando usufruímos das informações geradas internamente e embasadas em fatos ocorridos anteriormente podemos proporcionar resultados mais fidedignos que os indicadores externos A análise de perspectivas pode auxiliar a avaliação de riscos através de constatações feitas junto aos administradores de corporações e diante desta pesquisa os resultados mostraram que alguns daqueles não adotaram o reconhecimento do quesito incerteza que é capaz de afetar drasticamente o processo de tomada de decisão De acordo com o COSO 2007 p93 Os gestores sempre fazem julgamentos subjetivos sobre a incerteza e ao julgar devem reconhecer as limitações inerentes Estudos demonstram um notável viés de confiança excessiva que leva a intervalos indevidamente estreitos para o impacto e as probabilidades estimadas por exemplo as metodologias de valor em risco Essa tendência ao excesso de confiança ao estimar a incerteza pode ser minimizada pela utilização eficaz de dados empíricos obtidos externa ou internamente Na falta desses dados uma consciência aguçada da penetrabilidade do viés poderá ajudar a mitigar esses efeitos As tendências humanas relacionadas ao ato de decidir são apresentadas de outra forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 41 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 42 na qual não é incomum que as pessoas façam escolhas diferentes ao buscar ganhos a fim de evitar perdas Ao reconhecer essas tendências humanas o gestor pode destacar as informações para reforçar o apetite e o comportamento perante risco em toda a organização A forma pela qual as informações são apresentadas ou estruturadas podem afetar significativamente a sua interpretação e a forma pela qual os riscos associados ou as oportunidades são vistos As técnicas qualitativas e quantitativas também são utilizadas na avaliação de riscos de uma instituição A metodologia qualitativa é comumente mais utilizada em detrimento da quantitativa haja vista a impossibilidade de quantificação pelos motivos de ausência de dados fidedignos riscos classificados com menor prejudicialidade entre outros As técnicas quantitativas dependem sobremaneira da qualidade dos dados e das premissas adotadas e são mais relevantes para exposições que apresentem um histórico conhecido uma frequência de sua variabilidade e permitam uma previsão confiável COSO 2007 Destarte o benchmarking é indubitavelmente uma das melhores ferramentas de avaliação de riscos pois este enfoca ações ou operações específicas bem como pode ser utilizado para comparações de medições e análise de metas e objetivos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 42 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 43 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Para saber mais sobre isso acesse httpsbitly2H0pxVT SAIBA MAIS Tabela 3 Tipos de benchmarking Fonte O autor Utilizado na comparação de setores internos de uma organização podendo ser compreendido entre práticas adotadas na matriz e repassada às filiais Utilizado em ramos similares e que venham trazer diferenciais na atuação dentro de um mesmo mercado pode ocasionar buscas por profissionais que se destaquem no setor Pode ser utilizado em empresas de ramos diferentes e tem o intuito principal na adoção de boas práticas de gestão podendo ser utilizado em organizações de segmentos diferentes Bastante utilizado em organizações de atuação similares onde são compartilhadas experiências boas práticas e inclusive profissionais que se habilitam a treinar e capacitar outras equipes Benchmarking interno Benchmarking competitivo Benchmarking funcional Benchmarking de cooperação eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 43 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 44 Dentre as inúmeras técnicas de avaliação podemos destacar também a utilização de modelos probabilísticos e não probabilísticos Você já ouviu falar sobre esses modelos Veja a seguir mais informações sobre eles Tabela 4 Técnicas de avaliação de investimentos Fonte O autor PROBABILÍSTICOS Os modelos probabilísticos associam a uma gama de eventos e seu respectivo impacto a probabilidade de ocorrência sob determinadas premissas A probabilidade e o impacto são avaliados com base em dados históricos ou resultados simulados que refletem hipóteses de comportamento futuro Os exemplos de modelos probabilísticos incluem valor em risco valueatrisk fluxo de caixa em risco receitas em risco e distribuições de prejuízo operacional e de crédito Os modelos probabilísticos podem ser utilizados com diferentes horizontes de tempo para estimar os seus resultados como a faixa de prazos dos instrumentos financeiros disponíveis NÃO PROBABILÍSTICOS Os modelos não probabilísticos empregam critérios subjetivos para estimar o impacto de eventos sem quantificar uma probabilidade associada A avaliação do impacto de eventos baseiase em dados históricos ou simulados a partir de hipóteses sobre o comportamento futuro Os exemplos de modelos não probabilísticos incluem medições de sensibilidade testes de estresse e análises de cenários E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você aprendeu que diante das mais variadas situações vale a pena realizer um estudo pormenorizado dos riscos que possam afetar os investimentos bem como avaliar se tais riscos podem comprometer a rentabilidade futura Até a próxima eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 44 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 45 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 45 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 46 Nesta unidade você irá agregar e desenvolver conteúdos que o farão conhecer as principais praticadas adotadas no Mercado de Capitais bem como a atuação da Comissão de Valores Mobiliários nas transações entre as empresas e as instituições financeiras Aliados a isso será extremamente importante conhecer as definições utilizadas no mundo das ações e dos títulos Será necessário também empregar conhecimento e práticas de investimentos de modo que os riscos desta atividade sejam mitigados bem como sejam empregados os cálculos que possam auxiliar a verificação do risco e retorno Sem deixar de lado as probabilidades que possam contribuir para que as atitudes dos responsáveis pela gestão de riscos sejam as mais eficientes e eficazes possíveis INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 46 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 47 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Conhecer o mercado de capitais Conhecer as definições e tipos de riscos Aprender sobre os tipos de análise de investimentos e os cálculos de risco e retorno Conhecer a distribuição de probabilidades e retornos Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 47 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 48 Mercado de capitais Ao término deste capítulo você haverá compreendido a atuação do mercado de capitais conhecido as defi nições e os tipos de riscos entendido sobre análise de investimentos o cálculo de risco e retorno e a distribuição de probabilidades e retornos E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO Conforme a Comissão de Valores Mobiliários CVM 2015 O mercado fi nanceiro é aquele que permite e viabiliza a transferência de recursos fi nanceiros entre os agentes econômicos poupadores que dispõem de recursos e aqueles que deles necessitam os tomadores de recursos Essa transferência pode envolver uma intermediação fi nanceira ou não A relação do intermediário fi nanceiro com o poupador e o tomador se baseia como credor do tomador e devedor do poupador Assim sendo a Instituição passa a trabalhar com a remuneração dos ativos e em seguida negocia os valores com o intuito de buscar rendimentos com a diferença do capital investido Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro Fonte O autor Figura 1 Sistemática do Mercado Financeiro eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 48 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 49 Em se tratando de mercado de capitais as instituições atuam ou não como prestação de serviços necessários ao trâmite entre o poupador ou tomador Veremos agora na fi gura 2 como acontece a atuação das instituições fi nanceiras Figura 2 Atuação das Instituições fi nanceiras Fonte O autor Quando da etapa de captação de recursos o tomador pode utilizar o capital próprio ou o capital de terceiros Para uma melhor elucidação a CVM 2015 p 1 adota os seguintes conceitos Na primeira categoria o aumento de capital se dá por meio de emissão de títulos de participação que reforçam o capital da empresa e tornam os investidores sócios do empreendimento Em contrapartida do capital aplicado e dos riscos assumidos esses investidores podem participar dos resultados positivos e a eles são assegurados uma série de direitos de informação de fi scalização e de participação nas decisões A emissão de novas ações de uma sociedade por ações é o exemplo principal Na segunda categoria criase uma relação de crédito entre as partes tomadora e poupadora mediante a emissão de títulos de dívida capital de terceiros com condições pré eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 49 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 50 pactuadas como é o caso da emissão de debêntures e notas comerciais A Lei nº 638576 traz em seu art 2º que debêntures bônus de subscrição cotas de fundos de investimento notas comerciais e derivativos também podem ser considerados como valores mobiliários Criada em 1976 A CVM é uma autarquia do Ministério da Fazenda e que tem a fi nalidade de regular o mercado de valores mobiliários veremos abaixo suas atribuições Figura 3 Atribuições da CVM Fonte O autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 50 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 52 registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures Commercial papers são notas de curto prazo emitidas por instituições não financeiras Ao contrário das debêntures os commercial papers podem ser emitidos por uma sociedade anônima sem capital aberto Geralmente apenas grandes empresas de sólida capacidade financeira têm condições de emitir com sucesso estes títulos de curto prazo Créditos São fontes de financiamento de curto prazo fundamentais na estrutura de capital da empresa para financiar boa parte do ativo circulante tais como caixa títulos negociáveis duplicatas a receber e estoques todos garantindo a operação A forma mais típica de financiamento de curto prazo não garantido é a carteira de duplicatas a pagar que