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UNIDADE Curso de Graduação Licenciatura em Filosofia Introdução OBJETIVOS 1 Apresentar a disciplina 1 Unidade 1 Introdução O objetivo da disciplina História da Filosofia Contemporânea é abordar a filosofia desenvolvida nos últimos dois séculos mais especificamente no período que se segue ao idealismo alemão e vem até os nossos dias De especial importância para a Filosofia Contemporânea desenvolvida no século XIX e XX são as teses do idealismo alemão Como se viu na História da Filosofia Moderna o período do idealismo alemão vai de Kant a Hegel passando por Fichte e Schelling O idealismo com toda a sua profundidade busca uma revisão do pensamento grego e medieval Vimos isso primeiramente com Kant em sua distinção fundamental entre númeno e fenômenos ou seja a distinção entre o modo como as coisas são em si mesmas que caracterizava o modo de concepção dos sábios na antiguidade e o modo propriamente moderno de concepção da realidade no qual apreendemos o mundo a partir dos mecanismos de nossa própria consciência O pensamento de Hegel como última instância do movimento iniciado por Kant é o desfecho do pensamento moderno momento importante para o surgimento da filosofia contemporânea Por esta razão esse curso começa com Hegel e o fim da modernidade No século XIX os momentos que caracterizam o fim da modernidade e a inauguração do pensamento contemporâneo foram marcados não só pela afirmação da subjetividade transcendental mas pela crescente valorização da história até que a existência singular e situada tornase contraditando o historicismo o assunto mais importante e a preocupação dos filósofos O expoente máximo do idealismo alemão que fundou de fato o historicismo foi Georg Wilhelm Friedrich Hegel O mais conhecido intérprete do historicismo hegeliano foi Karl Marx Contudo Marx concedeu outro encaminhamento a este historicismo O cerne do processo segundo ele não estava no movimento do Espírito Absoluto mas nas forças materiais ou melhor nos poderes econômicos A crítica ao historicismo de modo geral seja o idealista de Hegel ou o materialista de Marx foi apresentada consistentemente por Sören Kierkegaard e Friedrich Nietzsche São eles os melhores intérpretes da crise da cultura que se anunciava na fase final da chamada Belle Époque nome dado aos últimos anos do século XIX e início do XX E por que se chamou bela época àqueles dias Porque foram tempos agradáveis e relativamente fáceis de viver Podese dizer que Kierkegaard e Nietzsche foram os primeiros a propor em contraposição à objetividade histórico dialética a subjetividade no contexto da situação e nos limites da existência humana algo que a escola fenomenológico existencial vai aprofundar mais tarde Esses limites se contrapunham à noção de história linear e progressiva que dava mais destaque à vida social que à vida singular De outro modo esses pensadores mostraramse preocupados em examinar a vida pessoal não separada do contexto em que ela ocorre Esse é o tema da primeira unidade A existência concreta pensada nos limites descritos pela analítica existencial deixa de lado a preocupação com a história posta em cena por Hegel e seguidores Nela ficarão claros os temas marcantes em nossos dias solidão angústia e existência definida como tensão ante o que fazer Unidade 1 Introdução A filosofia do século XX foi apresentada em outra unidade Com o advento da I Guerra Mundial e a Revolução Russa de 1917 a filosofia precisou lidar com uma profunda crise no seio da humanidade decorrente de profundas mudanças Esta crise vai se manifestar sobretudo nas dores e nas dúvidas existenciais oriundas das graves mudanças e dificuldades que caracterizaram este contexto Podese mencionar aqui a grande crise econômica de 1929 que trouxe consigo trinta milhões de desempregados e um recuo econômico de 40 e do comércio mundial de 60 Seguese a II Guerra Mundial a guerra fria e a ameaça atômica Nesse contexto a humanidade experimenta o medo de uma Guerra Mundial que com a corrida armamentista atômica levaria ao fim da humanidade Já no final do século passado com o atenuamento e o fim da guerra fria depois da queda do muro de Berlim a humanidade se vê mergulhada em um quadro de violência que ultrapassa as guerras convencionais É um tempo de revoltas como a dos estudantes franceses nos anos sessenta Além disso atentados terroristas e fanatismo religioso abrem perspectiva para uma diferente percepção da crise levando em conta os novos desafios da cidadania Nesse contexto se encaixam as filosofias da existência que propõem uma nova maneira de pensar os problemas da vida diante dos novos desafios de nosso tempo A temática desta unidade vai se concentrar nisso Tratarseá primeiramente do pensamento existencialista de Karl Jaspers um dos maiores representantes do movimento junto a Heidegger Abordarseá logo em seguida a filosofia da razão vital de Ortega y Gasset que vai incluir dentro do escopo existencialista temas como arte política história e a uma grande quantidade de assuntos da vida cotidiana Ortega propõe pensar a vida mesmo o seu caráter dramático sem cair na angústia ou mesmo no desespero Apesar de se posicionar criticamente contra a fenomenologia em sua abordagem estudos contemporâneos nos mostram Ortega como um tipo de fenomenólogo Ainda estudaremos a filosofia de Wittgenstein Na fase final de seu pensamento o filósofo propõe substituir a intuição fenomenológica e a redução eidética por uma filosofia da linguagem que teve repercussão e ainda influencia nossos dias Esta unidade acadêmica está disposta de modo a capacitar o aluno a reconstruir as críticas ao idealismo absoluto de Hegel feitas no século XIX caracterizar e comparar os movimentos fenomenológico raciovitalista e intuicionista gramatical

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nossa própria consciência O pensamento de Hegel como última instância do movimento iniciado por Kant é o desfecho do pensamento moderno momento importante para o surgimento da filosofia contemporânea Por esta razão esse curso começa com Hegel e o fim da modernidade No século XIX os momentos que caracterizam o fim da modernidade e a inauguração do pensamento contemporâneo foram marcados não só pela afirmação da subjetividade transcendental mas pela crescente valorização da história até que a existência singular e situada tornase contraditando o historicismo o assunto mais importante e a preocupação dos filósofos O expoente máximo do idealismo alemão que fundou de fato o historicismo foi Georg Wilhelm Friedrich Hegel O mais conhecido intérprete do historicismo hegeliano foi Karl Marx Contudo Marx concedeu outro encaminhamento a este historicismo O cerne do processo segundo ele não estava no movimento do Espírito Absoluto mas nas forças materiais ou melhor nos poderes econômicos A crítica ao historicismo de modo geral seja o idealista de Hegel ou o materialista de Marx foi apresentada consistentemente por Sören Kierkegaard e Friedrich Nietzsche São eles os melhores intérpretes da crise da cultura que se anunciava na fase final da chamada Belle Époque nome dado aos últimos anos do século XIX e início do XX E por que se chamou bela época àqueles dias Porque foram tempos agradáveis e relativamente fáceis de viver Podese dizer que Kierkegaard e Nietzsche foram os primeiros a propor em contraposição à objetividade histórico dialética a subjetividade no contexto da situação e nos limites da existência humana algo que a escola fenomenológico existencial vai aprofundar mais tarde Esses limites se contrapunham à noção de história linear e progressiva que dava mais destaque à vida social que à vida singular De outro modo esses pensadores mostraramse preocupados em examinar a vida pessoal não separada do contexto em que ela ocorre Esse é o tema da primeira unidade A existência 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