se origina da operação da empresa Capitai de nãoresidentes As empresas têm a opção de se financiarem com a obtenção de recursos provenientes do Exterior Incluemse nesta modalidade os créditos comerciais como as export notes títulos emitidos por empresas exportadoras com os quais levantam recursos para financiar a produção a ser exportada Além disso cabe mencionar que com o lançamento de valores mobiliários as empresas realizam a captação de recursos mediante investimentos de instituições nacionais e estrangeiras Para a CVM 2017 ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas Representam a fração mínima do capital das empresas Ao comprar uma ação os investidores se tornam coproprietários do empreendimento tendo direito à participação em seu resultado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 52 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 57 Fonte O autor Figura 5 Características da OPA Figura 5 Características da OPA E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais apresenta vários tipos de operações e ativos a serem comercializados que existem defi nições termos e operações regulamentadas Você também conheceu a Comissão de Valores Mobiliários órgão responsável pela fi scalização do mercado de capitais eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 57 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 61 Figura 7 Hipóteses que ocasionam o Default Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o mercado de capitais e as operações nele praticadas apresentam defi nições distintas e necessitam de um aprendizado efetivo para o auxílio na identifi cação dos variados tipos de riscos encontrados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 61 18062020 185337 18062020 185337 Gestão de Riscos 62 Tipos de análise de investimentos e cálculos de risco e retorno Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os tipos de análise de investimentos as técnicas envolvidas e as metodologias Você também será capaz de utilizar os cálculos de risco e retorno utilizados nas operações financeiras Isto será fundamental para o exercício de sua profissão E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Tipos de análise de investimentos Segundo a CVM 2017 a análise fundamentalista de investimentos pode ser utilizada para diferentes fins Contudo existem duas principais estratégias de análise de investimentos para a escolha do melhor ativo a visão top down e a outra bottom up Na realidade elas são complementares e a maioria dos analistas usamnas de forma complementar Na estratégia top down de cima para baixo iniciamos a análise do ponto mais alto isto é abordamos a macroeconomia sendo necessária a adoção da visão como um todo Utilizase também uma segmentação local e na sequencia voltamos à segmentação por setor haja vista a decisão de a escolha recair sobre aqueles que estão em evidência Por fim é feito um rol das empresas que apresentam as perspectivas mais promissoras Esta análise utiliza inúmeros indicadores econômicos Sendo assim em razão de sua complexidade ela carece tanto dos indicadores com impactos indiretos como os diretos A estratégia bottom up é muitas vezes preferida por analistas e eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 62 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 63 gestores fundamentalistas ou seja tal metodologia procura a melhor empresa ou ativo para se investir fazendo análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros da companhia fazendo projeções comparandoas com a de seus concorrentes e outras empresas listadas em Bolsa CVM 2017 Quando utilizamos a análise bottom up adotamos indicadores como força da marca alinhamento dos executivos e riscos tidos como extra balanço legal reputacional ambiental social etc chamados de subjetivos Além disso são adotados também indicadores objetivos como Fluxo de caixa indicadores de balanço e de resultados O principal objetivo buscado pela análise de investimentos é a mensuração do valor da empresa para tanto há utilização do bottom up e do top down e invariavelmente a soma destes dois métodos Após a obtenção de informações concisas e seguras o investidor pode chegar a dois tipos de conclusões sobre o os valores encontrados Tabela 1 Classificação bottom up e top down É calculado em função do comportamento e das expectativas do fluxo de caixa considerandose o horizonte temporal da análise o comportamento da alavancagem a taxa de desconto formado pelo cálculo da taxa de juros livre de risco e do risco que a companhia oferece Ela é baseada principalmente em valores contábeis isto é fatos quantitativos do desempenho da empresa Valor justo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 63 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 64 Representa o valor que a empresa pode agregar em função do valor potencial esperado após o período projetado O valor da empresa na perpetuidade costuma representar uma parcela significativa do cálculo do valor sendo por isso tão importante quanto os cálculos do fluxo de caixa no período inicial projetado Valor na perpetuidade Fonte O autor A influência dos indicadores econômicos sobre cada empresa apresenta de maneira fatídica como ela realmente se estrutura para interagir com os mais diversos tipos de fatores tais como sociais ambientais e macroeconômicos Para a CVM 2017 a forma mais rápida de entender é conhecer os demonstrativos de resultados e o balanço das companhias que vão mostrar como as empresas ganham dinheiro a composição de seu faturamento e as estratégias de marketing e alguns pontos importantes do balanço como o endividamento Através da análise do PIB o consegue projetar cenários futuros para a situação das empresas selecionadas O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país estado ou cidade no período de um ano O PIB é apresentado de acordo com as respectivas moedas de cada país Sua principal característica é a de indicador de uma economia auxiliando na compreensão dos índices de distribuição de renda qualidade de vida educação e saúde Para saber mais sobre o PIB acesse httpsbitly2w1N32u eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 64 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 65 Fonte Adaptado pelo autor Figura 8 Análise de performance do PIB Para a CVM a utilização do método top down faz com que a projeção de cenários acerca do PIB forneça subsídios para uma análise mais detalhista sobre o comportamento do mercado Principalmente sobre a atuação de fatores externos que possam infl uenciar na situação das empresas Sobre a temática de fatores externos a CVM 2017 os defi ne da seguinte forma Para os atuais investidores a análise da situação macroeconômica necessita de mais informações para que os relatórios apresentem com fi dedignidade a resposta das empresas à ação dos fatores externos De acordo com a CVM 2017 as tendências globais de maior longevidade menor taxa de fertilidade de inserção da mulher no mercado de trabalho de mudanças no processo de urbanização e de problemas ambientais que exigem políticas climáticas impactam nos resultados socioeconômicos das empresas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 65 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 66 Outra contribuição da ferramenta de análise top down em simetria com a análise bottom up é a setorialização do foco das análises Haja vista a necessidade da abordagem contextual macroeconômica Para tanto comumente a ferramenta denominada SWOT usada de modo a contribuir sobremaneira para a efi cácia das análises topdown e bottomup A matriz SWOT apresenta elementos divididos em ambientes internos e externos cuja divisão é feita em interno forças onde os pontos de destaque são as vantagens da organização em comparação as outras As fraquezas demonstram os pontos que carecem de aprimoramento e desenvolvimento No que tange ao ambiente externo podemos evidenciar as oportunidades onde todas as perspectivas positivas podem ser consideradas principalmente quando a perspectiva interna favorecer as ações da Organização Em se tratando de ameaças tudo aquilo que for prejudicial e oferecer embaraço à organização deverá receber um tratamento diferenciado e cauteloso Figura 9 Estrutura da análise SWOT Fonte Elaborada pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 66 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 67 Figura 10 Premissas utilizadas na análise setorial Fonte Elaborada pelo autor Corroborando com a análise SWOT utilizase a análise setorial cuja sistemática é comparar setores com o intuito de se efetuar uma comparação de investimentos riscos e as diversidades de rentabilidade na fi gura abaixo visualizaremos as premissas que utilizam essa análise Quando se efetua a decomposição de indicadores isolados de rentabilidade pelos indicadores que acarretam na rentabilidade da empresa chegamos à análise Dupont Segundo a CVM 2017 o método Dupont expressada em sua fórmula original apresenta a taxa de retorno sobre ativos ROA decomposta em função da margem líquida e do giro do ativo total ROA Lucro Líquido x Receita Líquida Receita Líquida Ativo Total eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 67 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 68 O lucro líquido do negócio é obtido através desta equação e que de maneira análoga no mesmo intervalo de tempo também demonstra a capacidade de giro da entidade Para a Comissão de Valores Mobiliários apud Gitman 2001 a de fórmula Dupont modificada referese à taxa de retorno sobre o patrimônio líquido ROE decomposta em função ROA e do grau de alavancagem da empresa Ao utilizar o método de Dupont alterado tornase possível o levantamento das informações sobre o patrimônio líquido frente o comprometimento dos ativos para assunção das obrigações da entidade Tais análises proporcionam as orientações a serem descritas nos cenários de perspectiva no que tange à capacidade de honrar os compromissos repartição de dividendos e às políticas de investimento Cálculo de Risco e Retorno Dentre os cálculos utilizados para o risco e o retorno Lemes Junior 2010 assevera que o rol mais importante é determinado pelas fórmulas abaixo Rt Pt Pt1 FCt sendo Rt retorno esperado no tempo t Pt valor do ativo no final do tempo t Pt1 valor do ativo no início do tempo t1 FCt fluxo de caixa gerado pelo ativo no tempo t FÓRMULA DO RETORNO ESPERADO ROE ROA x Ativo Total Patrimônio Líquido eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 68 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 71 Ainda de acordo com Lemes Júnior 2016 risco é a variabilidade dos retornos de certo ativo e que pode ser calculado pelo desviopadrão e pela amplitude que ão medidas estatísticas Assim sendo cálculo do risco pela amplitude será a diferença entre o menor e o maior valor da série de retornos Sejam os retornos de 5 6 7 9 e 10 O risco será a amplitude ou seja 10 5 5 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 71 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 72 Desviopadrão é uma fórmula muito utilizada em estatística que por sua vez apresenta o grau de variação de um conjunto de elementos Para saber mais acesse httpsbitly2tGuAHX SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre os tipos e técnicas de análise de investimentos utilizados nas operações financeiras e os cálculos de risco e retorno que propiciam um melhor planejamento dos investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 72 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 76 Onde rf é a taxa de juros sem risco e ErP e σP representam o retorno esperado e o desviopadrão da carteira Utilizase o Índice de Sortino para defi nir o conceito de Downside Risk que em outras palavras apura tão somente a variância das perdas fi nanceiras Ao elaborar esta equação Sortino constatou que a importância deveria ser dada ao risco de não se atingir o ganho esperado em relação à meta estipulada Sendo assim ao se efetuar uma comparação entre a carteira total e o ativo analisado utilizase o Retorno Mínimo Aceitável RMA na composição do cálculo Onde Erₚ é o retorno esperado e DR é o Downside Risk E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que além das possibilidades de estudo acerca da gestão de riscos outros fatores incorrem nas operações fi nanceiras Sendo assim todo e qualquer tipo de ferramenta ou metodologia que possa ser utilizada nas operações deve ser levada em consideração tais quais as técnicas de análise probabilística de riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 76 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 77 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 77 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 78 Nesta unidade você irá aprender sobre o modelo de precificação de capital CAPM onde serão abordados conceitos que irão proporcionar o aprofundamento sobre os modelos de riscos e retornos Veremos também a utilização da medida ômega no aprimoramento dos modelos CAPM Aprenderemos sobre a utilização das linhas de mercado de capital e de segurança de mercado sondo ambas necessárias às técnicas de análise de mercado Conheceremos os modelos adjacentes ao CAPM estudados através do modelo de precificação de capital estendido E por fim conheceremos o modelo CAPM baseado em três fatores INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 78 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 79 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 3 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender sobre o modelo de precificação de ativos de capital Conhecer o downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Conhecer modelo de precificação de ativos de capital expandido Estudar o modelo dos três fatores Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 79 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 80 Modelo de precificação de ativos de capital Ao término deste capítulo você haverá compreendido a análise de risco e de retorno através do modelo de precificação de ativos de capital CAPM conhecer as variâncias do CAPM através do downside da medida ômega dos modelos expandidos e as linhas de mercado de capitais e de segurança de mercado E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO No processo de tomada de decisão em relação à negociação de papéis no mercado há extrema necessidade de se verificar a eficiência dos mesmos em comparação com a perspectiva de potencialização de lucros acerca do valor negociado Bem como analisar as premissas que acabam determinando as decisões sobre os investimentos mais corretos a serem executados Para Fellet 2016 apud Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 o Capital Asset Pricing Model CAPM ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital conseguem proporcionar a determinação do preço em função do relacionamento entre o retorno esperado e o risco para qualquer ativo financeiro partindo do pressuposto de um mercado em equilíbrio Fellet 2016 p 22 afirma que O CAPM Capital Asset Pricing Model está embasado na Teoria do Portfólio de Harry Markowitz desenvolvida entre os anos de 1952 e 1959 sendo que o desenvolvimento de tal modelo permitiu que as ideias de Markowitz fossem simplificadas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 80 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 81 O CAPM em sua forma tradicional foi desenvolvido conceitualmente por Sharpe 1964 Lintner 1965 e Mossin 1966 Ele descreve determinadas hipóteses restritivas no sentido de proporcionar uma teoria sobre o prêmio de risco de mercado Lintner 1965 descreve as premissas nas quais o CAPM se baseia como a aversão ao risco por parte dos investidores que têm a alternativa de investimento em títulos sem risco que oferecem um retorno positivo ou tomar emprestado à mesma taxa de juros podendo vendêlos se assim o desejarem Figura 1 Pressupostos básicos do CAPM Fonte O Autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 81 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 82 Fellet 2016 P 22 apud Brown e Walter 2012 apresentam diversas pesquisas empíricas que demonstram que o CAPM continua sendo de grande relevância seja para as firmas em seus orçamentos de capital para as agências regulatórias na fixação de preços ou para os acadêmicos que continuam a estimar o prêmio pelo risco de mercado e a usar o CAPM no ensino de finanças corporativas Guimarães 2014 online ainda infere que o risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado s através do qual ele realiza seus investimentos O risco de mercado também conhecido como risco sistemático não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação Porém em alguns casos tal risco pode ser compensado através de operações de hedge Figura 2 Curva do risco sistemático mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens A busca de hedge ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços é uma prática antiga Ela começou em meados do século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago Agricultores e pecuaristas que traziam seus produtos à cidade para vender queriam reduzir o risco de quedas súbitas nas cotações Se muita gente levasse sua produção ao mercado no mesmo dia a oferta seria muito superior à demanda e os preços eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 82 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 83 desabariam Para evitar esse risco compradores e vendedores passaram a negociar os preços antes da entrega Essa foi a origem das operações a termo Posteriormente essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos hoje comuns no mercado fi nanceiro Os derivativos fi nanceiros mais usados são as opções de compra calls as opções de venda puts e os contratos futuros A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge Para saber mais sobre esse tema Uma das principais características do CAPM é a de que os ativos de risco variável podem receber a distribuição de probabilidade do retorno futuro Tal prática permite que os agentes visualizem o equilíbrio demonstrado no retorno livre de risco Desta forma o prêmio pelo risco de mercado abordado pelo CAPM apresenta o retorno excessivo de qualquer instituição Figura 3 Componentes do CAPM Fonte O autor Dentro do CAPM os papéis dos investidores x mercado traz grande destaque haja vista serem os principais atores nas operações fi nanceiras eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 83 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 84 Figura 4 Características do CAPM Figura 5 Hipóteses para o desenvolvimento do CAPM Fonte O autor Fonte O autor Para que o modelo de precifi cação de ativos de capital seja utilizado de maneira efetiva e efi caz o ambiente das negociações deve propiciar um cenário com perspectivas favoráveis ao desenvolvimento do CAPM neste sentido diante das análises prévias dos investidores estes deverão determinar as hipóteses que possam identifi car os fatores que colaboradores para a utilização do modelo de precifi cação e ativos Sendo assim as características de cada um podem interferir nas operações em detrimento das particularidades de cada um conforme a fi gura abaixo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 84 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 85 A média variância também pode ser utilizada no CAPM no intuito de auxiliar a análise de retorno fazendo com que os investidores as utilizem de modo a alocar os recursos usufruídos assim sendo INVESTIMENTOS COM RISCOS IGUAIS INVESTIMENTOS DE RETORNOS IGUAIS MAIOR RETORNO MENOR RISCO Fellet 2016 p 23 apud ROGERS SECURATO 2009 Asseveram que a principal ideia subjacente ao CAPM é a combinação de um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos Esse modelo determina a relação linear existente entre o retorno do capital e o risco do ativo O CAPM tem sido aplicado para se encontrar o custo de capital das empresas e para precificar ativos O CAPM é representado pela seguinte equação Ri Rf βRm Rf Onde Ri retorno de um ativo Rf Retorno do ativo livre de risco Β Medida de risco do ativo em relação a uma carteira de referência coeficiente de risco sistemático da ação Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa de prêmio relativo ao risco de mercado Para Fellet 2016 p 24 apud Damodaran 2011 p 174 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 85 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 86 O retorno aumenta de modo linear em função do risco sistemático ou não diversificável risco este inerente ao mercado O risco nãosistemático não é remunerado pois ele pode ser eliminado por meio da diversificação do portfólio O prêmio relativo ao risco de mercado é a diferença entre a taxa projetada de retorno sobre a carteira de mercado e a taxa livre de risco O prêmio de risco é o prêmio oferecido pelo mercado por se assumir uma quantidade média de risco sistemático além do tempo de espera do dinheiro que seria a taxa livre de risco Rm Rf Desta forma o prêmio é definido como a diferença entre os retornos médios sobre as ações e os retornos médios sobre os títulos de risco zero para um longo período histórico Ao abordarmos o conceito de ativo livre de risco trazemos a premissa de que o retorno esperado sempre será o retorno real O CAPM ao incluir este conceito na teoria de Markowitz apresentou uma grande evolução na teoria de análise de carteiras Fellet 2016 p 27 apud Perlin e Cereta 2004 buscam explicitar que um dos principais motivos da exclusão de outros parâmetros estatísticos devese à assertiva de dentro do CAPM de que os rendimentos de mercado possuem sobretudo distribuição normal o que levaria à caracterização das ações apenas com base nos desvios padrões e nas médias de rendimentos Contudo para esses pesquisadores essa simplificação não corresponde ao comportamento estatístico do mercado acionário uma vez que o mesmo não segue distribuições normais apresentando na grande maioria dos casos valores significativos de curtose e assimetria Inserto na análise de variância a curtose é considerada dentro da distribuição da curva de frequência como o menor ou maior grau de achatamento considerando sua comparação com uma curva normal eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 86 18062020 185338 18062020 185338 Gestão de Riscos 87 A expressão da curtose é dada pela seguinte fórmula K DQ C3 C1 C90 C10 2 C90 C10 Para esta análise temos três resultados possíveis MESOCÚRTICA Se o valor de K for igual a 0263 o seu grau de achatamento será igual ao da curva normal PLATICÚRTICA Se o valor de K for maior que 0263 o seu grau for mais achatado do que a curva normal e LEPTOCÚRTICA Se o valor de K for menor do que 0263 o seu grausrá menos achatado que a curva normal Apresentamos abaixo o gráfico os resultados possíveis Figura 6 Gráfico com resultados da curtose Fonte Adaptado Editorial Telesapiens E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o modelo de precificação de ativos de capital teve sua essência advinda do modelo de portfólio de Markowitz cujas premissas fornecem estruturas e possibilidades de análises para uma gestão de riscos efetiva eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 87 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 88 O downside do modelo de precificação de ativos de capital a medida ômega a linha de mercado de capitais e a linha de segurança de mercado Ao término deste capítulo você será capaz de entender as análises e ferramentas utilizadas na gestão de riscos Sendo assim uma variação do modelo de precificação de ativos irá auxiliar no planejamento de investimentos Aliados às ferramentas de planejamento temos as definições de medida ômega e as linhas de mercado e de segurança E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Downside do modelo de precificação de ativos de capital Para Paiva 2005 o modelo de mensuração de ativos financeiros CAPM como visto anteriormente foi criado na década de 1960 e deste então vem sendo protagonista de fervorosos embates teóricos em todo o mundo Um dos questionamentos mais usuais é se a medida de risco beta é a ferramenta mais apropriada para mensurar o risco O CAPM proporciona análises para que os investidores aumentem a função utilidade No entanto este processo depende de dois quesitos média e variância ambas apresentadas no retorno do portfólio Contudo existem questionamentos sobre a validação do CAPM não utilizar como o beta como parâmetro mas relativizálo ao sustento teórico do beta eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 88 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 89 A definição sobre qual medida de dispersão adotar na análise de portfólio dependerá do formato da distribuição dos retornos das ações Paiva 2005 Tabela 1 Medida de risco baseada na variância e semivariância Fonte O autor OS ATIVOS POSSUEM O MESMO GRAU DE DESVIO OS ATIVOS POSSUEM GRAUS DE DISPERSÃO DIFERENTES VARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO SEMIVARI NCIA COMO MEDIDA DE RISCO Para Paiva 2005 p 52 apud Markovitz 1959 A escolha entre variância e sem variância como medida de dispersão em uma análise de portfólio dependerá além da avaliação do formato da distribuição de algumas outras variáveis Essas variáveis podem ser custo conveniência e familiaridade Analisandose as medidas por essas condições podese concluir que a variância é superior em todos os quesitos Contudo essa superioridade da variância sobre o custo conveniência e familiaridade não impede que se utilize a sem variância uma vez que as análises baseadas na sem variância tendem a produzir melhores portfólios pois a variância considera retornos extremamente altos e extremamente baixos igualmente indesejáveis Uma análise focada na variância busca eliminar ambos os extremos A análise baseada na sem variância por outro lado concentra seus esforços na redução de perdas eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 89 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 90 Paiva 2005 apud LÓPEZ e GARCIA 2003 consideram a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais Desta feita a média sempre será igual quando acontece a simetria da rentabilidade dos ativos em função da medição do risco através do desviopadrão e pela variância Contudo Paiva 2005 assevera que se a distribuição é assimétrica como ocorre normalmente nos mercados emergentes o desviopadrão e a variância deixam então de ser medidas eficazes de risco pois a probabilidade de se obter um rendimento acima da média é diferente da probabilidade de se atingir um rendimento abaixo da média ou viceversa Nestes casos adotamse a sem variância e o sem desviopadrão como medidas de dispersão ideais A fórmula do risco sem variância é apresentada desta forma S2 E Min rx T 02 Em que S2 semivariância rx retorno do portfólio x T ponto arbitrado A aplicação da semivariância deverá seguir os seguintes critérios metodológicos rx T se rx T for menor ou igual a zero 0 se rx T for maior que zero rx T eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 90 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 91 A medida ômega A medida de ômega tem o intuito de apresentar uma determinação menos restritiva em relação às determinações de eficiência de mercado e da média e variância abordadas no modelo tradicional do CAPM Para Vasconcelos 2013 p 25 a vantagem da medida Ômega advém do fato de toda a informação da distribuição de retornos serem consideradas ou seja todos os momentos superiores são levados em conta em conjunto sem a necessidade de calculálos Funções utilidade também não são necessárias é preciso assumir apenas que os indivíduos são avessos ao risco e não saciáveis Além disso as características de risco e recompensa podem ser descritas em torno de qualquer nível de retorno e não apenas da média A medida Ômega deve apresentar um ponto de retorno mínimo que será determinado pelo investidor este ponto será L Ao utilizar a medida ômega a interpretação das regiões será da seguinte forma REGIÃO DE GANHOS REGIÃO DE PERDAS x L x L Seja x uma variável aleatória distribuição de retornos que assume valores α x m a medida de performance Ômega é definida como b L 1FxXdx b L FxXdx ΩL eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 91 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 92 Figura 7 Gráfico da medida ômega Fonte Adaptado editorial Telesapiens Vasconcelos 2016 p 27 apud Markowitz 1952 destacam que A medida Ômega utiliza o ExpectedShortfall como medida de risco respeitando todos os axiomas das medidas coerentes de risco e considerando como risco apenas a parte referente às perdas da distribuição dos retornos dos ativos De modo a justificar a escolha da medida Ômega para a seleção de ativos de risco é importante levar em conta a seguinte questão será que no mundo real os agentes levam em consideração os momentos superiores das distribuições de retorno para tomar suas decisões de investimento A resposta mais provável a essa pergunta é não Entretanto é razoável acreditar que no mundo real agentes nãosaciáveis desejem o maior ganho possível ao investir ao mesmo tempo que exigem um prêmio pelo risco da perda eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 92 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 93 Essa intuição está presente nos modelos financeiros desde Markowitz 1952 que tentou considerar as dimensões recompensa e risco ao maximizar a razão entre a média recompensa e a variância risco Na medida ômega o ExpectedShortfall ES demonstra a média da perda caso esta ocorra Do mesmo modo o Expected Chance EC demonstra a média do ganho caso este ocorra Linha de mercado de capitais CML Diante da CML os retornos abaixo de L são tidos como perda enquanto retornos acima de L serão tratados como ganhos Vasconcelos 2016 apud Keating e Shadwick 2002 determinam que a partir deste ponto o retorno limite L escolhido pelo investidor representativo será tratado como um custo de oportunidade desse investidor e que somente haverá lucro econômico caso existam ganhos superiores a este custo Isto é se o custo de oportunidade do investidor representativo é L então se pressupõe que exista alguma forma deste investidor ter um retorno certo que seja exatamente L Os valores de EC e ES desta oportunidade que rende L serão ECL EMax X L 0 0 ESL EMax L X 0 0 Para que haja compatibilidade entre a CML Ômega e a CML original tornase necessário a exibição de um portfólio que apresente uma carteira da fronteira eficiente Ômega bem como um ativo sem risco Vasconcelos 2016 p 30 seja α 0 a proporção da renda investida na carteira de mercado m então eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 93 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 94 ECp EMax αRm 1 αLL 0 ESp EMax αRm 1 αL 0 No entanto para que só exista uma CML é preciso pressupor que os investidores tenham expectativas homogêneas com relação a EC e ES que são funções de L O custo de oportunidade dos investidores também deve ser homogêneo para que exista um único conjunto de oportunidades Esse conjunto único poderia ser assumido se todos os investidores reconhecem a taxa básica de juros de uma economia rf como seu custo mínimo de oportunidade L Vasconcelos 2016 p 32 Linha de segurança de mercado SML A linha de mercado de segurança SML é uma linha delineada em um gráfico que serve como uma representação gráfica do modelo de precificação de ativos de capital CAPM que mostra diferentes níveis de risco sistemático ou de mercado de vários títulos negociáveis conspirados contra o retorno esperado de todo o mercado em um determinado momento Também conhecida como a linha característica o SML é um visual do modelo de precificação de ativos de capital CAPM onde o eixo x do gráfico representa risco em termos de beta e o eixo y do gráfico representa o retorno esperado Veremos abaixo a representação da SML eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 94 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 95 Figura 8 Linha de Segurança de Mercado Fonte Adaptado editorial Telesapiens Se uma carteira apresentar o mesmo nível de risco da carteira de mercado a SML possibilitará que seja considerado comparar o portfólio com a CML Haja vista que o retorno justo esperado também levará em conta um único preço do risco de mercado Porém caso o objetivo seja comparar ativos individuais visando mensurar o retorno de equilíbrio desses ativos Vasconcelos 2016 p 33 diz que é preciso avançar um pouco mais até a SML Ômega Seja m a carteira de mercado que faz com que a CML tangencie a fronteira ótima e i um outro ativo qualquer considerado isoladamente Suponha um portfólio p que seja composto pela carteira de mercado m e pelo ativo i ECp EMax α Ri 1 αRmL 0 ESp EMaxL α Ri 1 α Rm 0 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 95 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 96 E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter conhecido o downside do modelo de precificação de ativos de capital que é amplamente utilizado no planejamento da gestão de riscos Bem como as ferramentas da medida ômega e das linhas de mercado e de segurança cujas premissas são voltadas às análises das médias e variâncias utilizadas na análise de investimentos Modelo de precificação de ativos de capital expandido Ao término deste capítulo você será capaz de sobre a importância da utilização desta variação do modelo de precificação de ativos de capital na análise de investimentos tendo em vista a relação com fatores intrínsecos aos países onde as operações financeiras serão realizadas E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO O CAPM como objeto de estudo apresentou inúmeras determinações e trabalhos acerca da validade e aplicabilidade da teoria Neste sentido o trabalho de Godfrey e Espinosa 1996 propõe um quadro prático que pode ser usado para determinar as taxas de desconto e precificação de ativos na avaliação de oportunidades de investimento em mercados emergentes eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 96 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 97 Figura 9 Tipos dos principais riscos que afetam a maior parte dos países em desenvolvimento Fonte O autor Este modelo é baseado no conceito de aplicação de um fator de correção que não seja possível a sua alteração em detrimento do tempo É apresentado um fator corretivo de índice 060 O modelo tenta contornar o problema através da aplicação de um fator de correção de 060 sendo considerado no cálculo do crédito páis de modo que não haja alteração naquele Eis o modelo de Godfrey e Espinosa 1996 Ri RfUS RC σLσUS RmUS RfUS x 060 Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 97 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 98 σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Uma característica importante na gestão de riscos é a particularidade de cada país que deve ser levada em consideração No caso de países emergentes podemos inferir mais de uma característica capaz de apresentar um impacto signifi cativo na gestão de risco Para tanto a fi gura abaixo de acordo com Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 assevera o seguinte Figura 10 Riscos dos países emergentes Fonte O autor O Modelo de Lessard 1996 determina que as economias com alto índice de risco advêm de países emergentes Fellet 2016 p 30 apud Lessard 1996 entendem que Um prêmio suplementar é atribuído aos mercados emergentes muitas vezes de forma arbitrária já que tais ajustes podem não refletir adequadamente as informações sobre a natureza desses riscos ou a capacidade de gerenciamento desses riscos Visto que podem ser tomadas ações para reduzilos sendo capazes de transferir algumas das exposições a riscos específicos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 98 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 99 como operações de hedge de câmbio ou seguro contra risco político Esse risco político se relaciona tanto à incerteza econômica dos governos locais como às políticas de regulação locais Não obstante a existência de premissas para que a validação do modelo de precifi cação de ativos de capital seja efetivada existem fatos que caso se concretizem acabam difi cultando tal tarefa Segundo Lessard 1996 existe violações daquelas premissas que dão suporte ao modelo de precifi cação de ativos de capital são Figura 11 Violações das premissas que permeiam o CAPM Fonte O autor Segundo Fellet 2016 p 30 apud LESSARD 1996 PEREIRO 2002 o beta captura o efeito dos riscos de mercado dos paísesalvo mas eles não refl etem os impactos potenciais sobre fl uxos de caixa esperados riscos como ação expropriatória inadimplência e assim por diante O ideal é que o impacto de tais riscos seja estimado por combinar avaliações de especialistas de possíveis eventos e cenários com as estimativas do fl uxo de caixa os impactos de cada um destes e não obrigatoriamente por meio de sua inclusão na taxa eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 99 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 100 Na estimativa de riscos uma das vertentes a serem analisadas é a situação de cenários encontrados nos países cujos capitais são objetos de negociação Nestes cenários temos a condição das ações expropriatórias ou ações de desapropriação cujo intuito é a destituição da propriedade de outrem Em determinadas situações a propriedade pode ser transferida para o poder público mediante a supremacia do interesse público sobre o privado Quer saber mais sobre isso acesse httpsbitly2OJLrRn ACESSE Dessa forma é incluído o riscopaís como é apresentado no modelo Ri RfUS RC βc LUS βUS RmUS RfUS Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís βcLUS beta do país e o retorno do mercado local βUS beta dos EUA RmUS retorno do mercado dos EUA Não considerando a moeda nem a nacionalidade ao analisar o modelo CAPM Global tomase o conceito de que o risco e retorno devem ser analisados como um tradeoff de todos os ativos Dado que a volatilidade de um índice global é eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 100 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 101 menor do que a de um índice nacional uma empresa com uma maior correlação com o índice global que com o índice nacional terá um aumento do beta global Essa estimativa representa o risco sistemático da empresa dentro de uma carteira de títulos globalmente diversificada Na linguagem de operações financeiras temos o termo tradeoff que assume a tradução de perde e ganha isto é num contexto geral as empresas devem abrir mão de algo em algum momento para que em outro momento elas possam lograr vantagem Dentro das análises efetuadas na gestão de riscos o tradeoff é comumente utilizado no dia a dia e por se tratar de uma decisão importante muitos fatores envolvidos são levados em consideração Numa outra acepção do termo tradeoff podemos considerálo no contexto estratégico haja visto o resultado poder demandar um período de tempo maior do que o esperado Para saber mais sobre tradeoff acesse httpsbitly3bqbN4D SAIBA MAIS Fellet 2016 p 32 apud Mariscal e Hargis 1999 relatam a relevância do risco na precificação dentro do mercado de ações através da seguinte situação Os elevados níveis de volatilidade do mercado tornam medidas com base em indicadores de mercado contemporâneos altamente instáveis e o histórico limitado faz com que seja impossível determinar tendências a longo prazo Assim é desenvolvido um modelo com base em variáveis fundamentais do local e do mercado global O estudo de Mariscal e Hargis 1999 contribui com estimativas de longo prazo de taxas de desconto para 23 mercados emergentes A metodologia eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 101 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 102 pode ser usada em qualquer país sendo o requisito básico um conjunto de âmbito nacional e global de indicadores financeiros e econômicos O modelo foi especificado como Ri RfUS RC σLσUS βLLRmUS RfUS 1R Rid Onde Ri retorno esperado de um ativo RfUS taxa livre de risco dos EUA RC prêmio de riscopaís σL desvio padrão do retorno do mercado local σUS desvio padrão do retorno do mercado dos EUA βLL beta local em relação ao índice do mercado local RmUS retorno do mercado dos EUA R é a correlação entre o retorno do mercado local e o título de dívida do governo usado para medir o risco país Pereiro 2001 assume que a diversificação do portfólio com variação geográfica através da integração entre os mercados financeiros acaba com o risco país e acaba segmentando as economias de países emergentes No entanto em razão da segmentação fazse necessário a utilização do CAPM Local Eis o modelo apresentado Ri Rfg Rc βLL RmL RfL Onde Ri retorno esperado de um ativo eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 102 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 103 Rfg taxa livre de risco global Rc prêmio de risco país βLL beta local em relação ao índice de mercado local RmL retorno de mercado local RfL taxa livre de mercado local O CAPM é uma metodologia a ser utilizada em mercados estáveis e as conclusões favoráveis ao CAPM deveriam ser reavaliadas em mercados emergentes como é o caso do mercado brasileiro Seu estudo descreve um modelo que utiliza padrões de benchmark e descreve os ajustes necessários às empresas brasileiras incorporando ao cálculo o riscopaís e utilizando valores de referência extraídos de uma economia mais estável como a dos Estados Unidos FELLET 2016 p 36 apud ASSAF NETO et al 2008 O benchmarking é uma referência de ferramenta a ser utilizada como condicionante de melhoria de eficiência Sua utilização é baseada em comparações e analogias que possam retratar através de pesquisas cujos gestores consideram diferenciais para a atuação no seu ramo O benchmarking pode ser utilizado tanto na análise de comportamento cultura organizacional produtos e serviços e até a sistemática de trabalho de uma organização como um todo Quer saber mais sobre benchmarking Acesse httpsbitly2OGunMc SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 103 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 104 Para Fellet 2016 p 37 apud Assaf Neto et al 2008 O cálculo do prêmio de risco de mercado com base em dados históricos em países emergentes como o Brasil apresenta problemas referentes à confiabilidade das informações e volatilidade Alguns fatores são críticos como o longo período de altas taxas de inflação a dispersão da rentabilidade da carteira de mercado de ações e sua concentração em poucas ações No modelo proposto o prêmio pelo risco de mercado referese à economia dos Estados Unidos acrescido de uma medida do riscopaís O riscopaís procura refletir o risco da economia do país cuja proxy é a diferença entre as taxas de remuneração do bônus do governo norte americano TBond e o bônus do governo brasileiro CBond e pode ser entendido como um spread pelo risco de inadimplência No mercado financeiro quando o valor de venda de um ativo financeiro títulos ações ou transações financeiras é maior do que o valor de compra damos o nome de SPREAD No Brasil o resultado obtido entre a taxa de empréstimos e a média ponderada das taxas de captação dos certificados de depósitos bancários também é considerado spread CVM 2017 Ao incorporar o risco país com referências da economia americana utilizase a técnica de benchmark com o intuito de se adaptar o modelo CAPM ao mercado brasileiro Sendo assim de acordo com Assaf Neto et al 2008 eis a fórmula elaborada Ri RfUS Βu RmUS RfUSRc eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 104 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 105 Onde Ri retorno esperado de ativos RfUS taxa livre de risco dos EUA Βu beta médio desalavancado de empresas do mesmo setor dos EUA alavancado com a estrutura de capital média do setor no Brasil RmUS RfUS prêmio de mercado dos EUA Rc prêmio de riscopaís E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a gestão de riscos particularmente em relação aos investimentos depende de um planejamento detalhado e da identificação dos fatores que podem comprometer as operações com os ativos RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 105 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 106 Modelo dos três fatores Ao término deste capítulo você poderá identificar metodologias que auxiliam a análise de carteiras de investimentos sobretudo quando utilizamos comparações através do tamanho valores de mercado e patrimoniais E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Em se tratando do beta de mercado evidenciamos a existência de mais fatores influenciadores em relação aos retornos esperados das ações Assim sendo Fellet 2016 p 52 apud Fama e French 1992 Com base nesse cenário Investigaram a explicação dos retornos de alguns fatores associados a características das empresas tais como tamanho representado pelo valor de mercado VM índice booktomarket ou relação valor patrimonialvalor de mercado VP VM alavancagem relação lucropreço por ação Eles constataram que tais variáveis conseguiam capturar parcela relevante do retorno das carteiras não explicada pelo beta do CAPM Entretanto não há necessidade de usar todas as variáveis em conjunto já que algumas delas são correlacionadas Para Fama e French 2007 a covariância é mais perceptível retornando nas ações de pequenas empresas do que nas de grandes empresas tudo isso baseado também na eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 106 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 107 verificação dos índices booktomarket Assim sendo destacam ainda que em se tratando de tamanho e índice booktomarket os ricos apresentados não são considerados diversificáveis Nesta esteira de resultados Fellet 2016 p 44 apud Fama e French 1993 propuseram que O uso de um modelo de três fatores para explicar o retorno das ações destacaria o primeiro fator a tratar do excesso de retorno da carteira de mercado de referência em relação ao ativo livre de risco denominado fator mercado sendo similar ao utilizado no CAPM São acrescidos mais dois fatores o fator tamanho que é a diferença entre o retorno da carteira de ações de empresas pequenas baixo valor de mercado e grandes alto valor de mercado O fator tamanho é conhecido como Small Minus Big SMB o outro fator trata da diferença entre os retornos da carteira de ações de empresas de alta capitalização e da carteira composta por empresas de baixa capitalização Sendo representada pelo índice booktomarket ou seja a razão entre o valor contábil e o valor de mercado conhecido como High Minus Low HML A média PriceBook é tida como uma razão entre o valor patrimonial efetivo e o valor de mercado lembrando que esta apuração no que diz respeito ao valor patrimonial as informações são apuradas através dos livros obrigatórios e dos relatórios contábeis Esta média também é conhecida como book to Market Os resultados obtidos demonstram o quanto a empresa representa para o mercado financeiro Isto é se a proporção aferida for maior do que 1 significa que a eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 107 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 108 valorização da empresa é maior do que aquilo que os relatórios apontam De outro lado se se a proporção aferida for menor do que 1 significa que a valorização da empresa é menor do que aquilo que os relatórios apontam Para saber mais sobre o assunto acesse httpsbitly2Sfe5vL A equação do modelo é apresentada a seguir Ri Rf βRm Rf sSMB hHML Onde Ri retorno esperado de um ativo Rf retorno do ativo livre de risco Rm taxa esperada de retorno sobre o portfólio geral do mercado Rm Rf taxa do prêmio relativo ao risco de mercado SMB prêmio pelo fator tamanho HMB prêmio pelo fator booktomarket Β s e h representam as sensibilidades em relação aos fatores mercado tamanho e valor contábilvalor de mercado respectivamente As empresas com altos índices booktomarket são mais prováveis de estarem em dificuldades financeiras e que as pequenas empresas podem ser mais sensíveis a mudanças nas condições da economia Fellet 2016 apud Fama e French 1993 Fellet 2016 consigna que a inclusão do efeito tamanho foi documentada originalmente por Banz 1981 que constatou que o desempenho histórico de carteiras formadas por ações de acordo com o tamanho da empresa sendo medido também pelo valor de mercado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 108 18062020 185339 18062020 185339 Gestão de Riscos 109 CARTEIRAS DE EMPRESAS DE BAIXO VALOR DE MERCADO CARTEIRAS DE EMPRESAS DE ALTO VALOR DE MERCADO RETORNOS MÉDIOS RETORNOS MÉDIOS Figura 12 Gráfico do modelo de três fatores Fonte O autor E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que a utilização do modelo dos três fatores contribui para que a prática da análise de investimentos seja permeada por uma gestão de riscos eficiente RESUMINDO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 109 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 110 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 111 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 111 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 112 Este capítulo apresentará a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Apresentará também o cálculo VaR utilizado para avaliação de riscos das operações financeiras Você irá conhecer o acordo de Basileia III cujas premissas tornaram o mercado de capitais mais seguro implantando uma gestão de risco na criação de ferramentas que possam prevenir alguma perda em função de crises ou fatores adversos Ao término você realizará uma avaliação de caso prático com os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 112 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 113 1 2 3 4 Olá Seja muito bemvindo à Unidade 2 Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos OBJETIVOS Aprender a utilizar a técnica de APT Arbitrage Pricing Theory na precificação de ativos Estudar sobre o VaR Value at Risk Conhecer a aplicabilidade no mercado de capitais dos termos do Acordo de Basileia III Instruirse sobre os casos práticos a fim de conhecer todos os processos estudados Então Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento Ao trabalho eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 113 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 114 Arbitrage Pricing Theory APT Chegando ao término deste capítulo você terá conhecido a técnica do APT Arbirtage Pricing Theory derivado do CAPM e cuja teoria é de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes E então Motivado para desenvolver esta competência Vamos lá Mãos à obra OBJETIVO De acordo com Martins 2009 p 26 a tentativa fracassada do CAPM em explicar adequadamente as diferenças de retornos de ativo para ativo utilizando betas abriu as portas para outros modelos de precificação de ativos O processo de arbitragem se baseia na teoria de que não existem preços distintos com o mesmo fluxo de caixa para dois ativos diferentes Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 determinam que o CAPM começa com uma análise de como os investidores constroem portfólios eficientes A APT não pergunta quais portfólios são eficientes mas assume que o retorno de cada ação depende parcialmente de influências macroeconômicas ou fatores e parcialmente de ruídos eventos únicos da companhia De acordo com o APT existem outros fatores além do beta relativo ao prêmio de mercado Sendo assim Martins 2009 assevera que O CAPM é um caso específico do APT onde é utilizado apenas um fator explicativo A taxa de retorno Ri de qualquer ativo negociado no mercado financeiro é formada por duas partes e está embasado na teoria de que em equilíbrio não eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 114 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 116 Quando a infl ação é utilizada dizse que se a ação de uma empresa está positivamente relacionada ao risco de infl ação esta ação tem beta de infl ação positivo Se estiver negativamente relacionada ao risco de infl ação esta ação terá beta de infl ação negativo e se não tiver correlação com a infl ação seu beta de infl ação será igual a zero Martins 2009 p 27 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 Onde βI para representar o beta de infl ação da ação β para o seu beta de PNB βr para o beta de taxa de juros e F indica surpresa Em virtude de os fatores não serem apresentados em linhas gerais utilizase a equação genérica para determinálos assim descrita PNB Se utilizarmos a média ponderada em se tratando de uma carteira de N ações a evolução da equação é apresentada da seguinte forma eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 116 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 117 Onde R1 retorno esperado de cada título individual F O beta década título multiplicado pelo fator F εᵢ o risco não sistemático de cada título individual Martins 2009 apud Ross Westerfi eld e Jaff e 2002 p 27 consideram que Como estes riscos são independentes um do outro e o efeito da diversifi cação tornase mais forte à medida que são acrescentados mais ativos à carteira a carteira resultante tornase cada vez menos ariscada e sua taxa de retorno tornase cada vez mais certa Sendo assim eles concluem que uma das vantagens da APT é sua capacidade de lidar com diversos fatores ao passo que o CAPM os ignora De acordo com esta versão multifatorial da APT A relação de risco e retorno é assim por eles determinada Onde β1 é o beta de um título em relação ao primeiro fator β2 é o beta do título em relação ao segundo fator R1 é o retorno esperado de um título ou carteira cujo beta em relação ao primeiro fator é igual a 1 e cujos betas em relação a todos os demais fatores são iguais a zero eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 117 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 118 Neste sentido concluise que quanto maior o beta maior o risco do título A abordagem da arbitragem descrita aplicase a portfólios bem diversificados cujo único risco desapareceu pela diversificação Porém se o preço de arbitragem guarda relação com todos os portfólios diversificados deve guardar geralmente com as ações individualmente Cada ação deve oferecer um retorno esperado comensurado com sua contribuição para o risco do portfólio Na APT esta contribuição depende da sensibilidade do retorno da ação em relação a mudanças inesperadas nos fatores macroeconômicos Martins 2009 p 28 apud Brealey e Myers 2002 O beta de um título consegue medir a sensibilidade do título às flutuações da carteira de mercado assim determina o CAPM De outro lado o APT utiliza vários fatores até que a correlação vista do risco não sistemático para com os outros títulos seja perdida em função do risco sistemático Neste sentido Martins 2009 p 29 considera que Se o prêmio de risco esperado em cada um destes portfólios é proporcional ao beta do portfólio de mercado então a APT e o CAPM darão a mesma resposta Em outro caso não darão Damodaran 2002 diz que a maior barreira intuitiva no uso do APT é seu fracasso na identificação específica dos fatores impulsionados por retornos específicos Embora isto preserve a flexibilidade do modelo e reduza os problemas estatísticos ao testá lo dificulta a compreensão do significado dos coeficientes beta para uma empresa e de como eles mudarão à medida que a empresa muda ou se reestrutura Por fim considerando o desempenho em fazer previsões de retornos esperados no futuro dos dois modelos a comparação segundo Damodaran 2002 oferece um resultado mais ambíguo pois os ganhos que podem ser auferidos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 118 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 119 através de fatores de conjuntos de indicadores podem ser compensados pelos erros associados à estimativa dos carregamentos dos fatores e os betas dos fatores especialmente no caso de empresas isoladas A utilização continuada do CAPM atesta tanto sua atratividade intuitiva quanto sua simplicidade Alguns autores identifi cam três passos para a formação do APT Dizem que APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos 1 identifi car uma pequena lista razoável de fatores macroeconômicos 2 medir o prêmio de risco esperado em cada um destes fatores e 3 medir a sensibilidade de cada ação em relação a esses fatores Figura 1 Três passos essenciais para a formação da APT Fonte Adaptado pelo autor Martins 2009 apud Brealey e Myers 2002 dizem que a APT mostrará uma boa aproximação de retornos esperados apenas se pudermos adotar três importantes passos 1º Passo Identifi car os fatores macroeconômicos Apesar da APT não nos dizer quais fatores econômicos devem ser usados Brealey e Myers 2002 apontam cinco fatores principais de Elton eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 119 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 120 Gruber e Mei apud Brealey e Myers 2002 que poderiam afetar tanto os fluxos de caixa em si como a taxa pela qual eles são descontados Estes são o yield spread diferença de retorno de um título de renda fixa de longo prazo em relação a um de curto prazo a taxa de juros a taxa de câmbio a estimativa de PNB real e a estimativa de inflação Para capturar ainda alguma influência remanescente Elton Gruber e Mei incluíram um sexto fator a porção de retorno de mercado que não pode ser explicada pelos fatores anteriores 2º Passo Estimar o prêmio de risco de cada fator Algumas ações são mais expostas que outras a um fator em particular Então podemos estimar a sensibilidade de uma amostra de ações de cada fator e então medir quanto retorno extra os investidores poderiam ter recebido no passado por tomar o risco deste fator 3º Passo Estimar as sensibilidades dos fatores Os estimadores do prêmio por tomar risco de determinado fator agora podem ser usados para estimar o custo de capital dos grupos analisados Lembrese de que a APT aborda que o prêmio de risco depende da sensibilidade ao risco desse fator β e do prêmio de risco esperado de cada fator R 1 RF Diante de estudos matemáticos houve a prova de que a APT ao utilizar um modelo fatorial aproximado apresentará sua validade Neste sentido Martins 2009 apud Chamberlain e Rothschild 1983 afirmam que o número de fatores de APT não é constante variando com o número de ações componentes na amostra Se o número de fatores crescerem com o número de ações teremos uma condição necessária para que apresentem relação linear com os retornos Ao admitir um modelo baseado numa estrutura fatorial aproximada Na figura abaixo veremos as variáveis relevantes no APT eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 120 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 121 Figura 2 Variáveis relevantes no APT Fonte Adaptado pelo autor Nos resultados abordados por Martins 2009 restaram indicados que estas três variáveis estão relacionadas ao retorno dos ativos analisados E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido o APT deriva de um modelo do CAPM e assim sendo considera que ativos distintos não apresentam o mesmo fl uxo de caixa Sendo necessária também a identifi cação de variáveis infl uenciadoras nas análises com base na arbitragem eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 121 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 125 valor esperado do portfolio em tI então teremos VaR Mean EV V E em ambos os casos encontrar VaR é equivalente a identificar o valor V tal que satisfaça a P V V α Figura 4 Gráfico de VaR Fonte Adaptado pelo autor O VaR dentro das análises adjacentes na teoria de portfólio tem como intuito identificar os riscos de mercado que possam afetar o planejamento Assim os preços e taxas tendem a variar de acordo com a quantidade de riscos envolvidos Essa característica do VaR auxilia a criação de cenários probabilísticos de investimentos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 125 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 126 Figura 5 Quantifi cação dos riscos de mercado Fonte Adaptado pelo autor De acordo com Gollub 1997 p 19 no que tange à valorização de ativos negociáveis Estes são valorizados ao seu preçotaxa corrente como cotados nos mercados secundários líquidos Na falta de um mercado secundário líquido o que implica não haver valor de mercado os correspondentes ativos são valorizados ou por balizamento em posições equivalentes ou por decomposição em partes para os quais existem preços de mercado secundário A pedra fundamental mais básica é um único fl uxo de caixa com um dado vencimento e respectiva moeda do pagamento A maioria das transações podem ser descritas como uma combinação de tais fl uxos de caixa e assim essas transações são passíveis de serem aproximadamente valorizadas como a soma dos valores de mercado dos fl uxos de caixa componentes Contudo na valorização de ativos tornase necessário um modelo de precifi cação para adquirir as variâncias e covariâncias dos preços e taxas dos derivativos pois estes somente podem ser calculados sobre ativos subjacentes que não foram negociados no mercado aberto eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 126 18062020 185340 18062020 185340 Gestão de Riscos 128 Figura 6 Fatores que infl uenciam na estimativa de cenários Fonte Adaptado pelo autor Tanto as necessidades específi cas os tipos de posições e ativos que detêm e seu desejo de trocar acuracidade por rapidez ou viceversa acabam sendo considerados nas alternativas para serem escolhidos na estimativa dos riscos os investidores optam por aqueles que melhor convirem Figura 7 Subsistemas do VaR Fonte Adaptado pelo autor eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 128 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 131 O VaR tem relevante contribuição como informação gerencial tanto para investidores como para a alta cúpula da administração desde 1994 o banco JP Morgan o utiliza como RiskMetrics Outra importante contribuição é a inclusão do VaR como ferramenta para a análise do risco de cálculo determinada pelo Acordo de Basileia III Uma das funções do RiskMetrics é auxiliar na análise dos riscos de mercado contribuindo para medir o risco e fornecer maior transparência aos clientes Instituições e afins sobre a gestão dos riscos de mercado Para saber mais sobre as funções do RiskMetrics acesse httpsbitly378oFZS SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que o VaR pode ser utilizado na quantificação de riscos independente da métrica utilizada Destaquese que o rol de riscos analisados e quantificados através no método Var pode trazer maior segurança nas operações financeiras realizadas nos mais variados portfólios eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 131 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 132 Ao término deste capítulo você conhecerá os termos do acordo e a sua aplicabilidade nos países participantes no contexto de proteção do capital aos riscos envolvidos E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante Basileia III OBJETIVO Com o intuito de resguardar as instituições financeiras de eventuais acontecimentos que possam comprometer suas ações o acordo de Basileia III apresenta uma proposta onde os bancos passarão a ter 7 das reservas para utilização na contenção destes riscos Ademais os bancos também passarão a adotar as seguintes premissas Tabela 2 Premissas do acordo de Basileia III Objetivos Melhorar a capacidade dos bancos de absorver choques decorrentes de estresse financeiro e econômico qualquer que seja a fonte causadora Aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos Fortalecer a transparência e as práticas de disclosure Escopo Micro prudencial resiliência da instituição em períodos de estresse Macro prudencial risco de Abrangência sistêmica que atinge o setor como um todo bem como sua amplificação decorrente de próciclicalidade eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 132 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 134 Abaixo veremos as características desse acordo Tabela 3 Características do acordo de Basileia III Fonte Adaptado pelo autor Tabela 4 Alterações no Capital de Riscos do acordo de Basileia III Os riscos determinados para quaisquer investimentos constituem um importante variável em sua análise Em se tratando do mercado de capitais tornouse necessário que o acordo de Basiléia apresentasse algumas mudanças quanto à negociação de ativos e baseados nestas mudanças a principal referência foi reforçar a proteção dos mercados fi nanceiros dos países participantes do acordo Neste sentido eis as principais alterações quanto ao capital negociado eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 134 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 135 Fonte Adaptado pelo autor Os ajustes prudenciais correspondem à dedução de elementos patrimoniais que podem comprometer a qualidade do Capital Principal em decorrência de sua baixa liquidez difícil avaliação ou dependência de lucro futuro para serem realizados eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 135 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 138 7 Participação de não controladores 8 Os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que excederemos requerimentos mínimos de Capital Principal Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos respectivamente do Capital Principal do Nível I e do PR do conglomerado 9 A dedução mencionada deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido sobre a regulação e regramentos propostos pelo acordo principalmente no que tange à proteção dos riscos de capital e conheceu também a responsabilidade estipulada para os países participantes do acordo Caso prático Ao término deste capítulo você será capaz de colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos ao longo dos capítulos estudados E então Motivado para desenvolver esta competência Então vamos lá Avante OBJETIVO Chegamos à etapa do nosso conteúdo onde realizaremos uma simulação de utilização dos conceitos aprendidos na disciplina de Gestão de Riscos eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 138 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 142 O governo criou o Programa Bemestar Financeiro uma iniciativa do CVM que leva a educação financeira ao ambiente de trabalho Conheça esse programa e fique por dentro dos conceitos planejamento e prática financeira Acesse em httpsbitly2w4O6yx SAIBA MAIS E então Gostou do que lhe mostramos Aprendeu mesmo tudinho Agora só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo vamos resumir tudo o que vimos Você deve ter aprendido que para uma gestão de riscos efetiva os conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina devem ser colocados em prática eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 142 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 143 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 COSO S 2007 Internal ControlIntegrated Frame work The Committee of Sponsoring Organizations of the Trea dway Commission DAMODARAN A Seminário avançado em finanças corporativas advanced topics in valuation Rio de Janeiro Alliance Coporate Education 2004 DAVANZO M Q Gestão de riscos em instituições financeiras a atuação da tesouraria I Márcio Queiroz Davanzo 2004 Disponível em httpsbitly312nY4G DE CICCO F FANTAZZINI M L Tecnologias consagradas de gestão de riscos riscos e probabilidades São Paulo Séries Risk Management 2003 PMI A guide to the project management body of knowledge PMBOK Guide Project Management Institute 4th ed Newton Square PA 2008 RUPPENTHAL J E Gerenciamento de riscos Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Rede eTec Brasil 2013 UNIDADE 02 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 143 18062020 185341 18062020 185341 Gestão de Riscos 144 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos Para Acesso A Recursos Para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão de Valores Mobiliários CVM Brasil 2016 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 06122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 UNIDADE 03 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de Investimentos Histórico Principais Ferramentas e Mudanças Conceituais para o Futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 144 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 145 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para Acesso a Recursos para Investimento Disponível em https bitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Comissão De Valores Mobiliários CVM Brasil 2020 Disponível em wwwcvmgovbr Acesso em 10122019 ESTRADA J Systematic Risk in Emerging Markets The DCapm Emerging Markets Quarterly New York v 14 n 6 p 365379 Spring 2002 Fellet B G Avaliação de Modelos de Precificação de Ativos no Mercado Acionário Brasileiro Bianca Gabriel Fellet Brasília DF 2016 99 p Guimarães F G RISCO DE MERCADO Setembro 2014 Disponível em httpsbitly3ddyE37 Acessado em 19122019 LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 Lessard D incorporating Country Risk in the Valuation of Offshore Projects Journal of Applied Corporate Finance Vol 9 No 3 1996 5263 LINTNER J The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets Review of Economics and Statistics Cambridge MA USA v47 n1 p1337 Feb 1965 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 145 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 146 Paiva F D Modelos de Precificação de Ativos Financeiros de Fator Único Um Teste Empírico dos Modelos Capm e DCapm Caderno de Pesquisas em Administração São Paulo v 12 n 2 p 4965 abriljunho 2005 UNIDADE 04 BERTOLO Luiz A Tipos de riscos Disponível em httpsbitly2YdCzIP Acesso em 06122019 B3 Brasil Bolsa Balcão Disponível em httpsbit ly2N7xUC3 Acessado em 06122019 Comissão de Valores Mobiliários Análise de investimentos histórico principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais APIMEC Comissão de Valores Mobiliários Rio de Janeiro CVM 2017 Comissão de Valores Mobiliários Mecanismos para acesso a recursos para investimento httpsbitly3hCAJsV Acessado em 04122019 Cvm Comissão de Valores Mobiliários wwwcvmgovbr GOLLUB R A Value At Risk Um Conceito Em Busca De Identidade Inovação Ou Evolução São Paulo EAESPIFGV 1997 64p LEMES JÚNIOR A B RIGO C M CHEROBIM A P M S Administração Financeira Princípios Fundamentos e Práticas Brasileiras 3 ed Rio de Janeiro Elsevier 2010 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 146 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 147 MARTINS L F Validação da APT Arbitrage Pricing Theory na Conjuntura da Economia Brasileira Monografia UFRS Porto Alegre 2009 55p Pricewaterhousecoopers Basileia III Principais Caracte rísticas E Potenciais Impactos 2013 THEODORO D de A F N Cálculo de VaR para uma Carteira de Ações Sistema Informatizado para Ações Negociadas na Bovespa MBA em Finanças e Gestão de Risco UFRJ Rio de Janeiro 2013 49 p eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 147 18062020 185342 18062020 185342 Gestão de Riscos 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 eBook Completo para Impressao Gestao de Riscos Abertoindd 148 18062020 185342 18062020 185342 ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA Aluno Matrícula Curso Disciplina Gestão de Riscos ANÁLISE DA EMPRESA ALBATROZ SA Quando uma empresa considera realizar um investimento ela se depara com a necessidade de avaliar cuidadosamente os riscos envolvidos em relação aos retornos esperados Esta relação entre risco e retorno é fundamental quanto maior o retorno potencial de um projeto ou investimento maior é o risco associado a ele Portanto é crucial realizar uma análise meticulosa para mitigar possíveis perdas de capital A relação entre risco e retorno pode ser quantificada através da alavancagem pois quanto maior a alavancagem maior o retorno mas também maior é o risco de dívidas Existem dois tipos principais de alavancagem utilizados pelas empresas alavancagem financeira e alavancagem operacional A alavancagem financeira avalia como as mudanças nos resultados são afetadas pelas dívidas e suas despesas financeiras enquanto a alavancagem operacional examina o impacto dos custos fixos nas vendas Portanto é essencial encontrar um equilíbrio adequado na estrutura de capital da empresa para garantir uma gestão eficaz do risco e do retorno A estrutura de capital de uma empresa é composta por capital de terceiros e capital próprio O capital de terceiros engloba tanto o passivo circulante que são obrigações de curto prazo vencendo em até 12 meses como salários e contas a pagar quanto o passivo não circulante representando obrigações de longo prazo como empréstimos e financiamentos Já o capital próprio abrange as contas do patrimônio líquido que corresponde aos recursos próprios da empresa calculado pela diferença entre ativos e passivos É importante manter uma estrutura de capital equilibrada pois influencia diretamente situação financeira e a capacidade de investimento A Albatroz SA apresenta uma estrutura de capital desequilibrada com um capital de terceiros significativamente maior do que o capital próprio Isso se reflete na participação do capital de terceiros que representa 9841 do capital total aumentando o risco de insolvência para a empresa Recomendo que a empresa reavalie suas estratégias de vendas para aumentar a geração de capital próprio reduzindo assim a dependência de financiamento externo Além disso pode ser benéfico buscar prazos mais longos para pagamento de dívidas visando melhorar o desempenho financeiro e operacional Referências Bibliográficas Libaldi Neto PedroGestão de riscos recurso eletrônico Pedro Libaldi Neto Recife Telesapiens 2020 Treasy Alavancagem Financeira e Operacional crescer com capital de bancos e investidores é uma boa opção Disponível em httpswwwtreasycombrblogalavancagemfinanceiraoperacional Acesso em 10 de fev 2024

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